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Reconhecido
em 21/08/1968
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Leia
abaixo as mensagens deixadas pelo presidente do SINTRACOM Londrina,
Denilson Pestana da Costa, ou se preferir clique aqui
para ouvi-las. |
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Programa:
07 de fevereiro de 2010
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Toda
força ao piso mínimo regional |
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Quando
fomos pra Brasília em 2005 participar da criação
da Nova Central Sindical de Trabalhadores, hoje a terceira maior
do Brasil, o fizemos porque acreditávamos que era preciso
surgir uma entidade que praticasse o velho e bom sindicalismo,
ou seja, o sindicalismo comprometido única e exclusivamente
com o trabalhador.
E quando se fala em trabalhador, a primeira questão a ser
levantada é o salário. Afinal, o pagamento, o ordenado
que recebemos após um mês de trabalho é a
materialização do suor de nossos corpos, do esforço
físico e mental que fazemos todos os dias na construção
da cidade, do estado, do país e do mundo em que vivemos.
Por isso, a Nova Central no Paraná fechou questão,
foi á luta e esteve o tempo todo na linha de frente da
criação do Piso Mínimo Regional do Paraná
em 2007. Em 2008 e no ano passado, também acompanhamos
todas as discussões referentes à proposta de reajustes
para o Piso naqueles anos.
Ainda em 2009, a plenária final do 2º Congresso Estadual
da Nova Central Sindical de Trabalhadores no Paraná, evento
realizado no mês de outubro em Foz do Iguaçu, aprovou
a proposta de que a entidade lutasse para que o reajuste anual
do piso mínimo regional fosse regulamentado em lei e não
ficasse à mercê do bom ou do mau humor dos governantes
do estado.
Pois agora, o desejo manifestado pelos delegados presentes ao
2º Congresso Estadual da Nova Central, está próximo
de se tornar realidade. Amanhã, dia 8 de fevereiro, o governador
Roberto Requião encaminha para a Assembléia Legislativa
o projeto de lei que regulamenta o reajuste anual do piso regional.
Será um momento histórico para o trabalhador paranaense
que ainda não tem uma representação sindical,
pois o piso regional é a garantia que ele tem de condições
melhores para sua família. Mais uma vez a Nova Central
estará presente. Vamos, inclusive, ter um tempo livre na
tribuna da Assembléia para defendermos nossos pontos de
vista em relação ao trabalho, ao trabalhador, ao
salário e as condições de trabalho.
Mais uma vez, vamos confrontar aqueles que diziam, durante a discussão
da criação do piso regional, que ele iria provocar
desemprego. Três anos após sua criação,
ao contrário, o que se vê é o Paraná
batendo recordes seguidos na geração de emprego,
mostrando que tínhamos razão ao defender a criação
de um piso mínimo regional para o Paraná.
Por isso, a Nova Central está convocando todo o dirigente
sindical que puder se deslocar até Curitiba, nesta segunda-feira,
para realizarmos uma grande concentração em frente
à Assembléia Legislativa. O piso regional é
uma conquista do trabalhador paranaense e, por isso, não
podemos admitir nenhum tipo de retrocesso.
É com este espírito que o Sintracom-Londrina, a
Fetraconspar, a CNTI e a Nova Central Sindical de Trabalhadores
no Paraná responderão presente à chamada
da mobilização em defesa do piso mínimo regional.
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Programa:
31 de janeiro de 2010
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A
pré-temporada da campanha salarial |
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No
Brasil país do futebol pentacampeão mundial, a pré-temporada
dos clubes é o assunto de todas as rodas durante boa parte
do mês de janeiro. Cê viu, como o Ronaldo continua
gordo? Será que ele vai marcar tantos gols quanto no ano
passado? E o Vagner Love, será que vai dar certo com o
Adriano?
A pré-temporada, portanto, é o período em
que os times de futebol se refugiam em algum lugar sossegado,
logo que o ano começa, pra que todo mundo recupere a forma
física, aprimore a técnica e exercite a tática.
Para o time que tem bons jogadores, uma pré-temporada bem
feita é meio caminho andado até o título.
É com esse objetivo que a Fetraconspar reúne os
dirigentes sindicais da Construção e do Mobiliário
do Paraná, sempre no mês de janeiro, para realizar
o seminário que dá o pontapé inicial na Campanha
Salarial.
Durante quatro dias, como aconteceu na semana passada de segunda
a quinta-feira, sindicalistas de todos os cantos do Paraná
se reúnem na Colônia de Férias da Fetraconspar,
em Itapoá, Santa Catarina, pra discutir a conjuntura municipal,
estadual, nacional e mundial.
Pra definir de que forma o time dos cerca de 200 mil paranaenses
trabalhadores da Construção e do Mobiliário
vai se defender e atacar no jogo pela conquista dos melhores salários
e das melhores condições de trabalho, saúde
e segurança nos canteiros de obras e no chão das
fábricas.
É, o jogo não vai ser nada fácil, principalmente
na Madeira e no Mobiliário, pois nesses setores tem muita
empresa que depende da venda de seus produtos para os outros países.
O problema é que nem todos os países compradores
de nossos móveis, madeiras e derivados saíram da
crise econômica.
O jogo vai ser bruto, mas estamos preparados. No Seminário
da semana passada, nossa pré-temporada, discutimos todas
estas questões e sabemos exatamente o que vamos argumentar
nas mesas de negociação. Não dá pra
vender lá fora, vamos conversar sobre como dar um gás
no mercado interno.
No setor da Construção, a partida promete ser menos
doída. O que não quer dizer que o jogo, isto é,
a campanha salarial 2010-2011 será moleza. No confronto
entre o capital e o trabalho, assim como vai acontecer na Copa
do Mundo de Futebol da África do Sul, não tem jogo
fácil.
Do lado dos trabalhadores da Construção a luta será
para conquistar um reajuste salarial de acordo com o momento que
vive o setor, com muitas obras em andamento, outras começando,
muitas planejadas para breve e outras tantas para os próximos
anos.
Depois do 19º Seminário de Dirigentes Sindicais da
Madeira e do Mobiliário do Paraná, estamos preparados
para o que der e vier. Terminada a pré-temporada, entraremos
em campo prontos para driblar as dificuldades, proteger as canelas
das botinadas e meter a bola no barbante.
Em outras palavras, isto quer dizer o seguinte: temos respostas
na ponta da língua para os argumentos dos patrões.
Estudamos profundamente a economia, a produção e
seus custos, o mercado nacional e internacional e, por isso, sabemos
o que as empresas podem e o que não podem negociar.
É isso que vamos buscar. O melhor reajuste possível
será o gol da vitória da partida entre o trabalhador
da Construção e do Mobiliário e as empresas
do setor. A conquista ou a manutenção do respeito
às condições de trabalho, à saúde
e á segurança do trabalhador, para nós, é
como o gol que não deixa dúvidas quanto a importância
da vitória, isto é, da conquista das reivindicações
do trabalhador da Construção e no Mobiliário
de Londrina e Região.
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Programa:
24 de janeiro de 2010
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Reconstruir
o Haiti é, também, tarefa nossa |
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A
Pérola das Antilhas. Assim a Ilha Hispaniola, local onde
atualmente se localizam as Repúblicas do Haiti e Dominicana,
era conhecida nos tempos coloniais.
Nos primeiros tempos, isto é, desde a chegada de Cristóvão
Colombo em 1492 no continente americano, a ilha esteve sob o domínio
espanhol, o qual praticamente dizimou a população
nativa, após escraviza-la e infecta-la com doenças
para as quais os índios não tinham defesas naturais.
Depois, ao final do século 17, a ilha passou para o domínio
francês. Durante o século 18, os franceses intensificaram
o cultivo da cana de açúcar na ilha e, para isso,
buscaram a mão de obra barata dos escravos africanos.
Em 1789, quando estourou a revolução francesa com
seus ideais de igualdade, liberdade e fraternidade, havia cerca
de 500 mil negros, 24 mil mestiços e 32 mil brancos na
parte ocidental da ilha, onde seria criado o Haiti.
O clamor por liberdade ecoou a partir da França e chegou
ao Caribe de forma tão intensa que, apenas 15 anos depois,
em 1º de janeiro de 1804, foi proclamada a Independência
do Haiti, resultado da luta desencadeada por ex-escravos, ou seja,
maioria esmagadora da população haitiana.
Foi o primeiro país latino-americano a se declarar independente
em relação ao colonizador europeu, o qual tentou,
de todas as formas, manter-se no domínio da ilha. No final
da luta da independência, restou um país fragmentado
e que durante um século não chegou a se unificar
enquanto nação.
Por conta disso, em 1905 os Estados Unidos intervieram no país
para receber o que lhes devia o Haiti. Os americanos ficaram na
ilha até 1934, quando se retiraram definitivamente e deixaram
para trás um país instável politicamente
e economicamente dependente dos Estados Unidos.
Por conta disso, o Haiti seguiu sua rotina de golpes e contragolpes
que impediam o país de se organizar política e economicamente.
Desta forma, em 1957 chegou ao poder o intelectual negro François
Duvalier, que se tornou conhecido como Papa Doc, isto é,
o papai médico.
Após a morte de Papa Doc, seu filho Baby Doc assumiu o
poder aos 19 anos e governou até 1986,dando seqüência
ao regime de terror imposto pelo pai, com os tontons macoutes,
isto é, os bicho-papões, prendendo, torturando e
matando indiscriminadamente aqueles que eram considerados inimigos
do regime.
Baby Doc foi deposto por um golpe militar e o país seguiu
sua rotina de golpes e contragolpes até que a Organização
das Nações Unidas determinasse a intervenção
no Haiti no início de 2004.
Como se percebe, o fato de o Haiti ser uma república “africana”
incrustada no Mar do Caribe, próxima das Américas
do Sul, do Centro e do Norte, parece ter sido determinante para
que o povo haitiano fosse abandonado à própria sorte
até que a ONU interviesse no país no início
do Século 21.
Para piorar de vez a situação do sofrido povo haitiano,
a ilha foi sacudida por um terremoto de graves proporções
no início deste ano. De lá para cá, o que
se vê, todo dia, é um filme de horror que, infelizmente,
é real e não uma obra de ficção.
É gente morrendo de fome, de sede e de abandono. É
gente vítima do descaso mundial em relação
aos habitantes desta ilha que nos tempos coloniais gerou muita
riqueza, principalmente para a França, após serem
retirados, à força de suas pátrias no Continente
Africano.
Por isso, acreditamos que a tarefa de reconstruir o Haiti, neste
momento de dor e de tristeza do povo haitiano, também é
tarefa do povo brasileiro como um todo. Também temos muitos
e graves problemas a resolver, mas, neste momento, o Haiti tem
que ser encarado como prioridade mundial.
Nós do Sintracom-Londrina, da Fetraconspar, da CNTI e da
Nova Central Sindical de Trabalhadores, temos a certeza que o
povo brasileiro, fraterno e solidário que é, se
chamado a participar da reconstrução do Haiti não
vai virar as costas para o sofrido e arrebentado povo haitiano.
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Programa:
17 de janeiro de 2010
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Zilda
Arns e a arte de tirar leite de pedra |
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A
cidade de Florestópolis, cerca de 60 km ao Norte de Londrina,
foi a primeira a ser beneficiada, em 1983, pela Pastoral da Criança
e a santíssima trindade que norteia sua ação,
isto é, informação, complemento nutricional
de baixíssimo custo e amor, muito amor pelo próximo.
Foi nesta pequena cidade, como a maioria que existe pelo Brasil
afora, que a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns iniciou
seu trabalho de salvar vidas infantis, antes condenadas à
subnutrição e ao subdesenvolvimento físico
e intelectual. Foi em Florestópolis que Zilda Arns assumiu
o papel de anjo da guarda das crianças pobres, quando não
miseráveis.
Quase trinta anos após a criação da pastoral
da criança, da pesagem periódica dos bebês,
da disseminação da informação e do
fornecimento gratuito da multimistura, a iniciativa contabiliza
quase dois milhões de crianças atendidas em mais
de quatro mil dos 5.564 municípios brasileiros.
Este trabalho mobiliza mais de 260 mil voluntários que,
assim como a saudosa Zilda Arns, levam a sério o cântico
católico que diz que “prova de amor maior não
há, que doar a vida pelo irmão”. Além
disso, a multimistura pesquisada e desenvolvida pela Pastoral
da Criança já é adotada por mais de 15 países
que, assim como o Brasil, enfrentam problemas de subnutrição
infantil.
Quando ainda vivia e circulava entre nós, pobres mortais,
a médica Zilda Arns disse que a inspiração
para o trabalho na pastoral, foi o milagre da multiplicação
dos pães e dos peixes realizado por Jesus, que é
um dos poucos relatado pelos quatro evangelistas - Mateus, Marcos,
Lucas e João - e que é interpretado como a obrigação
que tem todo Cristão de mobilizar o que tiver à
mão para dar de comer a quem tem fome.
Por isso, nesse momento de dor provocada pela perda de Zilda Arns,
a diretoria do Sintracom-Londrina apóia a iniciativa do
governador Roberto Requião e encampada pelo presidente
Lula de lutar para que a fundadora da pastoral da criança,
o anjo da guarda dos filhos mais pobres do Brasil, seja indicada
postumamente para o Prêmio Nobel da Paz pelos serviços
prestados à humanidade através da defesa da saúde
e da vida da criança.
Esse fato, por si só, é mais do que suficiente para
que Zilda Arns receba o prêmio Nobel, mas é preciso
lembrar que ela também foi a criadora, em 2004, da Pastoral
do Idoso. Por isso tudo, nós que lutamos todos os dias
pela Construção da Cidadania, nossa obra mais importante,
acreditamos que a obra que Zilda Arns realizou enquanto esteve
entre nós a credencia a receber, após a morte, o
Prêmio Nobel da Paz.
A imortalidade da médica, acreditamos, está garantida
na continuidade dos trabalhos das pastorais que criou, mas a honraria
de tal prêmio seria a consagração de uma vida
dedicada a amenizar o sofrimento de seus semelhantes, notadamente
dos mais frágeis, ou seja, a criança e o idoso.
Da mesma forma que o prêmio Zilda Arns a ser criado pelo
Governo Federal para agraciar os gestores que se destaquem no
combate à mortalidade infantil, sem dúvida, fará
justiça a essa mulher que, em vida, não poupou esforços,
dedicação e amor em favor de um mundo melhor para
os menos favorecidos.
Zilda Arns nos deu uma lição de vida ao mostrar
que quando se põe o coração em favor do próximo,
Deus nos ampara e nos mostra o caminho a ser trilhado. Como costumavam
dizer nossos avós, com a multimistura criada pela Pastoral
da Criança, Zilda Arns nos deu uma verdadeira aula da arte
de tirar leite de pedra. Muito obrigado e descanse em paz na companhia
do criador.
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Programa:
10 de janeiro de 2010
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Começando
o ano antes do carnaval (ou) Na luta para o piso regional virar
lei |
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No
dia 5, terça-feira última, o governador Roberto
Requião apresentou o projeto do governo estadual para o
reajuste do piso mínimo regional do Paraná.
Agora, o projeto será encaminhado para a Assembléia
Legislativa do Estado, logo no primeiro dia de fevereiro, para
que os deputados discutam e aprovem o projeto.
Para quem, como nós, sempre ouviu dizer que o Brasil pára
entre o Natal e o Carnaval, não deixa de ser uma boa notícia
para cerca de um milhão e meio de trabalhadores paranaenses.
Se o projeto de Requião for aprovado pelos deputados, o
reajuste máximo será de 21,5% sobre um dos quatro
níveis de piso mínimo praticado no Paraná.
Para as diretorias do Sintracom-Londrina, da Fetraconspar e da
Nova Central Sindical de Trabalhadores no Paraná, que estiveram
na frente de batalha para a implantação do piso
regional, é um fato a ser comemorado com muita alegria.
Quando a gente discutia com o governo a criação
do piso regional, a gente era bombardeado pelos empresários,
sob o argumento de que um piso acima do salário mínimo
iria provocar a demissão de muitos trabalhadores.
Os patrões usaram, naquela ocasião, discurso parecido
ao de certos setores empresariais, que anunciavam a saída
de empresas do Brasil caso Lula fosse eleito presidente.
Pois é, Lula foi eleito e, ao contrário do que diziam,
o país atraiu capital e empresas, cresceu, distribuiu renda
e melhorou a vida de muita gente que vivia abaixo da linha da
pobreza e da miséria.
Da mesma forma, a implantação do piso regional do
Paraná não provocou demissões e, de quebra,
o Estado se firmou como líder na geração
de empregos formais, isto é, trabalho registrado em carteira,
com todos os direitos trabalhistas assegurados.
Além disso, o salário regional tem cumprido a função
de turbinar, de puxar pra cima as negociações salariais,
mesmo quando não há acordo entre as partes.
E tem mais. Decisões judiciais garantiram o pagamento do
piso para trabalhadores de Umuarama, Colombo e Cascavel e o Ministério
Público do Trabalho tem orientado os sindicatos para que
não fechem convenções com valores menores
do que o do piso estadual.
Agora, nossa luta será para que o piso regional seja regulamentado
em lei e não precise mais de mensagens do governador para
garantir o reajuste. Isso é muito importante, pois no ano
que vem teremos outro dirigente no Palácio Iguaçu
e, de repente, ele ou ela pode querer acabar com o piso regional.
Como nós, dirigentes sindicais, também não
esperamos o carnaval chegar para iniciarmos o ano, certamente
esta questão estará presente em todas as discussões
que tivermos no decorrer deste ano de eleições para
presidente, governador, senado, câmara federal e assembléia
legislativa.
O fato é que não podemos permitir que o Paraná
engate uma marcha à ré na questão do piso
regional. Pelo contrário, precisamos aprimorá-lo.
Torna-lo lei e garantir o seu cumprimento. Esta é uma das
muitas tarefas que o ano de 2010 nos preparou.
O Sintracom-Londrina, a Fetraconspar, a CNTI e a Nova Central
Sindical de Trabalhadores no Paraná, certamente responderão
presente ao chamado desta importante causa do trabalhador paranaense.
Esta é a nossa missão.
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Programa:
27 de dezembro de 2009
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Um
2010 pleno de realizações |
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Quando
entramos em 2009, as nuvens negras da crise econômica mundial
rondavam a família brasileira. Todos temiam que a crise
iniciada nos Estados Unidos afetasse a produção
brasileira e provocasse uma onda de fechamento de empresas e jogasse
muitos pais de família na fila do desemprego.
Felizmente, as medidas tomadas pelo presidente Lula e sua equipe
econômica fizeram com que o Brasil praticamente não
sentisse os efeitos da crise econômica. Assim atravessamos
2009 muito melhor do que imaginávamos ao final de 2008.
Logo no início do ano, pra não dar chance ao azar,
nos reunimos no Seminário de preparação da
campanha salarial 2009-2010. Fomos para Itapoá, em Santa
Catarina, mas não vimos o mar. O que vimos e ouvimos dos
palestrantes convidados - professores, economistas e políticos
-, foi o cenário que teríamos pela frente e a melhor
forma de enfrentarmos o momento difícil da economia.
Valeu a pena, irmos para a praia e não vermos o mar, pois
ao final das negociações tivemos o prazer de informar
aos trabalhadores a conquista de aumento real para todas as onze
categorias profissionais representadas pelo Sintracom-Londrina.
O Sindicato, como vem fazendo há anos, cumpriu seu papel
de agente de distribuição de rendas ao conquistar
aumento real de 5% em média e, também, ao garantir
o fornecimento de cesta natalina para os trabalhadores da construção.
Ao mesmo tempo que tocávamos a campanha salarial não
deixamos de cumprir nossa agenda de eventos. Entre uma assembléia
e outra, realizamos o Dia da Mulher Trabalhadora da Construção
e do Mobiliário, evento que mobiliza milhares de trabalhadoras.
Em seguida, iniciamos a construção do parque aquático
da Sede Campestre da Família Sintracom-Londrina. Foi bonito
de se ver o mutirão que envolveu cerca de 80 pessoas na
concretagem da piscina. Enquanto um grupo botava a mão
no concreto, a bola rolava no campo de futebol suíço
no torneio que bateu recorde de participantes com mais de 40 times
inscritos.
Quando outubro chegou, novamente a Sede Campestre se encheu de
vida com a festa das crianças, maior evento do sindicato
e que mobiliza, em média, 5 a 6 mil pessoas.
Nesse mês, ainda assumimos um compromisso maior com os trabalhadores
paranaenses ao sermos eleitos presidente da Nova Central Sindical
de Trabalhadores no Paraná.
Desta forma, além de cumprir a agenda do Sindicato, o programa
Sua Vez, Sua Voz esteve presente em todos os momentos importantes
da cidade, da região e do estado.
Assim, por aqui passaram os candidatos que disputaram o turno
extra das eleições de Londrina e os parlamentares
que aceitaram discutir a redução da jornada de trabalho
de 44 para 40 horas semanais.
O então prefeito interino Padre Roque, também passou
por aqui e deu seu recado. Depois, abrimos espaço para
os novos secretários, como do doutor Agajan der Bedrossian,
que veio ao programa para alertar a população sobre
os perigos da Gripe A.
Da mesma forma, o advogado trabalhista Alberto de Paula Machado,
então presidente da OAB-Paraná, que veio discutir
a cidadania com a gente e com os milhares de ouvintes que acompanham
o programa Sua Vez, Sua Voz.
Foi aqui, também, que o problema da alta programada do
INSS, que tantos prejuízos tem causado ao trabalhador,
ganhou outra dimensão e abriu as portas do Instituto para
uma discussão pública sobre o assunto.
Discutimos outros temas ao longo das 52 semanas do ano de 2009
e, se Deus quiser e nos der forças, em 2010 continuaremos
na trincheira da luta pela construção da cidadania,
nossa obra mais importante.
Vamos continuar falando que o poder público tem que realizar
a sua parte na construção da cidade boa para todos;
mas, vamos também bater na tecla da participação
da população. Participação que pode
ser dar na discussão dos problemas da cidade, mas, também,
na preservação do patrimônio público.
Nos últimos dias, por exemplo, quando a cidade esteve iluminada
e festiva, infelizmente, muitos vândalos agiram em meio
à multidão e depredaram várias partes da
Praça Tomi Nakagawa, que a Prefeitura decorara para as
festas de fim de ano.
Por fim, gostaríamos de enviar uma mensagem de fim de ano
ao prefeito Barbosa Neto. Assim como a maioria dos londrinenses,
estamos gostando de ver as ruas e praças de Londrina cheias
de vida neste fim de 2009. Nosso desejo, então, é
que esse clima persista ao longo do ano que vem.
E pra encerrar esta palavra do presidente, uma última sugestão,
ao prefeito Barbosa Neto. Já que você, companheiro
de muitas lutas, gosta de acordar cedo e diz que quer governar
com o povo, por que não agendar, por exemplo, alguns café
da manhã com os trabalhadores da construção
nos canteiros de obras?
Que tal, pisar o chão das fábricas e ouvir, diretamente
da população o que o londrinense espera de seu mandato?
Essa gente que acorda cedo, em geral antes do sol raiar no horizonte,
tem muito a dizer sobre Londrina.
Por que não, prefeito, discutir a questão do IPTU
no Caic da Zona Sul? Esta conversa seria emblemática, pois
colocaria frente a frente o poder público, os moradores
das ruas humildes do União da Vitória, Franciscato
e Perobal e os moradores dos condomínios fechados com seus
casarões e ares de primeiro mundo.
Após cerca de 20 anos amassando barro e engolindo poeira
nos canteiros de obras, sentindo o cheiro do pó-de-serra
nas serrarias e no chão das fábricas, aprendemos
que o melhor caminho para realizar um bom trabalho é ouvir
o que tem a dizer o trabalhador. Ele não tem o saber acadêmico,
mas tem o saber adquirido no dia-a-dia, na luta cotidiano por
um mundo melhor.
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Programa:
20 de dezembro de 2009
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Renovação
da fé em Deus e nos homens |
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Daqui
a pouco será Natal. As lojas e supermercados e as ruas
apinhadas de gente carregando sacolas e mais sacolas, dão
notícia da ceia natalina seguida da troca de presentes
que será realizada na maioria dos lares brasileiros.
O algodão que cobre os galhos da árvore de Natal
recria o clima frio do hemisfério norte onde surgiu a figura
do Papai Noel. O velho gorducho e bonachão que sai pelo
mundo distribuindo presentes a todas as crianças que se
comportaram bem durante o ano.
Do lado de baixo da Linha do Equador, localização
do Brasil no planeta Terra, no entanto, o calor predominará
em todas as ceias. Desde as casas onde será servido champanhe
francês até as que se sentirão felizes em
ter água, luz e telefone, comida na mesa e segurança
nas ruas poucos iluminadas da periferia.
Além do calor tropical característico desta parte
do planeta chamada Brasil, a temperatura há de subir ainda
mais na troca de abraços e beijos, na mão do pai
que abençoa o filho, no sinal da cruz na noite do dia 24
de dezembro, só pra lembrar que há dois mil e poucos
anos atrás, num estábulo, nasceu Jesus.
O filho do Criador veio ao mundo para, sacrificado como o cordeiro
de Deus, nos redimir de todos os nossos pecados. Jesus cumpriu
sua missão terrena e, em seguida, voltou ao reino dos céus
onde está sentado à direita do Pai. Assim, as sagradas
escrituras falam da vinda e da vida de Jesus Cristo.
O nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo
resumem o mistério da fé da cristandade, coletividade
hoje estimada em mais de dois bilhões de pessoas. Isso
significa que na próxima sexta-feira, seja convicto ou
indeciso, praticante ou não, todo cristão celebrará
o nascimento do Menino Jesus.
A celebração desta data é tão forte
que foi capaz, até, de provocar um cessar fogo espontâneo
entre combatentes da primeira guerra mundial, o primeiro conflito
da humanidade em que o número de mortos e mutilados foi
contado aos milhões e não mais aos milhares como
ocorria até então.
Neste momento em que muitas favelas deste país estão
adoecidas pelo câncer do narcotráfico, doença
que tira o sono da sociedade e dos pais de famílias, queremos
nos juntar ao todo aquele que acredita em Deus e na vida de seu
filho à terra para nos ensinar a viver em paz, com fraternidade
e solidariedade.
Façamos, então, como o Carpinteiro José.
Ele não havia tocado na Virgem Maria e, portanto, sabia
que o filho que ela trazia no ventre não era seu. Mesmo
assim, não teve dúvidas e aceitou a tarefa de ser
o responsável pela criação e a educação
daquele que viria para nos reconciliar com Deus, o criador do
céu e da terra.
Que este Natal represente, também, o nascimento de uma
nova era para a humanidade. Um tempo em que as guerras se tornem
apenas uma má lembrança do passado. Que a fome deixe
de provocar doenças e mortes e que a intolerância
saia, definitivamente, do dia-a-dia dos seres humanos.
Que em 2010 e nos anos que viveremos a seguir, os patrões
que não pagam em dia seus empregados, que não cumprem
a lei, sejam tocados pela luz do espírito santo e passem
a agir de acordo com as leis de Deus e dos homens. Este é
nosso desejo. Esta é a causa pela qual lutaremos enquanto
força tivermos.
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Programa:
13 de dezembro de 2009
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É
na cidade que se vive |
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Até
a metade do século passado o Brasil era um país
essencialmente rural, com a maioria dos brasileiros e brasileiras
vivendo e trabalhando no campo. Talvez, por isso, os filmes de
Mazzaroppi fizessem tanto sucesso.
Apesar de rural, o Brasil tinha metrópoles, principalmente
nas regiões Sudeste e Sul. São Paulo, Rio de Janeiro,
Belo Horizonte e Porto Alegre, naqueles anos 1950, eram cidades
que tinham a população contada aos milhões.
De lá para cá, essa conta mudou. As cidades grandes
se tornaram imensas. As médias se tornaram grandes e assim
por diante. A música baseada na vida rural, que virava
poesia nas violas de Tonico & Tinoco, foi trocada pelas guitarras
trazidas por Chitãozinho & Chororó, na mesma
sacola que carregava os dramas urbanos vividos pelos recém
saídos da roça.
Cidade planejada para abrigar 20, 30 mil habitantes, Londrina
contrariou os planos da Companhia de Terras e cresceu sem parar.
Em 1950, quando o Brasil começou a se tornar urbano, Londrina
tinha 71 mil londrinenses. Dez anos depois, 134 mil. Quase o dobro
e, dali por diante, em média 100 mil novos londrinenses
a cada dez anos.
Assim, entramos no Século 21 com cerca de meio milhão
de londrinenses. Foi um muito rápido e, por isso, na atualidade
a cidade convive com problemas como a existência de 60 mil
londrinenses sobrevivendo com R$ 4 por dia, ou seja, o equivalente
ao preço médio de um maço de cigarros.
Essa dura realidade tem que ser mudada. A família londrinense
não pode se sentir feliz sabendo que 60 mil filhos seus,
natos ou naturalizados, vivem nestas condições.
Por isso, é preciso repensar a cidade.
Este repensar pode acontecer, por exemplo, em eventos como a Conferência
Municipal da Cidade, realizada ontem na Câmara de Vereadores.
Os delegados discutiram, como lema, a “Cidades para Todos
e Todas com Gestão Democrática, Participativa e
Controle Social” e, como tema, “Avanços, Dificuldades
e Desafios na Implementação da Política de
Desenvolvimento Urbano”.
Percebeu? Ta tudo ali. A cidade para todas as almas que a habitam
e que seja democrática, participativa e controlada socialmente,
é o que todos desejamos. Só que a conquista da cidade
ideal só será realidade com o envolvimento da maioria
da população.
Implementar a política de desenvolvimento urbano, considerando
os avanços sem perder de vista as dificuldades e os desafios,
não deve ser entendida como uma tarefa exclusiva dos governantes
e dos legisladores, sempre sob o olhar vigilante da Justiça.
Quanto mais londrinense estiver envolvido na discussão
da cidade que queremos e merecemos, mais este sonho estará
perto de se tornar realidade. Raul Seixas, maluco beleza que transita
entre o urbano rock e a música rural, disse que sonho que
se sonha junto é real.
É nisso que acreditamos quando conclamamos todos os londrinenses
do bem, isto é, a maioria absoluta dos moradores da cidade
pé vermelho e mãos limpas, a discutirem a rua, o
bairro, a região, a cidade do Franciscato e do Perobal,
do São Jorge, do Maracanã e do Santa Fé.
Também cidade dos grandes condomínios, que Londrina
é cidade com histórias de sucesso financeiro e patrimonial
conquistado com muito suor, trabalho e honestidade. Essa a cidade
que os pioneiros nos legaram.
A construção da cidade que legaremos a nossos filhos
e netos, porém, é tarefa nossa. Como também
é tarefa do poder público atual. O Conselho Municipal
da Cidade foi criado na gestão anterior, mas, por enquanto,
não se efetivou na prática. Precisa acontecer durante
a atual administração.
Não temos dúvida que a discussão sistemática
da cidade, seus problemas e perspectivas de soluções,
resultará numa Londrina melhor. Mais iluminada e segura.
Cidade em que as pessoas se sintam convidadas a sair de casa e
ocupar ruas, avenidas e praças. Viver, enfim.
Este é o desejo da diretoria do Sintracom-Londrina. É
atrás desse sonho de uma Londrina melhor pra se viver,
ou seja, uma cidade sem assaltos ou sobressaltos, que pulamos
da cama cedo, todos os dias, damos um beijo em nossas crianças
e vamos à luta.
Quem sabe daqui mais alguns anos, ao invés de “Tropa
de Elite” ou “Cidade de Deus”, retratos tão
reais quanto cruéis de um aglomerado urbano brasileiro,
a realidade inspire o cinema a produzir filmes que falem da cidade
como espaço privilegiado para o convívio humano
pacífico, fraterno e solidário.
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Programa:
06 de dezembro de 2009
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Câncer
de próstata é doença de macho! |
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A
saúde é o bem mais valioso do ser humano. Saúde
significa vida e, por isso, deve ser encarada com muita seriedade.
No dia a dia, cuidamos da saúde e da segurança no
ambiente do trabalho, para que todo trabalhador volte pra casa
da mesma forma quando deixou os familiares para ir pro serviço.
Essa é uma das missões da diretoria do Sintracom-Londrina
Construindo o Cidadão, nossa obra mais importante. No entanto,
sempre consideramos que é preciso ir além. Por isso,
desde 1993 temos levado aos canteiros de obras e ao chão
das fábricas campanhas de prevenção de doenças.
Até porque, o mundo moderno, além do avanço
científico e tecnológico, trouxe também algumas
doenças que, se não forem prevenidas podem levar
o trabalhador à morte. Nossa primeira abordagem neste sentido
foi a prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis
e a AIDS.
Agora, preocupados com o preconceito que impede a realização
de exames preventivos do Câncer de Próstata, desde
2007 temos batido, insistentemente, nesta tecla.
Em outubro de 2007 fomos aos canteiros de obras e levamos informações
sobre a doença para milhares de trabalhadores. Retomamos
este assunto neste domingo, dia estadual de prevenção
e combate ao câncer de próstata, porque, infelizmente,
ainda tem muito homem que, por conta de um preconceito absurdo,
se recusa a realizar o toque retal, que é o exame mais
eficaz para diagnosticar a doença quando ela está
começando.
Finalmente, lembramos a todos os homens que o câncer de
próstata, além de colocar em risco a vida, o tratamento
é muito caro. Isto quer dizer que o preconceito do machão
que se recusa a fazer o toque retal, além de poder leva-lo
à morte, faz o estado gastar com o tratamento dinheiro
que poderia ser usado, por exemplo, na melhoria da educação
de nossos filhos.
Justamente por isso é que a campanha de prevenção
e combate à doença deflagrada pelo Sintracom-Londrina
teve o mesmo título desta palavra do presidente: Câncer
de próstata é doença de macho! Então,
companheiro trabalhador, você que está na faixa dos
40 a 50 anos, seja homem e faça o exame preventivo do câncer
de próstata. Viva e seja feliz.
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Programa:
29 de novembro de 2009
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Semana
Nacional da Conciliação |
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Segundo
dados apurados em 2007 pelo Conselho Nacional de Justiça,
CNJ, naquele ano existiam no Brasil 67 milhões e 700 mil
processos em tramitação. Trocando em miúdos,
isso significa o absurdo índice de praticamente um processo
para cada três brasileiros.
O senso comum, isto é, aquele saber intuitivo da maioria
brasileira barrada nas universidades, principalmente naquelas
custeadas com o imposto pago pelo povo em geral, sabe que a Justiça
no Brasil é lenta e, o que é pior, nem sempre justa
com a maioria esmagadora dos quase 200 milhões de brasileiros.
O prefeito e o governador que roubam, mas fazem, apesar de comprovadas
toda a ladroagem de suas administrações, não
vão pra cadeia. O produto da expropriação
do erário, isto é, o seu, o meu, o nosso sagrado
dinheiro do imposto pago, doa a quem doer, lhes permite pagar
os melhores e mais caros advogados.
Já o estudante Anderson Cândido de Sales, vencedor
do concurso de redação do Sintracom-Londrina em
2008, quando estava preso no Centro de Detenção
e Ressocialização, não teve esta possibilidade,
já que faz parte da maioria pobre da população.
Anderson foi julgado e condenado a nove anos de reclusão.
Recorremos a este exemplo, para ilustrar o caráter nem
sempre justo da Justiça brasileira. Se tivesse dinheiro,
como o Marcos Campinha Panissa, que em 1989 matou a jovem ex-mulher
Fernanda Estruzani com 72 facadas, como co-autor de homicídio
Anderson poderia ter se safado da pena a que foi condenado.
Infelizmente, exemplos como o dos políticos ladrões,
do assassino filhinho de papai e de Anderson, são comuns
no dia a dia da vida londrinense, paranaense e brasileira. Por
isso, aplaudimos o Conselho Nacional de Justiça pela disposição
de agilizar o andamento dos processos pela via da conciliação.
Aplaudimos e apoiamos a iniciativa do CNJ, porque acreditamos
que a diminuição do número de processos que
hoje abarrotam os tribunais fará, num futuro bem próximo,
que a Justiça brasileira se torne mais ágil e tenha,
assim, tranqüilidade para ser justa com todos os filhos desta
pátria amada Brasil.
Além disso, a via da conciliação, também
significa desenvolvimento. Só para ter uma idéia,
os acordos firmados em 2008 significaram um bilhão de reais.
Ou seja, esse dinheiro circulou. Mudou de mãos e, com certeza,
muito contribuiu para melhorar a vida de muita gente que recorreu
à Justiça para a mediação de conflitos.
Nosso país, gigante pela própria natureza, caminha
a passos largos para se tornar, também, uma potência
econômica global. Porém, para que também seja
grande no sentido de tratar bem todos os seus filhos, precisamos
de uma Justiça ágil e, principalmente, justa independente
da cor da pele, nível sócio-econômico e cultural,
religião e opção ideológica e sexual.
Nossa obra mais importante, a construção da cidadania
visa exatamente a conquista de direitos plenos e exercidos de
forma igualitária. No dia a dia da atividade sindical representativa
de trabalhadores, fazemos parte que nos cabe dando assistência
jurídica aos trabalhadores da construção
e do mobiliário.
No entanto, entendemos que isto é pouco. Por isso, nos
envolvemos em lutas que revertam em benefícios para todos
os trabalhadores, como no caso da campanha de denúncia
que deflagramos contra a alta programada do INSS, medida que prejudica
o trabalhador justo no momento em que ele mais precisa de auxílio,
isto é, quando fica doente ou se acidenta.
Por isso, neste momento, estamos na torcida para que a meta de
que sejam resolvidos 40 milhões dos processos em tramitação
nos tribunais, através da conciliação, seja
atingida. Isto será bom para os responsáveis pela
aplicação da Justiça e, principalmente, para
a população brasileira.
"Conciliação. Com ela todo mundo ganha. Ganha
o Cidadão. Ganha a Justiça. Ganha o País".
Este é o lema da Semana Nacional da Conciliação
que será realizada entre os dias 7 e 12 de dezembro próximo.
Que a semana seja plena de êxito, é o nosso desejo
e nossa torcida.
Campanha
da Semana Nacional da Conciliação 2009 é
apresentada a magistrados
"Conciliação.
Com ela todo mundo ganha. Ganha o Cidadão. Ganha a Justiça.
Ganha o País". É com esse slogan que o Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) vai mostrar ao país a
importância da conciliação na vida da população
em campanha institucional que marcará a Semana Nacional
da Conciliação em todo o país, marcada para
o período de 7 a 12 de dezembro nos tribunais brasileiros.
As peças publicitárias serão veiculadas gratuitamente
em emissoras de rádio e TV e nos jornais de todo o país.
Este ano, haverá ainda a possibilidade da campanha ser
exibida também em ônibus, metrô, sacolas de
supermercados, camisetas, bonés e, inclusive nos estádios
de futebol.
A campanha, produzida pela agência de publicidade DM9, uma
das maiores do país, foi apresentada pelo jornalista Marcone
Gonçalves, assessor-chefe de comunicação
do CNJ nesta quarta-feira (04/11) em reunião de trabalho
do Movimento pela Conciliação, realizada em Brasília,
e que reúne magistrados responsáveis pela área
de conciliação nos tribunais brasileiros. Segundo
ele, este ano, será possível realizar um intenso
trabalho de divulgação graças às edições
anteriores, que já consolidou a conciliação
como trabalho desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça.
"O importante é fazer com que a população
se sinta prestigiada e valorizada com este movimento", comentou
o juiz Roberto Bacellar, diretor geral da Escola da Magistratura
do Paraná. Ao falar sobre a importância do trabalho
de comunicação para o movimento da conciliação,
Marcone Gonçalves fez um apelo aos magistrados para "registrar
as histórias de vida" que certamente marcarão
a conciliação.
Anexo
2 – release do CNJ sobre a Semana de Conciliação
2009 e alguns dados sobre a edição anterior.
CNJ
promoverá ano da conciliação em 2009
O
ano de 2009 foi escolhido pelo presidente do Conselho Nacional
de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, como um marco
para as ações de conciliação no âmbito
do Judiciário, que serão iniciadas ainda nesse semestre.
De acordo com a presidente da Comissão de Acesso à
Justiça, Juizados Especiais e Conciliação,
conselheira Andréa Pachá, serão realizados
mutirões conciliatórios de massa, por temas específicos.
Segundo a juíza, temas relacionados à previdência,
setor financeiro e telefonia abarrotam a Justiça do país.
As medidas fazem parte da tentativa de reduzir o grande estoque
de processos da Justiça brasileira. Segundo dados da pesquisa
Justiça em Números, em 2007 existiam 67,7 milhões
de processos em tramitação no país. De acordo
com as metas propostas para o Judiciário nesse ano, o CNJ
espera que os tribunais consigam reduzir cerca de 40 milhões
de processos. Para alcançar esse objetivo, uma das alternativas
será o investimento nas ações de conciliação.
Ineficiência - Na avaliação da conselheira,
a enorme demanda em áreas específicas é fabricada
pela ineficiência dos serviços prestados nesses setores.
“Não acredito que seja uma demanda real”, disse.
Andréa Pachá enfatizou que a realização
de conciliações por temas específicos vai
ajudar a identificar quais os problemas que geram essas demandas
de massa.
A conselheira destaca que a conciliação é
uma maneira eficaz de reduzir a quantidade e o tempo de duração
dos processos. “A conciliação é célere,
efetiva e pacifica os conflitos”, salienta. Nos últimos
três anos, o CNJ promoveu edições nacionais
para a conciliação, sempre no mês de dezembro,
que envolveu tribunais de todo o país com resultados favoráveis
na solução de conflitos. Na 3ª Semana Nacional
de Conciliação, realizada de 1º a 5 de dezembro
passado, foram negociados quase R$ 1 bilhão em acordos.
Para contribuir com o sucesso das ações de conciliação,
o Conselho Nacional de Justiça tem incentivado a criação
de núcleos permanentes de conciliação. Uma
das iniciativas nessa área foi adotada pelo Tribunal de
Justiça de Goiás (TJGO) que organizou bancas permanentes
de conciliação e desenvolveu um sistema eletrônico
estatístico de conciliação.
De acordo com a conselheira Andréa Pachá, a medida
poderá ser seguida por outros tribunais do país.
“Iniciativas como essas são fundamentais para troca
de experiências e para serem multiplicadas”, avaliou.
Segundo ela, todos os tribunais estão seguindo a recomendação
do CNJ para instalação de núcleos de conciliação
no Judiciário. “A conciliação é
uma realidade consolidada que está em todos os tribunais”,
afirmou.
Anexo
3 – artigo do Juiz Paroski publicado na revista “Jus
Vigilantibus”
Assédio
moral no trabalho
por
Mauro Vasni Paroski
5 Exemplos de condutas que configuram assédio moral
A
doutrina, como se observa de Menezes (2003), indica um rol numeroso
de situações em que pode haver assédio moral,
pela sua repetição ou sistematização,
de forma mais concreta que as formas sutis:
1) rigor excessivo; 2) confiar tarefas inúteis ou degradantes;
3) desqualificação ou críticas em público;
4) isolamento ou inatividade forçada; 5) ameaças
explícitas ou veladas; 6) exploração de fragilidades
psíquicas e físicas; 7) limitação
ou proibição de qualquer inovação
ou iniciativa do trabalhador; 8) impor obrigação
de realizar autocríticas em reuniões públicas;
9) exposição ao ridículo (Por exemplo: impor
o uso de fantasias, sem que isso guarde relação
com sua função, e inclusão no rol de empregados
com menor produtividade); 10) divulgação de doenças
e problemas pessoais de forma direta ou pública; 11) agressões
verbais ou através de gestos; 12) atribuição
de tarefas estranhas à atividade profissional do empregado,
para humilhar e expor a situações vexatórias,
como lavar banheiros, fazer limpeza, levar sapatos para engraxar
ou rebaixar de função (de médico para atendente
de portaria, por exemplo); 13) trabalho superior às forças
do empregado; 14) sugestão para pedido de demissão;
15) ausência de serviço ou atribuição
de metas dificílimas ou impossíveis de serem cumpridas;
16) controle de tempo no banheiro; 17) divulgação
pública de detalhes íntimos; 18) instruções
confusas; 19) referência a erros imaginários; 20)
solicitação de trabalhos urgentes para depois jogá-los
no lixo ou na gaveta; 21) imposição de horários
injustificados; 22) transferência de sala por mero capricho;
23) retirada de mesa de trabalho e pessoal de apoio; 24) boicote
de material necessário à prestação
dos serviços, além de instrumentos como telefone,
fax e computador; e 25) supressão de funções
ou tarefas.
6
Perfil do assediador
O
assediador tem um perfil, tratando-se de uma pessoa perversa,
que se sente feliz e realizada em praticar o mal, que se compraz
com o sofrimento e o desespero alheio, que tudo faz pela infelicidade
dos seus semelhantes, que gosta de demonstrar poder e força,
sem quaisquer limites éticos ou ditados pela natureza e
condição humana.
Nas
precisas palavras de Jorge Luiz de Oliveira da Silva (2006):
O assédio moral, a princípio, traz repercussões
extremamente negativas ao homem, repercutindo na seara física,
psicológica, social e econômica. Indagar os motivos
que levam o assediador a agir de forma tão violenta (uma
“violência sutil”) nos remete aos caminhos da
ética e da moral. O assediador é essencialmente
um indivíduo destituído de ética e de moral.
O assediador age por impulsos negativos e sem nenhuma nobreza
de caráter, revelando seu lado perverso ao verificar sua
vítima sucumbir aos poucos diante de sua iniqüidade.
Vale a pena, até para descontrair um pouco, diante da seriedade
do tema, trazer à baila uma classificação
bem-humorada dos tipos de chefes agressivos, pelas próprias
vítimas, conforme relatos feitos à médica
Margarida Barreto (2000):
1)Pit-Bull:
agressivo e violento, que demite friamente e humilha por prazer;
2) O profeta: aquele que exalta suas próprias qualidades
e tem a missão de enxugar a máquina e, por isso,
demite indiscriminadamente, mas humilha com cautela;
3) O troglodita: é o chefe brusco, que não admite
discussão e não aceita reclamações;
4) O tigrão: esconde sua incapacidade com atitudes grosseiras
e necessita de público, pois, quer ser temido por todos;
5) O grande irmão: primeiro banca o protetor, para depois
atacar, ou seja, aproxima-se, entra na intimidade do trabalhador
e, na primeira oportunidade, usa o que sabe contra o empregado
para rebaixá-lo ou demiti-lo.
7
Conseqüências do assédio moral
Conforme
já adiantado em linhas pretéritas, o assédio
moral traz terríveis conseqüências à
vida pessoal, familiar e profissional da vítima.
Para
Mara Vidigal Darcanchy:
A prática do assédio moral traz implícitas
situações em que a vítima sente-se ofendida,
menosprezada, rebaixada, inferiorizada, constrangida, ultrajada
ou que de qualquer forma tenha a sua auto-estima rebaixada por
outra. Esse estado de ânimo traz conseqüências
funestas para as vítimas, daí a necessidade de se
conhecer bem o quadro e tratá-lo juridicamente, defendendo
assim aqueles que são vítimas de pessoas opressoras,
as quais de alguma forma têm o poder de coagi-las no seu
local de trabalho ou no exercício de suas funções.
Dependendo do comportamento do empregador ou do seu preposto,
ou superior hierárquico, em relação ao trabalhador,
pode ser aplicada a Lei nº 9.029, de 13 de abril de 1995,
que veda a adoção de qualquer prática discriminatória
e limitativa para efeitos de acesso a relação de
emprego ou sua manutenção por motivo de sexo, origem,
raça, cor, estado civil, situação familiar
ou idade, casos em que a rescisão contratual operada por
iniciativa do empregador, fundada nas práticas discriminatórias
ou limitativas ora citadas, dão ao empregado o direito
de vê-la declarada nula, com sua conseqüente reintegração
no emprego e percepção de todas as parcelas do período
de afastamento, ou pode o empregado optar pela remuneração
em dobro do período de afastamento (art. 4º, incs.
I e II, da precitada lei).
O
assédio moral pode gerar a rescisão indireta do
contrato de trabalho, pela vítima, com amparo nas alíneas
a, b e c, do art. 483, da CLT, além de autorizar o empregador
a dispensar por justa causa os colegas da vítima, chefes,
gerentes e diretores, enfim, do responsável, seja ele qual
for, pelo ato ilícito ou abusivo praticado contra a vítima,
com amparo no art. 482, alínea b, da CLT. A responsabilidade
do empregador, nesses casos, por atos de terceiros (colegas, chefes,
diretores, gerentes etc.), perante a vítima, é objetiva,
vale dizer, independe de sua culpa no evento danoso.
O
assédio moral pode também acarretar dano material,
a exemplo da perda do emprego e gastos com tratamento médico
e psicológico, além, é claro, de atingir
profundamente os direitos da personalidade do empregado, ferindo
com violência o seu amor próprio, a sua auto-estima,
a sua boa-fama, a sua imagem, e principalmente, a sua dignidade
e a sua honra.
O
assédio moral – ato ilícito que é -
provoca, sem dúvida alguma, dano moral, suscetível
de reparação pecuniária, porque atinge diretamente
a honra e a dignidade do trabalhador, podendo comprometer sua
saúde física e mental, além de arranhar sua
imagem no mercado de trabalho e na comunidade em que vive, dificultando
a convivência social e familiar, suas relações
com outras pessoas, e até mesmo podendo dificultar ou impedir
a obtenção de novo emprego, nos casos em que, pela
gravidade da conduta do empregador ou dos seus prepostos, o trabalhador
é levado a romper o contrato de trabalho.
A
honra e a dignidade das pessoas são bens tutelados constitucionalmente,
nos artigos 1º, 3º e 5º, da Constituição
de 1988, merecendo pronta reparação quando se comprova
sua violação.
Além
dos efeitos danosos na vida da vítima e das conseqüências
jurídicas em relação ao contrato de trabalho,
podendo inclusive gerar a rescisão dos contratos de trabalho
dos terceiros provocadores do assédio moral, como chefes
e gerentes, há que se destacar que a instabilidade criada
no ambiente de trabalho, degrada-o, comprometendo a produção
e, em sendo a empresa condenada ao pagamento de reparações
pecuniárias, também trazendo prejuízos de
natureza econômica, pondo em risco sua saúde financeira,
ou seja, o assédio moral não é um bom negócio
para ninguém, nem para o empresário, nem para os
trabalhadores e menos ainda para a sociedade.
8
Legislação sobre assédio moral
Ainda
é muito modesta a legislação existente no
Brasil com o objetivo de prevenir e coibir o assédio moral
e punir o assediador. Não há, ainda, uma lei de
âmbito nacional.
Alguns
países, como a França, Estados Unidos, Alemanha,
Itália, Austrália e Suécia, já têm
em seu ordenamento jurídico dispositivos visando a redução
e a punição dos casos de assédio moral. Em
outros países, como Chile, Uruguai, Portugal, Suíça
e Bélgica, tem-se notícia de projetos de lei nessa
direção.
No
Brasil, diversos municípios já têm leis que
coíbem o assédio moral, porém, especificamente
na Administração Pública, como os municípios
de Americana, Bauru, Campinas, Guarulhos, São Paulo, Iracemápolis,
Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Cascavel, Natal e
Jaboticabal.
Para
ilustrar, a Lei Municipal n. 13.288, de 10 de janeiro de 2002,
da Cidade de São Paulo, aplicável aos servidores
públicos municipais (administração pública
direta e indireta), conceitua assédio moral, assim:
"Para
fins do disposto nesta lei considera-se assédio moral todo
tipo de ação, gesto ou palavra que atinja, pela
repetição, a auto-estima e a segurança de
um indivíduo, fazendo-o duvidar de si e de sua competência,
implicando em dano ao ambiente de trabalho, à evolução
da carreira profissional ou à estabilidade do vínculo
empregatício do funcionário, tais como: marcar tarefas
com prazos impossíveis; passar alguém de uma área
de responsabilidade para funções triviais; tomar
crédito de idéias de outros; ignorar ou excluir
um funcionário só se dirigindo a ele através
de terceiros; sonegar informações de forma insistente;
espalhar rumores maliciosos; criticar com persistência;
subestimar esforços".
Segundo
dispõe precitada lei, o servidor público responsável
pelo assédio moral poderá sofrer as penalidades
de suspensão, multa ou demissão.
Também
tem leis regulando esta matéria os Estados do Rio de Janeiro
e Sergipe. Existem projetos em tramitação nos estados
de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná
e Bahia.
No
âmbito federal, há propostas de alteração
do Código Penal e outros projetos de lei. Há que
ser destacado o Projeto de Lei n. 4.742/01, da autoria do Deputado
Federal Marcos de Jesus, o qual estabelece o art. 146-A no Código
Penal, com a seguinte redação:
"Desqualificar,
reiteradamente, por meio de palavras, gestos ou atitudes, a auto-estima,
a segurança ou a imagem do servidor público ou empregado
em razão de vínculo hierárquico funcional
ou laboral”.
A
pena fixada é de detenção de três meses
a um ano, além da multa.
O
Relator desse projeto, Deputado Aldir Cabral, alterou o texto
original e após uma série de justificativas, entendeu
que a matéria deveria ser tratada no Capítulo Relativo
a Periclitação da Vida e da Saúde, logo após
o crime de maus-tratos, com o número 136-A, com a seguinte
redação:
"Depreciar,
de qualquer forma e reiteradamente a imagem ou desempenho de servidor
público ou empregado, em razão de subordinação
hierárquica funcional ou laboral, sem justa causa, ou tratá-lo
com rigor excessivo, colocando em risco ou afetando sua saúde
física ou psíquica".
9
Decisões judiciais sobre assédio moral
Reproduzem-se,
abaixo, três decisões judiciais, mais precisamente
acórdãos, a respeito de pedidos de reparação
por assédio moral:
Assédio moral – Contrato de inação
– Indenização por dano moral. A tortura psicológica,
destinada a golpear a auto-estima do empregado, visando forçar
sua demissão ou apressar a sua dispensa através
de métodos que resultem em sobrecarregar o empregado de
tarefas inúteis, sonegar-lhe informações
e fingir que não o vê, resultam em assédio
moral, cujo efeito é o direito à indenização
por dano moral, porque ultrapassada o âmbito profissional,
eis que minam a saúde física e mental da vítima
e corrói a sua auto-estima. No caso dos autos, o assédio
foi além, porque a empresa transformou o contrato de atividade
em contrato de inação, quebrando o caráter
sinalagmático do contrato de trabalho, e por conseqüência,
descumprindo a sua principal obrigação que é
a de fornecer o trabalho, fonte de dignidade do empregado. Recurso
improvido" (TRT – 17ª R – RO nº 1315.2000.00.17.00-1
– Relª. Sônia das Dores Dionísa).
I
– Dinâmica grupal – Desvirtuamento – Violação
ao patrimônio moral do empregado – Assédio
moral – Indenização. A dinâmica grupal
na área de Recursos Humanos objetiva testar a capacidade
do indivíduo, compreensão das normas do empregador
e gerar a sua socialização. Entretanto, sua aplicação
inconseqüente produz efeitos danosos ao equilíbrio
emocional do empregado. Ao manipular tanto a emoção,
como o íntimo do indivíduo, a dinâmica pode
levá-lo a se sentir humilhado e menos capaz que os demais.
Impor pagamentos de prendas publicamente, tais como, ‘dançar
a dança da boquinha da garrafa’, àquele que
não cumpre sua tarefa a tempo e modo, configura assédio
moral, pois, o objetivo passa a ser o de inferiorizá-lo
e torná-lo ‘diferente’ do grupo. Por isso,
golpeia a sua auto-estima e fere o seu decoro e prestígio
profissional. A relação de emprego cuja matriz filosófica
está assentada no respeito e confiança mútua
das partes contratantes, impõe ao empregador o dever de
zelar pela dignidade do trabalhador. A CLT, maior fonte estatal
dos direitos e deveres do empregado e empregador, impõe
a obrigação de o empregador abster-se de praticar
lesão à honra e boa fama do seu empregado (art.
483). Se o empregador age contrário à norma, deve
responder pelo ato antijurídico que praticou, nos termos
do art. 5º, X, da CF/88. (Recurso provido)...” (TRT
– 17ª R – RO n. 1294.2002.007.17.00.9 –
Relª. Juíza Sônia das Dores Dionísio).
Dano
moral – Empregado submetido a constrangimentos e agressão
física, em decorrência de sua orientação
sexual, praticados por empregados outros no ambiente de trabalho
e com a ciência da gerência da empresa demandada –
Imputabilidade de culpa ao empregador. Se a prova colhida nos
autos revela, inequivocamente, que o autor sofrera no ambiente
de trabalho discriminação, agressões verbais
e mesmo físicas por sua orientação homossexual,
mesmo que não pudesse o empregador impedir que parte de
seus empregados desaprovasse o comportamento do reclamante e evitassem
contato para com ele, não poderia permitir a materialização
de comportamento discriminatório grave para com o autor,
e menos ainda omitir-se diante de agressão física
sofrida pelo reclamante no ambiente de trabalho; mormente se esta
agressão fora presenciada por agentes de segurança
do reclamado, os quais não esboçaram qualquer tentativa
de coibi-la. Se o reclamante, como empregado do demandado, estando
no estabelecimento do réu, sofre, por parte de seus colegas
de trabalho, deboches e até chega a sofrer agressão
física, e se delas tem pleno conhecimento a gerência
constituída pelo empregador, este último responderá,
por omissão, pelos danos morais causados ao reclamante
(CCB então vigente, art. 159 c/c art. 5º, X, da CF).
Sendo o empregador pessoa jurídica (e não física),
por óbvio os atos de violação a direitos
alheios imputáveis a ele serão necessariamente praticados,
em sentido físico, pelos obreiros e dirigentes que integram
seus quadros. Recurso ordinário do reclamado conhecido
e desprovido" (TRT – 10ª R – 3ª T –
RO n. 919/2002.005.10.00-0 – Rel. Paulo Henrique Blair –
DJDF 23.5.2003 – p. 51).
10 Conclusão
O
assédio moral embora existente há muito tempo, nos
últimos anos vem ganhando contornos mais nítidos
no mundo do trabalho, potencializado pelo modo atual de produção
capitalista, a globalização, e todos os males que
suscita, a exemplo da exacerbada competitividade entre as empresas
e entre os trabalhadores, a incessante e desumana busca pelo lucro,
a redução dos postos de trabalho, o aumento de oferta
de mão-de-obra, a valorização do individualismo,
o desprezo ao trabalho em grupo e a inversão da escala
hierárquica de valores humanos, tudo em prol da produção
e do capitalismo.
Muitos
estudos têm sido desenvolvidos em diversas áreas
do conhecimento científico, notadamente nos campos do Direito,
da sociologia, da medicina do trabalho e da psiquiatria, contribuindo
expressivamente para a identificação do assédio
moral, objetivando coibi-lo, atuando na escala de prevenção
e, caso consumado, fixando as suas conseqüências jurídicas
em relação ao assediador, à vítima
e ao empregador, bem como, servindo ao diagnóstico de doenças
e indicação de tratamento adequado.
Alguns
Municípios e Estados brasileiros já têm legislação
a respeito do assédio moral, outros têm projetos
de leis e, em nível nacional, há projeto de lei
objetivando modificações em alguns dispositivos
do Código Penal.
O
assédio moral, sem dúvida alguma, gera muitas conseqüências
jurídicas, incluindo a possibilidade de ocorrência
de dano moral, justificando reparação pecuniária
a ser exigida do empregador.
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Programa:
22 de novembro de 2009
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Zumbi
de Palmares, herói brasileiro |
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“Assim
foi que, lentamente, com dificuldade, Palmares deixou de ser nos
livros didáticos um feito de Domingos Jorge Velho para
se tornar o que foi: a epopéia de Zumbi e sua gente.”
Esta reflexão do sociólogo, crítico
literário e estudioso da literatura brasileira, Antonio
Candido, encontrada no prefácio do texto teatral que conta
a saga de outro herói brasileiro - “João Cândido
do Brasil, a Revolta da Chibata” – é exemplar
no que se refere às distorções promovidas
pela historiografia oficial, principalmente em relação
ao papel da raça negra na formação da nação
brasileira.
Durante séculos a luta travada na Serra da Barriga, em
Alagoas, e que terminou de forma trágica para os quilombolas
que lá se encontravam liderados por Zumbi, foi contada
como um feito do bandeirante Domingos Jorge Velho, o mesmo que
se especializara em exterminar índios rebeldes, ou que
se encontravam no caminho das entradas e bandeiras ávidas
por encontrar e explorar os recursos naturais deste chão
“abençoado por Deus e bonito por natureza.”
Zumbi morreu em combate no dia 20 de novembro de 1695, vítima
da traição de um quilombola, o qual indicou a Jorge
Velho o local do esconderijo do líder negro em troca da
liberdade. Após ser morto, Zumbi foi decapitado e sua cabeça
exposta em um mastro na cidade do Recife. Após sucessivas
revisões da historiografia oficial, ainda que lentamente,
como lembra Antonio Cândido, o líder negro foi reconhecido
como herói nacional e, pela luta do Movimento Negro, teve
o dia de sua morte consagrado à tomada de consciência
do povo afro-brasileiro.
Desta forma, celebrar Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares,
local de fuga e acolhida de escravos surgido cerca de 20 anos
após o início oficial do tráfico de escravos
para o Brasil, é, antes de mais nada, celebrar a luta pela
liberdade. Por isso, quando o Século 21 está prestes
a completar sua primeira década, neste tempo de globalização,
neoliberalismo e ataques sistemáticos aos direitos dos
trabalhadores e aos seus representantes legítimos, os sindicatos,
a Nova Central Sindical de Trabalhadores se une a todos os que
lutam em prol da liberdade.
Atualmente terceira central nacional em número de entidades
filiadas e segunda no Paraná, a Nova Central apóia
a política de cotas institucionalizada no ensino superior
estadual por entender que esta prática, de direito e de
fato, ainda que lentamente, irá corrigir a injustiça
histórica cometida pela pátria brasileira com sua
porção negra - atualmente, metade da população
do Brasil.
Que o 20 de novembro de 2009, Dia da Consciência Negra,
seja um dia iluminador de caminhos para amarelos, brancos, negros,
vermelhos, azuis e cor-de-rosa que habitam a terra brasileira.
Na visão da Nova Central, entidade que defende a unicidade
sindical e a unidade na luta, somente se estivermos juntos, mirando
a mesma direção, faremos do Brasil uma grande nação.
Neste sentido, é preciso que a representação
política da metade negra da população brasileira
se torne realidade. Se necessário, que se crie, também,
um sistema de cotas na representação. Da mesma forma
é preciso, urgente, que o brasileiro negro tenha acesso
aos postos de trabalho mais elevados e que, finalmente, o trabalhador
afro-brasileiro receba o mesmo salário que o brasileiro
branco.
Isso, sim, é fazer justiça. Isso, sim, é
promover a democracia em todos os sentidos e não apenas
no discurso. É sobretudo promover a igualdade racial. Só
assim chegaremos aos Brasil 100% nação. Pátria
amada e mãe gentil de todos os seus filhos e não
apenas de uma minoria. Democracia, só pra lembrar, é
o sistema representativo de governo que leva em conta as necessidades
e desejos de todos os seus cidadãos. O resto, é
conversa mole pra boi dormir.
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Programa:
15 de novembro de 2009
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120
anos da República Brasileira |
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Quando
falamos da democracia brasileira, não podemos nos esquecer
que, durante 322 anos, ou seja, quase três séculos
e meio, fomos colônia de Portugal. Neste período,
portanto, democracia, ou seja, o governo que governa para e com
o povo, era palavra proibida no Brasil.
Depois da independência, em 1822, com o estabelecimento
do regime monárquico, iniciou-se um arremedo de participação
da população nos destinos do país. Mas o
regime democrático, de verdade, só chegou com a
proclamação da república em 1889, ou seja,
120 anos atrás e 67 anos após a independência.
É importante lembrar esses fatos e fazer essas contas,
para termos ciência do quanto este país é
jovem, se comparado com os países europeus, cujas histórias
acumulam mil, dois mil anos de existência e, principalmente,
os países asiáticos com suas culturas com idades
entre cinco e dez mil anos.
Por isso, principalmente a geração que hoje se encontra
na faixa dos 40, 50 anos, deve se lembrar de ter ouvido na escola
que o Brasil é o país do futuro. O problema, é
que este futuro está demorando a chegar, principalmente
para os brasileiros mais necessitados.
Temos dito e repetido aqui nesta tribuna radiofônica que
o Brasil está se tornando cada dia mais rico e a maioria
de sua população, isto é, os trabalhadores,
está cada vez mais pobre. Pobreza que se manifesta na fila
nas madrugadas frias nos postos de saúde, nos corredores
do INSS e na escola ainda necessitando de mais qualidade para
que nossos filhos garantam um futuro melhor.
É verdade que demos alguns passos nesse sentido nos últimos
anos. Mas esses passos foram curtos e poucos. Podíamos
ter ido mais longe em direção a um país mais
justo para com todos os seus filhos e não apenas para uma
minoria que detém o poder desde que Pedro Álvares
Cabral, no dia 22 de abril de 1500, desembarcou em Porto Seguro,
no Sul da Bahia, e deu início a esta grande aventura que
é a construção do Brasil.
É por isso que o Sintracom-Londrina vai às ruas
e praças denunciar, por exemplo, os problemas enfrentados
pelos trabalhadores quando ficam doentes ou se acidentam no serviço.
É por isso que realizamos o Sintracom em Ação
para levar informações, serviços e carinho
à periferia da cidade, local onde a injustiça social
cometida pelo Brasil é mais evidente.
Não temos dúvidas quanto ao potencial deste país.
Quando pensávamos que já conhecíamos tudo
o que o Brasil tinha a nos oferecer em termos de recursos naturais,
descobrimos o pré-sal. Nos tornamos auto-suficientes em
petróleo e, num futuro próximo, vamos exportar esse
produto vital para o mundo em que vivemos. No entanto, a incerteza
de que estes recursos serão revertidos em benefícios
para a maioria da população nos leva a, neste dia
de comemorar os 120 anos da proclamação da república,
a reivindicar um país que trate de forma igual todos os
mais de 190 milhões de habitantes.
Com as riquezas que temos à disposição, podemos
oferecer escola pública de qualidade em todos os níveis
e serviços de saúde que atendam com dignidade desde
as nossas crianças até nossos idosos. Além
disso, podemos acabar de vez com a fome que ainda mata e incapacita
milhões de brasileiros, nossos irmãos e irmãs
mais carentes.
A jovialidade de nossa república democrática, com
seus 120 anos, talvez, seja nossa esperança de dias melhores
com a chegada à maturidade. Que ela venha e traga dias
melhores a todos os brasileiros e brasileiras, sem exceção.
Este é o nosso desejo e é por ele que lutamos, todos
os dias, em defesa do trabalhador e da trabalhadora brasileiros.
Que o futuro do Brasil seja agora e o passado de injustiça
sirva apenas para constar nos livros de história. Esse
é o nosso destino: mostrar ao mundo que é possível
viver em paz, com desenvolvimento e justiça social.
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Programa:
08 de novembro de 2009
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6ª
Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília |
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Na
próxima quarta-feira, dia 11, vamos a Brasília para
mais uma jornada em defesa dos direitos e das reivindicações
dos trabalhadores do Brasil, a maioria esmagadora das mais de
190 milhões de almas que habitam este país “abençoado
por Deus e bonito por natureza.”
A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas
semanais, mais uma vez, será o carro-chefe da marcha organizada
pela Nova Central Sindical de Trabalhadores em parceria com outras
cinco centrais que lutam ao nosso lado por uma melhor qualidade
de vida para o trabalhador e pela geração de emprego
e renda.
Representando os trabalhadores da construção e do
mobiliário de Londrina e Região, além da
Nova Central, estarão a Confederação Nacional
dos Trabalhadores na Indústria, CNTI, a Federação
dos Trabalhadores na Construção e no Mobiliário
do Paraná, Fetraconspar, e o Sintracom-Londrina.
Levaremos na mochila, além de uma muda de roupa, os sonhos
sonhados pelos trabalhadores de todas as categorias profissionais.
Caminharemos sob o sol escaldante do planalto central do país
para que o presidente, os ministros e, principalmente, os senadores
e os deputados ouçam a nossa voz.
É preciso que os homens e mulheres que fazem as leis e
aqueles que as executam, saibam de nossas reivindicações.
Afinal, representamos, como já dissemos, a maioria esmagadora
da população brasileira. Nós, que construímos
o Brasil. Nós, trabalhadores, que fazemos este país
funcionar.
Marchamos na Praça dos Três Poderes porque em nenhuma
daquelas casas, isto é, o Palácio Presidencial,
o Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal, são ocupados
por representantes dos trabalhadores na proporção
que faria Justiça à nossa condição
de maioria.
O combustível que nos move na 6ª Marcha da Classe
Trabalhadora a Brasília é o desejo de que, num dia
não muito distante, o governo, o legislativo e o judiciário
considerem os anseios e as necessidades, seja na execução
das leis, na criação das mesmas ou na interpretação
do legal, legítimo e justo.
Se os três poderes atuassem em favor da maioria e não
de acordo com os interesses da minoria detentora do poder econômico
e, por conseqüência, do político e com forte
influência no judiciário, nossos filhos teriam escolas
melhores e, assim, teriam condições de conquistar
um futuro mais digno.
Nossos idosos não precisariam madrugar, debaixo de chuva
e de frio, para tentar marcar uma consulta. Para conseguir um
remédio que sempre falta na prateleira do serviço
público de saúde. Os pais de família que
hoje se desesperam com a falta de emprego estariam trabalhando.
Quando marchamos e reivindicamos respeito para o aposentado, o
fazemos porque acreditamos que quem trabalha toda uma vida merece
uma velhice digna. Por isso, neste momento, somos contra o fator
previdenciário proposto pelo governo federal e que prejudicará
os aposentados.
Pelo contrário, queremos que o Governo promova a equiparação
de reajustes entre o salário mínimo e as aposentadorias
e pensões. Isto, sim, seria fazer justiça. Seria
tratar com respeito e dignidade, conceitos parentes próximos
da cidadania, aqueles e aquelas que tanto trabalharam em prol
do Brasil.
Da mesma forma, vamos gritar bem alto em Brasília que somos
contra o trabalho escravo, contra o trabalho infantil e contra
a terceirização que precariza os serviços
públicos. Queremos, na verdade, valorizar o servidor público
e garantir a liberdade de negociação desta imprescindível
categoria profissional.
Queremos, também, a valorização do salário
mínimo, pois ainda é significativo o número
de brasileiros e brasileiras que trabalham por esse valor. Vamos,
também, gritar ainda mais alto que o Pré-Sal é
nosso e que, por isso, os recursos gerados por essa riqueza natural
devem ser usados em proveito dos brasileiros.
Você que nos honra com a audiência deste programa,
apesar de termos citado apenas algumas bandeiras de luta do trabalhador,
percebeu que são muitas as frentes de batalha para as quais
a classe trabalhadora brasileira está convocada. Felizmente,
neste momento, somos um exército que cresce a olhos vistos.
Faremos a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora a Brasilia, a
7ª, a 8ª, a 9ª e quantas mais forem necessárias,
até considerarmos que a maioria dos brasileiros e brasileiras,
isto é, a classe trabalhadora, está sendo tratada
como merece.
Até que a classe trabalhadora seja vista como composta
por seres humanos e não como máquinas descartáveis
assim que apresentam o primeiro problema. Este é nosso
desejo, nossa luta e nossa missão.
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Programa:
01 de novembro de 2009
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Uni(ci)dade:
nossa arma mais poderosa |
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A
unicidade sindical, ou seja, um sindicato de trabalhadores para
cada base, seja ela municipal, regional ou estadual, é
questão de honra para a Nova Central Sindical de Trabalhadores.
Não podemos aceitar que, na conjuntura em que vivemos,
possa ser criado mais de um sindicato na mesma base. Isso, na
prática, significaria a divisão que enfraqueceria
os trabalhadores e deixaria muito contentes os empresários.
Coerente com seus princípios e atenta à conjuntura
a Nova Central é uma das poucas que defende a manutenção
da contribuição compulsória e enfrenta os
ataques de setores do empresariado, com o devido apoio da grande
imprensa, que questionam os valores arrecadados pelas entidades
sindicais.
A Nova Central pauta sua atuação a partir da leitura
objetiva da realidade brasileira e internacional. Não por
acaso, a Nova Central, neste momento, está firmemente engajada
na luta pela redução da jornada de trabalho para
40 horas.
Estamos nesta e em outras lutas em favor do trabalhador porque
entendemos que o desenvolvimento do país só faz
sentido se for conquistado em benefício de todos os seus
filhos e não apenas de uma minoria.
Por isso rejeitamos o fator previdenciário desejado pelo
governo e que, se aprovado, prejudicará o trabalhador na
sua aposentadoria. No que depender da Nova Central, o trabalhador,
após uma vida dedicada à construção,
ao desenvolvimento e ao progresso do país, terá
seu esforço reconhecido e não penalizado como pretende
o governo federal.
No plano paranaense a Nova Central esteve na trincheira de luta
pela implantação do piso regional. Agora, vencida
esta batalha, queremos avançar no sentido de se institucionalizar
esta política salarial de modo a não permitir retrocessos,
como pretendem os empresários representantes mais atrasados
do capital.
O salário mínimo regional precisa se tornar lei
que independa da vontade de quem esteja sentado na cadeira de
governador do Paraná. Ele deve ser reajustado, sempre,
no mínimo, com base na reposição da inflação
acrescido do índice de crescimento industrial do Paraná
no ano anterior.
Ainda no plano estadual, sem descuidar das bandeiras gerais de
luta aprovadas no 2º Congresso Nacional da Nova Central,
reivindicamos que a terceira maior central sindical de trabalhadores
do Brasil se faça presente, de forma sistemática,
organizada e representativa, nas instâncias institucionais
de participação da sociedade na definição
do que é melhor para a cidade, o estado e o país.
Os Sindicatos filiados à Nova Central devem assumir como
tarefa a participação ativa nos conselhos municipais
e estaduais. Trata-se, neste caso, de entender que o que é
definido nestes conselhos em relação à saúde,
transporte, segurança, trânsito, cultura e comunicação,
entre outros temas, interessa a todos os trabalhadores, seus familiares
e dependentes.
A inserção da Nova Central nos conselhos legitima
a entidade como representante do trabalhador e da trabalhadora.
Essa gente que pula da cama cedo, todos os dias, para construir
a cidade, o estado e o país.
A Nova Central não cresce por acaso. Assim como a semente
lançada no campo fértil, ela germina a olhos vistos
entre as entidades sindicais representativas da classe trabalhadora
por representar os legítimos anseios, desejos e necessidades
da massa de trabalhadores, ou seja, a maioria esmagadora do povo
brasileiro.
Por isso, precisamos ir além. Precisamos, urgentemente,
buscar parcerias com as universidades, principalmente, as públicas
que, até aqui, só têm beneficiado os empresários,
incrementando o lucro de seus investimentos. É preciso
que o conhecimento gerado nas universidades seja estendido à
classe trabalhadora e melhore a qualidade de vida da maioria dos
brasileiros.
Precisamos formar nossos dirigentes para que o trabalho destes
conquiste a sociedade e faça com que o trabalhador se engaje,
também, nas lutas de suas categorias e nas campanhas nacionais
em defesa da democracia, da ética e do desenvolvimento
do Brasil para todos os brasileiros.
Precisamos de gente capacitada para apresentar e defender o projeto
da Nova Central e, sobretudo, mostrar porque ele é o melhor
neste momento em que o Brasil se encaminha para entrar no grupo
dos países mais ricos do planeta.
Isto significa construir, junto com a classe trabalhadora, uma
alternativa de poder que privilegie o trabalho e não apenas
o capital. Para que este sonho se torne realidade, a Nova Central
no Paraná fará, imediatamente e com apoio de profissionais
especializados, um planejamento estratégico de curto, médio
e longo prazo.
Consolidar e fazer crescer a Nova Central no Paraná é
a tarefa de seus dirigentes para os próximos quatro anos.
Na atualidade, cerca de 70% dos sindicatos do Paraná não
estão filiados a uma central. É com eles que devemos
e vamos conversar.
No diálogo, vamos conquista-los para a causa da Nova Central
Sindical de Trabalhadores do Paraná. Vamos traze-los para
a trincheira da luta da classe trabalhadora, razão de ser
e do crescimento da terceira central sindical em nível
nacional e segunda no Paraná em número de sindicatos
filiados.
Diante disto reafirmamos nossos compromissos firmados na última
plenária estadual
Plano
de Ação Estadual
Buscar
parcerias com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
e Ministério Público do Trabalho (MPT), referente
aos Trabalhadores Aprendizes e Deficientes Físicos;
Na comunicação, promover a edição
diária de jornal eletrônico e reformulação
do site da entidade;
Realização
de campanha de filiação de entidades representativas
de trabalhadores ainda não alinhadas a nenhuma central
sindical;
Implementar
um programa de capacitação de dirigentes sindicais;
Participação
efetiva da NCST/PARANÁ nos Conselhos Estaduais e Municipais
do Trabalho, Saúde, Cidades, Educação, Cultura,
Meio Ambiente, Segurança e outros;
Fortalecimento
do Piso Salarial no Estado do Paraná;
Desenvolver planos de ação por regiões do
Estado do Paraná;
A
NCST/PARANÁ cobrará do governo estadual a implantação
dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador
– CEREST, em todo o Estado do Paraná;
Pressionar
os parlamentares federais para aprovarem o Projeto de Lei do Senado
248/2006, que regulamenta a cobrança da contribuição
assistencial; pela ratificação das convenções
151 e 158, que tratam da negociação no serviço
público e da demissão imotivada; pela valorização
do Salário Mínimo com a aprovação
do Projeto de Lei 01/07; não à precarização
com a retirada dos Projetos de Leis do Senado 4302/98 e 4330/04;
pelo fim do trabalho escravo com a aprovação do
Projeto de Emenda Constitucional 438/01 e pela defesa das reservas
naturais, “O Pré-sal é nosso!”.
Intensificar a mobilização e a pressão sobre
os parlamentares pela aprovação da redução
da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Para
que a classe trabalhadora amplie a participação
na renda nacional e aumente a massa salarial é preciso
que, em 2010, sejam eleitos chefes do executivo e parlamentares
que priorizem em seus programas de governo os interesses da maioria.
Esses são os candidatos que os dirigentes sindicais e os
trabalhadores devem apoiar.
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Programa:
11 de outubro de 2009
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Sem
Justiça não há cidadania |
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“Esqueçam
tudo o que eu escrevi”, foi uma das primeiras declarações
do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, respeitado internacionalmente,
assim que tomou posse como presidente da República do Brasil.
E ele tinha mesmo que dar essa declaração, pois
é um estudioso dos problemas que afetam a sociedade brasileira
e que impedem o Brasil de se tornar, além de uma potência
econômica mundial, uma nação que trata de
forma igualitária todos os seus filhos.
O mundo inteiro sabe que o Brasil é um dos países
mais ricos do mundo em recursos naturais. Temos água em
abundância, nosso território é apropriado
para a pecuária e a agricultura em toda a sua extensão
e temos recursos minerais que causam inveja a todos os demais
habitantes do planeta.
Apesar disso, ainda temos milhões, muitos milhões,
de brasileiros vivendo na mais absoluta miséria. Então,
se o nosso problema não é a escassez de recursos
naturais, por que o Brasil ainda não deu certo? Por que
o Brasil ainda não se tornou um país em que todos
os seus filhos e filhas possam viver a vida em plenitude?
A resposta a estas questões, na verdade, são muitas.
Não temos uma escola que, de fato, prepare nossas crianças
e jovens para enfrentar o mundo em que vivemos. Além disso,
apesar do Brasil gerar riquezas como os países desenvolvidos,
a distribuição de rendas em terras brasileiras é
das mais injustas do mundo.
Esses fatores combinados e somados a outros que não cabe
abordar neste momento, como a corrupção que apodrece
o estado e as instituições e se alastra por todos
os setores da sociedade, resultam na miserabilidade que acomete
milhões de brasileiros de norte a sul deste país
abençoado por Deus e bonito por natureza.
E onde há miséria, se há desesperança
de dias melhores, a violência se sente à vontade
para tomar de assalto os lares brasileiros, se espalhar pelas
ruas e assombrar a Família Brasil.
Para piorar esse quadro, nosso sistema prisional, em geral, se
resume ao confinamento de quem tem contas a acertar com a sociedade
e pouco ou quase nada faz no sentido de recuperar o infrator,
o criminoso, para que ele possa, depois de algum tempo, se reintegrar
à sociedade e participar da construção da
nação brasileira.
E tem mais. Todo mundo sabe que nossas prisões estão
abarrotadas e tem muita gente que acaba encarcerada pura e simplesmente
por não ter recursos para se defender. Por isso, a cidadania
ainda é um sonho distante para a maior parte da população
brasileira.
Em Londrina, por exemplo, tem um caso exemplar de como a justiça
privilegia quem tem dinheiro, muito dinheiro. É o caso
do assassino de Fernanda Struzani. Ele a matou com mais de 70
facadas, foi a julgamento e até hoje, mais de vinte anos
depois do crime, continua solto e impune.
Se ele fosse um favelado, com toda a certeza, estaria apodrecendo
na cadeia. Mas não, ele é filho de uma tradicional
e rica família londrinense e, por isso, talvez jamais venha
a cumprir um dia que seja de pena pelo bárbaro crime que
cometeu.
Infelizmente, essa é a dura realidade com a qual convivem
milhões de brasileiros. Essa gente que acorda cedo, antes
do Sol nascer, para construir e fazer funcionar esse país.
Por isso, neste domingo discutimos a questão da Defensoria
Pública. Para a diretoria do Sintracom-Londrina, cuja obras
mais importante é a construção da cidadania,
a justiça, assim como a educação, a saúde,
a moradia e o trabalho, é requisito básico para
que todo brasileiro conquiste o status de cidadão.
É por isso que lutamos, todos os dias, para melhorar a
condição de vida dos trabalhadores da construção
e do mobiliário de Londrina e de seus dependentes. É
por isso que lutamos pela educação pública
e de qualidade para todos. Pelo atendimento integral e humanizado
da saúde. Pela Justiça, de verdade, a todo brasileiro
e toda brasileira. Branco, negro, amarelo ou vermelho. Rico ou
pobre. Religioso ou agnóstico. Doutor ou analfabeto.
Essa é a nossa luta e nosso desejo. Esta é a missão
que nos confiaram mais de quatro mil associados do Sintracom-Londrina,
o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Londrina e Região.
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Programa:
04 de outubro de 2009
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Todo
respeito aos idosos do Brasil |
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Na
quinta-feira que passou, dia 1º de outubro, o Estatuto do
Idoso completou seis anos de vigência. Antes de ser sancionado
pelo Presidente Lula, o estatuto tramitou durante sete anos no
Congresso Nacional.
Como toda lei nova, o Estatuto criado para proteger o cidadão
brasileiro, homens e mulheres com mais de 60 anos de idade, ainda
não é cumprido em sua plenitude. Para que isto aconteça,
é preciso que todos cumpram com a parte que lhes cabe.
É o caso, por exemplo, dos mais jovens não se sentarem
nos bancos destinados aos idosos nos ônibus urbanos. Infelizmente,
a qualquer hora do dia ou da noite, é possível observar
jovens ocupando tais assentos e idosos se equilibrando precariamente
nos corredores dos coletivos.
Na verdade, se tivéssemos evoluído o suficiente
no quesito educação, nem haveria necessidade da
destinação de bancos para idosos, gestantes e deficientes.
Porém, enquanto não atingimos tal grau de civilidade,
talvez, o primeiro passo seja o respeito aos assentos preferenciais
a estes cidadãos.
Da mesma forma, é preciso que a fiscalização
nos bancos, no comércio e nas repartições
públicas, em geral, seja mais rigorosa em relação
ao atendimento do idoso. Nos supermercados, principalmente, é
comum a cena do idoso na fila e pessoas jovens, inclusive pais
e mães dando mau exemplo às crianças, utilizando
os caixas destinados aos mais velhos.
Cidadania, mais que um direito é preciso, também,
ser entendida como um dever de todos. De nada adianta o Congresso,
a Assembléia e a Câmara de Vereadores aprovarem leis
em defesa dos idosos se a população em geral não
as respeitarem.
O Brasil melhorou em muitos aspectos nas últimas décadas
e isto elevou a média de vida do brasileiro para cerca
de 71 anos. Isto quer dizer que, a cada dia que passa, veremos
mais idosos participando do nosso cotidiano.
É preciso que os tratemos com o respeito que eles merecem.
Nossos pais, avós e bisavós construíram e
constroem esse país, sempre pensando em dias melhores para
seus filhos, netos e bisnetos.
São pessoas que dedicaram os melhores anos de suas vidas
em prol de um mundo melhor. Desrespeitar o idoso é mais
ou menos como cuspir no prato que se comeu. Maltratar o idoso
ou a idosa é um crime de lesa-humanidade. É crime
que nos remete aos primórdios da civilização,
tempo em que a vida humana valia menos do que a de um boi ou de
um cavalo.
Nesse sentido, de nada adianta todo o avanço científico
e tecnológico e o aprimoramento das instituições
democráticas se continuarmos tratando mal nossos idosos.
Pelo contrário, os diretores do Sintracom-Londrina, que
pensam a construção da cidadania, como nossa obra
mais importante, acreditam que o mundo só será um
lugar bom de ser viver quando houver respeito e, principalmente,
carinho pelos idosos.
Esse é o nosso desejo. Essa é a nossa luta cotidiana.
Essa é a nossa missão.
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Programa:
27 de setembro de 2009
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Mais
respeito ao aposentado |
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Apesar
de gerar riquezas no mesmo nível dos países desenvolvidos,
o Brasil ainda tem muitos passos a dar, até se tornar uma
nação que trate de forma igual a todos os seus filhos.
Desde que os portugueses chegaram nestas terras “em que
se plantando tudo dá”, conforme descreveu Pero Vaz
de Caminha em abril de 1500, a injustiça social tem sido
a marca registrada deste país “abençoado por
Deus e bonito por natureza”, como canta Jorge Benjor na
música “País Tropical”.
No trabalho cotidiano de construção da cidadania,
nossa obra mais importante, o Sintracom-Londrina não economiza
esforços no sentido de denunciar e lutar contra as injustiças
que se comete com o trabalhador da Construção, o
verdadeiro construtor deste país.
Da mesma forma, estamos sempre mobilizados para defender os trabalhadores
do Mobiliário, aqueles que fabricam o berço onde
embalamos nossos filhos, a mesa onde nos alimentamos, o sofá
onde sentamos para conversar e receber os parentes e os amigos
e a cama onde repousamos e recuperamos nossas energias.
Para a diretoria do Sintracom-Londrina, defender o trabalhador
da Construção e do Mobiliário é missão
confiada pelos mais de quatro mil trabalhadores que confiaram
em nossas propostas de trabalho e nos elegeram para um mandato
de quatro anos.
Porém, a construção da cidadania, nossa obra
mais importante, não passa apenas pelos canteiros de obras
e pelo chão das fábricas.
Por isso, estamos sempre engajados nas lutas estaduais através
da Fetraconspar, Federação dos Trabalhadores na
Construção e no Mobiliário do Paraná,
e nas lutas nacionais através da CNTI, Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria e, principalmente,
através da Nova Central Sindical dos Trabalhadores criada
em 2005 e que, em apenas quatro anos de luta, já é
a terceira do Brasil em número de sindicatos, federações
e confederações filiadas.
Neste momento, por exemplo, a Nova Central, assim como a CTB –
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil -, está
na luta pelo fim do fator previdenciário e contra a criação
de um novo fator proposto pelo governo federal e apoiado por outras
centrais sindicais.
Se você que nos honra com sua audiência ainda não
sabe, o fator previdenciário criado pelo ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso, em 1999, causa perdas entre 35 e 40%
nos benefícios pagos pra quem se aposentou daí pra
frente.
Imagina o seguinte: você trabalhou uma vida inteira e pelas
regras anteriores iria se aposentar e receber um benefício
mensal de R$ 1 mil. Com o fator previdenciário, sua aposentadoria
cai para cerca de R$ 600. São R$ 400 que poderiam melhorar
a qualidade de vida do aposentado, ou seja, o trabalhador que
durante 30, 40 anos de vida trabalhou de sol a sol para construir
a grandeza deste país chamado Brasil.
Agora, quando o projeto de lei do Senador Paulo Paim, do PT do
Rio Grande do Sul, foi aprovado depois de seis anos circulando
pelo Congresso Nacional, o Governo Federal quer criar outro fator
que, também, prejudicará o trabalhador aposentado,
ou seja, o idoso que tanto contribuiu para edificar a nação
brasileira.
No caso da Construção, por exemplo, atividade na
qual o trabalhador precisa da força física para
continuar trabalhando, se o novo fator for aprovado o servente,
o pedreiro, o carpinteiro, o eletricista, o encanador e o pintor
terão que trabalhar até os 70 anos ou até
mais.
Seria, por assim dizer, mais uma injustiça social que se
pretende cometer contra o trabalhador da construção.
Não podemos e não vamos concordar com isso.
Por isso estamos na luta junto com a Nova Central. No que depender
do Sintracom-Londrina, da Fetraconspar e da CNTI, o novo fator
proposto pelo governo será rejeitado pelo Congresso Nacional.
Que a previdência tem problemas, todo mundo sabe. O que
nem todos sabem, é que quem sempre acaba pagando a conta
dos erros cometidos pelos governantes são os trabalhadores.
Já passou da hora desta crueldade com quem, de fato, constrói
o Brasil, acabar. Este é o nosso desejo. Esta é
a nossa missão e nossa luta.
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Programa:
20 de setembro de 2009
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O
dia de amanhã e a luta cotidiana |
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É
comum a gente ouvir por ai, na igreja, na escola, no ônibus
ou na rua, gente se gabando de estar trabalhando por conta e,
por isso, não estar pagando impostos nem contribuindo com
a Previdência Social.
Este tipo de comentário a gente ouve, principalmente, saindo
da boca dos trabalhadores mais jovens. Gente que está com
boa saúde, está na ativa e, por isso, não
se preocupa com o dia de amanhã.
Por isso, nesse último domingo do inverno brasileiro de
2009, dirigimos uma palavra a todos os trabalhadores que estão
trabalhando sem registro na carteira ou sem a inscrição
no MEI-Micro Empreendedor Individual.
É preciso, é imprescindível, quando se é
jovem e saudável, planejar como será a vida da gente
e de nossos dependentes quando estivermos idosos e nem sempre
com boa saúde.
No caso do trabalhador brasileiro, esse guerreiro que enfrenta
todos os dias a batalha pela sobrevivência, as duas maneiras
de garantir um futuro digno é trabalhar registrado em carteira
ou, então, se inscrever no MEI – Micro Empreendedor
Individual.
Somente dessa forma, quando chegar a hora de descansar de toda
uma vida dedicada ao trabalho, o trabalhador terá garantida
uma renda mínima, ou seja, terá direito à
aposentadoria ou, ainda, em caso de morte, garantirá uma
pensão ao cônjuge ou filhos incapazes.
Se você que nos ouve não sabe, na maioria dos 5.562
municípios brasileiros, cidades pequenas e sem muitos recursos,
os benefícios previdenciários é que fazem
girar a roda da economia destas localidades.
Os benefícios pagos pela Previdência Social, ou seja,
aposentadorias e pensões, salário maternidade, salário
família, auxílio reclusão, auxílio
doença, abono acidente e abono anual, junto com o Bolsa
Família, é o maior programa de distribuição
de renda do Brasil.
Como estamos empenhados na Construção da Cidadania,
nossa obra mais importante, julgamos oportuno lançar este
alerta a todos os trabalhadores que estejam trabalhando na informalidade.
O futuro, como todo mundo sabe, a Deus pertence. Mas a gente pode
dar uma força pro Criador e ajudá-lo para que nossa
velhice seja segura. Para que tenhamos uma renda que nos garanta
qualidade de vida na terceira idade.
Então, companheiro trabalhador, companheira trabalhadora,
se você está na informalidade, sai dessa vida e vem
pra formalidade. Trabalhe com carteira assinada ou se inscreva
no Micro Empreendedor Individual.
A gente nunca sabe o dia de amanhã. Por isso, devemos nos
prevenir para que a gente e os nossos dependentes não sofram
quando chegar a hora da gente parar de trabalhar.
Da mesma forma, não podemos esmorecer diante das lutas
cotidianas que surgem na nossa frente. É o caso, por exemplo,
da Alta Programada do INSS que o Sintracom-Londrina vem denunciando
desde o ano passado.
Pois é, companheirada trabalhadora, a gente foi pra rua
e pra feira, procurou o Ministério Público do Trabalho,
a OAB, a Câmara Municipal e o nosso grito e a nossa luta
não foram em vão.
Pelo contrário, dois domingos atrás, com muita alegria,
abrimos espaço no Programa Sua Vez, Sua Voz para que a
gerente regional do INSS em Londrina, Marilena Marques de Almeida,
anunciasse que o Instituto havia mudado um dos itens da alta programa
que tantos prejuízos causa aos trabalhadores em geral.
É, companheirada, a Marilena informou que não existe
mais a carência de 30 dias para o trabalhador requerer um
novo benefício de auxílio acidente ou auxílio
doença.
Sabemos que a nossa luta, por si só, não foi a responsável
pela mudança de procedimento do INSS. Porém, não
temos dúvidas de que nossas manifestações
em defesa do trabalhador doente ou acidentado ajudaram na mudança
e isso é o que interessa.
Queremos e lutamos todos os dias, sem trégua, para que
os direitos do trabalhador sejam respeitados. Esse é o
nosso desejo é a nossa missão. A Construção
da Cidadania, nossa obra mais importante.
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Programa:
06 de setembro de 2009
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A
independência do Brasil e a luta sindical |
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Descoberto
por Pedro Álvares Cabral em 22 de abril de 1500, o Brasil
tornou-se colônia de Portugal e ficou nessa condição
de dependente durante 322 anos.
Até que no dia 7 de setembro de 1822 o então príncipe-herdeiro
do trono português, Dom Pedro de Orleans e Bragança,
proclamou a independência do Brasil em relação
a Portugal e tornou-se, assim, o primeiro imperador de nossa pátria.
Quando isto aconteceu, o Brasil nasceu, enquanto nação
independente, com muitos e graves problemas a resolver. O primeiro
deles seria garantir a unidade nacional, o que foi conseguido
pela força das armas.
A primeira grande mobilização dos brasileiros foi
pela abolição da escravidão em nosso país,
luta que durou 66 anos até que a Lei Áurea fosse
assinada. No bojo do movimento abolicionista surgiu, também,
o embrião do ideal republicano e democrático conquistado
em 1889 e vigente até os dias de hoje, descontados os anos
de ditadura da era Vargas, que vai de 1930 a 1945, e a Militar
iniciada em 1964 e encerrada, de direito e de fato, em 1988 com
a promulgação da Constituição Cidadã.
Da independência aos dias de hoje, o Brasil passou por profundas
transformações, notadamente nos últimos 40-50
anos, quando deixou de ser um país rural e se tornou um
país urbano. O que não quer dizer que o Brasil deixou
de ser um dos grandes na produção mundial de alimentos.
Apenas a população, que antes morava na roça,
hoje vive nas cidades.
Nesse processo de mudança do perfil demográfico,
aconteceram coisas boas e coisas ruins. Avançamos na tecnologia,
criamos mais escolas e melhoramos o atendimento à saúde.
Mas ainda temos um longo caminho a percorrer até que o
Brasil se torne um país desenvolvido. Ainda temos muitos
analfabetos e muitas crianças fora da escola. Ainda temos
gente sendo mal atendida ou sem atendimento algum na área
da saúde.
São passos que ainda daremos até que todo brasileiro
e toda brasileira conquiste a cidadania plena. Até que
todos os filhos e filhas desta pátria, tão rica
de recursos naturais, tenham acesso à escola de boa qualidade
e tenham garantido atendimento integral na saúde, sem filas
e sem mau atendimento.
No processo histórico que é a edificação
da nação brasileira, não faz muito tempo,
em 1929, começou a grande aventura do Norte do Paraná,
ou seja, a construção de Londrina a terceira maior
cidade do Sul do Brasil.
Quando Londrina era apenas um lugarejo que crescia sem parar e
recebia gente de todos os cantos do Brasil e do Mundo, em 1968,
surgiu o Sindicato dos Trabalhadores da Construção,
entidade que depois se tornou representante dos trabalhadores
da madeira e do mobiliário, pintura, instalação
elétrica, olaria e cerâmica, mármore e granito,
artefatos de cimento e montagem industrial.
Há algum tempo, menos de 20 anos, a diretoria do Sintracom-Londrina
adotou como lema e atitude a construção da cidadania,
nossa obra mais importante. Finalmente, há dois anos e
quatro meses, na luta pela conquista da cidadania, colocamos no
ar na Rádio Brasil Sul AM 1290 o programa Sua Vez, Sua
Voz, Jornal Falado do Sintracom-Londrina.
Este programa tem como objetivo informar o trabalhador e indicar-lhe
canais e meios de reivindicar e lutar pela cidadania consagrada
na Constituição, mas nem sempre cumprida no dia
a dia pelos poderes públicos constituídos.
Por aqui passaram políticos do executivo e do legislativo,
juízes, promotores, professores, médicos, advogados,
ativistas não governamentais, sindicalistas, candidatos
a cargos públicos, artistas, ambientalistas, enfim, todo
cidadão ou cidadã que, de alguma forma, pudesse
contribuir no debate e na luta pela conquista da cidadania.
Neste domingo em que estendemos por mais uma hora a duração
do programa, conquista que só foi possível em função
da audiência angariada pelo Jornal Falado do Sintracom-Londrina,
dia em que também nos preparamos para comemorar os 187
anos da Independência do Brasil, nosso desejo é que
o programa Sua Vez, Sua Voz consiga sobreviver às atribulações
cotidianas e as mudanças políticas e institucionais
e continue cumprindo sua missão de informar o trabalhador.
Esse é o nosso desejo e nossa missão.
Fatos ocorridos em 6 de setembro ao longo da história
1522
- O navegador Juan Sebastián Elcano e outros dezesseis
espanhóis, únicos sobreviventes da expedição
de Fernão de Magalhães, completam a primeira volta
ao mundo da história.
1620 - Colonos ingleses partem no navio "Mayflower"
para o Novo Mundo onde iriam criar os Estados Unidos da América.
1922 - Oficialização do Hino Nacional
Brasileiro, de autoria de Joaquim Osório Duque Estrada.
1941 - O governo alemão anuncia a obrigatoriedade
de identificação dos judeus, acima de seis anos,
residentes no país. Uma Estrela de David deveria ser presa
em local visível da roupa.
1957 - Publicação de um decreto
na Argentina que limita o direito à greve.
1981 - O primeiro congresso do sindicato polonês
Solidaridade começa em Gdansk (Polônia).
1985 - Protestos no Chile contra o regime de
Pinochet, deixam onze mortos, 25 feridos e 200 detidos.
1994 - Um relatório divulgado pela Organização
Meteorológica Mundial alerta que o buraco na camada de
ozônio atingiu seus níveis máximos.
1997 - O mundo assiste ao enterro da princesa
Diana, morta em 31 de agosto em um acidente de carro.
1998 - O iatista brasileiro Lars Grael perde
a perna direita por causa de um acidente na praia de Camburi,
no Espírito Santo. Seu barco colidiu com uma lancha que
invadiu a área da prova.
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Programa:
30 de agosto de 2009
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Dois
milhões e meio de empregos |
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De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas
e Estudos Sócio-Econômicos, o DIEESE, dois milhões
e meio de empregos serão gerados caso o Congresso Nacional
aprove a redução da jornada de trabalho de 44 para
horas semanais.
É claro que os empresários discordam dessa previsão.
Para eles, a redução da jornada, pelo contrário,
provocaria demissões, seria um obstáculo à
geração de empregos e elevaria o custo de produção.
Nós, que pulamos da cama cedo e vamos à luta todos
os dias, inclusive nos finais de semana, entendemos o discurso
do patrão. Na verdade, o que ele pretende é eternizar
a exploração do trabalhador brasileiro.
Da mesma forma que resistiram os patrões do século
19, que queriam que o trabalhador continuasse cumprindo jornadas
diárias de cerca de 18 horas de trabalho. Foi preciso que
muitos morressem, no interior das fábricas e na luta sindical,
para que esta história de exploração fosse
alterada.
No Brasil, a primeira redução de jornada ocorreu
na Constituição de 1934, que estipulou a jornada
em 48 horas semanais. Após 54 anos, a Constituição
Cidadã, promulgada em 1988, em função da
luta das entidades representativas dos trabalhadores, reduziu
a jornada de 48 para 44 horas semanais.
Passados 19 anos desta conquista histórica, como todos
podem perceber, inclusive os patrões, o Brasil não
foi à falência, a economia não entrou em colapso,
a produção continuou em alta e, o que é melhor,
entre 1988 e 2008 a produtividade do trabalhador brasileiro aumentou
em 84%.
Trocando em miúdos, isso quer dizer o seguinte, com mais
tempo para repouso, convívio com os familiares e estudo,
o trabalhador brasileiro produziu mais e melhor. O salário
melhorou e o lucro dos patrões só fez crescer nesse
tempo.
Não é por acaso que o presidente Lula, assim como
seu antecessor Fernando Henrique Cardoso, passaram a tomar parte
das discussões mundiais sobre economia, trabalho e produção.
A entrada do Brasil no BRIC, grupo composto pelo Brasil, Rússia,
Índia e China, isto é, países cujas economias
estão crescendo e se aproximando do G-8, ou seja, o grupo
dos oito países mais ricos do mundo, aconteceu porque a
produção brasileira foi incrementada.
Só quem é cego ou finge não enxergar, é
que não está vendo que a redução da
jornada de 44 para horas semanais seria mais um elemento a alavancar
o crescimento da economia brasileira.
Além disso, a jornada menor poderia, a médio prazo,
interferir de forma benéfica em graves problemas sociais
hoje existentes. Se pais e mães tiverem mais tempo para
cuidar da educação dos filhos, certamente diminuirá
o número de crianças perambulando pelas ruas e se
expondo ao risco de serem cooptadas pelo narcotráfico e
pela exploração sexual.
Diminuir a jornada de trabalho, no momento, significa também
distribuir renda. Incrementar o consumo interno e fazer com que
o Brasil atinja níveis de desenvolvimento humano que façam
justiça ao suor derramado, todo dia, pelo trabalhador brasileiro.
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Programa:
23 de agosto de 2009
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4.1
turbinado e sempre na luta! |
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Na
tarde do dia 21 de agosto de 1929, o engenheiro e agrimensor russo
Alexandre Razgulaeff, após consultar seus instrumentos
e os mapas que trazia, fez sinal para que o grupo que o seguia
interrompesse a marcha.
Naquele momento, 80 anos atrás, teve início a história
daquela que, em pouco tempo, seria a grande metrópole do
Norte do Paraná e a terceira maior cidade do Sul do Brasil.
“Londrina, cidade de braços abertos a todos os filhos
do nosso Brasil e a todos aqueles, de pátrias distantes,
que aqui confiantes, sob um pálio anil, seu lar construíram
e aos filhos se uniram do nosso Brasil.”
Esses versos pinçados do Hino de Londrina, falam do futuro,
hoje presente, da cidade orgulho de todos os londrinenses. Tanto
dos que aqui nasceram, quanto dos que a escolheram para criar
os filhos e ver os netos chegando.
É dessa forma que vemos nossa querida e amada Londrina.
E não é para menos, afinal de contas, o trabalhador
da construção participa desta história de
grandeza desde o primeiro momento. Desde o dia 21 de agosto de
1929.
Fazem parte desta história trabalhadores da construção
como os comunistas Mané Jacinto, Seo Lima e tantos outros
que dedicaram suas vidas a construir a cidade de Londrina e a
lutar pela construção de um mundo melhor.
Os trabalhadores citados, lutavam em defesa dos verdadeiros construtores
da cidade muito antes da existência do Sintracom-Londrina.
Por isso, lembramos deles ao recordarmos os 80 anos de vida de
Londrina.
Também recordamos destes batalhadores pelo aniversário
de 41 anos de fundação do Sindicato dos Trabalhadores
da Construção no dia 21 de agosto de 1969, ou seja,
exatamente 39 anos depois do início da construção
de Londrina.
Nascemos em um regime de exceção, a ditadura militar,
e estivemos na luta para que a democracia fosse restabelecida
no Brasil. Da mesma forma, estivemos na luta para que a Constituição
Cidadã fosse escrita e restituísse aos brasileiros
os direitos fundamentais individuais e coletivos usurpados pela
ditadura militar.
Com o restabelecimento da democracia, concentramos nossos esforços
na defesa da saúde, da integridade física e da vida
dos construtores de Londrina. Segurança passou a ser a
palavra de ordem da diretoria do Sintracom-Londrina.
Nessa luta, comemoramos o fato de passarmos quase cinco anos sem
que um único acidente fatal fosse registrado em Londrina.
Agora, nossa luta é ainda maior. Queremos a cidadania plena
para todo trabalhador da construção e do mobiliário
de Londrina e Região.
Por isso, atualmente, estamos numa jornada de luta para que a
alta programada instituída pelo INSS seja revogada. Também
lutamos contra o fator previdenciário que reduz o valor
das aposentadorias e outros benefícios previdenciários.
Lutamos, ainda, para que as aposentadorias e pensões tenham
o mesmo reajuste que o salário mínimo.
No Congresso Nacional nossa luta é pela redução
da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Estamos
nessa luta porque a redução da jornada provocará
a geração de cerca de dois milhões de novos
empregos. Só pra começar. Além disso, trabalhando
menos o trabalhador terá mais tempo para a família,
para o lazer e para a qualificação profissional.
Da mesma forma, nunca deixamos de manifestar nossa opinião
em assuntos que sejam de interesse da classe trabalhadora como
um todo. Essa é a missão do Sintracom-Londrina há
41 anos. Por isso, o título desta palavra do presidente
é 4.1 turbinado e sempre na luta.
Isso quer dizer que, nos 41 anos da entidade, vemos o Sindicato
dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário
de Londrina como um senhor experiente e que não se curva
diante dos obstáculos colocados no caminho do trabalhador.
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Programa:
16 de agosto de 2009
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Ou
restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos |
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Não
faz muito tempo, o deputado federal Sérgio Morais, do PTB
do Rio Grande do Sul, disse que se lixava para a opinião
pública e que não estava nem aí com as denúncias
que os jornais estavam publicando contra ele.
O gaúcho disse isso quando o deputado federal mineiro Edmar
Moreira, atualmente sem partido, tinha sido denunciado ao conselho
de ética da Câmara por ter construído um castelo
em Minas Gerais e não ter declarado ao imposto de renda.
O tempo passou e o deputado Moreira foi absolvido pela Câmara
e o deputado Morais recolheu-se à insignificância
de onde nunca devia ter saído. De qualquer forma, ficou
para a nação, o gosto amargo da impunidade.
Agora, o mar de lama mudou de prédio. Saiu da Câmara
dos Deputados e inundou o Senado Federal. A bola da vez é
o ex-governador do Maranhão, ex-presidente da República
e atual senador pelo Amapá, José Sarney.
Se não bastasse o pouco caso com que Sarney tratou as denúncias,
o presidente da comissão de ética do Senado, senador
Paulo Duque, do PMDB do Rio de Janeiro, simplesmente arquivou
todas as denúncias sem investigar nada.
Ele não quis nem saber se o presidente do senado recebe
auxílio moradia de R$ 3 mil por mês, apesar de morar
em uma casa mantida com o dinheiro público, ou seja, Sarney
mora num prédio público e recebe dinheiro como se
pagasse aluguel.
E tem mais. A Fundação José Sarney recebeu
milhões de reais, dinheiro que podia ser aplicado em saúde,
educação e segurança e, assim como quem não
tem que prestar contas a ninguém, não investiu o
dinheiro onde disse que iria investir.
Nada disso, porém, foi suficiente para que o presidente
da Comissão de Ética do senado iniciasse uma investigação
para apurar se Sarney é inocente ou culpado. O senador
Paulo Duque virou juiz e inocentou o presidente do Senado.
Fatos como estes, infelizmente, são a regra na política
brasileira e não a exceção, como deveriam
ser. Corrupção existe em todo lugar. A diferença
entre o Brasil e o resto do mundo é que aqui, o corrupto
não vai pra cadeia.
Pelo contrário, ele parece se fortalecer ainda mais e fica
por ai, rindo da cara do brasileiro honesto e honrado, o trabalhador,
principalmente, que paga seus impostos e suas contas em dia para
poder dormir com a consciência tranqüila.
Por muito menos do que isso, teve ministro e parlamentar japonês,
por exemplo, que cometeu suicídio. Por isso, a palavra
do presidente de hoje usou como título a frase do escritor,
jornalista e cronista carioca Sérgio Porto, que assinava
muitos textos como Stanislaw Ponte Preta.
Ele, nos anos 1950, indignado com tudo que acontecia no Brasil,
propôs que restaurássemos a moralidade ou nos locupletássemos
todos. De lá para cá, muita coisa mudou. Derrubamos
uma ditadura. Escrevemos a Constituição Cidadã
e vimos muitos direitos fundamentais serem consagrados.
Só não conseguimos acabar com a corrupção,
esse câncer que corrói a moralidade da pátria
amada Brasil e que faz com que nossos jovens percam a esperança
de alcançar dias melhores pela via da educação
e do trabalho honesto.
De nossa parte, continuaremos na luta pela construção
da cidadania, nossa obra mais importante. Essa é a nossa
missão. Nossa profissão de fé. Não
nos desviaremos desse caminho que escolhemos para trilhar.
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Programa:
09 de agosto de 2009
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O
Ofício Paterno |
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Hoje,
como acontece em todos os cantos do Brasil, os quase 25 mil membros
da Família Sintracom-Londrina se reúnem no aconchego
dos lares para comemorar o Dia dos Pais.
Por isso, inicio a palavra do presidente lembrando daquele que
é o responsável pela minha existência, o pedreiro
Paulo Pestana, meu pai.
O homem de mãos calejadas que me embalou em seus braços
quando bebê e que, até hoje, peço conselhos,
apoio e um pouco de colo quando as dificuldades tentam me sufocar.
Acompanhando meu pai nas obras me tornei Carpinteiro da Construção
Civil. Com outros pais aprendi a lutar por dias melhores para
mim e para meus companheiros de categoria.
Hoje, tenho o privilégio e o compromisso de representar
categorias profissionais majoritariamente masculinas. Convivo
com esses homens de mãos calejadas e feições
rudes; mas sei que, diante de um problema qualquer enfrentado
por um de seus rebentos, eles mostram toda a sensibilidade e choram
pela dor do filho.
O trabalho é pesado no canteiro de obras e no chão
da fábrica de móveis. Amassando o barro na olaria.
Ouvindo o barulho estridente da serraria. Pintando arranha-céus,
fazendo a instalação elétrica, trabalhando
o mármore e o granito, fabricando artefatos de cimento
ou implantando novas industrias, o pai nunca deixa de se preocupar
com o filho e a filha queridos.
Muitas vezes, ao sair de casa antes do sol raiar, o trabalhador
deixa o filho febril na residência. Daí, passa o
dia preocupado com a saúde de seu bem mais precioso concedido
por Deus. É para o filho que o pai trabalha. É para
o filho que o pai busca melhorar sua condição de
vida.
Neste mundo corrido em que vivemos, nem sempre é possível
dar a atenção que o filho precisa e merece. Nestas
horas, o trabalhador olha para o céu e pede a Deus que
proteja seu filho dos perigos que rondam a família brasileira.
Pede, também, que Deus lhe conceda sempre saúde
e disposição para continuar a edificar as cidades
e, o mais importante, educar seus filhos como cidadãos
conscientes e cumpridores das leis divinas e dos homens.
Esse, também, é o nosso pensamento. Afinal, além
de profissionais da Construção e do Mobiliário,
também exercemos o ofício paterno. Responsabilidade
que vai muito além de gerar filhos. Compromisso que segue
pela vida afora e por todo o sempre.
A benção meu pai, Paulo Pestana. Que Deus o abençoe
e proteja todos os pais trabalhadores da Construção,
da Madeira e do Mobiliário, do Mármore e Granito,
dos Artefatos de Cimento, da Pintura, das Instalações
Elétricas, das Olarias e Cerâmicas e da Montagem
Industrial.
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Programa:
02 de agosto de 2009
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Solidariedade
Sindical na Construção da Cidadania. |
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As
pessoas que nos honram com a audiência do Programa Sua Vez,
Sua Voz, o Jornal Falado do Sintracom-Londrina, já devem
ter se acostumado a ouvir, ao final de cada bate-papo com nossos
convidados, que a Construção da Cidadania é
nossa obra mais importante.
Mais do que uma frase de efeito, daquelas que os marketeiros criam
para a maioria dos políticos repetir a todo instante, a
Construção da Cidadania, para a diretoria do Sintracom-Londrina
é quase um mantra, forma indiana de rezar repetindo palavras
e expressões. É uma verdadeira profissão
de fé. Construir a cidadania é, sobretudo, nosso
desejo e nossa missão.
Por isso, não desviamos dos obstáculos que são
colocados no caminho da busca de melhores salários, saúde,
segurança e condições dignas de trabalho
na Construção e no Mobiliário. Como a batalha
de Imbituva, quando apeamos do poder o pelego que há quase
20 anos prejudicava os trabalhadores da madeira daquela cidade
dos Campos Gerais.
Na semana que passou, comemoramos a celebração de
uma Convenção Coletiva de Trabalho em Imbituva,
que conquistou um reajuste salarial em torno de 33% que vai melhorar,
e muito, a vida de cerca de dois mil trabalhadores. Ao mesmo tempo,
enfrentávamos a chuva e o frio de Curitiba durante a greve
dos 35 mil trabalhadores da capital do Paraná.
Este movimento, terminou com a conquista de um reajuste de 12%
para os menores salários, ou seja, muito acima dos 7,5%
que os patrões queriam empurrar goela abaixo dos grevistas.
E fomos solidários aos imbituvenses e curitibanos sem descuidar
dos quase seis mil trabalhadores da Construção e
do Mobiliário representados pelo Sintracom-Londrina.
Esta é a dinâmica do sindicalismo moderno. Os capitalistas
globalizaram os meios de produção e, assim, a união
e, principalmente, a solidariedade são as únicas
respostas que os trabalhadores podem dar para conquistar as reivindicações
que consideram justas e necessárias. Este é o nosso
entendimento. Essa é a nossa forma de agir em defesa dos
trabalhadores.
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Programa:
26 de julho de 2009
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Sintracom-Londrina
conquistou aumentos reais |
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Se você, trabalhador das 11 categorias representadas pelo
Sintracom-Londrina, acessar a página da entidade na internet,
www.sintracomlondrina.com.br, verá que lá está
escrito que a missão do sindicato é "defender
e promover a busca de salários compatíveis com as
necessidades dos profissionais e das tarefas que executam, lutar
por melhores condições de trabalho, saúde
e segurança dos trabalhadores representados e, também,
promover ações que resultem na conquista da cidadania
plena.”
Para cumprir com eficiência a missão que nos foi
confiada pelos associados do Sindicato, temos que estar preparados
para discutir em pé de igualdade com os dirigentes dos
sindicatos patronais.
Por isso, todos os anos, no mês de janeiro, participamos
do Seminário de Preparação da Campanha Salarial
realizado pela Fetraconspar, Federação dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
do Estado do Paraná.
Em seguida, realizamos as assembléias de aprovação
das pautas de reivindicações, quando definimos o
reajuste que vamos cobrar dos patrões.
Essa reivindicação não parte do nada. Na
verdade, o reajuste pedido procura refletir a inflação
acumulada entre a data-base, 1º de maio ou 1º de junho,
no caso do Sintracom-Londrina e 30 de abril ou 31 maio.
Porém, a reposição pura e simples da inflação
não é suficiente para que o trabalhador não
perca seu poder aquisitivo e, ainda, possa promover melhorias
em sua condição de vida e de seus familiares.
Assim, analisamos o desempenho da economia como um todo e, particularmente,
nos setores que representamos. Baseados nessas informações,
estabelecemos o percentual de aumento real que consideramos justo
para os quase seis mil trabalhadores representados pelo Sintracom-Londrina.
Como diz um velho ditado, contra fatos não há argumentos.
E é desta forma que conduzimos as negociações.
Daí, torna-se impossível para o sindicato patronal
vir para a mesa de negociação e simplesmente dizer
que não tem condições de conceder o que o
Sintracom-Londrina reivindica em nome dos trabalhadores.
É assim, de forma organizada e planejada que conduzimos
as Campanhas Salariais. É assim que conquistamos aumento
real para o trabalhador da Construção, da Olaria
e Cerâmica e da Instalação Elétrica.
É assim, também, que entramos na luta contra a alta
programada do INSS. Como diz o texto da missão que temos
a cumprir, citada no início desta palavra do presidente,
promover ações que resultem na conquista da cidadania
plena, também é tarefa nossa.
Não importa se teremos poucas horas de sono. Se ficaremos
distante de nossos familiares e se teremos pouco ou tempo nenhum
para o descanso e o lazer.
Quando formamos uma chapa para disputar as eleições
sindicais, sabíamos que a batalha seria cotidiana. Assim,
por maiores que sejam as dificuldades enfrentadas no dia a dia,
não vamos esmorecer. Sabemos que nos canteiros de obras
e nas fábricas, tem milhares de trabalhadores que nos dão
força e acreditam no nosso trabalho.
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Programa:
19 de julho de 2009
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Não
aos malefícios do INSS |
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Criado para garantir aposentadoria e amparar todo trabalhador
contribuinte, quando este adoece ou sofre acidente de trabalho,
de 2005 para cá o INSS, Instituto Nacional de Seguridade
Social, pelo contrário, tem causado muitos prejuízos
financeiros, morais e familiares a quem devia proteger.
Isso passou a acontecer quando o Instituto criou a alta programada,
medida que obriga o médico perito do INSS a, como num exercício
de adivinhação, marcar a data em que no doente ou
acidentado deve retornar ao trabalho. Daí pra frente, o
que era para ser um benefício, tornou-se um malefício.
Um verdadeiro calvário para o trabalhador.
Assim que o Sintracom-Londrina começou a receber denúncias
de dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores, principalmente,
do setor da Construção, que não estavam conseguindo
trabalhar e, ao mesmo tempo, não conseguiam receber o auxílio
doença ou o auxílio acidente, fomos pras ruas denunciar
a alta programada do INSS e cobrar uma mudança de atitude
daquele órgão que deveria amparar e não prejudicar
o trabalhador.
Por isso, quando conseguimos sensibilizar a Câmara de Vereadores
de Londrina para abrir suas portas à comunidade para discutir
o problema, tivemos a certeza de que nossa luta era justa.
A audiência, é claro, não resolveu o problema,
mas chamou a atenção de um número maior de
pessoas, de entidades, instituições e autoridades.
As 20 propostas aprovadas ao final da audiência, comprovam
que a campanha iniciada pelo Sintracom-Londrina contra a alta
programada, verdadeiro malefício do INSS contra o trabalhador,
está bem fundamentada.
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Programa:
12 de julho de 2009
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Passarinho
na muda, não pia |
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O ditado popular que intitula esta palavra do presidente é
tão ou mais antigo do que o conflito cotidiano entre o
capital e o trabalho.
Ele se refere ao tempo em que a ave troca as penas e fica em silêncio.
Não pia. Mais ou menos como estamos fazendo na Campanha
Salarial 2009-2010.
Agimos desta forma, porque o momento exige cautela, sangue frio
e, principalmente, bom senso, para conquistarmos o melhor reajuste
para o trabalhador.
A data-base da Madeira e do Mobiliário foi no dia 1º
de maio e, apesar dos esforços da diretoria do Sintracom-Londrina,
não conseguimos definir o reajuste salarial.
Outros sindicatos paranaenses bateram o martelo no reajuste de
7% em geral e 14,90% para o piso salarial, mas entendemos que
o trabalhador que representamos merece mais.
Se não conseguirmos fechar a Convenção com
o sindicato patronal, vamos negociar o reajuste através
de acordos coletivos celebrados individualmente com as empresas.
Da mesma forma, ainda não conseguimos definir o reajuste
dos trabalhadores da Construção, data-base 1º
de junho, porque o que foi oferecido pelos patrões é
pouco.
Os trabalhadores da Construção de São Paulo,
o estado mais rico do Brasil, tiveram um reajuste de 6% a partir
de 1º de maio, data base dos companheiros paulistas.
Já os trabalhadores da Pavimentação, data-base
1º de junho, repres entados pelo Sintrapav, tiveram reajuste
de 8%. Se fechássemos agora, seria algo entre esses índices.
Isso significa que o sindicato patronal tem oferecido reajustes
na casa dos 6 a 8%. Como a inflação fechou em 5,5%,
estaríamos muito longe do que reivindicam os trabalhadores.
Por isso, não fechamos a negociação, afinal
de contas as assembléias aprovaram a reivindicação
de cerca de 25% de reajuste para a data-base 1º de junho.
Desta forma, preferimos seguir negociando. Acreditamos ser possível
conquistar um reajuste maior do que o que foi oferecido pelo patronal.
Como trabalhamos com seriedade e respeito aos trabalhadores que
nos confiaram a missão de representa-los, achamos melhor
fazer como o passarinho que, na muda, não pia.
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Programa:
05 de julho de 2009
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Tomando
as rédeas da história |
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No programa de hoje, peço licença aos ouvintes para
contar um pouco da história da minha vida. Nasci na Fazenda
Santa Ida, no Patrimônio Esperança em Alvorada do
Sul. Meu pai, Paulo Pestana, trabalhava no cultivo do café
e do rami.
Quando tinha cinco anos de idade, em 1975, ano em que a geada
negra acabou com a cafeicultura paranaense, minha família
veio pra Londrina. Fomos morar na antiga Favela da Caixa Econômica,
atual Jardim Nossa Senhora da Paz.
Lá pelos 8 anos de idade, comecei a vender a Folha de Londrina
nos finais de semana. Das 7 até às 11 horas, ficava
em frente ao Pão Francano, atrás do Marista, e depois
ia pra frente de uma casa de frango assado que tinha na avenida
Tiradentes.
Durante a semana, estudava de manhã e na parte da tarde
acompanhava meu pai, que já trabalhava na construção
civil, e lá ficava desentortando pregos, observando e aprendendo
aquela que seria minha profissão no futuro – carpinteiro.
Depois trabalhei como pixador de tacos e, aos 14 anos, tive meu
primeiro registro em carteira como ajudante na Sacaria Cultura.
Aos 16 anos retornei para a construção civil como
orêia seca, isto é, servente, e, finalmente, aos
18 anos fui registrado como carpinteiro.
Logo em seguida, comecei a discutir sindicalismo com trabalhadores
mais idosos que eram militantes do Partido Comunista Brasileiro,
o Pecezão. Nunca mais parei de discutir política
e lutar por dias melhores para o trabalhador.
Em 1997 tive a honra de representar o trabalhador brasileiro em
uma reunião da Organização Internacional
do Trabalho, OIT, realizada em Genebra, na Suíça.
Para quem tinha nascido na roça, foi um momento de muita
alegria.
Alegria, mas, também, de compromisso com a classe trabalhadora
da qual sou filho. Por isso, tenho dedicado os últimos
20 anos de minha vida na luta em defesa do trabalhador da construção
e do mobiliário de Londrina e região.
Conto essas histórias, apenas para dizer o seguinte: aprendi,
assim como o cantor e compositor Geraldo Vandré, que foi
torturado pela ditadura militar, que “quem sabe, faz a hora,
não espera acontecer”.
Por isso, nesse momento histórico em que a Comissão
Especial do Congresso Nacional, aprovou, por unanimidade a redução
da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas semanais, precisamos
intensificar a mobilização da classe trabalhadora
para que o projeto seja votado e aprovado pela Câmara dos
Deputados e pelo Senado Federal.
A aprovação na Comissão, foi apenas o primeiro
passo e aconteceu porque os sindicatos, federações,
confederações e centrais sindicais, como a Nova
Central Sindical dos Trabalhadores, fizeram pressão, nos
últimos 14 anos, para que o projeto fosse, enfim, analisado
e votado na Comissão.
Agora, continuaremos a pressão no sentido de sensibilizar
os deputados e senadores a aprovarem a redução da
jornada sem redução de salários, pois entre
outros benefícios, isso significa a geração
de milhões de empregos.
Faço questão de relatar essas histórias,
que têm a ver com o dia a dia do trabalhador, com o objetivo
de esclarecer como é o trabalho cotidiano do sindicalista.
Ao mesmo tempo que cumprimos nossa missão de defender os
salários e as condições de trabalho de quase
seis mil trabalhadores da construção, madeira, mobiliário,
olaria, cerâmica, mármore, granito, pintura, artefatos
de cimento, instalação elétrica e montagem
industrial, também participamos de lutas nacionais que
visem melhorar a vida de todo trabalhador e não apenas
daqueles que representamos.
Essa é a vida do sindicalista. Esse é o nosso dia
a dia. Nosso compromisso e nossa missão.
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Programa:
28 de junho de 2009
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Pelo
resgate da dignidade do trabalhador |
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“Sou
homem e tudo que é humano me diz respeito”, é
uma citação atribuída ao poeta Terêncio,
que nasceu na África quase dois séculos antes de
Cristo e foi vendido como escravo para os romanos, onde foi educado
e desenvolveu seu talento.
Tomamos emprestado o pensamento do poeta para reafirmar que tudo
que diz respeito ao trabalhador é assunto nosso. Como nesse
momento em que nos encontramos na trincheira de luta reivindicando
o fim da alta programada instituída em 2005 pelo INSS,
Instituto Nacional de Seguridade Social, que de lá pra
cá, tem causado muito sofrimento, além de prejuízos
financeiros, familiares e morais os trabalhador brasileiro.
Ao determinar quando o trabalhador doente ou acidentado deve voltar
ao trabalho, o INSS pretende transformar a medicina em uma ciência
exata, o que, de forma alguma, ela será.
Cada pessoa, todo mundo sabe disso, reage de forma diferente a
uma doença ou a um ferimento decorrente de acidente de
trabalho. Desta forma, torna-se impossível para o médico
do INSS saber quando o trabalhador poderá retornar ao trabalho
e seguir ganhando, com o suor de seu rosto, o sustento de sua
família.
O que está ocorrendo, a partir da criação
da alta programada, é que milhares de trabalhadores pelo
Brasil afora simplesmente ficam sem rendimento algum enquanto
seus casos rolam na justiça.
Nesse meio tempo, uma espécie de limbo onde o trabalhador
é jogado, sem dinheiro para pagar honrar seus compromissos,
ele enfrenta problemas de ordem financeira em primeiro lugar.
Começa perdendo o crédito e, no embalo, surgem os
problemas familiares, pois como diz a sabedoria popular, onde
falta pão todos brigam e ninguém tem razão.
Some-se a isso o prejuízo moral que sofre o trabalhador,
pois sem nenhum rendimento ele acaba com o nome sujo na praça.
Isso, para o trabalhador honesto e honrado, é o fim do
mundo.
É contra esse tipo de coisa que estamos lutado. Queremos
o fim da alta programada do INSS. Nossa luta é pelo resgate
da dignidade do trabalhador.
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Programa:
21 de junho de 2009
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Alta
Programada, a luta continua! |
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Desde
o início deste ano, o Sintracom-Londrina vem denunciando
o INSS por estar prejudicando o trabalhador desde que foi implantada
a Alta Programada.
Até setembro de 2005, o trabalhador doente ou acidentado
que precisasse ficar mais de 15 dias sem trabalhar, recebia do
INSS o auxílio doença ou auxílio acidente.
Enquanto ficava encostado, o trabalhador passava por perícias
médicas e, se necessário, fazia fisioterapia que
o curasse para retornar ao trabalho ou se aposentar de vez.
Desta maneira, o trabalhador tinha um amparo médico e financeiro
quando não podia trabalhar para ganhar honestamente o sustento
seu e da família.
Agora, com a alta programada, em que o médico do INSS marca
o dia do trabalhador voltar pro trabalho, tem gente sem receber
salário ou benefício há mais de ano.
É isso mesmo, tem trabalhador que está há
dois, três e até quatro anos sem poder trabalhar,
sem salário e sem receber os auxílios que o INSS
deveria conceder.
Assim que o problema começou a ser relatado pelos trabalhadores
da construção e do mobiliário, categorias
profissionais que representamos, denunciamos publicamente a injustiça.
Primeiro, iniciamos através do programa Sua Vez, Sua Voz
a convocação dos trabalhadores, de todas as categorias,
vítimas da alta programada do INSS.
Depois, fomos para o Calçadão denunciar o INSS e
chamar a atenção da população para
o problema. Em seguida fomos para a Feira Livre dos Conjuntos.
Em todos os locais que passamos, encontramos trabalhadores e trabalhadoras
jogados ao vento pelo Instituto Nacional de Seguridade Social,
o INSS.
Por isso, procuramos o Ministério Público e pedimos
a intervenção deste órgão de defesa
dos direitos do cidadão e denunciamos o problema.
Nessas andanças, conseguimos o apoio da Câmara de
Vereadores de Londrina, através de seu presidente, Padre
Roque, que agendou uma audiência pública para o dia
6 de julho próximo.
Durante o 2º Congresso da Nova Central Sindical dos Trabalhadores,
realizado em Brasília, aprovamos uma moção
que condena a alta programada do INSS.
Agora, estamos trabalhando no sentido de conseguir uma audiência
com o Ministro da Previdência Social para discutir uma solução
para o problema.
Para nós da diretoria do Sintracom-Londrina, que consideramos
a Construção da Cidadania como nossa obra mais importante,
defender os direitos do trabalhador é a nossa missão.
Por isso, estamos nas ruas, publicamos em nossos jornais e falamos,
todo domingo, em nosso programa de rádio, a questão
da alta programada.
Não podemos e não vamos admitir calados que esta
injustiça continue sendo cometida contra o trabalhador.
Por isso, bradamos: Alta Programada, a luta continua até
sua extinção.
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Programa:
14 de junho de 2009
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Terceiro
mandato para Lula, não! |
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Apesar
do presidente Lula não fazer campanha aberta em favor de
um terceiro mandato, tramita no Congresso Nacional uma proposta
de emenda constitucional que, se aprovada, permitiria ao atual
presidente disputar as eleições presidenciais marcadas
para o ano que vem, conforme manda a Constituição.
Pra começar a conversa, nos posicionamos contra tal emenda
constitucional. Somos contrários porque lutamos durante
décadas, sem trégua, para que o modelo eleitoral
vigente fosse consagrado na Constituição Federal
e na legislação específica a tratar deste
tema.
Defendemos a legislação democrática que nos
rege como única forma do Brasil manter-se em Ordem e buscar
o Progresso, como está escrito em nossa bandeira de inspiração
positivista. Só isso, seria suficiente para sermos contra
um possível terceiro mandato para o presidente Lula. Mas,
tem mais.
Entendemos que discutir a possibilidade de um terceiro mandato
para Lula, nesse momento, teria o mau cheiro do oportunismo. Do
casuísmo eleitoral que tanto criticamos no passado, como
quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, comprou um partido
para garantir a possibilidade da reeleição.
Da mesma forma que, apesar da mordaça da censura, fomos
às ruas criticar a ditadura militar quando esta criou o
senador biônico, parlamentar que era ungido ao cargo sem
um único voto, apenas para manter a maioria dos governos
militares no Congresso Nacional.
Além do mais, temos a convicção que possibilitar
ao presidente Lula disputar um terceiro mandato, com reais possibilidades
de se reeleger pela segunda vez, seria uma mancha eterna na biografia
deste brasileiro que, na atualidade, é reconhecido no mundo
todo como grande estadista.
Para nós, estadista é aquele que tem compromissos
apenas e tão somente com o país, com o eleitor e
com a democracia. Se Lula apoiar a discussão do terceiro
mandato, só porque não está conseguindo articular
uma candidatura que possa sucede-lo, seria como jogar no lixo
o respeito que o mundo lhe devota.
Se ele acredita que ainda pode contribuir com a construção
de um Brasil melhor, como fez em seu primeiro mandato e está
fazendo no segundo, ou seja, incluindo milhões de brasileiros
na saúde, na educação, no emprego, na moradia
e na renda nacional, Lula tem esse direito. Nas eleições
previstas para 2014.
O Brasil mergulhou em uma ditadura sangrenta que matou, torturou
e desapareceu com milhares de brasileiros, dando um golpe armado
na ordem constitucional vigente. Por isso, somos contra qualquer
tipo de golpe, seja ele armado ou tramado no Congresso Nacional.
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Programa:
31 de maio de 2009
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INSS
contra o trabalhador |
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A
saúde no Brasil está doente e o SUS é um
susto atrás do outro. Isso é o que se ouve por aí.
Nos canteiros de obras, no chão das fábricas, no
boteco da esquina e na saída da igreja.
Dessa forma, o trabalhador que cai doente, por não receber
o tratamento nem os medicamentos adequados, na maioria das vezes,
não consegue voltar para o trabalho.
Para piorar a situação do trabalhador doente e sem
tratamento digno, desde 2006 o Instituto Nacional de Previdência
Social, o INSS, cria dificuldades para pagar o auxílio-doença.
Isso mesmo, o INSS que foi criado para amparar o trabalhador acidentado
no trabalho ou que está doente, nesse momento está
virando as costas para quem devia proteger.
Vamos dar um exemplo: você machuca a coluna vertebral, é
afastado do trabalho, a empresa paga os primeiros 15 dias de licença
e daí pra frente é por conta do INSS.
Aí, amigo e amiga trabalhadores, começa o seu calvário
de provações em vida. Isto porque o INSS criou uma
norma denominada alta programada.
Pois é, o INSS resolveu reinventar a medicina e transforma-la
em um jogo de adivinhação, pois médico nenhum
nesse mundo é capaz de dizer quando você estará
curado.
Mas é isso que o INSS vem fazendo. Para o médico
desse Instituto, não importa se outro médico atestou
que você está incapacitado para o trabalho.
Se o médico do INSS manda você voltar ao trabalho
com a coluna torta, articulação inflamada, osso
quebrado ou músculo rompido você tem que trabalhar.
Por conta da injustiça do INSS contra o trabalhador que
devia amparar, o Sintracom-Londrina realizou atos públicos
no Calçadão e na Feira Livre dos Cinco Conjuntos.
Nesses locais distribuímos um panfleto informando que o
INSS não cumpre sua função social. Após,
fomos ao Ministério Público do Trabalho e à
Câmara de Vereadores de Londrina.
Na Câmara ficou agendada uma audiência pública
para o próximo mês de junho. Como a questão
é nacional, na seqüência vamos à Procuradoria
Federal do Trabalho.
Em breve, faremos um ato público em frente a agência
do INSS em Londrina, para mostrar que a injustiça que ele
vem cometendo com o trabalhador não vai passar batida.
Esse é o trabalho e a missão que nos confiaram os
trabalhadores da construção e do mobiliário
de Londrina e Região – defender o trabalhador.
É isso que estamos fazendo ao denunciar o INSS por não
cumprir a função que lhe determina a Constituição
Federal. Continuaremos na luta até que a dignidade do trabalhador
acidentado ou doente seja resgatada.
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Programa:
24 de maio de 2009
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Emprego
e cidadania |
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Desde
1988 nós, brasileiros natos ou adotivos, independente da
cor, religião, preferência político-partidária
e situação sócio-econômica e cultural,
vivemos sob o jugo da Constituição, a Lei Maior,
que foi batizada de Cidadã.
Dessa forma, imaginamos que a cidadania seja o pressuposto básico
da existência da nação brasileira. Sem cidadania
plena e exercida pelos mais de 190 milhões de brasileiros
não existe o país chamado Brasil.
No nosso entendimento, cidadania nada mais é do que o exercício
pleno, por todos os brasileiros, dos direitos individuais e coletivos
garantidos pela Constituição e pelas demais leis
existentes e que têm como ponto de partida a Lei Maior.
No dia a dia, porém, vemos que nem sempre a Constituição
e as demais leis são cumpridas com o necessário
rigor. Todos os dias, as equipes de fiscalização
do Sintracom-Londrina vão aos canteiros de obras e fábricas
e vêem irregularidades.
Nesse caso os maus patrões, que não são a
maioria, é bom que se diga, são chamados ao Sindicato
para serem esclarecidos sobre as leis vigentes e assumirem o compromisso
de respeitar a constituição e as leis trabalhistas.
Caso não cumpram o combinado, o Sindicato aciona o Ministério
do Trabalho e Emprego e, por fim, vai à Justiça
em defesa dos direitos do trabalhador. É o nosso jeito
de garantir a cidadania do trabalhador da construção
e do mobiliário.
Construindo a cidadania, nossa obra mais importante, portanto,
não é apenas o nome da chapa com a qual nos reelegemos
para mais um mandato à frente do Sintracom-Londrina. Ela
é palavra de ordem e compromisso cotidiano.
Por isso, a questão do emprego nos preocupa. Trabalhador
desempregado, para nós, significa cidadão pai e
mãe de família sem condições de prover
o sustento seus e de seus filhos e demais dependentes.
Trabalhador desempregado fica mais exposto ao consumo de álcool
e outras drogas. Trabalhador desempregado, em geral, significa
família desestruturada. Lares desfeitos. Filhos abandonados.
Por isso, lutamos pela preservação dos empregos
já existentes e reivindicamos, frequentemente, a abertura
de mais vagas. Felizmente, o setor da construção
tem-se mantido ativo e aquecido em meio à crise econômica
global. Infelizmente, trabalhadores de outras categorias perderam
o emprego e nesse momento não têm perspectivas otimistas.
Esse assunto é muito sério e deveria ser debatido
por toda a sociedade brasileira e não apenas pelos governos.
Por isso, a diretoria do Sintracom-Londrina vem tentando fazer
a parte que lhe cabe nessa questão.
A existência desse jornal falado do Sindicato, por exemplo,
faz parte de nossa estratégia em busca da cidadania. Aqui
discutimos todos os assuntos que interessam ao trabalhador, mas
que não têm espaço na imprensa comercial.
Tudo que diga respeito ao trabalhador, é assunto nosso.
Por isso, vamos continuar na trincheira defendendo dos maus patrões
o trabalhador empregado, o desempregado, o aposentado e o trabalhador
do futuro, nossos filhos e netos.
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Programa:
17 de maio de 2009
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INSS
não cumpre sua função social |
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Ontem
de manhã estivemos no Calçadão realizando
um ato público para denunciar as ilegalidades cometidas
pelo Instituto Nacional de Seguridade Social, INSS, contra o trabalhador
acidentado ou doente.
Hoje, além de reafirmarmos nossa posição
através desta palavra do presidente, o Sintracom-Londrina
também está presente na Feira Livre dos Cinco Conjuntos,
na Zona Norte, para alertar os moradores daquela região,
a maior concentração de trabalhadores do Paraná.
O que está acontecendo é o seguinte: o trabalhador
ou a trabalhadora, ao sofrer um acidente de trabalho ou, então,
ficar doente e impossibilitado de trabalhar, recorre ao INSS para
receber o auxílio-doença enquanto se recupera do
acidente ou da moléstia que o acometeu.
Só que quando isto acontece, o INSS consulta alguma bola
de cristal e, em vez de conceder o benefício por tempo
indeterminado e obrigar o trabalhador a realizar perícias
médicas periódicas, programa a alta médica.
Isso começou a acontecer em setembro de 2005, pois até
aquele ano o trabalhador doente era, de fato, amparado pelo INSS
conforme determina a Constituição Federal promulgada
em 1988. Vamos conseguir reverter essa situação?
Não sabemos. A única coisa que sabemos é
que fizemos a nossa parte. Fomos pra ruas e denunciamos aquilo
que consideramos errado.
Convivemos com pedreiros, carpinteiros, serventes, eletricistas,
encanadores, pintores. Gente que constrói a cidade em que
moramos e criamos nossos filhos. E quando ficamos sabendo que
essa gente está sendo maltratada, vamos à luta.
Denunciamos, protestamos na praça e só ficamos quietos
quando o problema é resolvido. A construção
da cidadania é o nosso objetivo. É nossa obra mais
importante. Por isso, quando sabemos que tem cidadãos sendo
passados para trás, esperneamos. Gritamos e fazemos com
que as pessoas que moram nas cidades que construímos saibam
o que está acontecendo.
Esse é o compromisso da diretoria do Sintracom-Londrina.
Essa é a nossa motivação, nosso combustível
que não deixa que a gente esmoreça na luta contra
a injustiça.
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Programa:
10 de maio de 2009
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Mãe,
sinônimo de vida! |
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Desde
a primeira infância da história da humanidade até
cerca de 10 mil anos atrás, antes que o mundo se organizasse
da forma como o conhecemos, isto é, com o homem como o
chefe da família, a figura central dos grupos primitivos
era a mulher.
O
regime matriarcal existiu durante a maior parte dos milhões
de anos da evolução da humanidade, sem dúvida,
pelo fato da mulher ser a portadora do milagre da vida. Mais do
que isso, pelo fato do instinto maternal ser preponderante na
defesa da vida.
Para
a mãe primitiva, um ser muito mais frágil e menor
do que as mulheres com as quais hoje convivemos, não havia
fera suficientemente grande e forte para faze-la fraquejar quando
a vida de sua cria corria algum tipo de risco.
Perder
a vida se preciso for, para que o fruto do ventre sobreviva, ainda
é a palavra de ordem de toda mãe. Seja ela moradora
em um condomínio de alto luxo ou residente na mais carente
favela da periferia das cidades.
Nesse
momento, pelo mundo afora, mães choram a morte de seus
jovens filhos em guerras injustificáveis. Guerras de países
contra países. Guerras de tribos contra tribos. Guerras
de irmãos contra irmãos.
Nossa
amada Londrina, mãe de mais de 500 mil filhos, também
chora pelos crimes bárbaros que infelicitam a família
londrinense. É o filho assassinado durante assalto no próprio
lar diante dos impotentes pais.
É
a estudante assassinada no interior do campus universitário,
onde se preparava para o futuro, e que teve interrompido o sonho
familiar de vê-la desfilar diante dos avós com o
netinho no ventre, depois ensinando-o a andar a falar.
É
a rotina da mãe que sente a ausência do filho e não
perde os programas policiais para, um dia qualquer, ver a notícia
de que seu rebento foi morto em confronto com a polícia
ou em disputa por pontos de venda de drogas.
É
a mãe que perde o sono ao perceber que a filha querida
está se desencaminhando na vida. É a mãe
que todo domingo enfrenta a fila em frente à casa de detenção
para levar o bolo que o filho ou a filha detida tanto gosta.
A
essas heroínas anônimas do tempo em que vivemos,
que sofrem com a violência que dia a dia adentra o lar da
família londrinense, dedicamos esse domingo de maio, Dia
das Mães.
Ao
mesmo tempo, manifestamos nosso sonho de dias melhores para todas
as mães londrinenses, paranaenses, brasileiras e mundiais.
Que
a pátria amada Brasil, através de seus governantes,
resolva, principalmente, o problema da desigualdade social, origem
principal da violência que tanto sofrimento causa à
mãe brasileira.
Feliz
dia das mães a todas as mulheres que dominaram a dor para
nos por no mundo. Feliz dia das mães a todas as mulheres
que, dia após dia, seguem na luta silenciosa em busca de
um mundo melhor para seus filhos.
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Programa:
03 de maio de 2009
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Construindo
o Cidadão: nossa obra mais importante |
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Quando
vencemos as eleições e assumimos o Sintracom-Londrina,
nossa luta era em defesa da vida do trabalhador da construção.
Lutamos, fiscalizamos, denunciamos e, assim, chegamos a comemorar
cinco anos sem que um único acidente fatal fosse registrado
nos canteiros de obras de Londrina e região.
Ao mesmo tempo, investimos na realização de campanhas
preventivas de doenças desenvolvidas ou adquiridas no ambiente
de trabalho como as dermatomicoses, lesões articulares
e de coluna.
Depois, deflagramos campanhas preventivas de doenças sexualmente
transmissíveis, AIDS e câncer de próstata.
Combatemos sem trégua, o local de trabalho que não
oferecesse condições plenas de segurança,
asseio e higiene ao trabalhador. Para nós, isso é
construir a cidadania.
Nesse sentido, o programa Sua Vez, Sua Voz, que há dois
anos, todos os domingos, veicula informações e leva
alegria e carinho aos lares da Família Sintracom-Londrina,
é só mais uma ferramenta a ser utilizada na Construção
da Cidadania, nossa obra mais importante.
Por aqui passaram secretários do estado e do município.
Prefeitos, vereadores, deputados federais e estaduais. Candidatos
a cargos públicos eletivos. Representantes do Judiciário
e do Ministério Público.
Também trouxeram suas mensagens membros de outros sindicatos,
professores das mais diversas disciplinas, médicos, engenheiros,
advogados, patrões e empregados. Gente que está
começando a vida e gente que goza a merecida aposentadoria
após uma vida de trabalho.
Por isso, comemorar dois anos no ar pelas ondas da Rádio
Brasil Sul, AM 1290, o sinal mais potente do interior do Paraná,
deixa na diretoria do Sintracom-Londrina a sensação
de estar contribuindo, ainda que minimamente, com o crescimento
do trabalhador.
Tivemos um sonho e fomos atrás de realiza-lo. Corremos
riscos. Ainda estamos aprendendo a lidar com esse veículo
fantástico que é o rádio. No entanto, não
temos receio. Pelo contrário, temos a certeza de que o
trabalhador bem informado não se deixa enganar.
O combustível que nos move é o desejo de que, um
dia, num futuro não muito distante, todo trabalhador e
toda trabalhadora tenha consciência plena de seus deveres
e, principalmente, de seus direitos.
Isso, para nós, é cidadania. O resto é conversa
mole pra boi dormir. Obrigado a todos que, de uma forma ou de
outra, contribuem para que este programa seja cada vez mais uma
realidade.
No que depender de nós, ainda vamos comemorar uma, duas,
três ou quanto décadas forem possíveis dando
Vez e Voz ao trabalhador. Esse é o nosso sonho e nosso
princípio. Construir o Cidadão: nossa obra mais
importante.
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Programa:
26 de abril de 2009
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A
batalha de Imbituva |
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Imbituva
é uma cidade pequena, como é a maioria dos 399 municípios
paranaenses. Localizada a cerca de 60 quilometros de Ponta Grossa,
na Região dos Campos Gerais, é habitada por um povo
educado, hospitaleiro, trabalhador e temente a Deus.
São cerca de 28 mil imbituvenses que ganham o sustento
da família trabalhando na agricultura, na fabricação
de malhas, no comércio e nas indústrias de laminados,
compensados e outros derivados da madeira.
No setor madeireiro, são cerca de três mil trabalhadores
e trabalhadoras que pulam da cama cedo e trabalham de Sol a Sol.
Essa gente, estava sendo prejudicada há mais de 15 anos
pelo então presidente do Sindcomp, Sindicato dos Trabalhadores
da Madeira, o senhor Antonio Oto Beuter.
Essa pessoa causava até a sexta-feira última, quando
seu grupo foi derrotado nas eleições sindicais,
um prejuízo mensal aos trabalhadores estimado em cerca
de R$ 300 mil.
Fazendo as contas, a gente constata que, em um ano, mais de R$
4 milhões, que deveriam ir para o bolso do trabalhador,
engordavam o lucro dos patrões que agiam em conluio com
o ex-presidente do Sindicato da Madeira de Imbituva.
Há cerca de 10 aos, a Federação dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
do Paraná, Fetraconspar, começou a receber denúncias
da prática lesiva adotada pelo ex-presidente do Sindcomp.
Se não bastasse o prejuízo financeiro, os cerca
de três mil trabalhadores ainda eram obrigados a trabalhar
sem equipamentos de proteção individual, sem segurança
alguma e sem uniforme.
Ciente dos problemas, a Fetraconspar passou a denunciar publicamente
o pelego para tentar modificar sua prática sindical que
só interessava aos maus patrões, que não
são todos, de Imbituva.
Há seis anos atrás, a Federação publicou
e distribuiu naquela cidade um jornal que deixava bem claro que
estava sabendo o que se passava em Imbituva, estava acompanhando
o mau trabalho realizado pelo Oto e que, na primeira oportunidade,
iria articular uma oposição.
O problema é que ele publicava os editais de convocação
das eleições em jornais que não circulavam
na cidade. Desta forma, ficava difícil rastrear as tramóias
eleitorais que o mantinham no poder.
Em dezembro do ano passado, a Fetraconspar tomou conhecimento
de uma eleição fraudulenta realizada pelo Oto e
acionou o Ministério Público do Trabalho que, imediatamente,
cancelou o pleito, impediu sua posse e o obrigou a reiniciar o
processo eleitoral e agisse de forma pública e transparente.
Foi o que bastou para que a Federação conseguisse
articular uma chapa de oposição. Jornais foram editados
e distribuídos, não só nas fábricas,
mas, também, a toda a população imbituvense.
Desta forma, não só os trabalhadores se mobilizaram,
mas toda a cidade participou do processo eleitoral que se referia,
contando os operários e seus familiares, a cerca de 12
mil pessoas de um universo de 28 mil habitantes.
Durante a campanha eleitoral, não faltaram tentativas do
Oto de intimidar membros da chapa de oposição e
dos sindicalistas de 38 entidades filiadas à Fetraconspar,
que se deslocaram àquela cidade com o objetivo de resgatar
a dignidade do trabalhador da madeira.
Apesar de todas as dificuldades, do receio de agressões
e, até, de assassinatos, como ocorreu com o companheiro
Fanchin, no dia 24, sexta-feira última, os trabalhadores
foram às urnas e elegeram a Chapa 2, Renovação,
para um mandato de quatro anos na direção do Sindcomp.
O resultado eleitoral, não deixa dúvidas de que
o tempo do pelego Oto tinha terminado. Dos mil trabalhadores que
votaram, 618 cravaram Chapa 2 na cédula. Assim, terminou
a eleição, ou melhor, a batalha travada em Imbituva
entre o sindicalismo do Século 21, que defende o trabalhador
com unhas e dentes, e o peleguismo, que deve ser, definitivamente,
banido do ambiente de trabalho brasileiro.
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Programa:
12 de abril de 2009
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Páscoa,
liberdade e ressurreição |
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Os
judeus celebram a páscoa para lembrar a libertação
do povo hebreu da escravidão no Egito. Já os cristãos,
celebram a páscoa da ressurreição de Jesus
Cristo, o filho de Deus, crucificado, morto e sepultado na sexta-feira
e que ressurgiu entre os vivos no domingo.
Assim estão descritos nas sagradas escrituras esses dois
grandes eventos da história da humanidade. Por isso, nesse
domingo em que é celebrada a páscoa cristã,
aproveitamos o momento para falar justamente de liberdade e de
ressurreição.
É verdade que não vivemos na escravidão,
como viviam os hebreus até que Moisés, atendendo
a um pedido de Deus, guiou esse povo durante 40 anos, atravessou
o Mar Vermelho, enfrentou a aridez do deserto e a fraqueza de
fé de muitos irmãos até chegar na terra prometida.
No entanto, nesses tempos de eleições decididas
nos Tribunais, entendemos que cabe a comparação.
Para que nossa querida e amada Londrina caminhe com as próprias
pernas, seus filhos tem o direito de decidir, pelo voto, o que
é melhor para a cidade.
Ainda que erremos ao votar, o voto é direito consagrado
pelas leis vigentes. Por isso, entendemos que fatos como o ocorrido
nas eleições de 2008, ou seja, com o Tribunal se
pronunciando após o pleito, não podem mais acontecer.
A liberdade de votar é nossa, não do Tribunal.
A gente é um povo ordeiro; mas, por favor, não nos
confunda com cordeiro. Por isso, nesse momento de reflexão
que a semana santa nos propõe, queremos crer que a retomada
da ordem legal seja para Londrina um símbolo da ressurreição
da cidade.
O jornalista Barbosa Neto foi eleito prefeito e deve ser empossado
no cargo. O londrinense, esse ser honesto, honrado e trabalhador
não merece ser feito de bobo pela segunda vez nas mesmas
eleições. Ordeiro, sim; cordeiro, de jeito nenhum.
Além disso, a cidade tem muitos problemas que não
podem ser resolvidos por um prefeito interino, ou seja, um administrador
com um tempo muito curto à frente da Prefeitura local.
Por isso, Londrina não pode se tornar refém da Justiça.
Tiveram os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, tempo de
sobra para resolver o problema antes que o primeiro e o segundo
turno das eleições fossem realizados. Agora, cabe
a eles acelerar os procedimentos e dar posse ao prefeito eleito
no dia 29 de março último.
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Programa:
05 de abril de 2009
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Londrina
mais unida do que nunca! |
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A
bandeira brasileira tem escrito em seu centro o lema Ordem e Progresso.
Esse lema é de inspiração positivista, uma
corrente filosófica nascida na França a partir do
pensamento de Auguste Comte.
O Brasil, nascido no dia 7 de setembro de 1822 com o grito da
independência de Dom Pedro I, portanto, é uma nação
que normatiza suas ações a partir da Ordem e do
Progresso.
A Ordem, nesse caso, trata-se da legislação que
garante a todos os brasileiros a igualdade de direitos e deveres
e, também, regula atos como o processo eleitoral. Por isso,
podemos dizer que a ordem foi quebrada nas eleições
para prefeito realizadas em dois turnos no ano passado.
O ex-prefeito Antonio Belinati ganhou nas urnas, mas perdeu na
Justiça Eleitoral o direito de ser empossado para um quarto
mandato à frente da Prefeitura de Londrina.
Essa decisão do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, tomada
após a realização do segundo turno que deu
a vitória a Belinati, foi criticada por nós logo
após a sua publicação.
Em momento algum discutimos o mérito da decisão
do TSE, mas criticamos o fato de ter sido tomada após os
eleitores terem votado nos candidatos que acreditavam ser os melhores.
Ficou para o eleitor londrinense aquela sensação
de ter sido feito de bobo. Foi convocado a votar, votou e o eleito
não tomou posse por conta da desordem jurídica provocada
pelo TSE.
A solução do Tribunal, que todos conhecem, foi convocar
o segundo e o terceiro colocados no primeiro turno para um turno
extra que foi realizado no dia 29 de março último.
O que se espera, agora, com o restabelecimento da ordem jurídica
legal da cidade, é que Londrina retome o caminho do progresso
que marcou, principalmente, seus primeiros anos de vida, que começou
em agosto de 1929, quase 80 anos atrás.
Ao longo dos últimos 30 anos, principalmente, Londrina
deixou de ser notícia por conta das realizações
e freqüentou as páginas policiais, com suspeitas de
desvio do dinheiro público.
Por isso, o que se espera do prefeito eleito, cuja posse ainda
não tem data definida para acontecer, é que ele
concentre esforços no resgate dos princípios que
nortearam a criação da cidade e a fizeram a terceira
maior do Sul do Brasil.
Em outras palavras, significa recolocar a cidade nos trilhos do
progresso com ordem, isto é, respeito às leis vigentes.
Londrina tem tudo o que precisa para voltar a ser grande. A terra
é das melhores do planeta, o clima é excelente e
a esmagadora maioria da gente deste chão, assim como os
trabalhadores da Construção e do Mobiliário,
é honesta, trabalhadora e age dentro da lei.
Além disso, ao contrário dos cientistas políticos,
não acreditamos que o resultado das eleições
mostre uma Londrina dividida. Eles, os cientistas, se baseiam
nos números. Nós, não.
Nós estamos todos os dias nos canteiros de obras e no chão
das fábricas de móveis. Pisamos na argila das olarias
que fazem o tijolo e a telha que viram casas na cidade. Ouvimos
o silvo longo e estridente da enorme serra cortando as toras de
madeira nas serrarias e o ruído do corte do mármore
e do granito.
Nesses locais, tem eleitor do Barbosa Neto e tem eleitor do Luiz
Carlos Hauly. Passadas as eleições e o tempo de
gozação, fato comum no ambiente de trabalho e outros
de convívio cotidiano, estaremos juntos lutando pelo que
é essencial e nossa obra mais importante, a construção
da cidadania.
Acreditamos na democracia e respeitamos o que dizem as urnas.
Por isso, após a posse do jornalista Barbosa Neto na Prefeitura
Municipal, temos certeza de que Londrina estará mais unida
do
que nunca.
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Programa:
15 de março de 2009
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Mais
quatro anos de luta! |
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A
Construção da Cidadania, nossa obra mais importante,
é tarefa para várias vidas vividas intensamente.
Por isso, encaramos com muita seriedade a missão que nos
foi confiada pelos associados trabalhadores da Construção
e do Mobiliário de Londrina e de mais 33 cidades do Norte
e do Norte Pioneiro do Paraná.
Na manhã de ontem tomamos posse para mais quatro anos de
trabalho à frente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário de Londrina,
o Sintracom-Londrina.
A partir de hoje e até o início de 2013, nossa missão
será a de defender os salários, a saúde e
a segurança de quase seis mil trabalhadores que confiaram
em nossa proposta de trabalho e nos elegeram em eleições
realizadas no mês de dezembro último.
Como cada família é composta, em média, por
quatro pessoas, nosso trabalho interfere, diretamente, na vida
de quase 25 mil pessoas.
Se a gente pensar que cerca de um terço dos 399 municípios
paranaenses tem população inferior a esse contingente,
nosso trabalho cotidiano, dia e noite, assume proporções
que assustaria muita gente.
Não é o nosso caso. Estamos nessa luta há
muitos anos e, enquanto os trabalhadores confiarem em nosso trabalho,
continuaremos na trincheira da guerra por dias melhores para os
trabalhadores que representamos e, também, para seus familiares.
Por isso, aproveitamos esse momento para reafirmarmos alguns compromissos
que tem norteado nossa atuação à frente do
Sintracom-Londrina.
Não amoleceremos, jamais, nas mesas de negociações
das campanhas salariais como a que estamos iniciando nesse mês
e que definirão os salários que os trabalhadores
receberão a partir de suas datas-bases.
No caso da Madeira e do Mobiliário, o reajuste salarial
e a conquista de outros benefícios serão definidos
no dia 1º de Maio. Já os trabalhadores da Construção
e mais oito categorias profissionais terão seus reajustes
salariais e cláusulas sociais definidos no dia 1º
de junho.
Com o mundo ainda sofrendo as conseqüências da crise
econômica gestada nos Estados Unidos e que, rapidamente,
se espalhou pelo planeta, antevemos negociações
difíceis.
Não tem problema. Como dissemos em outro momento, nesse
mesmo espaço, o trabalhador entende melhor do que ninguém
a crise. Vivemos em crise pelo mau atendimento na saúde,
pela escola de qualidade aquém do desejável, pelo
ônibus lotado, pela carestia dos alimentos e dos remédios
e por aí vai.
Ao mesmo tempo, neste e nos próximos três anos, continuaremos
dando toda atenção ao idoso, à mulher e à
criança. Continuaremos oferecendo momento de lazer sadio
aos quase 25 mil membros da Família Sintracom-Londrina.
Nossa luta é a luta do trabalhador da Construção
e do Mobiliário. Não nos desviaremos desse objetivo.
Esse é o compromisso que reafirmamos nesse primeiro dia
de trabalho do mandato de quatro anos que temos pela frente.
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Programa:
08 de março de 2009
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Cohab-LD,
onde tudo começou |
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Hoje
o mundo todo comemora o Dia Internacional da Mulher, para que
a gente não se esqueça das centenas de mártires
novaiorquinas que morreram queimadas, no interior da fábrica
em que trabalhavam, por terem ousado reivindicar uma jornada de
trabalho de oito ao invés das 12, 14 ou 16 horas de trabalho.
Isso aconteceu no final do século 19. De lá para
cá, muita coisa mudou pra melhor e outras nem tanto. Infelizmente,
como prova o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística,
o IBGE, a maioria da população, ou seja, as mulheres
não são a maioria no trabalho e quando conseguem
emprego, em geral, ganham menos que os homens.
O mesmo IBGE, também informa que a cada ano que passa aumenta
o número de mulheres que assumem o papel de chefes das
famílias. Sem contar que a mulher trabalhadora, nem sempre
conta com o companheirismo de seu parceiro na hora de executar
as tarefas domésticas e cuidar da educação
dos filhos.
Trocando em miúdos, quer dizer o seguinte: a mulher trabalha
em dobro e recebe salário menor. Essa prática injusta
tem que ser revertida. É tarefa urgente a ser abraçada
por todos que vêem a mulher como um ser humano igual ao
homem. Um ser que ama e que sofre. Que ri e que chora.
Não só por isso, mas, principalmente, por ser a
portadora do milagre da vida, a mulher tem o direito de trabalhar
e ser tratada com igualdade. É por isso que o Sintracom-Londrina,
embora represente categorias majoritariamente masculinas, realiza
o Dia da Mulher da Construção e do Mobiliário.
Tudo começou em 2003, com um café da manhã
servido às trabalhadoras da Companhia de Habitação
de Londrina, a Cohab-LD. E não foi por acaso. As mulheres
que lá prestam serviços à cidade de Londrina
simbolizam a abnegação da trabalhadora no sentido
de atender bem às pessoas e construir a cidade.
São companheiras que estão na Cohab-LD há
30, quase 40 anos de serviços prestados ao Município
e, principalmente, às pessoas de baixa renda que, sem a
companhia, continuariam pagando aluguel ou morando em barracos
sem as mínimas condições de criar seus filhos
com dignidade.
Por isso, nesse 8 de março de 2009, quando comemoramos
o 7º Dia da Mulher Trabalhadora da Construção
e do Mobiliário, prestamos uma homenagem especial às
companheiras da Cohab-LD. Na sexta-feira que passou, estivemos
com ela, tomamos um café da tarde e reafirmamos alguns
compromissos.
Dentre outros, destacamos a necessidade das mulheres terem o direito
de também ocupar cargos na diretoria da Cohab de Londrina.
Essa é a nossa luta. Esse é o nosso compromisso
com as companheiras da Cohab-LD e com todas as trabalhadoras das
34 cidades representadas pelo Sintracom-Londrina.
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Programa:
01 de março de 2009
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O
câncer também é assunto nosso |
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Defender
os salários e as condições de trabalho dos
quase seis mil trabalhadores da construção e do
mobiliário de Londrina e Região, é o primeiro
dever de casa que temos de cumprir todos os dias.
Pulamos da cama cedo e trabalhamos, às vezes pela noite
afora, chova ou faça sol, esteja frio ou calor, para bem
representar os trabalhadores que nos elegeram para dirigir o Sintracom-Londrina.
No entanto, desde o nosso primeiro mandato, temos procurado fazer
um pouco mais em prol dos homens e mulheres, jovens e idosos que
temos a obrigação de representar perante a Justiça
e os patrões.
No início, centramos fogo na questão da segurança
no ambiente de trabalho, pois era difícil passar um dia
sem que houvesse acidentes, muitas vezes fatais, principalmente
nos canteiros de obras.
Com o trabalho realizado, chegamos a passar quase cinco anos sem
que um único acidente com morte fosse registrado na construção.
No início do ano passado, porém, contamos a perda
de quatro trabalhadores.
Imediatamente, fomos pras ruas e denunciamos o problema. Cobramos
mais rigor do Ministério do Trabalho e do Ministério
Público do Trabalho. Foi o que bastou para que vidas fossem
preservadas.
Ao longo desses anos de militância sindical, entendemos
que era preciso fazer mais em favor da segurança e da saúde
do trabalhador. Já no início dos anos 1990, fomos
pros canteiros de obras falar sobre doenças sexualmente
transmissíveis e, principalmente, AIDS.
Nos dois últimos anos, após descobrirmos que o câncer
de próstata é uma doença que vem matando
trabalhadores, fomos pros canteiros de obras e pro chão
das fábricas, orientar o trabalhador sobre a doença
e o que fazer para prevenir sua ocorrência.
Para nós da diretoria do Sintracom-Londrina é o
seguinte: se o câncer de próstata pode matar nossos
companheiros de trabalho, ele também é assunto nosso.
Por isso, faremos tudo que estiver ao nosso alcance para salvar
vidas que são preciosas. Para nós e para seus familiares.
Todos membros da grande família sintracom-londrina.
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Programa:
22 de fevereiro de 2009
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|
Em
defesa da Cohab-Londrina |
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Hoje
é carnaval, um dia de festa de norte a sul e de leste a
oeste do Brasil. Gente do mundo inteiro, nesse momento, participa
de nossa maior festa popular e aprende um pouco como é
simples ser alegre e buscar a felicidade.
Apesar do clima de festa, quando poderíamos falar de coisas
alegres, positivas, teremos que, mais uma vez, como já
fizemos no programa do dia 31 de agosto do ano passado, quando
falamos da Cohab-Londrina - passado, presente e futuro.
Naquela ocasião lembramos a história da Companhia
e destacamos, entre outros pontos, o serviço prestado pela
Cohab-Londrina.
Lembramos naquela palavra do presidente, endereçada aos
então candidatos a prefeito de Londrina, que “Atualmente
a COHAB-LD tem cadastradas em seus registros 21.600 famílias
que anseiam pela casa própria. Em sua sede são atendidas
cerca de 2.600 pessoas ao mês, mais 500 em outros municípios.
Dessa forma, cerca de 37.200 pessoas são atendidas ao ano
por esta Companhia de Habitação.
Para
prestar um atendimento de qualidade e sem demora, esta empresa
de economia mista conta atualmente com 54 funcionários
de carreira, 18 cargos comissionados, 48 estagiários e
10 colaboradores terceirizados que atuam nos setores de vigilância,
limpeza e copa. São pessoas treinadas e inteiradas da missão
da Companhia de bem atender a todos que a procuram.
Se
não existisse a COHAB-LD, a população de
baixa renda não teria outra entidade ou instituição
que a atendesse e entendesse seus anseios e necessidades. Por
esta razão os funcionários efetivos desta Cia. se
preocupam com informações referentes ao fechamento
desta empresa ou mesmo sua transformação em secretaria
ou agência.”
Da
mesma forma, depois de discutirmos, democraticamente, com os funcionários
de carreira da Companhia, apresentamos aos candidatos as reivindicações
desses valorosos servidores públicos municipais de Londrina.
Vamos
recordar, juntos, algumas reivindicações dos servidores.
“Primeira
- O COMPROMISSO DA MANUTENÇÃO ATIVA DESTA COMPANHIA
– COHAB-LD, notadamente pelo relevante papel social desempenhado
pela empresa ao longo dos últimos 43 anos.
Segunda
- REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO para recomposição
do quadro de pessoal, pois atualmente a Cia. conta com um grande
número de estagiários, os quais cumprem funções
similares às previstas a serem cumpridas por funcionários
de carreira.
Terceira
- . Que os futuros estagiários da COHAB-LD sejam selecionados
através de testes públicos iniciados através
de ampla divulgação e que a convocação
dos aprovados respeite a ordem de classificação
dos participantes.
Quarta
- Que não haja terceirização dos serviços
prestados atualmente.
Quinta
- que o próximo presidente quando da composição
da nova diretoria, valorize e aproveite o quadro de pessoal atuante
nesta Cia.
Sexta
- para que a democracia se instale de vez na COHAB-LD, o quadro
de funcionários efetivos da empresa reivindica que a partir
de 2009, além do direito a voz no Conselho de Administração
da Cia., tenha DIREITO A VOTO.
Sétima
- Colocar em funcionamento o já criado Conselho Municipal
da Cidade, eleito na Conferência Municipal das Cidades.”
As reivindicações deixam claro que os servidores
têm carinho e amor pelo trabalho que realizam, principalmente
em favor das famílias mais carentes.
Por isso, julgamos importante naquela oportunidade, durante o
processo eleitoral que ainda não terminou, deixar bem claro
quais são as reivindicações dos servidores
de carreira da Cohab-LD.
É gente com até 40 anos, eu disse 40 anos, de bons
serviços prestados à cidade de Londrina e outras
da região.
Não
é justo, então, Padre Roque, apesar de sabermos
que o senhor é uma pessoa bem intencionada, mas é
prefeito interino, cujo mandato deve acabar dentro de pouco mais
de um mês, dar guarida a uma proposta de extinção
ou transformação da Companhia em outro tipo de instituição.
Qualquer que seja a decisão a ser tomada a respeito do
destino da Cohab-LD e de seus abnegados servidores, gente que
a diretoria do Sintracom-Londrina tem muito orgulho em representar,
precisa ser discutida abertamente, com toda a sociedade londrinense.
Com calma e responsabilidade. Sobretudo que seja uma discussão
democrática e que a vontade da maioria seja respeitada.
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Programa:
15 de fevereiro de 2009
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Sintracom-Londrina
na folia |
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O
Brasil, país abençoado por Deus e bonito por natureza,
como canta Jorge Benjor, apesar de todas as dificuldades provocadas
pelos maus políticos, infelizmente a maioria, é
um país reconhecido mundialmente como o lugar onde mora
um povo alegre.
É só prestar atenção nos jogos de
nossas seleções nacionais pelo mundo afora. Em todo
lugar tem brasileiro. E se tem brasileiro, tem batuque, samba
no pé, rebolado e alegria. É dessa forma que somos
vistos pelos demais habitantes do planeta terra.
Por isso, acreditamos que morar no Brasil, essa terra de muitas
riquezas nas mãos de uma meia dúzia e de muita miséria
na vida de milhões, é uma dádiva de Deus.
Sofremos as agruras do dia-a-dia difícil, mas sabemos celebrar,
como poucos, a alegria de viver.
Nesse ano de 2009, com a crise econômica mundial assombrando
lares em todas as regiões do planeta, com muitos brasileiros
perdendo seus empregos, principalmente no Japão, não
temos dúvida que do dia 20 ao dia 24 próximos, a
alegria tomará conta do Brasil.
Cada brasileiro com seu ritmo e seu colorido característico,
mas todos com o objetivo único de se sentir vivo. De agradecer
as maravilhas que Deus nos deu e manifestar essa alegria nas passarelas
e nos salões. Quatro dias de muita folia, para entrar na
quaresma, tempo de reflexão, com a alma lavada.
De novo, o Sintracom-Londrina marcará presença no
sambódromo da cidade. No ano passado, desfilamos pela primeira
vez e, agora, vamos repetir a dose pois sentimos que a alegria
na passarela contagia quem assiste e faz bem pro corpo e pra alma
de quem desfila.
O Sintracom-Londrina no carnaval, no passado, seria taxada como
alienante. Mas os tempos mudaram. Hoje, participar de um evento
popular como o carnaval, O maior show da terra, de acordo com
Caetano Veloso, é uma forma de se mostrar vivo e pronto
pra luta.
É com esse espírito que vamos pro sambódromo.
É com esse objetivo que marcaremos presença no desfile
e tornaremos a marca Sintracom-Londrina ainda mais visível
para seus associados e para a sociedade norte paranaense como
um todo.
Teremos um ano difícil pela frente. A crise econômica
deflagrada pela irresponsabilidade do sistema bancário
e de crédito dos Estados Unidos, rapidamente se alastrou
pelo planeta. As demissões, aqui no Brasil, também
começaram a acontecer.
Daqui a pouco, vamos sentar para negociar com os patrões
o reajuste salarial, aumento real e outros benefícios reivindicados
pelos trabalhadores. Serão negociações difíceis.
Por isso, cremos que um pouco de alegria, antes da batalha, não
fará mal a ninguém.
Você que nos ouve nesse domingo e não tem impeditivos
religiosos, aproveite o carnaval. Tonifique o corpo e a alma para
enfrentar de cabeça erguida o ano de 2009. E você
que optar pela prece, a oração e o recolhimento,
nosso respeito e nosso desejo que Deus, o pai todo-poderoso, esteja
sempre ao lado de todos nós.
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Programa:
08 de fevereiro de 2009
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Quem
pariu Mateus que o embale |
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Se
você pegar qualquer livro de história e estudar as
crises econômicas sofridas pela humanidade vai perceber,
logo de cara, que quem acaba pagando o pato das estrepolias empresariais
é o trabalhador.
Foi assim em 1929 quando quebrou a Bolsa de Valores de Nova Iorque,
nos Estados Unidos. É verdade que um ou outro empresário,
ao se ver falido, preferiu o suicídio. No entanto, milhões
de trabalhadores, no mundo todo, sofreram muito mais ao se verem
sem emprego e sem perspectiva.
Agora, quando o sistema bancário internacional entrou em
colapso por causa do desregramento na concessão de crédito
pessoal, novamente quem está sentindo na pele os efeitos
da crise são os trabalhadores.
Por isso, os representantes dos sindicatos de trabalhadores da
construção e do mobiliário, que se reuniram
a semana passada para discutir a campanha salarial 2009, decidiram
que aqui no Paraná, na área que representam, a proposta
da flexibilização de salários nem sequer
será discutida.
A razão para essa tomada de decisão é simples.
Fala-se em diminuir a jornada de trabalho em 20%, com igual diminuição
do salário. Só que o pai ou mãe, trabalhador
da construção e do mobiliário, não
tem como explicar para o filho que ele terá que tomar 20%
menos leite enquanto durar a crise.
Da mesma forma, não terá como gastar 20% menos com
roupas, remédios, escola, moradia e saúde. Não
fomos nós, os trabalhadores, que geramos a crise. Portanto,
não seremos nós a pagar a conta da irresponsabilidade
dos banqueiros cegos pelo lucro fácil gerado com os juros
estratosféricos que cobram da gente.
Além do mais, a crise faz parte do nosso dia-a-dia. Ela
viaja na bicicleta que atravessa a cidade na madrugada fria, levando
o trabalhador e sua minguada marmita. Ela está presente
na casa sem reboco. Na rua sem asfalto e sem saneamento básico.
Mesmo quando estamos empregados, com carteira assinada e com as
leis trabalhistas e as convenções coletivas sendo
respeitadas, estamos em crise.
Afinal, mesmo nos tempos de prosperidade, se não falta
emprego, falta atendimento decente na saúde, falta segurança
e falta educação que permita ao filho do trabalhador
competir em pé de igualdade com o filho do capitalista.
Por isso, não tememos a crise e estamos preparados para
enfrenta-la. Só não aceitamos pagar a conta de um
rombo financeiro que não geramos.
Como diz a sabedoria popular, quem pariu Mateus que o embale,
ou seja, os especuladores financeiros, os grandes capitalistas
é que devem abrir mão de parte do que acumularam
à custa do suor de nossos corpos, muitas vezes mal alimentados
e mal dormidos, e cubram o buraco que abriram na economia mundial.
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Programa:
01 de fevereiro de 2009
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Sintracom-Londrina,
um sindicato solidário |
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Desde
que assumimos a diretoria do Sintracom-Londrina, decidimos que
não podíamos ficar restritos apenas às questões
salariais e de condições de trabalho nas indústrias
da construção e do mobiliário de Londrina
e Região.
Acreditamos que o Sindicato, por sua condição de
entidade de atuação política, pode e deve
contribuir para a solução de outros problemas que
afetam a cidade como um todo e não apenas aos trabalhadores
que representamos.
Por isso, desenvolvemos ações voltadas para o público
externo e o convívio com pessoas que não fazem parte
das categorias profissionais que nos elegeram para representa-las,
além de gratificante nos reserva boas surpresas.
Foi o que aconteceu no 2º Concurso de Redação
do Sintracom-Londrina, realizado o ano passado e que teve como
tema Democracia, o voto que muda a vida da gente. O concurso foi
vencido pelo presidiário Anderson Cândido da Silva.
Ele está preso, agora em regime semi aberto, na Colônia
Penal Agrícola de Curitiba. Na época do concurso,
Anderson cumpria a pena no Centro de Detenção e
Ressocialização de Londrina. Fomos até lá
conhece-lo e entregar o prêmio que ele tinha direito.
Ficamos sabendo que, um ano antes, Anderson tinha se destacado
nas provas do ENEM, Exame Nacional de Ensino Médio. Esse
fato, para nós, reforçou a idéia que temos
de que toda pessoa, que se esforça, merece uma segunda
chance na vida.
Na semana que passou, o rapaz do Conjunto União da Vitória
que foi condenado por co-autoria em um homicídio, procurou
o Sindicato. Veio pedir uma ajuda para se deslocar até
uma capital estadual do Brasil para fazer sua matrícula.
Isso mesmo, Anderson recebeu uma bolsa integral de uma universidade
de uma grande capital brasileira, que ele prefere não divulgar
nesse momento, e se tudo correr bem, daqui mais alguns dias ele
trocará a cela pela sala de aula.
Daqui mais cinco anos, um nada para quem passou um tempo igual
a esse atrás das grades, Anderson deverá estar se
formando em Direito. Terá, então, se reintegrado
à sociedade de forma positiva e estará pronto para
viver a vida em plenitude.
A ajuda financeira que o Sintracom-Londrina concedeu a Anderson
para ele poder viajar e fazer a matrícula será,
talvez, o melhor investimento que os trabalhadores da construção
e do mobiliário de Londrina fizeram.
Esse investimento, cerca de R$ 300,00, terá ajudado um
ser humano que cometeu um erro na vida, a reencontrar o caminho
do conhecimento. Foi um ato de solidariedade do Sintracom-Londrina
que, temos certeza, nossos associados aprovarão.
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Programa:
25 de janeiro de 2009
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Doação
de sangue, um ato de amor |
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Desde
que assumimos o Sintracom-Londrina, temos tido a preocupação
de irmos além da defesa dos salários e das condições
de trabalho dos trabalhadores da construção e do
mobiliário.
Temos o entendimento de que a construção da cidadania
se refere, sobretudo, à vida do cidadão em seu sentido
pleno, isto é, consciente de seus direitos e deveres.
No dia-a-dia, tratamos dos direitos do trabalhador. Essa é
a nossa missão. E sem descuidar das doenças profissionais,
discutimos doenças sexualmente transmissíveis, AIDS
e câncer de próstata, entre outros assuntos relevantes.
Hoje, convidamos a diretora do Hemocentro do HU para falar sobre
doação de sangue, porque entendemos que esse assunto
é de extrema importância.
Doar sangue, pode fazer a diferença entre a vida e a morte
de um semelhante seu. Por isso, o Sintracom-Londrina estará
sempre à disposição do Hemocentro e participando
de campanhas de conscientização e coleta de sangue.
É nosso dever, pela condição de filhos de
Deus e membros da grande família que é a humanidade,
fazer tudo o que for possível em defesa da vida.
Reflita sobre isso e se torne um doador de sangue. A vida agradece
esse seu gesto de amor pela humanidade.
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Programa:
18 de janeiro de 2009
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Começa
a Campanha Salarial 2009-2010 |
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Entre
os dias 26 e 30 desse mês os representantes do Sintracom-Londrina,
como fazem todos os anos, estarão reunidos com os delegados
dos sindicatos membros da Federação dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
do Paraná, Fetraconspar, no Décimo Oitavo Seminário
de dirigentes sindicais da Construção e do Mobiliário
do Paraná.
Nesses dias, o marceneiro Gilmar dos Santos e os pedreiros José
Fernandes Paião e José Aparecido Martins, levarão
na mala até a Colônia de Férias da Fetraconspar,
em Itapoá-SC, os anseios e as necessidades dos mais de
cinco mil trabalhadores da construção e do mobiliário
representados pelo Sintracom-Londrina.
Também estarei presente no Seminário na condição
de dirigente da Fetraconspar. Juntos, vamos discutir a Campanha
Salarial 2009-2010, que promete ser das mais difíceis dos
últimos anos. Afinal, não é segredo para
ninguém que a economia mundial está em crise e isso
deve dificultar as negociações.
Apesar das dificuldades, não vamos esmorecer. Pelo contrário,
acreditamos que é nos momentos difíceis que o Sindicato,
junto com os trabalhadores que representa, deve mostrar sua força.
Sua capacidade de mobilizar os trabalhadores e enfrentar a crise
venha ela de onde vier.
Serão dias de muito trabalho. Para nos auxiliar a interpretar
o momento que vivemos e como superar as dificuldades, vamos ouvir
e debater com o presidente da Confederação Nacional
dos Trabalhadores na Indústria, CNTI, e da Nova Central
Sindical dos Trabalhadores, José Calixto Ramos.
Da mesma forma, vamos ouvir e debater a conjuntura atual e os
caminhos a seguir com técnicos, cientistas e autoridades
de várias áreas. Tem sido assim há 18 anos.
E por isso temos conquistado, nas mesas de negociações,
inúmeros avanços financeiros e sociais aos trabalhadores
que representamos.
Todos os dias, as rádios, as televisões e os jornais
trazem notícias de demissões, fechamento de empresas
e todo tipo de dificuldades para a classe trabalhadora em geral.
Assim, se não estivermos preparados para a guerra em defesa
do emprego e do salário, os trabalhadores é que
pagarão o pato pela crise que não criaram.
Essa é a nossa missão. Fazer tudo o que está
ao nosso alcance para que o trabalhador da construção
e do mobiliário de Londrina e Região não
seja vítima da crise econômica mundial que, agora,
bate às portas do Brasil. Ainda não a sentimos na
pele, mas sabemos que ela está aí a assombrar a
família brasileira.
Ao terminar o Seminário de Preparação da
Campanha Salarial, no dia 30 desse mês, estaremos preparados
e prontos para defendermos os interesses dos trabalhadores da
construção e do mobiliário. Juntos, atravessaremos
a crise, se Deus quiser, mantendo os empregos e o poder de compra
dos trabalhadores que representamos.
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Programa:
11 de janeiro de 2009
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Um
por todos, todos por Londrina! |
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Todo
mundo já ouviu o grito dos três mosqueteiros criados
pelo escritor francês Alexandre Dumas: um por todos, todos
por um! Athos, Phortos, Aramis e D’Artangnan, na verdade
quatro mosqueteiros a defender o rei da França, usavam
esse grito toda vez que partiam para enfrentam os inimigos de
sua majestade.
O grito de guerra dos mosqueteiros, que lhes dava o senso de união
e de tarefa a cumprir, serviu de inspiração para
a palavra do presidente que encerra o programa Sua Vez, Sua Voz,
nesse domingo em que recebemos a visita do prefeito interino de
Londrina, o vereador e presidente da Câmara Municipal, Padre
Roque.
Temos acompanhado e discutido as eleições em Londrina,
tanto em nossas publicações, como nesse programa
de rádio e nas reuniões de diretoria. Não
pedimos votos para ninguém, até porque o estatuto
do Sindicato nos impede de agirmos dessa maneira. Mas pedimos,
sempre, que as pessoas votem com consciência plena de seus
atos.
Nesse momento, quando a Justiça determina a realização
de um segundo turno extra entre o segundo e o terceiro colocados
no primeiro turno da eleição, usamos este espaço
para pedir ao trabalhador, principalmente o que nos confiou a
missão de representa-lo, que enfrente com serenidade a
tramitação da Justiça.
Em princípio, Padre Roque deve ficar cerca de três
meses como prefeito interino de Londrina. Mas, de repente, esse
prazo pode se estender para muitos meses mais. Ninguém,
hoje, pode afirmar com certeza qual será o tempo de duração
do mandato do Padre Roque, pois tudo está nas mãos
da Justiça Eleitoral.
Por isso, adaptamos o grito de guerra dos três mosqueteiros
ao momento que vive Londrina, a cidade que temos ajudado a construir,
todos os dias, desde antes do Sol nascer até ele se esconder
no horizonte. Aqui é a nossa casa. Por isso, precisamos,
todos, ajudar para que ela continue em pé e seja ampliada
para acomodar bem todos os seus filhos.
Nosso ofício é construir. Casas, estabelecimentos
comerciais, industriais e de serviços, escolas, hospitais,
hotéis, bares, restaurantes e lanchonetes. Falou em construir,
é com a gente mesmo. Mas, às vezes, para construir,
antes é preciso demolir o que está muito velho e
correndo o risco de cair sobre nossas cabeças.
Hoje, vemos uma Londrina preocupada com seu futuro. Nosso futuro
e de nossos filhos, netos e bisnetos. Então, enquanto a
Justiça não cumpre com seu papel de fazer a lei
ser interpretada e obedecida, estejamos juntos. Apoiemos o Padre
Roque e seu secretariado na missão de conduzir a cidade
nesse momento de transição.
O ex-presidente José Sarney, devido a morte do presidente
Tancredo Neves antes de iniciar o mandato, teve que assumir a
presidência da república e finalizar a transição,
isto é, o momento da passagem do Brasil da ditadura militar
para a democracia. Nesse meio tempo, ele subiu ao céu e
desceu ao inferno com o Plano Cruzado.
No futuro Sarney poderá ser condenado pela história
por ter atrasado o desenvolvimento econômico do Brasil.
Mas, jamais, poderá ser condenado por ter tentado resolver
o problema da inflação que afligia a todos e, principalmente,
aos trabalhadores brasileiros, aqueles que, de fato, sofrem com
as crises econômicas.
Tomara que a transição a ser conduzida pelo Padre
Roque, prefeito interino de Londrina nesse momento de batalhas
jurídicas, seja lembrada pelas gerações futuras
como o momento em que a cidade disse, de uma vez por todas, não
à corrupção e, sim, sim e sim, à legalidade,
à democracia e, principalmente, respeito às leis
vigentes.
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Programa:
04 de janeiro de 2009
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A
eterna disputa pela Terra Santa |
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O
ano de 2008 será lembrado pelas gerações
futuras como o ano em que a economia dos Estados Unidos entrou
em colapso devido ao descontrole de seus cidadãos, que
gastaram muito acima do que podiam pagar.
A crise da terra de Bush, que daqui mais alguns dias será
a terra de Obama, rapidamente se espalhou pelo planeta e vem provocando
desemprego em massa na Europa, na Ásia e nas Américas.
O ano de 2008 será, portanto, citado também como
o ano em que os dekasseguis iniciaram a viagem de volta para o
Brasil já que a crise afetou a economia japonesa.
Dessa forma, quem terminou o ano empregado e com carteira assinada,
deve estourar duas e não apenas uma garrafa de espumante
para comemorar a chegada do ano de 2009.
E quando todos imaginavam que a crise econômica, assim como
seus efeitos colaterais, seria o que de pior o ano de 2008 poderia
representar para a humanidade, o Oriente Médio pegou fogo.
De novo, israelenses e palestinos, dois povos em guerra desde
que suas histórias começaram a ser contadas, acirraram
o conflito que na virada do ano contabilizava centenas de mortos
e milhares de feridos.
Todos os dias os jornais e as televisões mostram cenas
de muita tristeza e desespero. Israelenses e palestinos enterram
seus mortos, choram muito e seguem se matando.
Pra gente que mora do lado de cá do Oceano Atlântico,
fica cada dia mais difícil entender esse conflito milenar
que tem derramado sangue judeu e muçulmano suficiente para
encharcar toda a Palestina.
Quem tem razão? Os hebreus, povo que em primeiro lugar
ouviu a voz do Criador, acreditam ter razão. Da mesma forma,
os palestinos, que sempre foram daquela região, acham que
estão certos.
E por acreditarem em suas razões, continuam se matando.
Aumentam a tristeza e o ódio de seus filhos que já
nascem odiando o vizinho e esperando a primeira oportunidade para
matá-lo.
Infelizmente, ao que tudo indica, esse conflito que já
dura mais de três mil anos, está longe de chegar
ao seu final. E o absurdo maior da guerra entre israelenses e
palestinos é que sua origem é religiosa.
Ela se materializa no conflito pela posse da terra, mas, bem pensado
e pesado, a verdadeira motivação de judeus e muçulmanos
tem a ver com a histórica cidade de Jerusalém.
Judeus, muçulmanos e, também os cristãos,
consideram Jerusalém como uma cidade sagrada e, por isso,
se engalfinham pela posse da cidade e do território que
a cerca.
Entender os desígnios de Deus é tarefa árdua
e, por isso, muitas vezes, incompreensível. Dessa forma,
esse tema deveria mobilizar a humanidade no ano de 2009 que se
inicia banhado em sangue.
Temos outros conflitos em andamento no planeta. Tudo em nome da
posse da terra e das riquezas que Deus confiou aos seus filhos,
ou seja, homens, mulheres e crianças que habitam a Terra.
Tomara que em 2009 a Organização das Nações
Unidas concentre todos seus esforços e recursos na resolução
do conflito judeu-palestino. Quem sabe, esse seja o início
da construção da paz entre os homens.
Esse é o sonho da diretoria do Sintracom-Londrina, que
trabalha todos os dias em defesa dos salários, da saúde
e da segurança do trabalhador da construção
e do mobiliário.
Não somos nada no contexto mundial. Mas isso não
nos impede de pedir em nossas orações pelo fim dessa
guerra que já durou tempo demais. Que já custou
muitas vidas e causou muita tristeza.
Acreditamos que a conquista da paz na Terra Santa, seria o primeiro
passo para a humanidade viver de forma fraterna e solidária.
Esse é o nosso desejo para o ano de 2009.
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Programa:
28 de dezembro de 2008
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Que
venha 2009 e seus desafios |
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Com
a economia mundial desmoronando, não podemos nos iludir
e acreditar que 2009 será melhor do que o ano que chega
ao fim. Na verdade, a perspectiva não é das melhores.
Embora o presidente Lula e o ministro da fazenda Guido Mantega
tenham dado declarações otimistas seguidamente,
nada indica que o próximo ano seja melhor que 2008.
O presidente eleito dos Estados Unidos, a maior economia do planeta,
ainda não tomou posse e, por isso, não sabemos como
ele pretende enfrentar a crise.
Como tudo que acontece nos Estados Unidos tem reflexo no restante
do planeta, é de se imaginar que enfrentaremos dias difíceis
não só em 2009, mas nos anos que virão.
Isso, no entanto, não nos preocupa, pois o trabalho que
realizamos no Sindicato, nos dá a certeza de que o trabalhador
da construção e do mobiliário está
preparado para enfrentar a crise.
Com crise ou sem crise, não nos desviamos e não
nos desviaremos de nossa obra mais importante que é a construção
da cidadania. Esse é o nosso desafio maior.
E nesse trabalho de construção da cidadania, temos
o programa sua vez, sua voz como ferramenta fundamental em nossa
obra mais importante.
Desde que entramos no ar na Rádio Brasil Sul, o sinal mais
potente do interior do Paraná, no dia 29 de abril de 2007,
vimos passar por aqui autoridades, estudiosos e militantes de
várias áreas.
Discutimos assuntos que, em geral, não entram na pauta
da imprensa comercial. Assim, recebemos a visita de advogados,
promotores, juízes, sindicalistas e professores.
Com eles, pudemos discutir temas importantes como o fornecimento
pelo Estado do Paraná de medicamentos de alto custo para
tratar de doenças raras.
É gratificante, quando encontramos pelas ruas os pacientes
que pudemos ajudar a garantir o recebimento gratuito de medicamentos
que eles não tinham condições de adquirir.
Recentemente, com muita honra, recebemos a visita da promotora
da vara da infância e juventude de Londrina, Édina
de Paula, que falou sobre pedofilia e a proposta de castração
química.
Foi, sem dúvida, um dos programas que despertou grande
interesse nos milhares de ouvintes da Rádio Brasil Sul
e do Programa Sua Vez, Sua Voz.
Da mesma forma, consideramos que o fato de termos levado para
a esfera criminal os acidentes fatais na construção
descortina um novo tempo no setor.
Um tempo em que a vida humana estará no topo das prioridades
tanto dos trabalhadores quanto dos patrões. Essa é
a nossa motivação principal, o respeito ao ser humano.
Isso é que nos faz pular da cama todos os dias logo pela
manhã e ir à luta em defesa dos salários,
da saúde e da segurança do trabalhador da construção
e do mobiliário.
Por isso, nesse programa que encerra um ano difícil e anuncia
outro que, também não deve ser fácil, só
podemos prometer muita luta e esperar que venha 2009 e seus desafios.
Estaremos aqui para enfrentá-lo.
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Programa:
21 de dezembro de 2008
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Feliz
Natal pra todos! |
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Apesar
do Natal ter sido transformado em um grande evento comercial,
na verdade o momento em que o comércio mais vende ao longo
do ano, preferimos aproveitar esse momento para recordar e celebrar
o nascimento do menino Jesus, o filho de Deus que veio ao mundo
para nos salvar de todos os males.
Como construtores que somos, gostamos de lembrar que Jesus foi
confiado à guarda do carpinteiro José, esposo de
Maria, a virgem escolhida para ser a mãe do filho de Deus.
Naquele tempo, dois mil e oito anos atrás, ser carpinteiro
significava fazer tudo o que o ser humano precisa para morar e
viver.
Primeiro, o carpinteiro ia à floresta e escolhia as melhores
árvores. Depois, as derrubava e levava até o local
onde iria construir a casa, os móveis ou os utensílios
domésticos. Para realizar essas tarefas era preciso ser
forte. Forte física e espiritualmente. Assim era São
José, o padroeiro dos construtores.
Todo mundo já ouviu pelo menos uma vez a passagem bíblica
de quando Jesus tomou o chicote em suas mãos e expulsou
os vendilhões do templo. Não é de se estranhar,
pois Jesus trabalhou com São José, seu pai terreno
e, certamente, era também um homem muito forte.
Mesmo assim, Jesus não se tornou conhecido pela força
física, mas, sobretudo pela força das idéias
que pregou através das palavras da fraternidade, solidariedade
e humildade que ensinou aos que com ele conviveram. Suas palavras
foram tão fortes que até hoje seguem iluminando
vidas.
Nesse momento de incertezas a rondar a família londrinense
por causa da decisão da justiça de impedir a posse
do prefeito eleito, assim como se angustia a família brasileira
e mundial pela crise econômico-financeira, queremos convidar
todos a se unirem em uma prece no Natal.
Vamos orar e pedir um mundo melhor para todos os mais de 6 bilhões
de seres humanos que habitam a Terra. Vamos orar pelo fim das
guerras. Pelo fim da violência que pouco a pouco vai corroendo
a confiança do ser humano e tornando as pessoas irritadas
e explosivas.
Vamos orar pelas crianças que passam fome de comida, de
roupa, de moradia, de remédios e de educação.
Vamos pedir pelos idosos que enfrentam filas nas madrugadas para
receberem atendimento médico. Vamos torcer para que o pai
e a mãe hoje desempregados comecem 2009 trabalhando.
Tudo leva a crer que Londrina realizará um terceiro turno
para decidir quem será o prefeito da cidade entre 2009
e 2012. Será mais um momento em que o eleitorado terá
a chance de, com o voto, propor dias melhores para nossa amada
cidade e, sobretudo, para os filhos de Londrina.
De nossa parte, continuaremos a luta cotidiana pela Construção
da Cidadania, nossa obra mais importante. Essa é a missão
que nos tem sido confiada pelos associados do Sintracom-Londrina.
Dela não nos desviamos no passado e não nos desviaremos
no presente e no futuro. Feliz Natal pra todos!
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Programa:
07 de dezembro
de 2008
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Londrina
chega aos 74 anos |
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Se
fosse uma pessoa, Londrina seria considerada uma idosa. No entanto,
por sua condição de cidade, ela é considerada
ainda uma criança. Talvez na primeira infância.
Por isso, quem sabe, ela ainda tenha tantos problemas a resolver.
Na atualidade, o que mais preocupa o londrinense, em geral, é
a insegurança que assombra os lares da cidade.
Nada contra os apresentadores de programas policiais, mas nossa
vontade é que eles não precisassem existir, pois
a existência deles é diretamente relacionada com
a violência cotidiana.
Se não acontecessem tantos crimes, todos os dias, o espaço
hoje ocupado pela violência no rádio, na televisão
e no jornal podia ser coberto com reportagens mais construtivas.
Por isso, a diretoria do Sintracom-Londrina, que pensa a Construção
da Cidadania como a obra mais importante a executar; nesta época
de comemorações, isto é, 60 anos da Declaração
dos Direitos Humanos e 74 anos de emancipação política
de Londrina, manifesta seu desejo de que todos os direitos humanos
aprovados pela ONU em 1948 sejam cumpridos e, também, que
o sonho dos pioneiros londrinenses de construir uma cidade boa
pra se morar e criar os filhos se torne realidade.
Queremos ligar o rádio, ainda de madrugada, e ouvir boas
notícias. Ouvir que há tantos dias nenhum londrinense
teve que esperar horas na fila, com febre, dores e mal-estar geral
no corpo, para ser atendido por um médico. Para ser cuidado
pelo Município que ele ajudou e ajuda a construir, todos
os dias.
Da mesma forma, queremos abrir o jornal de manhã e ler
sobre os bons resultados obtidos pela escola de tempo integral.
Saber que estudantes londrinenses são destaque em nível
nacional e internacional. Vibrar com os atletas descobertos e
aprimorados nas práticas esportivas oferecidas pelas escolas.
Queremos tomar o ônibus, sair com o carro, moto ou bicicleta
e não ficar sacudindo em ruas esburacadas. Rua mal iluminada?
Nem pensar. Calçada irregular, então, apenas uma
lembrança do tempo em que a cidade era um imenso canteiro
de obras.
Essas são as notícias que sonhamos para os mais
de 20 mil filhos da Família Sintracom-Londrina e os demais
500 mil londrinenses. Não saímos de todos os cantos
do Brasil e do Mundo para fincarmos raízes em um local
de pesadelo.
Não! Londrina e sua abençoada terra vermelha, onde,
de verdade, “em se plantando, tudo dá”, como
escreveu Pero Vaz de Caminha na carta ao Rei de Portugal contando
sobre o descobrimento do Brasil, é um lugar de realização
de sonhos.
Ano que vem, Londrina comemora 80 anos da chegada da primeira
caravana da Companhia de Terras Norte do Paraná no marco
zero da cidade, ali na Leste-Oeste, bem em frente ao local onde
será construído o Teatro Municipal.
Quem sabe não seja o momento de lembrarmos da vida cheia
de sacrifícios dos primeiros londrinenses. Pode ser o início
de um repensar da Pequena Londres.Cida menina. Cidade criança.
Nossa Londrina. Parabéns pra você, nesta data querida.
10 de dezembro.
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Programa:
30 de novembro
de 2008
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AIDS,
mais um problema familiar |
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No
início dos anos 1980, quando o fantasma da AIDS começou
a aterrorizar a população brasileira e mundial,
grande parte das pessoas imaginava que não seria infectada
pelo Vírus HIV, o causador da AIDS, porque não fazia
parte dos chamados grupos de risco.
Grupos de risco, naquele seriam os viciados em drogas injetáveis,
ou seja, o pessoal do “pico na veia”, e os homossexuais
que transavam sem camisinha. Assim, vimos morrer o cantor Cazuza
e o ator Lauro Corona. Depois, o astro do basquete Magic Johnson
assumiu o contágio publicamente e disse que tinha transado
com uma prostituta sem a camisinha.
No futebol brasileiro, temos o caso do atacante Gerson, revelado
pelo Santos, jogou no Atlético Mineiro e estava no Inter
de Porto Alegre quando morreu, vítima da AIDS, em 1993.
Assim, pouco a pouco, o povo brasileiro foi se familiarizando
com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a AIDS.
Não por acaso, o Sintracom-Londrina, no Mês de Saúde
e Segurança do Trabalhador da Construção,
Menssat, em 1993, levou para os canteiros de obras a questão
da doença que até hoje continua sem cura e sem vacina
que possa prevenir os efeitos devastadores da moléstia.
Foi na obra do viaduto da avenida Rio Branco com a BR 369. Naquela
ocasião, os construtores das cidades ficaram sabendo que
uma transadinha fora de casa, sem o uso da camisinha, podia transformar
a vida do trabalhador e de sua família em uma rotina de
dor e de sofrimento.
A partir de 1996, a Saúde Pública a fornecer o coquetel
de medicamentos que melhorou, e muito, a vida dos infectados pelo
HIV. Diferentemente do início dos anos 1980, quando cientistas
conseguiram identificar o HIV, em que o infectado apenas esperava
contrair a doença que iria leva-lo à morte, os contaminados
passaram a viver mais.
Isso não significa, no entanto, que a doença está
sob controle. Porém, muita gente, passou a se descuidar
e, por isso, o número de infectados pelo vírus causador
da AIDS continuou crescendo.
Para piorar, a doença chegou à família brasileira
e hoje é grande o número de mulheres portadoras
do HIV transmitido por seus parceiros sexuais, sejam eles maridos,
namorados, noivos, amantes ou simplesmente os ficantes.
Por isso, a diretoria do Sintracom-Londrina faz questão
de, todos os anos, se incorporar ao esforço público
e privado para conscientizar as pessoas que a AIDS ainda não
tem cura e que o melhor remédio, nesse caso, é a
prevenção.
Para nós, a construção da cidadania, nossa
obra mais importante, passa também pela defesa da saúde
do trabalhador não só no canteiro de obras e no
chão da fábrica. A Família Sintracom-Londrina,
com seus mais de 20 mil membros, é responsabilidade nossa
e, por isso, não nos negamos a fazer parte da cruzada em
favor da vida.
Engaje-se você também nessa luta. O combate à
AIDS é responsabilidade de todos. Estamos fazendo a nossa
parte. Junte-se a nós que muitas vidas serão salvas.
Muitas famílias serão preservadas.
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Programa:
23 de novembro de 2008 |
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Zumbi
dos Palmares, herói afro-brasileiro |
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Foram
quase 250 anos de escravidão no Brasil, até que
a princesa Isabel assinasse a Lei Áurea em 13 de maio de
1888. Nesses dois séculos e meio, os negros vindos de várias
regiões da África, trabalharam de sol a sol, em
péssimas condições, para construir o Brasil.
Se
existe uma mão de obra que tem sido fundamental na edificação
desse país, sem dúvida alguma, é a mão
de obra do escravo africano que, depois, se tornou afro-brasileiro
e continuou a trabalhar na construção e a lutar
em defesa da nossa pátria.
Aqui
mesmo na base do Sintracom-Londrina, ou seja, 34 cidades do Norte
Pioneiro e do Norte do Paraná, é grande o número
de afro-descendentes no chão das fábricas de móveis
e nas serrarias, no canteiro de obras, na olaria e cerâmica,
na pintura, nos artefatos de cimento, no mármore e no granito,
na instalação elétrica e na montagem industrial.
Na
do Sindicato, historicamente tem sido grande o número de
diretores negros. E não foi preciso criarmos cotas de participação
desses trabalhadores, pois eles sempre estiveram junto com os
trabalhadores brancos, vermelhos e amarelos em todas as lutas
travadas pelas categorias profissionais representadas pelo Sintracom-Londrina.
Antes
de conquistarem a liberdade, há 120 anos atrás,
muitos negros se revoltavam com a alimentação de
péssima qualidade, com os maus-tratos e o desrespeito total
à pessoa humana. Um rebelde que fez história foi
Zumbi, que se tornou líder do Quilombo dos Palmares.
Por
isso, os movimentos negros que lutam pelo Brasil afora em defesa
da causa dos cidadãos afro-brasileiros escolheram o dia
20 de novembro, data da morte de Zumbi, por degola, no ano de
1695, como o Dia Nacional da Consciência Negra.
Nada
mais justo, pois hoje o negro não luta mais pela liberdade,
mas pelos direitos que lhe têm sido negados desde que por
aqui começaram a chegar, no ano de 1539, e, mesmo depois
da abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888.
A luta, agora, é pela conquista da cidadania plena, pela
renda, emprego, moradia, saúde e educação.
Essas
lutas, como você que nos honra com sua audiência nesse
domingo de manhã percebeu, são lutas comuns a todos
os trabalhadores brasileiros. Desde sempre, a elite dominante
brasileira, aqueles menos de dois por cento da população
que detêm a posse da terra e dos meios de produção,
têm cometido muitas injustiças com o trabalhador
brasileiro.
Por
isso, os diretores do Sintracom-Londrina, sejam eles amarelos,
brancos, negros ou vermelhos, estão na luta todos os dias,
desde antes do sol nascer até depois dele se pôr
no horizonte. Para nós, diretores do Sindicato, a construção
da cidadania é nossa obra mais importante. Assim, nessa
semana que se levanta a bandeira da causa negra no Brasil, estamos
juntos na luta por melhores dias a todos os brasileiros, sem distinção
de raça, cor, religião ou opção partidária.
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Programa:
16 de novembro de 2008 |
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A
violência nossa de cada dia |
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Passado
mais de um ano do assassinato da estudante Amanda Rossi no dia
29 de outubro de 2007, crime até o momento não esclarecido,
cabe uma reflexão sobre a violência cotidiana que
atormenta a família londrinense.
Na semana que passou, por exemplo, os jornais noticiaram que o
governador do Paraná, Roberto Requião, destinará
mais 10 viaturas e 40 policiais militares para Londrina. Excelente
notícia para os mais de 500 mil londrinenses, sem dúvida.
No entanto, será que o anunciado aumento da frota e do
efetivo suprirá as necessidades da terceira maior cidade
do Sul Brasil? Sempre que tocam no assunto, o governador e o secretário
de segurança pública falam de um estado sem problemas.
Até parece que Requião e o secretário moram
em um lugar onde estudantes como Amanda Rossi e a menina Rachel
Maria Lobo de Oliveira, assassinada e abandonada em uma mala na
rodoviária de Curitiba, seguem suas vidas normalmente.
Sabemos que os problemas enfrentados pelos governantes são
muitos e nem todos podem ser resolvidos de imediato. Mesmo assim,
insistimos que segurança, educação, moradia
e saúde são prioridades de qualquer governante sério.
Voltando a Londrina, destacamos as informações repassadas
pelo delegado de homicídios da cidade, Ernandes César
Alves. Segundo ele, até o dia 13 desse mês, Londrina
tinha registrado 114 homicídios, número maior do
que os 83 do ano passado.
Apesar do número considerado elevado pela sociedade local,
o delegado informa que o número de homicídios na
cidade vem caindo desde 2003 quando foram registrados 191 assassinatos
em Londrina.
De fato, de lá para cá, observa-se uma queda nesse
tipo de crime contra a vida. Foram 176 em 2004, 125 em 2005 e
116 em 2006. De acordo com o delegado de homicídios os
83 casos do ano passado caracterizam 2007 como um ano fora atípico.
Dessa forma, olhando apenas os números, a gente fica com
a impressão de que a criminalidade está sob controle
e diminuindo. Só que os números citados pelas autoridades
competentes significam vidas interrompidas.
Ainda que apenas uma vida fosse ceifada por um assassino, seria
o suficiente para nos revoltarmos com a precariedade do aparelho
montando para garantir a segurança da população,
isto é, as polícias civil, militar, federal e outras.
Por isso, a diretoria do Sintracom-Londrina, preocupada com a
segurança dos mais de 20 mil membros dessa grande família,
quer ver os assassinos da Amanda e da Rachel na cadeia, que é
o lugar certo para eles.
Da mesma forma, queremos que a segurança pública
no Paraná não fique restrita à cabeça
de Requião e de seu secretário. Esse assunto interessa
a todo o Estado e, por isso, deve ser discutido publicamente.
Acreditamos que somente com o envolvimento de toda a sociedade
conseguiremos, um dia, viver em paz e criar nossos filhos e netos
sem sustos.
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Programa:
02 de novembro de 2008 |
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TSE
presta desserviço à democracia nas eleições
de Londrina |
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O
Sintracom-Londrina, como toda e qualquer entidade sindical, é
impedido de participar da política partidária. Dessa
forma, jamais o Sindicato fará campanha para este ou aquele
candidato.
No entanto, como cidadãos brasileiros, os diretores do
Sintracom-Londrina têm o sagrado direito de exercer a cidadania
escolhendo o candidato que melhor lhes convém e isso ninguém
questiona.
Nas eleições 2008, que agora está nas mãos
dos membros da mais alta instância da Justiça Eleitoral,
apenas conclamamos os trabalhadores da Construção
e do Mobiliário a votarem com consciência.
Venceu o melhor? Não nos cabe julgar. Apenas nos cabe aceitar
o resultado das urnas. Acreditamos na democracia, justamente por
ela ser, na essência, a manifestação da vontade
da maioria.
Em Londrina, a maioria dos 341.908 eleitores aptos a votar escolheu
Antonio Belinati para ser o prefeito da cidade entre 2009 e 2012.
Isto quer dizer que a maioria dos londrinenses acredita nesse
candidato.
Foram 138.926 londrinenses que votaram em Belinati, contra 129.625
que optaram por Luiz Carlos Hauly. Agora, passado o segundo turno,
o Tribunal Superior Eleitoral suspende a candidatura do prefeito
eleito.
Também não nos cabe discutir o mérito da
ação do TSE, mas temos o direito de questionar a
forma e o tempo como atuou a mais alta corte eleitoral do Brasil,
fato que colocou a cidade em clima de tensão.
Na terça-feira à noite, logo após o anúncio
da suspensão da candidatura de Belinati, rojões
foram ouvidos em várias partes da cidade. Eram eleitores
dos candidatos derrotados comemorando a decisão do TSE.
No dia seguinte, os belinatistas saíram às ruas
para protestar. Em ambos os momentos, temeu-se que houvesse confronto
entre partidários das duas candidaturas. Se houvesse, deveria
ser posto na conta do Tribunal.
Afinal de contas, o TSE podia e devia ter evitado o problema.
Bastava, simplesmente, pronunciar-se antes que os eleitores fossem
às urnas e votasse em um dos candidatos que estavam na
disputa.
Entendemos que a Justiça Eleitoral deve ser ágil
e dar respostas à sociedade. Nesse caso, devia dizer, no
mínimo, antes do segundo turno que o candidato Belinati
não podia disputar as eleições.
Para piorar o quadro, o TSE julgou atrasado e não julgou
por completo, pois não definiu qual será a solução
para o problema por ele criado. Hoje ninguém sabe dizer
o que acontecerá em Londrina.
Não sabemos se teremos novas eleições, se
o segundo e o terceiro colocados no primeiro turno disputarão
novo turno ou, ainda, se o segundo colocado do segundo turno será
proclamado prefeito.
Por isso tudo, consideramos que o TSE prestou um verdadeiro desserviço
à ainda jovem e frágil democracia brasileira. E
agora, esperamos que o Tribunal apresente uma solução
para o problema que criou.
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Programa:
12 de outubro de 2008 |
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Segundo
turno das eleições: e eu com isso? |
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Houve
tempo no Brasil que o direito de votar foi suprimido dos brasileiros
e brasileiras, essa gente razão de ser desse país
abençoado por Deus e bonito por natureza. Toda vez que
isso aconteceu, os democratas do Brasil foram às ruas e
clamaram por eleições diretas em todos os níveis.
Na
luta por liberdades democrática muita gente foi presa e
torturada, física e psicologicamente. Gente morreu e gente
desapareceu. Foi o preço a pagar para que a democracia
fosse restabelecida toda vez que golpistas tomavam o poder, dissolviam
o congresso e prendiam seus adversários.
Empastelar
jornais adversários, isto é, quebrar tudo que encontrasse
pela frente, era coisa comum no Brasil e não faz muito
tempo. A última ditadura brasileira, afinal, morreu oficialmente
com a promulgação da Constituição
Cidadã, em 1988, e foi enterrada de vez com as eleições
para presidente em 1989.
Ainda
hoje, o país vez por outra se defronta com seu passado
de sangue de irmão derramado em nome de disputa política.
É o caso, por exemplo, do coronel do Exército Brilhante
Ustra, condenado recentemente ao ser reconhecido por cinco pessoas
de uma mesma família que ele torturara durante a ditadura.
De
qualquer forma, a democracia brasileira, conquistada a suor e
sangue de brasileiros e brasileiras que não se conformavam
com a ditadura militar, apesar de todos os seus problemas, vai
bem, obrigado. E ninguém em sã consciência
admite duvidar que a democracia é o melhor regime político.
O
primeiro turno das eleições em Londrina mostrou
que o eleitor está, sim, atento aos fatos que envolvem
os políticos. É só olhar a renovação
que houve na Câmara de Vereadores. Todos os legisladores
que tiveram seus nomes envolvidos em escândalos de qualquer
natureza, não conseguiram se reeleger.
No
dia 26 próximo os 320 (ver o número exato) mil eleitores
londrinenses, homens e mulheres que dão vida e graça
a Londrina, a terceira maior cidade do Sul do Brasil, voltam às
urnas para o segundo turno que decidirá quem irá
se sentar na cadeira do prefeito do município que se orgulha
de ser pé-vermelho.
No dia 26, portanto, estaremos decidindo o que é melhor
para nossa cidade nos próximos quatro anos. Antônio
Belinati e Luiz Carlos Hauly, são os candidatos que disputam
o segundo turno. Nos corações e mentes desses cidadãos
londrinenses estará depositada a esperança de dias
melhores para Londrina.
Ouvimos
aqui e ali, eleitores dizendo que irão pescar no dia 26.
Isso porque os candidatos que eles queriam ver prefeito não
conseguiram se credenciar para disputar o segundo turno. Outros,
ainda, argumentam que não sentem vontade de votar em nenhum
dos candidatos que chegaram à disputa final.
Por
isso, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário de Londrina
faz uma convocação geral aos mais de 20 mil membros
da Família Sintracom-Londrina: no dia 26 de outubro, antes
de ir pra barranca do rio, exerça o seu direito e seu dever
de votar.
O
mundo está em crise e, mais do que nunca, é preciso
que a classe trabalhadora, sempre a mais prejudicada nos momentos
difíceis, esteja mobilizada e atenta a tudo que está
acontecendo. No dia 26, não estará em disputa apenas
quem será o próximo prefeito de Londrina, mas estará
em jogo a escola, o hospital, o posto de saúde, o emprego,
o transporte e a moradia. Ou seja, tudo a ver com você que
nos honra com a audiência do programa sua vez, sua voz,
o jornal falado do Sintracom-Londrina.
Nesse
momento, milhares de filhos de trabalhadores da construção
e do mobiliário estão se divertindo na sede campestre
na 7ª Festa das Crianças do Sintracom-Londrina. É
com o futuro dessa gente que estamos comprometidos. Por isso,
tentamos melhorar o presente de seus pais, os trabalhadores que
representamos.
Quando
tocamos no assunto eleições, o fazemos porque acreditamos
que só a política é capaz de mudar a vida
da gente e de nossos filhos. Mais do que isso, pode significar
um mundo melhor para nossos netos, os futuros dirigentes de Londrina,
do Paraná e do Brasil.
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Programa:
28 de setembro de 2008 |
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Adoção
um gesto de Amor |
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No
Dia da Adoção, comemorado 25 de maio, as pessoas
interessadas em adotar crianças e adolescentes no Brasil
aguardavam a implantação do Cadastro Nacional de
Adoção (CNA). Lançado em 29 de abril pelo
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o cadastro prometia
agilizar os processos a partir de julho deste ano.
O Cadastro Nacional de Adoção fornecerá,
informações sobre o número de crianças
e adolescentes sob a tutela do estado, quantidade e localização
de casais habilitados a adotar em todas as regiões, perfis
completos e dados sobre os abrigos. O sistema será implantado
nas varas da Infância e da Juventude e todos os dados estarão
inseridos no sistema em seis meses.
Segundo pesquisa divulgada pela Associação dos Magistrados
Brasileiros (AMB), quase 60% dos possíveis candidatos a
adotar são mulheres. Foram ouvidas 1.562 pessoas e 15%
delas afirmaram que adotariam crianças e adolescentes,
caso pudessem contribuir para mudar a realidade deles. Segundo
relatório do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas
(Ipea), 80 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos
no Brasil e cerca de 8 mil (10%) delas estão aptas para
adoção.
O relatório da AMB indica, ainda, que mulheres na faixa
etária entre 25 e 29 anos, casadas e com renda mensal de
R$ 750 a R$ 2 mil lideram o quadro de brasileiros favoráveis
à adoção. Cerca de 20% dos entrevistados
se recusaram a informar a renda familiar.
A maioria das que adotariam é casada (58,8%), seguida por
solteiros (28,2%) e pessoas separadas ou divorciadas (5,5%). Dos
entrevistados, 78,1% dos que adotariam já possuem outros
filhos.
Adotar é incluir em uma nova família, uma criança
ou um adolescente, estes que são as principais vitimas
de uma sociedade que não lhes garante a assistência
devida. São os cidadão/ãs que ficam nos abrigos
por meses e anos, chegando muitos a completar a maioridade nestas
casas do estado, casas (espaços públicos) que por
melhor que sejam, por mais capacitado o seu pessoal, não
substituem um lar. São espaços temporários,
criados como local de passagem por um dia e que se transformam
em residência fixa, com endereço coletivo.
Não
estamos dizendo que a simples adoção é a
garantia de felicidade, da criança e dos pais, estamos
dizendo que a adoção é um passo para se criar
uma família, família esta que enfrentará
os mesmos problemas que todas as outras enfrentam.
Como disse Fátima Aparecida de Oliveira 18 anos que foi
adotada aos 13 “ Os pais de verdade são aqueles que
criam e dão abrigo, não aqueles que colocam no mundo...
Acho quem quer adotar uma criança, não deve discriminar
e escolher características; deve fazer por amor, quem faz
as coisas com muito amor e vontade não tem tempo para enxergar
as diferenças “ . por isso e concordando com a Fátima
para o Sintracom Londrina a ADOÇÃO É
UM GESTO DE AMOR.
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Programa:
21 de setembro de 2008 |
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Apae
– mais de 50 anos prestando serviços |
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“
... Tudo era para nós, ainda, profundamente nebuloso. Pouco
ou nada sabíamos de nossas reações emocionais,
de nossas fantasias, de quão pouco sabíamos lutar;
primeiro contra nossa própria desesperança e frustração,
depois com os problemas em si, nosso elo comum, o grave problema
de deficiência mental...”
Depoimento de Dona Alda Moreira Estrázula, fundadora de
Apae – São Paulo
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais,
Apae, é um movimento que se destaca no país pelo
seu pioneirismo na compreensão de que o deficiente mental
é um cidadão com direitos e deveres como os demais
brasileiros.
Ela foi criada no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 1954 e
teve como inspiração o trabalho realizado nos Estados
Unidos por Beatrice Bemis, diplomata norte-americana que acabara
de chegar ao país.
Mãe
de uma garota com Síndrome de Down, Beatrice havia participado
em seu país da fundação de mais de 250 instituições
como a Apae. Ela ficou admirada de não haver nada semelhante
no Brasil.
Assim, a Apae foi criada no Brasil com os seguintes objetivos:
.
Oferecer à pessoa com deficiência condições
adequadas para o desenvolvimento do seu potencial proporcionando
sua inclusão no meio social;
. Oferecer programas educacionais e terapêuticos adequados,
respeitando as necessidades e possibilidades de cada um visando
maior participação e realização pessoal;
. Capacitar a equipe multidisciplinar, visando ampliar seus conhecimentos
para obter o máximo de aproveitamento no desenvolvimento
do usuário;
. Proporcionar apoio e orientação familiar e comunitária,
de modo a gerar ambiente adequado ao usuário atendido;
. Promover ações de prevenção às
deficiências, através de iniciativa própria
ou em parceria com órgãos públicos.
No final de 1962, doze das dezesseis Apaes então existentes,
encontraram-se em São Paulo na primeira reunião
nacional de dirigentes apaeanos, presidida pelo medico psiquiatra
Stanislau Krynsky.
Participaram as Apaes de Porto Alegre, Caxias do Sul e São
Leopoldo (RS), São Paulo e Jundiaí (SP), Rio de
Janeiro, Volta Redonda e Muriaé (RJ), Natal (RN), Recife
(PE) e Curitiba e Londrina (PR).
Pela primeira vez no Brasil, discutia-se a questão da pessoa
portadora de deficiência como um grupo de famílias
que trazia para o movimento suas experiências como pais
de deficientes e, em alguns casos, também como técnicos
na área.
Cinqüenta anos depois, existem no Brasil cerca de duas mil
Apaes presentes em todos os estados brasileiros e mantendo Escolas
Especiais que propiciam atendimento educacional a mais de 230
mil pessoas com deficiência Mental.
Apesar
do importante serviço que prestam à sociedade, muitas
Apaes enfrentam grandes problemas financeiros. Foi o que constatamos
quando visitamos a Apae de Japira, no Norte Pioneiro do Paraná.
A instituição japirense, para continuar com as portas
abertas, tem que realizar festas, bingos e outras atividades para
arrecadar fundos.
Diante disto, conclamamos a comunidade de Japira a colaborar para
que a Apae continue cumprindo o seu papel de garantir cidadania
às pessoas com deficiências. Por isso, vida longa
à Apae de Japira.
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Programa:
14 de setembro de 2008 |
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Doe
órgãos e salve vidas! |
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No
dia-a-dia sindical, negociamos maiores salários e melhores
condições de trabalho. Em outras palavras, lutamos
pela vida do trabalhador da construção e do mobiliário.
Quando deflagramos uma campanha salarial, reivindicamos reajustes
salariais que permitam ao trabalhador garantir moradia, alimentação,
escola, saúde, educação e lazer para si e
seus familiares.
Ao mesmo tempo, cuidamos para que o trabalhador tenha à
disposição, de forma gratuita, os equipamentos de
proteção individuais necessários à
tarefa que executa.
Qualquer que seja a nossa luta, ela se refere, fundamentalmente,
ao respeito à vida e à dignidade do trabalhador
e seus familiares. Pra nós, do Sintracom-Londrina, a vida
não tem preço.
Por isso, hoje, resolvemos discutir a questão da doação
de órgãos. Infelizmente, ainda é grande o
número de pessoas que se negam a doar seus órgãos
e impedem outros de continuarem vivendo.
Em 1997, foi criada uma lei que garantia ao doador o direito de
manifestar seu desejo gravando em seus documentos que seus órgãos
podiam ser transplantados em caso de morte.
No ano de 2000 essa lei foi revogada. Nesse caso, voltou a valer
a autorização dos familiares para que os órgãos
de algum ente querido sejam doados para transplantes.
Então, amigo e amiga ouvinte do programa Sua Vez, Sua Voz.
Se você quer se tornar um doador de órgãos
e salvar vidas, converse com sua família e manifeste seu
desejo.
É preciso que nos mobilizemos para garantir que, depois
de morto, o cidadão tenha o direito de tentar salvar outras
vidas. O momento da perda de um ente querido é um momento
de dor para a família.
Por isso, se o seu desejo não for do conhecimento de toda
sua família, de repente, o coração que poderia
garantir outra vida será simplesmente sepultado.
Pense nisso. Pense nas vidas que seu gesto de solidariedade e
fraternidade poderá salvar. Junte-se a nós nessa
cruzada em favor da vida.
Construir a cidadania é a obra que a diretoria do Sintracom-Londrina
considera a mais importante. Doar-se para que seu semelhante viva,
além de um ato divino é, também, um ato de
cidadania.
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Programa:
07 de setembro de 2008 |
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O
sorriso, a eleição e a Independência |
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No
dia 7 de setembro de 1822, ou seja, 186 anos atrás, o príncipe
português Dom Pedro, recusou-se a atender a convocação
de seu pai, o rei Dom João VI que o queria de volta a Portugal
e, próximo ao riacho do Ipiranga, na cidade de São
Paulo, deu o grito de Independência ou Morte.
Naquele momento histórico nasceu o país chamado
Brasil, a pátria amada mãe gentil dos filhos deste
solo e que acolhe de braços e coração abertos
os filhos de todas as partes do planeta Terra. Nesses quase 200
anos de história iniciados como império escravista
muita coisa importante aconteceu.
A primeira foi o fim da escravidão. A segunda, a proclamação
da república. No século 20, alternamos momentos
de liberdades democráticas garantidas e outros de ditaduras
cruéis e sanguinárias. Assim, chegamos ao século
21 com a responsabilidade de cultivar e defender a democracia.
Daqui mais alguns dias, vamos votar e eleger prefeitos e vereadores
de todas as cidades brasileiras. Nesse momento, nunca é
demais lembrar a necessidade de se informar sobre o que prometem
os candidatos e o que já fizeram na vida. É preciso
observar se o discurso é coerente com a prática.
Isso é muito importante, pois como têm mostrado os
comerciais do Tribunal Superior Eleitoral na tevê, o voto
mal usado pode causar problemas na vida do eleitor e da sociedade
durante quatro anos. Isso mesmo, quatro longos anos. Então,
amigo e amiga que nos ouvem, exerçam o direito de votar
de forma consciente.
É preciso, sobretudo, pensar que o dinheiro desviado dos
cofres públicos pelos maus políticos, é justamente
aquele que seria usado para contratar mais médicos e professores,
comprar mais remédio, asfaltar as ruas, construir casas,
enfim, prestar todo tipo de serviço que se espera do administrador.
No caso do vereador, também é preciso analisar bem
as propostas dos candidatos. Eles fazem as leis municipais e fiscalizam
os atos do prefeito. Se cada um fizer direito a sua parte, a qualidade
de vida dos cidadãos, homens e mulheres de todas idades,
sem dúvida alguma, será melhor.
E qualidade de vida passa, também, pela saúde bucal.
Dentes cariados, gengivas inflamadas e outras moléstias
que atacam nossa boca interferem de forma intensa na saúde,
no estudo e no trabalho das pessoas. Uma boca doente não
tem motivos para sorrir ou falar. Nem para reivindicar o atendimento
de suas necessidades.
“ O peixe morre pela boca” é um ditado popular
muito conhecido em todo o Brasil. Ele se refere ao fato do peixe,
ao morder a isca, ser fisgado e ir parar na churrasqueira, na
panela ou na frigideira. Por outras razões, o ditado popular
pode, também, se referir a todos os seres humanos.
É com a boca que nos alimentamos. Por isso, uma dentição
saudável e bem cuidada é essencial. Com a boca beijamos
e falamos eu te amo aos nossos entes queridos. Então, nesse
dia em que lembramos da independência do Brasil e nos aproximamos
das eleições, use a boca para sorrir, cantar, beijar
os familiares e amigos, conversar sobre o que é importante
para a cidade, o estado, o país e, quem sabe, comer uma
carne assada e tomar uma cervejinha que ninguém é
de ferro.
Até domingo que vem.
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Programa:
31 de agosto de 2008 |
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COHAB-LD
- Passado, Presente e Futuro |
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Quarenta
e três anos após sua fundação em 26
de agosto de 1.965 através do ex-prefeito José Hosken
de Novaes, jurista que pensou sobre muitos aspectos da Londrina
do futuro, a COMPANHIA DE HABITAÇÃO DE LONDRINA
– COHAB-LD, comemora a construção de 36.578
unidades habitacionais na cidade, mais 5.977 unidades em outros
municípios do Estado.
Atuante em 36 cidades, desde Jacarezinho, no Norte Pioneiro, até
Araruna, no Centro-Oeste do Paraná, a COHAB-LD desempenhou
e desempenha papel estratégico na área social por
atender, prioritariamente, a população de baixa-renda.
Em seus 43 anos de atuação, a Companhia realizou
o sonho da casa própria a milhares de famílias.
Atualmente a COHAB-LD tem cadastradas em seus registros 21.600
famílias que anseiam pela casa própria. Em sua sede
são atendidas cerca de 2.600 pessoas ao mês, mais
500 em outros municípios. Dessa forma, cerca de 37.200
pessoas são atendidas ao ano por esta Companhia de Habitação.
Para prestar um atendimento de qualidade e sem demora, esta empresa
de economia mista conta atualmente com 54 funcionários
de carreira, 18 cargos comissionados, 48 estagiários e
10 colaboradores terceirizados que atuam nos setores de vigilância,
limpeza e copa. São pessoas treinadas e inteiradas da missão
da Companhia de bem atender a todos que a procuram.
Se não existisse a COHAB-LD, a população
de baixa renda não teria outra entidade ou instituição
que a atendesse e entendesse seus anseios e necessidades. Por
esta razão os funcionários efetivos desta Cia. se
preocupam com informações referentes ao fechamento
desta empresa ou mesmo sua transformação em secretaria
ou agência.
REIVINDICAÇÕES:
Os trabalhadores que garantem a vida, o crescimento e o bom atendimento
da COHAB-LD reivindicam dos candidatos a prefeito de Londrina:
1. O COMPROMISSO DA MANUTENÇÃO
ATIVA DESTA COMPANHIA – COHAB-LD, notadamente pelo relevante
papel social desempenhado pela empresa ao longo dos últimos
43 anos.
2. A REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO
para recomposição do quadro de pessoal, pois atualmente
a Cia. conta com um grande número de estagiários,
os quais cumprem funções similares as previstas
à serem cumpridas por funcionários de carreira.
3. Que os futuros estagiários da COHAB-LD
sejam selecionados através de testes públicos iniciados
através de ampla divulgação e que a convocação
dos aprovados respeite a ordem de classificação
dos participantes.
4. TERCEIRIZAÇÃO: que não
haja terceirização dos serviços prestados
atualmente.
5. QUADRO DE FUNCIONÁRIOS: que o próximo
presidente quando da composição da nova diretoria,
valorize e aproveite o quadro de pessoal atuante nesta Cia.
6. INSTITUIÇÃO BANCÁRIA:
após mais de sete anos prestando atendimento nas dependências
da COHAB-LD, a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL irá retirar
no próximo dia 29/08/2008 o Posto Avançado que mantém
no local. Diante disso, os funcionários solicitam que o
próximo presidente da Cia. realize processo licitatório
ou similar para a instalação de outra instituição
bancária no local.
7. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA
CIA.: para que a democracia se instale de vez na COHAB-LD, o quadro
de funcionários efetivos da empresa reivindica que a partir
de 2009, além do direito a voz no Conselho de Administração
da Cia., DIREITO A VOTO.
8. Colocar em funcionamento o já criado
Conselho Municipal da Cidade, eleito na Conferência Municipal
das Cidades
DÉFICIT:
Terceira maior cidade do Sul do Brasil, muito em função
do trabalho executado pela COHAB-LD, Londrina precisa desta instituição
para atender milhares de famílias que ainda não
concretizaram o sonho da casa própria. Atualmente Londrina
tem um déficit habitacional em torno de 9.000 moradias.
Esse déficit total é composto de 5.000 famílias
que têm renda de até 3 salários mínimos
e que somente através da Cia. conseguirão concretizar
o sonho da casa própria. A esse contingente devem ser somadas
as cerca de 4.000 famílias que residem em habitações
inadequadas – favelas, fundos de vale e outras.
Só estes números, que não deverão
permanecer estáticos nos próximos anos, justificariam
a existência da COHAB-LD e a melhoria nas condições
de trabalho e democratização de sua estrutura interna.
É isso que os funcionários desta querida COHAB LONDRINA
esperam do futuro Prefeito de Londrina, cidade que amamos e respeitamos.
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Programa:
24 de agosto de 2008 |
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Mais
uma conquista às trabalhadoras do Brasil |
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O
senado federal aprovou na ultima quarta feira projeto de lei do
senado federal de 2005, de autoria da senadora Patrícia Sabóia
Gomes, que cria o Programa Empresa Cidadã, que deve ir a
sansão do Presidente Lula por estes dias.
Basicamente, o projeto garante
a empregada da empresa, que aderir ao programa, prorrogação
da licença maternidade mediante a concessão de incentivo
fiscal, por 60 dias a duração da licença
maternidade prevista no artigo 7 inciso XVIII da Constituição
Federal.
Para que isto aconteça, à empregada tem que requerer
até o final do primeiro mês, após o parto
e deverá ser concedida até o final do da licença
maternidade.
Durante o período de prorrogação
da licença-maternidade, a empregada terá direito
à sua remuneração integral, nos mesmos moldes
devidos no período de percepção do salário-maternidade
pago pelo regime geral de previdência social.
No período de prorrogação
da licença-maternidade de que trata a Lei, a empregada
não poderá exercer qualquer atividade remunerada
e a criança não poderá ser mantida em creche
ou organização similar.
Se a empregada não cumprir
o previsto na lei, esta perderá o direito à prorrogação.
As empresas que voluntariamente
aderir ao Programa Empresa Cidadã, terá direito,
enquanto perdurar a adesão, à dedução
integral, no cálculo do imposto de renda da pessoa jurídica,
do valor correspondente à remuneração integral
da empregada nos sessenta dias de prorrogação de
sua licença-maternidade;
O Governo Federal, fará
estimativa do montante da renúncia fiscal decorrente do
disposto na Lei e fará as compensações as
empresas.
O
Sintracom Londrina, esta vigilante e encaminhará telegrama
ao Presidente Lula pedindo que a lei, seja sancionada sem vetos,
pois esta lei trará mais uma grande conquista para as trabalhadoras
do Brasil. Palavra do presidente.
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Programa:
17 de agosto de 2008 |
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Carta
de Brasília |
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Os
trabalhadores da construção e do mobiliário
de todo o Brasil, reunidos no XVº Congresso Nacional do DEPACOM
(Departamento Profissional da Construção e do Mobiliário
da CNTI), nos dias 13, 14 e 15 de agosto, em Brasília (DF)
e no CTE-CNTI (Luziânia-GO), analisaram as principais questões
de interesse do movimento sindical e dos trabalhadores brasileiros,
especialmente os da construção e do mobiliário,
que desempenham papel estratégico no desenvolvimento do
país, e aprovaram as seguintes resoluções,
que se expressam através desta CARTA DE BRASÍLIA:
1
– Estrutura Sindical
-
Reafirmação dos princípios da unicidade sindical,
do sistema confederativo e do custeio compulsório.
- Defesa da retirada do Congresso Nacional da PEC 369/2005, uma
ameaça à estrutura sindical vigente
- Reedição imediata da Portaria 186/08, do Ministério
do Trabalho e Emprego, principalmente no tocante à pulverização
das entidades de nível superior (federações
e confederações).
- Mobilização pela revogação imediata
da Súmula 666 do STF e do Precedente Normativo 119 do TST,
instrumentos utilizados pelo Ministério Público
do Trabalho para comprometer o custeio e o funcionamento das entidades
sindicais em geral.
- Intensificação da campanha nacional de apoio ao
PLS 248/06, do senador Paulo Paim (PT-RS), para regulamentar a
contribuição negocial, de forma compulsória
e universal.
- Campanha de apoio ao PLS 177/07, do senador Paulo Paim, para
assegurar a estabilidade dos dirigentes sindicais, incluindo membros
dos conselhos fiscais, delegados e suplentes.
2
– Legislação Trabalhista e Previdenciária
-
Apoio irrestrito à campanha pela redução
da Jornada de Trabalho para 8 horas diárias e 40 semanais,
sem redução de salário, com a aprovação
de PEC no Congresso Nacional e nova legislação nesse
sentido.
- Defesa da ratificação imediata pelo Congresso
Nacional da Convenção 158 da OIT, instrumento vital
de combate às demissões arbitrárias e imotivadas.
- Luta pela aprovação de legislação
de combate às cooperativas fraudulentas de trabalho e pela
regulamentação das terceirizações,
especialmente nas atividades fins das empresas.
- Campanha pelo fim do banco de horas, nocivo aos trabalhadores
e à geração de mais empregos.
- Intensificação de campanha pelo registro do Contrato
na Carteira de Trabalho, com a sua efetiva fiscalização.
- Apoio à aprovação de legislação
para o fortalecimento das Convenções Coletivas de
Trabalho com a inclusão do princípio da ultratividade.
- Luta pelo fortalecimento da Previdência Pública
e Social e contra sua privatização.
- Apoio à aprovação do PLS 296/03, que extingue
o famigerado Fator Previdenciário, e defesa do reajuste
diferenciado das aposentadorias e pensões acima do salário
mínimo.
- Luta contra qualquer tipo de discriminação da
mulher no mercado de trabalho, principalmente à questão
trabalho igual, salário igual; apoio à sanção
presidencial do PL que amplia para seis meses a licença-maternidade
e desenvolvimento de campanhas contra o assédio moral às
mulheres nos locais de trabalho. O DEPACOM providenciará
a unificação da data base nas convenções
coletivas do 3º grupo da CNTI.
3
– Condições e Meio Ambiente de Trabalho
-
Defesa do meio ambiente e da melhoria da qualidade de vida da
população, bem como de uma política energética
alternativa e da Amazônia como patrimônio inalienável
do Brasil.
- Intensificação das campanhas pela efetiva implementação
da NR 18 nos locais de trabalho e da política de integração
da CPN com as CPRs.
- Luta pela ampliação de campanhas educativas, junto
ao governo e empresas, para a efetiva redução dos
acidentes de trabalho e das doenças profissionais e a intensificação
da fiscalização do trabalho.
- Defesa dos direitos trabalhistas e condições dignas
de trabalho em áreas específicas, principalmente
quanto à segurança e saúde do trabalhador.
- Intensificação das campanhas nos locais de trabalho
contra as drogas, o fumo e o álcool.
4
– Formação Profissional e Alfabetização
-
Defesa da ampliação dos programas governamentais
de qualificação e re-qualificação
profissional nos setores da construção e do mobiliário,
bem como dos serviços oferecidos por entidades como o SENAI.
- Intensificação das campanhas contra o analfabetismo,
principalmente nos locais de trabalho.
- O DEPACOM estimulará os sindicatos a apresentarem propostas
de projetos e mediará junto aos meios competentes a liberação
do numerário necessário.
Brasília,
Agosto de 2008
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Programa:
10 de agosto de 2008 |
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Imagem
do Pai |
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Existe
um homem que se esforça no cumprimento do dever para dar
bom exemplo ...
Que fica humilde, quando poderia exaltar ...
Que chora a distancia, a fim de não ser observado ...
Que, com o coração dilacerado, se embrutece para
se impor como juiz inflexível ...
Que apenas fisicamente passa o dia distante, na luta por um futuro
melhor ...
Que, ao fim da jornada, avidamente regressa ao lar para levar
muito carinho, e, às vezes, receber tão pouco ...
Que está sempre pronto para oferecer uma palavra de ânimo
ou mostrar, através do exemplo, uma atitude que possa ser
imitada...
Que, muitas vezes, passa noites mal dormidas, decifrando os segredos
da vida para transmitir ensinamentos ...
Que, mesmo cansado, ainda consegue energias para distribuir confiança...
Que vibra, se emociona e se orgulha pelo feito daqueles que tanto
ama ...
Esse homem, geralmente, se agiganta e passa a ter um valor sem
igual quando deixa de existir para sempre ...
Nunca perca, pois, a oportunidade de devotar muito carinho e amizade
àquele que é seu melhor amigo:
SEU PAI.
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Programa:
03 de agosto de 2008 |
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Levando
esperança e cidadania aos trabalhadores |
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Introdução
Ao se reeleger para mais um mandato
com a chapa denominada Construindo o Cidadão, nossa
obra mais importante, a atual diretoria do Sintracom-Londrina,
na verdade, quis enfatizar que Construção é
a palavra de ordem para quem deseja fazer a sua parte na melhoria
daquilo que acredita ser vital na vida das pessoas, ou seja, o
bem-estar das famílias e dos amigos dos Trabalhadores nas
Indústrias da Construção e do Mobiliário.
O Sintracom-Londrina, como determina seu Estatuto, trabalha para
garantir a qualidade de vida das categorias profissionais que
representa, isto é, defende os salários e as condições
de saúde e segurança dos Trabalhadores da Construção
Civil, Madeira e Mobiliário, Montagem Industrial, Pintura,
Instalações Elétricas, Mármore e Granito,
Artefatos de Cimento, Olaria e Cerâmica.
Entretanto, a diretoria do Sindicato entende que a Construção
de uma sociedade mais justa implica em um trabalho que extrapole
as questões salariais e de condições de trabalho.
No caso específico do Sintracom-Londrina, por exemplo,
existe uma agenda de comemorações e realizações
sendo seguida há anos - Dia Internacional da Mulher, Festa
Julina, Dia das Crianças, Dia do Aposentado, Dia do Trabalho
e campeonatos de futebol suíço, Mês de Saúde
e Segurança entre outras atividades.
Compartilhar experiências e, de alguma forma, auxiliar as
comunidades carentes de Londrina foi o que motivou o Sindicato
a realizar nos anos de 2004, 2005 e 2006 e 2007 em parceria com
outras entidades e instituições, o Dia de
Ação Social – um na Região
Sul e três na Região Norte da cidade.
Esta experiência acumulada na realização dos
eventos citados, serviu para que a Câmara Brasileira da
Industria da Construção, adotasse no encontro nacional
da industria da construção este modelo e criasse
o Dia Nacional da Construção Social, evento que
é realizado em 13 capitais de estados que aderiram ao projeto
(Maranhão, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Alagoas,
Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito
Santo, Goiás, Distrito Federal e no Paraná, único
estado em que se realiza em duas cidades, Curitiba e em Londrina,
onde nasceu a iniciativa do dia de ação social).
Este ano, todos realizaram suas
atividades simultâneas no dia 02 de agosto de 2008 nas áreas
de saúde, lazer e cidadania.
Objetivo
O nosso objetivo é levar informação e atendimento
às comunidades carentes de Londrina.
Agindo
dessa forma, ou seja, oferecendo serviços e informações,
a diretoria do Sintracom-Londrina acredita estar contribuindo
para a conquista da Cidadania. O corte gratuito de cabelo, mais
o lazer oferecido às crianças de tais comunidades
significa, para muitos adultos e crianças, uma oportunidade
única de cuidar da aparência e se divertir com segurança.
O consumo racional da água, pura ou tratada, é mais
um dos objetivos a serem alcançados.
Da mesma forma, as informações sobre formas de prevenção
de acidentes e o uso responsável da energia elétrica
faz parte do rol de preocupações da diretoria do
Sindicato.
Dessa forma e cientes de seus direitos e deveres de Cidadãos,
os moradores das comunidades (João Turquino, Maracanã,
Panissa e Jardim Olímpico) estarão aptos a reivindicar
de forma eficiente o cumprimento da legislação,
primeiro passo para a conquista da Cidadania. Mais do que isso,
resulta numa aliança da “Família” Sintracom-Londrina
com os habitantes da periferia da cidade.
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Programa:
27 de julho de 2008 |
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Dia
Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho |
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No
dia 27 de julho de 1972, na fase mais violenta da ditadura militar
que usurpou a democracia brasileira por mais de 20 anos, o então
Ministro do Trabalho, Júlio Barata, assinou as portarias
que regulamentam as profissões de Técnico de Segurança
e Medicina do Trabalho.
Por isso, o dia 27 de julho foi oficializado como o Dia Nacional
de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Porém,
não fique o ouvinte pensando que esse foi um ato da ditadura
que mereça aplausos, pois o Brasil sofria pressões
internas e externas para enfrentar o problema.
Para se ter uma idéia daquele momento, basta dizer que
o Banco Mundial ameaçou o governo brasileiro de suspender
empréstimos, caso não fosse tomada uma atitude que
preservasse a integridade física e a vida do trabalhador.
Bem, foram regulamentadas as profissões de técnicos
em segurança e medicina do trabalho, mas o trabalhador
brasileiro continuou se acidentando, ficando incapacitado para
o trabalho e, em muitos casos, perdendo a vida.
Tanto é verdade que, no final da década de 1980,
quando formamos uma oposição à então
diretoria do Sintracom-Londrina, nossa bandeira de luta foi a
defesa da saúde e da vida do trabalhador da Construção
e do Mobiliário de Londrina e Região.
Naquela época, havia mês em que morriam de dois a
três trabalhadores da construção em acidentes
de trabalho. Os canteiros de obras eram inseguros, equipamentos
de proteção coletiva e individual não eram
fornecidos e as máquinas eram totalmente inseguras.
A bem da verdade, o problema começou a ser resolvido apenas
em 1995, ou seja, 23 anos depois da criação do Dia
Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho.
Em 1995, como lembramos há poucos dias, foi implantada
a Norma Regulamentadora 18, a NR-18.
Somente com a implantação da NR-18, que trata do
ambiente de trabalho e da segurança do trabalhador é
que o acidente passou a ser exceção e deixou de
ser a regra. Só com a NR-18 o trabalhador da construção
passou a ser respeitado.
A diretoria do Sintracom-Londrina se orgulha de ter participado
da implantação da NR-18. Da mesma forma, se sente
recompensada em saber que, agora, o trabalhador sai de casa de
manhã para ir pro serviço e volta inteiro no final
da tarde.
Depois de muita luta, conseguimos ficar até cinco anos
sem que houvesse morte por acidente de trabalho na construção.
Por isso, não relaxamos nunca. Para nós, a vida
do trabalhador é o bem mais importante a ser preservado
e disso não abrimos mão.
Por isso, todos os dias o Marceneiro Luiz de Mello, o Luizinho,
junto com o Pedreiro José Paião, mais o trabalhador
da construção Valdir de Oliveira e o Guincheiro
Antônio Lino do Nascimento, o Índio, visitam obras
de Londrina e Região e checam as condições
de trabalho.
Essa é a missão do sindicalista da construção.
Mais do isso, a defesa da saúde e da vida do trabalhador,
é compromisso que temos com os mais de quatro mil construtores
das cidades que representamos. Nunca vamos deixar de honrar nossa
missão e nosso compromisso.
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Programa:
20 de julho de 2008 |
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Aumento
real de salários na Construção |
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As
diretorias do Sintracom-Londrina e da Fetraconspar fecharam, no
dia 15 último, o reajuste salarial de mais de quatro mil
trabalhadores nas Indústrias da Construção
Civil e do Mobiliário de Londrina e mais 33 cidades representadas
pelo Sindicato.
Com o reajuste de quase 10% sobre os salários, o trabalhador
da construção garantiu o maior piso salarial do
setor no Paraná. Assim, o servente que trabalha em Londrina
e Região passou a receber, a partir do dia 1º de junho
último, R$ 712 reais e 20 centavos por mês.
Ele recebe R$ 497 reais e 20 centavos de salário e uma
vale-compras de R$ 215, que chegou a esse valor com um reajuste
de 10,83%. Só para ter uma idéia do vale-compras,
basta dizer que o trabalhador de Curitiba, a capital do Paraná,
recebe R$ 105.00.
Essas conquistas foram possíveis porque negociávamos
com a certeza de conquistar um reajuste melhor para o trabalhador
da Construção de Londrina e Região. Pra conquistar
o reajuste salarial com aumento real 50% acima da inflação,
foi preciso muita paciência na mesa de negociação.
Quando a gente fala em aumento real de 3% sobre o salário,
tem algumas pessoas, bem poucas, que acham esse índice
baixo. Elas não consideram que teve categoria profissional
que não conseguiu de reajuste nem o INPC integral, que
fechou em maio em 6,64%.
Quando iniciamos a negociação, nossa primeira meta
era garantir a reposição integral da inflação,
ou seja, os 6,64%. Embora muito trabalhador ache que a reposição
da inflação é automática, isso não
é verdade.
Depois que garantimos esse índice, fomos em busca de justiça
salarial. Fomos para a mesa de negociação com o
sindicato patronal e argumentamos que a indústria paranaense
só tem crescido nos últimos anos e isso não
está chegando no salário do trabalhador.
Ainda não foi dessa vez que conseguimos conquistar tudo
aquilo que acreditamos que o trabalhador da construção
merece. Mas não temos dúvidas que o aumento real
de 3% que conseguimos acrescentar no salário de mais de
quatro mil trabalhadores farão diferença no final
do mês.
Esse aumento real significa mais comida na mesa, roupa, remédio,
escola, moradia e diversão. Esse é o mínimo
que merece todo cidadão brasileiro trabalhador, como está
escrito na Constituição Cidadã. É
essa cidadania que tentamos construir no dia-a-dia.
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Programa:
13 de julho de 2008 |
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Doe
órgãos e salve vidas! |
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No
dia-a-dia sindical, negociamos maiores salários e melhores
condições de trabalho. Em outras palavras, lutamos
pela vida do trabalhador da construção e do mobiliário.
Quando deflagramos uma campanha salarial, reivindicamos reajustes
salariais que permitam ao trabalhador garantir moradia, alimentação,
escola, saúde, educação e lazer para si e
seus familiares.
Ao mesmo tempo, cuidamos para que o trabalhador tenha à
disposição, de forma gratuita, os equipamentos de
proteção individuais necessários à
tarefa que executa.
Qualquer que seja a nossa luta, ela se refere, fundamentalmente,
ao respeito à vida e à dignidade do trabalhador
e seus familiares. Pra nós, do Sintracom-Londrina, a vida
não tem preço.
Por isso, hoje, resolvemos discutir a questão da doação
de órgãos. Infelizmente, ainda é grande o
número de pessoas que se negam a doar seus órgãos
e impedem outros de continuarem vivendo.
Em 1997, foi criada uma lei que garantia ao doador o direito de
manifestar seu desejo gravando em seus documentos que seus órgãos
podiam ser transplantados em caso de morte.
No ano de 2000 essa lei foi revogada. Nesse caso, voltou a valer
a autorização dos familiares para que os órgãos
de algum ente querido sejam doados para transplantes.
Então, amigo e amiga ouvinte do programa Sua Vez, Sua Voz.
Se você quer se tornar um doador de órgãos
e salvar vidas, converse com sua família e manifeste seu
desejo.
É preciso que nos mobilizemos para garantir que, depois
de morto, o cidadão tenha o direito de tentar salvar outras
vidas. O momento da perda de um ente querido é um momento
de dor para a família.
Por isso, se o seu desejo não for do conhecimento de toda
sua família, de repente, o coração que poderia
garantir outra vida será simplesmente sepultado.
Pense nisso. Pense nas vidas que seu gesto de solidariedade e
fraternidade poderá salvar. Junte-se a nós nessa
cruzada em favor da vida.
Construir a cidadania é a obra que a diretoria do Sintracom-Londrina
considera a mais importante. Doar-se para que seu semelhante viva,
além de um ato divino é, também, um ato de
cidadania.
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Programa:
29 de junho de 2008 |
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A
hora e a vez do voto |
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O
estudante Anderson Cândido de Sales, morador do Conjunto
União da Vitória, pai da Dhiovana e recluso na Casa
de Detenção e Ressocialização, apesar
de estar cumprindo pena, interessa-se por tudo que acontece do
ladode fora dos muros do presídio.
Não por acaso, ele foi o vencedor do 2º Concurso de
Redação do Sintracom-Londrina. Anderson escreveu
sobre Democracia, o voto que muda a vida da gente. A mudança
em nossas mãos foi o título que ele deu ao texto
que redigiu.
Na redação Anderson discorreu sobre o pós-voto,
ou seja, o que o eleitor deve fazer depois que passam as eleições.
O estudante lembrou que não basta selecionar bem o candidato
que vai receber nosso voto, é preciso, também, acompanhar
o desempenho dele se for eleito.
Caso o eleito não cumpra fielmente o que prometeu, pode
até ser afastado como aconteceu com o ex-presidente Fernando
Collor de Mello e com o ex-prefeito Antonio Belinati. Esse é
o verdadeiro exercício da cidadania.
Primeiro, valorizar o voto e não troca-lo por favores ou
promessas de benefícios futuros. Por exemplo: se o candidato
a prefeito diz que vai perdoar o seu IPTU, tome cuidado. Esse
dinheiro não pertence a ele, mas a todos os contribuintes,
inclusive você.
Segundo, se depois de eleito ele se envolver em algum esquema
de corrupção, como superfaturamento de obras ou
cobrança de propinas, não tenha dúvidas e
peça a cabeça daquele que você ajudou a eleger.
É seu direito enquanto cidadão.
Fazemos essas considerações porque neste final de
semana será dada, oficialmente, a largada nas eleições
que decidirão quem será o administrador de Londrina
de 2009 a 2012. Esse assunto, diz respeito a todos os mais de
500 mil londrinenses.
Por isso, nessas eleições, não pense em resolver
o seu problema pessoal. Pense, sim, no poder que o seu voto tem
de interferir na vida de milhares de pessoas. Essa interferência
pode ser boa ou má. Sua escolha, portanto, não diz
respeito apenas a você.
Quando decidimos fazer sacrifícios pessoais, coletivos
e financeiros para colocar no ar o programa Sua Vez, Sua Voz,
o Jornal Falado do Sintracom-Londrina, pretendemos colaborar no
processo de esclarecimento do trabalhador.
Desde o mês de outubro de 2006 temos colocado no ar todo
tipo de informação que seja útil para o trabalhador
não se deixar enganar por falsas promessas. Acreditamos
na informação como ferramenta fundamental na Construção
da Cidadania, nossa obra mais importante.
Então, companheiro trabalhador da construção,
pintura, instalação elétrica, mobiliário,
madeira, olaria e cerâmica, mármore e granito, artefatos
de cimento, montagem industrial e gesso, neste ano vamos pensar
juntos o que é melhor para Londrina.
Mas vamos pensar Londrina como um todo. Desde o Centro da Cidade
até a mais distante periferia. Não vamos fazer propagando
eleitoral para ninguém. Vamos apenas discutir aquilo que
achamos que nossa cidade precisa e merece para tratar bem todos
seus mais de 500 mil filhos.
Mais do que um convite à reflexão, a palavra do
presidente de hoje é um chamamento geral à ação
em favor de Londrina. Nossa cidade merece ser tratada com amor
e respeito, pois precisa de pouco para ser ainda melhor para vivermos
e criarmos nossos filhos.
Como dirigente sindical viajo por todo o Paraná e, também,
para outros estados brasileiros. Em todo lugar ouço gente
elogiando Londrina. Sua gente, sua hospitalidade e sua alegria.
Na verdade, nós que sabemos o potencial da cidade é
que, às vezes, a vemos de forma diferente.
Nós, da diretoria do Sintracom-Londrina, que temos o orgulho
de participar, todos os dias, da construção de Londrina
desde que a primeira peroba-rosa foi derrubada para que a cidade
brotasse no meio da mata, queríamos que ela estivesse mais
bem tratada.
Por isso, convocamos os milhares de ouvintes da rádio Brasil
Sul a participar do debate sobre o que Londrina precisa para realizar
o ideal de cidade boa para se viver, como imaginaram os pioneiros
que começaram a chegar por aqui no ano de 1929.
Vamos juntos que a caminhada será mais leve. No caminho
a gente vai conversando. Trocando idéias. Imaginando coisas
que podem ser feitas para Londrina ser, de fato, a cidade que
amamos. Sem corrupção. Sem prefeitura e câmara
de vereadores nas páginas policiais.
Este é o desejo da diretoria do Sintracom-Londrina, que
faz parte de uma família de mais de cinco mil trabalhadores
que, somados aos seus cônjuges, filhos e netos, passa de
20 mil membros. É por eles que desejamos tudo de bom para
Londrina. E você, vai nessa com gente?
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Programa:
22 de junho de 2008 |
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É
tempo de recuperar os anéis e, de quebra, valorizar os dedos |
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Em
Campanhas Salariais anteriores, com o setor da construção
em baixa, tivemos que fazer algumas concessões para preservarmos
os empregos de quem estava no mercado.
Naqueles momentos, garantir a reposição integral
da inflação podia ser considerado um bom negócio.
Por isso, ninguém falava em aumento real com firmeza nas
negociações.
Agora, com o mercado aquecido, com centenas de obras sendo iniciadas,
principalmente nas cidades maiores, acreditamos ter chegado a
hora de cobrarmos essa dívida.
Se no tempo das vacas magras o trabalhador se sacrificou para
continuar empregado, é preciso que as empresas reconheçam
esse esforço e façam justiça nesse bom momento
da construção.
Fazer justiça significa negociar aumento real baseado no
crescimento industrial do Paraná. Em outras palavras, significar
devolver os anéis entregues no passado para salvar os dedos.
Mais do que isso, fazer justiça significa valorizar os
dedos, isto é, os salários dos trabalhadores da
Construção. Por isso, a reivindicação
do aumento real está posta na mesa de negociação.
Quando os patrões alegaram, com razão, que não
podiam ir além da reposição integral da inflação
por causa do momento difícil que atravessava a construção,
o trabalhador colaborou.
Só que agora as empresas têm tantas obras pra tocar
que está até faltando mão-de-obra no mercado.
Muita gente que tinha mudado de profissão está voltando
à ativa.
Já que os patrões gostam tanto de citar a lei da
oferta e da procura, quanto justificam aumento de preços,
por que não aplicar essa lei nos salários dos trabalhadores?
Pra quem não sabe, essa lei funciona mais ou menos assim:
se a produção é abundante, o preço
do produto cai porque tem muita oferta. Em caso contrário,
o preço sobe.
Nesse momento, por exemplo, com menos mão-de-obra do que
o mercado precisa, não seria o caso dos patrões
da construção civil aplicarem a lei da oferta e
da procura?
É com esse espírito que temos ido pras rodadas de
negociação. No que depender da diretoria do Sintracom-Londrina
e da Fetraconspar, o aumento real dos salários na construção
será conquistado.
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Programa:
15 de junho de 2008 |
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Sindicato
também distribui renda |
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A
revolução industrial iniciada há quase 250
anos, em 1760, quando um inglês conseguiu fazer girar as
máquinas com a energia gerada pelo vapor, foi o fato que
mudou radicalmente as relações de trabalho.
Com as máquinas, surgiram as fábricas e, por conseqüência,
a figura do empregado assalariado. Nesse tempo, as negociações
eram realizadas diretamente entre patrões e empregados.
Depois, as fábricas começaram a crescer e criar
filiais. Aumentou o número de empregados e, também,
as dificuldades em negociar, pois as unidades fabris ficavam em
vários locais, em cidades diferentes.
Assim, 60 anos após o início da Revolução
Industrial, surgiram na Inglaterra os primeiros sindicatos, com
o objetivo de negociar os conflitos decorrentes das relações
de trabalho entre patrões e empregados.
No Brasil, a idéia do sindicato chegou no saco de viagem
dos imigrantes que começaram a desembarcar em nosso país
após o fim da escravidão em 1888, ou seja, 120 anos
atrás.
De lá para cá, o Brasil se transformou. Deixou de
ser um país exclusivamente agrário, o que tirou
o trabalhador do campo e o trouxe para a cidade. Ele veio em busca
de trabalho nas fábricas.
Como aconteceu em todo o mundo, a industrialização
ainda em curso no Brasil trouxe consigo uma série de problemas,
como baixos salários e péssimas condições
de trabalho.
Nesse contexto, a ação dos sindicatos tem sido,
talvez, a única mão estendida em direção
ao trabalhador. Pelo simples fato de que são trabalhadores
representando os interesses de outros trabalhadores.
Nesse momento, por exemplo, os trabalhadores das indústrias
do mobiliário de Londrina, Cambe, Tamarana e Prado Ferreira
comemoram um reajuste salarial de quase 8,70% sobre o piso salarial.
Esse índice significa a reposição de 5,90%
da inflação acumulada entre 1de maio de 2007 e 30
de abril desse ano, mais 2,64% de aumento real.
Isso significa que esses trabalhadores, em função
das negociações conduzidas pelo Sintracom-Londrina
e pela Fetraconspar, tiveram seus salários elevados acima
da inflação. Tiveram ganho real.
Enquanto isto, grande parte das categorias profissionais que negociam
o reajuste salarial na data-base 1 de maio, no máximo,
conseguiram como reajuste apenas a inflação acumulada.
Visto dessa forma, não seria exagero afirmar que o Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário de Londrina é, também, um
agente de distribuição de renda.
Por isto, acreditamos ter cumprido o ideal dos criadores dos sindicatos,
ou seja, melhorar a vida do trabalhador e de sua família.
Com um salário maior, eles têm uma vida melhor.
Mas não é só isso. Em nosso trabalho cotidiano,
constatamos todo tipo de desrespeito às leis que defendem
os direitos dos trabalhadores. Nesse caso, fazemos com que a lei
seja cumprida.
É o caso, por exemplo, da Convenção Coletiva
de Trabalho que determinou reajuste e aumento real dos salários
dos trabalhadores do Mobiliário. Vamos fiscalizar e fazer
com que seja cumprida.
Esse é o trabalho do Sindicalista. Assim como na guerra,
não podemos dar trégua um dia que seja, pois o mau
patrão fica apenas esperando uma brecha pra burlar a lei.
É assim que age a diretoria do Sintracom-Londrina. Estamos
vigilantes e sempre prontos a defender os salários e as
condições de trabalho dos trabalhadores que representamos.
No dia-a-dia cuidamos para que a lei seja cumprida. Nas data-bases
lutamos para conquistar salários dignos e condições
humanas de trabalho. Esse é o nosso compromisso. É
a nossa missão.
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Programa:
08 de junho de 2008 |
|
A
mudança em nossas mãos |
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Nossas
vidas podem ser transformadas com um simples, mas responsável,
voto. A democracia, como nós conhecemos, dá-nos
a oportunidade de tratar assuntos, dos mais complexos aos mais
rotineiros, de nosso cotidiano. O poder coletivo é uma
arma nas mãos da população, pela pressão
popular rompe-se barreira até então instransponíveis.
Na
década de noventa, vimos a maior demonstração
da força que tem o povo com a destituição
de um mandatário do mais alto cargo do poder executivo
nacional.
Outra
grande conquista do poder coletivo que temos, foi a derrubada
da CPMF, tão fervorosamente discutida por anos a fio.
Londrina,
por sua vez, escreveu uma página importante da história
da democracia em nosso país quando cassou seu prefeito
e deu um basta à corrupção pela qual passava
a administração do município. Foi o clamor
do povo, mais uma vez, sendo ouvido.
Embora
tenha passado por muitas modificações desde sua
criação, na Atenas do século V a.C., a democracia
mostrou-se ainda ser a melhor maneira de uma nação
conduzir seus passos. Como disse Benjamin Constant “...
é o direito, para cada um, influir sobre a administração
do governo.”
Exerça-a
com sabedoria e cobre de quem você coloca no poder. O pior
analfabeto é o analfabeto político, pois ele pensa
que nada poderá fazer para mudar o que aí está.
A história já provou ser bem diferente.
Autor: Anderson Cândido Sales
Escola: CEEBJA Professor Manoel Machado
Classificação: 1º Lugar no Concurso de Redação
DO SINTRACOM Londrina (clique
aqui e obtenha melhores informações)
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Programa:
11 de maio de 2008 |
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Brasil,
país afro-descendente |
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Houve
um tempo, 200 milhões de anos atrás, em que a costa
brasileira era unida com a costa atlântica da África
e ambas faziam parte do continente único existente na Terra
e denominado Pangéia.
Com as movimentações ocorridas no passado, o continente
americano e outros se desgarraram daquele bloco e o que no futuro
seria o Brasil se separou do continente africano e surgiu o Oceano
Atlântico entre ambos.
Isso tudo aconteceu de forma natural, muito antes de tais continentes
receberem os nomes atuais. Depois, com a descoberta do Brasil
pelos portugueses, os africanos foram trazidos para cá
para servirem como escravos dos senhores da terra.
Durante pouco mais de 300 anos, os negros sofreram todo tipo de
humilhação e trabalharam, de sol a sol, na construção
do Brasil colonial e no período do império brasileiro.
Há 120 anos, finalmente, essa vergonha brasileira foi abolida.
O negro ganhou a liberdade, mas nunca recebeu a devida indenização
pelo trabalho realizado e pelas torturas sofridas.
Agora, antes que o ano de 2008 chegue ao fim, o Brasil será
um país metade branco e metade negro. Quando 2010 chegar,
ou seja, daqui a apenas dois anos, a população negra
será a maioria no país.
Quem nos passa essa informação é o IPEA –
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Órgão
que faz pesquisa para o Governo com o objetivo de subsidiar as
ações governamentais.
Outro dado importante indicado pelo IPEA, é que precisarão
passar pelo menos mais 32 anos até que a desigualdade econômica
verificada entre brancos e negros seja superada.
Isso, claro, se forem mantidos os atuais programas de governo
que visam a inclusão social. O problema, nesse caso, é
que existem programas como o bolsa-escola que estão chegando
ao seu limite.
Por isso, nesse momento em que o Brasil torna-se, de fato, um
país afro-descendente, é preciso que todos nos unamos
na luta em favor de justiça social para com nossos irmãos
negros, mulatos, pardos e outros que têm a raiz ancestral
africana.
Na Construção Civil, por exemplo, são 57,9%
de negros atuando no setor. Esse contingente só é
maior na agricultura com 60,3% e nos trabalhos domésticos
com 59,1% de afro-brasileiros.
Olhando esses números dá para perceber que pouca
coisa mudou desde que a escravidão foi abolida em 1888.
Os negros continuam cozinhando, lavando e passando, cuidando da
terra e construindo para os brancos.
Para piorar o quadro, o IPEA informa que 55,4% dos negros brasileiros
trabalham sem registro na carteira. Precisamos mudar esse quadro.
Essa luta, também diz respeito ao Sintracom-Londrina.
Por isso, nesse domingo, reafirmamos nosso compromisso de lutar,
todos os dias, chova ou faça sol, para corrigir essa secular
injustiça que é cometida, cotidianamente, contra
nossos irmãos negros.
Esse é o compromisso da diretoria do Sintracom-Londrina.
Um Sindicato também afro-brasileiro, já que a maioria
dos trabalhadores do setor é negra. Pelos negros e com
os negros vamos lutar pela igualdade racial no Brasil, país
afro-descendente!
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Programa:
04 de maio de 2008 |
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Sonho
que se sonha junto é real! |
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Pois
é, prezado ouvinte que nos honra com sua audiência,
um ano se passou desde que, pela primeira vez, no dia 29 de abril
do ano passado, entramos em sua casa, seu local de trabalho, estudo
ou lazer, e colocamos no ar o Programa Sua Vez, Sua Voz.
Esse esforço financeiro e humano de produzir um programa
que dá vez e voz à classe trabalhadora, é
a forma que a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Construção
e do Mobiliário de Londrina e Região encontrou para
ajudar na conquista da cidadania.
Nossa missão é lutar todos os dias para melhorar
os salários e as condições de trabalho dos
mais de cinco mil trabalhadores das 34 cidades representadas pelo
Sintracom-Londrina. São homens e mulheres que dão
duro o ano inteiro e merecem todo o respeito.
É a eles e aos milhares de trabalhadores de todas as categorias
que ouvem a rádio Brasil Sul que dedicamos o programa Sua
Vez, Sua Voz – o Jornal Falado do Sintracom-Londrina. A
vez e a voz do trabalhador em geral e não só o da
construção e do mobiliário.
Acalentamos o sonho de um dia não mais existir desigualdades
sociais. Gente morando na rua. Gente morrendo de fome, de frio
e de abandono. Sonhamos com o dia em que o trabalhador terá
seus direitos respeitados sem precisar recorrer à Justiça.
Esse é o sonho da diretoria do Sintracom-Londrina e, por
isso, criamos o Programa Sua Vez, Sua Voz. Acreditamos que a informação
é o capital mais valioso, principalmente nesse tempo em
que vivemos. Por isso tentamos levar informação
ao trabalhador.
Com esse objetivo, ao longo das últimas 52 semanas conversamos
com o secretário estadual da saúde Gilberto Martin,
o juiz do trabalho Reginaldo Melhado, o presidente estadual da
Ordem dos Advogados do Brasil Alberto de Paula Machado e vários
promotores de justiça.
Da mesma forma, convidamos e recebemos a visita de secretários
municipais, lideranças sindicais e populares. Professores,
músicos, trabalhadores em geral e estudantes. Com todos
que por aqui passaram, discutimos a conquista da cidadania plena.
No dia-a-dia do Sindicato, nos canteiros de obras e no chão
das fábricas, recebemos palavras de apoio e de aprovação
à idéia de fazer um programa de rádio todo
ele voltado para o trabalhador, essa importante categoria, em
geral, sem espaço na imprensa comercial.
Ao longo das últimas 52 semanas fizemos alguns amigos,
que sempre nos telefonam para dar um recado, pedir uma informação
ou, simplesmente, nos desejar um abraço e boa saúde
para seguirmos em frente com nosso projeto.
A esses amigos, gente como o Zé Roberto, seo Pedro e o
Quem-Quém, que um dia ouviram o programa Sua Vez, Sua Voz
e telefonaram pra bater um papo, nosso muito obrigado. Vocês
que nos ligam e se interessam pelo que conversamos aqui.
É pra vocês que mobilizamos uma equipe de cerca de
10 pessoas, todos os domingos, chova ou faça sol, esteja
frio ou calor, para dar vez e voz ao trabalhador de Londrina e
Região. Gente como o Guto e a turma de Japira que não
perdem nenhum programa.
Através dessa tribuna radiofônica dominical mantemos
informados os trabalhadores da construção, do mobiliário
e das demais nove categorias representadas pelo Sindicato, sobre
tudo o que o Sintracom-Londrina faz em defesa deles.
Ao mesmo tempo noticiamos as festas promovidas pela diretoria
do Sindicato para os mais de 20 mil membros da Família
Sintracom-Londrina. Discutimos questões importantes que
estejam acontecendo no país e manifestamos nossa opinião.
Convidamos você, que nos honra com sua audiência,
a refletir sobre todos os assuntos que digam respeito ao seu dia-a-dia.
Por isso, destacamos temas que estão sendo discutidos no
senado, na câmara federal, na assembléia estadual
e na câmara municipal.
Como enfatizamos várias vezes, tudo que acontece nestes
locais, de uma forma ou de outra, interfere na sua vida. Na vida
de seus familiares, amigos, vizinhos e colegas. Então,
isso tudo é assunto seu. É assunto nosso e, por
isso, não vamos deixar de falar.
Ao completarmos um ano na Rádio Brasil Sul, reafirmamos
a parceria com a emissora e estaremos por aqui nas próximas
52 semanas. Esperamos continuar contando com o seu apoio, ouvinte,
pois acreditamos que sonho que se sonha junto é real.
O cantor e compositor Raul Seixas, falecido em 1989, ano em que
voltamos a votar pra presidente da República, foi um ser
angustiado com as injustiças e outras fraquezas humanas.
Foi ele quem disse, em versos, que o sonho, para se tornar real,
tem que ser um projeto coletivo.
Estamos com ele. Estamos com você e te convidamos a sonhar
junto com a gente um mundo melhor para vivermos e criarmos nossos
filhos e netos em paz. Esse é o nosso desejo. Essa é
a nossa luta. Nosso compromisso. Palavra do Presidente!
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Programa:
27 de abril de 2008 |
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Futebol
como fator de mobilização |
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Quem
milita politicamente, certamente já deve ter ouvido falar
que o futebol é alienante, isto é, afasta o trabalhador
das questões que realmente interessam ao trabalhador.
No caso do Sintracom-Londrina, entendemos que isso não
é verdade. Ontem e hoje, por exemplo, promovemos um campeonato
de futebol e, ao mesmo tempo, discutimos questões políticas
que interessam ao trabalhador da construção e do
mobiliário e a todos os trabalhadores brasileiros.
Enquanto a bola rolava no campo e as botinadas corriam soltas,
diretores do sindicato colhiam assinaturas pedindo a redução
da jornada de trabalho de 44 para 40 semanais.
Ao mesmo tempo, o sistema de som, de tempos em tempos, ressaltava
a importância dessa luta. Foi um dia inteiro de futebol
e de política sindical.
È que, para a diretoria do Sintracom-Londrina, o futebol
não é um fim, mas é um meio. É um
meio de reunirmos as pessoas, nos divertimos e, ao mesmo tempo,
discutirmos assuntos importantes.
Tem sido assim ao longo dos últimos 20 anos. Jogamos futebol,
dançamos quadrilha, cantamos cantigas de roda com nossos
filhos e encaminhamos a luta dos trabalhadores por melhores salários
e condições dignas de trabalho e de vida.
Daqui a pouco, assim que terminar o programa, vamos para a feira
livre dos cinco conjuntos, talvez a maior concentração
de londrinenses com dia e hora marcados, para nos unirmos aos
companheiros que lá se encontram tentando conquistar corações
e mentes para a causa da redução da jornada de trabalho
de 44 para 40 horas semanais.
Fazemos tudo isso com muita alegria porque acreditamos que, além
de lutar, precisamos viver, amar as pessoas e nos divertirmos.
Não está escrito em lugar nenhum que a luta dos
trabalhadores por melhores salários e condições
dignas de trabalho tenha que ser uma batalha triste, carrancuda.
Por isso, jogamos futebol e em campo executamos lances dignos
de serem mostrados ao Brasil inteiro no Fantástico.
Ontem, lá na sede campestre do Sindicato, aconteceram lances
que valiam a pena serem mostrados na televisão.
No entanto, a maior parte dos lances vividos pela diretoria do
sindicato, assim como os do futebol de ontem, não são
do conhecimento público. A imprensa, em geral, mostra mais
o lado dos patrões.
Por isso, fazemos o programa sua vez, sua voz. Por isso, fazemos
os jornais do sintracom-londrina. Por isso, jogamos futebol, dançamos
e nos reunimos em torno de uma viola.
Essa é a vida que viceja por aí. Que floresce a
cada dia que passa, ainda que a maioria da população
não perceba.
Por isso tudo e por muito mais que teríamos a dizer, é
que reafirmamos nosso compromisso de lutar por e ao lado do trabalhador
da construção civil.
Um dia, é na assembléia. Outro, na negociação.
Todos, na luta e na alegria de ser vivo e de viver. Palavra do
presidente.
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