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Mobilização em Brasília denuncia interrupção do Minha Casa, Minha Vida

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Entre os dias 5 e 7 de junho, as ruas de Brasília foram tomadas pela Marcha Nacional pelo Direito à Cidade, formada por diversos movimento sociais de luta por moradia, que montaram acampamento em frente ao prédio do Ministério das Cidades. Os manifestantes reivindicam a continuidade das políticas públicas de habitação e casas populares, principalmente o Minha Casa, Minha Vida, estagnado durante o Governo Temer.

O principal motivo da mobilização é a falta de contratações do programa habitacional do governo federal desde o golpe de 2016. A 3ª fase do projeto foi completamente suspensa em maio daquele ano, revogando a construção e entrega de mais de 2 milhões de moradias.

Além disso, a gestão de Michel Temer entregou condomínios do Minha Casa, Minha Vida sem estrutura de saneamento básico no Rio de Janeiro. Por fim, a última etapa do desmonte ao projeto de habitação no Brasil foi a retirada de atribuições e verbas do Conselho Nacional das Cidades, órgão deliberativo que garantia a elaboração de políticas urbanas para o país, sempre visando a equidade social e o respeito aos direitos humanos.

Para o presidente do Sintracom Londrina, Denilson Pestana da Costa, as medidas deixam claro o descaso do atual governo com a qualidade de vida da classe trabalhadora, principal beneficiária de programas habitacionais. “Não é surpreendente que um presidente sem nenhuma legitimidade seja autor de tantas ações antidemocráticas. A falta de comprometimento com as trabalhadoras e os trabalhadores do país é inaceitável. Por isso, é importante que continuemos nos mobilizando e fortalecendo a luta contra o projeto que vem sendo implementado no Brasil”, defende.

Marcha foi convocada por movimentos populares

A Marcha Nacional pelo Direito à Cidade foi organizada pela Confederação Nacional de Associações de Moradores (Conam), União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Central dos Movimentos Populares (CMP), Movimento de Luta de Bairros e Favelas (MLB), Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM) e Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD).

Além da defesa do Minha Casa, Minha Vida, o movimento também reivindicou eleições livres e democráticas e a revogação da Emenda Constitucional 95/2016, que congela os investimentos públicos em áreas como saúde e educação por 20 anos.

Fonte: Sintracom Londrina

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