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Trabalhadores nas indústrias de móveis convivem com descontentamento na profissão

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sintracom_saúde-14_01A realidade dos trabalhadores da indústria de móveis perpassa por fatores bastante distintos, pois essas indústrias, no Brasil, são configuradas ou por linhas de produção automatizadas ou pelo trabalho manual. A maior concentração dessas indústrias é nas regiões Sul e Sudeste do país.

Com o crescimento capitalista e a intensificação do ritmo de trabalho, muitos fatores contribuem para a piora da saúde dos trabalhadores. As doenças ocupacionais, por exemplo, apresentam incidência elevada nas indústrias de móveis.

As razões para o aparecimento das doenças ocupacionais são múltiplas e variam conforme os riscos que uma empresa pode apresentar, como, por exemplo, riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e psicológicos.

Os riscos psicológicos, por exemplo, são desencadeados pelo desgaste anormal e a redução da capacidade de trabalho por parte do trabalhador. Como resultado, há o desenvolvimento do estresse, que nada mais é do que uma reação do organismo humano relacionada à adaptação do homem com as mudanças positivas e negativas.

Embora não seja considerado como uma doença propriamente, ele é capaz de potencializar o surgimento de diversos distúrbios emocionais.

A Síndrome de Burnout, por exemplo, surge com o esgotamento físico e mental – quando os profissionais não têm mais condições de driblar o estresse. Ela está diretamente ligada à realização pessoal do trabalhador. Embora comece com uma alta dose de empenho no trabalho, a autoestima e a motivação caem quando o trabalho não gera nenhum tipo de reconhecimento.

Os trabalhadores das indústrias de móveis convivem com esse tipo de situação. Na categoria, há a prevalência do Transtorno Mental Comum (TMC), conforme aponta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sintracom Londrina), Denilson Pestana da Costa.

O TMC é uma síndrome aguda, caracterizada por modificações do humor, insônia, esquecimento, irritabilidade, fadiga, agressividade, queixas psicossomáticas e dificuldades de concentração.

“Pesquisas com a categoria revelam que muitos empregados se queixam de dores de cabeça, assustam-se facilmente, sentem tristeza e dificuldade para a realização de tarefas. Por isso, é preciso uma abordagem voltada à saúde do trabalhador. Isso precisa ser discutido no próprio ambiente de trabalho, de forma a proteger o profissional”, declara.

Fonte: Sintracom Londrina

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