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Por que negros ganham salários muito menores do que brancos?

shutterstock_415352230

shutterstock_415352230A desigualdade salarial entre negros e brancos no Brasil ainda é uma realidade. A diferença de renda chega a mais de mil reais na maioria dos casos. Além da dificuldade para conseguir emprego, os negros têm os piores salários.
É o que mostram as informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgadas no ano passado.

Entre outubro e novembro de 2016, por exemplo, o rendimento médio dos brancos foi de R$ 2.660,00, enquanto o dos pardos ficou em somente R$ 1.480,00; e o dos trabalhadores que se declaram pretos em R$ 1.461,00. Os negros são também a maioria entre os desempregados. Dos 12,3 milhões de desempregados, no mesmo período de 2016, mais de sete milhões eram negros ou pardos.

Origens e desafios

Essa imensa desigualdade não é de hoje. Em maio de 2018, completam-se 130 anos que a Lei Áurea foi decretada no Brasil, supostamente colocando fim na escravidão. Isso foi em 1888. Nas décadas seguintes, no entanto, a população negra continuou marginalizada.

Com a chegada dos imigrantes europeus para trabalhar nas lavouras, política aplicada pelas elites para “embranquecer” a população, restaram aos negros funções como limpadores de quintal, lavadores de automóveis, engraxates e serviços de limpeza e domésticos. Portanto, trabalhavam sem nenhuma garantia e com ganhos baixíssimos.

De lá para cá é fato que diversas conquistas trabalhistas foram alcançadas pela classe trabalhadora e pelos sindicatos, porém o passado cruel de exploração e de total desumanidade com o povo negro continua impactando os nossos dias.

Para começar a transformar essa realidade, o presidente do Sintracom Londrina, Denilson Pestana da Costa, afirma que o país precisa de políticas distintas que aumentem a presença de negros no mercado de trabalho. A maior parte da população brasileira é negra e historicamente tem dificuldades para trabalhar, quando consegue, é com uma condição mais precária.

A discriminação, muito presente no nosso dia a dia, é outro elemento que atesta essa realidade de diferenças, pois se ainda existe distinção de salário entre negros e brancos dentro de uma mesma carreira, em todas as áreas e profissões do país, a única explicação para isso é o racismo.

É por isso que sem políticas sociais para igualar a remuneração, os salários só poderão ser equivalentes daqui a pelo menos 72 anos, ou seja, só em 2089. Foi o que revelou uma projeção feita pela ONG britânica Oxfam Brasil, que estuda a pobreza no mundo e está presente em 94 países.

Fonte: Sintracom Londrina

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