Agência Senado, 31 de julho de 2010 Projetos sobre habitação
popular serão examinados pela CDR
Três projetos voltados ao incentivo para a habitação
popular estão na área de habitação estão
na pauta da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR),
que se reúne na próxima terça-feira (3), a partir
das 10h. Eles visam incrementar os incentivos públicos e o atendimento à população
de baixa renda na busca da casa própria.
Em caráter terminativo, a comissão deve examinar proposta
(PLS 331/06), da então senadora Roseana Sarney, pela qual a União
poderá reduzir ou dispensar a contrapartida financeira nas transferências
voluntárias destinadas a programas habitacionais de interesse
social.
Para receber tal benefício, a proposta exige que o município
tenha população inferior a 25 mil habitantes e esteja localizado
nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste ou na Metade Sul ou
Noroeste do Rio Grande do Sul, bem como em outra área territorial
legalmente equiparada a essas regiões.
Ainda de acordo com a proposta o município deve apresentar indicadores
de desenvolvimento econômico ou social - identificados por lei
ou pelo ato normativo que instituir cada programa - inferiores à média
nacional. A autora disse que a medida tem o objetivo de incluir municípios
sem condições financeiras de participar nos custos de programas
habitacionais realizados com recursos federais. Para tal, a proposta
altera o Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01) e a lei que fixa as diretrizes
gerais da Política Nacional de Saneamento (Lei 11.445/07). A matéria
já foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE).
A relatora, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), concorda que os municípios
mais pobres das regiões mais carentes não podem ser instados
a contribuir com recursos orçamentários de que não
dispõem. Ela apresentou um substitutivo para consolidar as emendas
incorporadas ao texto, quando de seu exame pela Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE), onde foram acrescentadas as mesorregiões
da Metade Sul e Noroeste do Rio Grande do Sul entre as beneficiárias
da medida, além de alterações de redação.
Enchentes
Também em decisão terminativa a CDR vota projeto que altera
o Programa Minha Casa Minha Vida do governo federal (Lei 11.977/09),
concedendo prioridade no atendimento aos moradores de baixa renda situados
em áreas de risco, cujas habitações tenham sido
destruídas em catástrofes naturais, como enchentes, ou
que tiverem de ser realocados para viabilizar projetos de regularização
fundiária.
Estabelece ainda que somente poderão ser beneficiários
do programa pessoas que não sejam proprietárias de imóveis
e que não tenham sido atendidas por outros programas habitacionais.
O texto em exame é um substitutivo do senador Marco Maciel (DEM-PE),
a projeto (PLS 572/09) do senador Romeu Tuma (PTB-SP).
Construção
Outro projeto (PLS 141/2010) em exame pela CDR, do senador Sérgio
Zambiasi (PTB-RS), autoriza o Executivo a reduzir a zero as alíquotas
da Contribuição para o Programa de Integração
Social e para o Programa de Formação do Patrimônio
do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a
receita bruta decorrente da prestação de serviços
da venda de material de construção destinadas à execução
de programas e projetos de construção ou reforma de habitação
popular.
A proposição, que conta com relatório favorável
do senador Papaléo Paes (PSDB-AP), terá que ser examinada
ainda pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em decisão
terminativa.
Congresso em Foco,
31 de julho de 2010 Por conta da ficha limpa,
13 já desistiram
Levantamento do Congresso em Foco mostra que alguns candidatos preferiram
renunciar às suas candidaturas diante da possibilidade de ficarem
inelegíveis por conta da nova lei. Entre eles, Júnior Brunelli,
o deputado da oração do mensalão de Brasília
Mário Coelho
As contestações de candidaturas com base na Lei da Ficha
Limpa (Lei Complementar 135/10), que proíbe candidatos com problemas
na Justiça, já fez com que pelo menos 13 pessoas desistissem
da disputa eleitoral de outubro. Desses, oito se inscreveram para concorrer
a uma vaga nas assembleias legislativas, quatro para a Câmara dos
Deputados e um para primeiro suplente de senador. Ao contrário
da impugnação, que precisa ser julgada, uma vez que o candidato
renuncia ele está fora do pleito.
O levantamento do Congresso em Foco foi feito no Divulga, sistema administrado
pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e abastecido pelas cortes regionais
com informações dos candidatos. Para saber quem renunciou
por conta da Lei da Ficha Limpa, o site cruzou a lista publicada com
os ações de impugnação feitas pelo Ministério
Público Eleitoral (MPE) e a situação de cada um
de acordo com o TSE. No entanto, como o andamento de cada processo é de
reponsabilidade dos TREs, a situação pode demorar para
ser oficialmente modificada.
Entre os que desistiram, está o ex-deputado distrital Júnior
Brunelli (sem partido, ex-PSC), que apresentou sua renúncia ontem
(30) no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Brunelli
renunciou ao cargo de deputado distrital para evitar um processo de cassação
por quebra de decoro parlamentar na Câmara Legislativa. Ele ficou
conhecido nacionalmente após aparecer em dois vídeos divulgados
durante a Operação Caixa de Pandora, da Polícia
Federal. A investigação revelou um extenso esquema de propina
envolvendo membros do Executivo e do Legislativo locais, que foi apelidado
de mensalão do Arruda, em referência ao ex-governador José Roberto
Arruda, que chefiava o esquema.
No primeiro vídeo, Brunelli aparece recebendo dinheiro das mãos
de um dos operadores do esquema, o ex-secretário de Relações
Institucionais, Durval Barbosa. Mas esse acabou passando despercebido
por conta do choque provocado pelas imagens da outra gravação.
Ele, junto com o então distrital Leonardo Prudente (que também
renunciou para evitar a cassação) e Barbosa, fazem uma
oração, pedindo a Deus para proteger o ex-secretário.
O caso ficou conhecido como “oração da propina”.
Veja aqui a oração da propina:
Por conta do seu envolvimento com o mensalão
e a citação no inquérito 650DF,
do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o
PSC decidiu não dar legenda para Brunelli
concorrer em outubro. Antes do escândalo
estourar, ele cheogu a ser cotado para concorrer
ao Senado na chapa de Joaquim Roriz (PSC). Porém,
com a renúncia, o partido resolveu não
lança-lo. Mesmo contra a determinação
da legenda, o ex-distrital decidiu inscrever seu
nome sozinho.
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-DF), então, entrou com
uma ação de impugnação de registro de candidatura
contra Brunelli. Dois argumentos estavam contidos na representação,
assinada pelo procurador eleitoral Renato Brill de Góes. A primeira
era a renúncia dele para escapar da cassação.
A nova redação da Lei Complementar 64/90, que trata das
inelegibilidades, feita pela Ficha Limpa, diz que quem renunciar fica
inelegível por oito anos após o término da legislatura.
O outro motivo para a contestação é que Brunelli
não foi escolhido na convenção partidária.
Estados
O levantamento do Congresso em Foco mostra que, com Brunelli, as renúncias
estão espalhadas por 11 unidades da federação.
Acre e Santa Catarina têm duas cada. Bahia, DF, Espírito
Santo, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia
e São Paulo completam a lista. Um dos impugnados que desistiu
da corrida foi Everaldo França Nunes (PPS). Ele se registrou
para concorrer a uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa
do Pará. No entanto, por conta da rejeição de
contas, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), relativas ao período
em que ele foi presidente do Instituto de Desenvolvimento Educacional,
Esportivo, Social e Cultural de Conceição do Araguaia,
acabou desistindo.
Ele não é o único. O deputado Alceni Guerra (DEM-PR)
se inscreveu para tentar a reeleição à pedido
do partido. No entanto, ele mesmo desistiu de concorrer para, oficialmente,
dedicar-se à coordenação de campanha de Beto Richa
(PSDB) ao governo do Paraná. A PRE-PR entrou com uma ação
de impugnação, e o parlamentar acabou renunciando para
evitar o desgaste de ter que recorrer e tentar reverter uma possível
decisão contrária. “Não sou candidato e,
mesmo que fosse, não teria problemas, pois sou ficha limpa”,
disse, na época da impugnação, à imprensa
paranaense.
Francimar Fernandes de Albuquerque (PT) queria uma vaga na Assembleia
Legislativa do Acre. No entanto, por ter contas reprovadas pelos tribunais
de contas do Estado (TCE) e da União (TCU) teve a candidatura
contestada pelo Ministério Público. Já José Juarez
Leitão dos Santos (PT), que também se inscreveu para
deputado estadual, foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC)
e foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
Rejeição de contas é o que levou a PRE da Bahia
a contestar a candidatura de Misael Aguilar Silva Junior a deputado
estadual. Foi o mesmo caso de Carlos Oliveira Galvêas (PSDB),
que foi escolhido para ser o primeiro suplente de senador da deputada
Rita Camata (PSDB-ES). As contas referentes a 2002 do município
de Vitória foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado.
Ele respondia pela Secretaria de Administração da cidade.
De acordo com a PRE-ES, foram detectadas irregularidades de gestão
na contratação de serviços de fornecimento de
refeições.
Por conta do seu envolvimento com o mensalão e a citação
no inquérito 650DF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ),
o PSC decidiu não dar legenda para Brunelli concorrer em outubro.
Antes do escândalo estourar, ele cheogu a ser cotado para concorrer
ao Senado na chapa de Joaquim Roriz (PSC). Porém, com a renúncia,
o partido resolveu não lança-lo. Mesmo contra a determinação
da legenda, o ex-distrital decidiu inscrever seu nome sozinho.
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-DF), então, entrou com
uma ação de impugnação de registro de candidatura
contra Brunelli. Dois argumentos estavam contidos na representação,
assinada pelo procurador eleitoral Renato Brill de Góes. A primeira
era a renúncia dele para escapar da cassação.
A nova redação da Lei Complementar 64/90, que trata das
inelegibilidades, feita pela Ficha Limpa, diz que quem renunciar fica
inelegível por oito anos após o término da legislatura.
O outro motivo para a contestação é que Brunelli
não foi escolhido na convenção partidária.
Estados
O levantamento do Congresso em Foco mostra que, com Brunelli, as renúncias
estão espalhadas por 11 unidades da federação.
Acre e Santa Catarina têm duas cada. Bahia, DF, Espírito
Santo, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia
e São Paulo completam a lista. Um dos impugnados que desistiu
da corrida foi Everaldo França Nunes (PPS). Ele se registrou
para concorrer a uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa
do Pará. No entanto, por conta da rejeição de
contas, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), relativas ao período
em que ele foi presidente do Instituto de Desenvolvimento Educacional,
Esportivo, Social e Cultural de Conceição do Araguaia,
acabou desistindo.
Ele não é o único. O deputado Alceni Guerra (DEM-PR)
se inscreveu para tentar a reeleição à pedido
do partido. No entanto, ele mesmo desistiu de concorrer para, oficialmente,
dedicar-se à coordenação de campanha de Beto Richa
(PSDB) ao governo do Paraná. A PRE-PR entrou com uma ação
de impugnação, e o parlamentar acabou renunciando para
evitar o desgaste de ter que recorrer e tentar reverter uma possível
decisão contrária. “Não sou candidato e,
mesmo que fosse, não teria problemas, pois sou ficha limpa”,
disse, na época da impugnação, à imprensa
paranaense.
Francimar Fernandes de Albuquerque (PT) queria uma vaga na Assembleia
Legislativa do Acre. No entanto, por ter contas reprovadas pelos tribunais
de contas do Estado (TCE) e da União (TCU) teve a candidatura
contestada pelo Ministério Público. Já José Juarez
Leitão dos Santos (PT), que também se inscreveu para
deputado estadual, foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC)
e foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
Rejeição de contas é o que levou a PRE da Bahia
a contestar a candidatura de Misael Aguilar Silva Junior a deputado
estadual. Foi o mesmo caso de Carlos Oliveira Galvêas (PSDB),
que foi escolhido para ser o primeiro suplente de senador da deputada
Rita Camata (PSDB-ES). As contas referentes a 2002 do município
de Vitória foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado.
Ele respondia pela Secretaria de Administração da cidade.
De acordo com a PRE-ES, foram detectadas irregularidades de gestão
na contratação de serviços de fornecimento de
refeições.
Congresso em Foco,
31 de julho de 2010 A lista completa dos
que desistiram para não enfrentar a ficha limpa
Acre
Francimar Fernandes de Albuquerque (PT), dep. estadual
José Juarez Leitão dos Santos (PT), dep. estadual
Distrito Federal
Rubens Brunelli (PSC) a deputado federal
Espírito Santo
Carlos Oliveira Galvêas (PSDB), candidato a suplente de senador
Maranhão
Graciete Maria Trabulse Lisboa (PMDB), candidata a deputada estadual
Pará
Everaldo França Nunes (PPS), candidato a deputado estadual
Piauí
Carlos Henrique Nery Costa (PT), candidato a deputado federal
Paraná
Alceni Angelo Guerra (DEM), candidato a deputado federal
Rondônia
Paulo Moraes (PR), candidato a deputado estadual
Santa Catarina
Abel Schroeder (PMDB), candidato a deputado estadual
Giliard Reis (PMDB), candidato a deputado estadual
São Paulo
José Benedicto (PMDB), candidato a deputado federal
Valor Econômico,
31 de julho de 2010 PIB cai em junho, desmentindo
os alarmistas do superaquecimento O Produto Interno
Bruto foi negativo em julho. Caiu ligeriamente, 0,1%,
segundo cálculos que o Ministério da
Fazenda faz para medir a temperatura da atividade
econômica do país.
De acordo com o indicador, ainda preliminar, a queda do PIB este mês
foi precedida de um magro crescimento em junho, ao redor de 0,7%. A expansão
do produto no segundo trimestre do ano, portanto, também deve
ficar mais próxima de 0,5% do que de 1%, percentual distante dos
2,7% do primeiro trimestre. No ano, o crescimento econômico não
deve passar de 7%. Está mais para a estimativa feita pelo Instituto
de Pesquisas Aplicadas (Ipea), de 6,5%.
Forte desaceleração
Essas são as previsões do secretário
de Política Econômica, Nelson Barbosa. "A
dúvida, agora, é o terceiro trimestre",
disse. Ele avalia que a atividade de julho a setembro
continuará fraca, bastante parecida com
o segundo trimestre, fruto da forte desaceleração
que ocorreu na economia depois da retirada, em
março, dos incentivos fiscais e monetários
concedidos no auge da crise de 2008. E estima que
no último trimestre do ano o crescimento
estará no intervalo de 1% a 1,5%, "uma
recuperação estatística, por
causa da base de comparação".
O índice do nível de atividade a
que se refere o secretário vem sendo apurado
pelo Ministério da Fazenda desde 2007, para
consumo interno, com base na média móvel
trimestral da produção. É praticamente
igual ao que o Banco Central começou a divulgar
recentemente, o IBC-BR. Os cálculos para
julho, assinalou Barbosa, são preliminares
e foram feitos com base nos dados já disponíveis
(consumo de energia elétrica, venda de automóveis,
vendas do comércio, entre outros), e a queda
do PIB se refere à média de maio-junho-julho
confrontada com a média de fevereiro-março-abril.
Interesses conservadores
O comportamento da economia é radicalmente
distinto das previsões alarmistas de alguns
economistas ligados ao sistema financeiro que chegaram
a fazer terrorismo com o suposto superaquecimento
da economia nacional, assegurando que esta estaria
operando perigosamente acima da capacidade de crescimento
(ou do PIB potencial) sem inflação.
A gritaria serviu de pretexto para a política
conservadora do Banco Central, que neste ano já promoveu
três rodadas de alta dos juros básicos
(Selic).
Juros mais altos (a Selic subiu de 8,75% para
10,75%), como se sabe, significa menos consumo,
menos investimentos e, por consequência,
redução do ritmo de produção.
Também traduz (e este é um aspecto
pouco comentado e convenientemente ignorado pela
mídia hegemônica) maior transferência
de renda do conjunto da sociedade para a oligarquia
financeira, que embolsa alguns bilhões a
mais em juros da dívida pública.
Num ambiente internacional ainda adverso, o Brasil
faria melhor se aplicasse uma outra política
econômica, renunciasse à liderança
no ranking mundial dos juros altos e apostasse
de forma mais ousada no crescimento da economia.
Afinal, o PIB da China continua crescendo em torno
de 10% ao ano e esta é a principal razão
pela qual o próspero país asiático
se transformou na segunda maior potência
econômica do planeta. Interesses conservadores
estão condenando o Brasil a ficar eternamente
para trás na corrida desigual do desenvolvimento.
Gazeta do Povo, 31
de julho de 2010
Trabalho 249 deficientes perderão
vagas no governo Justiça determina
que funcionários contratados pela Associação
Paranaense de Reabilitação (APR) e
cedidos ao estado sejam demitidos
A Associação Paranaense de Reabilitação (APR)
terá de demitir 249 funcionários que atuam em órgãos
do governo do Paraná em todo o estado. A ação foi
proposta pelo Ministério Público do Tra¬balho (MPT)
em 2002, já que os trabalhadores prestam serviço sem terem
feito concurso público. O governo do estado perdeu em todas as
instâncias e a decisão final foi emitida pelo Tribunal Superior
do Trabalho (TST). A APR, associação filantrópica
sem fins lucrativos, firmou convênio com o governo no final da
década de 1980 e indicava profissionais com deficiências
físicas para trabalhar em órgãos governamentais.
A contratação era feita pela associação,
com recursos repassados pelo governo estadual.
Ainda não foi definido quando acontecerão os desligamentos.
Uma audiência entre a Procuradoria do Trabalho no Paraná,
o governo do estado e a APR será marcada para definir se os funcionários
serão desligados todos de umz vez, se as demissões serão
escalonadas ou se o prazo poderá ser prorrogado por mais um ano,
para reinserção dos servidores no mercado de trabalho.
“É importante ressaltar que o Ministério Público do
Trabalho agiu em defesa das suas atribuições, não questionamos
em nenhum momento o ponto de vista constitucional da decisão”, diz
o procurador-chefe da Procuradoria Trabalhista e Previdenciária da Procuradoria
Geral do Estado do Paraná (PGE), Hermínio Back. “O que queremos é solicitar
um prazo maior, e eles [o Ministério Público do Trabalho] foram
receptivos, entenderam o problema e estão dispostos a realizar um termo
de ajuste de conduta.” A decisão de demitir os indicados pela APR
foi tomada com base no artigo 37 da Constituição Federal, que determina
que, para ocupar um cargo ou emprego público, a pessoa deve ter sido aprovada
em concurso público.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o MPT confirmou que haverá uma
audiência para definir a melhor forma de desligar os funcionários.
A audiência foi solicitada pelo procurador responsável pelo
caso, Luiz Antônio Vieira. Hermínio Back diz que não
existe uma data limite para a demissão dos funcionários.
Boatos de que os trabalhadores seriam desligados do trabalho no início
de agosto, segundo ele, são infundados. “É importante
que todos os servidores se acalmem, todos serão chamados para
tomar consciência do que será decidido. Antes de setembro
ninguém será demitido, a não ser sob critérios
pontuais, caso, por exemplo, o trabalhador tenha um novo emprego em vista”,
esclarece.
De acordo com o procurador, já há uma cobrança para
que a APR realize cursos de capacitação dos servidores,
em parceria com o Serviço Nacional de Apren¬dizagem Industrial
(Senai) e o Serviço Social da Indústria (Sesi). “Tivemos
uma reunião com a associação e eles assumiram esse
compromisso. Nos preocupamos muito com a situação dos trabalhadores”,
diz Back. A APR afirmou que vai aguardar a decisão da nova audiência
e que a associação vai buscar meios para que os funcionários
sofram o mínimo possível com as demissões.
Gazeta do Povo, 31
de julho de 2010
eleições 2010 Dilma abre vantagem
de 5 pontos sobre Serra na pesquisa Ibope Petista tem 39% das
intenções de voto contra 34% do tucano.
A candidata do PV, Marina Silva, aparece com 7%.
Gestão de Lula é avaliada como ótima
ou boa por 77% do eleitorado
A candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) aparece cinco
pontos porcentuais à frente de José Serra (PSDB) na pesquisa
de intenção de voto divulgada ontem pelo Ibope. A petista
recebeu 39% das intenções e o tucano alcançou 34%.
A candidata do PV, Marina Silva, teve 7% das intenções.
Os candidatos Ivan Pinheiro (PCB), José Levy Fidelix
(PRTB), Zé Maria (PSTU), José Maria Eymael (PSDC),
Plínio Arruda Sampaio (PSol) e Rui Costa Pimenta (PCO)
não atingiram 1%. Votos brancos e nulos somaram 7% e
os indecisos são 12%.
Na simulação de um eventual segundo turno, Dilma aparece
com 46% dos votos, e Serra tem 40%. Nesse cenário, brancos e
nulos somam 6% e indecisos 8%. Serra tem a maior rejeição
entre os presidenciáveis, com 24%. Os que não votariam
em Dilma são 19%. E 13% dizem que não votariam em Marina.
Na pesquisa Ibope anterior, realizada entre os dias 27 e 30 de junho,
Dilma e Serra apareciam empatados, ambos com 36% no cenário
que incluía todos os candidatos. Marina havia registrado 8%
na ocasião. Na simulação do segundo turno, Serra
e Dilma também estavam empatados, com 43%.
Avaliação do governo
A pesquisa Ibope também perguntou aos eleitores como avaliam
o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A maior parcela
do entrevistados, 77% do total, classificaram o governo como ótimo
ou bom. Já para 18% dos eleitores, a administração
do presidente é regular. E apenas disseram que a gestão
de Lula 4% é ruim ou péssima. Não souberam ou
não opinaram 1%.
Metodologia
O levantamento de intenções de voto e da avaliação
do presidente Lula, feito pelo Ibope e divulgado ontem, foi encomendado
pela Rede Globo de Televisão e pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Foram ouvidos 2.506 eleitores em 174 municípios de todo país
entre os dias 23 e 29 de julho (sexta da semana passada e a última
quinta-feira). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos
porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) com o número 20.809/2010.
Gazeta do Povo, 31
de julho de 2010
fantasma do golpismo Lula acusa a “direita” de
tentar golpe e ataca a “elite”
No primeiro comício da petista Dilma Rousseff em Porto Alegre
(RS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disparou ontem ataques à “elite
brasileira” e disse que “a direita tenta dar golpe a cada
24 horas neste país” – em uma indireta ao candidato à Presidência
pelo PSDB, José Serra, que nesta semana foi acusado pelo assessor
presidencial Marco Aurélio Garcia de ser “troglodita de
direita”.
“ A elite brasileira não sabia o que era capitalismo. Foi necessário
um metalúrgico entrar na Presidência para ensinar como se faz capitalismo”,
afirmou Lula durante evento realizado no ginásio Gigantinho, que reuniu
cerca de 12 mil participantes. “Foi esse metalúrgico que chamou
o presidente do FMI e disse: ‘Estamos cansados de gritar fora FMI.’”
O presidente emendou: “A esquerda pensa que sabe fazer oposição.
A esquerda pensa que sabe fazer barulho. Mas foi no governo que nós
aprendemos que, se a esquerda faz oposição, a direita tenta
dar golpe a cada 24 horas neste país.” Lula também
manteve a elite como alvo de suas críticas. “É a
mesma elite que levou Getúlio [Vargas] a dar um tiro no coração,
que matou Jânio Quadros e levou João Goulart a renunciar”,
discursou. “Eu disse a essa elite que não estarei no gabinete
lendo o jornal de vocês, mas na rua com o povo brasileiro.” Na
declaração, o presidente cometeu dois erros históricos:
Jânio Quadros não foi assassinado; morreu aos 75 anos de
causas naturais. E João Goulart não renunciou; foi deposto
pelo golpe militar de 1964.
Antes do discurso em Porto Alegre, Lula se encontrou com o presidente
do Uruguai, José Mujica, em Santana do Livramento (RS), onde também
aproveitou para alfinetar Serra. Lula defendeu ontem o Mercosul e criticou
indiretamente o candidato do PSDB à Presidência, que frequentemente
aponta desvantagens do bloco de integração regional.
“ Para os que, aqui e ali, propalam o suposto fracasso do Mercosul, advogando
até mesmo seu fim, lembramos que as quatro economias que mais cresceram
na América são exatamente as do nosso bloco”, disse Lula.
No primeiro semestre, Serra afirmou, em palestra para empresários
mineiros, que o bloco econômico seria um entrave para que o Brasil
faça acordos comerciais. A declaração foi em seguida
atenuada em entrevista recente à Folha de S.Paulo, quando o presidenciável
tucano explicou que o Mercosul “deve ser flexibilizado, para que
não seja um obstáculo para políticas mais agressivas
de acordos internacionais”.
Gazeta do Povo, 31
de julho de 2010 empréstimos Financiamento via cartão
do BNDES dobra no Paraná Modalidade oferece
juros de 12,42% ao ano e atende a empresas de pequeno
e médio porte, com faturamento anual de até R$
90 milhões
O número de operações de financiamento de micro,
pequenas e médias empresas com o uso do Cartão BNDES mais
que dobrou no primeiro semestre deste ano no Paraná. De janeiro
a junho foram 14.232 operações no estado, um crescimento
de 141% em relação ao mesmo período do ano passado.
As transações totalizam R$ 179 milhões em financiamentos,
quase o dobro do valor contratado entre janeiro e junho de 2009 – R$
92 milhões.
O Cartão BNDES é uma linha de crédito
rotativo e pré-aprovado de até R$
1 milhão, voltado para empresas de micro,
pequeno e médio porte, com faturamento anual
bruto de até R$ 90 milhões, para
compra de insumos e máquinas. A contrapartida é que
esses equipamentos tenham índice de nacionalização
de no mínimo 60%. Com prazo de pagamento
de até 48 meses em prestações
fixas e juros baixos (0,98% ao mês ou 12,42%
ao ano), a modalidade pode representar uma economia
de até 88% em relação a outras
linhas de crédito disponíveis no
mercado. A taxa de juros média do mercado
para pessoas jurídicas foi de 3,72% ao mês
em junho – equivalente a 55% ao ano –,
maior índice desde novembro de 2009, segundo
pesquisa mensal de juros da Associação
Nacional dos Executivos de Finanças, Administração
e Contabilidade (Anefac).
Para um financiamento de R$ 20 mil, em 24 meses, a prestação
pelo cartão do BNDES fica em R$ 930,11 contra R$ 1,75 mil de
uma linha de crédito que pratique a taxa média de mercado.
Ao fim do prazo, o empresário terá desembolsado R$ 22.322,64
para quitar o empréstimo com o banco público contra aproximadamente
R$ 42 mil se optar pelo financiamento em instituições
privadas.
A farmacêutica e empresária Maria Margarete Barbisan,
dona da Art Fórmula, conta que recorreu ao cartão quando
precisou desembolsar cerca de R$ 20 mil para adequar seu estabelecimento às
novas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) para as farmácias de manipulação
e homeopatia.
“ De uma hora para outra, precisei instalar exaustores, cabines de isolamento
no laboratório e outros equipamentos técnicos. Não teria
condições de comprar tudo o que comprei de uma só vez: ou
comprometeria o capital de giro da empresa, ou contrairia dívidas impagáveis”,
avalia.
Computadores
Além dos equipamentos exigidos, a empresária aproveitou
o limite aprovado de R$ 50 mil para comprar computadores novos para
a empresa. Nos próximos dias, ela deve concluir a aquisição
de uma motocicleta, que será usada para aprimorar o sistema
de entregas da farmácia. “Nem todo mundo conhece essa
forma de financiamento. Eu mesma me surpreendi quando recebi a indicação
do meu gerente [bancário]. Nós, empresários, sempre
reclamamos do excesso de burocracia, da carga tributária, mas
essa é uma boa solução, que ajuda muito quem quer
investir na própria empresa para crescer”, diz Margarete.
Há cerca de cinco anos a Alumifix, fabricante de peças
e acessórios para esquadrias metálicas instalada em Curitiba,
utiliza o cartão do BNDES para compra de máquinas e equipamentos.
A gerente comercial e sócia da empresa, Cristiane Tomasi, diz
que o crédito foi a “alavanca” do crescimento da
empresa no período. “Financiamos tanto a ampliação
quanto a substituição e modernização da
nossa linha de produção”, explica.
A fábrica conta atualmente com 100 funcionários e tem
presença em todos os estados brasileiros. Parte da produção é exportada
para para países vizinhos, como Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia.
A última aquisição da empresa foi uma máquina
no valor de R$ 200 mil, que chegou na última semana e ainda
está sendo montada. O equipamento foi financiado em 36 meses
e será pago em parcelas mensais de R$ 6.555,71. “A principal
vantagem do cartão é a facilidade de uso e as taxas de
juros muito baixas. Com o limite pré-aprovado você consegue
planejar os investimentos de acordo com a necessidade de crescimento
do negócio. Se fosse para financiar esse investimento em banco
comercial, demoraríamos muito mais tempo para dar o próximo
passo”, diz.
Publicidade
O BNDES pretende lançar nas próximas semanas uma campanha
publicitária nacional para apresentar o Cartão BNDES
para micro, pequenos e médios empresários. Serão
dois filmes intitulados “Faces do Desen¬volvimento”,
contando histórias de sucesso no uso desse financiamento.
Valor médio da operação é de
R$ 12,6 mil
Em todo o Brasil, o número de transações com o
Cartão BNDES registrou crescimento de 128% no primeiro semestre
deste ano na comparação ao mesmo período do ano
passado, atingindo 131.427 mil operações e um volume
de desembolsos de R$ 1,758 bilhão. Somente no mês de junho,
o cartão registrou 27.925 transações, correspondendo
a um total liberado de R$ 379,6 milhões.
De acordo com o BNDES, no primeiro semestre de 2010, 83% das transações
com o cartão no Paraná foram realizadas por microempresas,
14% por pequenas e 3% por médias empresas. O valor médio
por operação foi de R$ 12,6 mil. Para o banco, os números
mostram que o produto tem sido bem-sucedido no atendimento das necessidades
de financiamento para investimento das micro e pequenas empresas.
Tira-dúvidas Algumas perguntas e respostas sobre
a modalidade de crédito pré-aprovado pelo BNDES
a pequenas e médias empresas.
Quem pode obter o Cartão BNDES?
Micro, pequenas e médias empresas nacionais, com faturamento
bruto anual de até R$ 90 milhões, e que não tenham
dívidas de impostos e tributos federais nem pendências
previdenciárias.
Qual o custo do cartão?
O cartão é isento de anuidade. A taxa de juros cobrada é baseada
na Letra do Tesouro Nacional (LTN) e divulgada mensalmente pelo BNDES.
A taxa vigente em julho de 2010 é de 0,98% ao mês.
Qual o limite e prazos de financiamento?
O limite é negociado entre o banco emissor e o cliente, limitado
a R$ 1 milhão. O prazo de financiamento varia de acordo com
a instituição, com no mínimo 3 e no máximo
48 prestações mensais, fixas e iguais.
Quais são os bancos emissores do Cartão
BNDES?
Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banrisul.
A empresa precisa ser correntista de um desses bancos para obter o
Cartão BNDES.
O que pode ser financiado?
Apenas bens novos e insumos com índice de nacionalização
mínimo de 60% relacionados à atividade das micro, pequenas
e médias empresas. A lista inclui mais de 125 mil itens que
vão desde computadores até caminhões, passando
por materiais para a construção civil e serviços
de consultoria e inovação tecnológica.
Como solicitar o Cartão BNDES?
Acesse o site www.cartaobndes.gov.br, clique no link “Solicite
seu Cartão BNDES”. Informe o CNPJ, o tipo de controle
e CNAE Fiscal, selecione o banco emissor, preencha a Proposta de Solicitação
e apresente a documentação exigida na instituição.
Folha de S.Paulo,
31 de julho de 2010
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010 Partidos usam brechas
na lei para não expor doadores Legendas recebem depósitos
nas contas comuns, e não na conta eleitoral
Diretórios nacionais
declararam ter recebido R$ 18,4 mi em junho; comitês
de campanha só foram criados neste mês
BRENO COSTA
DE SÃO PAULO
Apesar de novas regras criadas este ano pelo TSE (Tribunal Superior
Eleitoral) para inibir doações ocultas nas eleições,
os partidos já identificaram duas brechas para não expor
a origem dos recursos repassados para campanhas eleitorais. Doações
ocultas são aquelas que irrigam as campanhas, mas nas quais
a ligação direta doador-candidato não é identificável.
Os diretórios nacionais declararam ao TSE ter recebido de empresas
e pessoas físicas, somente em junho, R$ 18,4 milhões.
Esse valor não inclui as arrecadações de comitês
financeiros e de candidatos isolados, que começaram neste mês.
O volume é inédito. Em junho de 2006, os partidos receberam
R$ 263 mil. Em todo o ano passado, essas mesmas legendas receberam
apenas R$ 5,3 milhões.
PT, PV e PPS não entraram na conta, porque ainda não
entregaram à Justiça Eleitoral os balancetes de junho.
Para brecar as doações ocultas, o TSE determinou que
os diretórios criassem, ainda em março, uma conta específica
para as eleições. Em tese, todo dinheiro da campanha
deveria entrar diretamente ali.
A brecha encontrada pelas legendas foi justamente ignorar a nova conta.
A maioria das doações do mês de junho entrou por
meio de suas contas comuns, apesar de a "eleições" estar
liberada. Do total de doações, R$ 11,8 milhões
(65%) entraram no caixa geral dos partidos. Com isso, se misturaram
ao bolo de "recursos próprios", com outras fontes
de receita.
Esse dinheiro pode, eventualmente, ser transferido para a conta "eleições",
para depois chegar aos candidatos. Mas a origem exata do dinheiro ficará prejudicada.
Segundo tesoureiros e secretários de finanças de partidos
ouvidos pela Folha, a partir do momento em que esses recursos migrarem
para a campanha, após as eleições só será possível
saber a lista de doadores ao partido, mas sem a ligação
direta entre doador e beneficiário.
"É um critério dos doadores. Resolveram doar para o partido,
e não para a campanha. Como o dinheiro é um bem fundível,
ele se mistura um no outro e vai formar um pacote", diz o deputado federal
Márcio França, secretário de finanças do PSB, que
recebeu R$ 1,2 milhão -só R$ 50 mil na conta "eleições".
Para o vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, as novas regras
do TSE para identificar a cadeia completa de doações
são uma "ilusão". " O que nós [do
PSDB] vamos acabar fazendo é o seguinte: no final de todas as
doações, divide "pro rata" [proporcionalmente]
e diz que deu para todo mundo "pro rata'", afirma.
A outra brecha, também admitida por tesoureiros, é a
que permite uma espécie de "lavagem" de doações,
numa operação triangular, em que os recursos do Fundo
Partidário migram para as campanhas, e as doações
de empresas são usadas para custeio interno.
Folha de S.Paulo,
31 de julho de 2010 BC chinês diz
que país é 2ª maior economia mundial PIB cresceu 11,1%
no 1º semestre, mas riqueza per capita ainda é baixa
Declaração não leva em conta que o Japão,
que teria sido superado, divulgará resultados em meados de agosto
GUILHERME CHAMMAS
DE SÃO PAULO
A China anunciou ontem que superou o Japão e assumiu
o posto de segunda maior economia do mundo, atrás apenas
dos Estados Unidos. As declarações foram feitas
por Yi Gang, vice-presidente do Banco Central da China, em
entrevista à revista "China Reform".
Entretanto, Gang não explicou como chegou a essa conclusão,
já que os resultados do PIB (Produto Interno Bruto) do Japão
só serão divulgados em agosto. Em 2009, o PIB da China
era de US$ 4,9 trilhões, 3% menor do que o do Japão (US$
5,1 trilhões) e um terço menor do que o dos EUA.
O PIB chinês cresceu 11,1% nos primeiros seis meses de 2010 quando
comparado com o mesmo período do ano passado, chegando a US$
2,55 trilhões. "Com a expansão da base econômica,
o crescimento vai se desacelerar gradualmente", diz Gang. No dia
14, o governo chinês já anunciara que o crescimento da
economia se desacelerou para 10,3% no segundo trimestre deste ano,
pouco abaixo do previsto pelos analistas.
A expansão do país vem registrando uma média anual
de mais de 9,5% desde 1978, quando adotou reformas econômicas.
Para muitos, a ultrapassagem do Japão já era mais que
prevista.
DESAFIOS
Mesmo com esse resultado expressivo e a imagem de pujante desenvolvimento,
o país mais populoso do mundo -cerca de 1,3 bilhão de
habitantes- ainda está muito atrás de outras nações,
desenvolvidas ou em desenvolvimento, na comparação de
riqueza por habitante.
No ano passado, o PIB per capita chinês foi de US$ 3.600, 7,76%
do PIB per capita dos Estados Unidos, 9,07% do valor no Japão
e um pouco abaixo da metade do PIB per capita do Brasil.
Mas, como a moeda chinesa, o yuan, é considerada "substancialmente
subvalorizada", de acordo com relatório do FMI (Fundo Monetário
Internacional), o poder de compra já é praticamente o
dobro desse valor.
Equilibrar a taxa de câmbio, estimulando o consumo interno, e
reduzir a dependência das exportações são
outras recomendações feitas por organismos internacionais
ao país para sustentar seu crescimento.
AGÊNCIA BRASIL,
30 de julho de 2010 CNI divulga Sondagem da Construção
Civil do segundo trimestre Da Agência Brasil
Brasília - A Confederação
Nacional da Indústria (CNI) divulga hoje (30) nova edição
da Sondagem da Construção Civil, com informações
referentes ao segundo trimestre deste ano.
Feita com 320 empresas
entre os dias 30 de junho e 20 de julho, a pesquisa reúne
dados sobre o número de empregados, a margem de lucro operacional,
o nível de atividade e a expectativa dos empresários
para novos empreendimentos nos próximos seis meses, entre
outros indicadores.
O documento será
detalhado às 10h em entrevista coletiva do gerente executivo
da Unidade de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, na sede da
entidade.
Edição: Juliana
Andrade
IPEA, 30 de julho
de 2010 Ipea eleva previsão
de crescimento do PIB para 6,5%
O setor produtivo dá mostras de otimismo com os rumos da
economia brasileira. Ao menos é o que indica a pesquisa
Sensor Econômico, divulgada nesta quinta-feira (29) pelo
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O resultado
indica que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer, em média,
6,5%. Na pesquisa anterior, a expectativa era de um crescimento
de 5,5%.
Com a elevação, a perspectiva do setor produtivo
para o PIB se iguala à divulgada na semana passada pelo
Ministério do Planejamento. O número, no entanto,
fica abaixo do das declarações públicas recentes
do ministro Guido Mantega, que diz trabalhar com uma expansão
do PIB entre 6,5% e 7%, e do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, que disse que o Brasil cresceria não menos que
7% neste ano. Também fica abaixo dos 7,3% previstos pelo
Banco Central.
Inflação
Para a taxa de inflação
medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA), a aposta é de que ela fique em torno de 5,5%
- ante 5,2% da última pesquisa. Realizado a cada bimestre,
o levantamento apresenta as perspectivas para os principais indicadores
macroeconômicos para o ano, conforme projeções
feitas por entidades associativas do setor produtivo.
A média das expectativas
para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ficou
em 11,5%. Para o dólar, o setor aposta numa cotação
em torno de R$ 1,82. O Sensor Econômico traz ainda a expectativa
de criação de empregos para 2010. Para o setor,
devem ser abertos 1.550.000 postos de trabalho ao longo deste
ano.
Espera-se, ainda, um aumento
de 15% na taxa de crescimento do investimento. Os indicadores
do comércio exterior apontam para um volume de US$ 180
bilhões em exportações e de US$ 160 milhões
em importações.
Com relação
às duas pesquisas Sensor Econômico divulgadas este
ano, todos os índices registraram crescimento, com exceção
da cotação do dólar, que, na primeira pesquisa,
apontava para um valor de R$ 1,89.
Com agências
PINIWEB, 30 de julho de 2010 Caixa lança portal para atender
a construção civil Site pretende agilizar crédito
imobiliário e integrar informações do setor Mauricio Lima
A Caixa Econômica
Federal (CEF) lançou o Portal
da Construção Civil, que tem como objetivo integrar
informações para atender as diferentes empresas
do setor, como construtoras, imobiliárias, entidades, profissionais
da construção e a indústria.
Página inicial do Portal da Construção Civil No site, o banco oferece informações sobre
programas do Governo Federal, como o Minha Casa Minha Vida, financiamentos
e fornecimento de crédito. A comunicação
com cada tipo de empresa será feita de forma segmentada,
detalhando produtos e serviços específicos para
cada um.
A criação
do portal é reflexo da grande procura por financiamento
e crédito imobiliário. Apenas no primeiro semestre
de 2010, o financiamento da casa própria atingiu 95,1%
de crescimento, em relação ao mesmo período
do ano passado, movimentando um volume de R$ 34,10 bilhões
e mais de 575 mil contratos assinados.
Folha de S.Paulo,
30 de julho de 2010 PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010 Campanha de Dilma cria G7 para centralizar
decisões Núcleo que define estratégias
não conta com membros de partidos aliados | Além
da candidata e de Lula, cúpula inclui Dutra, Palocci, Franklin
Martins, João Santana e Gilberto Carvalho ANA FLOR
DE SÃO PAULO
A campanha petista ampliou
há poucas semanas sua coordenação política
para integrantes de partidos aliados, mas quem dá as cartas
na estratégia eleitoral há pelo menos seis meses
são apenas sete pessoas.
Sob a liderança do presidente Lula e a chancela da candidata
Dilma Rousseff, a cúpula inclui o ex-ministro Antonio Palocci,
o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o publicitário
João Santana, o ministro Franklin Martins (Comunicação
Social) e Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente.
Foi nos jantares semanais no Palácio da Alvorada que se
decidiu as alianças nos Estados -Minas, por exemplo, consumiu
horas de debates.
Na última reunião do grupo, dia 19 -ela não
ocorreu nesta semana- ficou definido que o PT não iria
entrar com representação no Conselho Nacional do
Ministério Público contra a vice-procuradora-geral
eleitoral Sandra Cureau.
Um dia após o encontro, tanto Dilma como Dutra já
apresentavam um discurso mais ameno em relação ao
episódio. Cureau fez críticas à participação
de Lula na campanha presidencial.
Outra decisão tomada pelo núcleo é a agenda
política do presidente durante a campanha, a agenda de
Dilma e os compromissos em que ambos participariam juntos.
As reuniões se iniciaram no final de 2009 e desde fevereiro
deste ano se tornaram semanais. O encontro ocorre em geral em
um jantar no Alvorada no domingo ou na segunda. Entre terça
e quarta se reúne o grupo ampliado, com outros petistas
e aliados.
LULA
Os jantares são de conhecimento de líderes do PT.
Petistas que não fazem parte do grupo justificam dizendo
que essa é a única forma de Lula se envolver na
campanha.
Desde o início da pré-campanha, quando Dilma começou
a viajar pelo país, seus encontros com Lula, que também
tem uma agenda de viagens intensa, são garantidos pelo
encontro semanal.
As reuniões sempre têm uma análise de conjuntura,
onde se debatem pesquisas e comportamento da oposição.
Segundo um líder petista, as reuniões começaram
quando a aliança ainda não estava formalizada, por
isso se restringiu ao PT.
Outro líder afirma que, com a entrada da coordenação
política, que reúne representantes dos outros nove
partidos, as decisões tendem a ficar "diluídas".
A principal consequência das reuniões do G7 é
enfraquecer os demais grupos -além do conselho político,
há a recém-criada "coordenação
operativa". Aliados dizem estar insatisfeitos. Eles têm
pouco acesso a Lula e Dilma não participa regularmente
dos encontros.
Gazeta do Povo, 30
de julho de 2010 Eleições 2010 Lula tenta impulsionar Dilma e Osmar
no PR Presidente participa de comício
na Boca Maldita ao lado da candidata petista e do senador do PDT
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva chega hoje ao Paraná para tentar impulsionar
a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência
no estado e a de Osmar Dias (PDT) ao governo estadual. Amanhã,
Lula participa de um comício na Boca Maldita ao lado de
Dilma e Osmar. A esperança da coligação PDT,
PMDB e PT é que a presença do presidente em Curitiba
reverta o quadro de intenções de voto, que atualmente
favorece os candidatos do PSDB Beto Richa e José Serra.
Hoje, Lula e Dilma participam
de um encontro com empresários, organizado pela Federação
das Indústrias do Paraná (Fiep). O evento faz parte
de uma série de debates que a entidade está promovendo
com os principais candidatos ao Palácio do Planalto.
“É o momento
de apresentarmos aos candidatos qual é a agenda de desenvolvimento
para que o estado possa ter um crescimento sustentável
e harmonioso, que seja benéfico para todos”, disse
Rodrigo da Rocha Loures, presidente da Fiep. O evento será
às 20 horas no Centro Integrado dos Empresários
e Trabalhadores do Estado do Paraná (Cietep).
Palanque
Amanhã, Lula, Dilma
e Osmar, além dos candidatos ao Senado Roberto Requião
(PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), sobem juntos no palanque montado
na Boca Maldita. Para Gleisi, a vinda do presidente vai fortalecer
a campanha. “A união entre os governantes é
fundamental, pois quando todos trabalham na mesma direção,
é muito mais fácil desenvolver ações
em benefício do povo paranaense”, disse.
A expectativa é
que o comício reúna um grande público no
centro de Curitiba. Ônibus devem trazer pessoas de cidades
vizinhas. Ontem, durante um encontro de campanha em Quatro Barras,
que reuniu os principais candidatos da coligação,
foi anunciado que haveriam ônibus à disposição
para quem quisesse participar do comício na capital.
Em 2006, a participação
de Lula em um comício também na Boca Maldita é
apontada por analistas políticos como um dos fatores que
favoreceu a reeleição de Roberto Requião
ao Palácio Iguaçu. Na ocasião, Requião
venceu Osmar Dias. Hoje, ambos estão na mesma chapa.
Lula e Dilma dividiram
o palanque pela primeira vez nesta campanha no Rio de Janeiro
no último dia 16. O evento reuniu cerca de 6 mil pessoas.
Na semana passada, a comitiva escolheu Garanhuns, reduto do presidente
Lula, para um “comício reservado”. Ontem, foi
a vez de Porto Alegre, onde Dilma iniciou sua carreira
política.
Durante a visita à
capital gaúcha, Lula negou que irá se licenciar
do cargo para participar de alguma etapa da campanha da petista.
“Não seria justo ser presidente da República
e se licenciar para disputar uma campanha eleitoral”, disse.
“O presidente precisa governar até 31 de dezembro,
e ainda agir como se o fosse até as 10 horas [do dia 1.º
de janeiro], quando o eleito for homologado pelo Congresso”,
justificou. “Aí, sim, estarei de licença para
outras campanhas.”
Encontro Ciro almoça com ex-ministra
e fecha acordo com o PT Agência Estado
Em meio a uma intensa
troca de elogios, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) anunciou
ontem o seu apoio à candidata do PT à Presidência,
Dilma Rousseff. Após almoço no escritório
político do PT em Brasília, Ciro garantiu apoio
à candidatura petista, mas não revelou se gravará
programas para a tevê declarando voto nela. “Apoio
nunca esteve em discussão. Meu partido tem uma posição
formal [à candidatura de Dilma Rousseff], e eu sou disciplinado”,
disse. Agradecida, Dilma destacou a “relação
muito forte” com o deputado. “Tem pessoas na vida
que a gente nunca deixa de encontrar porque tem o pensamento muito
parecido”. “Ciro foi uma pessoal muito leal e corajosa
na hora que a gente mais precisou, na hora mais difícil”,
disse, referindo-se ao período do mensalão petista,
em 2005.
Descontraído, o
deputado revelou que teve uma boa conversa com Dilma e que eles
falaram sobre grandes figuras mundiais admiradas por ambos como
Wilson Churchill e Barack Obama. Ciro disse que seu apoio à
chapa petista estava garantido desde o dia em que o PSB decidiu
que não o apoiaria em voo solo. O deputado disse, no entanto,
que continua achando que o partido errou ao negar-lhe a candidatura.
Blog do Milton Alves,
30 de julho de 2010 A ciranda dos números
das pesquisas eleitorais no Paraná
Nesta última semana dois importantes institutos de pesquisas
divulgaram resultados de recentes levantamentos de intenções
de voto do eleitor paranaense, o DataFolha/RPC e o Vox Populi.
Ambas pesquisas divulgadas, com métodos diferentes e
universo de abrangência com pesos diferenciados, chegaram
praticamente aos mesmos resultados. Os institutos classificaram
os resultados como um empate técnico entre os principais
postulantes: Osmar Dias (PDT) e Beto Richa (PSDB).
Na atual fase da campanha,
é preciso enxergar além dos números e buscar
prospectar tendências e, mesmo, avaliar, verificar o potencial
real de crescimento de cada bloco de forças na disputa.
Neste sentido, os números das pesquisas eleitorais expressaram
ainda um quadro em formação e, principalmente,
um determinado estágio de desenvolvimento das campanhas.
É inegável
que o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) começou
a sua campanha mais cedo. É, também, necessário
constatar que Osmar Dias reuniu uma ampla e forte coligação
e conta com o apoio do governador Pessuti (PMDB) e do presidente
Lula. Fatores políticos objetivos que ainda não
se expressaram em toda a sua extensão e magnitude.
Portanto, a ciranda
dos números apresentadas nas duas pesquisas eleitorais
aponta claramente para um cenário de polarização,
com um território definidor da disputa -Curitiba/RM-
e também para uma disputa pelo imaginário e anseios
do eleitor, elementos subjetivos que ganharão contornos
mais nítidos durante a propaganda eleitoral pela televisão
e o rádio em agosto. Outro dado relevante das pesquisas,
é a vantagem da coligação encabeçada
por Osmar Dias na disputa pelas duas vagas do Senado, tanto
Gleisi Hoffmann (PT) como Requião (PMDB) lideram com
certa folga. Vamos aguardar a vinda de Lula no sábado,
sem dúvida, um fato político que impulsionará
mais ainda a nau capitaneada por Osmar Dias.
Clique aqui
para ver os números da última pesquisa Vox Populi
no Paraná
Agência Brasil,
30 de julho de 2010 Aumento da renda muda perfil
do eleitor brasileiro, afirmam especialistas Para o cientista político da Universidade
de Brasília (UnB), David Fleischer, quem antes trocava
o voto por um prato de comida nas eleições, poderá
agora demonstrar preocupações menos imediatistas
e mais estruturais Por Mariana Jungmann,
Na Agência Brasil
Com a saída de
9,5 milhões de pessoas da indigência e de 18,4 milhões
da pobreza entre 2004 e 2008, segundo dados do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), os candidatos brasileiros se
deparam este ano com um novo perfil eleitoral no país.
Na avaliação
de especialistas ouvidos pela Agência Brasil, esses eleitores
terão preocupações diferentes na hora de
votar.
Para o cientista político
da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer, quem
antes trocava o voto por um prato de comida nas eleições,
poderá agora demonstrar preocupações menos
imediatistas.
'Essas pessoas que tiveram
uma ascensão social estarão mais preocupadas em
preservar algum patrimônio. Elas provavelmente mudaram o
lugar de moradia, seus filhos agora estudam, e elas estarão
preocupadas com essas coisas', disse.
Na opinião de Fleischer,
esses eleitores podem se tornar mais maduros no que se refere
a questões como educação e saúde.
Outro reflexo que pode ser sentido, segundo ele, é o de
um maior conservadorismo ao analisar as propostas dos candidatos.
'Esse ex-pobre tende a
estar mais preocupado com questões como segurança
pública e invasões de terra, e menos preocupado
com os outros que continuam pobres', avalia o cientista político.
O economista e pesquisador
do Centro de Estudos Sociais da Fundação Getulio
Vargas (FGV), Marcelo Nery, concorda que a chamada 'nova classe
C' irá imprimir mudanças no perfil dos eleitores
no pleito de outubro.
Segundo ele, os cidadãos
que se enquadram nessa categoria já somam aproximadamente
50% da população e poderiam escolher sozinhos as
eleições se votassem num único candidato.
'É uma classe poderosa,
mas não é homogênea', ressalva o economista.
Nery concorda que esses eleitores devem 'cobrar mais caro' por
seus votos agora e tendem a ser menos vulneráveis à
manipulação eleitoral. 'Quando as pessoas saem da
condição de miserabilidade, mudam o horizonte delas',
afirmou.
Esses resultados, de acordo
com o economista, não são fruto apenas do aumento
direto da renda - segundo o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), a renda média do trabalhador
brasileiro subiu de R$ 1.694, em 2001, para R$ 1.808, em 2007.
O crescimento constante
da escolaridade - que começou há mais tempo, segundo
ele - tem influência mais significativa na consciência
eleitoral.
'O brasileiro fez o seu
dever de casa e pôs o filho na escola. Se você olhar
e ver que coisas mais estruturantes como a educação
estão crescendo junto com a renda, isso permite vislumbrar
no futuro um nível maior de consciência e, no presente,
um número menor de oportunismo', explicou.
O pesquisador da FGV disse
ainda que o processo de amadurecimento é natural quando
se atinge um período longo de democracia, como está
acontecendo agora com o Brasil. 'Como democracia é uma
coisa que se pratica, vamos começar a ver o resultado disso',
afirmou Nery.
Congresso em Foco,
30 de julho de 2010 Site mostra os dados dos
candidatos ficha limpa Renata Camargo
A sociedade ganhou hoje
(29) mais uma ferramenta na internet para fiscalizar a vida pregressa
e as contas de campanha de candidatos nesta eleição.
A Articulação Brasileira contra a Corrupção
e a Impunidade (Abracci), em parceria com o Movimento de Combate
à Corrupção Eleitoral (MCCE), lançou
nesta quinta-feira o site Ficha Limpa. No espaço, os candidatos
podem comprovar, voluntariamente, que são “ficha
limpa”.
No site –
com dois endereços: www.fichalimpa.org.br
e www.fichalimpaja.org.br
– os candidatos devem apresentar certidões que comprovem
que não foram condenados pela Justiça nem renunciaram
para não sofrer cassação. Além disso,
os candidatos devem tornar públicas as contas de campanha,
sendo possível se cadastrar candidatos a presidente da
República, governador, deputado federal e senador.
“A maior contribuição
desse site é a multiplicação da transparência
sobre a vida pregressa dos candidatos. Se nós temos eleições
corretas, nós vamos ter uma representação
política adequada. A campanha ficha limpa caminha no sentido
de melhorar a participação política”,
disse o juiz Márlon Reis, do MCCE.
O cadastro será
feito voluntariamente pelo próprio candidato. Segundo os
organizadores, só serão aceitos cadastros que comprovem
publicamente o financiamento da campanha. Durante o dia de hoje,
dez candidatos a deputado tentaram se cadastras, mas seus cadastros
foram rejeitados por não comprovarem as contas da campanha.
“Se não tiver
um link imediato a uma página pública com os gastos
de campanha, não entra no site. Quem doou, quanto doou,
quando doou e quais os gastos realizados. Sem essas informações,
não entra no site”, avisou o representante da Abracci,
Caio Magri.
O site está disponível
para consulta livre dos internautas. Os eleitores podem consultar
os cadastros de diversas formas: por estado, por partido, nome/número
do candidato, cargo eleito, gênero, idade e outros. Também
será possível fazer denúncias sobre prestação
irregular de contas de campanha e sobre a vida pregressa dos candidatos.
“A denúncia
será sobre esses aspectos. Outro tipo de denúncia
não será aceito”, explica Magri. Segundo os
organizadores, as denúncias somente serão publicadas
após investigação prévia para verificar
a veracidade da informação. Os conteúdos
das denúncias serão encaminhas à Justiça
Eleitoral.
Agência Câmara,
30 de julho de 2010 Proposta cria bolsa de qualificação
para o setor madeireiro Diógenis Santos
O Projeto de Lei 7324/10,
em análise na Câmara, cria uma bolsa de qualificação
profissional para os trabalhadores do setor madeireiro que estiverem
sem ocupação em razão de interdição
de empresa por desrespeito às leis ambientais. Pela proposta,
do deputado Lupércio Ramos (PMDB-AM), a bolsa será
custeada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
A principal fonte de recursos
do FAT são as contribuições para o PIS/Pasep.
Hoje, o Fundo financia apenas o seguro-desemprego, o abono salarial
e programas de desenvolvimento econômico.
O valor da bolsa não
é definido pelo projeto. Segundo o texto, ela será
paga por até três meses e não pode ser acumulada
com o seguro-desemprego. Além disso, o funcionário
que receber a bolsa fica impedido de ganhar o mesmo benefício
durante os 12 meses seguintes ao recebimento da última
parcela.
A proposta diz ainda que
a qualificação do trabalhador no período
sem ocupação deverá priorizar o desenvolvimento
de atividades ecologicamente sustentáveis. Para Lupércio
Ramos, a proposta deve garantir proteção aos trabalhadores
que, muitas vezes, são prejudicados pelas empresas que
desrespeitam a legislação ambiental.
"A proteção
ambiental é importante para a sociedade, mas as penas aplicadas
pela fiscalização devem atingir somente o empregador,
que assume o risco da atividade econômica e as consequências
da inobservância das leis", justificou o parlamentar.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo.
O projeto perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado
pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado
por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará
ser votado pelo Plenário., será analisada nas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Reportagem - Carolina Pompeu
Edição - Daniella Cronemberger
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
30/07/2010 Trabalhador será indenizado
porque era obrigado a ficar nu para vigilância
A Quinta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho garantiu a um trabalhador o pagamento de
indenização por danos morais no valor de dez salários
(aproximadamente sete mil reais) pelo fato de ter sido obrigado
a ficar nu diante de vigilantes das empresas para as quais prestava
serviços e, eventualmente, até na frente de colegas.
A decisão foi unânime e fundamentada em voto relatado
pela ministra Kátia Magalhães Arruda.
No entendimento da relatora,
a violação da intimidade da pessoa não pressupõe
necessariamente o contato físico entre empregado e supervisor.
A revista visual, em que o trabalhador é constrangido a
exibir seu corpo nu ou em peças íntimas, é
suficiente para configurar o ato abusivo. No caso, mais constrangedor
ainda, afirmou a ministra, quando a revista era realizada na presença
de outros empregados.
Assim, embora as empresas
do mesmo grupo e para as quais o trabalhador prestava serviços
indistintamente (Transpev – Transportes de Valores e Segurança
e Prosegur Brasil – Transportadora de Valores e Segurança)
tenham argumentado que não houve excesso nas revistas,
na medida em que não ocorria contato físico entre
os envolvidos, a relatora considerou que as regras de convivência
social e a ordem jurídica foram desrespeitadas.
O Tribunal do Trabalho
mineiro (3ª Região) tinha reformado a sentença
de primeiro grau para excluir da condenação o pagamento
da indenização por danos morais ao empregado. No
TRT, prevaleceu a tese de que, como ele foi contratado em julho/1998,
e somente no momento da dispensa, em abril/2005 (quando já
não existiam mais as tais revistas) reclamou do vexame
a que era submetido, não era razoável o pedido de
indenização após ter ficado em silêncio
sobre o assunto por tantos anos.
No entanto, segundo a
ministra a Kátia, o silêncio do empregado se justifica
pelo temor de provocar a própria demissão. Logo,
ao contrário da conclusão do TRT, o fato de a reclamação
trabalhista ter sido apresentada após o rompimento do contrato
não afasta a caracterização do dano moral.
A relatora ainda destacou que não se exige prova do dano
moral, mas sim do fato que gerou a dor e o sofrimento da vítima
– o que foi feito, na hipótese.
Então, considerando
o dano, a repercussão da ofensa na vida do profissional
e a condição econômica dos envolvidos, a relatora
arbitrou o valor da indenização em sete mil reais,
equivalente a dez salários recebidos pelo trabalhador.
O caráter pedagógico da indenização
não foi observado porque a revista íntima não
é mais adotada pelas empresas, que passaram a utilizar
sistema de vigilância por meio de câmeras. (RR- 163400-87.2005.5.03.0106)
(Lilian Fonseca)
Dieese, 29 de julho
de 2010 Desemprego continua caindo,
segundo o Diesse
Em junho, a taxa de desemprego no conjunto de regiões que
compõem o Sistema PED - Distrito Federal e regiões
metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife,
Salvador e São Paulo - reduziu-se para 12,7%, frente aos
13,2% registrados em maio.
Os dados fazem parte de pesquisa realizada regularmente pelo convênio
mantido entre DIEESE e Fundação Seade, com apoio
do Ministério do Trabalho e Emprego e parceria com instituições
e governos regionais. Em junho de 2009 a taxa de desemprego chegava
a 14,6%.
Belo Horizonte, onde a
taxa de desemprego ficou em 8,5%, em junho, apresentou o melhor
resultado, com uma redução de 11,5%, em comparação
com maio e de 22,7%, em relação a junho de 2009.
Também em Porto Alegre, a taxa de desemprego teve um dígito
(9,5%), mas apresentou pequena retração em relação
ao mês anterior (-1,0%), ainda que tenha sido grande o recuo
do desemprego em um ano (-20,8%).
Outros estados
A taxa de desemprego ficou
estável, em maio, em 10,6%, em Fortaleza, mas caiu 14,5%,
em comparação com junho de 2009. Na Grande São
Paulo, a taxa de 12,9% representou um recuo de 3,0% em um mês
e de 9,2%, em doze meses (a menor variação entre
as regiões pesquisadas no período). O Distrito Federal
apresentou taxa de desemprego de 14,0%, com queda de 2,1%, em
um mês, e de 14,6%, em um ano. Em Salvador, a taxa de desemprego
teve redução de 8,2%, em relação a
maio e de 21,6%, frente a junho do ano passado, e correspondeu
a 16,7%. A maior taxa foi registrada em Recife (17,6%), com recuo
de 3,8% no mês e de 9,3%, em um ano.
O total de desempregados,
no conjunto de regiões pesquisadas, ficou, em junho, em
2.795 mil pessoas, 109 mil a menos que em maio. Em relação
a junho do ano passado, a redução foi de 380 mil.
O nível de ocupação
cresceu 0,8%, em junho, com a criação de 160 mil
ocupações. Com isso, o total de ocupados nas sete
regiões pesquisadas foi estimado em 19.228 mil pessoas.
Em um ano, foram criados 729 mil postos de trabalho nas áreas
pesquisadas.
Quando se analisa a ocupação
por região, verifica-se expansão em todas elas,
com destaque para Salvador (2,9% no mês e 8,0% no ano).
Em Fortaleza e Belo Horizonte o crescimento foi de 0,8% em comparação
com maio. Em relação a 2009, houve aumento de 6,8%,
na primeira e de 1,7%, na segunda. A elevação da
ocupação, em São Paulo, foi de 0,7%, em um
mês e de 3,4%, em 12. Distrito Federal e Porto Alegre apresentaram
expansão de 0,4%, frente a maio. Em 12 meses a elevação
foi de 5,5%, na primeira e de 2,5%, na segunda. Recife registrou
variação positiva de 0,3% no nível de ocupação
em um mês, e de 4,7%, no ano.
Dentre os diferentes setores
de atividade, a Indústria apresentou pequena variação
negativa de 0,2%, frente a maio, e o total de postos foi estimado
em 2.970 mil. Em relação a junho de 2009, o incremento
foi de 9,3%. Foi pouco expressivo, no mês, o avanço
da Construção Civil (0,5%), setor onde trabalham
1.227 mil pessoas e que registra expansão de 10,7%, no
ano.
O rendimento médio
real dos ocupados cresceu 1,1%, em maio, passando a corresponder
a R$ 1.259, enquanto o salário médio real teve aumento
de 1,0% e seu valor ficou em R$ 1.322. Em 12 meses, o rendimento
médio real dos ocupados cresceu 2,7% e o dos assalariados
aumentou 0,7%.
FOLHA DE LONDRINA, 29
de julho de 2010 | Economia Benefício fiscal do Minha
Casa, Minha Vida vai até 2014 Medida provisória eleva
ainda o limite no preço do imóvel que passa de R$
60 mil para R$ 75 mil; renúncia fiscal é estimada
em R$ 20,25 milhões
O governo Lula prorrogou
a segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida. O benefício
tributário agora vai valer durante todo o mandato do próximo
presidente eleito, no período de 2011 a 2014. O prazo terminava
em dezembro de 2013, mas o governo decidiu alterá-lo por
meio da Medida Provisória (MP) 497, publicada ontem no
Diário Oficial da União.
A MP aumenta também
o valor comercial do imóvel que poderá ser considerado
de interesse social abrangido no programa, passando de R$ 60 mil
para R$ 75 mil. Isso implicará também maior número
de imóveis oferecidos.
''Os preços dos
imóveis influenciaram nessa decisão, mas não
é só isso. A ideia é que o sistema se torne
mais atrativo. Foi usado no sistema um preço de imóvel,
mas eu suponho que, de tempos em tempos, ele terá que ser
revisto'', disse o subsecretário de Tributação
da Receita Federal, Sandro de Vargas Serpa.
Para ele, haverá
grande benefício para os consumidores, porque um número
maior de projetos deverá ser apresentado e, com isso, aumentará
também o número de empreendimentos beneficiados
com o regime especial de tributação do programa,
aumentando a oferta de imóveis.
Com a medida, o governo
deixará de cobrar R$ 20,25 milhões em impostos.
Daniel Lima
Agência Brasil
Correio Braziliense,
29 de julho de 2010 Como uma inconveniente legislação
deixou as eleições sem graça Quem quiser sustentar a tese de que nossa
legislação eleitoral é satisfatória
terá poucos motivos. Salta aos olhos da maioria do país
que ela é inconveniente e que já é mais que
hora de mudá-la em profundidade. Só por conveniência
a defendem. Ninguém acha, com sinceridade, que seja boa,
e, quando alguém finge admirá-la, é por puro
oportunismo. Por Marcos Coimbra*, no Correio Braziliense
Semana passada, por exemplo, para (pela milionésima vez)
criticar o que Lula faz, uma de nossas revistas semanais mais
importantes disse, em editorial, que “... no Brasil de hoje,
o governante se insurge de maneira histérica contra leis
intrinsecamente boas, democraticamente feitas e aprovadas. A pouco
mais de dois meses da votação em primeiro turno,
zomba abertamente da consagrada Lei Eleitoral brasileira”.
É impressionante
a quantidade de equívocos em um parágrafo tão
curto. Independentemente das estocadas que querem dar em Lula,
nenhuma dessas avaliações faz sentido. Embora seja
um truísmo dizer foram feitas democraticamente (pois isso
só não seria verdade se vivêssemos em uma
ditadura), elas não são nem boas, nem aprovadas
pela maioria da opinião pública. Portanto, nossa
Lei Eleitoral pode ser tudo, menos “consagrada”.
São muitas as mostras
de que elas são, ao contrário, más e que,
por isso, insurgir-se contra elas não é histeria
ou consiste em zombaria. Nossas leis eleitorais são tão
ruins que fazem com que fiquemos cada dia mais distantes do que
é desejável em uma cultura democrática.
Um dos maiores jornais
do Rio de Janeiro trouxe, este fim de semana, reportagem sobre
suas consequências nos programas humorísticos da
televisão. À primeira vista, poder-se-ia dizer que
é algo secundário, quase irrelevante na discussão
política mais “séria”. Afinal, que significado
teria o humor na vida política de uma sociedade?
Quem imaginar que pequeno
(ou nenhum) incorreria em erro. O humor é um componente
fundamental das relações saudáveis entre
cidadãos e políticos, governos, candidatos e eleições.
Rir deles é uma maneira de reduzir distâncias, de
dessacralizá-los, de trazê-los para a esfera de ação
das pessoas comuns. Em outras palavras, de aprofundar os valores
mais básicos da democracia, igualitários e anti-hierárquicos.
Não há nada mais genuinamente democrático
que rir dos poderosos e suas atribulações.
Pois bem, na contramão
de nossas antigas tradições, de sempre encontrar
motivos para ironizar e brincar com os políticos e os candidatos,
tão típicas da cultura brasileira, a legislação
atual faz o oposto. Se depender dela, o humor está banido.
Ouvidos, os responsáveis
pelos programas humorísticos de maior audiência foram
unânimes. Nenhum pretende trazer as eleições
para suas brincadeiras. Alguns pensam inventar personagens, para
não deixar de falar nelas, nem que seja através
de candidatos fictícios. Nada de graças, paródias,
ironias ou piadas com os candidatos reais.
Os humoristas têm
medo da legislação e têm razão. Ela
cerceia a expressão, inibe a manifestação
e ameaça os que tratam sem salamaleques o mundo da política.
No seu artigo 45, a Lei nº 9.504/97 proíbe as emissoras
de televisão de fazer coisas que, “de qualquer forma,
degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação”.
Quem a descumprir está sujeito a multa de até 106
mil reais, que dobra na reincidência.
Que inveja dos americanos!
Lá, ninguém poupa candidato nenhum, nem humoristas,
nem apresentadores ou âncoras de talk-shows. Quem entra
na chuva das eleições sabe que pode se molhar. Que
o diga Sarah Palin, candidata a vice na chapa republicana derrotada
em 2008. Merecia ser ridicularizada e o foi sem piedade. Imagine
se lá existisse um Índio...
Por trás das proibições
à graça e ao humor, está o espírito
que atravessa por inteiro nossa legislação eleitoral:
a desconfiança na capacidade de discernimento do cidadão,
de que ele consiga julgar sozinho, de que possa prescindir de
patronos. No dia em que nossas leis reconhecerem que o eleitor
não precisa ser tratado com paternalismo, começaremos
a construir uma cultura política verdadeiramente democrática.
Onde rir dos candidatos é um direito que nenhuma falsa
circunspecção deve reprimir.
* Marcos Coimbra é
sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
DCI Online, 29 de
julho de 2010 Eleições 2010:
DIAP prevê renovação de 50% no Congresso Nacional Por Abnor Gondim,
No DCI Online
Vai haver uma grande renovação,
nas eleições deste ano, com a troca de cerca da
metade dos integrantes do Congresso Nacional e nos governos estaduais.
A avaliação é do Departamento Intersindical
de Assessoria Parlamentar (Diap), órgão que presta
serviços a 900 entidades de trabalhadores.
Ainda assim, o índice
de renovação será inferior aos registrados
pela instituição em pesquisas desde a década
dos anos 90. Mas atinge expressões nacionais que desistiram
da reeleição, a exemplo do deputado Ciro Gomes (PSB/CE),
cuja candidatura à Presidência foi sacrificada em
favor da candidata do PT, Dilma Rousseff. Há ainda o ex-ministro
Antonio Palocci (PT/SP), que vai trabalhar na campanha petista.
Para Antônio Augusto
de Queiroz, diretor de Documentação do Diap, o Brasil
é o único País que registra essa alta taxa
de renovação. Em parte, ele atribui isso ao alto
custo das campanhas e também aos efeitos da Lei Ficha Limpa,
que torna inelegível quem já foi condenado por grupo
de juízes ou renunciou a mandato eletivo.
"Isso indica a necessidade
de uma ampla reforma política, com a criação
do financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais",
afirmou ao DCI.
Para o Senado, nas eleições
de 2010, o prognóstico do Diap é que entre 15 e
20 senadores consigam renovar seus mandatos, numa renovação
mínima de 72,22% e 62,96% das vagas em disputa e máxima
de 48,15% e 41,97% da composição total da Casa.
É um alto índice
de renovação, mas bastante inferior ao de 1994,
quando 9 dos 54 senadores foram reeleitos. Ou seja, houve renovação
de 83% em relação às vagas em disputa e de
55% em relação à composição
total do Senado, que é de 81 vagas.
Em relação
ao Senado, o órgão fez um prognóstico em
cada estado. Em São Paulo, por exemplo, o coordenador do
Diap avaliou que "o senador Romeu Tuma [PTB/SP] não
tem a menor chance de se reeleger. O mesmo acontece com o senador
Mão Santa (PMDB/PI)".
Ainda no estado, com "média
chance de ser eleito" ao Senado, são citados pelo
órgão o ex-governador Orestes Quércia (PMDB),
o ex-secretário do governo Aloysio Nunes Ferreira e o veredor
Netinho de Paula (PCdoB). À frente está a ex-ministra
Marta Suplicy (PT/SP) .
Em 2002, quando houve
também a renovação de 2/3 da Casa, apenas
14 dos 54 senadores se reelegeram, numa renovação
de 74,93% das vagas em disputa e de 49,38% em relação
à composição total do Senado.
As futuras bancadas do
Senado, tendo por parâmetro a atual composição
partidária, sofrerão pequenas oscilações,
para cima ou para baixo. A oposição será
a principal prejudicada. A tendência é que PT, PSB
e PP cresçam e DEM, PSDB, PMDB, PTB, PDT e PR reduzam suas
bancadas.
O PT, que atualmente possui
nove senadores, sendo que sete deles encerram seus mandatos em
2011, remanescendo apenas dois com mandato até 2015, poderá
eleger entre 11 e 13 neste pleito, chegando a uma bancada entre
13 e 15 senadores.
Sai de quarta para a segunda
bancada, superando PDSB e DEM, ficando atrás apenas do
PMDB, que atualmente conta com 18 senadores e renova 15 cadeiras
neste pleito, permanecendo apenas três senadores com mandato
até 2015. O PMDB deve eleger entre 12 e 14 senadores.
Na Câmara dos Deputados,
o coordenador do Diap disse prever que a renovação
deve ficar em mais de 50% das 513 cadeiras. Essa é média
da renovação registrada nas eleições
de 1990 (62%), 1994 (54%), 1998 (43%), 2002 (46%) e 2006 (47%).
De saída, haverá
uma renovação em torno de 20%. Segundo Queiroz,
custos de campanha e a imagem negativa dos políticos em
geral e dos parlamentares federais em particular parece ter motivado
a desistência de 34 deputados, que não concorrem
a nenhum cargo nestas eleições.
Esse número é
um pouco mais que o dobro do pleito de 2006, quando a avaliação
sobre o Congresso era pior e somente 15 deixaram de disputar postos
eletivos. Apesar disso, pelo menos 420 dos 513 deputados, ou 81,87%
da composição da Câmara, irão tentar
a reeleição.
Dos 93 que não
tentarão renovar o mandato, 32 disputam uma vaga ao Senado,
10 são candidatos a governador, 8 a vice, 5 a deputado
estadual, 2 são suplentes de senadores e dois são
candidatos a vice-presidente da República - Michel Temer
(PMDB) e Índio da Costa (DEM).
Entre os governadores,
haverá renovação de mais da metade porque
apenas 12 vão tentar a reeleição. Dez governadores
se desincompatibilizaram para disputar novos cargos como Senado.
Vai haver uma grande renovação,
nas eleições deste ano, com a troca de cerca da
metade dos integrantes do Congresso e dos governos estaduais.
A avaliação é do Departamento Intersindical
de Assessoria Parlamentar (Diap), órgão que presta
serviços a 900 entidades de trabalhadores.
O diretor da entidade,
Antônio Augusto de Queiroz, atribui o cenário ao
alto custo das campanhas e também aos efeitos da Lei Ficha
Limpa.
Para o Senado, nas eleições
de 2010, o prognóstico é que entre 15 e 20 senadores
consigam renovar seus mandatos. Os senadores Romeu Tuma (PTB/SP)
e Mão Santa (PSC/PI), por exemplo, não teriam chance
de reeleição.
FOLHA DE LONDRINA, 29
de julho de 2010 | Política Dezessete partidos do Paraná
não entregam balancetes ao TRE PMDB, PT, PPS e DEM estão
entre as legendas com maior representatividade no Legislativo
estadual que não apresentaram as contas partidárias
ao TRE
Curitiba - Dos 27 partidos
políticos do Paraná, 17 não entregaram o
primeiro balancete de suas contas ao Tribunal Regional Eleitoral
(TRE) do Estado. Eles tinham até o dia 15 de julho para
fazer a entrega das contas partidárias, mas não
cumpriram o prazo.
A regra está prevista
na lei federal 9.096/95, a chamada Lei dos Partidos Políticos.
O parágrafo terceiro do artigo 32 determina que, em ano
eleitoral, ''o partido deve enviar balancetes mensais à
Justiça Eleitoral, durante os quatro meses anteriores e
os dois meses posteriores ao pleito''. Os balancetes devem ser
enviados até o 15º dia do mês.
Mas, na prática,
a regra não foi obedecida pela maioria dos partidos políticos.
Entre as legendas com maior representatividade no Legislativo
estadual, e que não apresentaram seus balancetes dentro
do prazo, estão PMDB, PT, PPS e DEM (veja quadro).
No plano nacional, o Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) também informou que 11 legendas
não cumpriram o prazo: PCB, PCO, PMN, PPS, PSDC, PSL, PT,
PT do B, PTN, PRTB e PV. A assessoria de imprensa do TSE informou
que o órgão encaminhou ofícios às
11 siglas para que se manifestem sobre a ausência do balancete.
No caso do Paraná,
ofícios também devem ser encaminhados aos inadimplentes,
segundo a secretária judiciária do TRE, Ana Flora
França e Silva. Em entrevista à Reportagem, ela
lembra que, embora a regra não trate de punição
imediata, situações como a ausência ou o atraso
de um ou mais balancetes devem constar na análise final
das contas partidárias. Pela mesma Lei dos Partidos Políticos,
as legendas têm até o final de abril para apresentar
o balanço anual das suas contas.
Nos balanços finais,
informações sobre a origem e o valor das doações
de empresas, por exemplo, são obrigatórias. Nos
balancetes, há menos informação. ''Os balancetes
tratam mais da movimentação contábil. O TRE
pode verificar, por exemplo, se alguém recebeu uma quantidade
expressiva de recurso. Mas o balancete serve também para
que os próprios filiados e candidatos acompanhem os gastos'',
explicou ela. Os balancetes entregues já podem ser conferidos
nos sites do TRE e do TSE na internet.
Sobre a quantidade de
partidos no Paraná que não apresentaram o primeiro
balancete, a secretária judiciária explica que as
siglas ''ainda estão envolvidas com registros de candidatura''.
''Mas acho que nada justifica o atraso, inclusive porque não
é uma lei nova. Não estamos falando de uma regra
nova. É como se eles não se incomodassem com a lei
que eles mesmos criam'', afirmou ela.
CONTAS PARTIDÁRIAS
Veja quais partidos políticos
entregaram seus balancetes ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE)
do Paraná e também quem não cumpriu o prazo:
Fonte: Tribunal Regional
Eleitoral (TRE) do Paraná.
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
O ESTADO DO PARANÁ,
29 de julho de 2010 | Economia Ponto eletrônico ainda é
motivo de discordâncias Helio Miguel, com agências
Em pouco menos de um mês,
os fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já
poderão começar a vistoriar se as empresas estão
cumprindo as novas normas do ponto eletrônico.
Porém, uma resolução
publicada esta semana pelo órgão determinou que
multas só poderão ser aplicadas, sem notificação
anterior às empresas, a partir de 25 de novembro.
Enquanto isso, a correria
para adequação às normas continua. Os equipamentos
podem custar até R$ 6 mil e ainda são objeto de
protestos de empresários. A instituição do
novo dispositivo para controle de horários de trabalho
- chamado de Registro Eletrônico de Ponto (REP) - aconteceu
em agosto do ano passado.
De acordo com a norma,
as empresas teriam um ano, ou até 26 de agosto próximo,
para instalar o equipamento. Porém, como as normas trabalhistas
impõem o critério da dupla visita no período
de 90 dias do início da vigência de novas regras,
as autuações não podem ocorrer imediatamente
a partir desse prazo.
A advogada Lisiane Mehl
Rocha, responsável pelo setor trabalhista do Escritório
Augusto Prolik, explica que os fiscais que encontrarem irregularidades
precisam, antes, notificar a empresa para que ela se regularize.
“Os fiscais terão
que fixar prazo para adaptação. Não podem
simplesmente autuar e impor multa”, diz. A autuação
só pode ser feita depois que uma segunda vistoria encontre,
novamente, a irregularidade.
As empresas, nesse período,
também devem ser informadas com antecedência de que
serão fiscalizadas em 30 a 90 dias, a critério do
fiscal. Ambas as partes podem, ainda, acertar prazo para adaptação.
O ministro do Trabalho,
Carlos Lupi, reforçou que nos primeiros 90 dias a ação
dos fiscais será educativa: “O prazo poderá
ser superior, porque primeiro é preciso que o empregador
receba um aviso prévio, informando a data da primeira visita.”
Lupi disse que não
falou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre
a exigência, mas crê que ele seja favorável,
pois o objetivo é preservar os direitos dos trabalhadores,
como o pagamento de horas extras. Ele diz que o sistema pode diluir
o risco de ações trabalhistas.
Reclamação
Ainda assim, o presidente
da Confederação Nacional da Indústria (CNI),
Robson Braga de Andrade, pediu nesta terça-feira ao presidente
Lula o adiamento da entrada em vigência do ponto eletrônico.
Andrade afirmou ter obtido
de Lula a garantia de que o governo estudará o pedido e
poderá criar, no âmbito da Casa Civil, um grupo de
trabalho para avaliar que medida alternativa pode ser adotada.
“Defendemos a suspensão
do ponto, que desagrada a empresário e ao trabalhador.
O custo para instalação do ponto, da máquina,
do software é de R$ 6 bilhões”, disse Andrade.
Ele acredita que filas
enormes de trabalhadores serão criadas, e lembra que os
funcionários estarão obrigados a guardar, por cinco
anos, os comprovantes de entrada, saída e de intervalo
do serviço. “É um absurdo do ponto de vista
ecológico e burocrático”, completou.
Pela nova regra,
só estarão regulares equipamentos já registrados
pelo MTE, que devem obedecer uma série de regras. No site
www.mte.gov.br/pontoeletronico há uma lista com os modelos
permitidos e seus fabricantes.
O ESTADO DO PARANÁ,
28 de julho de 2010 | Cidades Cohapar realizará diagnóstico
de moradia no Estado Cintia Végas
Fazer um diagnóstico do setor habitacional e das principais
carências de moradia nos 399 municípios paranaenses.
Isto será realizado através do Plano Estadual de
Habitação de Interesse Social do Paraná (PEHID),
que foi lançado ontem, em Curitiba, pela Companhia de Habitação
do Paraná (Cohapar), e deve ser elaborado até o
próximo mês de dezembro.
“Vamos fazer um
retrato daquilo que a sociedade paranaense necessita em relação
à moradia, identificando vazios urbanos, zonas especiais
de interesse social, favelas e ocupações irregulares.
O trabalho será feito por região, por município,
faixa de renda e necessidade”, explica a coordenadora do
grupo de coordenação do PEHID, Bernadete Dickow.
A partir da identificação
dos problemas, serão elaboradas estratégias de ação
com o intuito de solucioná-los ou mesmo minimizá-los
até o ano de 2023. As estratégias irão envolver
prazos, fontes de recursos e financiamentos. Serão priorizar
famílias que ganham de um até três salários
mínimos. Entretanto, todas as faixas de renda devem ser
contempladas.
“O Plano é
bastante ousado, complexo e extenso. É um trabalho que
deve mudar as formas de planejamento da política habitacional
paranaense e ser realizado em parceria com o Ministério
das Cidades, prefeituras e demais secretarias de Estado”,
diz o presidente da Cohapar, Everaldo Moreno.
A elaboração
do PEHID deve custar R$ 486.654,39, sendo que R$ 245.850,00 serão
garantidos pela Caixa Econômica Federal (CEF) e o restante
subsidiado pelo governo do Estado.
A criação
de um PEHIS é pré-requisito para que os estados
de todo País possam aderir ao Sistema Nacional de Habitação
dentro da metodologia exigida pela Lei Federal 11.124, que dispõe
sobre o mesmo.
“O Paraná
já aderiu ao Sistema Nacional. Porém, para começar
a receber recursos do governo Federal, precisa ter o Plano Estadual
organizado, assim como um Fundo Estadual de Habitação
e Regularização Fundiária de Interesse Social.
Este também deve ser elaborado e regulamentado até
o próximo mês de dezembro”, comenta Bernadete.
“O Plano Estadual tem visão estratégica de
Estado e não de governo. Por isso, os novos governos, que
virão até 2023, terão obrigação
de cumpri-lo”.
Agência O Globo,
28 de julho de 2010 IBGE: Brasil conhecerá
tamanho exato de sua população no fim de novembro Por Danielle Nogueira,
Na Agencia O Globo
No próximo dia
27 de novembro, o Brasil vai saber exatamente qual é o
tamanho de sua população. Nesse dia será
feita a primeira divulgação dos dados do Censo 2010,
a mais ampla pesquisa sobre o perfil socioeconômico brasileiro,
feita pelo IBGE. Hoje, estima-se que o país tenha 193,2
milhões de habitantes.
É com base na atualização
desse número que o Tribunal de Contas da União (TCU)
definirá o volume de recursos que será repassado,
já em 2011, pelo Governo federal aos fundos de participação
dos estados e municípios.
Muitos dos 5.565 municípios
brasileiros dependem desses repasses para programas básicos
de gestão pública, inclusive as áreas de
saúde e educação. Por essa razão,
os dados do IBGE costumam ser alvo de polêmica entre os
prefeitos, que temem perder recursos, caso o Censo revele queda
no número de habitantes de suas cidades.
Se o tamanho da população
apontado pelo IBGE levar a repasses de volumes de recursos considerados
insuficientes pelos prefeitos, isso acaba gerando críticas
disse o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, em evento sobre
o Censo 2010 realizado ontem no Rio.
Agência de Justus
fará publicidade do Censo A data de início da campanha
publicitária do IBGE sobre o Censo 2010 também já
está marcada.
Será dia 1°
de agosto, quando cerca de 190 mil recenseadores começam
a percorrer os domicílios brasileiros. Quem estará
à frente da campanha é a agência de publicidade
Young & Rubicam, controlada desde 2004 pelo grupo Newcomm,
do empresário Roberto Justus.
A empresa desbancou 11
concorrentes em licitação pública realizada
mês passado. A campanha terá o slogan Você
responde, o Brasil corresponde.
Os anúncios serão
publicados primeiro em jornais e revistas. Na semana seguinte,
a peça publicitária vai ao ar na TV. Os gastos com
publicidade vão consumir R$ 30 milhões do orçamento
de R$ 1,6 bilhão do Censo 2010.
O trabalho de coleta dos
recenseadores vai durar três meses. A expectativa é
visitar cada um dos 58 milhões de lares brasileiros. Pela
primeira vez, os questionários serão 100% informatizados.
Agência Diap,
28 de julho de 2010 Eleições 2010:
José Serra (PSDB) cai e Dilma Rousseff (PT) sobe em SP
Pesquisa Vox Populi/Band/iG
divulgada ontem mostra o candidato do PSDB à Presidência,
José Serra, na liderança das intenções
de voto em São Paulo, maior colégio eleitoral do
país. Serra tem 11 pontos de vantagem sobre a candidata
Dilma Rousseff (PT).
O tucano tem 42% e a petista,
31%. Marina Silva (PV) aparece com 10%. Os demais candidatos somam
1%. Brancos e nulos, 7%. Os indecisos são 10%.
Na pesquisa anterior,
Serra tinha 14 pontos acima da petista: 44% a 30%. Na pesquisa
espontânea, Serra e Dilma estão tecnicamente empatados,
com 23% a 22% respectivamente.
A margem de erro é
de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Os dois aparecem
tecnicamente empatados no quesito rejeição. O tucano
tem 23% e a petista, 25%. Marina é rejeitada por 18%. Em
um eventual segundo turno, Serra seria eleito com 48% e Dilma,
36%.
Dilma ainda é menos
conhecida no Estado - 85% conhecem bem ou têm alguma informação
sobre o tucano. Ela tem taxa de 65%. Entre os conhecem os candidatos
só de nome, ela tem 30% e Serra 14%.
Apenas 1% não conhece
Serra. Dilma é desconhecida por 5%. A petista é
citada como candidata do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva por 81% contra apenas 1% de Serra e 17% que desconhecem
o apoio de Lula a Dilma.
Na disputa estadual, Geraldo
Alckmin (PSDB) lidera com 47% e seria eleito no primeiro turno.
Aloizio Mercadante (PT) tem 18% e Celso Russomanno (PP) 8%.
Paulo Skaf (PSB), Fabio
Feldmann (PV) e Paulo Búfalo (P-Sol) têm 1%. Mancha
(PSTU) e Anaí Caproni (PCO) não pontuaram. Os votos
brancos e nulos somam 9%. Os indecisos são 15%.
DCI Online, 28 de
julho de 2010 Empresários formam
batalhão de 3 mil candidatos ao pleito de 3 de outubro Há entre os candidatos vários
líderes empresariais, a exemplo do presidente licenciado
da Confederação Nacional da Indústria (CNI),
deputado Armando Monteiro (PTB/PE), que tentará o Senado.
Monteiro Neto liderou os empresários contra redução
da jornada de trabalho Por Abnor Gondim,
No DCI Online
Política é
coisa para empresário. É o que indica o batalhão
de 3.062 empresários, comerciantes, industriais e pecuaristas
que são candidatos nas eleições deste ano
em todos os cargos. O número representa um aumento de quase
20% em relação às eleições
de 2006, quando o segmento elegeu 219 parlamentares, formando
a maior bancada no Congresso desde as eleições de
1995.
Os empresários
são a ocupação com maior representatividade
dentre os 21.681 candidatos. A começar pelo dono da Natura,
Guilherme Leal, vice na chapa da candidata do PV, senadora Marina
Silva (PV). Entre os empresários de porte, está
o deputado Camilo Cola (PMDB/ES), 87 anos, que criou o Grupo Itapemirim,
uma das maiores empresas de transporte rodoviário do País.
Há entre os candidatos
vários líderes empresariais, a exemplo do presidente
licenciado da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), deputado federal Armando Monteiro (PTB/PE), que tentará
o Senado.
A direção
da CNI e a da Confederação Nacional da Agropecuária
(CNA) já manifestaram interesse de aumentar o peso de sua
bancada para fazer valer a aprovação de suas principais
propostas. Algumas são diretamente contrárias a
interesses da chamada bancada sindicalista, a exemplo da redução
da jornada de trabalho e da aprovação da terceirização.
De acordo com dados do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os empresários representam
a maior categoria dentre os candidatos, em vários estados.
Perdem, por exemplo, no Distrito Federal, para os servidores públicos,
que ganham até três meses de licença para
participar da campanha eleitoral.
"As entidades empresariais
estão se mobilizando em razão das grandes conquistas
alcançadas pelos trabalhadores nos oito anos do Governo
Lula", avalia o analisa político Marcos Verlaine,
do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap),
ligado a entidades de trabalhadores.
Pelos cálculos
de Verlaine, os trabalhadores alcançaram 27 vitórias
no Governo Lula e impuseram aos representantes da categoria empresarial
uma derrota - o veto à Emenda 3, que permitia a terceirização
de atividades pelas empresas.
A matéria foi aprovada
no Congresso devido à grande mobilização
dos empresários, mas o texto acabou sendo vetado pelo presidente
da República depois de uma ampla mobilização
nacional das entidades dos trabalhadores.
Um dos pontos importantes
destacados como vitória dos trabalhadores nas duas legislaturas
do Governo de Lula foi a retirada do Congresso do projeto de flexibilização
da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
"Não vai haver
agora, nem na próxima legislatura, flexibilização
da CLT", afirmou o deputado Vicentinho (PT/SP), ex-presidente
da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ele foi um dos
defensores da inclusão da jornada de trabalho no programa
de Governo da presidenciável do PT, Dilma Rousseff.
Os sindicalistas também
comemoram: aumento real do salário mínimo; das folgas
do comerciário aos domingos; atualização
e ampliação de faixas da tabela do imposto de renda;
ampliação de quatro para seis meses da licença-maternidade
(opcional para a iniciativa privada e obrigatória no serviço
público); legalização das centrais sindicais;
promulgação da Convenção 151 da OIT,
que trata da negociação coletiva no serviço
público; piso dos professores; reajuste de servidores.
Segundo Monteiro Neto,
a CNI comemora, nas duas legislaturas do Governo Lula, a aprovação
da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que ampliou o regime
tributário simplificado e reduzido do Simples Nacional.
Aumentou de 1,3 mil para
3,5 mil o número de empresas beneficiadas. Na semana passada,
a entidade também comemorou o anúncio feito pelo
Governo de que vai criar um portal de negócios para estimular
a formalização dos empreendedores individuais que
faturam até R$ 36 mil por ano.
Para este ano e para a
próxima legislatura, a CNI aponta como prioritários
20 projetos de lei. Um deles é o projeto que acaba com
a contribuição adicional de 10% incidente sobre
os depósitos do FGTS aos quais o empregado tem direito
em caso de demissão sem justa causa.
A entidade alega que a
remuneração adicional eleva os custos tributários
da empresa. O projeto encontra-se na Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJC), da Câmara.
Na pauta da CNA está
o cumprimento das ordens judiciais de reintegração
de posse de áreas invadidas. A entidade, liderada pela
senadora Kátia Abreu (DEM/TO), também vai lutar
contra a revisão dos índices de produtividade com
vistas à desapropriação para efeito de reforma
agrária.
Agência Câmara,
28 de julho de 2010 Segurado do INSS poderá
escolher local para requerer benefícios Projeto permite que o segurado se dirija
diretamente aos postos do INSS, mesmo que sua empresa tenha convênio
com a Previdência.
Tramita na Câmara
o Projeto de Lei 7214/10, que faculta ao segurado do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) escolher a forma de se relacionar
com a Previdência para tratar da concessão de benefícios,
fornecer a documentação necessária ou efetuar
laudos e exames médicos. Segundo o projeto, o segurado
poderá dirigir-se diretamente a uma agência do INSS
ou fazê-lo por meio de convênio firmado pela empresa
onde trabalha, por sindicato ou por entidade de aposentados.
A proposta foi apresentada
à Câmara pelos deputados Ricardo Berzoini (PT-SP),
Pepe Vargas (PT-RS), Jô Moraes (PCdoB-MG), Paulo Pereira
da Silva (PDT-SP) e Roberto Santiago (PV-SP).
Os deputados argumentam
que, em razão dos convênios hoje existentes, são
frequentes as situações em que o trabalhador é
obrigado a tratar de seus assuntos somente por meio da entidade
conveniada, quando seria mais conveniente dirigir-se diretamente
a uma agência do INSS.
O projeto acrescenta a
opção de escolha à Lei de Benefícios
da Previdência Social (8.213/91), que hoje permite que empresas,
sindicatos e entidades de aposentados realizem convênio
com a Previdência Social e se encarreguem das demandas de
seus empregados, filiados ou associados. Por meio desses convênios,
as empresas podem processar requerimento de benefício,
submeter o empregado a exame médico, encaminhando o laudo
à Previdência, e ainda pagar o benefício.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
UOL EMPREGOS, 27 de
julho de 2010 Cerca de 27% dos trabalhadores que
sofrem acidente no trabalho não comunicam ao INSS Da Redação
Em São Paulo
Em 2008, dos 747.663 acidentes
de trabalho registrados, 27,1% deles não foram oficialmente
comunicados ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ou
seja, 202.395 ocorrências não acarretaram em pagamento
de benefício ao trabalhador acidentado. Os dados são
do Ministério da Previdência Social.
Segundo a advogada Sonia
Mascaro Nascimento, alguns trabalhadores acidentados não
comunicam o acidente ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)
porque não chegam a ficar 15 dias afastados. Outros usam
desse artifício para “não ter que cair no
INSS". "Eles ficam afastados uns 12 dias, voltam a trabalhar
e depois são afastados novamente”, diz advogada.
O registro no INSS é
chamado de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho).
Essa é a primeira providência caso o trabalhador
queira receber o auxílio-doença, pago pelo governo
federal. No mesmo momento em que faz esse registro, o INSS abre
um processo para verificar se houve um acidente de trabalho que
vá gerar o benefício. O trabalhador deve passar
por uma perícia médica para comprovar sua situação.
O auxílio só será pago depois de ficar caracterizado
o acidente de trabalho.
O responsável pela
CAT é o próprio funcionário, que deve procurar
o Instituto Nacional do Seguro Social após 15 dias afastado
de suas funções. O pagamento do período inicial
de 15 dias em que o trabalhador fica longe de suas atividades
profissionais é de responsabilidade da empresa empregadora.
O pagamento do benefício
normalmente pode demorar até 5 dias. Se a empresa se recusar
a assinar a CAT, o trabalhador terá que esperar um pouco
mais e, em alguns casos, terá de procurar os sindicatos
ou até entrar com processo contra a empresa.
O valor corresponde a
apenas 50% do salário de benefício que deu origem
ao auxílio-doença corrigido até o mês
anterior ao do início do auxílio-acidente.
O que é auxílio-acidente
O auxílio-acidente
é um direito do funcionário incapacitado provisoriamente,
devido a acidente de trabalho ou doença ocupacional.Têm
direito ao auxílio-acidente o empregado com carteira assinada,
o trabalhador avulso (aqueles que prestam serviços a diversas
empresas sem vínculo empregatício, contratados por
sindicatos ou órgãos gestores de mão-de-obra,
como cooperativas) e o segurado especial da Previdência
(trabalhador rural que produz em regime de economia familiar).
Atenção:
há um grupo de trabalhadores que, mesmo contribuindo para
o INSS, não estão cobertos nesse tipo de situação.
São eles os empregados domésticos e contribuintes
individuais (caso dos profissionais autônomos) e facultativos
(pessoas que não possuem renda e contribuem esporadicamente).
O trabalhador acidentado
poderá receber o benefício até obter alta
(passando por perícias médicas periódicas).
Se for o caso, poderá ser aposentado por invalidez.
O que é acidente
de trabalho?
Define-se como acidente
do trabalho aquele que ocorre pelo exercício do trabalho
a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho
dos segurados especiais (trabalhador rural que produz em regime
de economia familiar), provocando lesão corporal ou incapacidade
funcional permanente ou temporária, que cause a morte,
a perda ou a redução da capacidade para o trabalho:
- doenças profissionais
causadas pelo exercício da função (problemas
de coluna, audição, visão, entre outras);
- doenças profissionais
causadas pelas condições de trabalho (dermatoses,
problemas de respiração, entre outras);
- doenças
profissionais causadas por acidentes que ocorrem fora do local
de trabalho, a serviço da empresa e no trajeto de casa
para o trabalho ou vice-versa.
TIPOS DE ACIDENTES DE TRABALHO
Típico
(quando o trabalhador se acidenta no exercício da função).
438.536
(80,4%)
Trajeto
(durante o trajeto de casa para o trabalho e vice-versa).
88.156
(16,2%)
Doença
do Trabalho (adquiridas em função do exercício
do trabalho).
18.576
(3,4%)
TOTAL
545.268
Fonte: Ministério da Previdência
Social
BEM PARANÁ, 27 de julho de 2010
| Economia Moradias No PR, déficit habitacional
pode acabar em 10 anos Previsão é do Sinduscon,
caso mantidas as políticas como o Programa Minha Casa,
Minha Vida
O déficit habitacional de
200 mil casas no Estado poderá ser zerado em até
10 anos. Essa é a previsão do Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR)
se mantidas as políticas atuais de incentivo e o ritmo
do setor. Um dos grandes “motores” do setor, é
o Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que conforme
os dados a Caixa, até o dia 30 de junho, está em
estágio bastante adiantado e no Paraná, próximo
de atingir a meta para o ano. Das 44.172 unidades previstas para
o Estado, 34.447 contratos tinham sido assinados, totalizando
R$ 2,1 bilhões.
Ainda de acordo
com os dados da Caixa, em três estados a meta havia sido
atingida. Goiás (meta 27.613 / 27.003 contratado), Rio
Grande do Sul (meta 51.795 / 44.263 contratado) e Santa Catarina
(meta 24.049 / 20.191 contratado). No Brasil, a meta é
fechar o ano com 542.961 contratos ( R$ 30,58 bilhões).
Em Curitiba foram contabilizados 9.617 contratos (R$ 539 milhões).
Entre os imóveis disponibilizados pelo programa está
o Villagio Triestre, em construção no bairro Santa
Cândida. Segundo as informações da Corretora
Casaredo Imóveis, cerca de 70% da obra já está
pronta e as chaves devem ser entregues no primeiro trimestre de
2011.
Valor Econômico,
27 de julho de 2010 Governo federal estuda medidas
que podem adiar reforma da Previdência Por Luciana Otoni,
No Valor Econômico
O ministro da Previdência
Social, Carlos Eduardo Gabas, prepara um conjunto de medidas infraconstitucionais
(projetos de lei) que será deixado para o próximo
governo para corrigir distorções no pagamento de
pensões e aposentadorias e adiar a realização
de uma reforma.
Entre essas alterações
que podem ser feitas sem mexer na Constituição constará
a proposta de convergência entre as regras em vigor no regime
geral de previdência social e as que compõem o regime
de previdência dos servidores.
A intenção
é, conforme defende o ministro, tornar público o
balanço de contas do regime previdenciário do funcionalismo
federal, cujos números não são divulgados
regularmente.
Esse sistema público
de pensões e aposentadorias dos servidores federais, que
atende 938 mil funcionários, encerrou 2009 com déficit
de R$ 47 bilhões. Em contraposição, o regime
geral, que paga 27 milhões de benefícios mensais,
fechou o ano passado com saldo negativo de R$ 43,6 bilhões.
"Quando se fala em
previdência, me sinto responsável por discutir também
a do servidor público, porque o custo para o país
é imenso e a sociedade precisar saber que paga essa conta",
afirma Carlos Eduardo Gabas.
"A sociedade precisa
saber que é possível que um servidor ou servidora
que tem 90 anos se case com uma pessoa de 18, e deixe para essa
pessoa uma pensão integral que será recebida pela
vida inteira", acrescenta.
O custo da previdência
dos servidores e a abrangência restrita desse sistema é
um dos aspectos que irão compor o estudo técnico
em formulação no ministério. "Quero
discutir esse custo, que não está sob o nosso comando,
está sob o comando do Paulo Bernardo (ministro do Planejamento)",
reitera o ministro.
No diagnóstico
em elaboração, há, até o momento,
pelo menos 10 itens em análise para efeito de mudança
infraconstitucional: acúmulo de benefícios previdenciários;
direitos de transferência de pensão vitalícia;
pagamento de benefício a pessoa que mantém vínculo
formal com o mercado de trabalho; cálculo do benefício
temporário; separação contábil dos
regimes de previdência urbano e rural; transferência
dos benefícios rurais para o Tesouro Nacional; mudanças
na cobrança da dívida ativa de R$ 400 bilhões;
e aproximação entre os sistemas de previdência
geral e o dos servidores.
Ao defender as alterações
infraconstitucionais em detrimento de uma reforma constitucional,
Carlos Eduardo Gabas reforça que a conjuntura econômica
de crescimento favorece o debate sobre a sustentabilidade do pagamento
das pensões e aposentadorias.
"Quando se discutem
mudanças de regras, sejam elas constitucionais ou infraconstitucionais,
pressionado por um horizonte sombrio, corre-se o risco de fazer
uma discussão enviesada, de fazer alterações
em que se erre na medida. Quando se faz o debate sobre necessidade
de sustentabilidade sem que haja uma espada sob a cabeça,
se faz com mais tranquilidade", sugere o ministro.
Carlos Eduardo Gabas proporá
a separação dos regimes de previdência urbano
e rural. No primeiro semestre deste ano, o regime urbano gerou
superávit de R$ 3,2 bilhões, enquanto o sistema
rural apurou déficit de R$ 20,3 bilhões.
A proposta é que
as contribuições rurais façam parte da contabilidade
do Tesouro. "Está errado quando se diz que o Tesouro
cobrirá o "rombo" da Previdência. Está
errado esse discurso. Precisamos separar as contas porque a responsabilidade
do regime rural é do Tesouro", diz. Essa mudança,
porém, enfrenta forte resistência no Ministério
da Fazenda.
O aumento da expectativa
de sobrevida do brasileiro permeará o diagnóstico
e sustentará o argumento da necessidade de mudanças
infraconstitucionais. No passado recente essa expectativa de sobrevida
não chegava a 70 anos e foi recentemente elevada para 82
anos. "Isso está subindo em cada recálculo
do IBGE", lembra Gabas.
Defensor do sistema de
proteção social institucionalizado pelo INSS, o
ministro diz que os benefícios previdenciários foram
um dos fatores que levaram a economia brasileira a enfrentar bem
a crise financeira global.
No ano passado, o pagamento
de pensões e aposentadorias totalizou R$ 176 bilhões,
recursos que, frisa Carlos Eduardo Gabas, "foram usados em
consumo e para fazer girar a roda da economia em um contexto em
que o mercado interno foi crucial". Neste ano até
junho, esses benefícios somaram R$ 118,3 bilhões.
Para 2010, Gabas projeta
déficit de R$ 47 bilhões no regime geral de benefícios
previdenciários. No entanto, os ministérios da Fazenda
e do Planejamento são mais otimistas e estimam R$ 45,7
bilhões.
Congresso em Foco,
27 de julho de 2010 Qual o Brasil que você
propõe? Várias entidades da sociedade civil
já entregaram aos candidatos à Presidência
suas propostas de governo. O Congresso em Foco lança a
todos os brasileiros o mesmo desafio: qual o seu projeto de país?
| A CNM, presidida por Paulo Ziulkoski, é uma das entidades
que apresentaram propostas aos presidenciáveis. E você,
qual seu projeto de país? Rudolfo Lago e Renata Camargo
Para a Confederação
Nacional da Agricultura (CNA), um eventual apoio do governo ao
Movimento Sem Terra gera insegurança jurídica, por
conta das invasões de propriedade que são promovidas.
Já para a Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Agricultura (Contag), o apoio à reforma agrária
tem que ser ainda mais aprofundado pelo próximo governo.
Para os municípios produtores de petróleo do Rio,
como Campos, é fundamental que o próximo governo
garanta a manutenção do atual sistema de pagamento
de royalties pela exploração. Para a Confederação
Nacional dos Municípios (CMN), que congrega cidades de
todo o país, os royalties têm de ser distribuídos
de forma equitativa,de modo a que 50% do total pago seja redistribuído
via Fundos de Participação dos Estados e Municípios.
A Confederação Nacional da Indústria acredita
possuir uma fórmula que garantirá ao Brasil dobrar
a sua atual renda per capita em 15 anos. E o Conselho Nacional
de Turismo espera que o próximo presidente incremente o
turismo interno, protegendo o patrimônio histórico
e cultural e propiciano ao brasileiro que conheça seu próprio
país.
São diferentes
projetos de país, vistos sob o ângulo das instituições
que compõem a sociedade organizada. Ao longo do ano, elas
apresentaram agendas e planos aos candidatos, esperando que eles
encampassem suas propostas. Algumas, como a Contag, definiram
de saída apoio a um dos candidatos (no caso, Dilma Rousseff).
Outros, como a CNA, não declararam formalmente o apoio,
mas deixam clara sua preferência por José Serra,
do PSDB (até porque a entidade é presidida por uma
senadora do DEM, Kátia Abreu).
Um dos papéis pretendidos
pelo Congresso em Foco nestas eleições, além
de simplesmente noticiar os fatos políticos, é tentar
propiciar ao leitor o máximo de informações
que garantam um voto consciente. Nossa pretensão é
dotar o eleitor dos dados necessários para que seu voto
seja o menos intuitivo e o mais racional possível. Ao mesmo
tempo, o site deseja ser um canal mobilizador das aspirações
do eleitorado, tornando-se o espaço para um debate que
enriqueça, qualifica, a disputa política.
Para tanto, duas
ferramentas estão criadas no site. Na seção
"Ajude
a limpar a política", estão reunidos os
dados que colaboram para um voto consciente. Lá, será
incorporada essa matéria, que traz os links para que o
eleitor conheça, na íntegra, os documentos elaborados
pelas organizações da sociedade civil com propostas
para os presidenciáveis. À medida em que novos documenos
foram surgindo, eles também serão agregados aqui.
Ao mesmo tempo, o Congresso
em Foco quer estimular a participação dos cidadãos
que não têm a força da voz de instituições
como a CNA, a Contag ou a CNI. Uma
ferramenta interativa, de fácil uso, foi criada na Etherped
para a construção conjunta de um rol mínimo
de compromissos que todos os candidatos a cargos eletivos deveriam
assumir. Tomando como texto-base uma proposta do jornalista José
Carlos Salvagni, o espaço é aberto para as intervenções
de quem queira. Elaborado em conjunto pelos leitores do site,
essa carta de compromissos será submetida aos candidatos
que queiram engajar-se a ela.
Veja abaixo que
entidades já tornaram públicas as suas agendas de
compromissos aos candidatos:
A CNA defende a reunificação da discussão
de todos os temas ligados à agricultura num único
ministério, extinguindo-se o Ministério do Desenvolvimento
Agrário. Para a CNA, a relação do governo
com o Movimento Sem Terra ou outras entidades que defendem a invasão
de propriedade para fins de reforma agrária geram insegurança
jurídica. A entidade condena ainda os critérios
de elaboração da "lista suja" do trabalho
escravo, com a exposição do nome de proprietários
de terra que mantêm em suas terras condições
análogas à escravidão: para a CNA, há
injustiças e distorções nessa lista. A CNA
defende ainda a redução da carga tributária
hoje imposta ao setor produtivo.
A Contag encaminhou seu conjunto de propostas diretamente para
a candidata do PT, Dilma Rousseff. Elas visam, segundo o documento,
"valorizar o campo brasileiro". Para tanto, a Contag
considera que é preciso "continuar, intensificar e
aprimorar a reforma agrária" e "ampliar e fortalecer
a agricultura familiar".
A CNI acredita ser possível dobrar a renda per capita brasileira
nos próximos 15 anos. Para isso, propõe um modelo
capaz de aumentar a renda per capita em 4,5% a cada ano. O caminho,
acredita a confederação, está em aumentar
a participação da indústria, reduzindo o
"custo Brasil" (o conjunto de situações
que aumentam o custo do investimento no país).
O Conselho congrega associações ligadas ao setor,
como a Associação Brasileira dos Agentes de Viagem,
mas também tem participação do governo, com
o Ministério do Turismo e a Casa Civil. O documento faz
projeções e apresenta propostas para incrementar
o setor do turismo no Brasil nos próximos anos, com a alavancagem
que deve vir da promoção da Copa do Mundo em 2014
e dos Jogos Olímpicos em 2016. O conselho prega um incremento
do turismo interno, que propicie ao "brasileiro conhecer
o Brasil".
Na Marcha dos Prefeitos, em maio, a Confederação
Nacional dos Municípios apresentou aos três principais
candidatos à Presidência, Dilma Rousseff, do PT,
José Serra, do PSDB, e Marina Silva, do PV, seu conjunto
de propostas. A partir delas, sabatinou os três candidatos.
Entre as sugestões da CMN está a fixação
de um percentual mínimo de responsabilidade da União
para os investimentos em saúde (hoje, só estão
fixados os percentuais de responsabilidade dos Estados - 12% -
e dos municípios - 15%) e uma distribuição
nacional e mais equânime dos royalties da exploração
do petróleo.
A reunião das entidades que defendem a luta pela reforma
agrária, como o MST, considera que "o atual modelo
imposto ao Brasil pelas forças do capital e das empresas
é prejudicial aos interesses do povo". A Via Campesina
prega "urgentemente a construção de um novo
modelo agrícola baseado numa sociedade mais justa e igualitária".
Valor Econômico, 27 de julho de
2010 Vox e Datafolha convergem
na espontânea, com Dilma à frente de Serra Espontaneamente instados a se pronunciar
sobre seu voto, o eleitor, em ambas as pesquisas, coloca Dilma
à frente, por 21% (Datafolha) ou 28% (Vox Populi). O Datafolha
colhe ainda respostas no "candidato do Lula" e no "candidato
do PT" em separado que somam quatro pontos percentuais Por Maria Cristina Fernandes,
No Valor Econômico
Significativas nos resultados
estimulados, quando os leitores são chamados a responder
em quem pretendem votar diante de uma ficha com o nome dos candidatos,
as diferenças trazidas entre as pesquisas de intenção
de voto do Datafolha e do Vox Populi do fim de semana são
muito mais reduzidas no cenário em que o eleitor fala espontaneamente
em quem vai votar. A começar pela indefinição.
A dois meses e meio do
primeiro turno, metade dos eleitores, quando o entrevistador começa
a abordagem, ainda não sabe em quem votar. No Datafolha,
a indefinição crava 50% e, no Vox Populi, fica em
45%. O alheamento do eleitor diante das eleições
é medido ainda por uma das perguntas incluídas na
pesquisa do Vox Populi.
"Que você se
lembre, esta semana você conversou sobre política,
governo, partidos ou eleições? (Se sim) Com quem
você conversou?". Oito em cada dez entrevistados não
conversaram sobre política naquela semana em que os jornais
trouxeram profusões de notícias sobre as acusações
da chapa José Serra/Indio da Costa de envolvimento do PT
com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia
(Farc).
Entre aqueles que, espontaneamente,
declaram ter candidato, as divergências são menores
do que nas perguntas estimuladas, quando o Datafolha apresenta
a vantagem de Serra por um ponto percentual e o Vox Populi vê
Dilma Rousseff oito pontos à frente.
Espontaneamente instados
a se pronunciar sobre seu voto, o eleitor, em ambas as pesquisas,
coloca Dilma à frente, por 21% (Datafolha) ou 28% (Vox
Populi). O Datafolha colhe ainda respostas no "candidato
do Lula" e no "candidato do PT" em separado que
somam quatro pontos percentuais.
Na suposição
de que esses eleitores descobrirão nos próximos
75 dias que Dilma é a candidata que se encaixa nesta resposta,
a adesão espontânea a seu nome pularia para 25%,
o que deixa o Datafolha ainda mais próximo do Vox Populi.
Serra tem 16% na espontânea
do Datafolha e 21% na do Vox Populi. Ambas as pesquisas ainda
colhem 4% para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e
também praticamente coincidem no que registram para Marina
(PV) - 4% (Datafolha) e 5% (Vox Populi).
Um ponto importante nas
diferenças metodológicas é que o Datafolha
faz entrevistas na rua e o Vox Populi vai à casa dos entrevistados.
Ambos os institutos utilizam dados do IBGE para montar suas amostras.
O Vox Populi argumenta
contra a pesquisa feita na rua que não há como checá-la
- e 20% dos questionários têm que passar por esse
processo para cumprir padrão internacionalmente estabelecido
- a não ser por telefone, o que restringe a amostra. Nos
cruzamentos do Vox, os resultados colhidos exclusivamente junto
ao universo de eleitores com telefone coincidem com os da pesquisa
geral do Datafolha. Ao fazer essa amostra, o Vox Populi avalia
excluir 35% do eleitorado.
Em defesa da pesquisa
de rua, o Datafolha argumenta que a sondagem em domicílio
exclui moradores de alguns prédios e favelas que não
permitem a entrada do entrevistador e que há outros meios
de checagem além do telefone.
Ainda que estas metodologias
distintas ajudem a explicar as diferenças, não há
uma extraordinária relevância estatística
nos números da discórdia. Além disso, margens
de erro não são um simples colchão de conforto
para os institutos, e sim a admissão de que a metodologia
não é imune a falhas.
As equipes dos candidatos,
que, neste momento da disputa, usam os números para passar
o chapéu entre os financiadores, sempre vão achar
que a pesquisa que os favorece é a melhor. Em qualquer
lugar do mundo, é natural que pesquisas divirjam, especialmente
a esta altura da campanha, com tamanho grau de indefinição
do eleitorado.
Os institutos de pesquisa
vivem de sua credibilidade e o restrospecto das campanhas eleitorais
no Brasil ensina que os erros mais abissais são nela debitados.
É pelo acúmulo de erros e acertos que as metodologias
são afinadas em busca de um resultado mais fidedigno. Exatidão
mesmo, só no resultado das urnas e este, felizmente, não
há como prever.
Gazeta do Povo, 27
de julho de 2010 Datafolha Richa lidera na capital e Osmar
no interior O tucano tem 43 pontos porcentuais a mais
das intenções de voto na RMC em relação
ao seu concorrente do PDT
O candidato do PSDB, Beto
Richa, lidera a disputa pelo governo do estado entre os eleitores
de Curitiba e da região metropolitana com vantagem de 43
pontos porcentuais em relação ao segundo colocado,
o senador Osmar Dias (PDT). No interior o quadro se inverte e
o pedetista aparece com 10 pontos à frente do tucano. Os
dados são da pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira,
mostram Richa com 65% da intenções de voto na capital
e nas cidades da região metropolitana, enquanto Osmar aparece
com 22%. Paulo Salamuni (PV) e Amadeu Felipe (PCB) receberam 1%
da intenções cada. Nas cidades do interior Osmar
lidera com 45% enquanto Richa aparece com 35%. O candidato do
PV também foi citado por 1% dos entrevistados.
O total de eleitores que
declaram que votariam em branco ou nulo é de 3% tanto no
interior quanto em Curitiba. Já o índice de indecisos
é bem maior no interior do estado; 16% do total dos entrevistados.
Na capital, o porcentual de eleitores que não sabia em
quem iria votar é de 9%.
Para tentar reverter o
quadro, o dois principais candidatos têm dado prioridade,
na hora de fazer campanha, para as regiões onde apresentam
os índices mais baixos. No último fim de semana,
Richa percorreu, ao lado do candidato tucano à Presidência
da República, José Serra, quatro municípios
do Noroeste do estado. Ele já inaugurou comitês regionais
em cinco cidades.
Na última sexta-feira,
Osmar visitou quatro cidades do Vale do Ribeira, na região
metropolitana. Os votos da região foram decisivos para
a vitória do adversário do pedetista na eleição
estadual de 2006, Roberto requião (PMDB). A agenda de Osmar
para esta semana inclui visitas a Tunas do Paraná e outras
cidades da região metropolitana.
Rejeição
Dos sete candidatos que
disputam o governo do estado, Osmar é o que tem o maior
índice de rejeição. O pedetista foi citado
por 15% do entrevistados quando perguntados em quem não
votariam nas próximas eleições. Na sequência
aparecem Beto Richa e Amadeu Felipe com 12% cada. Paulo Salamuni
e Robinson de Paula atingiram índice de rejeição
de 10%, cada, Avanilson Araújo aparece com 8% e Luiz Felipe
Bergmann com 7%.
A taxa de rejeição
do ex-prefeito de Curitiba é de 11% entre os eleitores
da capital e da região metropolitana e de 12% no restante
do estado. Já Osmar Dias apresenta maior rejeição
na capital e região metropolitana, 24%, enquanto no interior
o índice é de 12%. Entre os eleitores, 19% dizem
que não rejeitam nenhum candidato e 2% não votariam
em nenhum. Não souberam indicar qualquer nome 32% do total.
Richa é preferido
principalmente pelos mais jovens. Entre os eleitores de 16 a 24
anos, 47% afirmam votar no tucano e 40% em Osmar. Richa atinge
56% entre os mais escolarizados, Osmar tem 33% de intenções
desse grupo.
Esta foi a primeira pesquisa
realizada pelo Datafolha após a oficialização
das candidaturas ao governo do Paraná. Foram ouvidos 1.225
eleitores do estado, com 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 23
de julho de 2010. A margem de erro é de três pontos
porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada
no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 20.158/2010.
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
26/07/2010 CUT é condenada a pagar
férias em dobro a trabalhadora
A Central Única
dos Trabalhadores (CUT ) foi condenada a pagar férias em
dobro de uma ex-empregada, por quitá-las após o
prazo legal. Embora a concessão das férias ocorresse
no período correto, a Terceira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho entendeu, ao reformar decisão anterior do Tribunal
Regional do Trabalho da 10ª Região (DF), que esse
atenuante não liberava a CUT do desembolso dobrado.
No caso, a CUT só
efetuou os pagamentos após o retorno da trabalhadora das
férias, quando deveria fazê-lo até dois dias
antes de seu início (artigo 145 da CLT). Inconformada,
ela ajuizou ação na Justiça do Trabalho.
Para defender-se, a CUT
argumentou que o simples fato de não ter pago o adiantamento
de férias não a obrigaria à penalidade do
pagamento em dobro, na medida em que sua concessão foi
feita dentro do prazo legal. Essa argumentação foi
aceita pelo TRT, que, ao analisar recurso da CUT, afastou a condenação,
com base no artigo 137 da CLT, que dispõe: “Sempre
que as férias forem concedidas após o prazo de que
trata o art. 134, o empregador pagará em dobro a respectiva
remuneração.”
Inconformada, a trabalhadora
recorreu ao TST. O relator da matéria na Terceira Turma,
ministro Horácio Senna Pires, após mencionar julgamentos
anteriores do TST sobre o mesmo tema, manifestou-se em sentido
contrário do posicionamento adotado pelo Regional. De acordo
com essa jurisprudência, destacou o ministro, quando as
férias são pagas fora do prazo previsto no artigo
145 da CLT, ou seja, até dois dias antes do seu início,
a multa do art. 137 deve ser aplicada por analogia. Isso porque
a remuneração paga após o gozo das férias
frustra a finalidade de propiciar ao trabalhador o “período
remunerado de descanso” em toda a sua plenitude, concluiu
o relator.
Gazeta
do Povo, 26 de julho de 2010 Infraestrutura Não há vagas para indústrias
no Paraná Além da falta de áreas para
novas fábricas, cidades têm dificuldades para prover
infraestrutura, mão de obra qualificada e superar a burocracia
Os maiores polos industriais
do Paraná não comportam mais empresas em seus distritos
e parques industriais. A falta de novas áreas ocorre na
capital, em Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa
e em suas regiões. Além disso, há carência
de infraestrutura viária, urbanística e de energia,
situação agravada pela falta de recursos próprios
dos municípios e do pouco investimento dos governos estadual
e federal. A burocracia e a lentidão nas licenças
ambientais, aliada à deficiência na elaboração
de planos diretores municipais e projetos, é outro limitador
do desenvolvimento industrial no estado.
Não há uma
estimativa de quantas empresas o estado perde por ano por causa
da falta de novas áreas e de infraestrutura, mas o vice-presidente
da Federação das Indústrias do Estado do
Paraná (Fiep), Hélio Bampi, acredita que se o problema
fosse resolvido a arrecadação de impostos dobraria
em menos de sete anos. Expectativa quase idêntica à
do secretário de Indústria, Comércio e Qualificação
Profissional de Ponta Grossa, João Luiz Kovaleski, que
projeta a obtenção de duas novas áreas para
aumentar o Distrito Industrial e prevê que, se isso acontecer,
a arrecadação de impostos duplicaria em dez anos.
Especulação
No entanto, para o sucesso
dessas iniciativas, o planejamento de novos parques e distritos
industriais deve ser minucioso, para não surgir outro problema:
a especulação imobiliária. “No caso
de Fazenda Rio Grande, por exemplo, assim que foi criado
o Distrito Industrial, a especulação imobiliária
fez com que o valor dos terrenos subisse mais de dez vezes, o
que causou um grande dissabor para empresários. Eu mesmo
sofri com isso e tive um negócio inviabilizado. Portanto,
também é preciso haver mecanismos legais contra
a especulação, estabelecendo o preço do metro
quadrado para as regiões onde se pretende colocar um distrito
industrial, assim como na Zona Franca de Manaus; do contrário,
o que era para ser um benefício acaba se tornando um dilema
sem solução”, diz Bampi.
Planejamento
Segundo cálculo
da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano, 380 das 399
cidades do Paraná já têm o Plano Diretor Municipal
ou estão com a elaboração em desenvolvimento.
Segundo Bampi, sem o plano é impossível conseguir
recursos estaduais ou federais. “Em primeiro lugar, é
fundamental que os municípios tenham nos seus planos diretores
a delimitação de um distrito industrial; sem isso
fica praticamente inviável a industrialização
de qualquer região. Quando não há o plano,
dificilmente haverá incentivo dos governos. Outro passo
importante é a instalação do ‘Conselho
da Cidade’ com caráter deliberativo, para que todos
possam participar e planejar as vocações industriais
de cada lugar”, afirma o vice-presidente da Fiep. Bampi
acrescenta que, quando uma grande empresa se instala, outras da
mesma cadeia de produção tendem a vir junto; por
isso é preciso planejar a cidade e qualificar mão
de obra específica.
Para dar uma ideia das
dimensões do desafio da industrialização
no estado, Bampi cita o caso da capital. “Temos o exemplo
da CIC (Cidade Industrial de Curitiba), que possibilitou
a industrialização da capital, mas não existem
mais áreas para novas empresas. Na região metropolitana,
o governo estadual está dando incentivos para cidades com
baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano),
mas não há infraestrutura nesses locais”,
argumenta.
Alternativas Cidades tentam driblar dificuldades
em busca de novos espaços
Um exemplo de esforço
para conseguir espaço e atrair novas indústrias
está sendo realizado em Ponta Grossa. Segundo o secretário
municipal de Indústria, Comércio e Qualificação
Profissional, João Luiz Kovaleski, a prefeitura busca entendimento
com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
e com o governo federal para obtenção de duas novas
áreas. “Estamos pleiteando dois novos projetos. Um
deles é uma área que pertence à Embrapa e
a outra é da antiga Rede Ferroviária Federal. O
terreno da Embrapa está arrendado por mais cinco anos e
o processo junto ao governo federal para a área da Rede
está em andamento, mas sem uma definição
até o momento”, descreve.
Enquanto isso, a prefeitura
tenta resolver alguns casos negociando a devolução
de terrenos com as empresas que não se instalaram. “A
prefeitura não doa o terreno, apenas empresta. Se a empresa
não se instala ou vai embora, a área continua sendo
do município. Caso o problema das duas áreas que
queremos fosse resolvido, acredito que dobraríamos a arrecadação
do município em cerca de dez anos”, prevê o
secretário.
Londrina
“Em Londrina trabalhamos
em conjunto para facilitar a instalação de indústrias
e o Codel age como espécie de assessoria para os processos
burocráticos e projetos. Aqui temos bom acesso, água,
energia e uma topografia que nos favorece, mas não existe
uma política de desenvolvimento industrial por parte do
estado, o que deixa o Paraná em desvantagem”, salienta
o representante da Fiep na região, Clovis Coelho.
ZERO HORA/ PORTO ALEGRE,
26 de julho de 2010 | Economia Emprego Construção Civil:
Vitória no andaime
A crise arrefeceu o ímpeto do brasileiro de comprar a casa
própria, mas o impacto na confiança teve uma influência
reduzida nos índices de atividade da construção
civil gaúcha. Apesar da freada no número de lançamentos
de novos imóveis, o setor teve de manter o ritmo para construir
e entregar as casas e apartamentos vendidos nos dois anos anteriores.
Com a manutenção
da oferta de crédito e o incentivo de programas como o
Minha Casa, Minha Vida, criado para combater o déficit
habitacional da população de baixa renda, a construção
civil retomou a trajetória de alta. De agosto de 2008 a
janeiro deste ano, o setor registrou criação líquida
de 22,5 mil empregos e tem dificuldades para encontrar mão
de obra qualificada.
O aquecimento do mercado
fez o economista Marco Túlio Ferreyro, do Sindicato das
Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-RS),
rever para cima três vezes as suas estimativas de geração
de empregos em 2010 no Rio Grande do Sul. A projeção
agora é criar 25 mil novos postos de trabalho. Até
junho, foram 14,1 mil, conforme o Ministério do Trabalho.
A formação
de uma bolha no mercado mobiliário é considerada
pouco provável por Ferreyro. O economista lembra que, apesar
da explosão de preços em algumas capitais, não
são observados no Brasil sinais típicos como os
verificados nos EUA, de pessoas comprando um segundo ou terceiro
imóvel apenas para tentar lucrar com a especulação.
Outro diferencial, lembra, é a gestão do governo
sobre o risco do crédito com mecanismos como o Índice
de Basileia, que mede a solvência dos bancos.
– Vejo menos
sinais de bolha do que mais – afirma Ferreyro.
O ESTADO DO PARANÁ,
26 de julho de 2010 | Economia China pode estar enfrentando
a 'revolta' da mão de obra
Nos últimos três meses, a Honda enfrentou quatro
ondas de greves na China, que terminaram em aumentos de salários
para milhares de operários de suas fábricas e de
seus fornecedores.
A Foxconn, maior fabricante
de produtos eletrônicos do mundo, anunciou em junho que
elevaria em pelo menos um terço o pagamento de seu exército
de 600 mil empregados chineses, depois que dez deles se suicidaram
neste ano. E, no início deste mês, algumas regiões
reajustaram em cerca de 20% o valor do salário mínimo,
que não é unificado nacionalmente.
A sucessão de manchetes
sobre conflitos laborais, o aumento da remuneração
e a escassez de operários desencadearam um acirrado debate,
no qual economistas se dividem entre os que acreditam no fim da
era da mão de obra barata e abundante e os que sustentam
que ainda há um longo caminho a ser percorrido até
que a China perca a vantagem comparativa dada por milhões
de empregados mal pagos.
Greves e protestos de
operários não são um fenômeno raro
no país, diz a economista brasileira Paula Nabuco, da Universidade
Federal Fluminense, que elabora tese de doutorado sobre economia
e relações de trabalho na China. A novidade agora
é que as paralisações ganharam destaque na
imprensa oficial, totalmente sujeita à censura do governo,
e atingiram as grandes companhias multinacionais instaladas na
China, especialmente japonesas.
A montadora Honda foi
alvo da mais longa greve registrada em empresas estrangeiras no
país, que interrompeu por três semanas sua linha
de montagem em Foshan, na província sulista de Guangdong,
a maior base exportadora chinesa. A paralisação
terminou no início de junho, depois que os operários
conquistaram reajuste salarial de 24%.
A mais recente onda de
greves enfrentada pela companhia japonesa chegou ao fim na quinta-feira
na Atsumitec, que produz peças para os freios do Honda
Accord. Os operários conquistaram aumento de 45%, o que
elevou sua remuneração a 1.420 yuans mensais. Mesmo
com o reajuste, os 1.420 yuans equivalem a R$ 370,00, pouco mais
de dois terços do valor do salário mínimo
brasileiro, de R$ 510,00.
Stephen Roach, presidente do banco Morgan Stanley na Ásia,
afirmou em artigo publicado no portal da revista The Economist
que é "totalmente prematuro" sustentar que chegou
ao fim a vantagem comparativa dos custos trabalhistas na China.
O executivo observou
que os operários chineses ganhavam US$ 0,81 por hora em
2006, o que correspondia a 2,7% do que trabalhadores norte-americanos
recebiam. Mesmo se tivessem obtido reajustes anuais de 25% no
período de 2007-2010 - hipótese descartada por ele
-, a remuneração no país asiático
seria hoje de US$ 1,98 a hora, ou 4% do que é pago nos
Estados Unidos e metade do valor registrado no México.
FOLHA DE SÃO PAULO, 26 de julho
de 2010 | Opinião Direita, esquerda, centro FERNANDO DE BARROS E SILVA
SÃO PAULO - Há no Brasil uma direita escandalosa
e disposta a se escandalizar com tudo. Sua representação
é mais midiática do que propriamente política.
E o lulismo tem a ver com uma coisa e outra.
Ao mesmo tempo em que o êxito do governo (e, em particular,
de Lula) inibiu a emergência de uma opção
de direita puro-sangue à sua sucessão, também
desinibiu, pela mesma razão, o ressentimento ou às
vezes o ódio de setores que se julgam ameaçados
pela nova ordem.
A base social dessa direita, para quem o mundo virou de ponta-cabeça,
não são exatamente os detentores da riqueza extrema,
que vão muito bem e talvez daqui a pouco tenham saudade.
Nem, é claro, a massa pobre, que já esteve em situação
pior e sentirá a falta de Lula.
A direita estridente, cínica ou raivosa, fala a (e por)
setores de uma certa alta classe média, que teve seus sonhos
ou pretensões de exclusivismo azedados pela emergência
da "nova classe média".
Em termos políticos, a figura um tanto folclórica
de Indio da Costa é um sintoma do que restou à direita,
imobilizada diante de um presidente que parece ter apresentado
o país a si mesmo. Lula, afinal, faz um governo de comunhão
nacional.
Se a direita grita sua impotência, a esquerda nunca pareceu
tão satisfeita. O lulismo anestesiou a intelligentsia,
cooptando boa parte dela. Inverteram-se os papéis clássicos:
temos hoje uma direita apocalíptica e uma esquerda integrada.
Nesse ambiente, o campo de discussão crítica ficou
estreito e está contaminado pelo sectarismo de uma polarização
algo artificial.
Direita e esquerda ganham lastro na vida real quando vêm
acompanhadas do prefixo "centro". Centro-direita, centro-esquerda
-é por aí, distante das extremidades, que a política
entre nós caminha (ou patina). Discute-se a "ampliação"
do Bolsa Família, a "revisão" da política
cambial etc. As brigas intelectuais, por isso, podem soar ridículas.
Como se, sem perceber, todos ali fossem só "radicais
de centro".
Portal IG, 26 de julho
de 2010 Diferença de metodologia
explica diferença nos números? Institutos de pesquisa diferentes podem
realizar um mesmo trabalho recorrendo a metodologias distintas.
É o que acontece, por exemplo, nos levantamentos eleitorais. Por Jose Roberto de Toledo, no iG
Tanto o Instituto Vox Populi quanto o Instituto paulista Datafolha
fazem entrevistas, milhares de entrevistas, para aferir a opinião
do eleitor. Acontece que os dois institutos possuem metodologias
distintas para realizar levantamentos sobre intenção
de voto. Isso explica eventuais variações no resultados
de amostras coletadas ao longo das eleições.
Uma das principais diferenças
está na “busca” pelos entrevistados. O Datafolha,
por exemplo, faz a abordagem nas ruas por entender que não
há como ter acesso completo a residências em determinados
locais, como edifícios e favelas.
Ou seja, seus pesquisadores
realizam as entrevistas sem ter meios de comprovar exatamente
onde as pessoas moram.
Já as entrevistas
do Vox Populi são pessoais e domiciliares. Os principais
institutos brasileiros não aceitam pesquisas por telefone.
O desenho da amostra também varia conforme os institutos.
Para montar o universo a ser pesquisado, o Datafolha utiliza informações
sobre eleitores obtidas do Tribunal Superior Eleitoral e dados
sobre sexo e faixa etária com base no IBGE.
O Datafolha não
leva em conta, porém, dados sobre escolaridade ou renda
familiar mensal. Já o Vox Populi usa dados censitários
do IBGE e realiza um roteiro aleatório para escolha dos
domicílios.
O Ibope, por sua vez,
seleciona probabilisticamente os municípios e leva em conta
variáveis como sexo, idade, grau de escolaridade e dependência
econômica.
A ordem das perguntas
também distingue a forma como os entrevistados são
abordados. Por entender que a ordem pode influenciar as respostas,
o Datafolha não faz perguntas que estimulem nomes de candidatos,
partidos ou avaliações de governo antes das questões
sobre em quem o eleitor pretende votar.
Já outros institutos
têm como método técnicas para "esquentar"
o entrevistado — caso do Ibope, que faz as chamadas perguntas
"quebra-gelo" para introduzir o entrevistado ao assunto
(no caso, as eleições).
Há empresas que
optam em perguntar sobre a situação do país
antes de aplicar os questionários da pesquisa. É
comum entre institutos perguntas referente ao grau de conhecimento
sobre os candidatos citados nos formulários.
O tamanho da amostra também
varia entre institutos. O Datafolha considera não haver
um tamanho ideal de amostra — e utiliza, para pesquisas
nacionais, amostras superiores a 2.500 entrevistas e sempre margem
de erro de 2%, No últimos levantamento feito pelo Vox Populi,
que apontou Dilma Rousseff (PT) à frente do candidato José
Serra (PSDB) na disputa presidencial (41% a 33%), foram ouvidas
3.000 pessoas, e a margem de erro foi de 1,8% para mais ou para
menos — quanto maior a amostra, menor a margem de erro.
Vale lembrar também
que institutos como o Vox Populi costumam ouvir eleitores que
moram na zona rural , ao contrário de outras empresas,
que atuam somente nas zonas urbanas. Isso também pode explicar
possíveis diferenças entre sondagens.
O ESTADO DO PARANÁ,
26 de julho de 2010 | Política Pesquisa Vox Populi indica Serra
na frente no Paraná Rodrigo Sell
O candidato à Presidência da República do
PSDB, José Serra, continua sendo o preferido do eleitor
paranaense. Pesquisa Vox Populi/Tribuna do Paraná coloca
Serra com 46% da preferência do eleitorado do Estado, contra
33% de Dilma Rousseff (PT). A candidata Marina Silva (PV) tem
7% das intenções de voto. O mesmo instituto deu
vantagem de oito pontos para Dilma na pesquisa nacional (41% a
33%). Pela pesquisa nacional do Vox Populi, com bem menos entrevistas
no Paraná, Serra vence no estado por 45% a 37%.
Nenhum dos outros cinco
candidatos pontuou na pesquisa. Quatro por cento declararam que
não votarão em nenhum dos candidatos e 10% disseram
estar indecisos. O Vox Populi ouviu 1200 pessoas em 49 cidades
do Estado, entre os dias 14 e 17 de julho. A margem de erro é
de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no
Tribunal Superior Eleitoral sob o número 20311/10.
Comparação
O índice de 46%
é o maior alcançado por Serra em todos os estados
brasileiros. Serra aumentou em um ponto a vantagem que tinha sobre
Dilma no Paraná em relação à pesquisa
Vox Populi de maio, quando vencia por 44 a 32%. Mas essa diferença
já foi de 28 pontos há um ano.
Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados
os nomes dos candidatos, Serra lidera com 33%, contra 25% de Dilma
e 5% de Marina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) foi citado por 2% dos entrevistados, mesmo sem ser candidato.
Trinta e um por cento dos entrevistados não souberam responder
a espontânea. Os melhores índices de Serra estão
no interior do Estado (47%), enquanto Dilma pontua bem na Região
Metropolitana de Curitiba (37%).
O eleitorado de
Serra também cresce conforme cresce a idade, a renda e
o nível de escolaridade dos eleitores, enquanto a curva
de Dilma é exatamente ao contrário. Apesar de ser
mulher, a candidata do PT está em dificuldade com o eleitorado
feminino do Paraná, perdendo pro 47% a 30% se considerados
só os votos de mulheres. Entre os homens, a diferença
é só de oito pontos (45% a 37%)
Folha de S.Paulo,
26 de julho de 2010 Datafolha aponta perda de
vagas da oposição no Senado Bancada de PSDB e DEM cairia de 6 para
3 senadores, segundo pesquisa | Feito em 7 Estados e no DF, levantamento
indica que bancada governista subiria de 8 para 10; renovação
seria de 62% CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO
A oposição
corre risco de redução do número de senadores
nos oito principais colégios eleitorais do país,
revela o Datafolha.
Segundo pesquisa realizada em sete Estados (SP, MG, RJ, PE, BA,
RS e PR) e no Distrito Federal, a bancada de PSDB e DEM cairia
à metade (de seis para três) se a eleição
fosse hoje.
Integrante da oposição, o PPS elegeria um senador:
Itamar Franco, em Minas.
Segundo a pesquisa, realizada em parceria com a TV Globo, de 20
a 23 deste mês, a bancada do PT dobraria, de dois para quatro
senadores.
Excluído o PMDB, que perderá dois governistas e
elegeria ao menos dois independentes, a base governista subiria
de oito para dez nesses colégios eleitorais. A oposição
cairia de seis para quatro.
Entre essas 16 vagas em disputa (duas para cada colégio),
haverá renovação de, no mínimo, 62%
e a eleição de ao menos nove novatos.
Realizada a 71 dias da eleição, a pesquisa ainda
não registra o esforço dos principais cabos eleitorais
em apoio a seus candidatos.
Aliado do presidenciável José Serra (PSDB) e potencial
beneficiário da divulgação do 45 em São
Paulo, Aloysio Nunes Ferreira aparece em sétimo lugar -com
apenas 4%, e tecnicamente empatado com Ana Luiza, do PSTU.
Em Minas, o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, Fernando Pimentel (PT), tem 23% e está em terceiro
lugar, atrás do ex-governador tucano Aécio Neves
(62%) e de Itamar (41%).
Na Bahia, o petista Walter Pinheiro -candidato do governador Jaques
Wagner (PT)- é o terceiro, com 20%.
Como a margem de erros é três pontos, para mais ou
para menos, Pinheiro está encostado em Lídice da
Mata (PSB), 26%. O senador Cesar Borges (PR) lidera, com 34%.
No Rio, Marcelo Crivella (PRB) tem 42%, e o ex-prefeito Cesar
Maia (DEM), 31%.
Gazeta do Povo, 26
de julho de 2010 Tamanho do Estado Privatizar, nunca mais Principais candidatos ao governo do Paraná
dizem ser contra a venda de estatais, mas divergem sobre o tamanho
da participação da iniciativa privada em serviços
públicos
Os dois principais candidatos
ao governo do Paraná – Beto Richa (PSDB) e Osmar
Dias (PDT) – ressuscitaram nos últimos dias um debate
que havia ficado adormecido nos últimos anos no estado:
a discussão sobre a validade de privatizar companhias públicas.
Desde o fim do governo Jaime Lerner, em 2002, o tema havia ficado
esquecido. O trauma pela tentativa frustrada de venda da Copel
colocou fim a qualquer possibilidade de privatização
por algum tempo. A eleição de Roberto Requião
para os dois mandatos seguintes no governo terminou de enterrar
o assunto.
Na semana passada, porém,
o senador Osmar decidiu usar o medo de novas privatizações
como arma contra Richa. Insinuou que um possível governo
de Richa poderia resultar na venda de novas empresas. E prometeu
que nunca tomaria atitude parecida. “Essa é uma diferença
de posicionamento histórica entre nós dois”,
disse Osmar, afirmando que Richa teria, como deputado estadual,
sido favorável à privatização do Banestado,
em 2000.
Richa reagiu imediatamente.
Assegurou que não pretende vender nenhuma empresa pública
paranaense: nem a Copel, nem a Sanepar, nem o Porto de Paranaguá.
E, para se contrapor ao programa de Osmar, que fala em “fortalecer”
as empresas públicas, disse que pretende tornar as companhias
mais “eficientes”.
Os dois candidatos, portanto,
têm um discurso semelhante contra a venda de patrimônio
público. No entanto, em entrevistas à Gazeta do
Povo, eles mostraram ter entendimentos diferentes sobre outras
maneiras de participação da iniciativa privada no
governo estadual: como o uso de instituições autônomas
ou de organizações não governamentais (ONGs)
para prestar serviços públicos.
O uso de ONGs como gestoras
de dinheiro público, por exemplo tem crescido consistentemente
no Paraná, e já tem um peso importante no orçamento
do estado. O deputado estadual Elio Rusch (DEM), líder
da oposição na Assembleia Legislativa, afirma que
o Paraná já repassa mais recursos para ONGs do que
para os municípios. Em sete anos, seriam R$ 700 milhões
a fundo perdido para prefeituras contra R$ 1 bilhão para
ONGs.
E uma primeira diferença
entre Richa e Osmar aparece justamente na opinião dos dois
sobre convênios do governo com a ONGs para que elas prestem
serviços públicos. Richa diz não ver problemas,
desde que as organizações conveniadas sejam sérias.
Osmar afirma que tentará dar prioridade a convênios
com instituições públicas.
“Eu não tenho
dificuldade alguma em trabalhar com ONGs que sejam sérias,
que tenham ações transparentes, claras em favor
da sociedade, humanitárias”, afirmou Richa. “Nós
vamos trabalhar com essas ONGs. Temos o Flávio Arns [candidato
a vice-governador na chapa de Richa] que atua com ONGs, como a
Pastoral da Criança, as Apaes e tantas outras”, disse
o candidato tucano. “É diferente de outra esfera
de governo, que usa ONGs para desvio de recursos públicos”,
emendou Richa, sem explicitar sobre quem estava falando.
Já Osmar afirmou
que a preferência será por outro caminho. “Nossa
primeira tentativa será sempre a de trabalhar em parceria
com o poder público municipal. Claro que cada caso precisa
ser analisado. Não acredito que parcerias com ONGs sejam
ruins. Mas o que pudermos fazer diretamente por meio de parcerias
com prefeituras, será feito”, disse o pedetista.
Serviços autônomos
Outra divergência
entre os candidatos se refere ao modelo de instituições
autônomas. Richa defende o modelo, usado em algumas áreas
da prefeitura de Curitiba. É o caso do Instituto Curitiba
de Informática (ICI), e do Instituto Curitiba de Saúde
(ICS). Embora não sejam 100% públicos, os órgãos
recebem dinheiro da prefeitura e têm seu presidente indicado
pelo prefeito.
Richa diz que o modelo
pode ser usado no estado sem problemas. “Ao longo do meu
mandato como prefeito de Curitiba, em 5 anos, recebi centenas
de visitas de prefeitos e governadores que foram conhecer os sistema
de informática e saúde, que são muito bem
avaliados”, disse.
Osmar aproveitou a revelação,
na semana passada, de que o ICS passa por uma direção
fiscal (auditoria) da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) para criticar o modelo. “Os problemas que o ICS vem
enfrentando mostra que o modelo não funciona”, disse.
O senador afirmou que
pretende rever inclusive casos parecidos que existem hoje no governo
do estado. Várias atividades estaduais são comandadas
por serviços sociais autônomos como o Paranaeducação
e o Paranacidade. “Acredito que desde o secretário
de Estado até o mais humilde servidor devam ser parte do
quadro do estado”, disse Osmar.
Análise Não há “clima”
para vender estatais, diz cientista político
O cientista político
Renato Perissinoto, da Universidade Federal do Paraná (UFPR),
afirma que não há clima no país hoje para
que governantes anunciem a privatização de qualquer
empresa pública, seja no âmbito nacional ou no estadual.
“Isso [o clima antiprivatização]
aconteceu depois do governo Fernando Henrique Cardoso. O PSDB
foi muito incompetente para usar as privatizações
a seu favor”, afirma ele. Segundo o professor, embora em
alguns setores, especialmente na telefonia, tenha havido avanços
consideráveis, percebidos pela população,
não houve aumento de simpatia pelas privatizações.
Pelo contrário.
“O que pegou foi o discurso do PT de que, com a venda das
empresas, o Estado perdia capacidade de estabelecer políticas
de longo prazo”, diz o professor. Segundo Perissinotto,
no Paraná, a tentativa de vender a Copel, no início
dos anos 2000, acabou tendo o mesmo efeito.
Para o professor, isso
faz com que os candidatos tenham que adequar seu discurso à
vontade popular, que é contra as privatizações.
“Imagina alguém propor hoje a privatização
de uma Petrobras, por exemplo? Não teria a menor condição
política de isso acontecer.”
No entanto, Perissinoto
diz que o assunto não está morto, até porque
existem muitos interesses de empresas privadas na compra de patrimônios
públicos importantes. “Pense quanto valeria a compra
da Copel para uma grande corporação? É um
interesse grande, que sempre vai existir.”
Gazeta do Povo, 26
de julho de 2010 Pesquisa eleitoral Vox Populi dá 44% a Beto
e 35% a Osmar
O ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) lidera a corrida para
o governo estadual, com 44% das intenções de voto,
segundo pesquisa Vox Populi divulgada ontem pelo jornal O Estado
do Paraná. Osmar Dias (PDT) tem 35%. Em terceiro lugar,
com 1% , ficou Paulo Salamuni (PV).
Os demais candidatos,
Luiz Felipe Bergmann (PSol), Avanilson Araújo (PSTU), Amadeu
Felipe (PCB) e Robinson Luiz Cordeiro de Paula (PRTB) não
atingiram 1%. A pesquisa ouviu 1.200 pessoas, em 49 cidades paranaenses,
entre os dias 14 e 17 de julho. A pesquisa tem margem de erro
de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos e foi registrada
com o número 16.029/10 no TRE.
A pesquisa Datafolha/RPC,
divulgada no sábado e publicada ontem pela Gazeta do Povo,
mostra resultados um pouco diferentes. Richa tem 43% e Osmar,
38%. Se aplicada a margem de erro de três pontos porcentuais,
os dois estão tecnicamente empatados. A pesquisa do Datafolha
foi realizada depois da do Vox Populi, entre os dias 20 e 23 de
julho. Foram ouvidas 1.225 pessoas e ela está registrada
no TRE-PR com o número 20.158/2010.
Senado
Na disputa para o Senado,
o Vox Populi apurou que Roberto Requião
(PMDB) tem 45%; Gleisi Hoffmann (PT), 30%; Ricardo Barros
(PP), 16%; e Gustavo Fruet (PSDB), 13%.
Jornal Valor Econômico, 26 de
julho de 2010 Trabalhadores resgatados
acham que a vida melhorou
Numa das idas e vindas pelas estradas
das fazendas da Madepar durante a blitz, os auditores se depararam
com um garoto de calção, camiseta e chinelo. O menino
se desesperou. Não sabia se corria pela estrada ou se tentava
se esconder entre as árvores. "Parecia um bicho acuado",
contou depois ao Valor um dos auditores que o encontrou. A equipe
logo descobriu que ele estava trabalhando ao lado de adultos na
poda da plantação de pinus. Descobriu também
que ele não estava só. Ao retornarem a um alojamento
já fiscalizado, os auditores encontraram outros quatro
meninos e a mesma reação. Alguns correram e tentaram
se esconder dentro do abrigo. Mais tarde, um deles se explicou
à auditora Luize Surkamp Neves, que coordenou a operação
nas fazendas: "O patrão falava que, se a gente fosse
encontrado, a culpa era nossa".
Os menores entre 14 e 15 anos haviam sido
chamados para trabalhar por um dos intermediadores de mão
de obra contratado pela Madepar, apelidado de Noca. Era a ele
que os garotos se referiam como patrão. Um dos meninos
relatou que dividia o mesmo colchão - na verdade, uma espuma
desgastada e suja - com o pai, porque não havia no alojamento
uma cama só para ele. A legislação permite
alguns trabalhos entre 16 e 18 anos, mas não trabalhos
que lidem com instrumentos cortantes e perigosos, como a poda
das árvores.
Além da exploração
de mão de obra infantil, os auditores encontraram trabalhadores
alojados numa cabana de madeira, cujo banheiro era o mato. A água
era retirada de uma mina, também usada pelo gado. Em outro
ponto das fazendas, um contêiner pintado de verde e com
rodas funcionava como dormitório. Quatro quartos com três
treliches cada. A distância entre as camas de cada treliche
fugia totalmente às normas técnicas, segundo os
auditores. A água usada pelo grupo vinha de um veio também
de qualidade duvidosa. Como vários outros trabalhadores,
esses também dizem que recebem por dia - se chove, por
exemplo, não trabalham e não ganham -, não
recebem equipamentos de proteção, nem têm
registro em carteira.
As condições consideradas
degradantes pelas autoridades do trabalho, contudo, são
vistas com outros olhos pelos trabalhadores da região.
"Já melhorou 90% o tipo de vida aqui. A nossa casa
é o contêiner. Tem outros que ainda estão
embaixo de lona", disse João Quadros, de 42 anos.
O grupo de Quadros foi contratado para colher erva-mate - cultura
que abastece a demanda constante de mate para chimarrão
em todo o Sul. E pelo cúmulo da ironia histórica,
começou a trabalhar em 13 de maio.
"Há 20 anos lido com erva.
Meus três filhos cresceram comigo e com a minha mulher colhendo
erva e até uns anos atrás dormíamos no mato,
debaixo de lona", contou. E melhorou, na opinião dele,
por força de multas. "Se não tivesse a fiscalização
batendo sempre por aqui, a gente estava igual."
Assim como ele, outros trabalhadores ouvidos
pela reportagem relataram o que consideram ter sido um avanço
no padrão de trabalho na região, apesar das muitas
irregularidades. Mario Sérgio Lorenci, 28 anos, é
um deles. "No ano passado, fui resgatado de uma fazenda e
dei graças a Deus. Eu estava junto com outros seis companheiros
numa casa velha; a cozinha era um latão, a geladeira era
um varal, a gente tomava banho no açude e o banheiro só
no mato. Agora durmo no contêiner. Agora estamos em casa",
disse ele.
Lorenci esperava na estrada para falar
com a auditora Luize. Foi ela quem o resgatou em 2009, numa operação
que lhe garantiu uma indenização de R$ 5 mil. Lorenci
estava agora trabalhando como motorista de trator, "baldeando"
feixes de erva da mata. Tanto ele quanto Quadros, Mário
e Almeida foram resgatados pela operação do início
de junho, porque pelas normas técnicas e pelas leis trabalhistas
continuavam em plena e flagrante situação de trabalho
degradante. Muitas vezes, os trabalhadores fazem as denúncias
que levam à operação de fiscalização.
No caso da Madepar foi diferente, pois a operação
foi baseada em investigações das próprias
autoridades.
Blog
do Nassif, 25 de julho de 2010 Luis Nassif: A metodologia das pesquisas "Diferenças de metodologia"
é uma maneira eufemística de analisar a metodologia
da Folha em relação ao Vox Populi, Instituto Sensus
e IBOPE. Pode parecer algo como "diferença de opinião"
em que cada qual tem a sua e ambas são legítimas.
Por Luis Nassif, em seu blog
Na verdade, dos quatro institutos o Datafolha é o único
que utiliza a metodologia mais vulnerável.
Os outros três pegam o perfil da população
brasileira montado pelo IBGE. Depois, mapeiam estados, regiões,
cidades, bairros e vilas. Anotam a proporção de
casas e de população que reflitam o perfil montado
pelo IBGE. Como vão de casa em casa - dentro da amostragem
escolhida - os resultados refletem o perfil da população
eleitora.
Já o Datafolha não. Montou uma metodologia menos
rigorosa, visando economizar recursos. Na verdade, a estrutura
do Datafolha é cheia de gorduras. Não consegue fazer
pesquisas a preços competitivos com seus rivais. Essa gordura
não está na parte analítica, mas no meio,
na disfunção gerencial. Para compensar essa gordura,
fez economia onde não devia: dispensou especialistas e
montou uma metodologia falha, visando economizar na ponta - e
não no meio, como deveria ser.
Assim, em vez de montar a amostragem rigorosamente, fazendo entrevistas
de casa em casa, de acordo com um perfil de entrevistados condizentes
com os dados do IBGE, coloca seus pesquisadores em locais públicos,
caçando pesquisados na base do olhômetro. Esse aqui
tem cara de ser secundarista, este de ser classe média.
Só depois de preenchidos os questionários é
que vão montar o perfil dos entrevistados - que acaba quase
nunca batendo com o perfil da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílio)
Com isso capta movimentos errados, monta amostragens incorretas
- já que a idade, condição social e educacional
dependem do olhômetro e acabam não refletindo o perfil
da população brasileira levantada pelo IBGE.
Agora, nem isso justifica 9 pontos de diferença. Uma das
duas está profundamente errada.
Brasília
Confidencial, 25 de julho de 2010 Crescimento econômico aumenta
consumo em quase 10%
O consumo de energia cresceu pouco menos de 10% no primeiro semestre
do ano, de acordo com relatório apresentado ontem pela Empresa
de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de
Minas e Energia. Tanto a indústria, quanto o comércio
e os consumidores residenciais usaram mais energia.
O maior aumento do consumo ocorreu no setor industrial. Chegou
a quase 14%, sobretudo por conta do crescimento na Bahia, no Pará
e em Mato Grosso do Sul. Entre as regiões, a Sudeste foi
aquela em que o consumo de energia mais aumentou, especialmente
em função da recuperação das atividades
dos segmentos metalúrgico e extrativo em Minas Gerais e
no Espírito Santo.
“Da mesma forma que esses estados foram os que mais reduziram
o consumo no momento da crise, agora são os que têm
apresentado recuperação mais intensa, puxando o
resultado regional”, observa o relatório da EPE.
O consumo residencial cresceu 9,5% em junho, comparativamente
ao mesmo do mês de 2009. Em um ano, diz a EPE, o abastecimento
de energia foi estendido a mais dois milhões de moradias
– média mensal de 166.000 ligações.
O consumo médio individual cresceu 3,9%, principalmente
nas regiões Norte e Nordeste.
“No semestre, a expansão dessas regiões foi
igualmente robusta e acima da média nacional, refletindo
não apenas questões relativas à temperatura
e à sensação térmica, mas também,
o sucesso de programas sociais como o Programa Luz para Todos
– que aumentou o número de consumidores – e
a abrangência do Bolsa Família”, afirma o relatório.
No comércio, o consumo de energia aumentou 7,8%. Mas esse
é o índice médio nacional. Nas regiões
Norte e Nordeste o aumento foi de 15,4% e de 13,8%, respectivamente.
“O aquecimento do comércio nestas regiões
é fruto do aumento dos níveis de renda da população
e vem se traduzindo em ampliação e construção
de shoppings e instalação de grandes lojas da rede
varejista”, assinala a EPE.
Tie-Brasil,
25 de julho de 2010 Banrisul instala em agência
sensor que limita uso de banheiro
Equipamento foi instalado em unidade na zona sul de Pelotas. Sindicato
dos Bancários denuncia nova forma de assédio moral
e constrangimento no trabalho.
Algumas agências do Banrisul da região Sul do Estado
estão adotando uma prática que, apesar de inconcebível
no mundo atual, é cada vez mais frequente em algumas empresas:
o assédio moral, conduta abusiva que pode ser praticada através
de gestos, palavras, comportamentos, atitudes.
O Assédio Moral atenta, seja por sua repetição
ou sistematização, contra a dignidade ou integridade
física de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando
o ambiente de trabalho.
A situação numa determinada agência da região
é talvez a que foi mais longe em termos de assédio:
A gerência simplesmente instalou um sensor de presença
nos banheiros da agência, onde os funcionários não
podem permanecer por mais de um minuto, pois a luz se apaga após
esse tempo.
Este é um inacreditável exemplo de onde o assédio
pode chegar em termos de humilhação dos trabalhadores.
Essa exposição à tirania é mais frequente
em relações hierárquicas autoritárias,
nas quais predominam condutas negativas, relações
desumanas de longa duração, exercidas por um ou
mais chefes contra os subordinados, ocasionando a desestabilização
da vítima com o ambiente de trabalho.
Veja algumas atitudes que caracterizam assédio
moral:
Controlar o tempo de permanência no banheiro através
de sensor de presença (mais de um minuto a luz se apaga)
Funcionários humilhados por meio de broncas, gritos e até
xingamentos, levando-os ao choro e muitas vezes ao desgaste emocional;
Quando há prática antisindical. É atribuída
ao Sindicato e seus dirigentes a culpa por questões que
são legítimas de serem defendidas, como cumprimento
de leis, boas condições de trabalho, melhores salários,
manutenção do emprego;
Relações interpessoais hierárquicas que dividem
os colegas entre colaboradores e não colaboradores, prática
que piora substancialmente o ambiente de trabalho.
Congresso
em Foco, 25 de julho de 2010 O mínimo que devemos exigir
dos candidatos Para Walter Barelli e Cristovam
Buarque, um bom começo seria cobrar conduta ética
e propostas para a área social
Thomaz Pires
O registro dos programas de governo dos candidatos à Presidência
da República demonstrou a pouca atenção que
eles têm dedicado ao tema (confira aqui). Mas, afinal, quais
os compromissos fundamentais que os presidenciáveis –
ou aqueles que postulam outros cargos eletivos – deveriam
assumir?
O Congresso em Foco abriu esse debate, e convida você a
participar dele. A ideia, que surgiu no Facebook e encampamos,
é definir – de preferência, com a sua participação!
– um conjunto de compromissos básicos que deveriam
ser assumidos pelos candidatos.
O jornalista e leitor do site José Carlos Salvagni foi
o primeiro a fazer uma proposta concreta, voltada para os candidatos
a presidente. O texto está aberto para intervenções,
em uma ferramenta interativa de fácil uso, a Etherpad http://netpad.com.br/gsZ4rAutXW.
Ex-ministro do Trabalho, doutor em Economia, diretor técnico
do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos
Socioeconômicos (Dieese) de 1967 a 1990, o professor de
Economia da Universidade de Campinas (Unicamp) Walter Barelli
aprovou a iniciativa.
Segundo ele, a ideia é um caminho eficaz para acabar com
o “descompromisso” nas campanhas eleitorais, que se
faz claramente presente nas últimas eleições.
“A eleição é o momento adequado para
se discutir problemas nacionais e buscar soluções.
Mas os candidatos estão atentos apenas aos marqueteiros.
E dispostos a tudo para ganhar o pleito”, avalia. “A
iniciativa do programa básico de governo traz de volta
ao debate o que foi jogado de lado nas eleições.
E os eleitores mostram cada vez mais que estão em busca
do debate de propostas fundamentadas”, completa.
Iniciativas na área social
Barelli, que foi deputado federal pelo PSDB de 2003 a 2007, entende
que as iniciativas direcionadas à distribuição
de renda e área social deveriam ser contempladas na proposta
básica dos candidatos. “Essa é uma das principais
problemáticas que o país enfrenta hoje. Nada mais
justo que cobrar dos candidatos esse tema de forma concreta e
organizada, apresentadas em plano de governo”, afirma.
A eleição deste ano é a primeira em que
há registro dos programas de governo. A inovação
foi aprovada em setembro do ano passado pelo Congresso Nacional,
na ultima minirreforma eleitoral. Mas o tema foi tratado com desdém
pelos presidenciáveis.
O tucano José Serra registrou no TSE como programa de
governo um simples discurso de campanha. Já sua adversária,
a petista Dilma Rousseff, apresentou um resumo errado de seu programa
de governo. O documento entregue originalmente trazia a defesa
de propostas polêmicas, como controle de mídia, taxação
de grandes fortunas e a revogação do dispositivo
que torna indisponível para reforma agrária qualquer
propriedade que tenha sido invadida.
De acordo com as mudanças promovidas na minirreforma eleitoral,
qualquer mudança nas propostas durante a campanha terão
que ser autorizadas pelo juiz eleitoral. O argumento, apresentado,
durante a discussão da modificação da lei,
é que a nova legislação cria uma medida que
aumenta o comprometimento dos candidatos durante e depois da disputa
do cargo ao serem eleitos.
Conduta ética
Quando se fala em importância de programas de governo em
campanhas eleitorais, quem tem um bom depoimento a dar é
o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que é candidato à
reeleição. Em 2006, ao disputar a Presidência
da República, publicou um livro explicando suas propostas
de governo, embora a Justiça eleitoral ainda não
cobrasse a publicação dos compromissos de campanha.
Mesmo com o esforço em tornar público e destacar
seus compromissos, que tinham no investimento em educação
a sua espinha dorsal, o candidato somou pouco mais de 2% dos votos
válidos na corrida eleitoral. Questionado sobre o resultado
frustrante, o parlamentar é categórico. “O
teatro eleitoral se sobressai ao debate de projetos ao país.
Isso ficou evidente em minha campanha. Mas acho que as coisas
estão mudando. O eleitor está mais atento às
propostas de cada candidato e isso vai pesar na hora do voto”,
afirma.
Perguntado sobre os compromissos básicos do candidato,
Cristovam classifica a ética e combate à corrupção
como elementos essenciais que devem ser contemplados nas propostas
básicas dos candidatos. “Independente das bandeiras
partidárias, a transparência e compromisso com a
ética e a verdade devem estar sempre presentes. Isso é
inquestionável. Esses dois elementos essenciais são
premissas básicas para qualquer pessoa que pretende disputar
um cargo”, afirma.
Gazeta do Povo, 25 de julho de 2010 Seguridade social A bomba-relógio da Previdência Rombo no INSS, que deve chegar a R$ 50
bilhões anuais no fim de 2010, ameaça levar o sistema
previdenciário ao colapso em 30 anos. Garantir a aposentadoria
das futuras gerações será desafio do próximo
presidente
A economia brasileira vai bem. A Previdência Social, nem
tanto. Ao mesmo tempo em que registrou uma alta de 4,46% no número
de trabalhadores com emprego formal no primeiro semestre deste
ano, o Brasil fechou as contas do INSS com um déficit de
R$ 22,8 bilhões.
E a previsão do governo é que a Previdência
feche 2010 com um rombo de cerca de R$ 50 bilhões –
um déficit que vem crescendo ano a ano e está se
transformando em uma espécie de bomba-relógio que
explodirá nas mãos das futuras gerações.
Desarmá-la será uma das principais tarefas
do presidente que assume em 1.º de janeiro de 2011, embora
mexer com as aposentadorias seja uma medida altamente impopular
e nenhum dos principais candidatos até agora tenha feito
propostas concretas para resolver o problema.
O cenário de contradição entre os bons resultados
do mercado de trabalho formal e os números da Previdência
é uma forte evidência de que o sistema precisa de
ajustes.
Na avaliação de especialistas do setor, o próximo
governante do país deverá aproveitar o atual bom
cenário econômico brasileiro para fazer as mudanças
necessárias e evitar que o INSS entre em colapso em menos
de 30 anos. Outro ponto que pesa para que mudanças sejam
feitas agora é o fato de o perfil etário da população
brasileira estar em mudança: a taxa de natalidade no país
está caindo, ao mesmo tempo que as estão pessoas
ficando cada vez mais velhas.
“O mundo todo caminha para sensíveis reformas na
previdência. De um lado, as pessoas estão vivendo
mais, e por outro, a taxa de fertilidade está caindo”,
diz o chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação
Getulio Vargas, o economista Marcelo Neri. “A população
brasileira ainda não está velha; há muitos
jovens trabalhando. Temos uma janela demográfica, uma janela
de oportunidade, de uns 15 anos. Mas isso não é
muito tempo.”
Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
revelam que a população em idade ativa deverá
crescer até 2030. A partir daí, começará
a diminuir. Ao mesmo tempo, a participação de pessoas
com mais de 60 anos na composição da população
tende a ser cada vez maior. Projeções do IBGE mostram
que, em 2020, os idosos corresponderão a 13,67% da população.
Hoje, eles são 9,98% dos brasileiros.
Com uma queda no número de pessoas no mercado de trabalho
e uma elevação na quantidade de idosos, o caixa
da Previdência tenderá a ser cada vez mais exigido.
Como resultado disso, o valor máximo da aposentadoria paga
pelo INSS será cada vez menor, prevê o consultor
previdenciário Renato Follador. Segundo ele, em 25 anos
o teto da Previdência deverá corresponder a apenas
três salários mínimos (R$ 1.530, em valores
atuais). Atualmente, ele é de aproximadamente seis
mínimos – R$ 3.400.
Idade mínima
Uma medida que tem sido defendida por alguns especialistas em
previdência é a adoção da idade mínima
para aposentadoria. Hoje, no Brasil, exige-se apenas tempo mínimo
de contribuição – 35 anos para o homem e 30
para a mulher – para a pessoa poder se aposentar.
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas,
já deu sinais de que há a intenção
de propor a idade mínima para o sucessor do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. No mês passado, o ministro
anunciou que deve entregar, no fim do ano, propostas de ajustes
para o INSS a serem avaliadas pelo próximo presidente.
Ele ressaltou, no entanto, que as medidas que pretende propor
não devem atingir quem já está no mercado
de traballho.
O economista especializado em previdência Fábio
Giambiagi, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), defende a extensão do tempo de contribuição
tanto para o caso de quem se aposenta por idade, quanto para quem
se aposenta por tempo de serviço.
Segundo Giambiagi, o período de contribuição
– que hoje é de no mínimo 15 anos para quem
se aposenta por idade (65 anos no caso dos homens e 60 para mulheres)
– poderia ser estendido para 25 anos. Ele propõe
que isso ocorra de maneira gradual, ao longo de 20 anos. No caso
das aposentadorias por tempo de serviço, o economista defende
que o período de contribuição seja elevado
para 40 anos e que a transição também seja
feita paulatinamente.
Já Renato Follador defende que uma das soluções
para a Previdência seria uma migração de parte
da contribuição recolhida dos trabalhadores e patrões
para aplicação em sistemas de previdência
privada. Ele propõe que os trabalhadores que recebem até
três salários mínimos (R$ 1.530) mantenham
a contribuição apenas para o INSS. Para quem recebe
entre três e sete salários (R$ 1.530 a R$ 3.570),
parte da alíquota recolhida do trabalhador e do empregador
seria destinada à Previdência e outra parte para
um plano privado. Acima de sete salários, a contribuição
passaria a ser apenas privada.
Dessa forma, os compromissos financeiros da Previdência
passariam a diminuir ao longo do tempo e se tiraria das mãos
do governo a obrigação de administrar a maior fatia
dos recursos previdenciários. “Os políticos
são os piores administradores a longo prazo, porque têm
apenas visão de curto prazo. Apenas até a próxima
eleição”, afirma Follador.
Agência
Câmara, 24 de julho de 2010 Projeto facilita caracterização
de doença como acidente de trabalho A Câmara analisa o Projeto de Lei 7206/10, do deputado
Ricardo Berzoini (PT-SP), que altera a Lei de Benefícios
da Previdência Social (Lei 8.213/91) para determinar que a
perícia médica considere a empresa responsável
pela incapacidade física do empregado sempre que a natureza
da atividade laboral estiver relacionada ao surgimento da doença
ou disfunção. Pela proposta, nesses casos a doença
ficará caracterizada automaticamente como acidente de trabalho.
Também assinam o projeto os deputados Pepe Vargas (PT-RS),
Jô Moraes (PCdoB-MG), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e
Roberto Santiago (PV-SP).
Pela legislação vigente, a comprovação
da causa da incapacidade depende da existência de "nexo
técnico epidemiológico", apontado em atestado
médico específico. O projeto suprime essa exigência
nos casos em que a natureza das atividades da empresa apresenta,
por si só, vínculo com a incapacidade.
Berzoini argumenta que "o nexo causal é mais amplo
que o nexo epidemiológico", e adverte que o conceito
de nexo causal, mesmo consagrado juridicamente, vem sendo descaracterizado
e substituído por "nexo técnico" em documentos
internos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
Para caracterizar o nexo técnico, o perito médico
deve estabelecer a correlação entre o problema físico
do trabalhador e a execução do trabalho. Ou seja,
o trabalhador só terá direito ao benefício
se conseguir comprovar a existência de relação
entre a doença que o acomete e a atividade específica
que desempenha na empresa.
Efeito suspensivo
O projeto também revoga o efeito suspensivo previsto na
lei. Pela norma atual, a empresa pode requerer ao INSS a não
aplicação do nexo técnico epidemiológico.
Esse recurso tem efeito suspensivo.
"O efeito suspensivo, além de injusto, é bastante
controvertido, devendo ser revogado", sustenta Berzoini.
Segundo o deputado, o efeito suspensivo, apesar de tam´bem
poder ser requisitado pelo segurado, na prática favorece
apenas a empresa.
Tramitação
Sujeita a análise em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo.
O projeto perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado
pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado
por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará
ser votado pelo Plenário., o projeto será examinado
pelas comissões de Seguridade Social e Família.
Valor
Econômico, 24 de julho de 2010 FGTS encerra 1º semestre com
recorde de 32,5 milhões de contas
Os números contribuíram para a arrecadação
líquida de R$ 5,862 bilhões no semestre, também
o mais alto da série. O valor representa crescimento de 158%
em relação aos R$ 2,268 bilhões do mesmo período
do ano passado e ainda o incremento do emprego com carteira assinada.
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) encerrou
os primeiros seis meses do ano com resultados recordes, com depósitos
de 32,47 milhões de trabalhadores na ativa. Na média
do semestre, o crescimento da quantidade de contas vinculadas
foi de 9%, passando de 28,97 milhões, de janeiro a junho
de 2009, para 31,57 milhões, no mesmo período deste
ano.
O total de empresas que fizeram recolhimentos também
foi o maior da história, 2,78 milhões, com evolução
média de 6%.
Os números contribuíram para a arrecadação
líquida de R$ 5,862 bilhões no semestre, também
o mais alto da série. O valor representa crescimento de
158% em relação aos R$ 2,268 bilhões do mesmo
período do ano passado.
Além de uma arrecadação bruta 9,88% mais
alta, por conta dos dados de emprego, o número de saques
apresentou recuo de 3,69%, contribuindo para o resultado positivo.
De acordo com o vice-presidente da Caixa Econômica Federal,
Wellington Moreira Franco, os números demonstram a maior
capacidade da economia de gerar empregos.
"Há redução nos saques por demissão
sem justa causa e um aumento para compra de imóveis, números
positivos do ponto de vista do processo produtivo e da qualidade
de vida das pessoas", disse Moreira Franco, que deixa na
próxima semana o cargo que ocupa para se dedicar ao trabalho
de campanha pelo PMDB.
Os saques por demissão representam 63,8% do total, queda
de 2,2 pontos percentuais em 12 meses. Já as retiradas
para a compra da casa própria responderam por 14% do volume
do semestre, alta de 3,3 pontos, superando pela primeira vez na
história o valor referente a saques por aposentadoria (13%).
O orçamento total deste ano para o FGTS é de R$
64,26 bilhões. Os desembolsos até junho somaram
R$ 13,46 bilhões, alta de 38,9% em comparação
com o mesmo período do ano passado. Na habitação
já foram aplicados R$ 8,37 bilhões, 52,2% acima
do primeiro semestre de 2009.
As operações de crédito chegaram ao fim
de junho com saldo de R$ 112,42 bilhões, aumento de 9,2%
em 12 meses. A habitação acumula estoque de R$ 85,16
bilhões, sendo R$ 48,55 bilhões referentes a financiamentos
da Caixa Econômica Federal. Saneamento responde por R$ 18,68
bilhões e infraestrutura urbana, R$ 8,59 bilhões.
O retorno das operações de empréstimos nos
primeiros seis meses do ano é de 6,8%, devendo encerrar
o ano perto da média histórica, de 14%. A taxa de
juros média das operações de crédito
é de 5,6% ao ano.
Moreira Franco fez questão de ressaltar que não
há risco de falta de recursos para a habitação.
Além do FGTS, o financiamento imobiliário se vale
também do "funding" da poupança. "Estamos
buscando novos mecanismos de financiamento porque os mercados
se modernizam. Queremos trazer o mercado de títulos, que
é uma fonte extremamente positiva, mas não há
problemas para o financiamento da habitação",
diz Moreira Franco.
A Caixa se reuniu na segunda-feira com diversas empresas de securitização
para definir o melhor modelo de colocação de títulos
com lastro nas operações de financiamento imobiliário.
A instituição prepara para setembro a primeira oferta
de certificado de recebíveis imobiliários (CRI)
de R$ 500 milhões.
Nos próximos seis meses, o FI-FGTS, fundo de investimento
para aplicação em infraestrutura, pode definir a
compra de participação em três empresas de
saneamento estadual, dos Estados do Maranhão, Mato Grosso
do Sul e Pará, dentro do programa de capitalização
e modernização das companhias estaduais de saneamento
básico.
O processo está na fase de avaliação por
empresas independentes. Segundo Moreira Franco, o FI-FGTS poderá
comprar até 49% da companhia, mas o investimento está
condicionado a fatores como governança e melhorias administrativas.
Será definido também uma espécie de porta
de saída para o fundo, seja por meio de venda da participação
ao mercado, seja com a revenda para o próprio governo.
Vermelho,
24 de julho de 2010 Vox Populi: Serra cai, Dilma sobe
e abre 8 pontos de vantagem
Pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi e divulgada nesta sexta-feira
pelo Jornal da Band mostra a candidata do PT à Presidência,
Dilma Rousseff, com 41% das intenções de voto, contra
33% de José Serra (PSDB) e 8% de Marina Silva (PV). Num eventual
segundo turno, a petista venceria o ex-governador de São
Paulo por 46% a 38%.
A candidata do PT à Presidência da República,
Dilma Rousseff, abriu oito pontos de diferença sobre José
Serra (PSDB) e chegou a 41% das intenções de voto
segundo pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada na noite desta sexta-feira.
O ex-governador de São Paulo aparece com 33% da preferência
do eleitorado. Marina Silva (PV) tem 8%. A margem de erro é
de 1,8 pontos para mais ou para menos.
Os votos brancos e nulos somam 4% e 13% dos entrevistados estão
indecisos.
Em 29 de junho, a diferença entre Dilma e Serra, segundo
o Vox Populi, era de cinco pontos (40% a 35%). Marina continuava
com os mesmos 8% de agora. Brancos e nulos somavam 5% e os indecisos
11%.
Em um eventual segundo turno, Dilma vence Serra por 46% a 38%,
repetindo os números de junho.
Na pesquisa espontânea, na qual os eleitores dizem em quem
pretendem votar sem ver o nome dos candidatos, a petista tem 28%;
o tucano, 21% e a verde, 4%.
Mesmo não sendo candidato, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva aparece com 4% e o candidato indicado por ele com
1%.
Embora 33% tenham afirmado que votariam com certeza no candidato
indicado por Lula e outros 31% que poderiam votar, dependendo
do candidato, a maior parte dos entrevistados não vê
riscos à continuidade dos programas do governo, seja quem
for o próximo presidente.
De acordo com a pesquisa, 36% acreditam que qualquer candidato
manteria os programas com a mesma prioridade, 34% pensam que só
Dilma Rpusseff manteriam as políticas de Lula e 14% disseram
que José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) dariam continuidade
mas com menos prioridade do que a petista.
Dilma ainda não é identificada como a candidata
de Lula por 18% dos entrevistados. Destes, 2% disseram que o candidato
de Lula é Serra.
Dilma já lidera entre as mulheres
A petista lidera tanto entre os homens quanto entre as mulheres.
Ela tem 43% das intenções do eleitorado masculino
contra 34% de Serra e 7% de Marina. No eleitorado feminino, Dilma
tem 38%, Serra 32% e Marina 9%. A ex-ministra é a preferida
em todas as faixas e níveis de ensino.
Quanto à renda familiar, Serra está na frente,
dentro da margem de erro, entre os que ganham mais de cinco salários
mínimos com 37% a 36% de Dilma e 11% de Marina. A petista
tem o menor índice de rejeição, 17%, contra
24% de Serra e 20% da senadora do PV.
Regiões: empate técnico no Sudeste
Dilma tem seu melhor desempenho no Nordeste do país, onde
ela alcança 54% dos votos. Serra, que tem intensificado
a campanha nessa região desde o início da oficialização
da candidatura, tem 24%.
No Sul, a ex-ministra do governo Lula ainda está atrás
do tucano. Serra aparece com 39% dos votos contra 35% da petista.
No Sudeste, onde o PSDB governa há 16 anos, Serra fica
com 36% da preferência dos eleitores enquanto Dilma tem
34%.
Marina tem 5% no Nordeste, 7% no Sul e 10 no Sudeste.
Rejeição
O candidato do PSDB continua com o maior índice de rejeição,
24%. Dilma fica com 17% e Marina com 20%.
Por outro lado, Serra é mais conhecido pelos eleitores.
73% responderam conhecer bem ou ter alguma informação
sobre o candidato. Nessa pergunta, Dilma foi lembrada por 63%
dos entrevistados.
Lula tem aprovação de 78%
Faltando seis meses para o término de seu mandato, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva continua com aprovação
positiva de 78% dos eleitores. É o mesmo índice
da pesquisa anterior, divulgada no dia 29 de junho.
Segundo o Vox Populi, 29% consideram o governo Lula ótimo,
49% bom. 14% regular positico, 4% regular negativo, 2% ruim e
1% péssimo. A exemplo de pesquisas anteriores, a aprovação
de Lula atinge o ápice no Nordeste, onde ele tem 88% de
avaliação positiva, 13% regular e só 1% ruim.
O pior desempenho de Lula é na região Sul, com 71%
de aprovação positiva.
A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual
para mais ou para menos. O instituto entrevistou 3.000 eleitores
entre os dias 17 e 20 de julho. A pesquisa, encomendada pelo IG
e pela Bandeirantes, foi registrada no TSE com o número
19920/2010.
Com agências
Gazeta
do Povo, 24 de julho de 2010 Datafolha mostra vantagem de 5 pontos
de Beto sobre Osmar Se aplicada a margem de erro, os dois principais
candidatos ao governo do Paraná estão tecnicamente
empatados, conforme primeira pesquisa após o início
oficial da campanha
O candidato Beto Richa (PSDB) apresenta uma vantagem mínima
de intenção de votos sobre o opositor Osmar Dias
(PDT) na disputa pelo governo do Paraná. Esse é
o resultado do primeiro levantamento realizado após o início
oficial da campanha, em 6 de julho, e divulgado ontem. De acordo
com a pesquisa Datafolha/RPC, Beto tem 43% da intenções
de voto. Com a margem de erro, oscila entre 40% e 46%. Já
Osmar tem 38% das intenções. Com a margem de erro,
pode ter entre 35% e 41%. Se aplicada a margem de erro de três
pontos porcentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
O candidato do PV, Paulo Salamuni, atingiu 1% das intenções.
Já os candidatos Amadeu Felipe (PCB), Luiz Felipe Bergmann
(PSOL), Avanilson Araújo (PSTU) e Robinson Luiz Cordeiro
de Paula (PRTB) não atingiram 1% das intenções
de voto. Votos brancos e nulos somam 3% e outros 14% dos entrevistados
estão indecisos.
Disputa apertada
Para especialistas, os números mostram que essa será
uma campanha acirrada entre Beto e Osmar. O diretor do instituto
Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, diz que o tom da campanha
começa a mudar com a divulgação da pesquisa.
Segundo ele, esta será uma “uma campanha de esforço
total em que ninguém pode errar”. “Não
acredito em eleição folgada para nenhum dos lados”,
aponta. De acordo com Hidalgo, a eleição atual é
diferente da de 2006, quando havia mais candidatos expressivos,
como Osmar Dias (PDT), Roberto Requião (PMDB), Flávio
Arns (PT) e Rubens Bueno (PPS). Para ele, a disputa atual “tem
tudo para ser decidida no primeiro turno”.
A cientista política Maria Lúcia Victor Barbosa,
professora aposentada pela Universidade Estadual de Londrina,
analisa que é cedo para falar em resultados. “Acho
que quando entrar a televisão e os programas eleitorais
gratuitos, isso vai ter uma definição mais clara
pela força da televisão.” Segundo ela, outro
fator que irá pesar é a definição
em nível federal: o candidato José Serra (PSDB)
na liderança poderia puxar votos para Beto Richa. Para
a professora, a pesquisa retrata um momento e pode mudar.
Alterações foram verificadas na última eleição
ao governo do estado. A primeira sondagem, feita pelo Ibope e
publicada em 7 de agosto de 2006, apontou que, se fossem considerados
apenas os votos válidos, em tese o então candidato
Requião poderia ser reeleito já no primeiro turno,
com 52% das intenções de voto. Não foi o
que aconteceu nas urnas. A eleição de 2006 foi decidida
apenas no segundo turno, em uma disputa apertada entre Requião
e Osmar Dias. Deu Requião, mas com uma diferença
mínima de 10.479 votos.
Repercussão
Os candidatos receberam os números com otimismo e cautela.
Richa disse que recebeu bem a pesquisa e que está “bastante
confiante” e “trabalhando muito”. “[O
Osmar] é mais conhecido no Paraná. Estar
na frente dele é algo que nos motiva bastante”, afirmou
Beto. Para ele, a liderança é sinal de que as pessoas
estão querendo uma “renovação política”
no estado, que ele promete fazer com “respeito, modernidade
de profissionalismo de uma administração”.
Osmar Dias, que tem o apoio do atual governo, não quis
comentar os números da pesquisa. Segundo
o vice de Osmar, Rodrigo Rocha Loures, a pesquisa foi recebida
com alegria porque os dois estão em campanha há
“praticamente 15 dias”. Rocha Loures disse que, enquanto
isso, o principal adversário, no caso Beto Richa, “está
em campanha há quase um ano”. O vice disse ainda
que a largada da campanha será dada no dia 31 deste mês,
quando o presidente Lula, que apoia o pedetista, virá ao
estado.
Metodologia
A pesquisa encomendada pela Rede Paranaense de Comunicação
(RPC) ao instituto Datafolha foi realizada entre os
dias 20 e 23 de julho. Foram ouvidas 1.225 pessoas. A margem de
erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos.
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral
(TRE) com o número 20.158/2010.
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
24/07/2010 Advogado perde o prazo em ação
trabalhista e cliente busca indenização pelo prejuízo
Ao contratar um profissional para ajuizar ação
visando reivindicar verbas trabalhistas às quais acreditava
ter direito, um trabalhador viu-se prejudicado pela seguinte situação:
o advogado perdeu o prazo legal para iniciar o processo e, consequentemente,
a ação foi considerada prescrita. Ato contínuo,
ele entrou com nova ação, desta vez contra o advogado.
Queria responsabilizá-lo pela perda do prazo e, com isso,
receber indenização pelo prejuízo que teria
tido. O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª (SC) declarou
a incompetência da Justiça do Trabalho para o julgamento
dessa ação, o que motivou o trabalhador a apelar
ao Tribunal Superior do Trabalho. Entre outras alegações,
sustentou que a decisão do TRT teria violado o artigo 114,
I da Constituição Federal, segundo a qual a Justiça
do Trabalho é competente para o processamento e julgamento
das ações oriundas das relações de
trabalho. Argumentou que teria firmado contrato de prestação
de serviços advocatícios e acabou sendo prejudicado
com a prescrição de seu direito.
Entretanto, os ministros da Primeira Turma do TST mantiveram
o mesmo entendimento adotado pelo TRT. Ou seja: a Justiça
do Trabalho é incompetente para julgar ações
que versem sobre indenização por dano moral e material
contra advogado que tenha deixado de praticar corretamente ato
processual no prazo legal, levando à prescrição
da ação trabalhista, como no caso em pauta.
Segundo o relator do recurso na Primeira Turma, ministro Walmir
Oliveira da Costa, não se trata de relação
de trabalho ou de emprego, mas sim de uma relação
civil de consumo, que envolve prestação de serviços
profissionais. O ministro salientou que o TST não tem admitido
a competência da Justiça do Trabalho para julgar
pedido de honorários profissionais neste tipo de relação
e, portanto não seria compatível com a jurisprudência
da Corte Superior julgar em sentido contrário. Já
o ministro Vieira de Mello Filho lembrou que o Superior Tribunal
de Justiça afastou a caracterização de relação
de consumo nessa hipótese, por não haver “a
finalidade lucrativa do empreendimento econômico”
classificando-a como uma ação civil por força
do contrato de mandato. Para o ministro Lelio Bentes Correa, que
preside a Terceira Turma, não é a natureza da pretensão
relativa à ação a ser ajuizada que define
a competência para a ação relacionada ao contrato
de mandato, mas sim, a natureza do contrato.
Com esses fundamentos, a Terceira Turma, por unanimidade, negou
provimento ao Agravo de Instrumento. Os autos já foram
remetidos ao tribunal de origem.
Gazeta
do Povo, 23 de julho de 2010 Trabalho Busca menor por vaga reduz desemprego Com menos pessoas procurando trabalho, mercado
nem precisou criar novos postos para fazer índice cair ao
nível mais baixo do ano
Sob impacto da menor procura
por trabalho, a taxa de desemprego das seis maiores regiões
metropolitanas do país caiu de 7,5% em maio para 7% em
junho. É a menor marca para esse mês desde 2002,
quando teve início a série histórica do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média
do primeiro semestre, a taxa ficou em 7,3%, também a mais
baixa para o período.
Ao contrário do
esperado para junho – quando sazonalmente a economia começa
a se acelerar –, o mercado não gerou novas vagas.
Mas, mesmo assim, o desemprego caiu graças à redução
da busca por colocação. O número de ocupados
ficou estável de maio para junho. Segundo Cimar Azeredo
Pereira, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, esse cenário
é um reflexo do período de férias, quando
menos pessoas procuram trabalho. Reflete ainda o aumento do rendimento
familiar – que desestimula membros secundários da
família a se empregarem.
Pelos dados do IBGE, o
rendimento médio voltou a crescer em junho e subiu 0,5%
na comparação com maio. Em relação
a junho de 2009, a alta foi de 3,4%. Para Fábio Romão,
economista da consultoria LCA, a freada da ocupação
já sinaliza a desaceleração do ritmo de atividade
da economia como um todo, após um primeiro semestre muito
forte. “A economia cresce num ritmo mais brando, e isso
já se refletiu no mercado de trabalho no que diz respeito
à ocupação”, afirmou.
O economista se disse
“surpreso” com a saída de pessoas do mercado
de trabalho em junho – o que provocou a queda da taxa de
desemprego em razão da queda de 0,5% da População
Economicamente Ativa (PEA) de maio para junho. Diz, porém,
que a economia ainda está aquecida e que é cedo
para falar em “desalento”. Romão ressalta,
porém, que o número de contratações
perdeu força na comparação com 2009, quando
o país sofria os efeitos da crise. Ante junho do ano passado,
a ocupação cresceu 3,5%, ritmo menos intenso do
que em meses anteriores.
Já Azeredo Pereira,
do IBGE, destaca como ponto positivo o crescimento expressivo
do contingente de trabalhadores com carteira assinada –
alta de 7,1% ante junho de 2009. Para Aurélio Bicalho,
economista do Itaú Unibanco, “o mercado de trabalho
continua forte, apesar da estabilidade nas contratações”.
Graças à expansão da renda, a massa de rendimentos
se manteve em alta –0,3% em relação a maio,
com ajuste sazonal, e 6,9% ante junho de 2009 – e seguirá
a estimular o consumo, segundo ele.
O ESTADO DO PARANÁ,
23 de julho de 2010 | Economia Impactos do assistencialismo são
menores no Estado Helio Miguel, com agências
Os programas de transferência de renda, que vão desde
a Previdência Social até bolsas de assistência
social, exercem, no Paraná, uma influência menor
no rendimento geral das famílias do que na média
nacional. Enquanto, no País, os benefícios respondem
por 19,3% do que as pessoas recebem, no Estado a porcentagem cai
para 15,8%. Mesmo ocupando uma posição intermediária
no peso dos benefícios, o Paraná é o sexto
estado que mais recebe esse tipo de valor. O Estado responde por
5,4% das transferências de renda do País.
A informação
é de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) sobre o assunto, que foi divulgado ontem. Segundo
o documento Previdência Social: Efeitos no Rendimento Familiar
e sua Dimensão nos Estados, essas transferências
se expandiram no País e tiveram uma consolidação
nas últimas décadas, mais precisamente a partir
da Constituição de 1988.
A mudança permitiu que aproximadamente 21 milhões
de pessoas estejam fora da linha de pobreza, no momento, segundo
o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge
Abrahão de Castro. Nos últimos 30 anos, informou
ele, esta participação aumentou sensivelmente em
todos os extratos de renda, mas sobretudo para os mais pobres,
contribuindo para o combate à pobreza e ao fortalecimento
de camadas intermediárias.
“As políticas
sociais, principalmente aquelas voltadas para a assistência
e para a previdência, estruturadas depois da Constituição
[de 1988], foram suficientemente importantes para constituir uma
parcela expressiva da renda das famílias, para combater
a pobreza e a desigualdade”, disse Abrahão de Castro.
Conforme os dados apresentados
pelo Ipea, em 1978, 26,9 milhões de pessoas viviam com
menos de 25% de salário mínimo per capita. Em 2008,
esse número caiu para 18,7 milhões, mas segundo
o Ipea, se não houvesse a transferência, seriam 40,5
milhões. “A incidência da pobreza, entre os
idosos, em especial, pôde ser quase eliminada graças
às políticas previdenciárias e assistenciais”.
O diretor do Ipea não
acredita que as medidas deixaram parte da população
dependente do Estado porque, segundo ele, o Estado é um
ente da sociedade que decidiu estruturar uma política social
“suficientemente poderosa, que permite um conjunto da população
em situação de risco auferir benefícios importantes
para o seu bem estar”.
O que pesa mais
no conjunto das transferências, defendeu o diretor do Ipea,
é o Regime Geral da Previdência Social e nos estados
onde existe uma estrutura consolidada, além de ter destaque
também o regime de previdência dos servidores públicos.
Outro fator importante foi a ampliação, após
a Constituição de 1988, das aposentadorias para
os trabalhadores rurais, pois passaram a ter benefícios
iguais aos dos trabalhadores urbanos.
Folha
de S.Paulo, 23 de julho de 2010 FINANCIAMENTO Saque do FGTS para habitação
supera resgate por aposentadoria
DE BRASÍLIA - O uso do FGTS (Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço) para compra ou reforma
da casa própria bateu recorde e superou, pela primeira
vez, os saques motivados pela aposentadoria de trabalhadores,
de acordo com a Caixa Econômica Federal.
Foram sacados R$ 3,3 bilhões para aquisição,
construção, amortização e redução
de prestações no primeiro semestre, 26% acima do
registrado no mesmo período de 2009.
Esse valor representa 14% dos saques, acima dos 13% referentes
a trabalhadores que se aposentaram e retiraram seu dinheiro do
fundo.
As demissões sem justa causa respondem pela maioria das
retiradas (64%).
Também foram registrados, em junho, números recordes
de empresas contribuindo e de trabalhadores com o benefício
depositado em suas contas.
O ESTADO DO PARANÁ, 23 de julho
de 2010 | Economia FGTS tem arrecadação
recorde no 1.º semestre
O Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS) registrou arrecadação
líquida de R$ 5,862 bilhões no primeiro semestre
deste ano, o que representa um recorde para o período.
O valor arrecadado significa um crescimento de 158,4% na comparação
com o mesmo período de 2009.
Segundo dados divulgados
hoje pelo vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa
Econômica Federal, Wellington Moreira Franco, o resultado
apurado nos seis primeiros meses deste ano reflete o aumento de
9,88% da arrecadação bruta em relação
ao mesmo período do ano passado e a diminuição
de 3,69% dos saques no mesmo período. No acumulado de janeiro
a junho deste ano, a arrecadação bruta totalizou
R$ 29,779 bilhões e os saques, R$ 23,918 bilhões.
Para o vice-presidente
da Caixa, os números positivos do FGTS estão diretamente
ligados à queda da taxa de desemprego no País. Os
números recordes de empregos formais fizeram com que a
quantidade de trabalhadores com contas no FGTS atingisse patamar
recorde de 32,470 milhões. Com isso, também houve
um recorde de empresas fazendo depósitos para o fundo.
Em junho, esse número chegou a 2,777 milhões.
Moreira Franco destacou
ainda que não há risco de acabar os recursos do
FGTS para financiamento da habitação popular. Isso
porque já estão sendo estudados novos mecanismos
de financiamento para a casa própria. Somente no primeiro
semestre deste ano, foram liberados R$ 1,7 bilhão em subsídios
para financiamento imobiliário para a população
de menor renda. A previsão é de que seja liberado
R$ 4 bilhões neste ano.
O vice-presidente
da Caixa informou ainda que o orçamento do FGTS saltou
de R$ 3,8 bilhões em 2003 para R$ 64 bilhões neste
ano. "Esse crescimento ocorreu por conta da economia",
afirmou Moreira Franco, destacando que a maior parte dos recursos
é destinada para aquisição da casa própria.
A taxa de retorno dos investimentos feitos pelo FGTS foi de 6,8%
no primeiro semestre. A expectativa é de que feche o ano
entre 14% e 15%.
Gazeta do Povo, 23 de julho de 2010 Previdência Déficit do INSS deve terminar
2010 em R$ 47 bilhões
O governo elevou sua estimativa para o
déficit da Previdência Social de R$ 45 bilhões
para R$ 47 bilhões a ser registrado até o fim do
ano. O reajuste de 7,72% aprovado em junho pelo Congresso Nacional
para as aposentadorias maiores que um salário mínimo
foi a causa da revisão, segundo o ministro da Previdência,
Carlos Eduardo Gabas. Em agosto, as aposentadorias já virão
com o reajuste.
1º semestre
Pelas projeções, o rombo
da Previdência no segundo semestre deve ser maior do que
o do primeiro, de R$ 22,83 bilhões – resultado levemente
maior do que em 2009.
Em junho, o déficit da Previdência
foi de R$ 2,78 bilhões, 21,6% menor do que o mesmo mês
de 2009. O bom resultado do mês, que teve arrecadação
recorde, deve-se ao crescimento econômico do período.
No mês passado, a Previdência pagou 23,912 milhões
de benefícios entre aposentadorias, pensões, auxílio-doença
e salário-maternidade. Além disso, foram pagos mais
3,616 milhões de benefícios dentro da Lei de Assistência
Social.
Do total de benefícios pagos, 67,1%
(18,5 milhões) são de até um salário
mínimo. O valor médio desses benefícios atingiu
R$ 716,75.
Folha de S.Paulo,
23 de julho de 2010 CAMPANHA PSDB e PT tiveram 45% das doações
de grandes empresas em 2006 e 2008
DE SÃO PAULO -
Levantamento da ONG Transparência Internacional revela que,
nas eleições de 2006 e 2008, PSDB e PT receberam
quase metade do total de doações privadas oriundas
das maiores empresas do Brasil.
Dos R$ 446 milhões que as empresas doaram legalmente para
as campanhas, 24,2% foram para o PSDB e 21,2% para o PT. Em terceiro
lugar vem o PMDB, com 15,2%. Em quarto está o DEM, que
teve 13,2%. Os demais partidos ficaram com os 26,2% restantes.
Para chegar a esses valores, foram cruzadas doações
que candidatos e comitês declararam à Justiça
Eleitoral em 2006 e 2008 e as mil empresas que lideraram, entre
2007 e 2009, o ranking Maiores & Melhores da revista "Exame".
Os números mostram que 486 empresas do ranking fizeram
doações eleitorais. O valor total chega a R$ 446
milhões -cerca de 10% do total de recursos privados arrecadados
em 2006 e 2008.
Os dados fazem parte do manual "A Responsabilidade Social
das Empresas no Processo Eleitoral -Edição 2010",
lançado hoje pela ONG e pelo Instituto Ethos.
A publicação do instituto ensina empresas a fazer
doações para candidatos, campanhas e partidos políticos,
além de mostrar as vantagens e desvantagens do financiamento
público e privado de campanha. (ELTON BEZERRA)
Vermelho, 23 de julho
de 2010 Calúnias de Índio
dão a Dilma direito de resposta em site do PSDB
O ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
determinou há pouco que o portal "Mobiliza PSDB"
conceda, pelo período de 10 dias, direito de resposta à
campanha de Dilma.
A representação, de autoria da coligação
de Dilma, se baseia na entrevista dada ao portal em que o candidato
à vice-presidente na chapa de Serra, Indio da Costa, acusa
o PT de ter ligação com o narcotráfico e
as Farc.
No julgamento, Neves entende
que apenas o portal de campanha de Serra deve transmitir o vídeo
de resposta.
O ministro também
avaliou improcedente a retirada do link - que foi veiculado com
a entrevista de Indio - no portal Folha.com.
Na análise do ministro,
Indio agiu de forma ofensiva contra os adversários.
“Adversários
políticos não devem se tratar como inimigos. Mas
ainda que assim se considerem, que seja, então, lembrada
a lição de Baltasar Grácian, na sua obra
A Arte da Prudência: ‘entre os inimigos, a cortesia
é um dever. Custa pouco, mas recebe um belo dividendo,
quem respeita é respeitado’”, diz o ministro
em trecho do julgamento.
A decisão cabe
recurso. Isso ocorrendo, o caso será julgado pelo plenário
do TSE.
Agência Diap,
23 de julho de 2010 Proposta estende benefícios
da Previdência a trabalhadores em aviso prévio
A Câmara analisa
proposta que estende benefícios previdenciários
associados a acidentes de trabalho, como o auxílio-doença,
a trabalhadores que cumprem aviso prévio. A medida está
prevista no Projeto de Lei 7205/10, do deputado Ricardo Berzoini
(PT-SP).
Aviso prévio é
o nome que se dá à comunicação obrigatória
que o empregado ou o empregador deve fazer à outra parte
quando deseja rescindir o contrato sem justa causa. Hoje, pela
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei
5.452/43), a antecedência mínima para essa comunicação
é de 30 dias, na maioria dos casos. Nesse período,
o trabalhador tem horário reduzido de trabalho ou é
dispensado de comparecer ao serviço.
Pela proposta, os acidentes
ocorridos nesse período serão considerados acidentes
de trabalho, desde que o funcionário comprove que o incidente
ocorreu durante alguma atividade relacionada à busca do
novo emprego.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo.
O projeto perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado
pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado
por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará
ser votado pelo Plenário., será analisada pelas
comissões de Trabalho, de Administração e
Serviço Público; de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Reportagem - Carolina Pompeu
Edição - Regina Céli Assumpção
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
22/07/2010 Trabalho em prédio com produtos
inflamáveis armazenados gera direito a adicional de periculosidade
A Sétima Turma
do Tribunal Superior do Trabalho determinou o pagamento de adicional
de periculosidade a ex-empregado da Telecomunicações
de São Paulo - Telesp que prestava serviços dentro
de edifício em que estava armazenado produto inflamável.
O colegiado acompanhou, à unanimidade, voto de relatoria
da juíza convocada Maria Doralice Novaes.
O trabalhador entrou com
recurso de revista no TST depois que o Tribunal do Trabalho de
São Paulo (2ª Região) reformou a sentença
de origem para excluir da condenação o pagamento
do adicional de periculosidade. Segundo o TRT, como o laudo pericial
constatou que o empregado não ingressava nas salas de armazenamento
dos tanques de óleo diesel, ele não tinha direito
ao recebimento do adicional.
No TST, a relatora observou
que o laudo pericial também registrara que as atividades
realizadas pelo empregado eram passíveis de recebimento
do adicional de periculosidade, porque ele permanecia em área
de risco, ou seja, no interior do edifício da empresa,
ainda que não ingressasse especificamente nas salas em
que havia estoque de líquidos inflamáveis.
Para a juíza Doralice
Novaes, portanto, a questão a ser dirimida é se
o adicional de periculosidade é devido a todos os empregados
de um edifício (construção vertical) ou somente
para aqueles que estão próximos aos tanques de combustível.
O Ministério do Trabalho editou normas regulamentares sobre
o assunto, entre elas a de nº 16 que considera área
de risco toda a área interna do recinto.
Na opinião da relatora,
essa norma indica que os especialistas tentaram proteger o maior
número de empregados que circulassem no ambiente de trabalho,
na medida em que o armazenamento de combustível em construção
vertical merece um tratamento diferenciado. Uma eventual explosão
no prédio pode colocar em risco não apenas aqueles
que trabalham dentro das salas em que estão os tanques
de combustíveis, mas também os empregados de outros
andares, porque não é possível garantir que
a laje de separação dos andares seja suficiente
para isolar o dano.
Já a norma regulamentadora
nº 20 fixou que o armazenamento de líquido inflamável
poderia ser feito somente em recipientes de 250 litros. Ora, na
hipótese em análise, a empresa mantinha quatro mil
litros de diesel em quatro tambores contendo cada um mil litros
– o que significa que o risco de dano seria muito superior
ao estabelecido como limite pelo Ministério do Trabalho.
Nessas condições,
a relatora concluiu que o trabalhador tinha direito ao recebimento
do adicional de periculosidade pelo serviço prestado dentro
do edifício, ainda que fora da área onde se encontravam
os reservatórios de óleo diesel, como inicialmente
determinado pela Vara do Trabalho.
A Telesp apresentou
embargos declaratórios contra essa decisão unânime
da Sétima Turma, que ainda não foram julgados. (ED-RR-231900-40.2002.5.02.0010)
Agência Diap,
22 de julho de 2010 Emprego formal bate recorde
e alcança mais de 50% dos ocupados
Números da PED
da região metropolitana de SP do Dieese - que têm
série histórica mais antiga - mostram que entre
90 e 03 o total de trabalhadores formais no setor privado caiu
8,7%, para 3,150 mi, enquanto o número de empregados sem
carteira quase dobrou, subindo 94,9%, para 1,047 mi
A formalização
no mercado de trabalho brasileiro aumenta intensamente desde 2004
na esteira do crescimento mais forte da economia e de reformas
que estimularam a contratação de trabalhadores com
carteira assinada. Em 2010, pela primeira vez, o total de trabalhadores
com carteira assinada superou 50% da mão de obra ocupada
nas seis maiores regiões metropolitanas do país.
Essa participação
cresceu ao longo do semestre - começou em 50,3% em janeiro
e alcançou 51,1% em maio. O percentual é recorde.
Desde 2002, quando começa a nova série de emprego
e desemprego do IBGE, nunca o emprego formal foi tão representativo.
O avanço da formalização
nos últimos anos mostra um quadro muito diferente do registrado
na década de 90 e no começo dos anos 2000, diz o
economista Sérgio Mendonça, do Departamento Intersindical
de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Números da Pesquisa
de Emprego e Desemprego (PED) da região metropolitana de
São Paulo do Dieese - que têm uma série histórica
mais antiga - mostram que entre 1990 e 2003 o total de trabalhadores
formais no setor privado caiu 8,7%, para 3,150 milhões,
enquanto o número de empregados sem carteira quase dobrou,
subindo 94,9%, para 1,047 milhão.
A partir de 2004 o quadro
mudou. O número de empregados formais no setor privado
subiu de 3,4 milhões em 2003 para 4,6 milhões na
média de março, abril e maio de 2010, uma alta de
46%. No mesmo período, o estoque de assalariados sem carteira
assinada subiu apenas 2,6%, para 1,075 milhão de trabalhadores.
Para Mendonça,
a aceleração do crescimento é a principal
explicação para o avanço da formalização.
De 2004 a 2008, o país cresceu a uma média de 4,8%
ao ano. Em 2009, a economia encolheu 0,2%, mas já retomou
um ritmo forte de expansão, devendo avançar mais
de 7% este ano. Entre 1980 e 2003, a média foi pouco superior
a 2%.
"Os números
indicam que o que faltava para a criação de empregos
formais era um crescimento mais forte", acredita ele. De
2004 a junho de 2010, a geração de empregos formais
superou 9,5 milhões de vagas, considerando a diferença
entre admissões e demissões no Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged).
O economista Fábio
Romão, da LCA Consultores, aponta o crescimento mais forte
- e a percepção de que o país pode sustentar
taxas mais elevadas ao longo do tempo - como o principal motivo
para a formalização crescente no mercado de trabalho.
Isso dá mais confiança para as empresas registrarem
os funcionários.
Romão observa que
parte das vagas que aparecem no Caged se refere à formalização
de postos de trabalho já existentes, ainda que não
seja a maior fatia e não haja como precisar seu tamanho
total, apenas a parcela que decorre das ações de
fiscalização do Ministério do Trabalho.
Segundo Romão,
esse fenômeno fica claro quando se compara o crescimento
do estoque de trabalhadores por categoria de ocupação
na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE.
Em maio, o número
de empregados com carteira assinada cresceu 7% em relação
ao mesmo mês de 2009, enquanto o número de informais
encolheu 0,6%. Essa diferença, avalia Romão, "indica
a formalização de vagas já existentes".
Além do crescimento
mais forte da economia, Mendonça acredita que a aprovação
da da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa contribuiu para o avanço
da formalização nos últimos anos. Conhecida
como Supersimples, a lei entrou em vigor em julho de 2007, barateando
a contratação com carteira para empresas de menor
porte.
"Ela reduz o custo
de uma relação de trabalho formal", observa
o economista José Márcio Camargo, da Opus Gestão
de Recursos, que esse tipo de reforma com um peso maior no processo
de formalização recente do que o ritmo de crescimento.
Segundo ele, a crescente
importância do crédito na economia brasileira também
tem importância. Trabalhadores com carteira assinada têm
acesso a modalidades de crédito como os empréstimos
consignados.
Para ele, esse é
mais um incentivo para que os trabalhadores busquem relações
formais de trabalho e relutem em aceitar a informalidade, que
por vezes pode garantir um rendimento líquido maior.
O fim da cumulatividade
da Cofins, aprovada em 2003, também influenciou nesse processo,
acredita Mendonça. Como o imposto começou a a incidir
sobre o valor agregado, as empresas maiores passaram a pressionar
as fornecedores de menor porte a se formalizar, para terem direito
aos créditos tributários, diz ele. Nesse processo,
as empresas tendem a regularizar a mão de obra, o que também
facilita obtenção de crédito.
O aumento da formalização
é amplamente favorável para a economia, destacam
os economistas. O caixa do governo é reforçado,
já que há um aumento da contribuição
sobre a folha de salários e sobre a renda das pessoas físicas.
O processo também
ajuda a realimentar o próprio crescimento, como diz Romão.
Quem tem carteira assinada se sente mais confiante para consumir
e entrar em empréstimos e financiamentos.
Valor Econômico,
22 de julho de 2010 Carteira de Trabalho: formalização
pode elevar arrecadação em 10% do PIB
O processo de formalização
da economia brasileira tem levado a um aumento expressivo da arrecadação,
processo que deve se manter ao longo dos próximos anos
e garantir ao governo um volume significativo de recursos, que
pode chegar a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em 10 ou 20 anos,
aponta um estudo do economista Bernard Appy, ex-secretário
de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Para ele, essa folga fiscal,
se bem utilizada, pode expandir o investimento público
e privado e a poupança doméstica.
Se mantida a trajetória
de elevação das receitas - e não sendo essa
arrecadação consumida na expansão de despesas
correntes -, "há várias formas possíveis
e não excludentes" que podem favorecer uma política
de desenvolvimento, diz Appy no estudo, citando o aumento do investimento
público em infraestrutura, o avanço das desonerações
tributárias ou a ampliação da poupança
do governo para reduzir mais rapidamente a dívida pública.
Appy diz que a alta da
carga tributária nos últimos anos mostra o grande
impacto da formalização sobre as receitas. Esse
aumento, segundo ele, se deve principalmente aos tributos sobre
a renda do trabalho, somando as contribuições sobre
a folha de salários e o Imposto de Renda das Pessoas Físicas,
e os tributos sobre a renda das empresas e os ganhos de capital.
Hoje diretor de Pesquisa
e Projetos de Negócios da BM&F Bovespa, Appy diz que,
de 2004 a 2008, anos de crescimento robusto, a carga tributária
subiu de 32,23% para 35,8% do PIB, num momento em que não
houve medidas importantes para aumentar a receita. No período,
os tributos sobre a renda das pessoas físicas aumentaram
0,44 ponto do PIB, as contribuições sobre a folha
de salários, 1,3 ponto, e os impostos sobre a renda das
empresas e o capital, 1,57 ponto.
Appy nota que, de 2002
a 2008, os trabalhadores formais passaram de 37,7% para 43,4%
da população ocupada. "Esse parece ser o fator
dominante do forte crescimento das contribuições
previdenciárias, bem como do IRPF".
Ele ressalta ainda que
a expansão dos tributos sobre o lucro das empresas é
resultado, pelo menos em parte, "do processo de formalização
das receitas e do lucro, refletindo mudanças como a crescente
abertura de capital e uma atuação mais eficiente
da Receita".
Para Appy, se o país
continuar a crescer a uma taxa entre 4% e 5% ao ano, a tendência
de formalização e seu impacto positivo sobre a receita
deve continuar por muito tempo. No caso do mercado de trabalho,
a perspectiva de continuidade é clara, até porque
a informalidade ainda é alta. No caso das empresas, ele
acha razoável supor a continuidade do processo de formalização
das receitas e do lucro, ainda que a um ritmo mais moderado.
Appy diz ser provável
que, nos próximos 10 a 20 anos, a carga tributária
cresça entre 0,5 e 1 ponto percentual do PIB ao ano. Mantida
a trajetória recente, ela pode subir dos atuais 35% do
PIB para mais de 45% do PIB em 20 anos, estima ele.
Para ele, esse quadro
oferece duas opções de gestão da política
fiscal. A primeira, mais confortável do ponto de vista
político, é a acomodação do atual
modelo, com o aumento inevitável da carga tributária
e das despesas correntes como proporção do PIB,
"ainda que a dívida pública siga sendo reduzida
e que possa haver alguma margem para desonerações
e para a ampliação do investimento público".
Ele diz que não
propõe o corte de programas sociais ou de despesas correntes,
mas considera importante "explicitar que o crescimento inercial
desses gastos acima do crescimento do PIB reduz o espaço
para políticas que podem contribuir para a consolidação
do ciclo de desenvolvimento".
A outra opção
é mudar o modelo atual, definindo metas de longo prazo
para a "carga tributária, os investimentos e a dívida
pública, e a alteração das regras que levam
a um aumento automático de certas categorias de despesas
como proporção do PIB".
Com isso, a folga fiscal
decorrente da formalização abre espaço para
políticas que favoreçam a competitividade, o investimento
e o crescimento.
O ESTADO DO PARANÁ,
22 de julho de 2010 | Economia Indústria, comércio
e sindicatos criticam decisão do BC
O presidente em exercício da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse ver
"com algum alento" a decisão do Comitê
de Política Monetária (Copom) de reduzir o ritmo
de aperto monetário, com alta de 0,50 ponto porcentual
na taxa Selic, para 10,75% ao ano. Para ele é desnecessário
manter o processo de elevação dos juros, pelo cenário
de arrefecimento da atividade econômica. Os últimos
dados divulgados, lembra Andrade, apontam nítida desaceleração
no ritmo de expansão econômica, principalmente na
produção industrial que, nos últimos dois
meses interrompeu o crescimento. Enfatizou que o próprio
índice de atividade econômica produzido pelo Banco
Central, referente a maio, aponta estabilidade do Produto Interno
Bruto (PIB).
"Somados a isso,
diversos indicadores antecedentes, como a produção
e venda de veículos, produção de papel ondulado
e consumo de energia elétrica confirmam o quadro de clara
redução no ritmo de crescimento já no segundo
trimestre deste ano", acrescentou o presidente da CNI.
"Após a estabilidade
do IPCA de junho, o IPCA-15 de julho apontou queda de 0,1%, com
redução no preço dos alimentos, principal
componente de pressão inflacionária dos últimos
meses. São sinais mais do que suficientes, portanto, para
a flexibilização do ciclo de aperto monetário
do Banco Central. A persistência desse processo poderá
reduzir o ritmo de crescimento dos investimentos, aspecto fundamental
para o crescimento sustentado da economia", alerta Robson
Andrade.
Fiesp
O presidente em exercício
da Federação das Indústrias do Estado de
São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto,
repudiou a decisão do Copom de elevar a taxa Selic. "Vamos
seguir defendendo o setor produtivo brasileiro. O Brasil não
pode continuar entre os campeões mundiais de maiores taxas
de juros", disse, em nota.
"A Federação
e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp e Ciesp) não podem concordar com a política
equivocada de elevação da taxa Selic simplesmente
para que as expectativas de mercado não sejam contrariadas",
criticou. "O que é mais importante: as expectativas
de mercado ou os números já bem claros de arrefecimento
da inflação no Brasil? A quem interessa juros altos:
aos poucos do mercado ou aos muitos da sociedade?", questionou.
"Qual é a razão para o aumento dos juros? A
Fiesp e o Ciesp não encontram nenhuma, exceto a distribuição
de renda ansiada pelos sopradores de 'vuvuzelas' do mercado."
Fecomercio-SP
Apesar de o aumento da
Selic ter sido menor que o esperado pela maioria do mercado financeiro,
a Federação do Comércio de Bens, Serviços
e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) criticou
a decisão do Copom. Para a entidade, o Copom demonstrou
"um medo exagerado" da possibilidade de aumento da inflação,
ignorando os sinais de arrefecimento da economia brasileira nos
últimos meses.
Analistas financeiros
esperavam elevação de 0,75 ponto porcentual e a
decisão do Copom foi de aumentar a Selic em 0,50 ponto,
para 10,75% ao ano. Mesmo assim, o diretor executivo da Fecomercio,
Antonio Carlos Borges, avaliou que o reajuste foi "absolutamente
desnecessário". "O momento pede uma parada técnica
para que o BC analise melhor a situação a partir
dos aumentos dos juros básicos nos meses anteriores e possa
tomar a decisão mais acertada daqui para a frente",
afirmou.
Força Sindical
A decisão do Copom
também foi criticada pela Força Sindical. Em nota,
o presidente em exercício da entidade, Miguel Torres, considerou
a decisão "nefasta" para o setor produtivo. "Esta
insensata medida irá aumentar a trava para a produção
e a geração de empregos, prejudicando as estimativas
de um PIB vigoroso este ano", afirmou.
"É realmente
lamentável que as autoridades monetárias brasileiras
tenham se transformado em meros aduladores dos especuladores.
Suas decisões estão cada vez mais distante dos interesses
maiores da sociedade e do Brasil", disse. "Lamentamos
profundamente que o Brasil esteja virando um paraíso para
os especuladores do mundo inteiro."
G1, 22 de julho de 2010 135,8 mi de eleitores estão
aptos a votar nas próximas eleições, diz
TSE Agência DIAP
O Tribunal Superior Eleitoral
divulgou, nesta terça-feira (20), dados consolidados sobre
o eleitorado brasileiro que mostram que 135,8 milhões de
eleitores estão aptos a votar nas eleições
de outubro.
O número é
8,5% maior que o da última eleição presidencial,
de junho de 2006, quando o total de eleitores brasileiros era
de 125,9 milhões. Os dados foram repassados ao TSE pelos
tribunais regionais eleitorais (TREs).
O principal colégio
eleitoral do país continua a ser o estado de São
Paulo, com 22,3% do total de eleitores brasileiros - 30,3 milhões
de pessoas aptas a votar neste pleito - seguido de Minas Gerais,
com 14,5 milhões de eleitores (10,6% do eleitorado).
Em seguida, os estados
com mais eleitores são o Rio de Janeiro (11,5 milhões
de eleitores e 8,5% do eleitorado nacional), a Bahia (9,5 milhões
e 7%) e o Rio Grande do Sul (8,1 milhões e 5,9%). O menor
colégio eleitoral é Roraima -271,8 mil eleitores
(0,2% do total).
Mulheres
A maioria do eleitorado brasileiro é composto de mulheres,
51,8% das pessoas aptas a votar, ou 70,3 milhões de eleitoras.
Os homens representam 65,2 milhões de votantes. Em 2006,
o eleitorado feminino correspondia a 51,5% (64,8 milhões
de votantes) e o masculino, a 48,3% (60,8 milhões).
Com 984,6 mil eleitoras
(53,6% do total), o Distrito Federal é a unidade da federação
com o maior proporção de mulheres votantes, seguido
do Rio de Janeiro, com 6,1 milhões de eleitoras (53,2%
do total).
Segundo o TSE, 200,3 mil
eleitores devem votar no exterior. O voto para quem está
fora do país vale apenas para os cargos de presidente e
vice-presidente.
Segundo o secretário
de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino,
o perfil básico do eleitor brasileiro são pessoas
do sexo feminino com idade entre 25 a 34 anos. A maioria dos estados
tem maior percentual de mulheres eleitoras, com exceção
de Mato Grosso, Pará, Roraima e Rondônia.
"O aumento do eleitoral
ele se estende em todos os outros números, como sessões,
pontos de votação e de mesários convocados
e tudo corresponderá a esse aumento", afirmou Janino.
O assessor da Corregedoria-Geral
Eleitoral do TSE, Sérgio Cardozo, afirmou que o aumento
total do eleitorado brasileiro e a predominância feminina
já eram esperados pela Justiça eleitoral.
"É difícil
de estabelecer circunstância determinante da movimentação
do eleitorado. De acordo com o padrão vegetativo do eleitorado,
de uma eleição para outra, a média de crescimento
é de 4%. Não apresentou-se surpresa em relação
ao aumento e ao número maior de mulheres. Não há
como explicar essa tendência de maior participação
feminina. Talvez interesse maior das mulheres ou fator genético
do eleitorado", afirmou o assessor do TSE.
Jovens
O levantamento demonstrou também que houve uma redução
no número de eleitores de 16 anos e 17 anos. De acordo
com os dados do TSE, os eleitores nessa faixa etária somavam
2,55 milhões de votantes em 2006; nestas eleições,
2,39 milhões.
O secretário de
Tecnologia da Informação do TSE disse que a redução
é um "fato novo", apesar das campanhas veiculadas
pela Justiça eleitoral para estimular a participação
do eleitorado jovem.
"Trabalho no TSE
há 14 anos. Nos últimos, 10 anos tivemos números
crescentes. Esta é uma tendência a se estudar",
afirmou Janino.
FOLHA DE LONDRINA,
22 de julho de 2010 | Política Legendas miram crescimento e aumento
do fundo partidário Partidos lutam ainda para eleger a maior
bancada na tentativa de emplacar o próximo presidente da
Câmara dos deputados
Brasília - Em recesso, os deputados se dedicam às
campanhas eleitorais. Dos 513 deputados, 421 (82%) tentarão
a reeleição e 33 (6,43%) querem se tornar senadores.
Enquanto 88,4% dos parlamentares correm atrás do voto,
os partidos fixam metas ambiciosas na tentativa de eleger as maiores
bancadas, porque isso definirá a força da legenda
diante do novo governo.
O número de deputados
eleitos e a quantidade de votos dados à legenda nas eleições
para a Câmara definirão o tamanho dos partidos para
efeito de distribuição proporcional do dinheiro
do fundo partidário e do uso do horário eleitoral
gratuito na TV. Essa distribuição valerá
para os próximos quatro anos e são moedas fortes
em alianças e composição com o Planalto.
Antes mesmo de os votos
caírem nas urnas, o PMDB e o PT estão convictos
de que elegerão o próximo presidente da Câmara.
Os candidatos já estão postos: Henrique Eduardo
Alves (RN), caso o PMDB eleja a maior bancada, e Cândido
Vaccarezza (SP), se o PT for o vencedor. O líder do PMDB,
Henrique Alves, considera que o partido sairá na frente,
elegendo de 95 a 100 deputados.
As eleições
de 2006 elevaram o PMDB à posição de maior
partido, com 89 deputados. Com o troca-troca de legendas, a bancada
tem hoje 90 parlamentares na Câmara, o que o mantém
na condição de maior partido. ''O PMDB tem grande
força nos Estados e muitos candidatos a governador, o que
fortalece a formação das bancadas legislativas,
mais do que provoca repercussão nacional'', diz Henrique
Alves.
Onda Lula
No PT, a intenção
é aumentar a bancada atual de 79 deputados com mais 10
ou 15 eleitos. ''Temos expectativa de um leve crescimento da bancada
com base no trabalho que o PT vem fazendo no Congresso'', avalia
o petista Vaccarezza. ''O fato de Lula ser filiado ao PT ajuda
a bancada.''
O deputado José
Genoino (PT-SP) também considera que o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva faz a diferença quando o assunto
é voto no partido. Com a popularidade alta, ter Lula como
cabo eleitoral pode render os votos necessários para ultrapassar
o aliado PMDB na Câmara. ''Recente pesquisa eleitoral mostra
que o PT tem 28% da preferência nacional. O partido pode
ficar maior do que o PMDB'', afirma Genoino.
A entrada de Lula na campanha
pelo voto no número 13 não é assunto fácil
de ser tratado pelos partidos aliados. O ministro das Relações
Institucionais, Alexandre Padilha, diz que não há
discussão sobre isso. ''No momento certo, o presidente
fará campanha para os aliados'', esquiva-se. A pretensão
de evoluir na esteira do crescimento do País é disseminada
entre as legendas da base do governo.
Com uma bancada de 27
deputados, o PSB calcula quase dobrar de tamanho nesta eleição.
''Esperamos eleger de 40 a 50 deputados'', diz o deputado Márcio
França (PSB-SP), secretário nacional do partido.
O PSB aposta fichas no vereador de São Paulo Gabriel Chalita,
candidato a uma vaga de deputado federal, para puxar mais votos
para a legenda e eleger com ele mais parlamentares. França
acredita que ele poderá ser o mais votado em São
Paulo.
O partido também
pôs como puxadores de votos os candidatos e ex-jogadores
de futebol Marcelinho Carioca e Romário.
Denise MadueÀo
Agência Estado
Agência Câmara,
22 de julho de 2010 Projeto dispensa documento
para concessão do auxílio-doença
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7204/10, que autoriza a concessão do auxílio-doença
sem a chamada Comunicação de Acidente de Trabalho
(CAT). Hoje, pela Lei 8.213/91, em caso de acidente em ambiente
laboral, a empresa ou o próprio empregado deve comunicar
o fato à Previdência Social para que o funcionário
tenha direito ao benefício. Pela proposta, do deputado
Ricardo Berzoini (PT-SP), a Previdência passa a dispensar
a apresentação desse documento para conceder o auxílio-doença.
O auxílio-doença
é conferido ao funcionário contribuinte do Regime
Geral de Previdência Social que ficar incapacitado para
o trabalho por mais de 15 dias consecutivos. Atualmente, o Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) já dispensa a apresentação
da CAT no caso de acidentes ligados diretamente à prática
de uma determinada atividade profissional. São os casos
detalhados no chamado Nexo Técnico Epidemiológico
Previdenciário (NTEP), que relaciona o exercício
de atividade bancária ao risco de ocorrência da Lesão
por Esforço Repetitivo (LER), por exemplo.
Segundo o autor, o objetivo
da proposta é estender a dispensa da CAT para todos os
casos de requisição de auxílio-doença.
A partir de então, ficará a cargo da perícia
médica do INSS avaliar se há relação
entre o acidente ocorrido e o trabalho executado.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo.
O projeto perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado
pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado
por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará
ser votado pelo Plenário., será analisada pelas
comissões de Trabalho, de Administração e
Serviço Público; de Seguridade Social e Família;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
GAZETA DO POVO, 21 de
julho de 2010 | Economia Trabalho Com economia aquecida, cresce
a pressão por reajustes salariais Total de categorias com aumento superior
à inflação deve bater recorde em 2010. Sindicatos
prometem ganhos reais de até 10% acima do INPC Publicado em 21/07/2010 | Fernando
Jasper
O forte crescimento da
economia, a escassez de mão de obra qualificada e a queda
do desemprego devem inflar os reajustes salariais deste segundo
semestre. Embalados pelo sucesso das negociações
do ano passado, quando a economia brasileira mal havia saído
da crise, sindicatos paranaenses prometem exigir aumentos reais
– acima da inflação – ainda maiores
em 2010. Enquanto em 2009 os ganhos reais no estado ficaram entre
1% e 2% na maioria dos casos, desta vez os trabalhadores prometem
exigir porcentuais de 3% a 10% superiores ao Índice Nacional
de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência
pelos sindicatos.
Segundo o Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), a tendência é que o total de categorias
profissionais com reajuste superior à inflação
bata recorde neste ano, superando a marca de 2007, quando 87,7%
das negociações de todo o Brasil terminaram com
ganhos reais para os trabalhadores. No ano passado, apesar da
crise econômica, o índice foi de 79,9% no país,
o terceiro maior da série histórica iniciada em
1996. “Neste ano deve subir não apenas o total de
acordos com ganho real, como os próprios reajustes obtidos
pelos trabalhadores. Os índices devem ser de, no mínimo,
2% acima do INPC”, prevê Cid Cordeiro, economista
do escritório paranaense do Dieese.
Os acordos fechados no
primeiro semestre servirão de combustível extra
às negociações dos próximos meses.
Entre janeiro e junho, funcionários da rede privada de
saúde do Paraná conseguiram aumento de 1,4% acima
da inflação; no comércio, os ganhos foram
de 1,65% e, no setor de serviços, chegaram a 3,53%. Operários
das indústrias de bebidas e eletroeletrônicos receberam
1% e 3%, respectivamente.
“Os sindicatos ligados à central devem pedir de 5%
a 10% de aumento real”, avisa Marisa Stédile, secretária-geral
da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Na Força
Sindical, a ordem é conseguir índices de ganho real
maiores que os obtidos no primeiro semestre, que ficaram entre
1,5% e 2%, diz o secretário-geral da Força no Paraná,
Clementino Vieira. A Fetiep, federação que reúne
categorias industriais não organizadas em sindicatos, pretende
exigir INPC mais metade da expansão do Produto Interno
Bruto (PIB) – ou seja, 3,6% de aumento real, considerando-se
a estimativa de que o PIB crescerá 7,2% neste ano.
O Sindicato dos Metalúrgicos
da Grande Curitiba (SMC) pretende arrancar das montadoras e de
outras empresas do setor um reajuste real superior a 3,7%. “Esse
foi o índice mais baixo que conseguimos em 2009, um ano
que começou bastante complicado. Como 2010 é um
ano muito melhor, o índice tem de ser mais alto”,
diz Jamil Dávila, secretário-geral do SMC.
“Astronômicos”
Os bancários devem
fechar sua pauta de reivindicações no próximo
fim de semana, em sua conferência nacional. Mas já
anunciam que vão pedir, no mínimo, o repasse do
INPC acumulado em 12 meses – que deve ficar em 5,5% em setembro,
segundo previsão do Dieese – mais 5% de aumento real.
“Os bancos fazem parte de um setor que, com crise ou sem
crise, sempre apresenta resultados astronômicos. Nada mais
justo que dividi-los com os trabalhadores”, argumenta Otávio
Dias, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba
e Região.
Aumento
eleva custos e gera mais inflação, dizem empresários
Sindicalistas costumam argumentar que, ao elevar o poder de compra
dos trabalhadores, gordos reajustes salariais beneficiam toda
a economia. Mas empresários e economistas ponderam que,
ao elevar os custos das empresas e estimular fortemente o consumo,
aumentos muito superiores à inflação podem
gerar ainda mais inflação.
“Além da
questão inflacionária, no Paraná temos um
piso regional que é um dos maiores do país. Para
a indústria, é de R$ 714, enquanto em São
Paulo é de R$ 570. Nessa situação, pedir
aumento real de 3% é extrapolar a realidade do mercado”,
diz Amílton Stival, coordenador do conselho temático
de relações de trabalho da Federação
das Indústrias do Paraná (Fiep).
“Há espaço
para aumento real, mas é preciso cuidar com o tamanho dele.
Pressões adicionais sobre os preços vão se
refletir em juros mais altos no futuro, que por sua vez frearão
a economia. E aí todos perdem”, alerta o economista
Luciano Nakabashi, professor da Universidade Federal do Paraná
(UFPR).
Despesas
Para o bancário
Luiz Pizetta, no entanto, os ganhos dos últimos anos foram
“reais” apenas em relação ao INPC. “As
despesas da classe média sobem muito mais que a inflação
medida pelo INPC. A gente ganha aumento de 7%, mas o colégio
particular sobe 12%. Então eu não posso dizer que
meu poder aquisitivo cresceu.”
BEM PARANÁ,
21 de julho de 2010 | Artigos Nível de emprego Gilmar Mendes Lourenço
Uma observação da experiência internacional
permite constatar a falta de correlação entre a
redução da jornada de trabalho e aumento do nível
de emprego. Por exemplo, na França, enquanto a atropelada
diminuição do tempo dedicado ao trabalho, feita
em 1982, reduziu em 4,0% a oferta de trabalho – o que provocou
a migração de investimentos para outros países
da União Européia com jornadas maiores e legislação
trabalhista mais flexível –, a contração
negociada de 1998 promoveu, na melhor das hipóteses, a
estabilização do emprego.
Na verdade, as organizações,
em especial as privadas, priorizam, estruturalmente, a perseguição
da neutralização dos acréscimos nas despesas
de produção, por meio da intensificação
do uso da mão de obra já contratada, com a instituição
de turnos adicionais de trabalho e com a modernização
e automação dos processos produtivos e gerenciais,
mediante à introdução de inovações
tecnológicas e de gestão, sob pena de contabilização
de perdas de produtividade e competitividade.
Já a lógica
conjuntural do ajuste de custos é mais nociva, pois preconiza
a preservação das margens de rentabilidade, ou a
anulação da impulsão de gastos, por meio
de deliberações e atitudes de contração
da produção e do pessoal empregado, abrindo espaço
para a ascensão dos dispêndios associados à
ociosidade do capital fixo, e/ou da ativação da
espiral salário/custo/preço, principalmente em cenários
de diminuta concorrência e/ou elevado grau de oligopolização
setorial. Em qualquer dessas situações, delineiam-se
círculos viciosos de queda na renda, investimento e emprego.
No Brasil, a reestruturação
defensiva acontecida nos primórdios da década de
1990, em resposta ao clima de abertura com recessão, imposto
pelo encaixe na globalização financeira, e a ofensiva
pós 2003, no sentido da diversificação dos
da pauta e dos mercados de destino das exportações,
ladeadas pela consolidação da estabilização
monetária, recuperação do crédito
e disseminação das iniciativas oficiais de transferência
de renda, ensejaram notável realinhamento da estrutura
de preços relativos e reorganização arrumação
das posições dentro do conflito distributivo, particularmente
na equação lucros versus salários, integrante
da matriz de apropriação do resultado da atividade
econômica.
Gilmar Mendes Lourenço
é Economista, Coordenador do Curso de Ciências Econômicas
e Editor da Revista “Vitrine da Conjuntura” da FAE
Centro Universitário, Conselheiro do Conselho Regional
de Economia do Paraná (Corecon) e Diretor do Sindicato
dos Economistas do Estado do Paraná (Sindecon). Autor do
livro “Conjuntura Econômica: Modelo de Compreensão
para Executivos”. Ele escreve às quartas-feiras neste
espaço
TSE, 21 de julho de
2010 Eleitorado cresce 8,5% e
chega a quase 136 milhões de brasileiros
Os números do eleitorado das Eleições 2010
mostram que houve um crescimento de 8,5% em relação
a 2006, ano das últimas eleições gerais.
Ao todo, estão aptos a votar no próximo dia 3 de
outubro 135.804.433 eleitores em todo o País. Em 2006,
eram pouco mais de 125 milhões. Dois anos depois, quando
os brasileiros votaram nas eleições municipais,
já havia crescido 4%. Essa evolução inclui
os eleitores de 16 e 17 anos, que nas Eleições 2010
representam 1,7% do eleitorado, sendo no total 2.391.352.
Mulher é Maioria
Assim como nas eleições
gerais de 2006 e 2002, as mulheres continuam a compor a maioria
do eleitorado brasileiro em 2010, correspondendo a 51,8%, ou 70.373.971
eleitoras. Já o eleitorado masculino representa 48%, somando
65.282.009.
Em 2006, o eleitorado
feminino correspondia a 51,5% (64.882.283) e o masculino somava
48,3% (60.853.563).
Faixa etária
Em geral, a maioria do
eleitorado está concentrada na faixa etária de 25
a 34 anos, com 32.790.487 eleitores (24,1%). Em seguida estão
os eleitores que têm entre 45 a 59 anos, com 30.753.427
(22,6%).
Distribuição
por Estado
O Estado de São
Paulo é o maior colégio eleitoral do país
e concentra 22,3% dos eleitores, sendo 30.301.398 votantes no
total. Minas Gerais ocupa o segundo lugar, com 10,6%, somando
14.522.090 eleitores.
Em seguida, Rio de Janeiro,
com 11.589.763 (8,5%); Bahia, com 9.550.898 (7%); e Rio Grande
do Sul, com 8.112.236 (5,9%). Do total, 200.392 eleitores vão
votar no exterior, apenas para os cargos de presidente e vice-presidente
da República.
Os números de eleitores
por Estado podem ser alterados em razão do voto em trânsito.
Fonte: TSE
Valor Econômico,
21 de julho de 2010 Eleições 2010:
com Ficha Limpa, candidaturas impugnadas chegam a 3 mil
A entrada de São Paulo no ranking de impugnações
elevou para quase 3 mil o número de candidatos com problemas
na Justiça Eleitoral. Ontem, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
começou a divulgar os dados de candidaturas impugnadas
no estado.
Até as 20h, a Corte
havia registrado o questionamento de 301 registros dos 3.154 políticos
que se lançaram na disputa por cargos.
Com isso, o total de candidaturas
impugnadas na Justiça Eleitoral chegou a 2.967. Pelo sistema
do tribunal, não é possível detalhar quantas
impugnações foram pedidas pelo Ministério
Público, e quantas foram solicitadas por partidos e candidatos.
As impugnações
podem ser solicitadas por Ministério Público, siglas
e candidatos para impedir a aprovação do registro
pela Justiça Eleitoral.
As falhas apontadas na
impugnação podem ir desde a falta de documentos
a denúncias com intuito de impedir que políticos
"fichas-sujas" disputem as eleições.
Os tribunais regionais,
no entanto, informaram que a maioria das impugnações
foi motivada por falhas na documentação enviada
pelos candidatos, como falta de certidões negativas na
Justiça.
O TSE não havia
registrado até nenhum pedido de impugnação
dos nove candidatos que disputam a Presidência da República.
O nome do deputado federal
Paulo Maluf (PP-SP) não figura entre os candidatos com
problemas na Justiça. É um indício de que
o número de candidaturas impugnadas ainda deve aumentar.
O TSE tem até o fim do dia amanhã para finalizar
a lista de candidatos questionados na Justiça Eleitoral.
Por enquanto, Minas Gerais,
o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás
apenas de São Paulo, lidera o ranking dos pedidos de impugnação.
De um total de 1.701 registros
de candidatura, 614 foram impugnadas, segundo balanço divulgado
pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) na última sexta-feira
(14).
O estado de Alagoas ocupa
a segunda posição em números absolutos, mas
em cálculo proporcional - quando são comparados
o número de candidaturas registradas e o número
de questionamentos -, o estado lidera.
Dos 438 políticos
que se lançaram candidatos, 429 tiveram a candidatura impugnada,
o equivalente a 97,9% dos registros.
Até agora, Rondônia
ocupava o terceiro lugar, com 327 candidaturas impugnadas, de
um total de 477 políticos registrados.
Agência Câmara,
21 de julho de 2010 Câmara aumentou índice
de reajuste de aposentadorias Como parte do balanço de votações
do primeiro semestre na Câmara, leia agora as matérias
sobre Previdência e agricultura.
O aumento do reajuste
dos aposentados da Previdência Social de 6,14% para 7,72%
foi uma das maiores mudanças feitas pela Câmara na
Medida Provisória 475/09, aprovada em maio. O reajuste
vale para as aposentadorias acima de um salário mínimo
e já é lei (12.254/10).
Nas negociações
feitas na Casa, o governo defendeu o índice de 7%, mas
a maior parte dos partidos manteve os 7,72%, que correspondem
à inflação acumulada pelo Índice Nacional
de Preços ao Consumidor (INPCMede a variação
de preços da cesta de consumo das famílias de baixa
renda, com salário de um a seis mínimos, entre os
dias 1º e 30 do mês de referência. Abrange nove
regiões metropolitanas do País (São Paulo,
Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém,
Porto Alegre e Curitiba), além do município de Goiânia
e de Brasília. O índice é calculado pelo
IBGE desde 1979 e é muito utilizado como parâmetro
para reajustar salários em negociações trabalhistas.)
mais 80% da variação do Produto Interno Bruto (PIBIndicador
que mede a produção total de bens e serviços
finais de um país, levando em conta três grupos principais:
- agropecuária, formado por agricultura extrativa vegetal
e pecuária; - indústria, que engloba áreas
extrativa mineral, de transformação, serviços
industriais de utilidade pública e construção
civil; e - serviços, que incluem comércio, transporte,
comunicação, serviços da administração
pública e outros. A partir de uma comparação
entre a produção de um ano e do anterior, encontra-se
a variação anual do PIB.) de 2008 para 2009.
O fim do fator previdenciárioO
fator previdenciário atinge apenas as aposentadorias do
regime do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao qual
são vinculados trabalhadores do setor privado e servidores
públicos regidos pela Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT). Hoje, a aposentadoria por tempo de contribuição
pode ser requerida após 35 anos de contribuição
para homens, ou 30 para mulheres. O valor da aposentadoria resulta
do cálculo das médias dos maiores salários
de contribuição a partir de julho de 1994 –
entram no cálculo apenas os 8 maiores em cada 10 salários
de contribuição. O valor da média obtida
por essa conta deve ser multiplicado, então, pelo fator
previdenciário — calculado com base na alíquota
de contribuição, na idade do trabalhador, no tempo
de contribuição e na expectativa de vida. A expressão
salário de contribuição não é
um equivalente perfeito de salário, porque os segurados
com um salário maior que o teto da Previdência terão
um salário de contribuição limitado a esse
último valor. a partir de 1º de janeiro de 2011 foi
outro ponto incluído pelos deputados, mas foi vetado pelo
presidente da República. Esse fator é uma fórmula
que reduz, na maioria das vezes, os valores dos benefícios
da Previdência em relação ao salário
de contribuição.
Aposentadoria
especial
Para as pessoas com deficiência, o Plenário da Câmara
aprovou o Projeto de Lei Complementar 277/05, que permite a aposentadoria
com menos tempo de contribuição à Previdência
Social. A matéria está sendo analisada pelo Senado.
No caso de deficiência
moderada, os homens poderão se aposentar com 27 anos de
contribuição e as mulheres com 22 anos. São
três a menos que a regra atual. Se a deficiência for
grave, a pessoa poderá se aposentar com 25 anos de contribuição
(homem) e 20 anos (mulher). A redução é de
cinco anos sobre a norma vigente.
De acordo com o texto
aprovado, os segurados terão de comprovar que possuíam
a deficiência durante todo o período de contribuição.
A aposentadoria por idade
também poderá ser requisitada aos 60 anos, no caso
do homem, e aos 55 anos, para a mulher. O benefício reduz
em cinco anos o tempo exigido atualmente.
O grau de deficiência
será atestado por perícia médica do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) a cada cinco anos. No caso de
agravamento da doença, o segurado poderá pedir uma
perícia antecipada. Isso possibilitaria a mudança
de enquadramento de deficiência moderada para grave, por
exemplo.
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
21/07/2010 Quinta Turma decide regra de correção
monetária em débito trabalhista
Por unanimidade de votos,
a Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho deu provimento
a recurso do Banco Mercantil de São Paulo (adquirido pelo
Bradesco) para determinar a incidência de correção
monetária pela demora no pagamento de débitos trabalhistas
a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da prestação
de serviço.
Segundo a relatora do
recurso de revista do banco, ministra Kátia Magalhães
Arruda, essa matéria já está consolidada
na Súmula nº 381 do Tribunal, ao prever que o pagamento
dos salários até o quinto dia útil do mês
subseqüente ao vencido não está sujeito à
correção monetária. Se essa data for ultrapassada,
aí sim incidirá o índice da correção
monetária do mês subseqüente ao da prestação
dos serviços, a partir do dia primeiro.
O banco recorreu ao TST
depois de ter sido condenado pelo Tribunal do Trabalho de São
Paulo (2ª Região) a pagar correção monetária
sobre os débitos de forma diferente. Para o TRT, comprovado
o recebimento de salários no mês da prestação
de serviços, a correção monetária
deve ser calculada a partir do próprio mês da prestação
de serviços em caso de inadimplência.
De fato, reconheceu a
relatora, a atualização pela demora no pagamento
de débitos trabalhistas é cabível entre a
data de vencimento da obrigação e a do seu efetivo
pagamento, nos termos do artigo 39 da Lei nº 8.177/1991.
Na hipótese de salário mensal, portanto, o pagamento
deve ser efetuado até o quinto dia útil do mês
subseqüente ao da prestação do trabalho.
Assim, como o empregador
só fica inadimplente se não efetuar o pagamento
até o quinto dia útil do mês subseqüente
ao vencido, o término do mês de trabalho não
implica o automático vencimento da obrigação
de pagar o salário. Isso significa que a aplicação
de eventual correção monetária por atraso
no pagamento do débito deve seguir a orientação
da Súmula nº 381 do TST. (RR- 133200-14.2005.5.02.0078)
FOLHA DE LONDRINA, 20
de julho de 2010 | Economia Construção civil bate
recorde em contratações No Paraná setor gerou 15,4 mil
empregos no primeiro semestre - 5,9 mil só em Londrina
O nível de emprego
da construção civil brasileira aumentou 10,2% no
acumulado do ano até junho. O saldo líquido de empregos
foi de 230 mil, sendo 15,4 mil só no Paraná - o
que representa 12,4% de acréscimo no emprego deste setor,
de janeiro a junho; 5.210 em Curitiba (12%) e 5.901 em Londrina
(21,57%), de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), registro administrativo do Ministério do Trabalho
e Emprego.
Em 12 meses (de junho
de 2009 a junho de 2010), a variação de emprego
na construção atingiu 29,53% no município,
com o saldo de 2.251 novas vagas. Apenas em junho, o setor fechou
892 admissões e 815 desligamentos, que resultaram numa
variação de 0,81% no número de trabalhadores
da construção. Em maio, o saldo de empregos no Brasil
ultrapassou os 39 mil, enquanto no Paraná foram 3.725 e
em Curitiba 1.590.
Para Euclésio Finatti,
vice-presidente técnico na área de Política
e Relações Trabalhistas do Sinduscon Paraná,
o cenário nacional é positivo e o índice
de contratação tem experimentado grande acréscimo
devido à facilidade de financiamento para obras de infraestrutura,
como o Minha Casa Minha Vida, por exemplo. ''Houve muita contratação
de obras como esta neste semestre, por isso o volume foi maior'',
observa.
Ele prevê que, embora
estejam previstas novas obras de infraestrutura para o segundo
semestre, haverá contratações, mas não
com a mesma velocidade dos primeiros seis meses. ''Imaginamos
que não vai repetir até porque não temos
trabalhadores para isso'', justifica. Finatti acredita que o PIB
do setor deverá ser maior que o nacional.
O saldo da construção
civil municipal do período de janeiro a junho deste ano,
que somou 1.694 novas vagas, segundo a economista do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), Lenina Formaggi, significou 23% do saldo total de empregos
gerados em Londrina no período.
Aline Vilalva
Reportagem local
O ESTADO DO PARANÁ,
20 de julho de 2010 | Economia Jovens reduzem pressão sobre
mercado de trabalho
Nos últimos seis anos, cerca de 425 mil jovens de 18 a
24 anos, ocupados ou em busca de ocupação, deixaram
de pressionar o mercado de trabalho nas seis principais regiões
metropolitanas do Brasil. A grosso modo, se quantidade semelhante
de jovens estivesse no mercado, a taxa de desemprego metropolitano,
hoje em 7,5% da população economicamente ativa (PEA),
poderia ficar próxima de 10%.
A questão é
que o ritmo de crescimento da população brasileira
está diminuindo a uma velocidade maior que a esperada.
Mais que isso, as dinâmicas são diferentes, e até
opostas, entre diferentes grupos por faixas etárias. Enquanto
a participação dos mais jovens na força de
trabalho encolhe, a da população de mais de 50 anos
é a que mais cresce, refletindo a forte expansão
demográfica do passado.
Os jovens de 18 a 24 anos, que representavam 15,1% da população
em idade economicamente ativa das principais regiões metropolitanas
do País em 2003, passou a responder por 12,6% no ano passado.
"Três pontos porcentuais é uma queda e tanto",
diz o gerente da pesquisa mensal de emprego do Instituo Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo. Nesse
mesmo período, a fatia dos trabalhadores com 50 anos ou
mais saltou de 24,9% para 30,2%.
A população
está envelhecendo porque a taxa de natalidade tem caído
num ritmo maior que o da mortalidade. Em pouco mais de 40 anos,
da metade da década de 1960 até 2006, a taxa de
fecundidade brasileira passou de 6,2 filhos por mulher para 1,8
filho, segundo dados mais recentes da Pesquisa Nacional de Demografia
e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), divulgados
pelo IBGE em 2008.
O
ESTADO DO PARANÁ, 20 de julho de 2010 | Economia Bernardo critica indexação
a reajuste do mínimo
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, criticou hoje a indexação
dos benefícios previdenciários ao aumento do salário
mínimo. Atualmente, o piso dos benefícios da Previdência
é reajustado pelo mesmo índice do salário mínimo,
enquanto os benefícios acima desse valor têm como base
de correção o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC). Uma emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) pretende
indexar os reajustes dos benefícios previdenciários
- inclusive os que estão acima do piso - ao aumento do salário
mínimo. A proposta foi incluída na Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO), e depende de sanção
do presidente Lula.
"Não sou adepto dessa medida.
Se a gente olhar o que está acontecendo em termos demográficos,
a questão das aposentadorias, da previdência no País,
e olhar a longo prazo, só tem um jeito de atrelar o salário
mínimo e os outros benefícios, é não
dar aumento real para nenhum deles. Como nós estabelecemos
uma política de dar aumento real para o salário
mínimo, vamos ter de enfrentar esse debate e ver se a gente
consegue superar isso. Se você falar, 'tem que ser tudo
igualzinho', com certeza vai todo mundo receber só inflação",
disse Paulo Bernardo.
Questionado se o governo deveria barrar
a medida, o ministro respondeu que espera "que sim".
"Vou conversar com o presidente ainda, quem tem a caneta
e o poder na hora de sancionar ou vetar é o presidente
Lula, mas vamos ponderar essas coisas com ele."
Gazeta do Povo, 20
de julho de 2010 Eleição 2010 Candidatos não refletem o
perfil do eleitorado do Paraná Enquanto 51,6% dos concorrentes dizem
possuir ensino superior completo, apenas 4% dos 7,5 milhões
de eleitores têm instrução semelhante
O perfil médio
dos 974 candidatos paranaenses às eleições
de outubro não reflete as principais características
do eleitorado do estado. A maior parte dos candidatos é
homem, concluiu o ensino superior, tem entre 45 e 59 anos e atua
como empresário. Já o eleitorado é composto
na sua maioria por mulheres e por pessoas nem que sequer concluíram
a educação básica. A única característica
do eleitor médio que bate com a do candidato médio
é a faixa etária: 45 e 59 anos. Para especialistas,
a diferença mostra que o estado é governado por
uma elite que se perpetua no poder.
Enquanto 51,6% dos candidatos
dizem possuir ensino superior completo, apenas 4% dos 7,5 milhões
de eleitores têm instrução semelhante, de
acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A maioria
dos votantes não concluiu a educação básica
– ensino fundamental e médio (55,5%).
Segundo Ricardo Oliveira,
professor de Ciência Política da Universidade Federal
do Paraná, as incongruências evidenciam uma tendência
na política local. “Se a análise dos candidatos
mostra este quadro, quando se faz a análise dos eleitos
percebe-se que se trata de um grupo restrito, que detém
poder econômico e capital político. Cria-se uma casta
hereditária. Quando há trocas é para entrarem
os ‘juniores’”, explica.
Oliveira afirma que a
disparidade se acentua depois das eleições, quando
a renovação é praticamente nula. A análise
do perfil dos candidatos demonstra que muitos nomes já
cumpriram mandatos no poder público. Entre as seis profissões
mais citadas pelos candidatos estão a de deputado (em terceiro
lugar, com 6,1%) e a de vereador (em sexto lugar, com 4,6%). As
ocupações mais comuns são a de empresário
(12,5%) e a intitulada como “outros” (8,8%) nos registros
do TSE.
Já as mulheres,
que são maioria do eleitorado, representam apenas 24,7%
dos candidatos. O índice está abaixo do que exige
a legislação eleitoral, que determina que cada partido
ou coligação deve preencher no mínimo 30%
e no máximo 70% das vagas da chapa com candidaturas de
cada sexo.
A pequena participação
feminina na política local é um fator que “preocupa”,
segundo o cientista político Carlos Strapazzon. Para ele,
a democracia representativa brasileira não possui mecanismos
de inclusão, ao contrário das diretrizes da Constituição
Federal. “O sistema representativo precisa ser democrático
e tem o desafio da inclusão. As ditaduras também
têm sistemas representativos, com critérios obtusos.”
Segundo Strapazzon, em
alguns países da Europa e das Américas Latina e
Central foram feitas alterações para garantir cadeiras
legislativas às mulheres, enquanto no Brasil tudo parece
ser feito para evitar que apareçam mulheres dispostas a
concorrer a cargos eletivos, diz o cientista político.
“É inadmissível a quantidade de barreiras
que a estrutura eleitoral e política oferece às
mulheres, a começar pela barreira cultural da jornada tripla
[dificuldade em conciliar a vida profissional, familiar e a campanha].”
De acordo com ele, a questão de gênero está
mais mal resolvida na política do que em qualquer outro
setor da sociedade.
Um indicativo de que a
realidade começa a mudar é que a participação
feminina nestas eleições para a Câmara dos
Deputados e Assembleia Legislativa mais
que dobrou em relação a 2006 no Paraná.
PV
é o partido que mais lançou concorrentes no estado
O Partido Verde (PV) é a legenda que lançou mais
candidatos no Paraná, entre os 974 inscritos. De acordo
com as estatísticas publicadas no site do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), 11,9% dos candidatos pertencem ao partido. O
índice equivale a 116 nomes e a maior parte está
na disputa à Assembleia Legislativa. Em segundo lugar em
número total de candidatos está o PMN, com 8,8%,
seguido pelo PPS, com 8,1%.
Segundo o cientista político
Carlos Strapazzon, o fato de o maior número de candidatos
pertencer a partidos pequenos se explica pela estrutura das regras
eleitorais. “Estes partidos não têm um grande
nome que ‘puxe’ os votos necessários para a
legenda”, afirma. “Quanto menos conhecidos, maior
o número de candidatos no partido. Esta é uma estratégia
que muitos partidos de pequeno e médio porte brasileiros
usam por conta desta peculiaridade da legislação
eleitoral.”
O PMDB, partido
que governa o estado, lançou 63 candidatos, o equivalente
a 6,5% do total. O PSDB aparece com 6% e o PDT está com
índice de 3,2%. A legenda com o menor índice de
candidatos no estado é o PCdoB, com 0,8%. A legenda lançou
dois nomes para a disputa de deputado federal e outros seis para
a de deputado estadual.
Folha de S.Paulo,
20 de julho de 2010 PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010 Serra endossa vice e repete que
PT tem elo com as Farc Candidato e dirigente tucano evitam ligar
partido de Dilma ao narcotráfico | No Twitter, candidato
a vice suaviza as críticas; presidente do PSDB diz que
estratégia petista é tentar "esconder Dilma" RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
CATIA SEABRA
ENVIADA ESPECIAL A DIVINÓPOLIS (MG)
O candidato do PSDB à
Presidência, José Serra, endossou ontem a associação
entre o PT e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia), feita por seu candidato a vice, Indio da Costa
(DEM), mas evitou referendar a ligação entre o partido
e o narcotráfico, como o deputado havia feito.
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, também engrossou
o coro de ataques ao partido de Dilma Rousseff.
"A ligação do PT é com as Farc",
disse Serra, em Belo Horizonte. "Isso todo mundo sabe, tem
muitas reportagens, tem muita coisa. Apenas isso. Agora, as Farc
são uma força ligada ao narcotráfico, isso
não significa que o PT faça o narcotráfico."
Em São Paulo, Guerra também procurou caracterizar
o ataque do vice como uma mera citação de notícias
sobre a suposta ligação do PT com a guerrilha.
"O Indio disse o que a gente sabe: as Farc se sustentam com
dinheiro do narcotráfico, e o PT é ligado às
Farc. É um sócio incômodo que o PT tem",
afirmou.
Pelo Twitter, o próprio Indio tentou suavizar o tom de
suas declarações, feitas em bate-papo com tucanos
na internet e noticiadas pela Folha no domingo.
"PT não faz narcotráfico. As Farc, sim",
escreveu. Em seguida, o vice publicou links para duas reportagens
de jornais colombianos vinculando o PT à guerrilha.
Na entrevista que deu origem à polêmica, o vice de
Serra foi claro ao vincular o PT ao tráfico: "Todo
mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao
narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não
tenho dúvida nenhuma disso", disse, na ocasião.
EXAGERO
Em conversa reservada com o ex-governador Aécio Neves,
candidato do PSDB ao Senado por Minas Gerais, Serra admitiu que
Indio exagerou nos ataques, mas argumentou que é preciso
ultrapassar o episódio e tocar a campanha adiante.
Em público, ele procurou manter o tema das drogas na ordem
do dia. Sem que fosse questionado, defendeu o combate ao crack
e criticou o policiamento das fronteiras.
Serra insinuou que o PT usa a polêmica em torno da declaração
de Indio para encobrir a violação do sigilo fiscal
de Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB, o que
chamou de "uma coisa mais séria".
"É quebra de sigilo de tucanos como arma de baixaria
eleitoral. É um crime muito grave", afirmou.
Diante do anúncio de processos contra o vice de Serra,
Sérgio Guerra chamou o partido adversário de "campeão
do mensalão", lembrou o escândalo dos aloprados
e acusou Dilma de não ter opinião.
"A Dilma não tem a menor condição de
liderar este país ou coisa nenhuma. O povo não é
bobo. A ideia deles é: "Vamos esconder a Dilma e enganar
o povo". Nós temos um candidato e um projeto. Eles
têm uma fraude", afirmou o presidente tucano.
Ele mirou no ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que disse
que Indio age "como idiota". "Qual autoridade ele
tem para chamar alguém de idiota? Ele produz um Orçamento
vergonhoso todo ano. Não vou dizer que a cabeça
dele é grande e a inteligência é menor."
Os tucanos anunciaram que pedirão ao Ministério
Público para apurar a suposta existência de fitas
que registrariam encontro de Dilma com Lina Vieira, ex-secretária
da Receita Federal.
Em agosto do ano passado, Lina disse ter sido pressionada ao investigar
empresas de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José
Sarney (PMDB-AP).
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
19/07/2010 SDI-1: soldador de indústria
de cana de açúcar não é empregado
rural
A função
de soldador de prensa hidráulica para extração
de caldo de cana-de-açúcar, que remete à
atividade industrial, pode ser considerada como a de um empregado
rural? Para a Seção I Especializada em Dissídios
Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, não. Este
é o posicionamento assumido pelo colegiado, ao manter decisão
da Terceira Turma que havia negado o enquadramento como empregado
rural a um ex-soldador da Usina São Martinho S/A, com base
na Súmula 196 do Supremo Tribunal Federal. De acordo com
o STF, “ainda que exerça atividade rural, o empregado
de empresa industrial ou comercial é classificado de acordo
com a categoria do empregador”. No caso analisado, a Terceira
Turma havia negado o enquadramento a um soldador com base na Súmula
126 do TST (impossibilidade de se rever provas). O empregado recorreu
da decisão por meio de embargos de declaração
e, posteriormente, opôs embargos, que foram analisados pela
SDI-1. Sustentou, nos recursos, que a decisão da Turma
contrariava a Súmula 196 do STF.
Ao analisar a matéria
na SDI-1, o relator, ministro Aloysio Correa da Veiga, afirmou,
em seu voto, ter tido o cuidado de buscar entender como é
exercida a atividade de um soldador na indústria de cana
de açúcar. Fazendo referência a um vídeo
extraído da internet, em que é demonstrada a função
de um soldador durante o processo de esmagamento contínuo
da cana de açúcar, o relator pode verificar que
o empregado da Usina São Martinho estava integrado ao processo
de transformação industrial da cana de açúcar.
Para o ministro “não
há como se entender que o simples fato de estar a indústria
instalada no campo possibilite que se considere rurícola
seu empregado”, portanto, a Súmula 196 do STF foi
corretamente aplicada pela Turma, que não enquadrou o empregado
como rural. Salientou ainda que “na medida em que ocorrendo
a primeira transformação do produto agrário,
alterando a sua natureza e retirando-lhe a condição
de matéria prima, a atividade exercida já se enquadraria
como industrial.
Ficaram vencidos (negaram
provimento), quanto ao conhecimento do recurso, os ministros Lelio
Bentes Corrêa, Rosa Maria Weber e Luiz Philippe Vieira de
Mello Filho; o ministro João Oreste Dalazen, vice-presidente
do TST, ressalvou seu entendimento quanto ao mérito da
questão.
O empregado já
recorreu da decisão por meio de recurso extraordinário.
O ESTADO DO ,PARANÁ,
19 de julho de 2010 | Economia Centrais sindicais se unem por melhores
salários
No ano em que a economia brasileira deverá crescer mais
de 7%, as centrais sindicais resolveram deixar as diferenças
de lado para juntar forças na tentativa de arrancar aumentos
reais de salários mais polpudos nas negociações
salariais do segundo semestre. A estratégia prevê
ainda uma maior mobilização na luta por direitos
como a redução da jornada de trabalho de 44 para
40 horas, bandeira de quase 20 anos das centrais.
É na segunda metade
do ano que se concentram as negociações das categorias
mais organizadas do País, como metalúrgicos, petroleiros,
bancários, eletricitários e químicos. As
centrais querem unificar a campanha salarial dessas categorias.
As reivindicações
de aumento real de salários dessas categorias variam de
5% a 11%, além da reposição das perdas com
inflação. Em 2009, o aumento ficou, em média,
2% acima da inflação.
Sindicatos filiados a
uma mesma central já fazem campanhas unificadas. A união
das centrais, porém, é inédito na história
do movimento sindical brasileiro.
A ideia inicial do movimento
é buscar a unidade das centrais na campanha, porém
sem unificar toda a pauta de reivindicações nem
a data-base das categorias. No entanto, traria um índice
de referência para as reivindicações de aumento
real dos salários. Uma das ideias em discussão prevê
que o índice seja equivalente ao crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB), estimado em 7,3% este ano.
Além disso, a pauta
das diversas categorias incluiria também alguns pontos
considerados bandeiras do movimento sindical. Além da redução
da jornada para 40 horas, os sindicalistas discutem, entre outras
coisas, a inclusão de mecanismos semelhantes à Convenção
158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT),
que causa arrepios no mundo empresarial. Ela estabelece que nenhuma
empresa não pode demitir sem apresentar justificativa.
A movimentação
das centrais parece não assustar o empresariado. Pelo menos
na ótica diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos
Econômicos da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, que vê
com "naturalidade" a mobilização dos trabalhadores.
"Tem períodos em que a posição negocial
dos empresários é muito mais forte, porque atrás
dos trabalhadores está o fantasma do desemprego",
observa o executivo. "De repente, como agora, os fantasminhas
mudam de lado e vão para trás dos empresários."
Para Francini, o
fato de a economia brasileira viver um bom momento, com crescimento
previsto de mais de 7%, favorece a mobilização dos
trabalhadores. "É natural, mas não quer dizer
isso que deva ser concedido ou não deva ser concedido,
apenas é um jogo de forças que sempre existe numa
negociação." As informações são
do jornal O Estado de S. Paulo.
Terra Magazine, 19
de julho de 2010 País caminha para
índice inédito de emprego formal, diz Pochmann do
Ipea Ana Cláudia Barros,
Na Terra Magazine
O Brasil criou cerca de
1,5 milhão de empregos formais nos primeiros seis meses
de 2010. A estimativa é do ministro do Trabalho, Carlos
Lupi, que divulgou, na última quinta-feira (15), em Brasília,
os números relativos a junho do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (Caged).
Na análise do presidente
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio
Pochmann, o desempenho do primeiro semestre, considerado histórico,
sinaliza, em primeiro lugar, que o País conseguiu sair
mais forte da crise financeira internacional, que atingiu o mundo
entre 2008 e 2009.
- Em segundo lugar, significa
que os empregos estão não apenas sendo impulsionados
pela capacidade instalada, que havia sido reduzida em função
da crise. Mais do que isso: vêm sendo puxados pelos novos
investimentos.
Sobre as projeções
do ministro Lupi, que espera fechar 2010 com 2,5 milhões
de contratações com carteira assinada, Pochmann
considera a estimativa factível.
- Nós trabalhamos
na passagem do ano passado para este, com o número de 2
milhões, mas a expectativa de crescimento da economia nacional
não era como está agora. Portanto, dada a evolução
até o momento, esse novo ritmo, é bastante provável
que nós tenhamos um universo de empregos gerados acima
de 2 milhões, aproximando-se dos 2,5 milhões.
Mais do que expressivo,
segundo o economista, o número é inédito
na história do Brasil. Na prática, significa dizer
que, a cada dez postos de trabalhos gerados, nove já são
formais, conforme explica o presidente do Ipea.
- Desde a introdução
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que não
havia se registrado experiência como essa. Isso acontece
depois de toda a avalanche de argumentos, nos anos 90, de que
o Brasil não geraria empregos com carteira assinada porque
a CLT estava ultrapassada e impossibilitava isso.
Para Pochmann, a alta
dos juros deve cessar já, pois a inflação
recuou nos últimos meses, o IPCA não se manifesta
como um perigo forte no curto prazo e adicionais elevações
da Selic podem prejudicar os investimentos, que já são
baixos.
De acordo com o IBGE,
a Formação Bruta de Capital Fixo atingiu 18% do
PIB no primeiro trimestre, patamar bem inferior à marca
de 23% do Produto Interno Bruto vista por vários especialistas
como necessária para que o potencial de crescimento do
País saía de uma marca ao redor de 4,5% para um
patamar mais próximo a 5,5%.
Na avaliação
de Rafael Bacciotti e Luiza Rodrigues, os juros precisam ficar
acima de 11,75% neste ano para que a inflação fique
mais próxima da meta de 4,5% em 2011.
Para atingir aquele objetivo,
a Tendências acredita que a Selic deve subir mais 0,50 ponto
porcentual em outubro, enquanto o Santander avalia que será
necessário mais um incremento de 0,50 ponto porcentual
também em dezembro, o que levaria a taxa para 12,75%.
Mesmo com tais aumentos
de juros, a consultoria acredita que o IPCA deve variar de uma
alta de 5,4% em 2010 para 4,7% no ano que vem, enquanto o banco
espanhol pondera que o índice chegará este ano em
5,5% e atingirá 5% no ano que vem.
"O ritmo de atividade
está muito intenso e é preciso reduzir sua velocidade
para que a inflação atinja um patamar mais sustentável
no ano que vem", disse Luiza.
Blog do Outro Lado da
Notícia, 19 de julho de 2010 Mulheres: principais canalizadoras
dos benefícios dos programas sociais
O presidente Lula valeu-se
da audiência com um grupo de 40 mulheres que representam
40 países da América Latina e Caribe para divulgar
os programas do governo brasileiro implantados nos últimos
anos.
Em tom didático,
Lula disse para uma plateia atenta que os programas sociais têm
na mulher como o principal canalizador dos benefícios.
Na conversa, o presidente
contou por exemplo que o Território da Cidadania, que levou
políticas públicas para 1,8 mil municípios
do País, consiste "na coisa mais bem elaborada que
nós conseguimos fazer".
Depois, Lula explicou
sobre o surgimento do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo
ele, os ministros foram instados a apresentar um projeto de construção
de moradias que pudesse fazer frente à demanda do País.
Num primeiro momento,
apresentaram a proposta de 200 mil unidades que, em seguida chegou
a 500 mil casas. O presidente achou pouco e ficou determinado
que o programa deveria ofertar um milhão de habitações.
Lula informou que já
foi lançada a segunda edição do programa,
com meta de dois milhões de unidades.
"E o mais importante
é que a titularidade é sempre para a mulher. Eu
boto fé que a mulher sabe cuidar mais do que o homem",
explicou, sendo aplaudido pelo grupo.
O milagre na oferta de
crédito para os brasileiros foi explicado com o exemplo
do BNB que em 2002 emprestou R$ 262 milhões, tendo uma
inadimplência de 37%. No ano passado, foram R$ 22 bilhões
emprestados e taxa de inadimplência de 3%.
Terminada a cerimônia,
Lula tirou fotos com o grupo de mulheres e aproveitou para demonstrar
o carinho que tem pela economista Maria da Conceição
Tavares, também presente à cerimônia.
Agência Diap,
19 de julho de 2010 Eleições 2010:
Datafolha e Vox Populi registram pesquisas sobre sucessão
O Instituto Vox Populi
registrou, no sábado (17), no Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), pesquisa sobre sucessão presidencial.
A pesquisa foi contratada
pela TV Bandeirantes. Serão ouvidos 3 mil eleitores entre
nos dias 17 e 20 de julho.
De acordo com a legislação,
os resultados poderão ser divulgados a partir desta quarta-feira
(21).
Datafolha
Pesquisa Datafolha também pode ser divulgada a partir do
próximo sábado (24/07).
O Datafolha registrou
no TSE, na última sexta-feira (16), pesquisa sobre avaliação
do Governo Lula e sucessão presidencial.
A pesquisa foi contratada
pela Folha de S.Paulo. Serão ouvidos 10.730 eleitores entre
os dias 20 e 23 de julho. Será a primeira pesquisa nacional
após o início da campanha.
Agência Diap,
19 de julho de 2010 Agenda Política: presidenciáveis
dão entrevista e Copom pode aumentar Selic
As expectativas desta
semana se voltam para as duas pesquisas de intenção
de voto presidencial - Vox Populi e Datafolha - que devem ser
divulgadas quarta-feira (21) e sábado (24). Copom deve
anunciar nesta quarta alta da taxa básica de juros (Selic),
em meio ponto percentual
Com o Congresso em recesso
até o dia 31 de julho, as atenções se voltam
totalmente para a sucessão presidencial, as eleições
nos estados e o pleito parlamentar.
Nesta terça-feira
(20), a senadora Marina Silva (PV) vai ter encontro com investidores
internacionais, em Nova Iorque, em evento organizado pela Bovespa.
Na quarta-feira (21),
Dilma Rousseff (PT) concede entrevista à empresa pública
de televisão TV Brasil. No dia seguinte vai ser a vez de
José Serra (PSDB) e na sexta-feira (23), Marina Silva.
Datafolha e Vox Populi
Duas novas pesquisas sobre
sucessão presidencial e avaliação do