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Mesmo com Reforma Trabalhista, desemprego continua em alta no Brasil

Trabalho intermitente bagunça vida do trabalhador_SITE

O Brasil encerrou o quarto semestre de 2017 com 12,3 milhões de desempregados, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e perde, em média, desde 2014, um milhão de postos com carteira assinada por ano. O ano mudou e esse número aumentou: estima-se que 12,7 milhões de pessoas estejam desempregadas no país, de acordo com informações recentes do IBGE.

Em vigor desde novembro de 2017, a Reforma Trabalhista foi propagandeada pelo governo Temer como uma suposta modernização do mercado e geradora de empregos. Mas na prática, além de não criar novos postos, os trabalhadores ficaram mais desprotegidos. Por causa da Reforma, a formalização de novas relações precárias de contratação está desestruturando o mercado e deixando a situação da classe trabalhadora mais frágil.

Um exemplo disso é o contrato de trabalho intermitente, categoria que não existia e foi instituída pela Reforma. Essa modalidade contratual piora as condições de trabalho do mercado, pois as empresas podem contratar um funcionário para atuar esporadicamente. Ou seja, o empregado fica totalmente à disposição do empregador, podendo ser convocado e ter de se apresentar a qualquer momento, mas só recebe o montante referente ao período em que prestou seus serviços.

Conforme afirma o presidente do Sintracom Londrina, Denilson Pestana da Costa, apesar do cenário desfavorável, os sindicatos estão trabalhando para reverter essa situação. “Alertamos que Temer iria retirar direitos dos trabalhadores, nos mobilizamos contra a Reforma Trabalhista, mas apenas os interesses dos patrões foram levados em consideração. Por isso, vamos seguir combatendo os retrocessos”, enfatiza.

Cenário mundial

No mundo todo, 192 milhões de pessoas estão desempregadas, segundo a publicação “Perspectivas Sociais de Emprego no Mundo: Tendências 2018”, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgada no dia 22 de janeiro. A publicação estima, ainda, que até 2019 mais de 35 milhões de trabalhadores passarão a atuar em condições precárias, alcançando a marca de 1,42 bilhão de pessoas em péssimas situações de trabalho.

Estudos da OIT apontam ainda que em 2018 e 2019 os empregos informais deverão crescer em todo o mundo.

Fonte: Sintracom Londrina

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