STICM Londrina SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DE LONDRINA
Londrina/PR
   
 
 
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Reconhecido em 21/08/1968

 

 

 

 


Leia abaixo as mensagens deixadas pelo presidente do SINTRACOM Londrina, Denilson Pestana da Costa, ou se preferir clique aqui para ouvi-las.

 

Programa: 07 de fevereiro de 2010

Toda força ao piso mínimo regional

Quando fomos pra Brasília em 2005 participar da criação da Nova Central Sindical de Trabalhadores, hoje a terceira maior do Brasil, o fizemos porque acreditávamos que era preciso surgir uma entidade que praticasse o velho e bom sindicalismo, ou seja, o sindicalismo comprometido única e exclusivamente com o trabalhador.

E quando se fala em trabalhador, a primeira questão a ser levantada é o salário. Afinal, o pagamento, o ordenado que recebemos após um mês de trabalho é a materialização do suor de nossos corpos, do esforço físico e mental que fazemos todos os dias na construção da cidade, do estado, do país e do mundo em que vivemos.

Por isso, a Nova Central no Paraná fechou questão, foi á luta e esteve o tempo todo na linha de frente da criação do Piso Mínimo Regional do Paraná em 2007. Em 2008 e no ano passado, também acompanhamos todas as discussões referentes à proposta de reajustes para o Piso naqueles anos.

Ainda em 2009, a plenária final do 2º Congresso Estadual da Nova Central Sindical de Trabalhadores no Paraná, evento realizado no mês de outubro em Foz do Iguaçu, aprovou a proposta de que a entidade lutasse para que o reajuste anual do piso mínimo regional fosse regulamentado em lei e não ficasse à mercê do bom ou do mau humor dos governantes do estado.

Pois agora, o desejo manifestado pelos delegados presentes ao 2º Congresso Estadual da Nova Central, está próximo de se tornar realidade. Amanhã, dia 8 de fevereiro, o governador Roberto Requião encaminha para a Assembléia Legislativa o projeto de lei que regulamenta o reajuste anual do piso regional.

Será um momento histórico para o trabalhador paranaense que ainda não tem uma representação sindical, pois o piso regional é a garantia que ele tem de condições melhores para sua família. Mais uma vez a Nova Central estará presente. Vamos, inclusive, ter um tempo livre na tribuna da Assembléia para defendermos nossos pontos de vista em relação ao trabalho, ao trabalhador, ao salário e as condições de trabalho.

Mais uma vez, vamos confrontar aqueles que diziam, durante a discussão da criação do piso regional, que ele iria provocar desemprego. Três anos após sua criação, ao contrário, o que se vê é o Paraná batendo recordes seguidos na geração de emprego, mostrando que tínhamos razão ao defender a criação de um piso mínimo regional para o Paraná.

Por isso, a Nova Central está convocando todo o dirigente sindical que puder se deslocar até Curitiba, nesta segunda-feira, para realizarmos uma grande concentração em frente à Assembléia Legislativa. O piso regional é uma conquista do trabalhador paranaense e, por isso, não podemos admitir nenhum tipo de retrocesso.

É com este espírito que o Sintracom-Londrina, a Fetraconspar, a CNTI e a Nova Central Sindical de Trabalhadores no Paraná responderão presente à chamada da mobilização em defesa do piso mínimo regional.

 

Programa: 31 de janeiro de 2010

A pré-temporada da campanha salarial

No Brasil país do futebol pentacampeão mundial, a pré-temporada dos clubes é o assunto de todas as rodas durante boa parte do mês de janeiro. Cê viu, como o Ronaldo continua gordo? Será que ele vai marcar tantos gols quanto no ano passado? E o Vagner Love, será que vai dar certo com o Adriano?

A pré-temporada, portanto, é o período em que os times de futebol se refugiam em algum lugar sossegado, logo que o ano começa, pra que todo mundo recupere a forma física, aprimore a técnica e exercite a tática. Para o time que tem bons jogadores, uma pré-temporada bem feita é meio caminho andado até o título.

É com esse objetivo que a Fetraconspar reúne os dirigentes sindicais da Construção e do Mobiliário do Paraná, sempre no mês de janeiro, para realizar o seminário que dá o pontapé inicial na Campanha Salarial.

Durante quatro dias, como aconteceu na semana passada de segunda a quinta-feira, sindicalistas de todos os cantos do Paraná se reúnem na Colônia de Férias da Fetraconspar, em Itapoá, Santa Catarina, pra discutir a conjuntura municipal, estadual, nacional e mundial.

Pra definir de que forma o time dos cerca de 200 mil paranaenses trabalhadores da Construção e do Mobiliário vai se defender e atacar no jogo pela conquista dos melhores salários e das melhores condições de trabalho, saúde e segurança nos canteiros de obras e no chão das fábricas.

É, o jogo não vai ser nada fácil, principalmente na Madeira e no Mobiliário, pois nesses setores tem muita empresa que depende da venda de seus produtos para os outros países. O problema é que nem todos os países compradores de nossos móveis, madeiras e derivados saíram da crise econômica.

O jogo vai ser bruto, mas estamos preparados. No Seminário da semana passada, nossa pré-temporada, discutimos todas estas questões e sabemos exatamente o que vamos argumentar nas mesas de negociação. Não dá pra vender lá fora, vamos conversar sobre como dar um gás no mercado interno.

No setor da Construção, a partida promete ser menos doída. O que não quer dizer que o jogo, isto é, a campanha salarial 2010-2011 será moleza. No confronto entre o capital e o trabalho, assim como vai acontecer na Copa do Mundo de Futebol da África do Sul, não tem jogo fácil.

Do lado dos trabalhadores da Construção a luta será para conquistar um reajuste salarial de acordo com o momento que vive o setor, com muitas obras em andamento, outras começando, muitas planejadas para breve e outras tantas para os próximos anos.

Depois do 19º Seminário de Dirigentes Sindicais da Madeira e do Mobiliário do Paraná, estamos preparados para o que der e vier. Terminada a pré-temporada, entraremos em campo prontos para driblar as dificuldades, proteger as canelas das botinadas e meter a bola no barbante.

Em outras palavras, isto quer dizer o seguinte: temos respostas na ponta da língua para os argumentos dos patrões. Estudamos profundamente a economia, a produção e seus custos, o mercado nacional e internacional e, por isso, sabemos o que as empresas podem e o que não podem negociar.

É isso que vamos buscar. O melhor reajuste possível será o gol da vitória da partida entre o trabalhador da Construção e do Mobiliário e as empresas do setor. A conquista ou a manutenção do respeito às condições de trabalho, à saúde e á segurança do trabalhador, para nós, é como o gol que não deixa dúvidas quanto a importância da vitória, isto é, da conquista das reivindicações do trabalhador da Construção e no Mobiliário de Londrina e Região.

 

Programa: 24 de janeiro de 2010

Reconstruir o Haiti é, também, tarefa nossa

A Pérola das Antilhas. Assim a Ilha Hispaniola, local onde atualmente se localizam as Repúblicas do Haiti e Dominicana, era conhecida nos tempos coloniais.

Nos primeiros tempos, isto é, desde a chegada de Cristóvão Colombo em 1492 no continente americano, a ilha esteve sob o domínio espanhol, o qual praticamente dizimou a população nativa, após escraviza-la e infecta-la com doenças para as quais os índios não tinham defesas naturais.

Depois, ao final do século 17, a ilha passou para o domínio francês. Durante o século 18, os franceses intensificaram o cultivo da cana de açúcar na ilha e, para isso, buscaram a mão de obra barata dos escravos africanos.

Em 1789, quando estourou a revolução francesa com seus ideais de igualdade, liberdade e fraternidade, havia cerca de 500 mil negros, 24 mil mestiços e 32 mil brancos na parte ocidental da ilha, onde seria criado o Haiti.

O clamor por liberdade ecoou a partir da França e chegou ao Caribe de forma tão intensa que, apenas 15 anos depois, em 1º de janeiro de 1804, foi proclamada a Independência do Haiti, resultado da luta desencadeada por ex-escravos, ou seja, maioria esmagadora da população haitiana.

Foi o primeiro país latino-americano a se declarar independente em relação ao colonizador europeu, o qual tentou, de todas as formas, manter-se no domínio da ilha. No final da luta da independência, restou um país fragmentado e que durante um século não chegou a se unificar enquanto nação.

Por conta disso, em 1905 os Estados Unidos intervieram no país para receber o que lhes devia o Haiti. Os americanos ficaram na ilha até 1934, quando se retiraram definitivamente e deixaram para trás um país instável politicamente e economicamente dependente dos Estados Unidos.

Por conta disso, o Haiti seguiu sua rotina de golpes e contragolpes que impediam o país de se organizar política e economicamente. Desta forma, em 1957 chegou ao poder o intelectual negro François Duvalier, que se tornou conhecido como Papa Doc, isto é, o papai médico.

Após a morte de Papa Doc, seu filho Baby Doc assumiu o poder aos 19 anos e governou até 1986,dando seqüência ao regime de terror imposto pelo pai, com os tontons macoutes, isto é, os bicho-papões, prendendo, torturando e matando indiscriminadamente aqueles que eram considerados inimigos do regime.

Baby Doc foi deposto por um golpe militar e o país seguiu sua rotina de golpes e contragolpes até que a Organização das Nações Unidas determinasse a intervenção no Haiti no início de 2004.

Como se percebe, o fato de o Haiti ser uma república “africana” incrustada no Mar do Caribe, próxima das Américas do Sul, do Centro e do Norte, parece ter sido determinante para que o povo haitiano fosse abandonado à própria sorte até que a ONU interviesse no país no início do Século 21.

Para piorar de vez a situação do sofrido povo haitiano, a ilha foi sacudida por um terremoto de graves proporções no início deste ano. De lá para cá, o que se vê, todo dia, é um filme de horror que, infelizmente, é real e não uma obra de ficção.

É gente morrendo de fome, de sede e de abandono. É gente vítima do descaso mundial em relação aos habitantes desta ilha que nos tempos coloniais gerou muita riqueza, principalmente para a França, após serem retirados, à força de suas pátrias no Continente Africano.

Por isso, acreditamos que a tarefa de reconstruir o Haiti, neste momento de dor e de tristeza do povo haitiano, também é tarefa do povo brasileiro como um todo. Também temos muitos e graves problemas a resolver, mas, neste momento, o Haiti tem que ser encarado como prioridade mundial.

Nós do Sintracom-Londrina, da Fetraconspar, da CNTI e da Nova Central Sindical de Trabalhadores, temos a certeza que o povo brasileiro, fraterno e solidário que é, se chamado a participar da reconstrução do Haiti não vai virar as costas para o sofrido e arrebentado povo haitiano.

 

Programa: 17 de janeiro de 2010

Zilda Arns e a arte de tirar leite de pedra

A cidade de Florestópolis, cerca de 60 km ao Norte de Londrina, foi a primeira a ser beneficiada, em 1983, pela Pastoral da Criança e a santíssima trindade que norteia sua ação, isto é, informação, complemento nutricional de baixíssimo custo e amor, muito amor pelo próximo.

Foi nesta pequena cidade, como a maioria que existe pelo Brasil afora, que a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns iniciou seu trabalho de salvar vidas infantis, antes condenadas à subnutrição e ao subdesenvolvimento físico e intelectual. Foi em Florestópolis que Zilda Arns assumiu o papel de anjo da guarda das crianças pobres, quando não miseráveis.

Quase trinta anos após a criação da pastoral da criança, da pesagem periódica dos bebês, da disseminação da informação e do fornecimento gratuito da multimistura, a iniciativa contabiliza quase dois milhões de crianças atendidas em mais de quatro mil dos 5.564 municípios brasileiros.

Este trabalho mobiliza mais de 260 mil voluntários que, assim como a saudosa Zilda Arns, levam a sério o cântico católico que diz que “prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão”. Além disso, a multimistura pesquisada e desenvolvida pela Pastoral da Criança já é adotada por mais de 15 países que, assim como o Brasil, enfrentam problemas de subnutrição infantil.

Quando ainda vivia e circulava entre nós, pobres mortais, a médica Zilda Arns disse que a inspiração para o trabalho na pastoral, foi o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes realizado por Jesus, que é um dos poucos relatado pelos quatro evangelistas - Mateus, Marcos, Lucas e João - e que é interpretado como a obrigação que tem todo Cristão de mobilizar o que tiver à mão para dar de comer a quem tem fome.

Por isso, nesse momento de dor provocada pela perda de Zilda Arns, a diretoria do Sintracom-Londrina apóia a iniciativa do governador Roberto Requião e encampada pelo presidente Lula de lutar para que a fundadora da pastoral da criança, o anjo da guarda dos filhos mais pobres do Brasil, seja indicada postumamente para o Prêmio Nobel da Paz pelos serviços prestados à humanidade através da defesa da saúde e da vida da criança.

Esse fato, por si só, é mais do que suficiente para que Zilda Arns receba o prêmio Nobel, mas é preciso lembrar que ela também foi a criadora, em 2004, da Pastoral do Idoso. Por isso tudo, nós que lutamos todos os dias pela Construção da Cidadania, nossa obra mais importante, acreditamos que a obra que Zilda Arns realizou enquanto esteve entre nós a credencia a receber, após a morte, o Prêmio Nobel da Paz.

A imortalidade da médica, acreditamos, está garantida na continuidade dos trabalhos das pastorais que criou, mas a honraria de tal prêmio seria a consagração de uma vida dedicada a amenizar o sofrimento de seus semelhantes, notadamente dos mais frágeis, ou seja, a criança e o idoso.

Da mesma forma que o prêmio Zilda Arns a ser criado pelo Governo Federal para agraciar os gestores que se destaquem no combate à mortalidade infantil, sem dúvida, fará justiça a essa mulher que, em vida, não poupou esforços, dedicação e amor em favor de um mundo melhor para os menos favorecidos.

Zilda Arns nos deu uma lição de vida ao mostrar que quando se põe o coração em favor do próximo, Deus nos ampara e nos mostra o caminho a ser trilhado. Como costumavam dizer nossos avós, com a multimistura criada pela Pastoral da Criança, Zilda Arns nos deu uma verdadeira aula da arte de tirar leite de pedra. Muito obrigado e descanse em paz na companhia do criador.

 

Programa: 10 de janeiro de 2010

Começando o ano antes do carnaval (ou) Na luta para o piso regional virar lei

No dia 5, terça-feira última, o governador Roberto Requião apresentou o projeto do governo estadual para o reajuste do piso mínimo regional do Paraná.

Agora, o projeto será encaminhado para a Assembléia Legislativa do Estado, logo no primeiro dia de fevereiro, para que os deputados discutam e aprovem o projeto.

Para quem, como nós, sempre ouviu dizer que o Brasil pára entre o Natal e o Carnaval, não deixa de ser uma boa notícia para cerca de um milhão e meio de trabalhadores paranaenses.

Se o projeto de Requião for aprovado pelos deputados, o reajuste máximo será de 21,5% sobre um dos quatro níveis de piso mínimo praticado no Paraná.

Para as diretorias do Sintracom-Londrina, da Fetraconspar e da Nova Central Sindical de Trabalhadores no Paraná, que estiveram na frente de batalha para a implantação do piso regional, é um fato a ser comemorado com muita alegria.

Quando a gente discutia com o governo a criação do piso regional, a gente era bombardeado pelos empresários, sob o argumento de que um piso acima do salário mínimo iria provocar a demissão de muitos trabalhadores.

Os patrões usaram, naquela ocasião, discurso parecido ao de certos setores empresariais, que anunciavam a saída de empresas do Brasil caso Lula fosse eleito presidente.

Pois é, Lula foi eleito e, ao contrário do que diziam, o país atraiu capital e empresas, cresceu, distribuiu renda e melhorou a vida de muita gente que vivia abaixo da linha da pobreza e da miséria.
Da mesma forma, a implantação do piso regional do Paraná não provocou demissões e, de quebra, o Estado se firmou como líder na geração de empregos formais, isto é, trabalho registrado em carteira, com todos os direitos trabalhistas assegurados.

Além disso, o salário regional tem cumprido a função de turbinar, de puxar pra cima as negociações salariais, mesmo quando não há acordo entre as partes.

E tem mais. Decisões judiciais garantiram o pagamento do piso para trabalhadores de Umuarama, Colombo e Cascavel e o Ministério Público do Trabalho tem orientado os sindicatos para que não fechem convenções com valores menores do que o do piso estadual.

Agora, nossa luta será para que o piso regional seja regulamentado em lei e não precise mais de mensagens do governador para garantir o reajuste. Isso é muito importante, pois no ano que vem teremos outro dirigente no Palácio Iguaçu e, de repente, ele ou ela pode querer acabar com o piso regional.

Como nós, dirigentes sindicais, também não esperamos o carnaval chegar para iniciarmos o ano, certamente esta questão estará presente em todas as discussões que tivermos no decorrer deste ano de eleições para presidente, governador, senado, câmara federal e assembléia legislativa.

O fato é que não podemos permitir que o Paraná engate uma marcha à ré na questão do piso regional. Pelo contrário, precisamos aprimorá-lo. Torna-lo lei e garantir o seu cumprimento. Esta é uma das muitas tarefas que o ano de 2010 nos preparou.

O Sintracom-Londrina, a Fetraconspar, a CNTI e a Nova Central Sindical de Trabalhadores no Paraná, certamente responderão presente ao chamado desta importante causa do trabalhador paranaense. Esta é a nossa missão.

 

Programa: 27 de dezembro de 2009

Um 2010 pleno de realizações

Quando entramos em 2009, as nuvens negras da crise econômica mundial rondavam a família brasileira. Todos temiam que a crise iniciada nos Estados Unidos afetasse a produção brasileira e provocasse uma onda de fechamento de empresas e jogasse muitos pais de família na fila do desemprego.

Felizmente, as medidas tomadas pelo presidente Lula e sua equipe econômica fizeram com que o Brasil praticamente não sentisse os efeitos da crise econômica. Assim atravessamos 2009 muito melhor do que imaginávamos ao final de 2008.

Logo no início do ano, pra não dar chance ao azar, nos reunimos no Seminário de preparação da campanha salarial 2009-2010. Fomos para Itapoá, em Santa Catarina, mas não vimos o mar. O que vimos e ouvimos dos palestrantes convidados - professores, economistas e políticos -, foi o cenário que teríamos pela frente e a melhor forma de enfrentarmos o momento difícil da economia.

Valeu a pena, irmos para a praia e não vermos o mar, pois ao final das negociações tivemos o prazer de informar aos trabalhadores a conquista de aumento real para todas as onze categorias profissionais representadas pelo Sintracom-Londrina.

O Sindicato, como vem fazendo há anos, cumpriu seu papel de agente de distribuição de rendas ao conquistar aumento real de 5% em média e, também, ao garantir o fornecimento de cesta natalina para os trabalhadores da construção.

Ao mesmo tempo que tocávamos a campanha salarial não deixamos de cumprir nossa agenda de eventos. Entre uma assembléia e outra, realizamos o Dia da Mulher Trabalhadora da Construção e do Mobiliário, evento que mobiliza milhares de trabalhadoras.

Em seguida, iniciamos a construção do parque aquático da Sede Campestre da Família Sintracom-Londrina. Foi bonito de se ver o mutirão que envolveu cerca de 80 pessoas na concretagem da piscina. Enquanto um grupo botava a mão no concreto, a bola rolava no campo de futebol suíço no torneio que bateu recorde de participantes com mais de 40 times inscritos.

Quando outubro chegou, novamente a Sede Campestre se encheu de vida com a festa das crianças, maior evento do sindicato e que mobiliza, em média, 5 a 6 mil pessoas.

Nesse mês, ainda assumimos um compromisso maior com os trabalhadores paranaenses ao sermos eleitos presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores no Paraná.

Desta forma, além de cumprir a agenda do Sindicato, o programa Sua Vez, Sua Voz esteve presente em todos os momentos importantes da cidade, da região e do estado.

Assim, por aqui passaram os candidatos que disputaram o turno extra das eleições de Londrina e os parlamentares que aceitaram discutir a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

O então prefeito interino Padre Roque, também passou por aqui e deu seu recado. Depois, abrimos espaço para os novos secretários, como do doutor Agajan der Bedrossian, que veio ao programa para alertar a população sobre os perigos da Gripe A.

Da mesma forma, o advogado trabalhista Alberto de Paula Machado, então presidente da OAB-Paraná, que veio discutir a cidadania com a gente e com os milhares de ouvintes que acompanham o programa Sua Vez, Sua Voz.

Foi aqui, também, que o problema da alta programada do INSS, que tantos prejuízos tem causado ao trabalhador, ganhou outra dimensão e abriu as portas do Instituto para uma discussão pública sobre o assunto.

Discutimos outros temas ao longo das 52 semanas do ano de 2009 e, se Deus quiser e nos der forças, em 2010 continuaremos na trincheira da luta pela construção da cidadania, nossa obra mais importante.

Vamos continuar falando que o poder público tem que realizar a sua parte na construção da cidade boa para todos; mas, vamos também bater na tecla da participação da população. Participação que pode ser dar na discussão dos problemas da cidade, mas, também, na preservação do patrimônio público.

Nos últimos dias, por exemplo, quando a cidade esteve iluminada e festiva, infelizmente, muitos vândalos agiram em meio à multidão e depredaram várias partes da Praça Tomi Nakagawa, que a Prefeitura decorara para as festas de fim de ano.

Por fim, gostaríamos de enviar uma mensagem de fim de ano ao prefeito Barbosa Neto. Assim como a maioria dos londrinenses, estamos gostando de ver as ruas e praças de Londrina cheias de vida neste fim de 2009. Nosso desejo, então, é que esse clima persista ao longo do ano que vem.

E pra encerrar esta palavra do presidente, uma última sugestão, ao prefeito Barbosa Neto. Já que você, companheiro de muitas lutas, gosta de acordar cedo e diz que quer governar com o povo, por que não agendar, por exemplo, alguns café da manhã com os trabalhadores da construção nos canteiros de obras?

Que tal, pisar o chão das fábricas e ouvir, diretamente da população o que o londrinense espera de seu mandato? Essa gente que acorda cedo, em geral antes do sol raiar no horizonte, tem muito a dizer sobre Londrina.

Por que não, prefeito, discutir a questão do IPTU no Caic da Zona Sul? Esta conversa seria emblemática, pois colocaria frente a frente o poder público, os moradores das ruas humildes do União da Vitória, Franciscato e Perobal e os moradores dos condomínios fechados com seus casarões e ares de primeiro mundo.

Após cerca de 20 anos amassando barro e engolindo poeira nos canteiros de obras, sentindo o cheiro do pó-de-serra nas serrarias e no chão das fábricas, aprendemos que o melhor caminho para realizar um bom trabalho é ouvir o que tem a dizer o trabalhador. Ele não tem o saber acadêmico, mas tem o saber adquirido no dia-a-dia, na luta cotidiano por um mundo melhor.

 

Programa: 20 de dezembro de 2009

Renovação da fé em Deus e nos homens

Daqui a pouco será Natal. As lojas e supermercados e as ruas apinhadas de gente carregando sacolas e mais sacolas, dão notícia da ceia natalina seguida da troca de presentes que será realizada na maioria dos lares brasileiros.

O algodão que cobre os galhos da árvore de Natal recria o clima frio do hemisfério norte onde surgiu a figura do Papai Noel. O velho gorducho e bonachão que sai pelo mundo distribuindo presentes a todas as crianças que se comportaram bem durante o ano.

Do lado de baixo da Linha do Equador, localização do Brasil no planeta Terra, no entanto, o calor predominará em todas as ceias. Desde as casas onde será servido champanhe francês até as que se sentirão felizes em ter água, luz e telefone, comida na mesa e segurança nas ruas poucos iluminadas da periferia.

Além do calor tropical característico desta parte do planeta chamada Brasil, a temperatura há de subir ainda mais na troca de abraços e beijos, na mão do pai que abençoa o filho, no sinal da cruz na noite do dia 24 de dezembro, só pra lembrar que há dois mil e poucos anos atrás, num estábulo, nasceu Jesus.

O filho do Criador veio ao mundo para, sacrificado como o cordeiro de Deus, nos redimir de todos os nossos pecados. Jesus cumpriu sua missão terrena e, em seguida, voltou ao reino dos céus onde está sentado à direita do Pai. Assim, as sagradas escrituras falam da vinda e da vida de Jesus Cristo.
O nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo resumem o mistério da fé da cristandade, coletividade hoje estimada em mais de dois bilhões de pessoas. Isso significa que na próxima sexta-feira, seja convicto ou indeciso, praticante ou não, todo cristão celebrará o nascimento do Menino Jesus.

A celebração desta data é tão forte que foi capaz, até, de provocar um cessar fogo espontâneo entre combatentes da primeira guerra mundial, o primeiro conflito da humanidade em que o número de mortos e mutilados foi contado aos milhões e não mais aos milhares como ocorria até então.

Neste momento em que muitas favelas deste país estão adoecidas pelo câncer do narcotráfico, doença que tira o sono da sociedade e dos pais de famílias, queremos nos juntar ao todo aquele que acredita em Deus e na vida de seu filho à terra para nos ensinar a viver em paz, com fraternidade e solidariedade.

Façamos, então, como o Carpinteiro José. Ele não havia tocado na Virgem Maria e, portanto, sabia que o filho que ela trazia no ventre não era seu. Mesmo assim, não teve dúvidas e aceitou a tarefa de ser o responsável pela criação e a educação daquele que viria para nos reconciliar com Deus, o criador do céu e da terra.

Que este Natal represente, também, o nascimento de uma nova era para a humanidade. Um tempo em que as guerras se tornem apenas uma má lembrança do passado. Que a fome deixe de provocar doenças e mortes e que a intolerância saia, definitivamente, do dia-a-dia dos seres humanos.

Que em 2010 e nos anos que viveremos a seguir, os patrões que não pagam em dia seus empregados, que não cumprem a lei, sejam tocados pela luz do espírito santo e passem a agir de acordo com as leis de Deus e dos homens. Este é nosso desejo. Esta é a causa pela qual lutaremos enquanto força tivermos.

 

Programa: 13 de dezembro de 2009

É na cidade que se vive

Até a metade do século passado o Brasil era um país essencialmente rural, com a maioria dos brasileiros e brasileiras vivendo e trabalhando no campo. Talvez, por isso, os filmes de Mazzaroppi fizessem tanto sucesso.

Apesar de rural, o Brasil tinha metrópoles, principalmente nas regiões Sudeste e Sul. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, naqueles anos 1950, eram cidades que tinham a população contada aos milhões.

De lá para cá, essa conta mudou. As cidades grandes se tornaram imensas. As médias se tornaram grandes e assim por diante. A música baseada na vida rural, que virava poesia nas violas de Tonico & Tinoco, foi trocada pelas guitarras trazidas por Chitãozinho & Chororó, na mesma sacola que carregava os dramas urbanos vividos pelos recém saídos da roça.

Cidade planejada para abrigar 20, 30 mil habitantes, Londrina contrariou os planos da Companhia de Terras e cresceu sem parar. Em 1950, quando o Brasil começou a se tornar urbano, Londrina tinha 71 mil londrinenses. Dez anos depois, 134 mil. Quase o dobro e, dali por diante, em média 100 mil novos londrinenses a cada dez anos.

Assim, entramos no Século 21 com cerca de meio milhão de londrinenses. Foi um muito rápido e, por isso, na atualidade a cidade convive com problemas como a existência de 60 mil londrinenses sobrevivendo com R$ 4 por dia, ou seja, o equivalente ao preço médio de um maço de cigarros.

Essa dura realidade tem que ser mudada. A família londrinense não pode se sentir feliz sabendo que 60 mil filhos seus, natos ou naturalizados, vivem nestas condições. Por isso, é preciso repensar a cidade.

Este repensar pode acontecer, por exemplo, em eventos como a Conferência Municipal da Cidade, realizada ontem na Câmara de Vereadores. Os delegados discutiram, como lema, a “Cidades para Todos e Todas com Gestão Democrática, Participativa e Controle Social” e, como tema, “Avanços, Dificuldades e Desafios na Implementação da Política de Desenvolvimento Urbano”.

Percebeu? Ta tudo ali. A cidade para todas as almas que a habitam e que seja democrática, participativa e controlada socialmente, é o que todos desejamos. Só que a conquista da cidade ideal só será realidade com o envolvimento da maioria da população.

Implementar a política de desenvolvimento urbano, considerando os avanços sem perder de vista as dificuldades e os desafios, não deve ser entendida como uma tarefa exclusiva dos governantes e dos legisladores, sempre sob o olhar vigilante da Justiça.

Quanto mais londrinense estiver envolvido na discussão da cidade que queremos e merecemos, mais este sonho estará perto de se tornar realidade. Raul Seixas, maluco beleza que transita entre o urbano rock e a música rural, disse que sonho que se sonha junto é real.

É nisso que acreditamos quando conclamamos todos os londrinenses do bem, isto é, a maioria absoluta dos moradores da cidade pé vermelho e mãos limpas, a discutirem a rua, o bairro, a região, a cidade do Franciscato e do Perobal, do São Jorge, do Maracanã e do Santa Fé.

Também cidade dos grandes condomínios, que Londrina é cidade com histórias de sucesso financeiro e patrimonial conquistado com muito suor, trabalho e honestidade. Essa a cidade que os pioneiros nos legaram.

A construção da cidade que legaremos a nossos filhos e netos, porém, é tarefa nossa. Como também é tarefa do poder público atual. O Conselho Municipal da Cidade foi criado na gestão anterior, mas, por enquanto, não se efetivou na prática. Precisa acontecer durante a atual administração.

Não temos dúvida que a discussão sistemática da cidade, seus problemas e perspectivas de soluções, resultará numa Londrina melhor. Mais iluminada e segura. Cidade em que as pessoas se sintam convidadas a sair de casa e ocupar ruas, avenidas e praças. Viver, enfim.

Este é o desejo da diretoria do Sintracom-Londrina. É atrás desse sonho de uma Londrina melhor pra se viver, ou seja, uma cidade sem assaltos ou sobressaltos, que pulamos da cama cedo, todos os dias, damos um beijo em nossas crianças e vamos à luta.

Quem sabe daqui mais alguns anos, ao invés de “Tropa de Elite” ou “Cidade de Deus”, retratos tão reais quanto cruéis de um aglomerado urbano brasileiro, a realidade inspire o cinema a produzir filmes que falem da cidade como espaço privilegiado para o convívio humano pacífico, fraterno e solidário.

 

Programa: 06 de dezembro de 2009

Câncer de próstata é doença de macho!

A saúde é o bem mais valioso do ser humano. Saúde significa vida e, por isso, deve ser encarada com muita seriedade. No dia a dia, cuidamos da saúde e da segurança no ambiente do trabalho, para que todo trabalhador volte pra casa da mesma forma quando deixou os familiares para ir pro serviço.

Essa é uma das missões da diretoria do Sintracom-Londrina Construindo o Cidadão, nossa obra mais importante. No entanto, sempre consideramos que é preciso ir além. Por isso, desde 1993 temos levado aos canteiros de obras e ao chão das fábricas campanhas de prevenção de doenças.

Até porque, o mundo moderno, além do avanço científico e tecnológico, trouxe também algumas doenças que, se não forem prevenidas podem levar o trabalhador à morte. Nossa primeira abordagem neste sentido foi a prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis e a AIDS.

Agora, preocupados com o preconceito que impede a realização de exames preventivos do Câncer de Próstata, desde 2007 temos batido, insistentemente, nesta tecla.

Em outubro de 2007 fomos aos canteiros de obras e levamos informações sobre a doença para milhares de trabalhadores. Retomamos este assunto neste domingo, dia estadual de prevenção e combate ao câncer de próstata, porque, infelizmente, ainda tem muito homem que, por conta de um preconceito absurdo, se recusa a realizar o toque retal, que é o exame mais eficaz para diagnosticar a doença quando ela está começando.

Finalmente, lembramos a todos os homens que o câncer de próstata, além de colocar em risco a vida, o tratamento é muito caro. Isto quer dizer que o preconceito do machão que se recusa a fazer o toque retal, além de poder leva-lo à morte, faz o estado gastar com o tratamento dinheiro que poderia ser usado, por exemplo, na melhoria da educação de nossos filhos.

Justamente por isso é que a campanha de prevenção e combate à doença deflagrada pelo Sintracom-Londrina teve o mesmo título desta palavra do presidente: Câncer de próstata é doença de macho! Então, companheiro trabalhador, você que está na faixa dos 40 a 50 anos, seja homem e faça o exame preventivo do câncer de próstata. Viva e seja feliz.

 

Programa: 29 de novembro de 2009

Semana Nacional da Conciliação

Segundo dados apurados em 2007 pelo Conselho Nacional de Justiça, CNJ, naquele ano existiam no Brasil 67 milhões e 700 mil processos em tramitação. Trocando em miúdos, isso significa o absurdo índice de praticamente um processo para cada três brasileiros.

O senso comum, isto é, aquele saber intuitivo da maioria brasileira barrada nas universidades, principalmente naquelas custeadas com o imposto pago pelo povo em geral, sabe que a Justiça no Brasil é lenta e, o que é pior, nem sempre justa com a maioria esmagadora dos quase 200 milhões de brasileiros.

O prefeito e o governador que roubam, mas fazem, apesar de comprovadas toda a ladroagem de suas administrações, não vão pra cadeia. O produto da expropriação do erário, isto é, o seu, o meu, o nosso sagrado dinheiro do imposto pago, doa a quem doer, lhes permite pagar os melhores e mais caros advogados.

Já o estudante Anderson Cândido de Sales, vencedor do concurso de redação do Sintracom-Londrina em 2008, quando estava preso no Centro de Detenção e Ressocialização, não teve esta possibilidade, já que faz parte da maioria pobre da população. Anderson foi julgado e condenado a nove anos de reclusão.

Recorremos a este exemplo, para ilustrar o caráter nem sempre justo da Justiça brasileira. Se tivesse dinheiro, como o Marcos Campinha Panissa, que em 1989 matou a jovem ex-mulher Fernanda Estruzani com 72 facadas, como co-autor de homicídio Anderson poderia ter se safado da pena a que foi condenado.

Infelizmente, exemplos como o dos políticos ladrões, do assassino filhinho de papai e de Anderson, são comuns no dia a dia da vida londrinense, paranaense e brasileira. Por isso, aplaudimos o Conselho Nacional de Justiça pela disposição de agilizar o andamento dos processos pela via da conciliação.

Aplaudimos e apoiamos a iniciativa do CNJ, porque acreditamos que a diminuição do número de processos que hoje abarrotam os tribunais fará, num futuro bem próximo, que a Justiça brasileira se torne mais ágil e tenha, assim, tranqüilidade para ser justa com todos os filhos desta pátria amada Brasil.

Além disso, a via da conciliação, também significa desenvolvimento. Só para ter uma idéia, os acordos firmados em 2008 significaram um bilhão de reais. Ou seja, esse dinheiro circulou. Mudou de mãos e, com certeza, muito contribuiu para melhorar a vida de muita gente que recorreu à Justiça para a mediação de conflitos.

Nosso país, gigante pela própria natureza, caminha a passos largos para se tornar, também, uma potência econômica global. Porém, para que também seja grande no sentido de tratar bem todos os seus filhos, precisamos de uma Justiça ágil e, principalmente, justa independente da cor da pele, nível sócio-econômico e cultural, religião e opção ideológica e sexual.

Nossa obra mais importante, a construção da cidadania visa exatamente a conquista de direitos plenos e exercidos de forma igualitária. No dia a dia da atividade sindical representativa de trabalhadores, fazemos parte que nos cabe dando assistência jurídica aos trabalhadores da construção e do mobiliário.

No entanto, entendemos que isto é pouco. Por isso, nos envolvemos em lutas que revertam em benefícios para todos os trabalhadores, como no caso da campanha de denúncia que deflagramos contra a alta programada do INSS, medida que prejudica o trabalhador justo no momento em que ele mais precisa de auxílio, isto é, quando fica doente ou se acidenta.

Por isso, neste momento, estamos na torcida para que a meta de que sejam resolvidos 40 milhões dos processos em tramitação nos tribunais, através da conciliação, seja atingida. Isto será bom para os responsáveis pela aplicação da Justiça e, principalmente, para a população brasileira.

"Conciliação. Com ela todo mundo ganha. Ganha o Cidadão. Ganha a Justiça. Ganha o País". Este é o lema da Semana Nacional da Conciliação que será realizada entre os dias 7 e 12 de dezembro próximo. Que a semana seja plena de êxito, é o nosso desejo e nossa torcida.

Campanha da Semana Nacional da Conciliação 2009 é apresentada a magistrados
"Conciliação. Com ela todo mundo ganha. Ganha o Cidadão. Ganha a Justiça. Ganha o País". É com esse slogan que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai mostrar ao país a importância da conciliação na vida da população em campanha institucional que marcará a Semana Nacional da Conciliação em todo o país, marcada para o período de 7 a 12 de dezembro nos tribunais brasileiros. As peças publicitárias serão veiculadas gratuitamente em emissoras de rádio e TV e nos jornais de todo o país. Este ano, haverá ainda a possibilidade da campanha ser exibida também em ônibus, metrô, sacolas de supermercados, camisetas, bonés e, inclusive nos estádios de futebol.

A campanha, produzida pela agência de publicidade DM9, uma das maiores do país, foi apresentada pelo jornalista Marcone Gonçalves, assessor-chefe de comunicação do CNJ nesta quarta-feira (04/11) em reunião de trabalho do Movimento pela Conciliação, realizada em Brasília, e que reúne magistrados responsáveis pela área de conciliação nos tribunais brasileiros. Segundo ele, este ano, será possível realizar um intenso trabalho de divulgação graças às edições anteriores, que já consolidou a conciliação como trabalho desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça.

"O importante é fazer com que a população se sinta prestigiada e valorizada com este movimento", comentou o juiz Roberto Bacellar, diretor geral da Escola da Magistratura do Paraná. Ao falar sobre a importância do trabalho de comunicação para o movimento da conciliação, Marcone Gonçalves fez um apelo aos magistrados para "registrar as histórias de vida" que certamente marcarão a conciliação.

Anexo 2 – release do CNJ sobre a Semana de Conciliação 2009 e alguns dados sobre a edição anterior.
CNJ promoverá ano da conciliação em 2009

O ano de 2009 foi escolhido pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, como um marco para as ações de conciliação no âmbito do Judiciário, que serão iniciadas ainda nesse semestre. De acordo com a presidente da Comissão de Acesso à Justiça, Juizados Especiais e Conciliação, conselheira Andréa Pachá, serão realizados mutirões conciliatórios de massa, por temas específicos. Segundo a juíza, temas relacionados à previdência, setor financeiro e telefonia abarrotam a Justiça do país.

As medidas fazem parte da tentativa de reduzir o grande estoque de processos da Justiça brasileira. Segundo dados da pesquisa Justiça em Números, em 2007 existiam 67,7 milhões de processos em tramitação no país. De acordo com as metas propostas para o Judiciário nesse ano, o CNJ espera que os tribunais consigam reduzir cerca de 40 milhões de processos. Para alcançar esse objetivo, uma das alternativas será o investimento nas ações de conciliação.

Ineficiência - Na avaliação da conselheira, a enorme demanda em áreas específicas é fabricada pela ineficiência dos serviços prestados nesses setores. “Não acredito que seja uma demanda real”, disse. Andréa Pachá enfatizou que a realização de conciliações por temas específicos vai ajudar a identificar quais os problemas que geram essas demandas de massa.

A conselheira destaca que a conciliação é uma maneira eficaz de reduzir a quantidade e o tempo de duração dos processos. “A conciliação é célere, efetiva e pacifica os conflitos”, salienta. Nos últimos três anos, o CNJ promoveu edições nacionais para a conciliação, sempre no mês de dezembro, que envolveu tribunais de todo o país com resultados favoráveis na solução de conflitos. Na 3ª Semana Nacional de Conciliação, realizada de 1º a 5 de dezembro passado, foram negociados quase R$ 1 bilhão em acordos.

Para contribuir com o sucesso das ações de conciliação, o Conselho Nacional de Justiça tem incentivado a criação de núcleos permanentes de conciliação. Uma das iniciativas nessa área foi adotada pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) que organizou bancas permanentes de conciliação e desenvolveu um sistema eletrônico estatístico de conciliação.

De acordo com a conselheira Andréa Pachá, a medida poderá ser seguida por outros tribunais do país. “Iniciativas como essas são fundamentais para troca de experiências e para serem multiplicadas”, avaliou. Segundo ela, todos os tribunais estão seguindo a recomendação do CNJ para instalação de núcleos de conciliação no Judiciário. “A conciliação é uma realidade consolidada que está em todos os tribunais”, afirmou.

Anexo 3 – artigo do Juiz Paroski publicado na revista “Jus Vigilantibus”

Assédio moral no trabalho
por Mauro Vasni Paroski

5 Exemplos de condutas que configuram assédio moral

A doutrina, como se observa de Menezes (2003), indica um rol numeroso de situações em que pode haver assédio moral, pela sua repetição ou sistematização, de forma mais concreta que as formas sutis:

1) rigor excessivo; 2) confiar tarefas inúteis ou degradantes; 3) desqualificação ou críticas em público; 4) isolamento ou inatividade forçada; 5) ameaças explícitas ou veladas; 6) exploração de fragilidades psíquicas e físicas; 7) limitação ou proibição de qualquer inovação ou iniciativa do trabalhador; 8) impor obrigação de realizar autocríticas em reuniões públicas; 9) exposição ao ridículo (Por exemplo: impor o uso de fantasias, sem que isso guarde relação com sua função, e inclusão no rol de empregados com menor produtividade); 10) divulgação de doenças e problemas pessoais de forma direta ou pública; 11) agressões verbais ou através de gestos; 12) atribuição de tarefas estranhas à atividade profissional do empregado, para humilhar e expor a situações vexatórias, como lavar banheiros, fazer limpeza, levar sapatos para engraxar ou rebaixar de função (de médico para atendente de portaria, por exemplo); 13) trabalho superior às forças do empregado; 14) sugestão para pedido de demissão; 15) ausência de serviço ou atribuição de metas dificílimas ou impossíveis de serem cumpridas; 16) controle de tempo no banheiro; 17) divulgação pública de detalhes íntimos; 18) instruções confusas; 19) referência a erros imaginários; 20) solicitação de trabalhos urgentes para depois jogá-los no lixo ou na gaveta; 21) imposição de horários injustificados; 22) transferência de sala por mero capricho; 23) retirada de mesa de trabalho e pessoal de apoio; 24) boicote de material necessário à prestação dos serviços, além de instrumentos como telefone, fax e computador; e 25) supressão de funções ou tarefas.

6 Perfil do assediador

O assediador tem um perfil, tratando-se de uma pessoa perversa, que se sente feliz e realizada em praticar o mal, que se compraz com o sofrimento e o desespero alheio, que tudo faz pela infelicidade dos seus semelhantes, que gosta de demonstrar poder e força, sem quaisquer limites éticos ou ditados pela natureza e condição humana.

Nas precisas palavras de Jorge Luiz de Oliveira da Silva (2006):

O assédio moral, a princípio, traz repercussões extremamente negativas ao homem, repercutindo na seara física, psicológica, social e econômica. Indagar os motivos que levam o assediador a agir de forma tão violenta (uma “violência sutil”) nos remete aos caminhos da ética e da moral. O assediador é essencialmente um indivíduo destituído de ética e de moral. O assediador age por impulsos negativos e sem nenhuma nobreza de caráter, revelando seu lado perverso ao verificar sua vítima sucumbir aos poucos diante de sua iniqüidade.

Vale a pena, até para descontrair um pouco, diante da seriedade do tema, trazer à baila uma classificação bem-humorada dos tipos de chefes agressivos, pelas próprias vítimas, conforme relatos feitos à médica Margarida Barreto (2000):

1)Pit-Bull: agressivo e violento, que demite friamente e humilha por prazer;

2) O profeta: aquele que exalta suas próprias qualidades e tem a missão de enxugar a máquina e, por isso, demite indiscriminadamente, mas humilha com cautela;

3) O troglodita: é o chefe brusco, que não admite discussão e não aceita reclamações;

4) O tigrão: esconde sua incapacidade com atitudes grosseiras e necessita de público, pois, quer ser temido por todos;

5) O grande irmão: primeiro banca o protetor, para depois atacar, ou seja, aproxima-se, entra na intimidade do trabalhador e, na primeira oportunidade, usa o que sabe contra o empregado para rebaixá-lo ou demiti-lo.

7 Conseqüências do assédio moral

Conforme já adiantado em linhas pretéritas, o assédio moral traz terríveis conseqüências à vida pessoal, familiar e profissional da vítima.

Para Mara Vidigal Darcanchy:

A prática do assédio moral traz implícitas situações em que a vítima sente-se ofendida, menosprezada, rebaixada, inferiorizada, constrangida, ultrajada ou que de qualquer forma tenha a sua auto-estima rebaixada por outra. Esse estado de ânimo traz conseqüências funestas para as vítimas, daí a necessidade de se conhecer bem o quadro e tratá-lo juridicamente, defendendo assim aqueles que são vítimas de pessoas opressoras, as quais de alguma forma têm o poder de coagi-las no seu local de trabalho ou no exercício de suas funções.

Dependendo do comportamento do empregador ou do seu preposto, ou superior hierárquico, em relação ao trabalhador, pode ser aplicada a Lei nº 9.029, de 13 de abril de 1995, que veda a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeitos de acesso a relação de emprego ou sua manutenção por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade, casos em que a rescisão contratual operada por iniciativa do empregador, fundada nas práticas discriminatórias ou limitativas ora citadas, dão ao empregado o direito de vê-la declarada nula, com sua conseqüente reintegração no emprego e percepção de todas as parcelas do período de afastamento, ou pode o empregado optar pela remuneração em dobro do período de afastamento (art. 4º, incs. I e II, da precitada lei).

O assédio moral pode gerar a rescisão indireta do contrato de trabalho, pela vítima, com amparo nas alíneas a, b e c, do art. 483, da CLT, além de autorizar o empregador a dispensar por justa causa os colegas da vítima, chefes, gerentes e diretores, enfim, do responsável, seja ele qual for, pelo ato ilícito ou abusivo praticado contra a vítima, com amparo no art. 482, alínea b, da CLT. A responsabilidade do empregador, nesses casos, por atos de terceiros (colegas, chefes, diretores, gerentes etc.), perante a vítima, é objetiva, vale dizer, independe de sua culpa no evento danoso.

O assédio moral pode também acarretar dano material, a exemplo da perda do emprego e gastos com tratamento médico e psicológico, além, é claro, de atingir profundamente os direitos da personalidade do empregado, ferindo com violência o seu amor próprio, a sua auto-estima, a sua boa-fama, a sua imagem, e principalmente, a sua dignidade e a sua honra.

O assédio moral – ato ilícito que é - provoca, sem dúvida alguma, dano moral, suscetível de reparação pecuniária, porque atinge diretamente a honra e a dignidade do trabalhador, podendo comprometer sua saúde física e mental, além de arranhar sua imagem no mercado de trabalho e na comunidade em que vive, dificultando a convivência social e familiar, suas relações com outras pessoas, e até mesmo podendo dificultar ou impedir a obtenção de novo emprego, nos casos em que, pela gravidade da conduta do empregador ou dos seus prepostos, o trabalhador é levado a romper o contrato de trabalho.

A honra e a dignidade das pessoas são bens tutelados constitucionalmente, nos artigos 1º, 3º e 5º, da Constituição de 1988, merecendo pronta reparação quando se comprova sua violação.

Além dos efeitos danosos na vida da vítima e das conseqüências jurídicas em relação ao contrato de trabalho, podendo inclusive gerar a rescisão dos contratos de trabalho dos terceiros provocadores do assédio moral, como chefes e gerentes, há que se destacar que a instabilidade criada no ambiente de trabalho, degrada-o, comprometendo a produção e, em sendo a empresa condenada ao pagamento de reparações pecuniárias, também trazendo prejuízos de natureza econômica, pondo em risco sua saúde financeira, ou seja, o assédio moral não é um bom negócio para ninguém, nem para o empresário, nem para os trabalhadores e menos ainda para a sociedade.

8 Legislação sobre assédio moral

Ainda é muito modesta a legislação existente no Brasil com o objetivo de prevenir e coibir o assédio moral e punir o assediador. Não há, ainda, uma lei de âmbito nacional.

Alguns países, como a França, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Austrália e Suécia, já têm em seu ordenamento jurídico dispositivos visando a redução e a punição dos casos de assédio moral. Em outros países, como Chile, Uruguai, Portugal, Suíça e Bélgica, tem-se notícia de projetos de lei nessa direção.

No Brasil, diversos municípios já têm leis que coíbem o assédio moral, porém, especificamente na Administração Pública, como os municípios de Americana, Bauru, Campinas, Guarulhos, São Paulo, Iracemápolis, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Cascavel, Natal e Jaboticabal.

Para ilustrar, a Lei Municipal n. 13.288, de 10 de janeiro de 2002, da Cidade de São Paulo, aplicável aos servidores públicos municipais (administração pública direta e indireta), conceitua assédio moral, assim:

"Para fins do disposto nesta lei considera-se assédio moral todo tipo de ação, gesto ou palavra que atinja, pela repetição, a auto-estima e a segurança de um indivíduo, fazendo-o duvidar de si e de sua competência, implicando em dano ao ambiente de trabalho, à evolução da carreira profissional ou à estabilidade do vínculo empregatício do funcionário, tais como: marcar tarefas com prazos impossíveis; passar alguém de uma área de responsabilidade para funções triviais; tomar crédito de idéias de outros; ignorar ou excluir um funcionário só se dirigindo a ele através de terceiros; sonegar informações de forma insistente; espalhar rumores maliciosos; criticar com persistência; subestimar esforços".

Segundo dispõe precitada lei, o servidor público responsável pelo assédio moral poderá sofrer as penalidades de suspensão, multa ou demissão.

Também tem leis regulando esta matéria os Estados do Rio de Janeiro e Sergipe. Existem projetos em tramitação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná e Bahia.

No âmbito federal, há propostas de alteração do Código Penal e outros projetos de lei. Há que ser destacado o Projeto de Lei n. 4.742/01, da autoria do Deputado Federal Marcos de Jesus, o qual estabelece o art. 146-A no Código Penal, com a seguinte redação:

"Desqualificar, reiteradamente, por meio de palavras, gestos ou atitudes, a auto-estima, a segurança ou a imagem do servidor público ou empregado em razão de vínculo hierárquico funcional ou laboral”.

A pena fixada é de detenção de três meses a um ano, além da multa.

O Relator desse projeto, Deputado Aldir Cabral, alterou o texto original e após uma série de justificativas, entendeu que a matéria deveria ser tratada no Capítulo Relativo a Periclitação da Vida e da Saúde, logo após o crime de maus-tratos, com o número 136-A, com a seguinte redação:

"Depreciar, de qualquer forma e reiteradamente a imagem ou desempenho de servidor público ou empregado, em razão de subordinação hierárquica funcional ou laboral, sem justa causa, ou tratá-lo com rigor excessivo, colocando em risco ou afetando sua saúde física ou psíquica".

9 Decisões judiciais sobre assédio moral

Reproduzem-se, abaixo, três decisões judiciais, mais precisamente acórdãos, a respeito de pedidos de reparação por assédio moral:

Assédio moral – Contrato de inação – Indenização por dano moral. A tortura psicológica, destinada a golpear a auto-estima do empregado, visando forçar sua demissão ou apressar a sua dispensa através de métodos que resultem em sobrecarregar o empregado de tarefas inúteis, sonegar-lhe informações e fingir que não o vê, resultam em assédio moral, cujo efeito é o direito à indenização por dano moral, porque ultrapassada o âmbito profissional, eis que minam a saúde física e mental da vítima e corrói a sua auto-estima. No caso dos autos, o assédio foi além, porque a empresa transformou o contrato de atividade em contrato de inação, quebrando o caráter sinalagmático do contrato de trabalho, e por conseqüência, descumprindo a sua principal obrigação que é a de fornecer o trabalho, fonte de dignidade do empregado. Recurso improvido" (TRT – 17ª R – RO nº 1315.2000.00.17.00-1 – Relª. Sônia das Dores Dionísa).

I – Dinâmica grupal – Desvirtuamento – Violação ao patrimônio moral do empregado – Assédio moral – Indenização. A dinâmica grupal na área de Recursos Humanos objetiva testar a capacidade do indivíduo, compreensão das normas do empregador e gerar a sua socialização. Entretanto, sua aplicação inconseqüente produz efeitos danosos ao equilíbrio emocional do empregado. Ao manipular tanto a emoção, como o íntimo do indivíduo, a dinâmica pode levá-lo a se sentir humilhado e menos capaz que os demais. Impor pagamentos de prendas publicamente, tais como, ‘dançar a dança da boquinha da garrafa’, àquele que não cumpre sua tarefa a tempo e modo, configura assédio moral, pois, o objetivo passa a ser o de inferiorizá-lo e torná-lo ‘diferente’ do grupo. Por isso, golpeia a sua auto-estima e fere o seu decoro e prestígio profissional. A relação de emprego cuja matriz filosófica está assentada no respeito e confiança mútua das partes contratantes, impõe ao empregador o dever de zelar pela dignidade do trabalhador. A CLT, maior fonte estatal dos direitos e deveres do empregado e empregador, impõe a obrigação de o empregador abster-se de praticar lesão à honra e boa fama do seu empregado (art. 483). Se o empregador age contrário à norma, deve responder pelo ato antijurídico que praticou, nos termos do art. 5º, X, da CF/88. (Recurso provido)...” (TRT – 17ª R – RO n. 1294.2002.007.17.00.9 – Relª. Juíza Sônia das Dores Dionísio).

Dano moral – Empregado submetido a constrangimentos e agressão física, em decorrência de sua orientação sexual, praticados por empregados outros no ambiente de trabalho e com a ciência da gerência da empresa demandada – Imputabilidade de culpa ao empregador. Se a prova colhida nos autos revela, inequivocamente, que o autor sofrera no ambiente de trabalho discriminação, agressões verbais e mesmo físicas por sua orientação homossexual, mesmo que não pudesse o empregador impedir que parte de seus empregados desaprovasse o comportamento do reclamante e evitassem contato para com ele, não poderia permitir a materialização de comportamento discriminatório grave para com o autor, e menos ainda omitir-se diante de agressão física sofrida pelo reclamante no ambiente de trabalho; mormente se esta agressão fora presenciada por agentes de segurança do reclamado, os quais não esboçaram qualquer tentativa de coibi-la. Se o reclamante, como empregado do demandado, estando no estabelecimento do réu, sofre, por parte de seus colegas de trabalho, deboches e até chega a sofrer agressão física, e se delas tem pleno conhecimento a gerência constituída pelo empregador, este último responderá, por omissão, pelos danos morais causados ao reclamante (CCB então vigente, art. 159 c/c art. 5º, X, da CF). Sendo o empregador pessoa jurídica (e não física), por óbvio os atos de violação a direitos alheios imputáveis a ele serão necessariamente praticados, em sentido físico, pelos obreiros e dirigentes que integram seus quadros. Recurso ordinário do reclamado conhecido e desprovido" (TRT – 10ª R – 3ª T – RO n. 919/2002.005.10.00-0 – Rel. Paulo Henrique Blair – DJDF 23.5.2003 – p. 51).
10 Conclusão

O assédio moral embora existente há muito tempo, nos últimos anos vem ganhando contornos mais nítidos no mundo do trabalho, potencializado pelo modo atual de produção capitalista, a globalização, e todos os males que suscita, a exemplo da exacerbada competitividade entre as empresas e entre os trabalhadores, a incessante e desumana busca pelo lucro, a redução dos postos de trabalho, o aumento de oferta de mão-de-obra, a valorização do individualismo, o desprezo ao trabalho em grupo e a inversão da escala hierárquica de valores humanos, tudo em prol da produção e do capitalismo.

Muitos estudos têm sido desenvolvidos em diversas áreas do conhecimento científico, notadamente nos campos do Direito, da sociologia, da medicina do trabalho e da psiquiatria, contribuindo expressivamente para a identificação do assédio moral, objetivando coibi-lo, atuando na escala de prevenção e, caso consumado, fixando as suas conseqüências jurídicas em relação ao assediador, à vítima e ao empregador, bem como, servindo ao diagnóstico de doenças e indicação de tratamento adequado.

Alguns Municípios e Estados brasileiros já têm legislação a respeito do assédio moral, outros têm projetos de leis e, em nível nacional, há projeto de lei objetivando modificações em alguns dispositivos do Código Penal.

O assédio moral, sem dúvida alguma, gera muitas conseqüências jurídicas, incluindo a possibilidade de ocorrência de dano moral, justificando reparação pecuniária a ser exigida do empregador.

 

Programa: 22 de novembro de 2009

Zumbi de Palmares, herói brasileiro

“Assim foi que, lentamente, com dificuldade, Palmares deixou de ser nos livros didáticos um feito de Domingos Jorge Velho para se tornar o que foi: a epopéia de Zumbi e sua gente.” Esta reflexão do sociólogo, crítico literário e estudioso da literatura brasileira, Antonio Candido, encontrada no prefácio do texto teatral que conta a saga de outro herói brasileiro - “João Cândido do Brasil, a Revolta da Chibata” – é exemplar no que se refere às distorções promovidas pela historiografia oficial, principalmente em relação ao papel da raça negra na formação da nação brasileira.

Durante séculos a luta travada na Serra da Barriga, em Alagoas, e que terminou de forma trágica para os quilombolas que lá se encontravam liderados por Zumbi, foi contada como um feito do bandeirante Domingos Jorge Velho, o mesmo que se especializara em exterminar índios rebeldes, ou que se encontravam no caminho das entradas e bandeiras ávidas por encontrar e explorar os recursos naturais deste chão “abençoado por Deus e bonito por natureza.”

Zumbi morreu em combate no dia 20 de novembro de 1695, vítima da traição de um quilombola, o qual indicou a Jorge Velho o local do esconderijo do líder negro em troca da liberdade. Após ser morto, Zumbi foi decapitado e sua cabeça exposta em um mastro na cidade do Recife. Após sucessivas revisões da historiografia oficial, ainda que lentamente, como lembra Antonio Cândido, o líder negro foi reconhecido como herói nacional e, pela luta do Movimento Negro, teve o dia de sua morte consagrado à tomada de consciência do povo afro-brasileiro.

Desta forma, celebrar Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, local de fuga e acolhida de escravos surgido cerca de 20 anos após o início oficial do tráfico de escravos para o Brasil, é, antes de mais nada, celebrar a luta pela liberdade. Por isso, quando o Século 21 está prestes a completar sua primeira década, neste tempo de globalização, neoliberalismo e ataques sistemáticos aos direitos dos trabalhadores e aos seus representantes legítimos, os sindicatos, a Nova Central Sindical de Trabalhadores se une a todos os que lutam em prol da liberdade.

Atualmente terceira central nacional em número de entidades filiadas e segunda no Paraná, a Nova Central apóia a política de cotas institucionalizada no ensino superior estadual por entender que esta prática, de direito e de fato, ainda que lentamente, irá corrigir a injustiça histórica cometida pela pátria brasileira com sua porção negra - atualmente, metade da população do Brasil.

Que o 20 de novembro de 2009, Dia da Consciência Negra, seja um dia iluminador de caminhos para amarelos, brancos, negros, vermelhos, azuis e cor-de-rosa que habitam a terra brasileira. Na visão da Nova Central, entidade que defende a unicidade sindical e a unidade na luta, somente se estivermos juntos, mirando a mesma direção, faremos do Brasil uma grande nação.

Neste sentido, é preciso que a representação política da metade negra da população brasileira se torne realidade. Se necessário, que se crie, também, um sistema de cotas na representação. Da mesma forma é preciso, urgente, que o brasileiro negro tenha acesso aos postos de trabalho mais elevados e que, finalmente, o trabalhador afro-brasileiro receba o mesmo salário que o brasileiro branco.

Isso, sim, é fazer justiça. Isso, sim, é promover a democracia em todos os sentidos e não apenas no discurso. É sobretudo promover a igualdade racial. Só assim chegaremos aos Brasil 100% nação. Pátria amada e mãe gentil de todos os seus filhos e não apenas de uma minoria. Democracia, só pra lembrar, é o sistema representativo de governo que leva em conta as necessidades e desejos de todos os seus cidadãos. O resto, é conversa mole pra boi dormir.

 

Programa: 15 de novembro de 2009

120 anos da República Brasileira

Quando falamos da democracia brasileira, não podemos nos esquecer que, durante 322 anos, ou seja, quase três séculos e meio, fomos colônia de Portugal. Neste período, portanto, democracia, ou seja, o governo que governa para e com o povo, era palavra proibida no Brasil.

Depois da independência, em 1822, com o estabelecimento do regime monárquico, iniciou-se um arremedo de participação da população nos destinos do país. Mas o regime democrático, de verdade, só chegou com a proclamação da república em 1889, ou seja, 120 anos atrás e 67 anos após a independência.

É importante lembrar esses fatos e fazer essas contas, para termos ciência do quanto este país é jovem, se comparado com os países europeus, cujas histórias acumulam mil, dois mil anos de existência e, principalmente, os países asiáticos com suas culturas com idades entre cinco e dez mil anos.

Por isso, principalmente a geração que hoje se encontra na faixa dos 40, 50 anos, deve se lembrar de ter ouvido na escola que o Brasil é o país do futuro. O problema, é que este futuro está demorando a chegar, principalmente para os brasileiros mais necessitados.

Temos dito e repetido aqui nesta tribuna radiofônica que o Brasil está se tornando cada dia mais rico e a maioria de sua população, isto é, os trabalhadores, está cada vez mais pobre. Pobreza que se manifesta na fila nas madrugadas frias nos postos de saúde, nos corredores do INSS e na escola ainda necessitando de mais qualidade para que nossos filhos garantam um futuro melhor.

É verdade que demos alguns passos nesse sentido nos últimos anos. Mas esses passos foram curtos e poucos. Podíamos ter ido mais longe em direção a um país mais justo para com todos os seus filhos e não apenas para uma minoria que detém o poder desde que Pedro Álvares Cabral, no dia 22 de abril de 1500, desembarcou em Porto Seguro, no Sul da Bahia, e deu início a esta grande aventura que é a construção do Brasil.

É por isso que o Sintracom-Londrina vai às ruas e praças denunciar, por exemplo, os problemas enfrentados pelos trabalhadores quando ficam doentes ou se acidentam no serviço. É por isso que realizamos o Sintracom em Ação para levar informações, serviços e carinho à periferia da cidade, local onde a injustiça social cometida pelo Brasil é mais evidente.

Não temos dúvidas quanto ao potencial deste país. Quando pensávamos que já conhecíamos tudo o que o Brasil tinha a nos oferecer em termos de recursos naturais, descobrimos o pré-sal. Nos tornamos auto-suficientes em petróleo e, num futuro próximo, vamos exportar esse produto vital para o mundo em que vivemos. No entanto, a incerteza de que estes recursos serão revertidos em benefícios para a maioria da população nos leva a, neste dia de comemorar os 120 anos da proclamação da república, a reivindicar um país que trate de forma igual todos os mais de 190 milhões de habitantes.

Com as riquezas que temos à disposição, podemos oferecer escola pública de qualidade em todos os níveis e serviços de saúde que atendam com dignidade desde as nossas crianças até nossos idosos. Além disso, podemos acabar de vez com a fome que ainda mata e incapacita milhões de brasileiros, nossos irmãos e irmãs mais carentes.

A jovialidade de nossa república democrática, com seus 120 anos, talvez, seja nossa esperança de dias melhores com a chegada à maturidade. Que ela venha e traga dias melhores a todos os brasileiros e brasileiras, sem exceção. Este é o nosso desejo e é por ele que lutamos, todos os dias, em defesa do trabalhador e da trabalhadora brasileiros.

Que o futuro do Brasil seja agora e o passado de injustiça sirva apenas para constar nos livros de história. Esse é o nosso destino: mostrar ao mundo que é possível viver em paz, com desenvolvimento e justiça social.

 

Programa: 08 de novembro de 2009

6ª Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília

Na próxima quarta-feira, dia 11, vamos a Brasília para mais uma jornada em defesa dos direitos e das reivindicações dos trabalhadores do Brasil, a maioria esmagadora das mais de 190 milhões de almas que habitam este país “abençoado por Deus e bonito por natureza.”

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mais uma vez, será o carro-chefe da marcha organizada pela Nova Central Sindical de Trabalhadores em parceria com outras cinco centrais que lutam ao nosso lado por uma melhor qualidade de vida para o trabalhador e pela geração de emprego e renda.

Representando os trabalhadores da construção e do mobiliário de Londrina e Região, além da Nova Central, estarão a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, CNTI, a Federação dos Trabalhadores na Construção e no Mobiliário do Paraná, Fetraconspar, e o Sintracom-Londrina.

Levaremos na mochila, além de uma muda de roupa, os sonhos sonhados pelos trabalhadores de todas as categorias profissionais. Caminharemos sob o sol escaldante do planalto central do país para que o presidente, os ministros e, principalmente, os senadores e os deputados ouçam a nossa voz.

É preciso que os homens e mulheres que fazem as leis e aqueles que as executam, saibam de nossas reivindicações. Afinal, representamos, como já dissemos, a maioria esmagadora da população brasileira. Nós, que construímos o Brasil. Nós, trabalhadores, que fazemos este país funcionar.

Marchamos na Praça dos Três Poderes porque em nenhuma daquelas casas, isto é, o Palácio Presidencial, o Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal, são ocupados por representantes dos trabalhadores na proporção que faria Justiça à nossa condição de maioria.

O combustível que nos move na 6ª Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília é o desejo de que, num dia não muito distante, o governo, o legislativo e o judiciário considerem os anseios e as necessidades, seja na execução das leis, na criação das mesmas ou na interpretação do legal, legítimo e justo.

Se os três poderes atuassem em favor da maioria e não de acordo com os interesses da minoria detentora do poder econômico e, por conseqüência, do político e com forte influência no judiciário, nossos filhos teriam escolas melhores e, assim, teriam condições de conquistar um futuro mais digno.

Nossos idosos não precisariam madrugar, debaixo de chuva e de frio, para tentar marcar uma consulta. Para conseguir um remédio que sempre falta na prateleira do serviço público de saúde. Os pais de família que hoje se desesperam com a falta de emprego estariam trabalhando.

Quando marchamos e reivindicamos respeito para o aposentado, o fazemos porque acreditamos que quem trabalha toda uma vida merece uma velhice digna. Por isso, neste momento, somos contra o fator previdenciário proposto pelo governo federal e que prejudicará os aposentados.

Pelo contrário, queremos que o Governo promova a equiparação de reajustes entre o salário mínimo e as aposentadorias e pensões. Isto, sim, seria fazer justiça. Seria tratar com respeito e dignidade, conceitos parentes próximos da cidadania, aqueles e aquelas que tanto trabalharam em prol do Brasil.

Da mesma forma, vamos gritar bem alto em Brasília que somos contra o trabalho escravo, contra o trabalho infantil e contra a terceirização que precariza os serviços públicos. Queremos, na verdade, valorizar o servidor público e garantir a liberdade de negociação desta imprescindível categoria profissional.

Queremos, também, a valorização do salário mínimo, pois ainda é significativo o número de brasileiros e brasileiras que trabalham por esse valor. Vamos, também, gritar ainda mais alto que o Pré-Sal é nosso e que, por isso, os recursos gerados por essa riqueza natural devem ser usados em proveito dos brasileiros.

Você que nos honra com a audiência deste programa, apesar de termos citado apenas algumas bandeiras de luta do trabalhador, percebeu que são muitas as frentes de batalha para as quais a classe trabalhadora brasileira está convocada. Felizmente, neste momento, somos um exército que cresce a olhos vistos.

Faremos a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora a Brasilia, a 7ª, a 8ª, a 9ª e quantas mais forem necessárias, até considerarmos que a maioria dos brasileiros e brasileiras, isto é, a classe trabalhadora, está sendo tratada como merece.

Até que a classe trabalhadora seja vista como composta por seres humanos e não como máquinas descartáveis assim que apresentam o primeiro problema. Este é nosso desejo, nossa luta e nossa missão.

 

Programa: 01 de novembro de 2009

Uni(ci)dade: nossa arma mais poderosa

A unicidade sindical, ou seja, um sindicato de trabalhadores para cada base, seja ela municipal, regional ou estadual, é questão de honra para a Nova Central Sindical de Trabalhadores. Não podemos aceitar que, na conjuntura em que vivemos, possa ser criado mais de um sindicato na mesma base. Isso, na prática, significaria a divisão que enfraqueceria os trabalhadores e deixaria muito contentes os empresários.

Coerente com seus princípios e atenta à conjuntura a Nova Central é uma das poucas que defende a manutenção da contribuição compulsória e enfrenta os ataques de setores do empresariado, com o devido apoio da grande imprensa, que questionam os valores arrecadados pelas entidades sindicais.
A Nova Central pauta sua atuação a partir da leitura objetiva da realidade brasileira e internacional. Não por acaso, a Nova Central, neste momento, está firmemente engajada na luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas.

Estamos nesta e em outras lutas em favor do trabalhador porque entendemos que o desenvolvimento do país só faz sentido se for conquistado em benefício de todos os seus filhos e não apenas de uma minoria.

Por isso rejeitamos o fator previdenciário desejado pelo governo e que, se aprovado, prejudicará o trabalhador na sua aposentadoria. No que depender da Nova Central, o trabalhador, após uma vida dedicada à construção, ao desenvolvimento e ao progresso do país, terá seu esforço reconhecido e não penalizado como pretende o governo federal.

No plano paranaense a Nova Central esteve na trincheira de luta pela implantação do piso regional. Agora, vencida esta batalha, queremos avançar no sentido de se institucionalizar esta política salarial de modo a não permitir retrocessos, como pretendem os empresários representantes mais atrasados do capital.

O salário mínimo regional precisa se tornar lei que independa da vontade de quem esteja sentado na cadeira de governador do Paraná. Ele deve ser reajustado, sempre, no mínimo, com base na reposição da inflação acrescido do índice de crescimento industrial do Paraná no ano anterior.

Ainda no plano estadual, sem descuidar das bandeiras gerais de luta aprovadas no 2º Congresso Nacional da Nova Central, reivindicamos que a terceira maior central sindical de trabalhadores do Brasil se faça presente, de forma sistemática, organizada e representativa, nas instâncias institucionais de participação da sociedade na definição do que é melhor para a cidade, o estado e o país.

Os Sindicatos filiados à Nova Central devem assumir como tarefa a participação ativa nos conselhos municipais e estaduais. Trata-se, neste caso, de entender que o que é definido nestes conselhos em relação à saúde, transporte, segurança, trânsito, cultura e comunicação, entre outros temas, interessa a todos os trabalhadores, seus familiares e dependentes.

A inserção da Nova Central nos conselhos legitima a entidade como representante do trabalhador e da trabalhadora. Essa gente que pula da cama cedo, todos os dias, para construir a cidade, o estado e o país.

A Nova Central não cresce por acaso. Assim como a semente lançada no campo fértil, ela germina a olhos vistos entre as entidades sindicais representativas da classe trabalhadora por representar os legítimos anseios, desejos e necessidades da massa de trabalhadores, ou seja, a maioria esmagadora do povo brasileiro.

Por isso, precisamos ir além. Precisamos, urgentemente, buscar parcerias com as universidades, principalmente, as públicas que, até aqui, só têm beneficiado os empresários, incrementando o lucro de seus investimentos. É preciso que o conhecimento gerado nas universidades seja estendido à classe trabalhadora e melhore a qualidade de vida da maioria dos brasileiros.

Precisamos formar nossos dirigentes para que o trabalho destes conquiste a sociedade e faça com que o trabalhador se engaje, também, nas lutas de suas categorias e nas campanhas nacionais em defesa da democracia, da ética e do desenvolvimento do Brasil para todos os brasileiros.

Precisamos de gente capacitada para apresentar e defender o projeto da Nova Central e, sobretudo, mostrar porque ele é o melhor neste momento em que o Brasil se encaminha para entrar no grupo dos países mais ricos do planeta.

Isto significa construir, junto com a classe trabalhadora, uma alternativa de poder que privilegie o trabalho e não apenas o capital. Para que este sonho se torne realidade, a Nova Central no Paraná fará, imediatamente e com apoio de profissionais especializados, um planejamento estratégico de curto, médio e longo prazo.

Consolidar e fazer crescer a Nova Central no Paraná é a tarefa de seus dirigentes para os próximos quatro anos. Na atualidade, cerca de 70% dos sindicatos do Paraná não estão filiados a uma central. É com eles que devemos e vamos conversar.

No diálogo, vamos conquista-los para a causa da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Paraná. Vamos traze-los para a trincheira da luta da classe trabalhadora, razão de ser e do crescimento da terceira central sindical em nível nacional e segunda no Paraná em número de sindicatos filiados.
Diante disto reafirmamos nossos compromissos firmados na última plenária estadual

Plano de Ação Estadual

Buscar parcerias com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Ministério Público do Trabalho (MPT), referente aos Trabalhadores Aprendizes e Deficientes Físicos;

Na comunicação, promover a edição diária de jornal eletrônico e reformulação do site da entidade;

Realização de campanha de filiação de entidades representativas de trabalhadores ainda não alinhadas a nenhuma central sindical;

Implementar um programa de capacitação de dirigentes sindicais;

Participação efetiva da NCST/PARANÁ nos Conselhos Estaduais e Municipais do Trabalho, Saúde, Cidades, Educação, Cultura, Meio Ambiente, Segurança e outros;

Fortalecimento do Piso Salarial no Estado do Paraná;
Desenvolver planos de ação por regiões do Estado do Paraná;

A NCST/PARANÁ cobrará do governo estadual a implantação dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador – CEREST, em todo o Estado do Paraná;

Pressionar os parlamentares federais para aprovarem o Projeto de Lei do Senado 248/2006, que regulamenta a cobrança da contribuição assistencial; pela ratificação das convenções 151 e 158, que tratam da negociação no serviço público e da demissão imotivada; pela valorização do Salário Mínimo com a aprovação do Projeto de Lei 01/07; não à precarização com a retirada dos Projetos de Leis do Senado 4302/98 e 4330/04; pelo fim do trabalho escravo com a aprovação do Projeto de Emenda Constitucional 438/01 e pela defesa das reservas naturais, “O Pré-sal é nosso!”.

Intensificar a mobilização e a pressão sobre os parlamentares pela aprovação da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Para que a classe trabalhadora amplie a participação na renda nacional e aumente a massa salarial é preciso que, em 2010, sejam eleitos chefes do executivo e parlamentares que priorizem em seus programas de governo os interesses da maioria. Esses são os candidatos que os dirigentes sindicais e os trabalhadores devem apoiar.

Programa: 11 de outubro de 2009

Sem Justiça não há cidadania

“Esqueçam tudo o que eu escrevi”, foi uma das primeiras declarações do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, respeitado internacionalmente, assim que tomou posse como presidente da República do Brasil.

E ele tinha mesmo que dar essa declaração, pois é um estudioso dos problemas que afetam a sociedade brasileira e que impedem o Brasil de se tornar, além de uma potência econômica mundial, uma nação que trata de forma igualitária todos os seus filhos.

O mundo inteiro sabe que o Brasil é um dos países mais ricos do mundo em recursos naturais. Temos água em abundância, nosso território é apropriado para a pecuária e a agricultura em toda a sua extensão e temos recursos minerais que causam inveja a todos os demais habitantes do planeta.
Apesar disso, ainda temos milhões, muitos milhões, de brasileiros vivendo na mais absoluta miséria. Então, se o nosso problema não é a escassez de recursos naturais, por que o Brasil ainda não deu certo? Por que o Brasil ainda não se tornou um país em que todos os seus filhos e filhas possam viver a vida em plenitude?

A resposta a estas questões, na verdade, são muitas. Não temos uma escola que, de fato, prepare nossas crianças e jovens para enfrentar o mundo em que vivemos. Além disso, apesar do Brasil gerar riquezas como os países desenvolvidos, a distribuição de rendas em terras brasileiras é das mais injustas do mundo.

Esses fatores combinados e somados a outros que não cabe abordar neste momento, como a corrupção que apodrece o estado e as instituições e se alastra por todos os setores da sociedade, resultam na miserabilidade que acomete milhões de brasileiros de norte a sul deste país abençoado por Deus e bonito por natureza.

E onde há miséria, se há desesperança de dias melhores, a violência se sente à vontade para tomar de assalto os lares brasileiros, se espalhar pelas ruas e assombrar a Família Brasil.

Para piorar esse quadro, nosso sistema prisional, em geral, se resume ao confinamento de quem tem contas a acertar com a sociedade e pouco ou quase nada faz no sentido de recuperar o infrator, o criminoso, para que ele possa, depois de algum tempo, se reintegrar à sociedade e participar da construção da nação brasileira.

E tem mais. Todo mundo sabe que nossas prisões estão abarrotadas e tem muita gente que acaba encarcerada pura e simplesmente por não ter recursos para se defender. Por isso, a cidadania ainda é um sonho distante para a maior parte da população brasileira.

Em Londrina, por exemplo, tem um caso exemplar de como a justiça privilegia quem tem dinheiro, muito dinheiro. É o caso do assassino de Fernanda Struzani. Ele a matou com mais de 70 facadas, foi a julgamento e até hoje, mais de vinte anos depois do crime, continua solto e impune.

Se ele fosse um favelado, com toda a certeza, estaria apodrecendo na cadeia. Mas não, ele é filho de uma tradicional e rica família londrinense e, por isso, talvez jamais venha a cumprir um dia que seja de pena pelo bárbaro crime que cometeu.

Infelizmente, essa é a dura realidade com a qual convivem milhões de brasileiros. Essa gente que acorda cedo, antes do Sol nascer, para construir e fazer funcionar esse país.

Por isso, neste domingo discutimos a questão da Defensoria Pública. Para a diretoria do Sintracom-Londrina, cuja obras mais importante é a construção da cidadania, a justiça, assim como a educação, a saúde, a moradia e o trabalho, é requisito básico para que todo brasileiro conquiste o status de cidadão.

É por isso que lutamos, todos os dias, para melhorar a condição de vida dos trabalhadores da construção e do mobiliário de Londrina e de seus dependentes. É por isso que lutamos pela educação pública e de qualidade para todos. Pelo atendimento integral e humanizado da saúde. Pela Justiça, de verdade, a todo brasileiro e toda brasileira. Branco, negro, amarelo ou vermelho. Rico ou pobre. Religioso ou agnóstico. Doutor ou analfabeto.

Essa é a nossa luta e nosso desejo. Esta é a missão que nos confiaram mais de quatro mil associados do Sintracom-Londrina, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina e Região.

 

Programa: 04 de outubro de 2009

Todo respeito aos idosos do Brasil

Na quinta-feira que passou, dia 1º de outubro, o Estatuto do Idoso completou seis anos de vigência. Antes de ser sancionado pelo Presidente Lula, o estatuto tramitou durante sete anos no Congresso Nacional.

Como toda lei nova, o Estatuto criado para proteger o cidadão brasileiro, homens e mulheres com mais de 60 anos de idade, ainda não é cumprido em sua plenitude. Para que isto aconteça, é preciso que todos cumpram com a parte que lhes cabe.

É o caso, por exemplo, dos mais jovens não se sentarem nos bancos destinados aos idosos nos ônibus urbanos. Infelizmente, a qualquer hora do dia ou da noite, é possível observar jovens ocupando tais assentos e idosos se equilibrando precariamente nos corredores dos coletivos.

Na verdade, se tivéssemos evoluído o suficiente no quesito educação, nem haveria necessidade da destinação de bancos para idosos, gestantes e deficientes. Porém, enquanto não atingimos tal grau de civilidade, talvez, o primeiro passo seja o respeito aos assentos preferenciais a estes cidadãos.

Da mesma forma, é preciso que a fiscalização nos bancos, no comércio e nas repartições públicas, em geral, seja mais rigorosa em relação ao atendimento do idoso. Nos supermercados, principalmente, é comum a cena do idoso na fila e pessoas jovens, inclusive pais e mães dando mau exemplo às crianças, utilizando os caixas destinados aos mais velhos.

Cidadania, mais que um direito é preciso, também, ser entendida como um dever de todos. De nada adianta o Congresso, a Assembléia e a Câmara de Vereadores aprovarem leis em defesa dos idosos se a população em geral não as respeitarem.

O Brasil melhorou em muitos aspectos nas últimas décadas e isto elevou a média de vida do brasileiro para cerca de 71 anos. Isto quer dizer que, a cada dia que passa, veremos mais idosos participando do nosso cotidiano.

É preciso que os tratemos com o respeito que eles merecem. Nossos pais, avós e bisavós construíram e constroem esse país, sempre pensando em dias melhores para seus filhos, netos e bisnetos.

São pessoas que dedicaram os melhores anos de suas vidas em prol de um mundo melhor. Desrespeitar o idoso é mais ou menos como cuspir no prato que se comeu. Maltratar o idoso ou a idosa é um crime de lesa-humanidade. É crime que nos remete aos primórdios da civilização, tempo em que a vida humana valia menos do que a de um boi ou de um cavalo.

Nesse sentido, de nada adianta todo o avanço científico e tecnológico e o aprimoramento das instituições democráticas se continuarmos tratando mal nossos idosos. Pelo contrário, os diretores do Sintracom-Londrina, que pensam a construção da cidadania, como nossa obra mais importante, acreditam que o mundo só será um lugar bom de ser viver quando houver respeito e, principalmente, carinho pelos idosos.

Esse é o nosso desejo. Essa é a nossa luta cotidiana. Essa é a nossa missão.

 

Programa: 27 de setembro de 2009

Mais respeito ao aposentado

Apesar de gerar riquezas no mesmo nível dos países desenvolvidos, o Brasil ainda tem muitos passos a dar, até se tornar uma nação que trate de forma igual a todos os seus filhos.

Desde que os portugueses chegaram nestas terras “em que se plantando tudo dá”, conforme descreveu Pero Vaz de Caminha em abril de 1500, a injustiça social tem sido a marca registrada deste país “abençoado por Deus e bonito por natureza”, como canta Jorge Benjor na música “País Tropical”.

No trabalho cotidiano de construção da cidadania, nossa obra mais importante, o Sintracom-Londrina não economiza esforços no sentido de denunciar e lutar contra as injustiças que se comete com o trabalhador da Construção, o verdadeiro construtor deste país.

Da mesma forma, estamos sempre mobilizados para defender os trabalhadores do Mobiliário, aqueles que fabricam o berço onde embalamos nossos filhos, a mesa onde nos alimentamos, o sofá onde sentamos para conversar e receber os parentes e os amigos e a cama onde repousamos e recuperamos nossas energias.

Para a diretoria do Sintracom-Londrina, defender o trabalhador da Construção e do Mobiliário é missão confiada pelos mais de quatro mil trabalhadores que confiaram em nossas propostas de trabalho e nos elegeram para um mandato de quatro anos.

Porém, a construção da cidadania, nossa obra mais importante, não passa apenas pelos canteiros de obras e pelo chão das fábricas.

Por isso, estamos sempre engajados nas lutas estaduais através da Fetraconspar, Federação dos Trabalhadores na Construção e no Mobiliário do Paraná, e nas lutas nacionais através da CNTI, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria e, principalmente, através da Nova Central Sindical dos Trabalhadores criada em 2005 e que, em apenas quatro anos de luta, já é a terceira do Brasil em número de sindicatos, federações e confederações filiadas.

Neste momento, por exemplo, a Nova Central, assim como a CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil -, está na luta pelo fim do fator previdenciário e contra a criação de um novo fator proposto pelo governo federal e apoiado por outras centrais sindicais.

Se você que nos honra com sua audiência ainda não sabe, o fator previdenciário criado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1999, causa perdas entre 35 e 40% nos benefícios pagos pra quem se aposentou daí pra frente.

Imagina o seguinte: você trabalhou uma vida inteira e pelas regras anteriores iria se aposentar e receber um benefício mensal de R$ 1 mil. Com o fator previdenciário, sua aposentadoria cai para cerca de R$ 600. São R$ 400 que poderiam melhorar a qualidade de vida do aposentado, ou seja, o trabalhador que durante 30, 40 anos de vida trabalhou de sol a sol para construir a grandeza deste país chamado Brasil.

Agora, quando o projeto de lei do Senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, foi aprovado depois de seis anos circulando pelo Congresso Nacional, o Governo Federal quer criar outro fator que, também, prejudicará o trabalhador aposentado, ou seja, o idoso que tanto contribuiu para edificar a nação brasileira.

No caso da Construção, por exemplo, atividade na qual o trabalhador precisa da força física para continuar trabalhando, se o novo fator for aprovado o servente, o pedreiro, o carpinteiro, o eletricista, o encanador e o pintor terão que trabalhar até os 70 anos ou até mais.

Seria, por assim dizer, mais uma injustiça social que se pretende cometer contra o trabalhador da construção. Não podemos e não vamos concordar com isso.

Por isso estamos na luta junto com a Nova Central. No que depender do Sintracom-Londrina, da Fetraconspar e da CNTI, o novo fator proposto pelo governo será rejeitado pelo Congresso Nacional. Que a previdência tem problemas, todo mundo sabe. O que nem todos sabem, é que quem sempre acaba pagando a conta dos erros cometidos pelos governantes são os trabalhadores.

Já passou da hora desta crueldade com quem, de fato, constrói o Brasil, acabar. Este é o nosso desejo. Esta é a nossa missão e nossa luta.

Programa: 20 de setembro de 2009

O dia de amanhã e a luta cotidiana

É comum a gente ouvir por ai, na igreja, na escola, no ônibus ou na rua, gente se gabando de estar trabalhando por conta e, por isso, não estar pagando impostos nem contribuindo com a Previdência Social.

Este tipo de comentário a gente ouve, principalmente, saindo da boca dos trabalhadores mais jovens. Gente que está com boa saúde, está na ativa e, por isso, não se preocupa com o dia de amanhã.

Por isso, nesse último domingo do inverno brasileiro de 2009, dirigimos uma palavra a todos os trabalhadores que estão trabalhando sem registro na carteira ou sem a inscrição no MEI-Micro Empreendedor Individual.

É preciso, é imprescindível, quando se é jovem e saudável, planejar como será a vida da gente e de nossos dependentes quando estivermos idosos e nem sempre com boa saúde.

No caso do trabalhador brasileiro, esse guerreiro que enfrenta todos os dias a batalha pela sobrevivência, as duas maneiras de garantir um futuro digno é trabalhar registrado em carteira ou, então, se inscrever no MEI – Micro Empreendedor Individual.

Somente dessa forma, quando chegar a hora de descansar de toda uma vida dedicada ao trabalho, o trabalhador terá garantida uma renda mínima, ou seja, terá direito à aposentadoria ou, ainda, em caso de morte, garantirá uma pensão ao cônjuge ou filhos incapazes.

Se você que nos ouve não sabe, na maioria dos 5.562 municípios brasileiros, cidades pequenas e sem muitos recursos, os benefícios previdenciários é que fazem girar a roda da economia destas localidades.

Os benefícios pagos pela Previdência Social, ou seja, aposentadorias e pensões, salário maternidade, salário família, auxílio reclusão, auxílio doença, abono acidente e abono anual, junto com o Bolsa Família, é o maior programa de distribuição de renda do Brasil.

Como estamos empenhados na Construção da Cidadania, nossa obra mais importante, julgamos oportuno lançar este alerta a todos os trabalhadores que estejam trabalhando na informalidade.

O futuro, como todo mundo sabe, a Deus pertence. Mas a gente pode dar uma força pro Criador e ajudá-lo para que nossa velhice seja segura. Para que tenhamos uma renda que nos garanta qualidade de vida na terceira idade.

Então, companheiro trabalhador, companheira trabalhadora, se você está na informalidade, sai dessa vida e vem pra formalidade. Trabalhe com carteira assinada ou se inscreva no Micro Empreendedor Individual.

A gente nunca sabe o dia de amanhã. Por isso, devemos nos prevenir para que a gente e os nossos dependentes não sofram quando chegar a hora da gente parar de trabalhar.

Da mesma forma, não podemos esmorecer diante das lutas cotidianas que surgem na nossa frente. É o caso, por exemplo, da Alta Programada do INSS que o Sintracom-Londrina vem denunciando desde o ano passado.

Pois é, companheirada trabalhadora, a gente foi pra rua e pra feira, procurou o Ministério Público do Trabalho, a OAB, a Câmara Municipal e o nosso grito e a nossa luta não foram em vão.

Pelo contrário, dois domingos atrás, com muita alegria, abrimos espaço no Programa Sua Vez, Sua Voz para que a gerente regional do INSS em Londrina, Marilena Marques de Almeida, anunciasse que o Instituto havia mudado um dos itens da alta programa que tantos prejuízos causa aos trabalhadores em geral.

É, companheirada, a Marilena informou que não existe mais a carência de 30 dias para o trabalhador requerer um novo benefício de auxílio acidente ou auxílio doença.

Sabemos que a nossa luta, por si só, não foi a responsável pela mudança de procedimento do INSS. Porém, não temos dúvidas de que nossas manifestações em defesa do trabalhador doente ou acidentado ajudaram na mudança e isso é o que interessa.

Queremos e lutamos todos os dias, sem trégua, para que os direitos do trabalhador sejam respeitados. Esse é o nosso desejo é a nossa missão. A Construção da Cidadania, nossa obra mais importante.

 

Programa: 06 de setembro de 2009

A independência do Brasil e a luta sindical

Descoberto por Pedro Álvares Cabral em 22 de abril de 1500, o Brasil tornou-se colônia de Portugal e ficou nessa condição de dependente durante 322 anos.

Até que no dia 7 de setembro de 1822 o então príncipe-herdeiro do trono português, Dom Pedro de Orleans e Bragança, proclamou a independência do Brasil em relação a Portugal e tornou-se, assim, o primeiro imperador de nossa pátria.

Quando isto aconteceu, o Brasil nasceu, enquanto nação independente, com muitos e graves problemas a resolver. O primeiro deles seria garantir a unidade nacional, o que foi conseguido pela força das armas.

A primeira grande mobilização dos brasileiros foi pela abolição da escravidão em nosso país, luta que durou 66 anos até que a Lei Áurea fosse assinada. No bojo do movimento abolicionista surgiu, também, o embrião do ideal republicano e democrático conquistado em 1889 e vigente até os dias de hoje, descontados os anos de ditadura da era Vargas, que vai de 1930 a 1945, e a Militar iniciada em 1964 e encerrada, de direito e de fato, em 1988 com a promulgação da Constituição Cidadã.

Da independência aos dias de hoje, o Brasil passou por profundas transformações, notadamente nos últimos 40-50 anos, quando deixou de ser um país rural e se tornou um país urbano. O que não quer dizer que o Brasil deixou de ser um dos grandes na produção mundial de alimentos. Apenas a população, que antes morava na roça, hoje vive nas cidades.

Nesse processo de mudança do perfil demográfico, aconteceram coisas boas e coisas ruins. Avançamos na tecnologia, criamos mais escolas e melhoramos o atendimento à saúde. Mas ainda temos um longo caminho a percorrer até que o Brasil se torne um país desenvolvido. Ainda temos muitos analfabetos e muitas crianças fora da escola. Ainda temos gente sendo mal atendida ou sem atendimento algum na área da saúde.

São passos que ainda daremos até que todo brasileiro e toda brasileira conquiste a cidadania plena. Até que todos os filhos e filhas desta pátria, tão rica de recursos naturais, tenham acesso à escola de boa qualidade e tenham garantido atendimento integral na saúde, sem filas e sem mau atendimento.

No processo histórico que é a edificação da nação brasileira, não faz muito tempo, em 1929, começou a grande aventura do Norte do Paraná, ou seja, a construção de Londrina a terceira maior cidade do Sul do Brasil.

Quando Londrina era apenas um lugarejo que crescia sem parar e recebia gente de todos os cantos do Brasil e do Mundo, em 1968, surgiu o Sindicato dos Trabalhadores da Construção, entidade que depois se tornou representante dos trabalhadores da madeira e do mobiliário, pintura, instalação elétrica, olaria e cerâmica, mármore e granito, artefatos de cimento e montagem industrial.

Há algum tempo, menos de 20 anos, a diretoria do Sintracom-Londrina adotou como lema e atitude a construção da cidadania, nossa obra mais importante. Finalmente, há dois anos e quatro meses, na luta pela conquista da cidadania, colocamos no ar na Rádio Brasil Sul AM 1290 o programa Sua Vez, Sua Voz, Jornal Falado do Sintracom-Londrina.

Este programa tem como objetivo informar o trabalhador e indicar-lhe canais e meios de reivindicar e lutar pela cidadania consagrada na Constituição, mas nem sempre cumprida no dia a dia pelos poderes públicos constituídos.

Por aqui passaram políticos do executivo e do legislativo, juízes, promotores, professores, médicos, advogados, ativistas não governamentais, sindicalistas, candidatos a cargos públicos, artistas, ambientalistas, enfim, todo cidadão ou cidadã que, de alguma forma, pudesse contribuir no debate e na luta pela conquista da cidadania.

Neste domingo em que estendemos por mais uma hora a duração do programa, conquista que só foi possível em função da audiência angariada pelo Jornal Falado do Sintracom-Londrina, dia em que também nos preparamos para comemorar os 187 anos da Independência do Brasil, nosso desejo é que o programa Sua Vez, Sua Voz consiga sobreviver às atribulações cotidianas e as mudanças políticas e institucionais e continue cumprindo sua missão de informar o trabalhador. Esse é o nosso desejo e nossa missão.

Fatos ocorridos em 6 de setembro ao longo da história

1522 - O navegador Juan Sebastián Elcano e outros dezesseis espanhóis, únicos sobreviventes da expedição de Fernão de Magalhães, completam a primeira volta ao mundo da história.

1620 - Colonos ingleses partem no navio "Mayflower" para o Novo Mundo onde iriam criar os Estados Unidos da América.

1922 - Oficialização do Hino Nacional Brasileiro, de autoria de Joaquim Osório Duque Estrada.

1941 - O governo alemão anuncia a obrigatoriedade de identificação dos judeus, acima de seis anos, residentes no país. Uma Estrela de David deveria ser presa em local visível da roupa.

1957 - Publicação de um decreto na Argentina que limita o direito à greve.

1981 - O primeiro congresso do sindicato polonês Solidaridade começa em Gdansk (Polônia).

1985 - Protestos no Chile contra o regime de Pinochet, deixam onze mortos, 25 feridos e 200 detidos.

1994 - Um relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial alerta que o buraco na camada de ozônio atingiu seus níveis máximos.

1997 - O mundo assiste ao enterro da princesa Diana, morta em 31 de agosto em um acidente de carro.

1998 - O iatista brasileiro Lars Grael perde a perna direita por causa de um acidente na praia de Camburi, no Espírito Santo. Seu barco colidiu com uma lancha que invadiu a área da prova.

 

Programa: 30 de agosto de 2009

Dois milhões e meio de empregos

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos, o DIEESE, dois milhões e meio de empregos serão gerados caso o Congresso Nacional aprove a redução da jornada de trabalho de 44 para horas semanais.

É claro que os empresários discordam dessa previsão. Para eles, a redução da jornada, pelo contrário, provocaria demissões, seria um obstáculo à geração de empregos e elevaria o custo de produção.

Nós, que pulamos da cama cedo e vamos à luta todos os dias, inclusive nos finais de semana, entendemos o discurso do patrão. Na verdade, o que ele pretende é eternizar a exploração do trabalhador brasileiro.

Da mesma forma que resistiram os patrões do século 19, que queriam que o trabalhador continuasse cumprindo jornadas diárias de cerca de 18 horas de trabalho. Foi preciso que muitos morressem, no interior das fábricas e na luta sindical, para que esta história de exploração fosse alterada.

No Brasil, a primeira redução de jornada ocorreu na Constituição de 1934, que estipulou a jornada em 48 horas semanais. Após 54 anos, a Constituição Cidadã, promulgada em 1988, em função da luta das entidades representativas dos trabalhadores, reduziu a jornada de 48 para 44 horas semanais.

Passados 19 anos desta conquista histórica, como todos podem perceber, inclusive os patrões, o Brasil não foi à falência, a economia não entrou em colapso, a produção continuou em alta e, o que é melhor, entre 1988 e 2008 a produtividade do trabalhador brasileiro aumentou em 84%.

Trocando em miúdos, isso quer dizer o seguinte, com mais tempo para repouso, convívio com os familiares e estudo, o trabalhador brasileiro produziu mais e melhor. O salário melhorou e o lucro dos patrões só fez crescer nesse tempo.

Não é por acaso que o presidente Lula, assim como seu antecessor Fernando Henrique Cardoso, passaram a tomar parte das discussões mundiais sobre economia, trabalho e produção.

A entrada do Brasil no BRIC, grupo composto pelo Brasil, Rússia, Índia e China, isto é, países cujas economias estão crescendo e se aproximando do G-8, ou seja, o grupo dos oito países mais ricos do mundo, aconteceu porque a produção brasileira foi incrementada.

Só quem é cego ou finge não enxergar, é que não está vendo que a redução da jornada de 44 para horas semanais seria mais um elemento a alavancar o crescimento da economia brasileira.

Além disso, a jornada menor poderia, a médio prazo, interferir de forma benéfica em graves problemas sociais hoje existentes. Se pais e mães tiverem mais tempo para cuidar da educação dos filhos, certamente diminuirá o número de crianças perambulando pelas ruas e se expondo ao risco de serem cooptadas pelo narcotráfico e pela exploração sexual.

Diminuir a jornada de trabalho, no momento, significa também distribuir renda. Incrementar o consumo interno e fazer com que o Brasil atinja níveis de desenvolvimento humano que façam justiça ao suor derramado, todo dia, pelo trabalhador brasileiro.

 

Programa: 23 de agosto de 2009

4.1 turbinado e sempre na luta!

Na tarde do dia 21 de agosto de 1929, o engenheiro e agrimensor russo Alexandre Razgulaeff, após consultar seus instrumentos e os mapas que trazia, fez sinal para que o grupo que o seguia interrompesse a marcha.

Naquele momento, 80 anos atrás, teve início a história daquela que, em pouco tempo, seria a grande metrópole do Norte do Paraná e a terceira maior cidade do Sul do Brasil.

“Londrina, cidade de braços abertos a todos os filhos do nosso Brasil e a todos aqueles, de pátrias distantes, que aqui confiantes, sob um pálio anil, seu lar construíram e aos filhos se uniram do nosso Brasil.”

Esses versos pinçados do Hino de Londrina, falam do futuro, hoje presente, da cidade orgulho de todos os londrinenses. Tanto dos que aqui nasceram, quanto dos que a escolheram para criar os filhos e ver os netos chegando.

É dessa forma que vemos nossa querida e amada Londrina. E não é para menos, afinal de contas, o trabalhador da construção participa desta história de grandeza desde o primeiro momento. Desde o dia 21 de agosto de 1929.

Fazem parte desta história trabalhadores da construção como os comunistas Mané Jacinto, Seo Lima e tantos outros que dedicaram suas vidas a construir a cidade de Londrina e a lutar pela construção de um mundo melhor.

Os trabalhadores citados, lutavam em defesa dos verdadeiros construtores da cidade muito antes da existência do Sintracom-Londrina. Por isso, lembramos deles ao recordarmos os 80 anos de vida de Londrina.

Também recordamos destes batalhadores pelo aniversário de 41 anos de fundação do Sindicato dos Trabalhadores da Construção no dia 21 de agosto de 1969, ou seja, exatamente 39 anos depois do início da construção de Londrina.

Nascemos em um regime de exceção, a ditadura militar, e estivemos na luta para que a democracia fosse restabelecida no Brasil. Da mesma forma, estivemos na luta para que a Constituição Cidadã fosse escrita e restituísse aos brasileiros os direitos fundamentais individuais e coletivos usurpados pela ditadura militar.

Com o restabelecimento da democracia, concentramos nossos esforços na defesa da saúde, da integridade física e da vida dos construtores de Londrina. Segurança passou a ser a palavra de ordem da diretoria do Sintracom-Londrina.

Nessa luta, comemoramos o fato de passarmos quase cinco anos sem que um único acidente fatal fosse registrado em Londrina. Agora, nossa luta é ainda maior. Queremos a cidadania plena para todo trabalhador da construção e do mobiliário de Londrina e Região.

Por isso, atualmente, estamos numa jornada de luta para que a alta programada instituída pelo INSS seja revogada. Também lutamos contra o fator previdenciário que reduz o valor das aposentadorias e outros benefícios previdenciários. Lutamos, ainda, para que as aposentadorias e pensões tenham o mesmo reajuste que o salário mínimo.

No Congresso Nacional nossa luta é pela redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Estamos nessa luta porque a redução da jornada provocará a geração de cerca de dois milhões de novos empregos. Só pra começar. Além disso, trabalhando menos o trabalhador terá mais tempo para a família, para o lazer e para a qualificação profissional.

Da mesma forma, nunca deixamos de manifestar nossa opinião em assuntos que sejam de interesse da classe trabalhadora como um todo. Essa é a missão do Sintracom-Londrina há 41 anos. Por isso, o título desta palavra do presidente é 4.1 turbinado e sempre na luta.

Isso quer dizer que, nos 41 anos da entidade, vemos o Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário de Londrina como um senhor experiente e que não se curva diante dos obstáculos colocados no caminho do trabalhador.


Programa: 16 de agosto de 2009

Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos

Não faz muito tempo, o deputado federal Sérgio Morais, do PTB do Rio Grande do Sul, disse que se lixava para a opinião pública e que não estava nem aí com as denúncias que os jornais estavam publicando contra ele.

O gaúcho disse isso quando o deputado federal mineiro Edmar Moreira, atualmente sem partido, tinha sido denunciado ao conselho de ética da Câmara por ter construído um castelo em Minas Gerais e não ter declarado ao imposto de renda.

O tempo passou e o deputado Moreira foi absolvido pela Câmara e o deputado Morais recolheu-se à insignificância de onde nunca devia ter saído. De qualquer forma, ficou para a nação, o gosto amargo da impunidade.

Agora, o mar de lama mudou de prédio. Saiu da Câmara dos Deputados e inundou o Senado Federal. A bola da vez é o ex-governador do Maranhão, ex-presidente da República e atual senador pelo Amapá, José Sarney.

Se não bastasse o pouco caso com que Sarney tratou as denúncias, o presidente da comissão de ética do Senado, senador Paulo Duque, do PMDB do Rio de Janeiro, simplesmente arquivou todas as denúncias sem investigar nada.

Ele não quis nem saber se o presidente do senado recebe auxílio moradia de R$ 3 mil por mês, apesar de morar em uma casa mantida com o dinheiro público, ou seja, Sarney mora num prédio público e recebe dinheiro como se pagasse aluguel.

E tem mais. A Fundação José Sarney recebeu milhões de reais, dinheiro que podia ser aplicado em saúde, educação e segurança e, assim como quem não tem que prestar contas a ninguém, não investiu o dinheiro onde disse que iria investir.

Nada disso, porém, foi suficiente para que o presidente da Comissão de Ética do senado iniciasse uma investigação para apurar se Sarney é inocente ou culpado. O senador Paulo Duque virou juiz e inocentou o presidente do Senado.

Fatos como estes, infelizmente, são a regra na política brasileira e não a exceção, como deveriam ser. Corrupção existe em todo lugar. A diferença entre o Brasil e o resto do mundo é que aqui, o corrupto não vai pra cadeia.

Pelo contrário, ele parece se fortalecer ainda mais e fica por ai, rindo da cara do brasileiro honesto e honrado, o trabalhador, principalmente, que paga seus impostos e suas contas em dia para poder dormir com a consciência tranqüila.

Por muito menos do que isso, teve ministro e parlamentar japonês, por exemplo, que cometeu suicídio. Por isso, a palavra do presidente de hoje usou como título a frase do escritor, jornalista e cronista carioca Sérgio Porto, que assinava muitos textos como Stanislaw Ponte Preta.

Ele, nos anos 1950, indignado com tudo que acontecia no Brasil, propôs que restaurássemos a moralidade ou nos locupletássemos todos. De lá para cá, muita coisa mudou. Derrubamos uma ditadura. Escrevemos a Constituição Cidadã e vimos muitos direitos fundamentais serem consagrados.

Só não conseguimos acabar com a corrupção, esse câncer que corrói a moralidade da pátria amada Brasil e que faz com que nossos jovens percam a esperança de alcançar dias melhores pela via da educação e do trabalho honesto.

De nossa parte, continuaremos na luta pela construção da cidadania, nossa obra mais importante. Essa é a nossa missão. Nossa profissão de fé. Não nos desviaremos desse caminho que escolhemos para trilhar.

 

Programa: 09 de agosto de 2009

O Ofício Paterno

Hoje, como acontece em todos os cantos do Brasil, os quase 25 mil membros da Família Sintracom-Londrina se reúnem no aconchego dos lares para comemorar o Dia dos Pais.

Por isso, inicio a palavra do presidente lembrando daquele que é o responsável pela minha existência, o pedreiro Paulo Pestana, meu pai.

O homem de mãos calejadas que me embalou em seus braços quando bebê e que, até hoje, peço conselhos, apoio e um pouco de colo quando as dificuldades tentam me sufocar.

Acompanhando meu pai nas obras me tornei Carpinteiro da Construção Civil. Com outros pais aprendi a lutar por dias melhores para mim e para meus companheiros de categoria.

Hoje, tenho o privilégio e o compromisso de representar categorias profissionais majoritariamente masculinas. Convivo com esses homens de mãos calejadas e feições rudes; mas sei que, diante de um problema qualquer enfrentado por um de seus rebentos, eles mostram toda a sensibilidade e choram pela dor do filho.

O trabalho é pesado no canteiro de obras e no chão da fábrica de móveis. Amassando o barro na olaria. Ouvindo o barulho estridente da serraria. Pintando arranha-céus, fazendo a instalação elétrica, trabalhando o mármore e o granito, fabricando artefatos de cimento ou implantando novas industrias, o pai nunca deixa de se preocupar com o filho e a filha queridos.

Muitas vezes, ao sair de casa antes do sol raiar, o trabalhador deixa o filho febril na residência. Daí, passa o dia preocupado com a saúde de seu bem mais precioso concedido por Deus. É para o filho que o pai trabalha. É para o filho que o pai busca melhorar sua condição de vida.

Neste mundo corrido em que vivemos, nem sempre é possível dar a atenção que o filho precisa e merece. Nestas horas, o trabalhador olha para o céu e pede a Deus que proteja seu filho dos perigos que rondam a família brasileira.

Pede, também, que Deus lhe conceda sempre saúde e disposição para continuar a edificar as cidades e, o mais importante, educar seus filhos como cidadãos conscientes e cumpridores das leis divinas e dos homens.

Esse, também, é o nosso pensamento. Afinal, além de profissionais da Construção e do Mobiliário, também exercemos o ofício paterno. Responsabilidade que vai muito além de gerar filhos. Compromisso que segue pela vida afora e por todo o sempre.

A benção meu pai, Paulo Pestana. Que Deus o abençoe e proteja todos os pais trabalhadores da Construção, da Madeira e do Mobiliário, do Mármore e Granito, dos Artefatos de Cimento, da Pintura, das Instalações Elétricas, das Olarias e Cerâmicas e da Montagem Industrial.

 

Programa: 02 de agosto de 2009

Solidariedade Sindical na Construção da Cidadania.

As pessoas que nos honram com a audiência do Programa Sua Vez, Sua Voz, o Jornal Falado do Sintracom-Londrina, já devem ter se acostumado a ouvir, ao final de cada bate-papo com nossos convidados, que a Construção da Cidadania é nossa obra mais importante.

Mais do que uma frase de efeito, daquelas que os marketeiros criam para a maioria dos políticos repetir a todo instante, a Construção da Cidadania, para a diretoria do Sintracom-Londrina é quase um mantra, forma indiana de rezar repetindo palavras e expressões. É uma verdadeira profissão de fé. Construir a cidadania é, sobretudo, nosso desejo e nossa missão.

Por isso, não desviamos dos obstáculos que são colocados no caminho da busca de melhores salários, saúde, segurança e condições dignas de trabalho na Construção e no Mobiliário. Como a batalha de Imbituva, quando apeamos do poder o pelego que há quase 20 anos prejudicava os trabalhadores da madeira daquela cidade dos Campos Gerais.

Na semana que passou, comemoramos a celebração de uma Convenção Coletiva de Trabalho em Imbituva, que conquistou um reajuste salarial em torno de 33% que vai melhorar, e muito, a vida de cerca de dois mil trabalhadores. Ao mesmo tempo, enfrentávamos a chuva e o frio de Curitiba durante a greve dos 35 mil trabalhadores da capital do Paraná.

Este movimento, terminou com a conquista de um reajuste de 12% para os menores salários, ou seja, muito acima dos 7,5% que os patrões queriam empurrar goela abaixo dos grevistas. E fomos solidários aos imbituvenses e curitibanos sem descuidar dos quase seis mil trabalhadores da Construção e do Mobiliário representados pelo Sintracom-Londrina.

Esta é a dinâmica do sindicalismo moderno. Os capitalistas globalizaram os meios de produção e, assim, a união e, principalmente, a solidariedade são as únicas respostas que os trabalhadores podem dar para conquistar as reivindicações que consideram justas e necessárias. Este é o nosso entendimento. Essa é a nossa forma de agir em defesa dos trabalhadores.

 

Programa: 26 de julho de 2009

Sintracom-Londrina conquistou aumentos reais

Se você, trabalhador das 11 categorias representadas pelo Sintracom-Londrina, acessar a página da entidade na internet, www.sintracomlondrina.com.br, verá que lá está escrito que a missão do sindicato é "defender e promover a busca de salários compatíveis com as necessidades dos profissionais e das tarefas que executam, lutar por melhores condições de trabalho, saúde e segurança dos trabalhadores representados e, também, promover ações que resultem na conquista da cidadania plena.”

Para cumprir com eficiência a missão que nos foi confiada pelos associados do Sindicato, temos que estar preparados para discutir em pé de igualdade com os dirigentes dos sindicatos patronais.

Por isso, todos os anos, no mês de janeiro, participamos do Seminário de Preparação da Campanha Salarial realizado pela Fetraconspar, Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná.

Em seguida, realizamos as assembléias de aprovação das pautas de reivindicações, quando definimos o reajuste que vamos cobrar dos patrões.

Essa reivindicação não parte do nada. Na verdade, o reajuste pedido procura refletir a inflação acumulada entre a data-base, 1º de maio ou 1º de junho, no caso do Sintracom-Londrina e 30 de abril ou 31 maio.

Porém, a reposição pura e simples da inflação não é suficiente para que o trabalhador não perca seu poder aquisitivo e, ainda, possa promover melhorias em sua condição de vida e de seus familiares.

Assim, analisamos o desempenho da economia como um todo e, particularmente, nos setores que representamos. Baseados nessas informações, estabelecemos o percentual de aumento real que consideramos justo para os quase seis mil trabalhadores representados pelo Sintracom-Londrina.

Como diz um velho ditado, contra fatos não há argumentos. E é desta forma que conduzimos as negociações. Daí, torna-se impossível para o sindicato patronal vir para a mesa de negociação e simplesmente dizer que não tem condições de conceder o que o Sintracom-Londrina reivindica em nome dos trabalhadores.

É assim, de forma organizada e planejada que conduzimos as Campanhas Salariais. É assim que conquistamos aumento real para o trabalhador da Construção, da Olaria e Cerâmica e da Instalação Elétrica.

É assim, também, que entramos na luta contra a alta programada do INSS. Como diz o texto da missão que temos a cumprir, citada no início desta palavra do presidente, promover ações que resultem na conquista da cidadania plena, também é tarefa nossa.

Não importa se teremos poucas horas de sono. Se ficaremos distante de nossos familiares e se teremos pouco ou tempo nenhum para o descanso e o lazer.

Quando formamos uma chapa para disputar as eleições sindicais, sabíamos que a batalha seria cotidiana. Assim, por maiores que sejam as dificuldades enfrentadas no dia a dia, não vamos esmorecer. Sabemos que nos canteiros de obras e nas fábricas, tem milhares de trabalhadores que nos dão força e acreditam no nosso trabalho.

 

Programa: 19 de julho de 2009

Não aos malefícios do INSS

Criado para garantir aposentadoria e amparar todo trabalhador contribuinte, quando este adoece ou sofre acidente de trabalho, de 2005 para cá o INSS, Instituto Nacional de Seguridade Social, pelo contrário, tem causado muitos prejuízos financeiros, morais e familiares a quem devia proteger.

Isso passou a acontecer quando o Instituto criou a alta programada, medida que obriga o médico perito do INSS a, como num exercício de adivinhação, marcar a data em que no doente ou acidentado deve retornar ao trabalho. Daí pra frente, o que era para ser um benefício, tornou-se um malefício. Um verdadeiro calvário para o trabalhador.

Assim que o Sintracom-Londrina começou a receber denúncias de dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores, principalmente, do setor da Construção, que não estavam conseguindo trabalhar e, ao mesmo tempo, não conseguiam receber o auxílio doença ou o auxílio acidente, fomos pras ruas denunciar a alta programada do INSS e cobrar uma mudança de atitude daquele órgão que deveria amparar e não prejudicar o trabalhador.

Por isso, quando conseguimos sensibilizar a Câmara de Vereadores de Londrina para abrir suas portas à comunidade para discutir o problema, tivemos a certeza de que nossa luta era justa.

A audiência, é claro, não resolveu o problema, mas chamou a atenção de um número maior de pessoas, de entidades, instituições e autoridades.

As 20 propostas aprovadas ao final da audiência, comprovam que a campanha iniciada pelo Sintracom-Londrina contra a alta programada, verdadeiro malefício do INSS contra o trabalhador, está bem fundamentada.

Programa: 12 de julho de 2009

Passarinho na muda, não pia

O ditado popular que intitula esta palavra do presidente é tão ou mais antigo do que o conflito cotidiano entre o capital e o trabalho.

Ele se refere ao tempo em que a ave troca as penas e fica em silêncio. Não pia. Mais ou menos como estamos fazendo na Campanha Salarial 2009-2010.

Agimos desta forma, porque o momento exige cautela, sangue frio e, principalmente, bom senso, para conquistarmos o melhor reajuste para o trabalhador.

A data-base da Madeira e do Mobiliário foi no dia 1º de maio e, apesar dos esforços da diretoria do Sintracom-Londrina, não conseguimos definir o reajuste salarial.

Outros sindicatos paranaenses bateram o martelo no reajuste de 7% em geral e 14,90% para o piso salarial, mas entendemos que o trabalhador que representamos merece mais.

Se não conseguirmos fechar a Convenção com o sindicato patronal, vamos negociar o reajuste através de acordos coletivos celebrados individualmente com as empresas.

Da mesma forma, ainda não conseguimos definir o reajuste dos trabalhadores da Construção, data-base 1º de junho, porque o que foi oferecido pelos patrões é pouco.

Os trabalhadores da Construção de São Paulo, o estado mais rico do Brasil, tiveram um reajuste de 6% a partir de 1º de maio, data base dos companheiros paulistas.

Já os trabalhadores da Pavimentação, data-base 1º de junho, repres entados pelo Sintrapav, tiveram reajuste de 8%. Se fechássemos agora, seria algo entre esses índices.

Isso significa que o sindicato patronal tem oferecido reajustes na casa dos 6 a 8%. Como a inflação fechou em 5,5%, estaríamos muito longe do que reivindicam os trabalhadores.

Por isso, não fechamos a negociação, afinal de contas as assembléias aprovaram a reivindicação de cerca de 25% de reajuste para a data-base 1º de junho.

Desta forma, preferimos seguir negociando. Acreditamos ser possível conquistar um reajuste maior do que o que foi oferecido pelo patronal.

Como trabalhamos com seriedade e respeito aos trabalhadores que nos confiaram a missão de representa-los, achamos melhor fazer como o passarinho que, na muda, não pia.

 

Programa: 05 de julho de 2009

Tomando as rédeas da história

No programa de hoje, peço licença aos ouvintes para contar um pouco da história da minha vida. Nasci na Fazenda Santa Ida, no Patrimônio Esperança em Alvorada do Sul. Meu pai, Paulo Pestana, trabalhava no cultivo do café e do rami.

Quando tinha cinco anos de idade, em 1975, ano em que a geada negra acabou com a cafeicultura paranaense, minha família veio pra Londrina. Fomos morar na antiga Favela da Caixa Econômica, atual Jardim Nossa Senhora da Paz.

Lá pelos 8 anos de idade, comecei a vender a Folha de Londrina nos finais de semana. Das 7 até às 11 horas, ficava em frente ao Pão Francano, atrás do Marista, e depois ia pra frente de uma casa de frango assado que tinha na avenida Tiradentes.

Durante a semana, estudava de manhã e na parte da tarde acompanhava meu pai, que já trabalhava na construção civil, e lá ficava desentortando pregos, observando e aprendendo aquela que seria minha profissão no futuro – carpinteiro.

Depois trabalhei como pixador de tacos e, aos 14 anos, tive meu primeiro registro em carteira como ajudante na Sacaria Cultura. Aos 16 anos retornei para a construção civil como orêia seca, isto é, servente, e, finalmente, aos 18 anos fui registrado como carpinteiro.

Logo em seguida, comecei a discutir sindicalismo com trabalhadores mais idosos que eram militantes do Partido Comunista Brasileiro, o Pecezão. Nunca mais parei de discutir política e lutar por dias melhores para o trabalhador.

Em 1997 tive a honra de representar o trabalhador brasileiro em uma reunião da Organização Internacional do Trabalho, OIT, realizada em Genebra, na Suíça. Para quem tinha nascido na roça, foi um momento de muita alegria.

Alegria, mas, também, de compromisso com a classe trabalhadora da qual sou filho. Por isso, tenho dedicado os últimos 20 anos de minha vida na luta em defesa do trabalhador da construção e do mobiliário de Londrina e região.

Conto essas histórias, apenas para dizer o seguinte: aprendi, assim como o cantor e compositor Geraldo Vandré, que foi torturado pela ditadura militar, que “quem sabe, faz a hora, não espera acontecer”.

Por isso, nesse momento histórico em que a Comissão Especial do Congresso Nacional, aprovou, por unanimidade a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas semanais, precisamos intensificar a mobilização da classe trabalhadora para que o projeto seja votado e aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

A aprovação na Comissão, foi apenas o primeiro passo e aconteceu porque os sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais, como a Nova Central Sindical dos Trabalhadores, fizeram pressão, nos últimos 14 anos, para que o projeto fosse, enfim, analisado e votado na Comissão.

Agora, continuaremos a pressão no sentido de sensibilizar os deputados e senadores a aprovarem a redução da jornada sem redução de salários, pois entre outros benefícios, isso significa a geração de milhões de empregos.

Faço questão de relatar essas histórias, que têm a ver com o dia a dia do trabalhador, com o objetivo de esclarecer como é o trabalho cotidiano do sindicalista.

Ao mesmo tempo que cumprimos nossa missão de defender os salários e as condições de trabalho de quase seis mil trabalhadores da construção, madeira, mobiliário, olaria, cerâmica, mármore, granito, pintura, artefatos de cimento, instalação elétrica e montagem industrial, também participamos de lutas nacionais que visem melhorar a vida de todo trabalhador e não apenas daqueles que representamos.

Essa é a vida do sindicalista. Esse é o nosso dia a dia. Nosso compromisso e nossa missão.

 

Programa: 28 de junho de 2009

Pelo resgate da dignidade do trabalhador

“Sou homem e tudo que é humano me diz respeito”, é uma citação atribuída ao poeta Terêncio, que nasceu na África quase dois séculos antes de Cristo e foi vendido como escravo para os romanos, onde foi educado e desenvolveu seu talento.

Tomamos emprestado o pensamento do poeta para reafirmar que tudo que diz respeito ao trabalhador é assunto nosso. Como nesse momento em que nos encontramos na trincheira de luta reivindicando o fim da alta programada instituída em 2005 pelo INSS, Instituto Nacional de Seguridade Social, que de lá pra cá, tem causado muito sofrimento, além de prejuízos financeiros, familiares e morais os trabalhador brasileiro.

Ao determinar quando o trabalhador doente ou acidentado deve voltar ao trabalho, o INSS pretende transformar a medicina em uma ciência exata, o que, de forma alguma, ela será.

Cada pessoa, todo mundo sabe disso, reage de forma diferente a uma doença ou a um ferimento decorrente de acidente de trabalho. Desta forma, torna-se impossível para o médico do INSS saber quando o trabalhador poderá retornar ao trabalho e seguir ganhando, com o suor de seu rosto, o sustento de sua família.

O que está ocorrendo, a partir da criação da alta programada, é que milhares de trabalhadores pelo Brasil afora simplesmente ficam sem rendimento algum enquanto seus casos rolam na justiça.

Nesse meio tempo, uma espécie de limbo onde o trabalhador é jogado, sem dinheiro para pagar honrar seus compromissos, ele enfrenta problemas de ordem financeira em primeiro lugar.

Começa perdendo o crédito e, no embalo, surgem os problemas familiares, pois como diz a sabedoria popular, onde falta pão todos brigam e ninguém tem razão.

Some-se a isso o prejuízo moral que sofre o trabalhador, pois sem nenhum rendimento ele acaba com o nome sujo na praça. Isso, para o trabalhador honesto e honrado, é o fim do mundo.

É contra esse tipo de coisa que estamos lutado. Queremos o fim da alta programada do INSS. Nossa luta é pelo resgate da dignidade do trabalhador.

 

Programa: 21 de junho de 2009

Alta Programada, a luta continua!

Desde o início deste ano, o Sintracom-Londrina vem denunciando o INSS por estar prejudicando o trabalhador desde que foi implantada a Alta Programada.

Até setembro de 2005, o trabalhador doente ou acidentado que precisasse ficar mais de 15 dias sem trabalhar, recebia do INSS o auxílio doença ou auxílio acidente.

Enquanto ficava encostado, o trabalhador passava por perícias médicas e, se necessário, fazia fisioterapia que o curasse para retornar ao trabalho ou se aposentar de vez.

Desta maneira, o trabalhador tinha um amparo médico e financeiro quando não podia trabalhar para ganhar honestamente o sustento seu e da família.

Agora, com a alta programada, em que o médico do INSS marca o dia do trabalhador voltar pro trabalho, tem gente sem receber salário ou benefício há mais de ano.

É isso mesmo, tem trabalhador que está há dois, três e até quatro anos sem poder trabalhar, sem salário e sem receber os auxílios que o INSS deveria conceder.

Assim que o problema começou a ser relatado pelos trabalhadores da construção e do mobiliário, categorias profissionais que representamos, denunciamos publicamente a injustiça.

Primeiro, iniciamos através do programa Sua Vez, Sua Voz a convocação dos trabalhadores, de todas as categorias, vítimas da alta programada do INSS.

Depois, fomos para o Calçadão denunciar o INSS e chamar a atenção da população para o problema. Em seguida fomos para a Feira Livre dos Conjuntos.

Em todos os locais que passamos, encontramos trabalhadores e trabalhadoras jogados ao vento pelo Instituto Nacional de Seguridade Social, o INSS.

Por isso, procuramos o Ministério Público e pedimos a intervenção deste órgão de defesa dos direitos do cidadão e denunciamos o problema.

Nessas andanças, conseguimos o apoio da Câmara de Vereadores de Londrina, através de seu presidente, Padre Roque, que agendou uma audiência pública para o dia 6 de julho próximo.

Durante o 2º Congresso da Nova Central Sindical dos Trabalhadores, realizado em Brasília, aprovamos uma moção que condena a alta programada do INSS.

Agora, estamos trabalhando no sentido de conseguir uma audiência com o Ministro da Previdência Social para discutir uma solução para o problema.

Para nós da diretoria do Sintracom-Londrina, que consideramos a Construção da Cidadania como nossa obra mais importante, defender os direitos do trabalhador é a nossa missão.

Por isso, estamos nas ruas, publicamos em nossos jornais e falamos, todo domingo, em nosso programa de rádio, a questão da alta programada.

Não podemos e não vamos admitir calados que esta injustiça continue sendo cometida contra o trabalhador. Por isso, bradamos: Alta Programada, a luta continua até sua extinção.


Programa: 14 de junho de 2009

Terceiro mandato para Lula, não!

Apesar do presidente Lula não fazer campanha aberta em favor de um terceiro mandato, tramita no Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional que, se aprovada, permitiria ao atual presidente disputar as eleições presidenciais marcadas para o ano que vem, conforme manda a Constituição.

Pra começar a conversa, nos posicionamos contra tal emenda constitucional. Somos contrários porque lutamos durante décadas, sem trégua, para que o modelo eleitoral vigente fosse consagrado na Constituição Federal e na legislação específica a tratar deste tema.

Defendemos a legislação democrática que nos rege como única forma do Brasil manter-se em Ordem e buscar o Progresso, como está escrito em nossa bandeira de inspiração positivista. Só isso, seria suficiente para sermos contra um possível terceiro mandato para o presidente Lula. Mas, tem mais.

Entendemos que discutir a possibilidade de um terceiro mandato para Lula, nesse momento, teria o mau cheiro do oportunismo. Do casuísmo eleitoral que tanto criticamos no passado, como quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, comprou um partido para garantir a possibilidade da reeleição.

Da mesma forma que, apesar da mordaça da censura, fomos às ruas criticar a ditadura militar quando esta criou o senador biônico, parlamentar que era ungido ao cargo sem um único voto, apenas para manter a maioria dos governos militares no Congresso Nacional.

Além do mais, temos a convicção que possibilitar ao presidente Lula disputar um terceiro mandato, com reais possibilidades de se reeleger pela segunda vez, seria uma mancha eterna na biografia deste brasileiro que, na atualidade, é reconhecido no mundo todo como grande estadista.

Para nós, estadista é aquele que tem compromissos apenas e tão somente com o país, com o eleitor e com a democracia. Se Lula apoiar a discussão do terceiro mandato, só porque não está conseguindo articular uma candidatura que possa sucede-lo, seria como jogar no lixo o respeito que o mundo lhe devota.

Se ele acredita que ainda pode contribuir com a construção de um Brasil melhor, como fez em seu primeiro mandato e está fazendo no segundo, ou seja, incluindo milhões de brasileiros na saúde, na educação, no emprego, na moradia e na renda nacional, Lula tem esse direito. Nas eleições previstas para 2014.

O Brasil mergulhou em uma ditadura sangrenta que matou, torturou e desapareceu com milhares de brasileiros, dando um golpe armado na ordem constitucional vigente. Por isso, somos contra qualquer tipo de golpe, seja ele armado ou tramado no Congresso Nacional.

 

Programa: 31 de maio de 2009

INSS contra o trabalhador

A saúde no Brasil está doente e o SUS é um susto atrás do outro. Isso é o que se ouve por aí. Nos canteiros de obras, no chão das fábricas, no boteco da esquina e na saída da igreja.

Dessa forma, o trabalhador que cai doente, por não receber o tratamento nem os medicamentos adequados, na maioria das vezes, não consegue voltar para o trabalho.

Para piorar a situação do trabalhador doente e sem tratamento digno, desde 2006 o Instituto Nacional de Previdência Social, o INSS, cria dificuldades para pagar o auxílio-doença.

Isso mesmo, o INSS que foi criado para amparar o trabalhador acidentado no trabalho ou que está doente, nesse momento está virando as costas para quem devia proteger.

Vamos dar um exemplo: você machuca a coluna vertebral, é afastado do trabalho, a empresa paga os primeiros 15 dias de licença e daí pra frente é por conta do INSS.

Aí, amigo e amiga trabalhadores, começa o seu calvário de provações em vida. Isto porque o INSS criou uma norma denominada alta programada.

Pois é, o INSS resolveu reinventar a medicina e transforma-la em um jogo de adivinhação, pois médico nenhum nesse mundo é capaz de dizer quando você estará curado.

Mas é isso que o INSS vem fazendo. Para o médico desse Instituto, não importa se outro médico atestou que você está incapacitado para o trabalho.

Se o médico do INSS manda você voltar ao trabalho com a coluna torta, articulação inflamada, osso quebrado ou músculo rompido você tem que trabalhar.

Por conta da injustiça do INSS contra o trabalhador que devia amparar, o Sintracom-Londrina realizou atos públicos no Calçadão e na Feira Livre dos Cinco Conjuntos.

Nesses locais distribuímos um panfleto informando que o INSS não cumpre sua função social. Após, fomos ao Ministério Público do Trabalho e à Câmara de Vereadores de Londrina.

Na Câmara ficou agendada uma audiência pública para o próximo mês de junho. Como a questão é nacional, na seqüência vamos à Procuradoria Federal do Trabalho.

Em breve, faremos um ato público em frente a agência do INSS em Londrina, para mostrar que a injustiça que ele vem cometendo com o trabalhador não vai passar batida.

Esse é o trabalho e a missão que nos confiaram os trabalhadores da construção e do mobiliário de Londrina e Região – defender o trabalhador.

É isso que estamos fazendo ao denunciar o INSS por não cumprir a função que lhe determina a Constituição Federal. Continuaremos na luta até que a dignidade do trabalhador acidentado ou doente seja resgatada.

 

Programa: 24 de maio de 2009

Emprego e cidadania

Desde 1988 nós, brasileiros natos ou adotivos, independente da cor, religião, preferência político-partidária e situação sócio-econômica e cultural, vivemos sob o jugo da Constituição, a Lei Maior, que foi batizada de Cidadã.

Dessa forma, imaginamos que a cidadania seja o pressuposto básico da existência da nação brasileira. Sem cidadania plena e exercida pelos mais de 190 milhões de brasileiros não existe o país chamado Brasil.

No nosso entendimento, cidadania nada mais é do que o exercício pleno, por todos os brasileiros, dos direitos individuais e coletivos garantidos pela Constituição e pelas demais leis existentes e que têm como ponto de partida a Lei Maior.

No dia a dia, porém, vemos que nem sempre a Constituição e as demais leis são cumpridas com o necessário rigor. Todos os dias, as equipes de fiscalização do Sintracom-Londrina vão aos canteiros de obras e fábricas e vêem irregularidades.

Nesse caso os maus patrões, que não são a maioria, é bom que se diga, são chamados ao Sindicato para serem esclarecidos sobre as leis vigentes e assumirem o compromisso de respeitar a constituição e as leis trabalhistas.

Caso não cumpram o combinado, o Sindicato aciona o Ministério do Trabalho e Emprego e, por fim, vai à Justiça em defesa dos direitos do trabalhador. É o nosso jeito de garantir a cidadania do trabalhador da construção e do mobiliário.

Construindo a cidadania, nossa obra mais importante, portanto, não é apenas o nome da chapa com a qual nos reelegemos para mais um mandato à frente do Sintracom-Londrina. Ela é palavra de ordem e compromisso cotidiano.

Por isso, a questão do emprego nos preocupa. Trabalhador desempregado, para nós, significa cidadão pai e mãe de família sem condições de prover o sustento seus e de seus filhos e demais dependentes.

Trabalhador desempregado fica mais exposto ao consumo de álcool e outras drogas. Trabalhador desempregado, em geral, significa família desestruturada. Lares desfeitos. Filhos abandonados.

Por isso, lutamos pela preservação dos empregos já existentes e reivindicamos, frequentemente, a abertura de mais vagas. Felizmente, o setor da construção tem-se mantido ativo e aquecido em meio à crise econômica global. Infelizmente, trabalhadores de outras categorias perderam o emprego e nesse momento não têm perspectivas otimistas.

Esse assunto é muito sério e deveria ser debatido por toda a sociedade brasileira e não apenas pelos governos. Por isso, a diretoria do Sintracom-Londrina vem tentando fazer a parte que lhe cabe nessa questão.

A existência desse jornal falado do Sindicato, por exemplo, faz parte de nossa estratégia em busca da cidadania. Aqui discutimos todos os assuntos que interessam ao trabalhador, mas que não têm espaço na imprensa comercial.

Tudo que diga respeito ao trabalhador, é assunto nosso. Por isso, vamos continuar na trincheira defendendo dos maus patrões o trabalhador empregado, o desempregado, o aposentado e o trabalhador do futuro, nossos filhos e netos.

 

Programa: 17 de maio de 2009

INSS não cumpre sua função social

Ontem de manhã estivemos no Calçadão realizando um ato público para denunciar as ilegalidades cometidas pelo Instituto Nacional de Seguridade Social, INSS, contra o trabalhador acidentado ou doente.

Hoje, além de reafirmarmos nossa posição através desta palavra do presidente, o Sintracom-Londrina também está presente na Feira Livre dos Cinco Conjuntos, na Zona Norte, para alertar os moradores daquela região, a maior concentração de trabalhadores do Paraná.

O que está acontecendo é o seguinte: o trabalhador ou a trabalhadora, ao sofrer um acidente de trabalho ou, então, ficar doente e impossibilitado de trabalhar, recorre ao INSS para receber o auxílio-doença enquanto se recupera do acidente ou da moléstia que o acometeu.

Só que quando isto acontece, o INSS consulta alguma bola de cristal e, em vez de conceder o benefício por tempo indeterminado e obrigar o trabalhador a realizar perícias médicas periódicas, programa a alta médica.

Isso começou a acontecer em setembro de 2005, pois até aquele ano o trabalhador doente era, de fato, amparado pelo INSS conforme determina a Constituição Federal promulgada em 1988. Vamos conseguir reverter essa situação? Não sabemos. A única coisa que sabemos é que fizemos a nossa parte. Fomos pra ruas e denunciamos aquilo que consideramos errado.

Convivemos com pedreiros, carpinteiros, serventes, eletricistas, encanadores, pintores. Gente que constrói a cidade em que moramos e criamos nossos filhos. E quando ficamos sabendo que essa gente está sendo maltratada, vamos à luta.

Denunciamos, protestamos na praça e só ficamos quietos quando o problema é resolvido. A construção da cidadania é o nosso objetivo. É nossa obra mais importante. Por isso, quando sabemos que tem cidadãos sendo passados para trás, esperneamos. Gritamos e fazemos com que as pessoas que moram nas cidades que construímos saibam o que está acontecendo.

Esse é o compromisso da diretoria do Sintracom-Londrina. Essa é a nossa motivação, nosso combustível que não deixa que a gente esmoreça na luta contra a injustiça.

 

Programa: 10 de maio de 2009

Mãe, sinônimo de vida!

Desde a primeira infância da história da humanidade até cerca de 10 mil anos atrás, antes que o mundo se organizasse da forma como o conhecemos, isto é, com o homem como o chefe da família, a figura central dos grupos primitivos era a mulher.

O regime matriarcal existiu durante a maior parte dos milhões de anos da evolução da humanidade, sem dúvida, pelo fato da mulher ser a portadora do milagre da vida. Mais do que isso, pelo fato do instinto maternal ser preponderante na defesa da vida.

Para a mãe primitiva, um ser muito mais frágil e menor do que as mulheres com as quais hoje convivemos, não havia fera suficientemente grande e forte para faze-la fraquejar quando a vida de sua cria corria algum tipo de risco.

Perder a vida se preciso for, para que o fruto do ventre sobreviva, ainda é a palavra de ordem de toda mãe. Seja ela moradora em um condomínio de alto luxo ou residente na mais carente favela da periferia das cidades.

Nesse momento, pelo mundo afora, mães choram a morte de seus jovens filhos em guerras injustificáveis. Guerras de países contra países. Guerras de tribos contra tribos. Guerras de irmãos contra irmãos.

Nossa amada Londrina, mãe de mais de 500 mil filhos, também chora pelos crimes bárbaros que infelicitam a família londrinense. É o filho assassinado durante assalto no próprio lar diante dos impotentes pais.

É a estudante assassinada no interior do campus universitário, onde se preparava para o futuro, e que teve interrompido o sonho familiar de vê-la desfilar diante dos avós com o netinho no ventre, depois ensinando-o a andar a falar.

É a rotina da mãe que sente a ausência do filho e não perde os programas policiais para, um dia qualquer, ver a notícia de que seu rebento foi morto em confronto com a polícia ou em disputa por pontos de venda de drogas.

É a mãe que perde o sono ao perceber que a filha querida está se desencaminhando na vida. É a mãe que todo domingo enfrenta a fila em frente à casa de detenção para levar o bolo que o filho ou a filha detida tanto gosta.

A essas heroínas anônimas do tempo em que vivemos, que sofrem com a violência que dia a dia adentra o lar da família londrinense, dedicamos esse domingo de maio, Dia das Mães.

Ao mesmo tempo, manifestamos nosso sonho de dias melhores para todas as mães londrinenses, paranaenses, brasileiras e mundiais.

Que a pátria amada Brasil, através de seus governantes, resolva, principalmente, o problema da desigualdade social, origem principal da violência que tanto sofrimento causa à mãe brasileira.

Feliz dia das mães a todas as mulheres que dominaram a dor para nos por no mundo. Feliz dia das mães a todas as mulheres que, dia após dia, seguem na luta silenciosa em busca de um mundo melhor para seus filhos.

Programa: 03 de maio de 2009

Construindo o Cidadão: nossa obra mais importante

Quando vencemos as eleições e assumimos o Sintracom-Londrina, nossa luta era em defesa da vida do trabalhador da construção. Lutamos, fiscalizamos, denunciamos e, assim, chegamos a comemorar cinco anos sem que um único acidente fatal fosse registrado nos canteiros de obras de Londrina e região.

Ao mesmo tempo, investimos na realização de campanhas preventivas de doenças desenvolvidas ou adquiridas no ambiente de trabalho como as dermatomicoses, lesões articulares e de coluna.

Depois, deflagramos campanhas preventivas de doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e câncer de próstata. Combatemos sem trégua, o local de trabalho que não oferecesse condições plenas de segurança, asseio e higiene ao trabalhador. Para nós, isso é construir a cidadania.

Nesse sentido, o programa Sua Vez, Sua Voz, que há dois anos, todos os domingos, veicula informações e leva alegria e carinho aos lares da Família Sintracom-Londrina, é só mais uma ferramenta a ser utilizada na Construção da Cidadania, nossa obra mais importante.

Por aqui passaram secretários do estado e do município. Prefeitos, vereadores, deputados federais e estaduais. Candidatos a cargos públicos eletivos. Representantes do Judiciário e do Ministério Público.

Também trouxeram suas mensagens membros de outros sindicatos, professores das mais diversas disciplinas, médicos, engenheiros, advogados, patrões e empregados. Gente que está começando a vida e gente que goza a merecida aposentadoria após uma vida de trabalho.

Por isso, comemorar dois anos no ar pelas ondas da Rádio Brasil Sul, AM 1290, o sinal mais potente do interior do Paraná, deixa na diretoria do Sintracom-Londrina a sensação de estar contribuindo, ainda que minimamente, com o crescimento do trabalhador.

Tivemos um sonho e fomos atrás de realiza-lo. Corremos riscos. Ainda estamos aprendendo a lidar com esse veículo fantástico que é o rádio. No entanto, não temos receio. Pelo contrário, temos a certeza de que o trabalhador bem informado não se deixa enganar.

O combustível que nos move é o desejo de que, um dia, num futuro não muito distante, todo trabalhador e toda trabalhadora tenha consciência plena de seus deveres e, principalmente, de seus direitos.

Isso, para nós, é cidadania. O resto é conversa mole pra boi dormir. Obrigado a todos que, de uma forma ou de outra, contribuem para que este programa seja cada vez mais uma realidade.

No que depender de nós, ainda vamos comemorar uma, duas, três ou quanto décadas forem possíveis dando Vez e Voz ao trabalhador. Esse é o nosso sonho e nosso princípio. Construir o Cidadão: nossa obra mais importante.

 

Programa: 26 de abril de 2009

A batalha de Imbituva

Imbituva é uma cidade pequena, como é a maioria dos 399 municípios paranaenses. Localizada a cerca de 60 quilometros de Ponta Grossa, na Região dos Campos Gerais, é habitada por um povo educado, hospitaleiro, trabalhador e temente a Deus.

São cerca de 28 mil imbituvenses que ganham o sustento da família trabalhando na agricultura, na fabricação de malhas, no comércio e nas indústrias de laminados, compensados e outros derivados da madeira.

No setor madeireiro, são cerca de três mil trabalhadores e trabalhadoras que pulam da cama cedo e trabalham de Sol a Sol. Essa gente, estava sendo prejudicada há mais de 15 anos pelo então presidente do Sindcomp, Sindicato dos Trabalhadores da Madeira, o senhor Antonio Oto Beuter.

Essa pessoa causava até a sexta-feira última, quando seu grupo foi derrotado nas eleições sindicais, um prejuízo mensal aos trabalhadores estimado em cerca de R$ 300 mil.

Fazendo as contas, a gente constata que, em um ano, mais de R$ 4 milhões, que deveriam ir para o bolso do trabalhador, engordavam o lucro dos patrões que agiam em conluio com o ex-presidente do Sindicato da Madeira de Imbituva.

Há cerca de 10 aos, a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Paraná, Fetraconspar, começou a receber denúncias da prática lesiva adotada pelo ex-presidente do Sindcomp.

Se não bastasse o prejuízo financeiro, os cerca de três mil trabalhadores ainda eram obrigados a trabalhar sem equipamentos de proteção individual, sem segurança alguma e sem uniforme.

Ciente dos problemas, a Fetraconspar passou a denunciar publicamente o pelego para tentar modificar sua prática sindical que só interessava aos maus patrões, que não são todos, de Imbituva.

Há seis anos atrás, a Federação publicou e distribuiu naquela cidade um jornal que deixava bem claro que estava sabendo o que se passava em Imbituva, estava acompanhando o mau trabalho realizado pelo Oto e que, na primeira oportunidade, iria articular uma oposição.

O problema é que ele publicava os editais de convocação das eleições em jornais que não circulavam na cidade. Desta forma, ficava difícil rastrear as tramóias eleitorais que o mantinham no poder.

Em dezembro do ano passado, a Fetraconspar tomou conhecimento de uma eleição fraudulenta realizada pelo Oto e acionou o Ministério Público do Trabalho que, imediatamente, cancelou o pleito, impediu sua posse e o obrigou a reiniciar o processo eleitoral e agisse de forma pública e transparente.

Foi o que bastou para que a Federação conseguisse articular uma chapa de oposição. Jornais foram editados e distribuídos, não só nas fábricas, mas, também, a toda a população imbituvense.

Desta forma, não só os trabalhadores se mobilizaram, mas toda a cidade participou do processo eleitoral que se referia, contando os operários e seus familiares, a cerca de 12 mil pessoas de um universo de 28 mil habitantes.

Durante a campanha eleitoral, não faltaram tentativas do Oto de intimidar membros da chapa de oposição e dos sindicalistas de 38 entidades filiadas à Fetraconspar, que se deslocaram àquela cidade com o objetivo de resgatar a dignidade do trabalhador da madeira.

Apesar de todas as dificuldades, do receio de agressões e, até, de assassinatos, como ocorreu com o companheiro Fanchin, no dia 24, sexta-feira última, os trabalhadores foram às urnas e elegeram a Chapa 2, Renovação, para um mandato de quatro anos na direção do Sindcomp.

O resultado eleitoral, não deixa dúvidas de que o tempo do pelego Oto tinha terminado. Dos mil trabalhadores que votaram, 618 cravaram Chapa 2 na cédula. Assim, terminou a eleição, ou melhor, a batalha travada em Imbituva entre o sindicalismo do Século 21, que defende o trabalhador com unhas e dentes, e o peleguismo, que deve ser, definitivamente, banido do ambiente de trabalho brasileiro.

 

Programa: 12 de abril de 2009

Páscoa, liberdade e ressurreição

Os judeus celebram a páscoa para lembrar a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito. Já os cristãos, celebram a páscoa da ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus, crucificado, morto e sepultado na sexta-feira e que ressurgiu entre os vivos no domingo.

Assim estão descritos nas sagradas escrituras esses dois grandes eventos da história da humanidade. Por isso, nesse domingo em que é celebrada a páscoa cristã, aproveitamos o momento para falar justamente de liberdade e de ressurreição.

É verdade que não vivemos na escravidão, como viviam os hebreus até que Moisés, atendendo a um pedido de Deus, guiou esse povo durante 40 anos, atravessou o Mar Vermelho, enfrentou a aridez do deserto e a fraqueza de fé de muitos irmãos até chegar na terra prometida.

No entanto, nesses tempos de eleições decididas nos Tribunais, entendemos que cabe a comparação. Para que nossa querida e amada Londrina caminhe com as próprias pernas, seus filhos tem o direito de decidir, pelo voto, o que é melhor para a cidade.

Ainda que erremos ao votar, o voto é direito consagrado pelas leis vigentes. Por isso, entendemos que fatos como o ocorrido nas eleições de 2008, ou seja, com o Tribunal se pronunciando após o pleito, não podem mais acontecer. A liberdade de votar é nossa, não do Tribunal.

A gente é um povo ordeiro; mas, por favor, não nos confunda com cordeiro. Por isso, nesse momento de reflexão que a semana santa nos propõe, queremos crer que a retomada da ordem legal seja para Londrina um símbolo da ressurreição da cidade.

O jornalista Barbosa Neto foi eleito prefeito e deve ser empossado no cargo. O londrinense, esse ser honesto, honrado e trabalhador não merece ser feito de bobo pela segunda vez nas mesmas eleições. Ordeiro, sim; cordeiro, de jeito nenhum.

Além disso, a cidade tem muitos problemas que não podem ser resolvidos por um prefeito interino, ou seja, um administrador com um tempo muito curto à frente da Prefeitura local. Por isso, Londrina não pode se tornar refém da Justiça.

Tiveram os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, tempo de sobra para resolver o problema antes que o primeiro e o segundo turno das eleições fossem realizados. Agora, cabe a eles acelerar os procedimentos e dar posse ao prefeito eleito no dia 29 de março último.


Programa: 05 de abril de 2009

Londrina mais unida do que nunca!

A bandeira brasileira tem escrito em seu centro o lema Ordem e Progresso. Esse lema é de inspiração positivista, uma corrente filosófica nascida na França a partir do pensamento de Auguste Comte.

O Brasil, nascido no dia 7 de setembro de 1822 com o grito da independência de Dom Pedro I, portanto, é uma nação que normatiza suas ações a partir da Ordem e do Progresso.

A Ordem, nesse caso, trata-se da legislação que garante a todos os brasileiros a igualdade de direitos e deveres e, também, regula atos como o processo eleitoral. Por isso, podemos dizer que a ordem foi quebrada nas eleições para prefeito realizadas em dois turnos no ano passado.

O ex-prefeito Antonio Belinati ganhou nas urnas, mas perdeu na Justiça Eleitoral o direito de ser empossado para um quarto mandato à frente da Prefeitura de Londrina.

Essa decisão do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, tomada após a realização do segundo turno que deu a vitória a Belinati, foi criticada por nós logo após a sua publicação.

Em momento algum discutimos o mérito da decisão do TSE, mas criticamos o fato de ter sido tomada após os eleitores terem votado nos candidatos que acreditavam ser os melhores.

Ficou para o eleitor londrinense aquela sensação de ter sido feito de bobo. Foi convocado a votar, votou e o eleito não tomou posse por conta da desordem jurídica provocada pelo TSE.

A solução do Tribunal, que todos conhecem, foi convocar o segundo e o terceiro colocados no primeiro turno para um turno extra que foi realizado no dia 29 de março último.

O que se espera, agora, com o restabelecimento da ordem jurídica legal da cidade, é que Londrina retome o caminho do progresso que marcou, principalmente, seus primeiros anos de vida, que começou em agosto de 1929, quase 80 anos atrás.

Ao longo dos últimos 30 anos, principalmente, Londrina deixou de ser notícia por conta das realizações e freqüentou as páginas policiais, com suspeitas de desvio do dinheiro público.

Por isso, o que se espera do prefeito eleito, cuja posse ainda não tem data definida para acontecer, é que ele concentre esforços no resgate dos princípios que nortearam a criação da cidade e a fizeram a terceira maior do Sul do Brasil.

Em outras palavras, significa recolocar a cidade nos trilhos do progresso com ordem, isto é, respeito às leis vigentes. Londrina tem tudo o que precisa para voltar a ser grande. A terra é das melhores do planeta, o clima é excelente e a esmagadora maioria da gente deste chão, assim como os trabalhadores da Construção e do Mobiliário, é honesta, trabalhadora e age dentro da lei.

Além disso, ao contrário dos cientistas políticos, não acreditamos que o resultado das eleições mostre uma Londrina dividida. Eles, os cientistas, se baseiam nos números. Nós, não.

Nós estamos todos os dias nos canteiros de obras e no chão das fábricas de móveis. Pisamos na argila das olarias que fazem o tijolo e a telha que viram casas na cidade. Ouvimos o silvo longo e estridente da enorme serra cortando as toras de madeira nas serrarias e o ruído do corte do mármore e do granito.

Nesses locais, tem eleitor do Barbosa Neto e tem eleitor do Luiz Carlos Hauly. Passadas as eleições e o tempo de gozação, fato comum no ambiente de trabalho e outros de convívio cotidiano, estaremos juntos lutando pelo que é essencial e nossa obra mais importante, a construção da cidadania.

Acreditamos na democracia e respeitamos o que dizem as urnas. Por isso, após a posse do jornalista Barbosa Neto na Prefeitura Municipal, temos certeza de que Londrina estará mais unida do
que nunca.

 

Programa: 15 de março de 2009

Mais quatro anos de luta!

A Construção da Cidadania, nossa obra mais importante, é tarefa para várias vidas vividas intensamente. Por isso, encaramos com muita seriedade a missão que nos foi confiada pelos associados trabalhadores da Construção e do Mobiliário de Londrina e de mais 33 cidades do Norte e do Norte Pioneiro do Paraná.

Na manhã de ontem tomamos posse para mais quatro anos de trabalho à frente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina, o Sintracom-Londrina.

A partir de hoje e até o início de 2013, nossa missão será a de defender os salários, a saúde e a segurança de quase seis mil trabalhadores que confiaram em nossa proposta de trabalho e nos elegeram em eleições realizadas no mês de dezembro último.

Como cada família é composta, em média, por quatro pessoas, nosso trabalho interfere, diretamente, na vida de quase 25 mil pessoas.

Se a gente pensar que cerca de um terço dos 399 municípios paranaenses tem população inferior a esse contingente, nosso trabalho cotidiano, dia e noite, assume proporções que assustaria muita gente.

Não é o nosso caso. Estamos nessa luta há muitos anos e, enquanto os trabalhadores confiarem em nosso trabalho, continuaremos na trincheira da guerra por dias melhores para os trabalhadores que representamos e, também, para seus familiares.

Por isso, aproveitamos esse momento para reafirmarmos alguns compromissos que tem norteado nossa atuação à frente do Sintracom-Londrina.

Não amoleceremos, jamais, nas mesas de negociações das campanhas salariais como a que estamos iniciando nesse mês e que definirão os salários que os trabalhadores receberão a partir de suas datas-bases.

No caso da Madeira e do Mobiliário, o reajuste salarial e a conquista de outros benefícios serão definidos no dia 1º de Maio. Já os trabalhadores da Construção e mais oito categorias profissionais terão seus reajustes salariais e cláusulas sociais definidos no dia 1º de junho.

Com o mundo ainda sofrendo as conseqüências da crise econômica gestada nos Estados Unidos e que, rapidamente, se espalhou pelo planeta, antevemos negociações difíceis.

Não tem problema. Como dissemos em outro momento, nesse mesmo espaço, o trabalhador entende melhor do que ninguém a crise. Vivemos em crise pelo mau atendimento na saúde, pela escola de qualidade aquém do desejável, pelo ônibus lotado, pela carestia dos alimentos e dos remédios e por aí vai.

Ao mesmo tempo, neste e nos próximos três anos, continuaremos dando toda atenção ao idoso, à mulher e à criança. Continuaremos oferecendo momento de lazer sadio aos quase 25 mil membros da Família Sintracom-Londrina.

Nossa luta é a luta do trabalhador da Construção e do Mobiliário. Não nos desviaremos desse objetivo. Esse é o compromisso que reafirmamos nesse primeiro dia de trabalho do mandato de quatro anos que temos pela frente.


Programa: 08 de março de 2009

Cohab-LD, onde tudo começou

Hoje o mundo todo comemora o Dia Internacional da Mulher, para que a gente não se esqueça das centenas de mártires novaiorquinas que morreram queimadas, no interior da fábrica em que trabalhavam, por terem ousado reivindicar uma jornada de trabalho de oito ao invés das 12, 14 ou 16 horas de trabalho.

Isso aconteceu no final do século 19. De lá para cá, muita coisa mudou pra melhor e outras nem tanto. Infelizmente, como prova o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, o IBGE, a maioria da população, ou seja, as mulheres não são a maioria no trabalho e quando conseguem emprego, em geral, ganham menos que os homens.

O mesmo IBGE, também informa que a cada ano que passa aumenta o número de mulheres que assumem o papel de chefes das famílias. Sem contar que a mulher trabalhadora, nem sempre conta com o companheirismo de seu parceiro na hora de executar as tarefas domésticas e cuidar da educação dos filhos.

Trocando em miúdos, quer dizer o seguinte: a mulher trabalha em dobro e recebe salário menor. Essa prática injusta tem que ser revertida. É tarefa urgente a ser abraçada por todos que vêem a mulher como um ser humano igual ao homem. Um ser que ama e que sofre. Que ri e que chora.

Não só por isso, mas, principalmente, por ser a portadora do milagre da vida, a mulher tem o direito de trabalhar e ser tratada com igualdade. É por isso que o Sintracom-Londrina, embora represente categorias majoritariamente masculinas, realiza o Dia da Mulher da Construção e do Mobiliário.

Tudo começou em 2003, com um café da manhã servido às trabalhadoras da Companhia de Habitação de Londrina, a Cohab-LD. E não foi por acaso. As mulheres que lá prestam serviços à cidade de Londrina simbolizam a abnegação da trabalhadora no sentido de atender bem às pessoas e construir a cidade.

São companheiras que estão na Cohab-LD há 30, quase 40 anos de serviços prestados ao Município e, principalmente, às pessoas de baixa renda que, sem a companhia, continuariam pagando aluguel ou morando em barracos sem as mínimas condições de criar seus filhos com dignidade.

Por isso, nesse 8 de março de 2009, quando comemoramos o 7º Dia da Mulher Trabalhadora da Construção e do Mobiliário, prestamos uma homenagem especial às companheiras da Cohab-LD. Na sexta-feira que passou, estivemos com ela, tomamos um café da tarde e reafirmamos alguns compromissos.

Dentre outros, destacamos a necessidade das mulheres terem o direito de também ocupar cargos na diretoria da Cohab de Londrina. Essa é a nossa luta. Esse é o nosso compromisso com as companheiras da Cohab-LD e com todas as trabalhadoras das 34 cidades representadas pelo Sintracom-Londrina.

 

Programa: 01 de março de 2009

O câncer também é assunto nosso

Defender os salários e as condições de trabalho dos quase seis mil trabalhadores da construção e do mobiliário de Londrina e Região, é o primeiro dever de casa que temos de cumprir todos os dias.

Pulamos da cama cedo e trabalhamos, às vezes pela noite afora, chova ou faça sol, esteja frio ou calor, para bem representar os trabalhadores que nos elegeram para dirigir o Sintracom-Londrina.

No entanto, desde o nosso primeiro mandato, temos procurado fazer um pouco mais em prol dos homens e mulheres, jovens e idosos que temos a obrigação de representar perante a Justiça e os patrões.

No início, centramos fogo na questão da segurança no ambiente de trabalho, pois era difícil passar um dia sem que houvesse acidentes, muitas vezes fatais, principalmente nos canteiros de obras.

Com o trabalho realizado, chegamos a passar quase cinco anos sem que um único acidente com morte fosse registrado na construção. No início do ano passado, porém, contamos a perda de quatro trabalhadores.

Imediatamente, fomos pras ruas e denunciamos o problema. Cobramos mais rigor do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho. Foi o que bastou para que vidas fossem preservadas.

Ao longo desses anos de militância sindical, entendemos que era preciso fazer mais em favor da segurança e da saúde do trabalhador. Já no início dos anos 1990, fomos pros canteiros de obras falar sobre doenças sexualmente transmissíveis e, principalmente, AIDS.

Nos dois últimos anos, após descobrirmos que o câncer de próstata é uma doença que vem matando trabalhadores, fomos pros canteiros de obras e pro chão das fábricas, orientar o trabalhador sobre a doença e o que fazer para prevenir sua ocorrência.

Para nós da diretoria do Sintracom-Londrina é o seguinte: se o câncer de próstata pode matar nossos companheiros de trabalho, ele também é assunto nosso. Por isso, faremos tudo que estiver ao nosso alcance para salvar vidas que são preciosas. Para nós e para seus familiares. Todos membros da grande família sintracom-londrina.

 

Programa: 22 de fevereiro de 2009

Em defesa da Cohab-Londrina

Hoje é carnaval, um dia de festa de norte a sul e de leste a oeste do Brasil. Gente do mundo inteiro, nesse momento, participa de nossa maior festa popular e aprende um pouco como é simples ser alegre e buscar a felicidade.

Apesar do clima de festa, quando poderíamos falar de coisas alegres, positivas, teremos que, mais uma vez, como já fizemos no programa do dia 31 de agosto do ano passado, quando falamos da Cohab-Londrina - passado, presente e futuro.

Naquela ocasião lembramos a história da Companhia e destacamos, entre outros pontos, o serviço prestado pela Cohab-Londrina.

Lembramos naquela palavra do presidente, endereçada aos então candidatos a prefeito de Londrina, que “Atualmente a COHAB-LD tem cadastradas em seus registros 21.600 famílias que anseiam pela casa própria. Em sua sede são atendidas cerca de 2.600 pessoas ao mês, mais 500 em outros municípios. Dessa forma, cerca de 37.200 pessoas são atendidas ao ano por esta Companhia de Habitação.

Para prestar um atendimento de qualidade e sem demora, esta empresa de economia mista conta atualmente com 54 funcionários de carreira, 18 cargos comissionados, 48 estagiários e 10 colaboradores terceirizados que atuam nos setores de vigilância, limpeza e copa. São pessoas treinadas e inteiradas da missão da Companhia de bem atender a todos que a procuram.

Se não existisse a COHAB-LD, a população de baixa renda não teria outra entidade ou instituição que a atendesse e entendesse seus anseios e necessidades. Por esta razão os funcionários efetivos desta Cia. se preocupam com informações referentes ao fechamento desta empresa ou mesmo sua transformação em secretaria ou agência.”

Da mesma forma, depois de discutirmos, democraticamente, com os funcionários de carreira da Companhia, apresentamos aos candidatos as reivindicações desses valorosos servidores públicos municipais de Londrina.

Vamos recordar, juntos, algumas reivindicações dos servidores.

“Primeira - O COMPROMISSO DA MANUTENÇÃO ATIVA DESTA COMPANHIA – COHAB-LD, notadamente pelo relevante papel social desempenhado pela empresa ao longo dos últimos 43 anos.

Segunda - REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO para recomposição do quadro de pessoal, pois atualmente a Cia. conta com um grande número de estagiários, os quais cumprem funções similares às previstas a serem cumpridas por funcionários de carreira.

Terceira - . Que os futuros estagiários da COHAB-LD sejam selecionados através de testes públicos iniciados através de ampla divulgação e que a convocação dos aprovados respeite a ordem de classificação dos participantes.

Quarta - Que não haja terceirização dos serviços prestados atualmente.

Quinta - que o próximo presidente quando da composição da nova diretoria, valorize e aproveite o quadro de pessoal atuante nesta Cia.

Sexta - para que a democracia se instale de vez na COHAB-LD, o quadro de funcionários efetivos da empresa reivindica que a partir de 2009, além do direito a voz no Conselho de Administração da Cia., tenha DIREITO A VOTO.

Sétima - Colocar em funcionamento o já criado Conselho Municipal da Cidade, eleito na Conferência Municipal das Cidades.”

As reivindicações deixam claro que os servidores têm carinho e amor pelo trabalho que realizam, principalmente em favor das famílias mais carentes.

Por isso, julgamos importante naquela oportunidade, durante o processo eleitoral que ainda não terminou, deixar bem claro quais são as reivindicações dos servidores de carreira da Cohab-LD.

É gente com até 40 anos, eu disse 40 anos, de bons serviços prestados à cidade de Londrina e outras da região.

Não é justo, então, Padre Roque, apesar de sabermos que o senhor é uma pessoa bem intencionada, mas é prefeito interino, cujo mandato deve acabar dentro de pouco mais de um mês, dar guarida a uma proposta de extinção ou transformação da Companhia em outro tipo de instituição.

Qualquer que seja a decisão a ser tomada a respeito do destino da Cohab-LD e de seus abnegados servidores, gente que a diretoria do Sintracom-Londrina tem muito orgulho em representar, precisa ser discutida abertamente, com toda a sociedade londrinense. Com calma e responsabilidade. Sobretudo que seja uma discussão democrática e que a vontade da maioria seja respeitada.

 

Programa: 15 de fevereiro de 2009

Sintracom-Londrina na folia

O Brasil, país abençoado por Deus e bonito por natureza, como canta Jorge Benjor, apesar de todas as dificuldades provocadas pelos maus políticos, infelizmente a maioria, é um país reconhecido mundialmente como o lugar onde mora um povo alegre.

É só prestar atenção nos jogos de nossas seleções nacionais pelo mundo afora. Em todo lugar tem brasileiro. E se tem brasileiro, tem batuque, samba no pé, rebolado e alegria. É dessa forma que somos vistos pelos demais habitantes do planeta terra.

Por isso, acreditamos que morar no Brasil, essa terra de muitas riquezas nas mãos de uma meia dúzia e de muita miséria na vida de milhões, é uma dádiva de Deus. Sofremos as agruras do dia-a-dia difícil, mas sabemos celebrar, como poucos, a alegria de viver.

Nesse ano de 2009, com a crise econômica mundial assombrando lares em todas as regiões do planeta, com muitos brasileiros perdendo seus empregos, principalmente no Japão, não temos dúvida que do dia 20 ao dia 24 próximos, a alegria tomará conta do Brasil.

Cada brasileiro com seu ritmo e seu colorido característico, mas todos com o objetivo único de se sentir vivo. De agradecer as maravilhas que Deus nos deu e manifestar essa alegria nas passarelas e nos salões. Quatro dias de muita folia, para entrar na quaresma, tempo de reflexão, com a alma lavada.

De novo, o Sintracom-Londrina marcará presença no sambódromo da cidade. No ano passado, desfilamos pela primeira vez e, agora, vamos repetir a dose pois sentimos que a alegria na passarela contagia quem assiste e faz bem pro corpo e pra alma de quem desfila.

O Sintracom-Londrina no carnaval, no passado, seria taxada como alienante. Mas os tempos mudaram. Hoje, participar de um evento popular como o carnaval, O maior show da terra, de acordo com Caetano Veloso, é uma forma de se mostrar vivo e pronto pra luta.

É com esse espírito que vamos pro sambódromo. É com esse objetivo que marcaremos presença no desfile e tornaremos a marca Sintracom-Londrina ainda mais visível para seus associados e para a sociedade norte paranaense como um todo.

Teremos um ano difícil pela frente. A crise econômica deflagrada pela irresponsabilidade do sistema bancário e de crédito dos Estados Unidos, rapidamente se alastrou pelo planeta. As demissões, aqui no Brasil, também começaram a acontecer.

Daqui a pouco, vamos sentar para negociar com os patrões o reajuste salarial, aumento real e outros benefícios reivindicados pelos trabalhadores. Serão negociações difíceis. Por isso, cremos que um pouco de alegria, antes da batalha, não fará mal a ninguém.

Você que nos ouve nesse domingo e não tem impeditivos religiosos, aproveite o carnaval. Tonifique o corpo e a alma para enfrentar de cabeça erguida o ano de 2009. E você que optar pela prece, a oração e o recolhimento, nosso respeito e nosso desejo que Deus, o pai todo-poderoso, esteja sempre ao lado de todos nós.

 

Programa: 08 de fevereiro de 2009

Quem pariu Mateus que o embale

Se você pegar qualquer livro de história e estudar as crises econômicas sofridas pela humanidade vai perceber, logo de cara, que quem acaba pagando o pato das estrepolias empresariais é o trabalhador.

Foi assim em 1929 quando quebrou a Bolsa de Valores de Nova Iorque, nos Estados Unidos. É verdade que um ou outro empresário, ao se ver falido, preferiu o suicídio. No entanto, milhões de trabalhadores, no mundo todo, sofreram muito mais ao se verem sem emprego e sem perspectiva.

Agora, quando o sistema bancário internacional entrou em colapso por causa do desregramento na concessão de crédito pessoal, novamente quem está sentindo na pele os efeitos da crise são os trabalhadores.

Por isso, os representantes dos sindicatos de trabalhadores da construção e do mobiliário, que se reuniram a semana passada para discutir a campanha salarial 2009, decidiram que aqui no Paraná, na área que representam, a proposta da flexibilização de salários nem sequer será discutida.

A razão para essa tomada de decisão é simples. Fala-se em diminuir a jornada de trabalho em 20%, com igual diminuição do salário. Só que o pai ou mãe, trabalhador da construção e do mobiliário, não tem como explicar para o filho que ele terá que tomar 20% menos leite enquanto durar a crise.

Da mesma forma, não terá como gastar 20% menos com roupas, remédios, escola, moradia e saúde. Não fomos nós, os trabalhadores, que geramos a crise. Portanto, não seremos nós a pagar a conta da irresponsabilidade dos banqueiros cegos pelo lucro fácil gerado com os juros estratosféricos que cobram da gente.

Além do mais, a crise faz parte do nosso dia-a-dia. Ela viaja na bicicleta que atravessa a cidade na madrugada fria, levando o trabalhador e sua minguada marmita. Ela está presente na casa sem reboco. Na rua sem asfalto e sem saneamento básico.

Mesmo quando estamos empregados, com carteira assinada e com as leis trabalhistas e as convenções coletivas sendo respeitadas, estamos em crise.

Afinal, mesmo nos tempos de prosperidade, se não falta emprego, falta atendimento decente na saúde, falta segurança e falta educação que permita ao filho do trabalhador competir em pé de igualdade com o filho do capitalista.

Por isso, não tememos a crise e estamos preparados para enfrenta-la. Só não aceitamos pagar a conta de um rombo financeiro que não geramos.

Como diz a sabedoria popular, quem pariu Mateus que o embale, ou seja, os especuladores financeiros, os grandes capitalistas é que devem abrir mão de parte do que acumularam à custa do suor de nossos corpos, muitas vezes mal alimentados e mal dormidos, e cubram o buraco que abriram na economia mundial.

 

Programa: 01 de fevereiro de 2009

Sintracom-Londrina, um sindicato solidário

Desde que assumimos a diretoria do Sintracom-Londrina, decidimos que não podíamos ficar restritos apenas às questões salariais e de condições de trabalho nas indústrias da construção e do mobiliário de Londrina e Região.

Acreditamos que o Sindicato, por sua condição de entidade de atuação política, pode e deve contribuir para a solução de outros problemas que afetam a cidade como um todo e não apenas aos trabalhadores que representamos.

Por isso, desenvolvemos ações voltadas para o público externo e o convívio com pessoas que não fazem parte das categorias profissionais que nos elegeram para representa-las, além de gratificante nos reserva boas surpresas.

Foi o que aconteceu no 2º Concurso de Redação do Sintracom-Londrina, realizado o ano passado e que teve como tema Democracia, o voto que muda a vida da gente. O concurso foi vencido pelo presidiário Anderson Cândido da Silva.

Ele está preso, agora em regime semi aberto, na Colônia Penal Agrícola de Curitiba. Na época do concurso, Anderson cumpria a pena no Centro de Detenção e Ressocialização de Londrina. Fomos até lá conhece-lo e entregar o prêmio que ele tinha direito.

Ficamos sabendo que, um ano antes, Anderson tinha se destacado nas provas do ENEM, Exame Nacional de Ensino Médio. Esse fato, para nós, reforçou a idéia que temos de que toda pessoa, que se esforça, merece uma segunda chance na vida.

Na semana que passou, o rapaz do Conjunto União da Vitória que foi condenado por co-autoria em um homicídio, procurou o Sindicato. Veio pedir uma ajuda para se deslocar até uma capital estadual do Brasil para fazer sua matrícula.

Isso mesmo, Anderson recebeu uma bolsa integral de uma universidade de uma grande capital brasileira, que ele prefere não divulgar nesse momento, e se tudo correr bem, daqui mais alguns dias ele trocará a cela pela sala de aula.

Daqui mais cinco anos, um nada para quem passou um tempo igual a esse atrás das grades, Anderson deverá estar se formando em Direito. Terá, então, se reintegrado à sociedade de forma positiva e estará pronto para viver a vida em plenitude.

A ajuda financeira que o Sintracom-Londrina concedeu a Anderson para ele poder viajar e fazer a matrícula será, talvez, o melhor investimento que os trabalhadores da construção e do mobiliário de Londrina fizeram.

Esse investimento, cerca de R$ 300,00, terá ajudado um ser humano que cometeu um erro na vida, a reencontrar o caminho do conhecimento. Foi um ato de solidariedade do Sintracom-Londrina que, temos certeza, nossos associados aprovarão.

 

Programa: 25 de janeiro de 2009

Doação de sangue, um ato de amor

Desde que assumimos o Sintracom-Londrina, temos tido a preocupação de irmos além da defesa dos salários e das condições de trabalho dos trabalhadores da construção e do mobiliário.

Temos o entendimento de que a construção da cidadania se refere, sobretudo, à vida do cidadão em seu sentido pleno, isto é, consciente de seus direitos e deveres.

No dia-a-dia, tratamos dos direitos do trabalhador. Essa é a nossa missão. E sem descuidar das doenças profissionais, discutimos doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e câncer de próstata, entre outros assuntos relevantes.

Hoje, convidamos a diretora do Hemocentro do HU para falar sobre doação de sangue, porque entendemos que esse assunto é de extrema importância.

Doar sangue, pode fazer a diferença entre a vida e a morte de um semelhante seu. Por isso, o Sintracom-Londrina estará sempre à disposição do Hemocentro e participando de campanhas de conscientização e coleta de sangue.

É nosso dever, pela condição de filhos de Deus e membros da grande família que é a humanidade, fazer tudo o que for possível em defesa da vida.

Reflita sobre isso e se torne um doador de sangue. A vida agradece esse seu gesto de amor pela humanidade.

 

Programa: 18 de janeiro de 2009

Começa a Campanha Salarial 2009-2010

Entre os dias 26 e 30 desse mês os representantes do Sintracom-Londrina, como fazem todos os anos, estarão reunidos com os delegados dos sindicatos membros da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Paraná, Fetraconspar, no Décimo Oitavo Seminário de dirigentes sindicais da Construção e do Mobiliário do Paraná.

Nesses dias, o marceneiro Gilmar dos Santos e os pedreiros José Fernandes Paião e José Aparecido Martins, levarão na mala até a Colônia de Férias da Fetraconspar, em Itapoá-SC, os anseios e as necessidades dos mais de cinco mil trabalhadores da construção e do mobiliário representados pelo Sintracom-Londrina.

Também estarei presente no Seminário na condição de dirigente da Fetraconspar. Juntos, vamos discutir a Campanha Salarial 2009-2010, que promete ser das mais difíceis dos últimos anos. Afinal, não é segredo para ninguém que a economia mundial está em crise e isso deve dificultar as negociações.

Apesar das dificuldades, não vamos esmorecer. Pelo contrário, acreditamos que é nos momentos difíceis que o Sindicato, junto com os trabalhadores que representa, deve mostrar sua força. Sua capacidade de mobilizar os trabalhadores e enfrentar a crise venha ela de onde vier.

Serão dias de muito trabalho. Para nos auxiliar a interpretar o momento que vivemos e como superar as dificuldades, vamos ouvir e debater com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, CNTI, e da Nova Central Sindical dos Trabalhadores, José Calixto Ramos.

Da mesma forma, vamos ouvir e debater a conjuntura atual e os caminhos a seguir com técnicos, cientistas e autoridades de várias áreas. Tem sido assim há 18 anos. E por isso temos conquistado, nas mesas de negociações, inúmeros avanços financeiros e sociais aos trabalhadores que representamos.

Todos os dias, as rádios, as televisões e os jornais trazem notícias de demissões, fechamento de empresas e todo tipo de dificuldades para a classe trabalhadora em geral. Assim, se não estivermos preparados para a guerra em defesa do emprego e do salário, os trabalhadores é que pagarão o pato pela crise que não criaram.

Essa é a nossa missão. Fazer tudo o que está ao nosso alcance para que o trabalhador da construção e do mobiliário de Londrina e Região não seja vítima da crise econômica mundial que, agora, bate às portas do Brasil. Ainda não a sentimos na pele, mas sabemos que ela está aí a assombrar a família brasileira.

Ao terminar o Seminário de Preparação da Campanha Salarial, no dia 30 desse mês, estaremos preparados e prontos para defendermos os interesses dos trabalhadores da construção e do mobiliário. Juntos, atravessaremos a crise, se Deus quiser, mantendo os empregos e o poder de compra dos trabalhadores que representamos.

 

Programa: 11 de janeiro de 2009

Um por todos, todos por Londrina!

Todo mundo já ouviu o grito dos três mosqueteiros criados pelo escritor francês Alexandre Dumas: um por todos, todos por um! Athos, Phortos, Aramis e D’Artangnan, na verdade quatro mosqueteiros a defender o rei da França, usavam esse grito toda vez que partiam para enfrentam os inimigos de sua majestade.

O grito de guerra dos mosqueteiros, que lhes dava o senso de união e de tarefa a cumprir, serviu de inspiração para a palavra do presidente que encerra o programa Sua Vez, Sua Voz, nesse domingo em que recebemos a visita do prefeito interino de Londrina, o vereador e presidente da Câmara Municipal, Padre Roque.

Temos acompanhado e discutido as eleições em Londrina, tanto em nossas publicações, como nesse programa de rádio e nas reuniões de diretoria. Não pedimos votos para ninguém, até porque o estatuto do Sindicato nos impede de agirmos dessa maneira. Mas pedimos, sempre, que as pessoas votem com consciência plena de seus atos.

Nesse momento, quando a Justiça determina a realização de um segundo turno extra entre o segundo e o terceiro colocados no primeiro turno da eleição, usamos este espaço para pedir ao trabalhador, principalmente o que nos confiou a missão de representa-lo, que enfrente com serenidade a tramitação da Justiça.

Em princípio, Padre Roque deve ficar cerca de três meses como prefeito interino de Londrina. Mas, de repente, esse prazo pode se estender para muitos meses mais. Ninguém, hoje, pode afirmar com certeza qual será o tempo de duração do mandato do Padre Roque, pois tudo está nas mãos da Justiça Eleitoral.

Por isso, adaptamos o grito de guerra dos três mosqueteiros ao momento que vive Londrina, a cidade que temos ajudado a construir, todos os dias, desde antes do Sol nascer até ele se esconder no horizonte. Aqui é a nossa casa. Por isso, precisamos, todos, ajudar para que ela continue em pé e seja ampliada para acomodar bem todos os seus filhos.

Nosso ofício é construir. Casas, estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços, escolas, hospitais, hotéis, bares, restaurantes e lanchonetes. Falou em construir, é com a gente mesmo. Mas, às vezes, para construir, antes é preciso demolir o que está muito velho e correndo o risco de cair sobre nossas cabeças.

Hoje, vemos uma Londrina preocupada com seu futuro. Nosso futuro e de nossos filhos, netos e bisnetos. Então, enquanto a Justiça não cumpre com seu papel de fazer a lei ser interpretada e obedecida, estejamos juntos. Apoiemos o Padre Roque e seu secretariado na missão de conduzir a cidade nesse momento de transição.

O ex-presidente José Sarney, devido a morte do presidente Tancredo Neves antes de iniciar o mandato, teve que assumir a presidência da república e finalizar a transição, isto é, o momento da passagem do Brasil da ditadura militar para a democracia. Nesse meio tempo, ele subiu ao céu e desceu ao inferno com o Plano Cruzado.

No futuro Sarney poderá ser condenado pela história por ter atrasado o desenvolvimento econômico do Brasil. Mas, jamais, poderá ser condenado por ter tentado resolver o problema da inflação que afligia a todos e, principalmente, aos trabalhadores brasileiros, aqueles que, de fato, sofrem com as crises econômicas.

Tomara que a transição a ser conduzida pelo Padre Roque, prefeito interino de Londrina nesse momento de batalhas jurídicas, seja lembrada pelas gerações futuras como o momento em que a cidade disse, de uma vez por todas, não à corrupção e, sim, sim e sim, à legalidade, à democracia e, principalmente, respeito às leis vigentes.

 

Programa: 04 de janeiro de 2009

A eterna disputa pela Terra Santa

 

O ano de 2008 será lembrado pelas gerações futuras como o ano em que a economia dos Estados Unidos entrou em colapso devido ao descontrole de seus cidadãos, que gastaram muito acima do que podiam pagar.

A crise da terra de Bush, que daqui mais alguns dias será a terra de Obama, rapidamente se espalhou pelo planeta e vem provocando desemprego em massa na Europa, na Ásia e nas Américas.
O ano de 2008 será, portanto, citado também como o ano em que os dekasseguis iniciaram a viagem de volta para o Brasil já que a crise afetou a economia japonesa.

Dessa forma, quem terminou o ano empregado e com carteira assinada, deve estourar duas e não apenas uma garrafa de espumante para comemorar a chegada do ano de 2009.

E quando todos imaginavam que a crise econômica, assim como seus efeitos colaterais, seria o que de pior o ano de 2008 poderia representar para a humanidade, o Oriente Médio pegou fogo.

De novo, israelenses e palestinos, dois povos em guerra desde que suas histórias começaram a ser contadas, acirraram o conflito que na virada do ano contabilizava centenas de mortos e milhares de feridos.

Todos os dias os jornais e as televisões mostram cenas de muita tristeza e desespero. Israelenses e palestinos enterram seus mortos, choram muito e seguem se matando.

Pra gente que mora do lado de cá do Oceano Atlântico, fica cada dia mais difícil entender esse conflito milenar que tem derramado sangue judeu e muçulmano suficiente para encharcar toda a Palestina.

Quem tem razão? Os hebreus, povo que em primeiro lugar ouviu a voz do Criador, acreditam ter razão. Da mesma forma, os palestinos, que sempre foram daquela região, acham que estão certos.

E por acreditarem em suas razões, continuam se matando. Aumentam a tristeza e o ódio de seus filhos que já nascem odiando o vizinho e esperando a primeira oportunidade para matá-lo.

Infelizmente, ao que tudo indica, esse conflito que já dura mais de três mil anos, está longe de chegar ao seu final. E o absurdo maior da guerra entre israelenses e palestinos é que sua origem é religiosa.

Ela se materializa no conflito pela posse da terra, mas, bem pensado e pesado, a verdadeira motivação de judeus e muçulmanos tem a ver com a histórica cidade de Jerusalém.

Judeus, muçulmanos e, também os cristãos, consideram Jerusalém como uma cidade sagrada e, por isso, se engalfinham pela posse da cidade e do território que a cerca.

Entender os desígnios de Deus é tarefa árdua e, por isso, muitas vezes, incompreensível. Dessa forma, esse tema deveria mobilizar a humanidade no ano de 2009 que se inicia banhado em sangue.
Temos outros conflitos em andamento no planeta. Tudo em nome da posse da terra e das riquezas que Deus confiou aos seus filhos, ou seja, homens, mulheres e crianças que habitam a Terra.

Tomara que em 2009 a Organização das Nações Unidas concentre todos seus esforços e recursos na resolução do conflito judeu-palestino. Quem sabe, esse seja o início da construção da paz entre os homens.

Esse é o sonho da diretoria do Sintracom-Londrina, que trabalha todos os dias em defesa dos salários, da saúde e da segurança do trabalhador da construção e do mobiliário.

Não somos nada no contexto mundial. Mas isso não nos impede de pedir em nossas orações pelo fim dessa guerra que já durou tempo demais. Que já custou muitas vidas e causou muita tristeza.

Acreditamos que a conquista da paz na Terra Santa, seria o primeiro passo para a humanidade viver de forma fraterna e solidária. Esse é o nosso desejo para o ano de 2009.

 

Programa: 28 de dezembro de 2008

Que venha 2009 e seus desafios

 

Com a economia mundial desmoronando, não podemos nos iludir e acreditar que 2009 será melhor do que o ano que chega ao fim. Na verdade, a perspectiva não é das melhores.

Embora o presidente Lula e o ministro da fazenda Guido Mantega tenham dado declarações otimistas seguidamente, nada indica que o próximo ano seja melhor que 2008.

O presidente eleito dos Estados Unidos, a maior economia do planeta, ainda não tomou posse e, por isso, não sabemos como ele pretende enfrentar a crise.

Como tudo que acontece nos Estados Unidos tem reflexo no restante do planeta, é de se imaginar que enfrentaremos dias difíceis não só em 2009, mas nos anos que virão.

Isso, no entanto, não nos preocupa, pois o trabalho que realizamos no Sindicato, nos dá a certeza de que o trabalhador da construção e do mobiliário está preparado para enfrentar a crise.

Com crise ou sem crise, não nos desviamos e não nos desviaremos de nossa obra mais importante que é a construção da cidadania. Esse é o nosso desafio maior.

E nesse trabalho de construção da cidadania, temos o programa sua vez, sua voz como ferramenta fundamental em nossa obra mais importante.

Desde que entramos no ar na Rádio Brasil Sul, o sinal mais potente do interior do Paraná, no dia 29 de abril de 2007, vimos passar por aqui autoridades, estudiosos e militantes de várias áreas.

Discutimos assuntos que, em geral, não entram na pauta da imprensa comercial. Assim, recebemos a visita de advogados, promotores, juízes, sindicalistas e professores.

Com eles, pudemos discutir temas importantes como o fornecimento pelo Estado do Paraná de medicamentos de alto custo para tratar de doenças raras.

É gratificante, quando encontramos pelas ruas os pacientes que pudemos ajudar a garantir o recebimento gratuito de medicamentos que eles não tinham condições de adquirir.

Recentemente, com muita honra, recebemos a visita da promotora da vara da infância e juventude de Londrina, Édina de Paula, que falou sobre pedofilia e a proposta de castração química.

Foi, sem dúvida, um dos programas que despertou grande interesse nos milhares de ouvintes da Rádio Brasil Sul e do Programa Sua Vez, Sua Voz.

Da mesma forma, consideramos que o fato de termos levado para a esfera criminal os acidentes fatais na construção descortina um novo tempo no setor.

Um tempo em que a vida humana estará no topo das prioridades tanto dos trabalhadores quanto dos patrões. Essa é a nossa motivação principal, o respeito ao ser humano.

Isso é que nos faz pular da cama todos os dias logo pela manhã e ir à luta em defesa dos salários, da saúde e da segurança do trabalhador da construção e do mobiliário.

Por isso, nesse programa que encerra um ano difícil e anuncia outro que, também não deve ser fácil, só podemos prometer muita luta e esperar que venha 2009 e seus desafios. Estaremos aqui para enfrentá-lo.

 

Programa: 21 de dezembro de 2008

Feliz Natal pra todos!

 

Apesar do Natal ter sido transformado em um grande evento comercial, na verdade o momento em que o comércio mais vende ao longo do ano, preferimos aproveitar esse momento para recordar e celebrar o nascimento do menino Jesus, o filho de Deus que veio ao mundo para nos salvar de todos os males.

Como construtores que somos, gostamos de lembrar que Jesus foi confiado à guarda do carpinteiro José, esposo de Maria, a virgem escolhida para ser a mãe do filho de Deus. Naquele tempo, dois mil e oito anos atrás, ser carpinteiro significava fazer tudo o que o ser humano precisa para morar e viver.

Primeiro, o carpinteiro ia à floresta e escolhia as melhores árvores. Depois, as derrubava e levava até o local onde iria construir a casa, os móveis ou os utensílios domésticos. Para realizar essas tarefas era preciso ser forte. Forte física e espiritualmente. Assim era São José, o padroeiro dos construtores.

Todo mundo já ouviu pelo menos uma vez a passagem bíblica de quando Jesus tomou o chicote em suas mãos e expulsou os vendilhões do templo. Não é de se estranhar, pois Jesus trabalhou com São José, seu pai terreno e, certamente, era também um homem muito forte.

Mesmo assim, Jesus não se tornou conhecido pela força física, mas, sobretudo pela força das idéias que pregou através das palavras da fraternidade, solidariedade e humildade que ensinou aos que com ele conviveram. Suas palavras foram tão fortes que até hoje seguem iluminando vidas.

Nesse momento de incertezas a rondar a família londrinense por causa da decisão da justiça de impedir a posse do prefeito eleito, assim como se angustia a família brasileira e mundial pela crise econômico-financeira, queremos convidar todos a se unirem em uma prece no Natal.

Vamos orar e pedir um mundo melhor para todos os mais de 6 bilhões de seres humanos que habitam a Terra. Vamos orar pelo fim das guerras. Pelo fim da violência que pouco a pouco vai corroendo a confiança do ser humano e tornando as pessoas irritadas e explosivas.

Vamos orar pelas crianças que passam fome de comida, de roupa, de moradia, de remédios e de educação. Vamos pedir pelos idosos que enfrentam filas nas madrugadas para receberem atendimento médico. Vamos torcer para que o pai e a mãe hoje desempregados comecem 2009 trabalhando.

Tudo leva a crer que Londrina realizará um terceiro turno para decidir quem será o prefeito da cidade entre 2009 e 2012. Será mais um momento em que o eleitorado terá a chance de, com o voto, propor dias melhores para nossa amada cidade e, sobretudo, para os filhos de Londrina.

De nossa parte, continuaremos a luta cotidiana pela Construção da Cidadania, nossa obra mais importante. Essa é a missão que nos tem sido confiada pelos associados do Sintracom-Londrina. Dela não nos desviamos no passado e não nos desviaremos no presente e no futuro. Feliz Natal pra todos!

 

Programa: 07 de dezembro de 2008

Londrina chega aos 74 anos

 

Se fosse uma pessoa, Londrina seria considerada uma idosa. No entanto, por sua condição de cidade, ela é considerada ainda uma criança. Talvez na primeira infância.

Por isso, quem sabe, ela ainda tenha tantos problemas a resolver. Na atualidade, o que mais preocupa o londrinense, em geral, é a insegurança que assombra os lares da cidade.

Nada contra os apresentadores de programas policiais, mas nossa vontade é que eles não precisassem existir, pois a existência deles é diretamente relacionada com a violência cotidiana.

Se não acontecessem tantos crimes, todos os dias, o espaço hoje ocupado pela violência no rádio, na televisão e no jornal podia ser coberto com reportagens mais construtivas.

Por isso, a diretoria do Sintracom-Londrina, que pensa a Construção da Cidadania como a obra mais importante a executar; nesta época de comemorações, isto é, 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e 74 anos de emancipação política de Londrina, manifesta seu desejo de que todos os direitos humanos aprovados pela ONU em 1948 sejam cumpridos e, também, que o sonho dos pioneiros londrinenses de construir uma cidade boa pra se morar e criar os filhos se torne realidade.
Queremos ligar o rádio, ainda de madrugada, e ouvir boas notícias. Ouvir que há tantos dias nenhum londrinense teve que esperar horas na fila, com febre, dores e mal-estar geral no corpo, para ser atendido por um médico. Para ser cuidado pelo Município que ele ajudou e ajuda a construir, todos os dias.

Da mesma forma, queremos abrir o jornal de manhã e ler sobre os bons resultados obtidos pela escola de tempo integral. Saber que estudantes londrinenses são destaque em nível nacional e internacional. Vibrar com os atletas descobertos e aprimorados nas práticas esportivas oferecidas pelas escolas.

Queremos tomar o ônibus, sair com o carro, moto ou bicicleta e não ficar sacudindo em ruas esburacadas. Rua mal iluminada? Nem pensar. Calçada irregular, então, apenas uma lembrança do tempo em que a cidade era um imenso canteiro de obras.

Essas são as notícias que sonhamos para os mais de 20 mil filhos da Família Sintracom-Londrina e os demais 500 mil londrinenses. Não saímos de todos os cantos do Brasil e do Mundo para fincarmos raízes em um local de pesadelo.

Não! Londrina e sua abençoada terra vermelha, onde, de verdade, “em se plantando, tudo dá”, como escreveu Pero Vaz de Caminha na carta ao Rei de Portugal contando sobre o descobrimento do Brasil, é um lugar de realização de sonhos.

Ano que vem, Londrina comemora 80 anos da chegada da primeira caravana da Companhia de Terras Norte do Paraná no marco zero da cidade, ali na Leste-Oeste, bem em frente ao local onde será construído o Teatro Municipal.

Quem sabe não seja o momento de lembrarmos da vida cheia de sacrifícios dos primeiros londrinenses. Pode ser o início de um repensar da Pequena Londres.Cida menina. Cidade criança. Nossa Londrina. Parabéns pra você, nesta data querida. 10 de dezembro.

 

Programa: 30 de novembro de 2008

AIDS, mais um problema familiar

 

No início dos anos 1980, quando o fantasma da AIDS começou a aterrorizar a população brasileira e mundial, grande parte das pessoas imaginava que não seria infectada pelo Vírus HIV, o causador da AIDS, porque não fazia parte dos chamados grupos de risco.


Grupos de risco, naquele seriam os viciados em drogas injetáveis, ou seja, o pessoal do “pico na veia”, e os homossexuais que transavam sem camisinha. Assim, vimos morrer o cantor Cazuza e o ator Lauro Corona. Depois, o astro do basquete Magic Johnson assumiu o contágio publicamente e disse que tinha transado com uma prostituta sem a camisinha.

No futebol brasileiro, temos o caso do atacante Gerson, revelado pelo Santos, jogou no Atlético Mineiro e estava no Inter de Porto Alegre quando morreu, vítima da AIDS, em 1993. Assim, pouco a pouco, o povo brasileiro foi se familiarizando com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a AIDS.
Não por acaso, o Sintracom-Londrina, no Mês de Saúde e Segurança do Trabalhador da Construção, Menssat, em 1993, levou para os canteiros de obras a questão da doença que até hoje continua sem cura e sem vacina que possa prevenir os efeitos devastadores da moléstia.

Foi na obra do viaduto da avenida Rio Branco com a BR 369. Naquela ocasião, os construtores das cidades ficaram sabendo que uma transadinha fora de casa, sem o uso da camisinha, podia transformar a vida do trabalhador e de sua família em uma rotina de dor e de sofrimento.

A partir de 1996, a Saúde Pública a fornecer o coquetel de medicamentos que melhorou, e muito, a vida dos infectados pelo HIV. Diferentemente do início dos anos 1980, quando cientistas conseguiram identificar o HIV, em que o infectado apenas esperava contrair a doença que iria leva-lo à morte, os contaminados passaram a viver mais.

Isso não significa, no entanto, que a doença está sob controle. Porém, muita gente, passou a se descuidar e, por isso, o número de infectados pelo vírus causador da AIDS continuou crescendo.

Para piorar, a doença chegou à família brasileira e hoje é grande o número de mulheres portadoras do HIV transmitido por seus parceiros sexuais, sejam eles maridos, namorados, noivos, amantes ou simplesmente os ficantes.

Por isso, a diretoria do Sintracom-Londrina faz questão de, todos os anos, se incorporar ao esforço público e privado para conscientizar as pessoas que a AIDS ainda não tem cura e que o melhor remédio, nesse caso, é a prevenção.

Para nós, a construção da cidadania, nossa obra mais importante, passa também pela defesa da saúde do trabalhador não só no canteiro de obras e no chão da fábrica. A Família Sintracom-Londrina, com seus mais de 20 mil membros, é responsabilidade nossa e, por isso, não nos negamos a fazer parte da cruzada em favor da vida.

Engaje-se você também nessa luta. O combate à AIDS é responsabilidade de todos. Estamos fazendo a nossa parte. Junte-se a nós que muitas vidas serão salvas. Muitas famílias serão preservadas.

 

Programa: 23 de novembro de 2008
Zumbi dos Palmares, herói afro-brasileiro

 

Foram quase 250 anos de escravidão no Brasil, até que a princesa Isabel assinasse a Lei Áurea em 13 de maio de 1888. Nesses dois séculos e meio, os negros vindos de várias regiões da África, trabalharam de sol a sol, em péssimas condições, para construir o Brasil.

Se existe uma mão de obra que tem sido fundamental na edificação desse país, sem dúvida alguma, é a mão de obra do escravo africano que, depois, se tornou afro-brasileiro e continuou a trabalhar na construção e a lutar em defesa da nossa pátria.

Aqui mesmo na base do Sintracom-Londrina, ou seja, 34 cidades do Norte Pioneiro e do Norte do Paraná, é grande o número de afro-descendentes no chão das fábricas de móveis e nas serrarias, no canteiro de obras, na olaria e cerâmica, na pintura, nos artefatos de cimento, no mármore e no granito, na instalação elétrica e na montagem industrial.

Na do Sindicato, historicamente tem sido grande o número de diretores negros. E não foi preciso criarmos cotas de participação desses trabalhadores, pois eles sempre estiveram junto com os trabalhadores brancos, vermelhos e amarelos em todas as lutas travadas pelas categorias profissionais representadas pelo Sintracom-Londrina.

Antes de conquistarem a liberdade, há 120 anos atrás, muitos negros se revoltavam com a alimentação de péssima qualidade, com os maus-tratos e o desrespeito total à pessoa humana. Um rebelde que fez história foi Zumbi, que se tornou líder do Quilombo dos Palmares.

Por isso, os movimentos negros que lutam pelo Brasil afora em defesa da causa dos cidadãos afro-brasileiros escolheram o dia 20 de novembro, data da morte de Zumbi, por degola, no ano de 1695, como o Dia Nacional da Consciência Negra.

Nada mais justo, pois hoje o negro não luta mais pela liberdade, mas pelos direitos que lhe têm sido negados desde que por aqui começaram a chegar, no ano de 1539, e, mesmo depois da abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888. A luta, agora, é pela conquista da cidadania plena, pela renda, emprego, moradia, saúde e educação.

Essas lutas, como você que nos honra com sua audiência nesse domingo de manhã percebeu, são lutas comuns a todos os trabalhadores brasileiros. Desde sempre, a elite dominante brasileira, aqueles menos de dois por cento da população que detêm a posse da terra e dos meios de produção, têm cometido muitas injustiças com o trabalhador brasileiro.

Por isso, os diretores do Sintracom-Londrina, sejam eles amarelos, brancos, negros ou vermelhos, estão na luta todos os dias, desde antes do sol nascer até depois dele se pôr no horizonte. Para nós, diretores do Sindicato, a construção da cidadania é nossa obra mais importante. Assim, nessa semana que se levanta a bandeira da causa negra no Brasil, estamos juntos na luta por melhores dias a todos os brasileiros, sem distinção de raça, cor, religião ou opção partidária.

 

Programa: 16 de novembro de 2008
A violência nossa de cada dia

 

Passado mais de um ano do assassinato da estudante Amanda Rossi no dia 29 de outubro de 2007, crime até o momento não esclarecido, cabe uma reflexão sobre a violência cotidiana que atormenta a família londrinense.

Na semana que passou, por exemplo, os jornais noticiaram que o governador do Paraná, Roberto Requião, destinará mais 10 viaturas e 40 policiais militares para Londrina. Excelente notícia para os mais de 500 mil londrinenses, sem dúvida.

No entanto, será que o anunciado aumento da frota e do efetivo suprirá as necessidades da terceira maior cidade do Sul Brasil? Sempre que tocam no assunto, o governador e o secretário de segurança pública falam de um estado sem problemas.

Até parece que Requião e o secretário moram em um lugar onde estudantes como Amanda Rossi e a menina Rachel Maria Lobo de Oliveira, assassinada e abandonada em uma mala na rodoviária de Curitiba, seguem suas vidas normalmente.

Sabemos que os problemas enfrentados pelos governantes são muitos e nem todos podem ser resolvidos de imediato. Mesmo assim, insistimos que segurança, educação, moradia e saúde são prioridades de qualquer governante sério.

Voltando a Londrina, destacamos as informações repassadas pelo delegado de homicídios da cidade, Ernandes César Alves. Segundo ele, até o dia 13 desse mês, Londrina tinha registrado 114 homicídios, número maior do que os 83 do ano passado.

Apesar do número considerado elevado pela sociedade local, o delegado informa que o número de homicídios na cidade vem caindo desde 2003 quando foram registrados 191 assassinatos em Londrina.

De fato, de lá para cá, observa-se uma queda nesse tipo de crime contra a vida. Foram 176 em 2004, 125 em 2005 e 116 em 2006. De acordo com o delegado de homicídios os 83 casos do ano passado caracterizam 2007 como um ano fora atípico.

Dessa forma, olhando apenas os números, a gente fica com a impressão de que a criminalidade está sob controle e diminuindo. Só que os números citados pelas autoridades competentes significam vidas interrompidas.

Ainda que apenas uma vida fosse ceifada por um assassino, seria o suficiente para nos revoltarmos com a precariedade do aparelho montando para garantir a segurança da população, isto é, as polícias civil, militar, federal e outras.

Por isso, a diretoria do Sintracom-Londrina, preocupada com a segurança dos mais de 20 mil membros dessa grande família, quer ver os assassinos da Amanda e da Rachel na cadeia, que é o lugar certo para eles.

Da mesma forma, queremos que a segurança pública no Paraná não fique restrita à cabeça de Requião e de seu secretário. Esse assunto interessa a todo o Estado e, por isso, deve ser discutido publicamente. Acreditamos que somente com o envolvimento de toda a sociedade conseguiremos, um dia, viver em paz e criar nossos filhos e netos sem sustos.

 

Programa: 02 de novembro de 2008
TSE presta desserviço à democracia nas eleições de Londrina

 

O Sintracom-Londrina, como toda e qualquer entidade sindical, é impedido de participar da política partidária. Dessa forma, jamais o Sindicato fará campanha para este ou aquele candidato.

No entanto, como cidadãos brasileiros, os diretores do Sintracom-Londrina têm o sagrado direito de exercer a cidadania escolhendo o candidato que melhor lhes convém e isso ninguém questiona.

Nas eleições 2008, que agora está nas mãos dos membros da mais alta instância da Justiça Eleitoral, apenas conclamamos os trabalhadores da Construção e do Mobiliário a votarem com consciência.

Venceu o melhor? Não nos cabe julgar. Apenas nos cabe aceitar o resultado das urnas. Acreditamos na democracia, justamente por ela ser, na essência, a manifestação da vontade da maioria.

Em Londrina, a maioria dos 341.908 eleitores aptos a votar escolheu Antonio Belinati para ser o prefeito da cidade entre 2009 e 2012. Isto quer dizer que a maioria dos londrinenses acredita nesse candidato.

Foram 138.926 londrinenses que votaram em Belinati, contra 129.625 que optaram por Luiz Carlos Hauly. Agora, passado o segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral suspende a candidatura do prefeito eleito.

Também não nos cabe discutir o mérito da ação do TSE, mas temos o direito de questionar a forma e o tempo como atuou a mais alta corte eleitoral do Brasil, fato que colocou a cidade em clima de tensão.

Na terça-feira à noite, logo após o anúncio da suspensão da candidatura de Belinati, rojões foram ouvidos em várias partes da cidade. Eram eleitores dos candidatos derrotados comemorando a decisão do TSE.

No dia seguinte, os belinatistas saíram às ruas para protestar. Em ambos os momentos, temeu-se que houvesse confronto entre partidários das duas candidaturas. Se houvesse, deveria ser posto na conta do Tribunal.

Afinal de contas, o TSE podia e devia ter evitado o problema. Bastava, simplesmente, pronunciar-se antes que os eleitores fossem às urnas e votasse em um dos candidatos que estavam na disputa.

Entendemos que a Justiça Eleitoral deve ser ágil e dar respostas à sociedade. Nesse caso, devia dizer, no mínimo, antes do segundo turno que o candidato Belinati não podia disputar as eleições.

Para piorar o quadro, o TSE julgou atrasado e não julgou por completo, pois não definiu qual será a solução para o problema por ele criado. Hoje ninguém sabe dizer o que acontecerá em Londrina.

Não sabemos se teremos novas eleições, se o segundo e o terceiro colocados no primeiro turno disputarão novo turno ou, ainda, se o segundo colocado do segundo turno será proclamado prefeito.

Por isso tudo, consideramos que o TSE prestou um verdadeiro desserviço à ainda jovem e frágil democracia brasileira. E agora, esperamos que o Tribunal apresente uma solução para o problema que criou.

 

Programa: 12 de outubro de 2008
Segundo turno das eleições: e eu com isso?

 

Houve tempo no Brasil que o direito de votar foi suprimido dos brasileiros e brasileiras, essa gente razão de ser desse país abençoado por Deus e bonito por natureza. Toda vez que isso aconteceu, os democratas do Brasil foram às ruas e clamaram por eleições diretas em todos os níveis.

Na luta por liberdades democrática muita gente foi presa e torturada, física e psicologicamente. Gente morreu e gente desapareceu. Foi o preço a pagar para que a democracia fosse restabelecida toda vez que golpistas tomavam o poder, dissolviam o congresso e prendiam seus adversários.

Empastelar jornais adversários, isto é, quebrar tudo que encontrasse pela frente, era coisa comum no Brasil e não faz muito tempo. A última ditadura brasileira, afinal, morreu oficialmente com a promulgação da Constituição Cidadã, em 1988, e foi enterrada de vez com as eleições para presidente em 1989.

Ainda hoje, o país vez por outra se defronta com seu passado de sangue de irmão derramado em nome de disputa política. É o caso, por exemplo, do coronel do Exército Brilhante Ustra, condenado recentemente ao ser reconhecido por cinco pessoas de uma mesma família que ele torturara durante a ditadura.

De qualquer forma, a democracia brasileira, conquistada a suor e sangue de brasileiros e brasileiras que não se conformavam com a ditadura militar, apesar de todos os seus problemas, vai bem, obrigado. E ninguém em sã consciência admite duvidar que a democracia é o melhor regime político.

O primeiro turno das eleições em Londrina mostrou que o eleitor está, sim, atento aos fatos que envolvem os políticos. É só olhar a renovação que houve na Câmara de Vereadores. Todos os legisladores que tiveram seus nomes envolvidos em escândalos de qualquer natureza, não conseguiram se reeleger.

No dia 26 próximo os 320 (ver o número exato) mil eleitores londrinenses, homens e mulheres que dão vida e graça a Londrina, a terceira maior cidade do Sul do Brasil, voltam às urnas para o segundo turno que decidirá quem irá se sentar na cadeira do prefeito do município que se orgulha de ser pé-vermelho.

No dia 26, portanto, estaremos decidindo o que é melhor para nossa cidade nos próximos quatro anos. Antônio Belinati e Luiz Carlos Hauly, são os candidatos que disputam o segundo turno. Nos corações e mentes desses cidadãos londrinenses estará depositada a esperança de dias melhores para Londrina.

Ouvimos aqui e ali, eleitores dizendo que irão pescar no dia 26. Isso porque os candidatos que eles queriam ver prefeito não conseguiram se credenciar para disputar o segundo turno. Outros, ainda, argumentam que não sentem vontade de votar em nenhum dos candidatos que chegaram à disputa final.

Por isso, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina faz uma convocação geral aos mais de 20 mil membros da Família Sintracom-Londrina: no dia 26 de outubro, antes de ir pra barranca do rio, exerça o seu direito e seu dever de votar.

O mundo está em crise e, mais do que nunca, é preciso que a classe trabalhadora, sempre a mais prejudicada nos momentos difíceis, esteja mobilizada e atenta a tudo que está acontecendo. No dia 26, não estará em disputa apenas quem será o próximo prefeito de Londrina, mas estará em jogo a escola, o hospital, o posto de saúde, o emprego, o transporte e a moradia. Ou seja, tudo a ver com você que nos honra com a audiência do programa sua vez, sua voz, o jornal falado do Sintracom-Londrina.

Nesse momento, milhares de filhos de trabalhadores da construção e do mobiliário estão se divertindo na sede campestre na 7ª Festa das Crianças do Sintracom-Londrina. É com o futuro dessa gente que estamos comprometidos. Por isso, tentamos melhorar o presente de seus pais, os trabalhadores que representamos.

Quando tocamos no assunto eleições, o fazemos porque acreditamos que só a política é capaz de mudar a vida da gente e de nossos filhos. Mais do que isso, pode significar um mundo melhor para nossos netos, os futuros dirigentes de Londrina, do Paraná e do Brasil.

 

Programa: 28 de setembro de 2008
Adoção um gesto de Amor

 

No Dia da Adoção, comemorado 25 de maio, as pessoas interessadas em adotar crianças e adolescentes no Brasil aguardavam a implantação do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). Lançado em 29 de abril pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o cadastro prometia agilizar os processos a partir de julho deste ano.

O Cadastro Nacional de Adoção fornecerá, informações sobre o número de crianças e adolescentes sob a tutela do estado, quantidade e localização de casais habilitados a adotar em todas as regiões, perfis completos e dados sobre os abrigos. O sistema será implantado nas varas da Infância e da Juventude e todos os dados estarão inseridos no sistema em seis meses.

Segundo pesquisa divulgada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), quase 60% dos possíveis candidatos a adotar são mulheres. Foram ouvidas 1.562 pessoas e 15% delas afirmaram que adotariam crianças e adolescentes, caso pudessem contribuir para mudar a realidade deles. Segundo relatório do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), 80 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos no Brasil e cerca de 8 mil (10%) delas estão aptas para adoção.

O relatório da AMB indica, ainda, que mulheres na faixa etária entre 25 e 29 anos, casadas e com renda mensal de R$ 750 a R$ 2 mil lideram o quadro de brasileiros favoráveis à adoção. Cerca de 20% dos entrevistados se recusaram a informar a renda familiar.

A maioria das que adotariam é casada (58,8%), seguida por solteiros (28,2%) e pessoas separadas ou divorciadas (5,5%). Dos entrevistados, 78,1% dos que adotariam já possuem outros filhos.

Adotar é incluir em uma nova família, uma criança ou um adolescente, estes que são as principais vitimas de uma sociedade que não lhes garante a assistência devida. São os cidadão/ãs que ficam nos abrigos por meses e anos, chegando muitos a completar a maioridade nestas casas do estado, casas (espaços públicos) que por melhor que sejam, por mais capacitado o seu pessoal, não substituem um lar. São espaços temporários, criados como local de passagem por um dia e que se transformam em residência fixa, com endereço coletivo.

Não estamos dizendo que a simples adoção é a garantia de felicidade, da criança e dos pais, estamos dizendo que a adoção é um passo para se criar uma família, família esta que enfrentará os mesmos problemas que todas as outras enfrentam.

Como disse Fátima Aparecida de Oliveira 18 anos que foi adotada aos 13 “ Os pais de verdade são aqueles que criam e dão abrigo, não aqueles que colocam no mundo... Acho quem quer adotar uma criança, não deve discriminar e escolher características; deve fazer por amor, quem faz as coisas com muito amor e vontade não tem tempo para enxergar as diferenças “ . por isso e concordando com a Fátima para o Sintracom Londrina a ADOÇÃO É UM GESTO DE AMOR.


Programa: 21 de setembro de 2008
Apae – mais de 50 anos prestando serviços

 

“ ... Tudo era para nós, ainda, profundamente nebuloso. Pouco ou nada sabíamos de nossas reações emocionais, de nossas fantasias, de quão pouco sabíamos lutar; primeiro contra nossa própria desesperança e frustração, depois com os problemas em si, nosso elo comum, o grave problema de deficiência mental...”

Depoimento de Dona Alda Moreira Estrázula, fundadora de Apae – São Paulo

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, Apae, é um movimento que se destaca no país pelo seu pioneirismo na compreensão de que o deficiente mental é um cidadão com direitos e deveres como os demais brasileiros.

Ela foi criada no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 1954 e teve como inspiração o trabalho realizado nos Estados Unidos por Beatrice Bemis, diplomata norte-americana que acabara de chegar ao país.

Mãe de uma garota com Síndrome de Down, Beatrice havia participado em seu país da fundação de mais de 250 instituições como a Apae. Ela ficou admirada de não haver nada semelhante no Brasil.
Assim, a Apae foi criada no Brasil com os seguintes objetivos:

. Oferecer à pessoa com deficiência condições adequadas para o desenvolvimento do seu potencial proporcionando sua inclusão no meio social;

. Oferecer programas educacionais e terapêuticos adequados, respeitando as necessidades e possibilidades de cada um visando maior participação e realização pessoal;

. Capacitar a equipe multidisciplinar, visando ampliar seus conhecimentos para obter o máximo de aproveitamento no desenvolvimento do usuário;

. Proporcionar apoio e orientação familiar e comunitária, de modo a gerar ambiente adequado ao usuário atendido;

. Promover ações de prevenção às deficiências, através de iniciativa própria ou em parceria com órgãos públicos.

No final de 1962, doze das dezesseis Apaes então existentes, encontraram-se em São Paulo na primeira reunião nacional de dirigentes apaeanos, presidida pelo medico psiquiatra Stanislau Krynsky.

Participaram as Apaes de Porto Alegre, Caxias do Sul e São Leopoldo (RS), São Paulo e Jundiaí (SP), Rio de Janeiro, Volta Redonda e Muriaé (RJ), Natal (RN), Recife (PE) e Curitiba e Londrina (PR).

Pela primeira vez no Brasil, discutia-se a questão da pessoa portadora de deficiência como um grupo de famílias que trazia para o movimento suas experiências como pais de deficientes e, em alguns casos, também como técnicos na área.

Cinqüenta anos depois, existem no Brasil cerca de duas mil Apaes presentes em todos os estados brasileiros e mantendo Escolas Especiais que propiciam atendimento educacional a mais de 230 mil pessoas com deficiência Mental.

Apesar do importante serviço que prestam à sociedade, muitas Apaes enfrentam grandes problemas financeiros. Foi o que constatamos quando visitamos a Apae de Japira, no Norte Pioneiro do Paraná.
A instituição japirense, para continuar com as portas abertas, tem que realizar festas, bingos e outras atividades para arrecadar fundos.

Diante disto, conclamamos a comunidade de Japira a colaborar para que a Apae continue cumprindo o seu papel de garantir cidadania às pessoas com deficiências. Por isso, vida longa à Apae de Japira.

 

Programa: 14 de setembro de 2008
Doe órgãos e salve vidas!

 

No dia-a-dia sindical, negociamos maiores salários e melhores condições de trabalho. Em outras palavras, lutamos pela vida do trabalhador da construção e do mobiliário.

Quando deflagramos uma campanha salarial, reivindicamos reajustes salariais que permitam ao trabalhador garantir moradia, alimentação, escola, saúde, educação e lazer para si e seus familiares.

Ao mesmo tempo, cuidamos para que o trabalhador tenha à disposição, de forma gratuita, os equipamentos de proteção individuais necessários à tarefa que executa.

Qualquer que seja a nossa luta, ela se refere, fundamentalmente, ao respeito à vida e à dignidade do trabalhador e seus familiares. Pra nós, do Sintracom-Londrina, a vida não tem preço.

Por isso, hoje, resolvemos discutir a questão da doação de órgãos. Infelizmente, ainda é grande o número de pessoas que se negam a doar seus órgãos e impedem outros de continuarem vivendo.

Em 1997, foi criada uma lei que garantia ao doador o direito de manifestar seu desejo gravando em seus documentos que seus órgãos podiam ser transplantados em caso de morte.

No ano de 2000 essa lei foi revogada. Nesse caso, voltou a valer a autorização dos familiares para que os órgãos de algum ente querido sejam doados para transplantes.

Então, amigo e amiga ouvinte do programa Sua Vez, Sua Voz. Se você quer se tornar um doador de órgãos e salvar vidas, converse com sua família e manifeste seu desejo.

É preciso que nos mobilizemos para garantir que, depois de morto, o cidadão tenha o direito de tentar salvar outras vidas. O momento da perda de um ente querido é um momento de dor para a família.

Por isso, se o seu desejo não for do conhecimento de toda sua família, de repente, o coração que poderia garantir outra vida será simplesmente sepultado.

Pense nisso. Pense nas vidas que seu gesto de solidariedade e fraternidade poderá salvar. Junte-se a nós nessa cruzada em favor da vida.

Construir a cidadania é a obra que a diretoria do Sintracom-Londrina considera a mais importante. Doar-se para que seu semelhante viva, além de um ato divino é, também, um ato de cidadania.

 

Programa: 07 de setembro de 2008
O sorriso, a eleição e a Independência

 

No dia 7 de setembro de 1822, ou seja, 186 anos atrás, o príncipe português Dom Pedro, recusou-se a atender a convocação de seu pai, o rei Dom João VI que o queria de volta a Portugal e, próximo ao riacho do Ipiranga, na cidade de São Paulo, deu o grito de Independência ou Morte.

Naquele momento histórico nasceu o país chamado Brasil, a pátria amada mãe gentil dos filhos deste solo e que acolhe de braços e coração abertos os filhos de todas as partes do planeta Terra. Nesses quase 200 anos de história iniciados como império escravista muita coisa importante aconteceu.

A primeira foi o fim da escravidão. A segunda, a proclamação da república. No século 20, alternamos momentos de liberdades democráticas garantidas e outros de ditaduras cruéis e sanguinárias. Assim, chegamos ao século 21 com a responsabilidade de cultivar e defender a democracia.

Daqui mais alguns dias, vamos votar e eleger prefeitos e vereadores de todas as cidades brasileiras. Nesse momento, nunca é demais lembrar a necessidade de se informar sobre o que prometem os candidatos e o que já fizeram na vida. É preciso observar se o discurso é coerente com a prática.

Isso é muito importante, pois como têm mostrado os comerciais do Tribunal Superior Eleitoral na tevê, o voto mal usado pode causar problemas na vida do eleitor e da sociedade durante quatro anos. Isso mesmo, quatro longos anos. Então, amigo e amiga que nos ouvem, exerçam o direito de votar de forma consciente.

É preciso, sobretudo, pensar que o dinheiro desviado dos cofres públicos pelos maus políticos, é justamente aquele que seria usado para contratar mais médicos e professores, comprar mais remédio, asfaltar as ruas, construir casas, enfim, prestar todo tipo de serviço que se espera do administrador.

No caso do vereador, também é preciso analisar bem as propostas dos candidatos. Eles fazem as leis municipais e fiscalizam os atos do prefeito. Se cada um fizer direito a sua parte, a qualidade de vida dos cidadãos, homens e mulheres de todas idades, sem dúvida alguma, será melhor.

E qualidade de vida passa, também, pela saúde bucal. Dentes cariados, gengivas inflamadas e outras moléstias que atacam nossa boca interferem de forma intensa na saúde, no estudo e no trabalho das pessoas. Uma boca doente não tem motivos para sorrir ou falar. Nem para reivindicar o atendimento de suas necessidades.

“ O peixe morre pela boca” é um ditado popular muito conhecido em todo o Brasil. Ele se refere ao fato do peixe, ao morder a isca, ser fisgado e ir parar na churrasqueira, na panela ou na frigideira. Por outras razões, o ditado popular pode, também, se referir a todos os seres humanos.

É com a boca que nos alimentamos. Por isso, uma dentição saudável e bem cuidada é essencial. Com a boca beijamos e falamos eu te amo aos nossos entes queridos. Então, nesse dia em que lembramos da independência do Brasil e nos aproximamos das eleições, use a boca para sorrir, cantar, beijar os familiares e amigos, conversar sobre o que é importante para a cidade, o estado, o país e, quem sabe, comer uma carne assada e tomar uma cervejinha que ninguém é de ferro.

Até domingo que vem.

 

 

Programa: 31 de agosto de 2008
COHAB-LD - Passado, Presente e Futuro

 

Quarenta e três anos após sua fundação em 26 de agosto de 1.965 através do ex-prefeito José Hosken de Novaes, jurista que pensou sobre muitos aspectos da Londrina do futuro, a COMPANHIA DE HABITAÇÃO DE LONDRINA – COHAB-LD, comemora a construção de 36.578 unidades habitacionais na cidade, mais 5.977 unidades em outros municípios do Estado.

Atuante em 36 cidades, desde Jacarezinho, no Norte Pioneiro, até Araruna, no Centro-Oeste do Paraná, a COHAB-LD desempenhou e desempenha papel estratégico na área social por atender, prioritariamente, a população de baixa-renda. Em seus 43 anos de atuação, a Companhia realizou o sonho da casa própria a milhares de famílias.

Atualmente a COHAB-LD tem cadastradas em seus registros 21.600 famílias que anseiam pela casa própria. Em sua sede são atendidas cerca de 2.600 pessoas ao mês, mais 500 em outros municípios. Dessa forma, cerca de 37.200 pessoas são atendidas ao ano por esta Companhia de Habitação.

Para prestar um atendimento de qualidade e sem demora, esta empresa de economia mista conta atualmente com 54 funcionários de carreira, 18 cargos comissionados, 48 estagiários e 10 colaboradores terceirizados que atuam nos setores de vigilância, limpeza e copa. São pessoas treinadas e inteiradas da missão da Companhia de bem atender a todos que a procuram.

Se não existisse a COHAB-LD, a população de baixa renda não teria outra entidade ou instituição que a atendesse e entendesse seus anseios e necessidades. Por esta razão os funcionários efetivos desta Cia. se preocupam com informações referentes ao fechamento desta empresa ou mesmo sua transformação em secretaria ou agência.

REIVINDICAÇÕES:

Os trabalhadores que garantem a vida, o crescimento e o bom atendimento da COHAB-LD reivindicam dos candidatos a prefeito de Londrina:

1. O COMPROMISSO DA MANUTENÇÃO ATIVA DESTA COMPANHIA – COHAB-LD, notadamente pelo relevante papel social desempenhado pela empresa ao longo dos últimos 43 anos.

2. A REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO para recomposição do quadro de pessoal, pois atualmente a Cia. conta com um grande número de estagiários, os quais cumprem funções similares as previstas à serem cumpridas por funcionários de carreira.

3. Que os futuros estagiários da COHAB-LD sejam selecionados através de testes públicos iniciados através de ampla divulgação e que a convocação dos aprovados respeite a ordem de classificação dos participantes.

4. TERCEIRIZAÇÃO: que não haja terceirização dos serviços prestados atualmente.

5. QUADRO DE FUNCIONÁRIOS: que o próximo presidente quando da composição da nova diretoria, valorize e aproveite o quadro de pessoal atuante nesta Cia.

6. INSTITUIÇÃO BANCÁRIA: após mais de sete anos prestando atendimento nas dependências da COHAB-LD, a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL irá retirar no próximo dia 29/08/2008 o Posto Avançado que mantém no local. Diante disso, os funcionários solicitam que o próximo presidente da Cia. realize processo licitatório ou similar para a instalação de outra instituição bancária no local.

7. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA CIA.: para que a democracia se instale de vez na COHAB-LD, o quadro de funcionários efetivos da empresa reivindica que a partir de 2009, além do direito a voz no Conselho de Administração da Cia., DIREITO A VOTO.

8. Colocar em funcionamento o já criado Conselho Municipal da Cidade, eleito na Conferência Municipal das Cidades


DÉFICIT:

Terceira maior cidade do Sul do Brasil, muito em função do trabalho executado pela COHAB-LD, Londrina precisa desta instituição para atender milhares de famílias que ainda não concretizaram o sonho da casa própria. Atualmente Londrina tem um déficit habitacional em torno de 9.000 moradias.

Esse déficit total é composto de 5.000 famílias que têm renda de até 3 salários mínimos e que somente através da Cia. conseguirão concretizar o sonho da casa própria. A esse contingente devem ser somadas as cerca de 4.000 famílias que residem em habitações inadequadas – favelas, fundos de vale e outras.

Só estes números, que não deverão permanecer estáticos nos próximos anos, justificariam a existência da COHAB-LD e a melhoria nas condições de trabalho e democratização de sua estrutura interna. É isso que os funcionários desta querida COHAB LONDRINA esperam do futuro Prefeito de Londrina, cidade que amamos e respeitamos.

 

 

Programa: 24 de agosto de 2008
Mais uma conquista às trabalhadoras do Brasil

 

O senado federal aprovou na ultima quarta feira projeto de lei do senado federal de 2005, de autoria da senadora Patrícia Sabóia Gomes, que cria o Programa Empresa Cidadã, que deve ir a sansão do Presidente Lula por estes dias.

Basicamente, o projeto garante a empregada da empresa, que aderir ao programa, prorrogação da licença maternidade mediante a concessão de incentivo fiscal, por 60 dias a duração da licença maternidade prevista no artigo 7 inciso XVIII da Constituição Federal.
Para que isto aconteça, à empregada tem que requerer até o final do primeiro mês, após o parto e deverá ser concedida até o final do da licença maternidade.

Durante o período de prorrogação da licença-maternidade, a empregada terá direito à sua remuneração integral, nos mesmos moldes devidos no período de percepção do salário-maternidade pago pelo regime geral de previdência social.

No período de prorrogação da licença-maternidade de que trata a Lei, a empregada não poderá exercer qualquer atividade remunerada e a criança não poderá ser mantida em creche ou organização similar.

Se a empregada não cumprir o previsto na lei, esta perderá o direito à prorrogação.

As empresas que voluntariamente aderir ao Programa Empresa Cidadã, terá direito, enquanto perdurar a adesão, à dedução integral, no cálculo do imposto de renda da pessoa jurídica, do valor correspondente à remuneração integral da empregada nos sessenta dias de prorrogação de sua licença-maternidade;

O Governo Federal, fará estimativa do montante da renúncia fiscal decorrente do disposto na Lei e fará as compensações as empresas.

O Sintracom Londrina, esta vigilante e encaminhará telegrama ao Presidente Lula pedindo que a lei, seja sancionada sem vetos, pois esta lei trará mais uma grande conquista para as trabalhadoras do Brasil. Palavra do presidente.

Programa: 17 de agosto de 2008
Carta de Brasília

 

Os trabalhadores da construção e do mobiliário de todo o Brasil, reunidos no XVº Congresso Nacional do DEPACOM (Departamento Profissional da Construção e do Mobiliário da CNTI), nos dias 13, 14 e 15 de agosto, em Brasília (DF) e no CTE-CNTI (Luziânia-GO), analisaram as principais questões de interesse do movimento sindical e dos trabalhadores brasileiros, especialmente os da construção e do mobiliário, que desempenham papel estratégico no desenvolvimento do país, e aprovaram as seguintes resoluções, que se expressam através desta CARTA DE BRASÍLIA:

1 – Estrutura Sindical

- Reafirmação dos princípios da unicidade sindical, do sistema confederativo e do custeio compulsório.

- Defesa da retirada do Congresso Nacional da PEC 369/2005, uma ameaça à estrutura sindical vigente

- Reedição imediata da Portaria 186/08, do Ministério do Trabalho e Emprego, principalmente no tocante à pulverização das entidades de nível superior (federações e confederações).

- Mobilização pela revogação imediata da Súmula 666 do STF e do Precedente Normativo 119 do TST, instrumentos utilizados pelo Ministério Público do Trabalho para comprometer o custeio e o funcionamento das entidades sindicais em geral.

- Intensificação da campanha nacional de apoio ao PLS 248/06, do senador Paulo Paim (PT-RS), para regulamentar a contribuição negocial, de forma compulsória e universal.

- Campanha de apoio ao PLS 177/07, do senador Paulo Paim, para assegurar a estabilidade dos dirigentes sindicais, incluindo membros dos conselhos fiscais, delegados e suplentes.

2 – Legislação Trabalhista e Previdenciária

- Apoio irrestrito à campanha pela redução da Jornada de Trabalho para 8 horas diárias e 40 semanais, sem redução de salário, com a aprovação de PEC no Congresso Nacional e nova legislação nesse sentido.

- Defesa da ratificação imediata pelo Congresso Nacional da Convenção 158 da OIT, instrumento vital de combate às demissões arbitrárias e imotivadas.

- Luta pela aprovação de legislação de combate às cooperativas fraudulentas de trabalho e pela regulamentação das terceirizações, especialmente nas atividades fins das empresas.

- Campanha pelo fim do banco de horas, nocivo aos trabalhadores e à geração de mais empregos.

- Intensificação de campanha pelo registro do Contrato na Carteira de Trabalho, com a sua efetiva fiscalização.

- Apoio à aprovação de legislação para o fortalecimento das Convenções Coletivas de Trabalho com a inclusão do princípio da ultratividade.

- Luta pelo fortalecimento da Previdência Pública e Social e contra sua privatização.

- Apoio à aprovação do PLS 296/03, que extingue o famigerado Fator Previdenciário, e defesa do reajuste diferenciado das aposentadorias e pensões acima do salário mínimo.

- Luta contra qualquer tipo de discriminação da mulher no mercado de trabalho, principalmente à questão trabalho igual, salário igual; apoio à sanção presidencial do PL que amplia para seis meses a licença-maternidade e desenvolvimento de campanhas contra o assédio moral às mulheres nos locais de trabalho. O DEPACOM providenciará a unificação da data base nas convenções coletivas do 3º grupo da CNTI.

3 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho

- Defesa do meio ambiente e da melhoria da qualidade de vida da população, bem como de uma política energética alternativa e da Amazônia como patrimônio inalienável do Brasil.

- Intensificação das campanhas pela efetiva implementação da NR 18 nos locais de trabalho e da política de integração da CPN com as CPRs.

- Luta pela ampliação de campanhas educativas, junto ao governo e empresas, para a efetiva redução dos acidentes de trabalho e das doenças profissionais e a intensificação da fiscalização do trabalho.

- Defesa dos direitos trabalhistas e condições dignas de trabalho em áreas específicas, principalmente quanto à segurança e saúde do trabalhador.

- Intensificação das campanhas nos locais de trabalho contra as drogas, o fumo e o álcool.

4 – Formação Profissional e Alfabetização

- Defesa da ampliação dos programas governamentais de qualificação e re-qualificação profissional nos setores da construção e do mobiliário, bem como dos serviços oferecidos por entidades como o SENAI.

- Intensificação das campanhas contra o analfabetismo, principalmente nos locais de trabalho.

- O DEPACOM estimulará os sindicatos a apresentarem propostas de projetos e mediará junto aos meios competentes a liberação do numerário necessário.

Brasília, Agosto de 2008

Programa: 10 de agosto de 2008
Imagem do Pai

 

Existe um homem que se esforça no cumprimento do dever para dar bom exemplo ...

Que fica humilde, quando poderia exaltar ...

Que chora a distancia, a fim de não ser observado ...

Que, com o coração dilacerado, se embrutece para se impor como juiz inflexível ...

Que apenas fisicamente passa o dia distante, na luta por um futuro melhor ...

Que, ao fim da jornada, avidamente regressa ao lar para levar muito carinho, e, às vezes, receber tão pouco ...

Que está sempre pronto para oferecer uma palavra de ânimo ou mostrar, através do exemplo, uma atitude que possa ser imitada...

Que, muitas vezes, passa noites mal dormidas, decifrando os segredos da vida para transmitir ensinamentos ...

Que, mesmo cansado, ainda consegue energias para distribuir confiança...

Que vibra, se emociona e se orgulha pelo feito daqueles que tanto ama ...

Esse homem, geralmente, se agiganta e passa a ter um valor sem igual quando deixa de existir para sempre ...

Nunca perca, pois, a oportunidade de devotar muito carinho e amizade àquele que é seu melhor amigo:

SEU PAI.

 

Programa: 03 de agosto de 2008
Levando esperança e cidadania aos trabalhadores

 


Introdução

Ao se reeleger para mais um mandato com a chapa denominada Construindo o Cidadão, nossa obra mais importante, a atual diretoria do Sintracom-Londrina, na verdade, quis enfatizar que Construção é a palavra de ordem para quem deseja fazer a sua parte na melhoria daquilo que acredita ser vital na vida das pessoas, ou seja, o bem-estar das famílias e dos amigos dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário.

O Sintracom-Londrina, como determina seu Estatuto, trabalha para garantir a qualidade de vida das categorias profissionais que representa, isto é, defende os salários e as condições de saúde e segurança dos Trabalhadores da Construção Civil, Madeira e Mobiliário, Montagem Industrial, Pintura, Instalações Elétricas, Mármore e Granito, Artefatos de Cimento, Olaria e Cerâmica.

Entretanto, a diretoria do Sindicato entende que a Construção de uma sociedade mais justa implica em um trabalho que extrapole as questões salariais e de condições de trabalho. No caso específico do Sintracom-Londrina, por exemplo, existe uma agenda de comemorações e realizações sendo seguida há anos - Dia Internacional da Mulher, Festa Julina, Dia das Crianças, Dia do Aposentado, Dia do Trabalho e campeonatos de futebol suíço, Mês de Saúde e Segurança entre outras atividades.

Compartilhar experiências e, de alguma forma, auxiliar as comunidades carentes de Londrina foi o que motivou o Sindicato a realizar nos anos de 2004, 2005 e 2006 e 2007 em parceria com outras entidades e instituições, o Dia de Ação Social – um na Região Sul e três na Região Norte da cidade.

Esta experiência acumulada na realização dos eventos citados, serviu para que a Câmara Brasileira da Industria da Construção, adotasse no encontro nacional da industria da construção este modelo e criasse o Dia Nacional da Construção Social, evento que é realizado em 13 capitais de estados que aderiram ao projeto (Maranhão, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal e no Paraná, único estado em que se realiza em duas cidades, Curitiba e em Londrina, onde nasceu a iniciativa do dia de ação social).

Este ano, todos realizaram suas atividades simultâneas no dia 02 de agosto de 2008 nas áreas de saúde, lazer e cidadania.

Objetivo

O nosso objetivo é levar informação e atendimento às comunidades carentes de Londrina.

Agindo dessa forma, ou seja, oferecendo serviços e informações, a diretoria do Sintracom-Londrina acredita estar contribuindo para a conquista da Cidadania. O corte gratuito de cabelo, mais o lazer oferecido às crianças de tais comunidades significa, para muitos adultos e crianças, uma oportunidade única de cuidar da aparência e se divertir com segurança.

O consumo racional da água, pura ou tratada, é mais um dos objetivos a serem alcançados.

Da mesma forma, as informações sobre formas de prevenção de acidentes e o uso responsável da energia elétrica faz parte do rol de preocupações da diretoria do Sindicato.

Dessa forma e cientes de seus direitos e deveres de Cidadãos, os moradores das comunidades (João Turquino, Maracanã, Panissa e Jardim Olímpico) estarão aptos a reivindicar de forma eficiente o cumprimento da legislação, primeiro passo para a conquista da Cidadania. Mais do que isso, resulta numa aliança da “Família” Sintracom-Londrina com os habitantes da periferia da cidade.

Programa: 27 de julho de 2008
Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho

 

No dia 27 de julho de 1972, na fase mais violenta da ditadura militar que usurpou a democracia brasileira por mais de 20 anos, o então Ministro do Trabalho, Júlio Barata, assinou as portarias que regulamentam as profissões de Técnico de Segurança e Medicina do Trabalho.

Por isso, o dia 27 de julho foi oficializado como o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Porém, não fique o ouvinte pensando que esse foi um ato da ditadura que mereça aplausos, pois o Brasil sofria pressões internas e externas para enfrentar o problema.

Para se ter uma idéia daquele momento, basta dizer que o Banco Mundial ameaçou o governo brasileiro de suspender empréstimos, caso não fosse tomada uma atitude que preservasse a integridade física e a vida do trabalhador.

Bem, foram regulamentadas as profissões de técnicos em segurança e medicina do trabalho, mas o trabalhador brasileiro continuou se acidentando, ficando incapacitado para o trabalho e, em muitos casos, perdendo a vida.

Tanto é verdade que, no final da década de 1980, quando formamos uma oposição à então diretoria do Sintracom-Londrina, nossa bandeira de luta foi a defesa da saúde e da vida do trabalhador da Construção e do Mobiliário de Londrina e Região.

Naquela época, havia mês em que morriam de dois a três trabalhadores da construção em acidentes de trabalho. Os canteiros de obras eram inseguros, equipamentos de proteção coletiva e individual não eram fornecidos e as máquinas eram totalmente inseguras.

A bem da verdade, o problema começou a ser resolvido apenas em 1995, ou seja, 23 anos depois da criação do Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Em 1995, como lembramos há poucos dias, foi implantada a Norma Regulamentadora 18, a NR-18.

Somente com a implantação da NR-18, que trata do ambiente de trabalho e da segurança do trabalhador é que o acidente passou a ser exceção e deixou de ser a regra. Só com a NR-18 o trabalhador da construção passou a ser respeitado.

A diretoria do Sintracom-Londrina se orgulha de ter participado da implantação da NR-18. Da mesma forma, se sente recompensada em saber que, agora, o trabalhador sai de casa de manhã para ir pro serviço e volta inteiro no final da tarde.

Depois de muita luta, conseguimos ficar até cinco anos sem que houvesse morte por acidente de trabalho na construção. Por isso, não relaxamos nunca. Para nós, a vida do trabalhador é o bem mais importante a ser preservado e disso não abrimos mão.

Por isso, todos os dias o Marceneiro Luiz de Mello, o Luizinho, junto com o Pedreiro José Paião, mais o trabalhador da construção Valdir de Oliveira e o Guincheiro Antônio Lino do Nascimento, o Índio, visitam obras de Londrina e Região e checam as condições de trabalho.

Essa é a missão do sindicalista da construção. Mais do isso, a defesa da saúde e da vida do trabalhador, é compromisso que temos com os mais de quatro mil construtores das cidades que representamos. Nunca vamos deixar de honrar nossa missão e nosso compromisso.

 

Programa: 20 de julho de 2008
Aumento real de salários na Construção

 

As diretorias do Sintracom-Londrina e da Fetraconspar fecharam, no dia 15 último, o reajuste salarial de mais de quatro mil trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Londrina e mais 33 cidades representadas pelo Sindicato.

Com o reajuste de quase 10% sobre os salários, o trabalhador da construção garantiu o maior piso salarial do setor no Paraná. Assim, o servente que trabalha em Londrina e Região passou a receber, a partir do dia 1º de junho último, R$ 712 reais e 20 centavos por mês.

Ele recebe R$ 497 reais e 20 centavos de salário e uma vale-compras de R$ 215, que chegou a esse valor com um reajuste de 10,83%. Só para ter uma idéia do vale-compras, basta dizer que o trabalhador de Curitiba, a capital do Paraná, recebe R$ 105.00.

Essas conquistas foram possíveis porque negociávamos com a certeza de conquistar um reajuste melhor para o trabalhador da Construção de Londrina e Região. Pra conquistar o reajuste salarial com aumento real 50% acima da inflação, foi preciso muita paciência na mesa de negociação. Quando a gente fala em aumento real de 3% sobre o salário, tem algumas pessoas, bem poucas, que acham esse índice baixo. Elas não consideram que teve categoria profissional que não conseguiu de reajuste nem o INPC integral, que fechou em maio em 6,64%.

Quando iniciamos a negociação, nossa primeira meta era garantir a reposição integral da inflação, ou seja, os 6,64%. Embora muito trabalhador ache que a reposição da inflação é automática, isso não é verdade.

Depois que garantimos esse índice, fomos em busca de justiça salarial. Fomos para a mesa de negociação com o sindicato patronal e argumentamos que a indústria paranaense só tem crescido nos últimos anos e isso não está chegando no salário do trabalhador.

Ainda não foi dessa vez que conseguimos conquistar tudo aquilo que acreditamos que o trabalhador da construção merece. Mas não temos dúvidas que o aumento real de 3% que conseguimos acrescentar no salário de mais de quatro mil trabalhadores farão diferença no final do mês.

Esse aumento real significa mais comida na mesa, roupa, remédio, escola, moradia e diversão. Esse é o mínimo que merece todo cidadão brasileiro trabalhador, como está escrito na Constituição Cidadã. É essa cidadania que tentamos construir no dia-a-dia.

 

Programa: 13 de julho de 2008
Doe órgãos e salve vidas!

 

No dia-a-dia sindical, negociamos maiores salários e melhores condições de trabalho. Em outras palavras, lutamos pela vida do trabalhador da construção e do mobiliário.

Quando deflagramos uma campanha salarial, reivindicamos reajustes salariais que permitam ao trabalhador garantir moradia, alimentação, escola, saúde, educação e lazer para si e seus familiares.

Ao mesmo tempo, cuidamos para que o trabalhador tenha à disposição, de forma gratuita, os equipamentos de proteção individuais necessários à tarefa que executa.

Qualquer que seja a nossa luta, ela se refere, fundamentalmente, ao respeito à vida e à dignidade do trabalhador e seus familiares. Pra nós, do Sintracom-Londrina, a vida não tem preço.

Por isso, hoje, resolvemos discutir a questão da doação de órgãos. Infelizmente, ainda é grande o número de pessoas que se negam a doar seus órgãos e impedem outros de continuarem vivendo.

Em 1997, foi criada uma lei que garantia ao doador o direito de manifestar seu desejo gravando em seus documentos que seus órgãos podiam ser transplantados em caso de morte.

No ano de 2000 essa lei foi revogada. Nesse caso, voltou a valer a autorização dos familiares para que os órgãos de algum ente querido sejam doados para transplantes.

Então, amigo e amiga ouvinte do programa Sua Vez, Sua Voz. Se você quer se tornar um doador de órgãos e salvar vidas, converse com sua família e manifeste seu desejo.

É preciso que nos mobilizemos para garantir que, depois de morto, o cidadão tenha o direito de tentar salvar outras vidas. O momento da perda de um ente querido é um momento de dor para a família.

Por isso, se o seu desejo não for do conhecimento de toda sua família, de repente, o coração que poderia garantir outra vida será simplesmente sepultado.

Pense nisso. Pense nas vidas que seu gesto de solidariedade e fraternidade poderá salvar. Junte-se a nós nessa cruzada em favor da vida.

Construir a cidadania é a obra que a diretoria do Sintracom-Londrina considera a mais importante. Doar-se para que seu semelhante viva, além de um ato divino é, também, um ato de cidadania.

 

Programa: 29 de junho de 2008
A hora e a vez do voto

 

O estudante Anderson Cândido de Sales, morador do Conjunto União da Vitória, pai da Dhiovana e recluso na Casa de Detenção e Ressocialização, apesar de estar cumprindo pena, interessa-se por tudo que acontece do ladode fora dos muros do presídio.

Não por acaso, ele foi o vencedor do 2º Concurso de Redação do Sintracom-Londrina. Anderson escreveu sobre Democracia, o voto que muda a vida da gente. A mudança em nossas mãos foi o título que ele deu ao texto que redigiu.

Na redação Anderson discorreu sobre o pós-voto, ou seja, o que o eleitor deve fazer depois que passam as eleições. O estudante lembrou que não basta selecionar bem o candidato que vai receber nosso voto, é preciso, também, acompanhar o desempenho dele se for eleito.

Caso o eleito não cumpra fielmente o que prometeu, pode até ser afastado como aconteceu com o ex-presidente Fernando Collor de Mello e com o ex-prefeito Antonio Belinati. Esse é o verdadeiro exercício da cidadania.

Primeiro, valorizar o voto e não troca-lo por favores ou promessas de benefícios futuros. Por exemplo: se o candidato a prefeito diz que vai perdoar o seu IPTU, tome cuidado. Esse dinheiro não pertence a ele, mas a todos os contribuintes, inclusive você.

Segundo, se depois de eleito ele se envolver em algum esquema de corrupção, como superfaturamento de obras ou cobrança de propinas, não tenha dúvidas e peça a cabeça daquele que você ajudou a eleger. É seu direito enquanto cidadão.

Fazemos essas considerações porque neste final de semana será dada, oficialmente, a largada nas eleições que decidirão quem será o administrador de Londrina de 2009 a 2012. Esse assunto, diz respeito a todos os mais de 500 mil londrinenses.

Por isso, nessas eleições, não pense em resolver o seu problema pessoal. Pense, sim, no poder que o seu voto tem de interferir na vida de milhares de pessoas. Essa interferência pode ser boa ou má. Sua escolha, portanto, não diz respeito apenas a você.

Quando decidimos fazer sacrifícios pessoais, coletivos e financeiros para colocar no ar o programa Sua Vez, Sua Voz, o Jornal Falado do Sintracom-Londrina, pretendemos colaborar no processo de esclarecimento do trabalhador.

Desde o mês de outubro de 2006 temos colocado no ar todo tipo de informação que seja útil para o trabalhador não se deixar enganar por falsas promessas. Acreditamos na informação como ferramenta fundamental na Construção da Cidadania, nossa obra mais importante.

Então, companheiro trabalhador da construção, pintura, instalação elétrica, mobiliário, madeira, olaria e cerâmica, mármore e granito, artefatos de cimento, montagem industrial e gesso, neste ano vamos pensar juntos o que é melhor para Londrina.

Mas vamos pensar Londrina como um todo. Desde o Centro da Cidade até a mais distante periferia. Não vamos fazer propagando eleitoral para ninguém. Vamos apenas discutir aquilo que achamos que nossa cidade precisa e merece para tratar bem todos seus mais de 500 mil filhos.

Mais do que um convite à reflexão, a palavra do presidente de hoje é um chamamento geral à ação em favor de Londrina. Nossa cidade merece ser tratada com amor e respeito, pois precisa de pouco para ser ainda melhor para vivermos e criarmos nossos filhos.

Como dirigente sindical viajo por todo o Paraná e, também, para outros estados brasileiros. Em todo lugar ouço gente elogiando Londrina. Sua gente, sua hospitalidade e sua alegria. Na verdade, nós que sabemos o potencial da cidade é que, às vezes, a vemos de forma diferente.

Nós, da diretoria do Sintracom-Londrina, que temos o orgulho de participar, todos os dias, da construção de Londrina desde que a primeira peroba-rosa foi derrubada para que a cidade brotasse no meio da mata, queríamos que ela estivesse mais bem tratada.

Por isso, convocamos os milhares de ouvintes da rádio Brasil Sul a participar do debate sobre o que Londrina precisa para realizar o ideal de cidade boa para se viver, como imaginaram os pioneiros que começaram a chegar por aqui no ano de 1929.

Vamos juntos que a caminhada será mais leve. No caminho a gente vai conversando. Trocando idéias. Imaginando coisas que podem ser feitas para Londrina ser, de fato, a cidade que amamos. Sem corrupção. Sem prefeitura e câmara de vereadores nas páginas policiais.

Este é o desejo da diretoria do Sintracom-Londrina, que faz parte de uma família de mais de cinco mil trabalhadores que, somados aos seus cônjuges, filhos e netos, passa de 20 mil membros. É por eles que desejamos tudo de bom para Londrina. E você, vai nessa com gente?

 

Programa: 22 de junho de 2008
É tempo de recuperar os anéis e, de quebra, valorizar os dedos

 

Em Campanhas Salariais anteriores, com o setor da construção em baixa, tivemos que fazer algumas concessões para preservarmos os empregos de quem estava no mercado.

Naqueles momentos, garantir a reposição integral da inflação podia ser considerado um bom negócio. Por isso, ninguém falava em aumento real com firmeza nas negociações.

Agora, com o mercado aquecido, com centenas de obras sendo iniciadas, principalmente nas cidades maiores, acreditamos ter chegado a hora de cobrarmos essa dívida.

Se no tempo das vacas magras o trabalhador se sacrificou para continuar empregado, é preciso que as empresas reconheçam esse esforço e façam justiça nesse bom momento da construção.

Fazer justiça significa negociar aumento real baseado no crescimento industrial do Paraná. Em outras palavras, significar devolver os anéis entregues no passado para salvar os dedos.

Mais do que isso, fazer justiça significa valorizar os dedos, isto é, os salários dos trabalhadores da Construção. Por isso, a reivindicação do aumento real está posta na mesa de negociação.

Quando os patrões alegaram, com razão, que não podiam ir além da reposição integral da inflação por causa do momento difícil que atravessava a construção, o trabalhador colaborou.

Só que agora as empresas têm tantas obras pra tocar que está até faltando mão-de-obra no mercado. Muita gente que tinha mudado de profissão está voltando à ativa.

Já que os patrões gostam tanto de citar a lei da oferta e da procura, quanto justificam aumento de preços, por que não aplicar essa lei nos salários dos trabalhadores?

Pra quem não sabe, essa lei funciona mais ou menos assim: se a produção é abundante, o preço do produto cai porque tem muita oferta. Em caso contrário, o preço sobe.

Nesse momento, por exemplo, com menos mão-de-obra do que o mercado precisa, não seria o caso dos patrões da construção civil aplicarem a lei da oferta e da procura?

É com esse espírito que temos ido pras rodadas de negociação. No que depender da diretoria do Sintracom-Londrina e da Fetraconspar, o aumento real dos salários na construção será conquistado.

 

Programa: 15 de junho de 2008
Sindicato também distribui renda

 

A revolução industrial iniciada há quase 250 anos, em 1760, quando um inglês conseguiu fazer girar as máquinas com a energia gerada pelo vapor, foi o fato que mudou radicalmente as relações de trabalho.

Com as máquinas, surgiram as fábricas e, por conseqüência, a figura do empregado assalariado. Nesse tempo, as negociações eram realizadas diretamente entre patrões e empregados.

Depois, as fábricas começaram a crescer e criar filiais. Aumentou o número de empregados e, também, as dificuldades em negociar, pois as unidades fabris ficavam em vários locais, em cidades diferentes.

Assim, 60 anos após o início da Revolução Industrial, surgiram na Inglaterra os primeiros sindicatos, com o objetivo de negociar os conflitos decorrentes das relações de trabalho entre patrões e empregados.

No Brasil, a idéia do sindicato chegou no saco de viagem dos imigrantes que começaram a desembarcar em nosso país após o fim da escravidão em 1888, ou seja, 120 anos atrás.

De lá para cá, o Brasil se transformou. Deixou de ser um país exclusivamente agrário, o que tirou o trabalhador do campo e o trouxe para a cidade. Ele veio em busca de trabalho nas fábricas.

Como aconteceu em todo o mundo, a industrialização ainda em curso no Brasil trouxe consigo uma série de problemas, como baixos salários e péssimas condições de trabalho.

Nesse contexto, a ação dos sindicatos tem sido, talvez, a única mão estendida em direção ao trabalhador. Pelo simples fato de que são trabalhadores representando os interesses de outros trabalhadores.

Nesse momento, por exemplo, os trabalhadores das indústrias do mobiliário de Londrina, Cambe, Tamarana e Prado Ferreira comemoram um reajuste salarial de quase 8,70% sobre o piso salarial.

Esse índice significa a reposição de 5,90% da inflação acumulada entre 1de maio de 2007 e 30 de abril desse ano, mais 2,64% de aumento real.

Isso significa que esses trabalhadores, em função das negociações conduzidas pelo Sintracom-Londrina e pela Fetraconspar, tiveram seus salários elevados acima da inflação. Tiveram ganho real.

Enquanto isto, grande parte das categorias profissionais que negociam o reajuste salarial na data-base 1 de maio, no máximo, conseguiram como reajuste apenas a inflação acumulada.

Visto dessa forma, não seria exagero afirmar que o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina é, também, um agente de distribuição de renda.

Por isto, acreditamos ter cumprido o ideal dos criadores dos sindicatos, ou seja, melhorar a vida do trabalhador e de sua família. Com um salário maior, eles têm uma vida melhor.

Mas não é só isso. Em nosso trabalho cotidiano, constatamos todo tipo de desrespeito às leis que defendem os direitos dos trabalhadores. Nesse caso, fazemos com que a lei seja cumprida.

É o caso, por exemplo, da Convenção Coletiva de Trabalho que determinou reajuste e aumento real dos salários dos trabalhadores do Mobiliário. Vamos fiscalizar e fazer com que seja cumprida.

Esse é o trabalho do Sindicalista. Assim como na guerra, não podemos dar trégua um dia que seja, pois o mau patrão fica apenas esperando uma brecha pra burlar a lei.

É assim que age a diretoria do Sintracom-Londrina. Estamos vigilantes e sempre prontos a defender os salários e as condições de trabalho dos trabalhadores que representamos.

No dia-a-dia cuidamos para que a lei seja cumprida. Nas data-bases lutamos para conquistar salários dignos e condições humanas de trabalho. Esse é o nosso compromisso. É a nossa missão.

 

Programa: 08 de junho de 2008
A mudança em nossas mãos

 

Nossas vidas podem ser transformadas com um simples, mas responsável, voto. A democracia, como nós conhecemos, dá-nos a oportunidade de tratar assuntos, dos mais complexos aos mais rotineiros, de nosso cotidiano. O poder coletivo é uma arma nas mãos da população, pela pressão popular rompe-se barreira até então instransponíveis.

Na década de noventa, vimos a maior demonstração da força que tem o povo com a destituição de um mandatário do mais alto cargo do poder executivo nacional.

Outra grande conquista do poder coletivo que temos, foi a derrubada da CPMF, tão fervorosamente discutida por anos a fio.

Londrina, por sua vez, escreveu uma página importante da história da democracia em nosso país quando cassou seu prefeito e deu um basta à corrupção pela qual passava a administração do município. Foi o clamor do povo, mais uma vez, sendo ouvido.

Embora tenha passado por muitas modificações desde sua criação, na Atenas do século V a.C., a democracia mostrou-se ainda ser a melhor maneira de uma nação conduzir seus passos. Como disse Benjamin Constant “... é o direito, para cada um, influir sobre a administração do governo.”

Exerça-a com sabedoria e cobre de quem você coloca no poder. O pior analfabeto é o analfabeto político, pois ele pensa que nada poderá fazer para mudar o que aí está. A história já provou ser bem diferente.

Autor: Anderson Cândido Sales
Escola: CEEBJA Professor Manoel Machado
Classificação: 1º Lugar no Concurso de Redação DO SINTRACOM Londrina (clique aqui e obtenha melhores informações)

 

Programa: 11 de maio de 2008
Brasil, país afro-descendente

 

Houve um tempo, 200 milhões de anos atrás, em que a costa brasileira era unida com a costa atlântica da África e ambas faziam parte do continente único existente na Terra e denominado Pangéia.

Com as movimentações ocorridas no passado, o continente americano e outros se desgarraram daquele bloco e o que no futuro seria o Brasil se separou do continente africano e surgiu o Oceano Atlântico entre ambos.

Isso tudo aconteceu de forma natural, muito antes de tais continentes receberem os nomes atuais. Depois, com a descoberta do Brasil pelos portugueses, os africanos foram trazidos para cá para servirem como escravos dos senhores da terra.

Durante pouco mais de 300 anos, os negros sofreram todo tipo de humilhação e trabalharam, de sol a sol, na construção do Brasil colonial e no período do império brasileiro.

Há 120 anos, finalmente, essa vergonha brasileira foi abolida. O negro ganhou a liberdade, mas nunca recebeu a devida indenização pelo trabalho realizado e pelas torturas sofridas.

Agora, antes que o ano de 2008 chegue ao fim, o Brasil será um país metade branco e metade negro. Quando 2010 chegar, ou seja, daqui a apenas dois anos, a população negra será a maioria no país.

Quem nos passa essa informação é o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Órgão que faz pesquisa para o Governo com o objetivo de subsidiar as ações governamentais.

Outro dado importante indicado pelo IPEA, é que precisarão passar pelo menos mais 32 anos até que a desigualdade econômica verificada entre brancos e negros seja superada.

Isso, claro, se forem mantidos os atuais programas de governo que visam a inclusão social. O problema, nesse caso, é que existem programas como o bolsa-escola que estão chegando ao seu limite.

Por isso, nesse momento em que o Brasil torna-se, de fato, um país afro-descendente, é preciso que todos nos unamos na luta em favor de justiça social para com nossos irmãos negros, mulatos, pardos e outros que têm a raiz ancestral africana.

Na Construção Civil, por exemplo, são 57,9% de negros atuando no setor. Esse contingente só é maior na agricultura com 60,3% e nos trabalhos domésticos com 59,1% de afro-brasileiros.

Olhando esses números dá para perceber que pouca coisa mudou desde que a escravidão foi abolida em 1888. Os negros continuam cozinhando, lavando e passando, cuidando da terra e construindo para os brancos.

Para piorar o quadro, o IPEA informa que 55,4% dos negros brasileiros trabalham sem registro na carteira. Precisamos mudar esse quadro. Essa luta, também diz respeito ao Sintracom-Londrina.

Por isso, nesse domingo, reafirmamos nosso compromisso de lutar, todos os dias, chova ou faça sol, para corrigir essa secular injustiça que é cometida, cotidianamente, contra nossos irmãos negros.

Esse é o compromisso da diretoria do Sintracom-Londrina. Um Sindicato também afro-brasileiro, já que a maioria dos trabalhadores do setor é negra. Pelos negros e com os negros vamos lutar pela igualdade racial no Brasil, país afro-descendente!

Programa: 04 de maio de 2008
Sonho que se sonha junto é real!

 

Pois é, prezado ouvinte que nos honra com sua audiência, um ano se passou desde que, pela primeira vez, no dia 29 de abril do ano passado, entramos em sua casa, seu local de trabalho, estudo ou lazer, e colocamos no ar o Programa Sua Vez, Sua Voz.

Esse esforço financeiro e humano de produzir um programa que dá vez e voz à classe trabalhadora, é a forma que a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário de Londrina e Região encontrou para ajudar na conquista da cidadania.

Nossa missão é lutar todos os dias para melhorar os salários e as condições de trabalho dos mais de cinco mil trabalhadores das 34 cidades representadas pelo Sintracom-Londrina. São homens e mulheres que dão duro o ano inteiro e merecem todo o respeito.

É a eles e aos milhares de trabalhadores de todas as categorias que ouvem a rádio Brasil Sul que dedicamos o programa Sua Vez, Sua Voz – o Jornal Falado do Sintracom-Londrina. A vez e a voz do trabalhador em geral e não só o da construção e do mobiliário.

Acalentamos o sonho de um dia não mais existir desigualdades sociais. Gente morando na rua. Gente morrendo de fome, de frio e de abandono. Sonhamos com o dia em que o trabalhador terá seus direitos respeitados sem precisar recorrer à Justiça.

Esse é o sonho da diretoria do Sintracom-Londrina e, por isso, criamos o Programa Sua Vez, Sua Voz. Acreditamos que a informação é o capital mais valioso, principalmente nesse tempo em que vivemos. Por isso tentamos levar informação ao trabalhador.

Com esse objetivo, ao longo das últimas 52 semanas conversamos com o secretário estadual da saúde Gilberto Martin, o juiz do trabalho Reginaldo Melhado, o presidente estadual da Ordem dos Advogados do Brasil Alberto de Paula Machado e vários promotores de justiça.

Da mesma forma, convidamos e recebemos a visita de secretários municipais, lideranças sindicais e populares. Professores, músicos, trabalhadores em geral e estudantes. Com todos que por aqui passaram, discutimos a conquista da cidadania plena.

No dia-a-dia do Sindicato, nos canteiros de obras e no chão das fábricas, recebemos palavras de apoio e de aprovação à idéia de fazer um programa de rádio todo ele voltado para o trabalhador, essa importante categoria, em geral, sem espaço na imprensa comercial.

Ao longo das últimas 52 semanas fizemos alguns amigos, que sempre nos telefonam para dar um recado, pedir uma informação ou, simplesmente, nos desejar um abraço e boa saúde para seguirmos em frente com nosso projeto.

A esses amigos, gente como o Zé Roberto, seo Pedro e o Quem-Quém, que um dia ouviram o programa Sua Vez, Sua Voz e telefonaram pra bater um papo, nosso muito obrigado. Vocês que nos ligam e se interessam pelo que conversamos aqui.

É pra vocês que mobilizamos uma equipe de cerca de 10 pessoas, todos os domingos, chova ou faça sol, esteja frio ou calor, para dar vez e voz ao trabalhador de Londrina e Região. Gente como o Guto e a turma de Japira que não perdem nenhum programa.

Através dessa tribuna radiofônica dominical mantemos informados os trabalhadores da construção, do mobiliário e das demais nove categorias representadas pelo Sindicato, sobre tudo o que o Sintracom-Londrina faz em defesa deles.

Ao mesmo tempo noticiamos as festas promovidas pela diretoria do Sindicato para os mais de 20 mil membros da Família Sintracom-Londrina. Discutimos questões importantes que estejam acontecendo no país e manifestamos nossa opinião.

Convidamos você, que nos honra com sua audiência, a refletir sobre todos os assuntos que digam respeito ao seu dia-a-dia. Por isso, destacamos temas que estão sendo discutidos no senado, na câmara federal, na assembléia estadual e na câmara municipal.

Como enfatizamos várias vezes, tudo que acontece nestes locais, de uma forma ou de outra, interfere na sua vida. Na vida de seus familiares, amigos, vizinhos e colegas. Então, isso tudo é assunto seu. É assunto nosso e, por isso, não vamos deixar de falar.

Ao completarmos um ano na Rádio Brasil Sul, reafirmamos a parceria com a emissora e estaremos por aqui nas próximas 52 semanas. Esperamos continuar contando com o seu apoio, ouvinte, pois acreditamos que sonho que se sonha junto é real.

O cantor e compositor Raul Seixas, falecido em 1989, ano em que voltamos a votar pra presidente da República, foi um ser angustiado com as injustiças e outras fraquezas humanas. Foi ele quem disse, em versos, que o sonho, para se tornar real, tem que ser um projeto coletivo.

Estamos com ele. Estamos com você e te convidamos a sonhar junto com a gente um mundo melhor para vivermos e criarmos nossos filhos e netos em paz. Esse é o nosso desejo. Essa é a nossa luta. Nosso compromisso. Palavra do Presidente!

 

Programa: 27 de abril de 2008
Futebol como fator de mobilização

 

Quem milita politicamente, certamente já deve ter ouvido falar que o futebol é alienante, isto é, afasta o trabalhador das questões que realmente interessam ao trabalhador.

No caso do Sintracom-Londrina, entendemos que isso não é verdade. Ontem e hoje, por exemplo, promovemos um campeonato de futebol e, ao mesmo tempo, discutimos questões políticas que interessam ao trabalhador da construção e do mobiliário e a todos os trabalhadores brasileiros.

Enquanto a bola rolava no campo e as botinadas corriam soltas, diretores do sindicato colhiam assinaturas pedindo a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 semanais.

Ao mesmo tempo, o sistema de som, de tempos em tempos, ressaltava a importância dessa luta. Foi um dia inteiro de futebol e de política sindical.

È que, para a diretoria do Sintracom-Londrina, o futebol não é um fim, mas é um meio. É um meio de reunirmos as pessoas, nos divertimos e, ao mesmo tempo, discutirmos assuntos importantes.

Tem sido assim ao longo dos últimos 20 anos. Jogamos futebol, dançamos quadrilha, cantamos cantigas de roda com nossos filhos e encaminhamos a luta dos trabalhadores por melhores salários e condições dignas de trabalho e de vida.

Daqui a pouco, assim que terminar o programa, vamos para a feira livre dos cinco conjuntos, talvez a maior concentração de londrinenses com dia e hora marcados, para nos unirmos aos companheiros que lá se encontram tentando conquistar corações e mentes para a causa da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Fazemos tudo isso com muita alegria porque acreditamos que, além de lutar, precisamos viver, amar as pessoas e nos divertirmos.

Não está escrito em lugar nenhum que a luta dos trabalhadores por melhores salários e condições dignas de trabalho tenha que ser uma batalha triste, carrancuda.

Por isso, jogamos futebol e em campo executamos lances dignos de serem mostrados ao Brasil inteiro no Fantástico.

Ontem, lá na sede campestre do Sindicato, aconteceram lances que valiam a pena serem mostrados na televisão.

No entanto, a maior parte dos lances vividos pela diretoria do sindicato, assim como os do futebol de ontem, não são do conhecimento público. A imprensa, em geral, mostra mais o lado dos patrões.

Por isso, fazemos o programa sua vez, sua voz. Por isso, fazemos os jornais do sintracom-londrina. Por isso, jogamos futebol, dançamos e nos reunimos em torno de uma viola.

Essa é a vida que viceja por aí. Que floresce a cada dia que passa, ainda que a maioria da população não perceba.

Por isso tudo e por muito mais que teríamos a dizer, é que reafirmamos nosso compromisso de lutar por e ao lado do trabalhador da construção civil.

Um dia, é na assembléia. Outro, na negociação. Todos, na luta e na alegria de ser vivo e de viver. Palavra do presidente.

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