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Reconhecido
em 21/08/1968
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Agência Diap,
30 de setembro de 2009
6ª Marcha da Classe
Trabalhadora a Brasília será dia 11 de novembro
Os trabalhadores têm
usado a marcha para obter grandes conquistas como a política
de valorização do salário mínimo e
o aumento real para os aposentados que ganham acima do mínimo
Os trabalhadores realizarão
no dia 11 de novembro, a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora
a Brasília para reivindicar a aprovação da
proposta de emenda à Constituição (PEC) 231/95,
que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas.
A decisão foi tomada,
nesta terça-feira (29), pelas centrais sindicais - Força
Sindical, CUT, CTB, CGTB, UGT e NCST.
Nos últimos anos,
os trabalhadores usaram a marcha para obter grandes conquistas
como a política de valorização do salário
mínimo que irá vigorar até 2023 e o aumento
real para os aposentados que ganham acima do mínimo.
Em alguns anos, a marcha
foi feita a pé, em outros, os trabalhadores optaram por
fazer carreatas.
A intenção
das centrais é 'casar' a realização da 6ª
Marcha com a votação, em primeiro turno, da proposta,
cujo texto já foi aprovado pela comissão especial,
em 30 de junho.
A aprovação
pela comissão foi muito importante, pois desse modo a matéria
não pode ser arquivada ao final da legislatura.
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Agência Diap,
30 de setembro de 2009
Muitas razões para
aprovação das 40 horas, em nota técnica do
Dieese
A NT 85 apresenta os principais
argumentos - de natureza histórica, econômica, social
e individual - que mostram a importância da redução
da jornada de trabalho sem que os salários sejam diminuídos
Por meio de nota técnica
divulgada, nesta segunda-feira (28), o Dieese apontou as razões
para a redução da jornada de trabalho no Brasil
de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários.
Em novembro, destaca o
órgão, o movimento sindical brasileiro promoverá
a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, que terá como
principal bandeira a redução da jornada para 40
horas.
Para que isto ocorra será
preciso a aprovação da proposta de Emenda à
Constituição (PEC) 231/95, em discussão na
Câmara dos Deputados há 14 anos.
A proposta institui a
redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais,
além de aumentar o valor do adicional de hora extra de
50% para 75% sobre o valor da hora normal.
Argumentos
A Nota Técnica 85 apresenta os principais argumentos -
de natureza histórica, econômica, social e individual
- que mostram a importância da redução da
jornada de trabalho sem que os salários sejam diminuídos
para o conjunto dos trabalhadores brasileiros.
E destaca, por exemplo,
que o Brasil tem uma das maiores jornadas de trabalho média
do mundo, embora o custo do trabalho - em especial na indústria
manufatureira - seja um dos mais baixos.
O Dieese conclui que a
redução da jornada de trabalho sem redução
de salários pode criar um círculo virtuoso na economia,
ampliando o emprego e garantindo o aumento do consumo.
Além disso, propiciará
a elevação dos níveis da produtividade do
trabalho, a melhoria da competitividade do setor produtivo, a
redução dos acidentes e doenças do trabalho,
a maior qualificação do trabalhador, a elevação
da arrecadação tributária, enfim um maior
crescimento econômico com melhoria da distribuição
de renda.
Clique aqui
e leia a íntegra da nota
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O ESTADO DO PARANÁ,
30 de setembro de 2009 | Economia
Fiesp: nível de atividade
sobe 2,7% em agosto ante julho
Agência Estado
O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria
paulista subiu 2,7% em agosto ante julho, sem ajuste sazonal,
segundo dados divulgados hoje pela Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No cálculo
com ajuste sazonal, o INA caiu 0,8%. Em relação
a agosto de 2008, o INA recuou 7,4%. No acumulado de janeiro a
agosto deste ano, a atividade da indústria registra baixa
de 12,8% e no acumulado de 12 meses encerrado em agosto, a queda
é de 9,3%.
O dado do INA de julho
foi revisado de uma alta de 2% ante junho (com ajuste sazonal),
para um crescimento de 2,1%. No cálculo sem ajuste sazonal,
a elevação de 4% passou para 3,9%.
O nível de utilização
da capacidade instalada (Nuci), sem ajuste sazonal, ficou em 81,6%
em agosto, praticamente estável em relação
ao nível de 81,5% de julho. No cálculo com ajuste,
o Nuci cedeu de 81% em julho para 80,1% em agosto. No mês
passado, a Fiesp apurou reduções nas horas pagas
(queda de 0,3% ante julho), nas horas trabalhadas (baixa de 0,4%),
nos salários nominais (queda de 2,7%) e nos salários
reais (redução de 3,2%). Subiram apenas as vendas
nominais (alta de 2,2%) e as vendas reais (2,1%).
Confiança
A confiança dos
empresários da indústria paulista, medida pela pesquisa
Sensor da Fiesp, atingiu 57,8 pontos na segunda quinzena de setembro,
o melhor resultado de toda a série histórica do
levantamento iniciado em junho de 2006. O Sensor estava em 56,4
pontos na primeira quinzena de setembro e em 53,8 pontos na segunda
quinzena de agosto.
Dos cinco itens
que compõem o indicador, quatro ficaram no terreno positivo.
Mercado atingiu 66,7 pontos, ante 64,6 pontos na quinzena anterior;
o item vendas subiu a 59,6 pontos, ante 57,6 pontos na primeira
quinzena de setembro; Emprego aumentou de 53,8 pontos para 55,5
pontos; e investimentos, de 54,5 para 58,3 pontos. O único
recuo ocorreu no item estoque, de 51,5 pontos para 47,1 pontos.
Na pesquisa, o nível de 50 pontos indica estabilidade;
resultados acima de 50 demonstram otimismo e abaixo de 50, pessimismo.
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InfoMoney, 30 de setembro
de 2009
Horário de verão
deve gerar economia de cerca de R$ 30 mi em energia
A economia de energia com o horário de verão de
2009 será de cerca de R$ 30 milhões, segundo informou
o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) nesta terça-feira
(29).
Em quantidade de energia,
medida em MW, a redução da demanda deve ser de 4,4%.
De acordo com o Ministério
de Minas e Energia, a edição deste ano do horário
de verão começará no dia 18 de outubro.
A medida visa diminuir
o consumo de energia elétrica, até o dia 21 de fevereiro
de 2010, adiantando os relógios de alguns estados brasileiros
em uma hora.
O consumidor aproveita
o maior tempo de luminosidade e tarda o uso de lâmpadas
durante a noite.
Além disso, aproveita
o dia mais longo para fazer atividades ao ar livre, o que também
contribui para o objetivo do horário de verão.
Consumo consciente
Durante o verão, os brasileiros costumam tomar mais banhos
e usar mais o ar-condicionado, dois grandes vilões da conta
de luz.
De acordo com a Eletrobrás,
eles são responsáveis por cerca de 24% e 20%, respectivamente,
do consumo de energia em uma residência.
Para diminuir estes impactos,
por sua vez, a dica é colocar o chuveiro na posição
"verão" e evitá-lo no horário de
pico, entre 18h e 21h.
Em relação
ao ar-condicionado, dimensione-o adequadamente ao tamanho do ambiente,
evite frio excessivo e desligue o aparelho se não estiver
no ambiente.
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Agência Senado,
30 de setembro de 2009
Sancionada lei que permite
uso da internet em campanhas eleitorais
Foi sancionada, nesta terça-feira (29), pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva a lei que institui novas regras
para as eleições, uma das quais garante a liberdade
de expressão na internet, permitindo o uso da rede mundial
de computadores para fazer propaganda e também para arrecadar
recursos, inclusive por meio de cartão de crédito.
Pelas novas regras, que
já valem para as próximas eleições,
em 2010, os candidatos poderão pedir votos oficialmente
nas páginas eletrônicas a partir do dia 5 de julho
do ano das eleições. Porém, fica livre toda
manifestação de pensamento mesmo antes da campanha
e até o seu final.
Lula vetou três
artigos do projeto. Um deles, o que desobrigava as emissoras de
rádio e TV de convidar para debates todos os candidatos
a um determinado cargo - com isso, apenas os sites de internet
continuam desobrigados.
Ainda assim, mesmo sendo
obrigadas a convidar todos os candidatos, as emissoras de rádio
e TV poderão realizar debates com a concordância
de 2/3 deles.
Os outros dois vetos referem-se
ao parcelamento de multas eleitorais e à restituição
do imposto de renda para emissoras de rádio e TV relativa
à veiculação de propaganda eleitoral gratuita.
Os demais pontos do texto
aprovado pelo Congresso foram mantidos. Com isso, as páginas
da internet poderão pertencer aos candidatos, partidos
políticos ou coligações, desde que o endereço
seja comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado,
direta ou indiretamente, em provedor estabelecido no Brasil.
Ao aprovar uma das modificações
sugeridas pelo Senado, a Câmara manteve a liberdade dos
sites e blogs para expressar a opinião por um ou outro
candidato, ressalvando o direito de resposta e a proibição
do anonimato nas reportagens.
Assim, qualquer cidadão
poderá expressar sua opinião sobre as eleições
em páginas pessoais e em sites de relacionamento, como
o Orkut e o Twitter.
A nova lei permite a propaganda
gratuita pela internet, tanto nos sites como em blogs e outros
meios eletrônicos de comunicação nas 48 horas
que antecedem as eleições ou nas 24 horas posteriores.
Foi aprovada ainda a proposta
que acaba com o prazo de 24 horas para o provedor de internet
retirar propaganda considerada irregular por decisão da
Justiça Eleitoral. O prazo agora será determinado
pela própria Justiça.
A lei também facilita
iniciativas de apoio a campanhas eleitorais, como cessão
de imóvel para funcionamento de comitê de candidato.
Foi fixado em R$ 50 mil o valor da doação relativa
a uso de bens móveis ou imóveis de pessoa física
para um candidato ou um partido político.
Até então,
o limite para doações era fixado em 10% dos rendimentos
brutos ganhos pelo doador no ano anterior ao das eleições.
Com o objetivo de coibir
fraudes, a nova lei obriga também o eleitor a apresentar
documento com foto no momento da votação, e o proíbe
de levar para dentro da cabine de votação telefone
celular, máquinas fotográficas ou filmadoras.
Além dessas mudanças,
o texto da nova lei altera várias regras do atual sistema
eleitoral brasileiro.
A autoria do projeto é
atribuída ao deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN),
o primeiro dos líderes que assinaram o texto feito por
um grupo de trabalho criado em junho pelo presidente da Câmara,
Michel Temer.
A primeira versão
do texto da reforma eleitoral foi aprovada pela Câmara no
dia 8 de julho. O texto seguiu para o Senado, que aprovou a matéria
no dia 15 de setembro, com 67 emendas.
Devido às modificações
introduzidas pelos senadores, o projeto voltou a ser examinado
pela Câmara que, no final da noite de 16 de setembro, votou
a versão final da matéria, derrubando praticamente
todas as alterações feitas pelo Senado, ou seja,
63 do total de 67 emendas.
O prazo para sanção
do presidente e publicação da lei no Diário
Oficial encerra dia 3 de outubro. Somente dessa forma a lei pode
entrar em vigor nas próximas eleições.
Mudanças
Abaixo, as principais mudanças da nova lei eleitoral:
Internet
Os candidatos ou qualquer pessoa podem manter blogs, sites e páginas
nas redes de relacionamento, como Orkut e Facebook e Twitter,
durante o período eleitoral. A proibição
recai somente nas páginas de empresas com ou sem fins lucrativos;
as destinadas a uso profissional; e as oficiais. Quem infringir
essa norma pagará multa de R$ 5 a R$ 30 mil.
Torpedos
Conforme o texto da lei, os candidatos poderão usar "outros
meios de comunicação interpessoal mediante mensagem
eletrônica" durante a campanha eleitoral. Nesse caso,
podem ser enquadradas as mensagens enviadas por celulares, os
chamados torpedos.
Propaganda
Fica proibido qualquer tipo de propaganda paga na internet, com
possibilidade de aplicação de multa de R$ 5 a R$
30 mil para os infratores. Para evitar a formação
de um mercado de cadastros de endereços eletrônicos,
fica proibida a venda desse tipo de banco de dados.
Doações
Entre as entidades proibidas de fazer doações às
campanhas foram incluídas as esportivas que não
recebem recursos públicos. Já constavam dessa lista
governos estrangeiros, concessionárias de serviços
públicos e sindicatos. Tais entidades também não
poderão fornecer cadastros de e-mails de seus clientes,
ainda que gratuitamente.
Spam
Para coibir o uso de spam (mensagem automática de propaganda
indesejada), a lei determina que os e-mails tenham mecanismo que
permita ao destinatário pedir seu descadastramento. Se
o pedido não for atendido em até 48 horas o responsável
pelo envio poderá pagar multa de R$ 100 por mensagem.
Suspensão
A Justiça Eleitoral poderá suspender, por 24 horas,
o acesso a todo o conteúdo das páginas na internet
que não cumprirem as normas da lei. Nesse período,
o responsável deverá informar aos usuários
que a página está temporariamente inoperante por
desobediência à legislação eleitoral.
Resposta
O candidato ou partido político têm assegurado direito
de resposta na internet, que deverá ficar disponível
durante o mesmo tempo em que ficou a mensagem considerada ofensiva.
O responsável pela ofensa deverá pagar os cursos
da resposta.
Imprensa
A propaganda paga nos jornais impressos continuará permitida
até dois dias antes das eleições, mas a nova
lei limita o número de anúncios a dez por veículo,
em datas diferentes, por candidato. Fica permitida, no entanto,
a reprodução desses anúncios na internet
pelo mesmo prazo. Outra inovação é a obrigatoriedade
de constar do anúncio, de forma visível, o valor
pago pela sua inserção.
Mulheres
Deverão ser usados 5% (no texto original do projeto esse
percentual era de 10%) dos recursos do fundo partidário
para o partido político criar e manter programas destinados
à promoção da participação
das mulheres na política. Se a determinação
não for cumprida deverão ser acrescidos aos 5% fixados
mais 2,5% no ano seguinte. Nas propagandas de rádio e TV
fora de anos eleitorais, entre 19h30 e 22h, pelo menos 10% do
tempo devem ser usados para promover e difundir a participação
das mulheres (na versão original esse percentual era de
20%). Outra regra considerada um avanço é a que
determina que ao menos 30% dos candidatos sejam mulheres.
Registro
O candidato poderá concorrer mesmo que seu registro esteja
sub judice, ou seja, sem decisão final favorável
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele poderá fazer
a campanha normalmente e receber os votos, que, no entanto, só
serão validados quando o pedido de registro for aceito
definitivamente.
Debates
As emissoras de rádio e televisão poderão
realizar debates com a presença de pelo menos dois terços
dos candidatos, se houver concordância deles, mas terão
que convidar todos os postulantes ao cargo em questão.
Já os portais da internet não são obrigados
a convidar todos.
Trânsito
O eleitor poderá votar caso não esteja em seu domicílio
eleitoral, mas tal medida só vale para as eleições
de presidente da República.
Impressão
Para efeito de amostra, uma parcela dos votos (2% das urnas) será
impressa pelo TSE em cada eleição. Os votos impressos
manterão o anonimato do eleitor e poderão ser usados
para determinar uma eventual recontagem. Essa regra valerá
somente a partir das eleições de 2014.
Obras
Sociais
As entidades de assistência social vinculadas a candidatos
não poderão criar ou ampliar programas com vistas
às eleições. Candidatos a cargos no Executivo
continuam proibidos de participar de inaugurações
de obras públicas nos três meses que antecedem às
eleições.
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Agência Câmara,
30 de setembro de 2009
Projeto isenta aviso prévio
indenizado de contribuição ao INSS
Diógenes Santos
Tramita na Câmara
o Projeto de Lei 5574/09, do deputado Afonso Hamm (PP-RS), que
exclui o aviso prévio indenizado da lista de incidências
da contribuição previdenciária.
O aviso prévio
indenizado é uma compensação paga pelo empregador
quando este decide demitir sem justa causa o funcionário
contratado por tempo indeterminado, sendo o mesmo liberado de
imediato de comparecer à empresa. Não se caracteriza,
portanto, como uma retribuição recebida pelo empregado
por uma atividade efetivamente realizada.
A Constituição
define como base de incidência da contribuição
previdenciária a cargo da empresa o total das remunerações
destinadas a retribuir o trabalho executado pelo segurado. Hamm
argumenta que, para a Constituição, as indenizações,
que servem para compensar uma perda (do emprego, no caso) e não
para remunerar um trabalho, não estão sujeitas ao
pagamento da contribuição previdenciária.
"A inclusão
do aviso prévio indenizado na base de cálculo da
contribuição previdenciária vai de encontro
ao texto constitucional, desconsidera a jurisprudência dos
tribunais superiores, aumenta o encargo tributário do empregador
e, por consequência, desestimula a contratação
de novos empregados", argumenta o autor do projeto.
Tramitação
O projeto tramita em caráter
conclusivo e será analisado pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
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PL-5574/2009
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de setembro de 2009 | Economia
Emprego na construção
civil tem novo recorde em agosto
Agência Estado
O nível de emprego da construção civil brasileira
bateu novo recorde no mês de agosto, com 2,260 milhões
de trabalhadores, conforme pesquisa mensal, divulgada hoje, do
Sindicato da Indústria da Construção Civil
do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e da FGV Projetos.
O recorde anterior havia sido registrado em julho, quando o número
de empregados do setor somou 2,216 milhões. O número
de agosto supera em 2,03% o estoque registrado em julho.
No mês passado,
foram criados 44.922 novos empregos na construção
civil brasileira, o maior volume registrado desde dezembro de
2000. O número foi puxado pelo mercado imobiliário,
responsável pela abertura de 32.569 vagas.
Em agosto, o estoque
de emprego no setor de construção no Estado de São
Paulo era de 641,958 mil trabalhadores, o equivalente a 28,39%
do total do País. O crescimento em relação
ao nível de emprego registrado em julho no Estado foi de
1,72%. Na capital, o estoque de trabalhadores era de 313,106 mil
em agosto, com expansão de 1,86% em relação
a julho.
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Agência Diap,
29 de setembro de 2009
Produção industrial
caiu 7,8% em agosto, mostra indicador mensal do Ipea
A previsão da produção industrial do mês
de agosto, se comparada com igual período do ano passado,
apresenta queda de 7,8%. No entanto, os números mostram
sinais de recuperação do setor, conforme dados divulgados,
nesta segunda-feira (28), pelo Instituto de Pesquisa Econômicas
Aplicadas (Ipea).
Dentre os indicadores
setoriais, o destaque positivo ficou por conta da produção
de autoveículos. O Indicador Ipea de Produção
Industrial Mensal é elaborado pela Diretoria de Estudos
Macroeconômicos do instituto.
O coordenador do Indicador
Ipea de Produção Industrial Mensal, Leonardo Mello
de Carvalho, frisou que, após a pequena queda verificada
no mês anterior, o setor voltou a registrar crescimento
na margem, avançando 5,4% na comparação frente
a julho, na série com ajuste sazonal.
O mês de agosto
também registrou, segundo ele, importante recuperação
das exportações, que totalizaram 45.358 milhões
de unidades, refletindo, em parte, a pequena melhora apresentada
por algumas montadoras norte-americanas.
A produção
de papel e papelão foi outro setor que contabilizou crescimento
na comparação dessazonalizada e avançou 1,6%
em relação a julho.
Já o fluxo de veículos
pesados em rodovias cresceu 0,4% frente a julho, na série
com ajuste sazonal, caindo 3,9% na comparação interanual.
A produção
industrial em julho registrou expansão de 2,2%, na comparação
com o mês imediatamente anterior, na série livre
de influências sazonais.
Este resultado representou
uma forte aceleração, uma vez que a produção
cresceu, em média, 1,5% nos primeiros seis meses do ano.
Com relação
a dezembro de 2008, a indústria já acumula um avanço
de 12%, igualando o patamar de fevereiro de 2007. Na comparação
com o mesmo mês do ano passado, a queda de 9,9% foi a menor
desde o mês de março.
O resultado positivo na
margem se refletiu em todos os setores, com destaque para a produção
de bens de consumo duráveis, com crescimento de 4,6% sobre
junho.
Vale citar também
a categoria de intermediários, que registrou variação
positiva pelo sétimo mês seguido. O avanço
de 2% representou uma aceleração sobre o crescimento
médio do primeiro semestre, que foi de 1,3%.
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Congresso em Foco,
29 de setembro de 2009
FGTS poderá ser usado para
quitar consórcio
Mudança feita pelo Congresso em
MP permite usar o Fundo de Garantia para pagar prestações
de consórcios da casa própria. Benefício
ainda depende da sanção de Lula, que no ano passado
vetou iniciativa semelhante
Eduardo Militão
Mais de meio milhão
de brasileiros poderão usar o Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS) para quitar consórcios para compra
da casa própria. Criada pelo governo para recuperar os
cofres dos municípios em meio à crise financeira
mundial, a Medida Provisória 462/09 também incluiu
a permissão de usar o fundo para pagar prestações
desse tipo de consórcio. Antes disso, somente quem se sujeitava
aos financiamentos imobiliários podia sacar o FGTS para
pagar as prestações ou usar como entrada na compra
da residência.
As novidades são
fruto de mudanças na MP 462 feitas na Câmara e no
Senado. O texto aprovado pelos parlamentares seguiu para a Casa
Civil da Presidência da República na última
sexta-feira (25). A mudança no uso do FGTS ainda depende
da sanção do presidente Lula para virar lei. Segundo
a Casa Civil, ainda não foi decidido se a MP será
sancionada integral ou parcialmente.
Há um ano o presidente
Lula vetou a liberação do FGTS para o pagamento
de parcelas e quitação de consórcios de imóveis
ao sancionar a Lei 11.795/08, que regula o setor. A mudança,
incluída na época pelos senadores, foi vetada pelo
presidente com a justificativa de que a ampliação
do fundo acarretaria um volume significativo de saques e diminuiria
os recursos disponíveis para o financiamento da casa própria.
“(...) O que tenderia
a reduzir os recursos de que o FGTS dispõe para financiamento
de moradia própria no âmbito do SFH, em especial
para população de baixa renda, bem como dificultaria
o financiamento de projetos de infraestrutura urbana e saneamento
básico, que constituem a finalidade primária do
FGTS”, explicou Lula na justificativa do veto.
Mercado em expansão
Segundo a Associação
Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), há
3,7 milhões de consorciados no país. Desses, 531
mil estão na modalidade de consórcio imobiliário,
segundo dados de julho deste ano. O número é expressivo
porque aumentou 7% em relação aos 495 mil existentes
em julho de 2008.
Somente nos primeiros
sete meses deste ano, 117.300 pessoas adquiriram um consórcio
para a compra de imóveis. No período, 38.500 brasileiros
foram contemplados e puderam comprar a casa própria.
A permissão para
o uso do FGTS se estende aos novos e antigos consorciados. Durante
a tramitação da MP que regulamentou o programa habitacional
Minha Casa Minha Vida, essa possibilidade acabou não virando
lei.
Seguros
A MP 462 também
isentou do pagamento de seguro os empréstimos habitacionais
feitos com dinheiro do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR)
e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Sem a contratação
do seguro, as prestações ficam mais baixas.
O FGTS é uma poupança
obrigatória feita pelo empregador numa conta do trabalhador
na Caixa Econômica Federal. Corresponde a 8% do seu salário
bruto, mas o funcionário não tem acesso ao dinheiro,
a não ser em situações especiais, como:
- demissão por
justa causa
- aposentadoria ou morte
- doenças graves, como Aids e câncer
- compra da casa própria na modalidade de financiamento
imobiliário (com a MP 462, também o consórcio
imobiliário)
A MP 462 e os consórcios
Art. 11. O art. 20 da
Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, passa a vigorar acrescido
do seguinte § 21:
Art. 20.
...
§ 21. As movimentações autorizadas nos incisos
V e VI do caput serão estendidas aos contratos de participação
de grupo de consórcio para aquisição de imóvel
residencial, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado,
na forma a ser regulamentada pelo Conselho Curador do FGTS.(NR)
A MP 462 foi anunciada
pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como
a última a receber as chamadas emendas de “contrabando”,
ou seja, aquelas que tratam de temas estranhos ao escopo da medida
provisória.
Os parlamentares incluíram na MP temas tão variados
quanto a diminuição de juros cobrados nas renegociações
de dívidas com a União como o uso de recursos federais
em estradas estadualizadas. Temer diz que, a partir de agora,
não serão mais aceitas alterações
que não tenham relação direta com o assunto
tratado no texto enviado pelo Executivo.
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Congresso em Foco,
29 de setembro de 2009
PEC dos Vereadores só vale
a partir de 2012, reforça TSE
Rodolfo Torres
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos
Ayres Britto, encaminhou nesta segunda-feira (28) ofício
aos presidentes dos tribunais regionais eleitorais reforçando
o entendimento de que o aumento de quase 8 mil vagas nos legislativos
municipais – objeto da PEC dos Vereadores – só
terá efeito a partir das próximas eleições
municipais, em 2012.
O ministro informa que
a corte eleitoral respondeu unanimemente, em 2007, consulta sobre
a referida proposta de emenda constitucional.
Na ocasião, os
ministros decidiram que o número de vagas de vereador só
poderia ser alterado para as eleições municipais
de 2008 caso a emenda constitucional fosse promulgada até
o final de junho daquele ano (data das convenções
partidárias que definiram os candidatos).
Promulgada em sessão
conjunta do Congresso Nacional na semana passada (dia 23 de setembro),
a emenda também reduz gastos com as câmaras municipais
ao fixar faixas percentuais de despesas com essas casas legislativas.
Para tanto, serão observadas a população
do município e a arrecadação total no ano
anterior.
Contudo, a matéria
promete embalar um caloroso debate nos tribunais. É que
milhares de suplentes de vereador analisam que as vagas devem
ser ocupadas a partir do próximo ano.
Confira a íntegra
do ofício encaminhado aos presidentes dos tribunais regionais
"Assunto: Emenda
Constitucional n° 58, de 23 de setembro de 2009.
Excelentíssimo Senhor Presidente,
A propósito da
recente Emenda Constitucional n° 58, de 23 de setembro de
2009, e sem a pretensão de interferir na esfera da autonomia
interpretativa desse TRE, encaminho a Vossa Excelência a
resposta que este TSE ministrou à Consulta n° 1.421/DF,
DJU de 7/8/2007. Resposta que obteve a unanimidade dos votos dos
ministros da Corte, e cuja ementa ficou assim redigida:
CONSULTA. EMENDA CONSTITUCIONAL
QUE REGULAMENTA NÚMERO DE VEREADORES. APLICAÇÃO
IMEDIATA DESDE QUE PUBLICADA ANTES DO FIM DO PRAZO DAS CORRESPONDENTES
CONVENÇÕES PARTIDÁRlAS.
1.Consignou-se no voto
que: '(...) a alterarão do número de vereadores
por emenda constitucional tem aplicação imediata,
não se sujeitando ao prazo de um ano previsto no artigo
16 da Constituição Federal. Esse 'dispositivo está
dirigido à legislação eleitoral em si, ou
seja, àquela baixada pela União no âmbito
da competência que lhe é assegurada constitucionalmente
... ' (RMS n° 2.0621 RS, Relator Ministro Marco Aurélio,
DJ 221 10193). '(fi. 7).
2.Ressaltou-se que: 'todavia.
a data-limite para a aplicação da emenda em comento
para as próximas eleições municipais deve
preceder o inicio do processo eleitoral, ou seja, o prazo final
de realização das convenções partidárias.'
(flJ. 7-8).
3. Consulta respondida
positivamente, com a ressalva acima mencionada' . (sem grifo no
original)
Atenciosamente,
Ministro Carlos Ayres Britto
Presidente"
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Agência Câmara,
29 de setembro de 2009
Câmara aprova antecipação
de feriados para as segundas-feiras
Laycer Tomaz
A Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania aprovou na quarta-feira (23) o Projeto de Lei 2756/03,
do deputado Milton Monti (PR-SP), que antecipa para as segundas-feiras
os feriados que ocorrem entre as terças e sextas-feiras.
De acordo com o texto aprovado, os feriados
dos dias da Paz Universal (1º de janeiro), Carnaval (festa
móvel), Sexta-feira Santa (festa móvel), Independência
do Brasil (7 de setembro) e Natal (25 de dezembro) são
os únicos que não serão alterados.
O relator na comissão, deputado
Geraldo Pudim (PMDB-RJ), apresentou parecer pela constitucionalidade
e juridicidade da proposta. Quanto à técnica legislativa,
ele acrescentou uma emenda para que o projeto se adeque à
Lei Complementar 95/98, que estabeleceu normas para a edição
de novas leis.
Datas relevantes
Pudim explica que os feriados que não são alterados
pelo projeto são datas relevantes e protegidas por disposições
de proteção de bens culturais não devendo
mesmo ter suas comemorações modificadas.
No caso de haver mais de um feriado na
mesma semana, o projeto determina que o segundo passará
para a segunda-feira da semana seguinte. "Os feriados que
caem no meio da semana, causam muitos transtornos e prejuízos
à economia, principalmente ao comércio", afirma
o autor da proposição.
Tramitação
De caráter
conclusivo, o projeto, já aprovado
pela Comissão de Educação e Cultura em 2004,
seguirá para análise do Senado, caso não
haja recurso para que seja votado pelo Plenário.
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
29/09/2009
Acidente de trabalho: responsabilidade
do empregador depende da situação de risco
A responsabilidade objetiva com base no risco da atividade,
conforme definido pelo artigo 927 do Código Civil, existe
apenas quando o trabalho desenvolvido causar ao empregado ônus
maior do que aos demais membros da coletividade. Esse entendimento
fundamentou a decisão da Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho, ao reformar acórdão regional
que manteve sentença condenatória por danos morais
à viúva de um trabalhador que faleceu no exercício
de suas atividades.
Ele trabalhava como vigilante
de escolta armada para a empresa Protection Sistemas de Vigilância,
realizando viagens semanais em todo o país assegurando
a integridade de veículos de carga até o destino.
A condução do veículo usado no trabalho era
revezada entre dois vigilantes, e estes somente poderiam parar
para dormir quando o motorista do caminhão vigiado parasse
para descansar. No retorno de uma viagem a serviço, na
altura do Km 323 da BR-101, o veículo que continha dois
vigilantes saiu da pista e chocou-se contra uma árvore,
causando a morte de um deles.
A viúva do empregado
entrou com ação trabalhista, buscando danos morais
e materiais. Alegou imprudência da empresa, por submeter
seus empregados a desgaste físico e mental de jornada ininterrupta
– fator que poderia ter contribuído com o acidente.
A decisão da primeira instância foi favorável
à autora da ação, condenando a empresa ao
pagamento de danos morais pelo fato do acidente ter ocorrido no
contexto da jornada de trabalho.
O Tribunal Regional do
Trabalho da 17ª Região (ES), ao analisar recurso da
empresa, destacou que a condenação por danos morais
encontrava amparo na teoria da responsabilidade objetiva, consubstanciada
nos artigos 932 e 933 do Código Civil, além de que
teria sido demonstrado o dano e o nexo causal no acidente de trabalho,
destacando que o dever de reparar não depende de dolo ou
culpa da empresa.
Ao avaliar a questão,
em recurso de revista da empresa, a relatora, juíza convocada
Doralice Novaes, manifestou entendimento diferente, observando
que, para existir o dever de reparar, deve-ser verificar, além
do dano e nexo causal, pressupostos como a ação,
omissão, culpa ou dolo do causador, requisitos não
confirmados nos autos do processo. Após ressaltar que o
ordenamento jurídico abriga tão somente a responsabilidade
subjetiva, derivada da culpa e do dolo do agente da lesão,
a relatora citou decisões do TST em casos análogos
com esse mesmo entendimento. E destacou que a responsabilidade
objetiva, pelo risco da atividade exercida que põe em risco
direito alheio, conforme estipula o artigo 927 do Código
Civil, não poderia ser aplicada ao acidente envolvendo
o vigilante, no caso em questão. “Não estava
ele, portanto, no momento do acidente, em situação
de risco superior a qualquer outro cidadão" concluiu.
(RR-555/2005-012-17-00.1)
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UAI/ MINAS GERAIS, 28
de setembro de 2009 | Economia
Renda de trabalhadores na construção
civil sobe 13%
Marinella Castro - Estado de Minas
A indústria da construçã o civil foi destaque
do segmento industrial em agosto. Segundo a Pesquisa Mensal de
Emprego (PME) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), a construção fechou
o mês longe dos impactos da crise financeira mundial. O
rendimento médio pago à população
ocupada no setor, de R$ 1.096,30, registrou avanço de 6%
em relação a julho – e de 13,5% frente a agosto
do ano passado. No mês passado, o rendimento médio
da população nas seis capitais onde a pesquisa é
realizada atingiu R$ 1.336,80, crescimento de 2,2% em comparação
a julho. O resultado da construção civil foi diferente
do restante do setor, que registrou queda de 1% na comparação
de agosto com julho. Ou seja – na crise, a construção
foi – e continua sendo – um dos pilares do aquecimento
do mercado interno brasileiro.
Já a taxa de desemprego
no país cresceu meio ponto percentual em relação
a julho, mas permaneceu praticamente estável em comparação
ao mês passado, registrando alta de 8% para 8,1% da população
economicamente ativa. O percentual de pessoas ocupadas também
ficou estável, tanto na comparação mensal
quanto anual, em 21,4 milhões de pessoas. Belo Horizonte
se destacou em agosto apresentando alta no desemprego de 24,4%,
o maior percentual entre as seis capitais pesquisadas. O percentual
na cidade é de 7,5%, a terceira maior taxa do país,
depois de Porto Alegre, com 5,4%, e Rio de Janeiro, com 5,6%.
Para o gerente da pesquisa de emprego do IBGE, Cimar Azeredo,
o percentual da população à procura de emprego
aumentou, enquanto a oferta de vagas permaneceu estável.
“É um momento de alerta. O resultado deve ser acompanhado
por mais dois meses para se ter uma maior clareza.” O pesquisador
aponta como ponto positivo o crescimento industrial do estado
de 3,9% em relação a julho, além do aumento
da renda da população em 1,6%. No acumulado do ano,
o percentual positivo atinge 6,8%.
Bombeiro e encanador desde
a década de 1970, Sebastião Bispo comemora a ótima
fase de seu mercado de trabalho. Segundo ele, em 2007 a procura
por seu serviço começou a crescer. Com experiência,
Bispo se considera um profissional disputado pelo mercado. “Hoje,
ganho seis vezes mais que há três anos e nem no fim
de semana consigo descansar. A tendência para quem é
bom é ganhar cada vez mais.”
Em Minas Gerais, o segmento
que envolve a construção industrial, investimentos
em novas rodovias e crescimento das incorporações,
além das obras do novo Centro Administrativo do estado,
é destacado pelo presidente do Sindicato da Indústria
da Construção Civil (Sinduscon-MG), Luiz Fernando
Pires, como o diferencial do segmento. “Em Minas, a remuneração
de algumas faixas salariais, como engenheiros, encarregados e
técnicos já supera mercados como Rio de Janeiro
e São Paulo.” A estimativa do sindicato é
de que a indústria feche o ano com crescimento de 5% em
relação a 2008.
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JB ONLINE, 28 de setembro
de 2009
Governo
R$ 100 bilhões e emprego
de volta
RIO - A oferta de crédito para a aquisição
de moradias e os programas de Aceleração do Crescimento
(PAC) e Minha Casa, Minha Vida – ambos do governo federal
– vão garantir investimentos da ordem de R$ 100 bilhões
e a criação de mais 800 mil postos de trabalho no
setor de construção civil em 2010. Com isso, o número
de empregados formais no segmento deve chegar a 3 milhões
no próximo ano – marca registada apenas no início
da década de 80, período anterior à estagnação
que o setor passou por quase 20 anos.
O presidente do Sindicato
da Indústria da Construção Civil do Rio de
Janeiro (Sinduscon-RJ), Roberto Kauffmann, detalha a soma dos
investimentos: R$ 30 bilhões dos recursos provenientes
das cadernetas de poupança, R$ 20 bilhões do Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 50 bilhões
do PAC e do Minha Casa, Minha Vida.
O aumento do investimento
do setor no próximo ano em relação aos recursos
de 2009 é da ordem de 10%, considerando os R$ 90 bilhões
que estão sendo investidos neste ano . E a razão
da diferença é o programa de habitação
do governo. Segundo o executivo, o “grosso do programa”
será aprovado no próximo ano.
Enquanto setores chaves
da economia estimam que 2009 foi um ano perdido, como a indústria
de máquinas e equipamentos, têxtil, siderurgia e
mineração, os efeitos da crise financeira internacional
na construção civil já foram superados, garante
o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da
Construção (Cbic), Paulo Safady Simão.
– Atravessamos a
crise muito bem. Os 110 mil empregos perdidos no setor entre novembro
e dezembro do ano passado já foram recuperados. A construção
civil criou mais de 151 mil postos de trabalho no acumulado deste
ano, cerca de 25% do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged) do país – ressaltou Simão.
A previsão do presidente
da Cbic é que o setor encerre o ano com queda de 5% em
relação aos 8% de 2008, mas com crescimento de 3%
quando comparado a 2007.
20 anos de abandono
Apesar do bom resultado
nos últimos três anos – o Produto Interno Bruto
(PIB) do segmento passou de 4,7% em 2006 para 8% em 2008 –
a construção civil ficou cerca de 20 anos estagnada.
Desde a extinção do Banco Nacional da Habitação
(BNH) em 1986, o setor ficou "abandonado”.
– Quando o PIB do
setor crescia, caía logo no ano seguinte. Desde 2005, esse
processo se reverteu. Prova disso é o número de
trabalhadores, que passou de 1,5 milhão, em 2005, para
2,2 milhões até agosto deste ano – disse o
diretor-executivo do Sinduscon-RJ, Antônio Carlos Mendes
Gomes.
Para o executivo, a decisão
do governo em utilizar o setor como um instrumento de combate
a crise para gerar emprego, renda e investimento para o país
foi acertada, já que é um setor que demanda um número
elevado de mão de obra.
– Além do
PAC, que é anterior ao colapso econômico mundial,
e do Minha Casa, Minha Vida, a construção civil
foi beneficiada com a expansão da oferta de crédito
para o financiamento imobiliário e a redução
da taxa básica de juros (Selic) – explicou Mendes
Gomes.
Mas a atenção
do governo para a construção civil deve continuar
para que o déficit habitacional do país –
atualmente de 8 milhões de moradias – seja eliminado
nos próximos 15 anos. O diretor de Economia do Sinduscon-SP,
Eduardo Zaidan, contou que há um Projeto de Lei no Congresso,
que prevê a destinação de 2% de recursos da
União e 1% dos estados e municípios para manter
investimentos públicos em habitação.
– O Minha Casa,
Minha Vida mostrou para o governo a importância de institucionalizar
regras para a habitação. Há anos o país
necessita de um fluxo financeiro destinado a acelerar os recursos
para a baixa renda adquirir um imóvel destacou Zaidan.
Reação
O Índice de Vendas
elaborado pela Associação Brasileira da Indústria
de Materiais de Construção (Abramat) registrou crescimento
pelo quarto mês consecutivo do faturamento do mercado interno
1,28% em agosto comparado a julho. A reação do setor
se deve em parte às medidas de estímulo anunciadas
pelo governo, como a ampliação da validade do Imposto
Sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para materiais
até o fim deste ano.
Entretanto, a associação
prevê fechar este ano com um resultado 5% inferior ao de
2008. Ainda assim, esta nova previsão representa um crescimento
real de 8% em relação a 2007, refletindo uma evolução
mais realista do setor no ambiente pós-crise, de acordo
com o presidente da Abramat, Melvyn Fox.
– O ano passado
foi atípico. O segmento cresceu 14% em 2008. Vínhamos
crescendo fortemente, mas a freada a partir do último trimestre,
nos levou de volta aos patamares de 2007, mais próximos
da realidade – explica Fox.
Fonte: JB Online
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de setembro de 2009 | Economia
No G-20, Lula destaca necessidade
de gerar empregos
Agência Estado
Entre os líderes do G-20 há o consenso de que "nenhum
país tem de parar medidas anticíclicas que vinham
tomando. A crise não acabou", afirmou o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista coletiva ao final
do encontro do G-20, em Pittsburgh (EUA). O presidente deu destaque
para políticas que promovam o aumento do emprego no mundo.
"Uma das preocupações
é de que a volta do crescimento não significa volta
dos empregos. Portanto, é preciso que haja investimento
em setores que gerem empregos", disse ele. No Brasil, Lula
estima que a economia vai crescer pelo menos 5% no próximo
ano.
O presidente avaliou que
a crise está menor em alguns países, mas "está
mais forte em outros. É importante não descuidar
da prioridade de uma política econômica que faça
um país se desenvolver", avalia. "Eu até
citei o exemplo do Brasil de que este ano, com a recuperação
econômica, nós vamos chegar ao final do ano com aproximadamente
1 milhão de empregos novos e com carteira profissional
assinada", contou.
Outra decisão
derivada deste encontro do G-20, citou Lula, é o acordo
na visão de todos os presidentes de que o sistema financeiro
precisa ser regulado para que não aconteçam "desatinos"
como os ocorridos no ano passado, permitindo que a crise acontecesse.
"Saio com a convicção de que o G-20 passa a
cumprir um papel excepcional na nova ordem econômica, no
sistema financeiro e em estabelecer regras para o emprego",
disse Lula.
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G1, 28 de setembro de 2009 | Política
'Minha casa, minha vida' é
pré-estreia do 'espetáculo do crescimento', diz
Dilma
Ministra participou de posse de nova diretoria
de sindicato da construção | Ela também voltou
ao tema meio ambiente, defendendo o chuveiro solar.
Maria Angélica Oliveira
Do G1, em São Paulo
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta
quinta-feira (24), ao participar da posse da nova diretoria do
Secovi (sindicato do setor de construção civil),
em São Paulo, que o programa de habitação
"Minha casa, minha vida" é uma "pré-estreia"
para o "espetáculo do crescimento" que o país
deve experimentar nos próximos anos.
"Temos certeza que o
crescimento da construção civil é sustentável
e vamos ter um grande aquecimento [do número de lançamentos]",
disse ela. "Somos capazes de treinar trabalhadores, incorporar
tecnologia e de fazer face à demanda crescente [...]. Acho
que o 'Minha casa, minha vida' é uma pré-estreia
[...] do espetáculo crescimento", afirmou a ministra.
Meio ambiente
Possível candidata
do PT à Presidência da República, Dilma voltou
a falar sobre o tema meio ambiente ao discursar para empresários
da construção civil. Ela defendeu a substituição
do chuveiro elétrico, principal fonte de gastos das famílias
com energia, segundo ela, pelo chuveiro térmico solar.
O tema ambiental, que
vinha ficando de fora dos discursos da ministra, foi abordado
algumas vezes por Dilma Rousseff desde que a ex-ministra do Meio
Ambiente Marina Silva, que recentemente trocou o PT pelo PV, entrou
como possível nome da corrida presidencial de 2010. "Seremos
um grande exportador de petróleo e nem por isso vamos abandonar
nossa matriz de energia renovável", disse.
Além disso, a ministra-chefe
da Casa Civil também afirmou que o Brasil pode ter metas
mais ambiciosas de desenvolvimento, especialmente na área
de construção civil. Parafraseando uma propaganda
do governo federal que afirma que o "brasileiro não
desiste nunca", ela afirmou: "O brasileiro não
se conforma nunca."
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FOLHA DE SÃO PAULO, 28 de setembro
de 2009 | Brasil
Bolsa Família ignora adesão
à escola de 23% dos jovens
Governo não tem informações
sobre 447,8 mil adolescentes atendidos pelo programa | Presença
em 75% das aulas é condição para receber
o benefício; evasão escolar e problemas no envio
de dados causam descontrole
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo federal ignora a frequência escolar de quase um
em cada quatro adolescentes do Bolsa Família. A matrícula
na escola e o comparecimento em 75% das aulas são as condicionalidades
exigidas pelo governo aos jovens de 16 e 17 anos de famílias
beneficiárias do programa.
Com esse aluno longe das salas de aula, o "benefício
variável jovem", no valor de R$ 33, pode ser bloqueado
e, em seguida, cancelado.
Essa falta de informações supera em 62% a das crianças
também integradas ao programa de transferência de
renda.
De acordo com relatório do Ministério do Desenvolvimento
Social obtido pela reportagem, do 1,9 milhão de adolescentes
beneficiados em julho passado pelo Bolsa Família, não
havia informações disponíveis sobre a frequência
escolar de 447,8 mil (23,28%).
No caso de crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos, o
índice é de 14,32% -dos 15,2 milhões registrados
no programa, 2,1 milhões não têm a frequência
acompanhada pelo governo.
O benefício vinculado aos adolescentes começou a
ser pago às famílias no início do ano passado
e, agora, o governo admite a dificuldade de manter esses jovens
na sala de aula, mesmo com a frequência escolar vinculada
ao pagamento.
Segundo Lúcia Modesto, secretária de Renda de Cidadania
do Ministério do Desenvolvimento Social, três fatores
colaboram com a falta de informações sobre a frequência
dos jovens: evasão escolar, mudanças de cidade ou
de instituições de ensino e problemas no envio das
informações da escola ao sistema do governo (leia
texto nesta página).
Do 1,9 milhão de adolescentes do Bolsa Família,
70% ainda cursam o ensino fundamental, quando, aos 15 anos, já
deveriam estar no ensino médio.
Em 321 municípios do país o controle da frequência
escolar não atinge ao menos a metade dos adolescentes.
Em 66 deles, o acompanhamento é zero. Entre as capitais,
por exemplo, o acompanhamento é de 35% em Macapá
(AP), 41% no Rio, 58% em Fortaleza, 70% em São Paulo e
94% em Teresina (PI).
Uma família extremamente pobre, com renda mensal de até
R$ 70 por pessoa, pode receber até R$ 200 por mês
do Bolsa Família, sendo R$ 68 de benefício básico,
R$ 22 por criança até 15 anos (limite de três)
e R$ 33 por adolescente de 16 e 17 anos (limite de dois).
Famílias com renda entre R$ 71 e R$ 140 não têm
direito ao benefício básico. O Bolsa Família
atende hoje 12 milhões de famílias no país,
com orçamento anual de R$ 12 bilhões.
O relatório do ministério mostra ainda que, desde
a criação da modalidade dos adolescentes, o governo
não tem conseguido diminuir o percentual da falta de informações.
Em julho do ano passado, por exemplo, estava em 21,45%, contra
os atuais 23,28%. Esse índice nunca esteve abaixo dos 21%
-teve picos de 24% em setembro de 2008 e maio deste ano.
Quando lançou essa modalidade, no início do ano
passado, o governo justificou a inclusão dos adolescentes
como uma forma de mantê-los nas salas de aula ou trazê-los
de volta a elas. Por isso, a exigência em sala de aula para
eles foi mais amena: fixada em 75%, contra 85% das crianças
de até 15 anos. Na época, o governo estimava em
18% os adolescentes entre 16 e 17 anos fora da escola.
No caso dos adolescentes, a exigência do governo está
restrita à matrícula e à carga horária
nas aulas. Nas demais modalidades do programa, as famílias
podem ter o benefício cancelado caso não cumpram
o calendário de vacinação das crianças
ou se as gestantes deixarem de fazer o pré-natal.
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de setembro de 2009 | Política
Candidato será menor que
partido em 2010
Agência Estado
A eleição presidencial de 2010 terá pelo
menos duas novidades marcantes na fase pós-redemocratização.
Pela primeira vez, Luiz Inácio Lula da Silva não
será candidato a presidente e, também fato inédito,
nenhum dos pretendentes a chefe do Executivo será maior
do que o partido, característica que marcou todos os pleitos
desde 1989. Na eleição em que se elegeu (1989),
Fernando Collor era maior que o nanico PRN, que ele mesmo fundou
e nunca prosperou. Lula, que disputou com Collor, já era
maior do que o PT, do qual é fundador.
Em 1994, Fernando Henrique
Cardoso apareceu como herdeiro de Itamar Franco - que havia feito
um governo de coalizão após a queda de Collor, em
1992 - e do Plano Real. Era maior do que o PSDB, fundado seis
anos antes. Reeleito em 1998, FHC pôde apresentar a bandeira
da estabilidade econômica e da inflação sob
controle. Já em 2002, Lula se elegeu na quarta tentativa.
Pôde apresentar um nome muito maior do que o PT. E, em 2006,
enquanto os petistas afundavam no escândalo do mensalão,
Lula tirava proveito do fato de não ter deixado a crise
colar em seu nome.
Candidata imposta por
Lula, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vai para
a campanha com dois problemas: não construiu sua candidatura
a partir de si mesma nem pela força no partido. Lula fez
esse trabalho para ela. E ela é bem menor que o PT, ao
qual aderiu após uma temporada no PDT. "O segredo
para Dilma vencer a eleição e a questão de
ter um nome menos conhecido do que Lula é ela se identificar
com o crescimento, a geração de emprego e renda,
a inflação controlada, de nosso governo, mostrando
que está no caminho certo", disse o líder do
PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP).
No Palácio do Planalto,
a orientação é para que Dilma apareça
mais e use as obras do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) para se tornar conhecida. De acordo com um auxiliar
de Lula, ela deve mostrar sempre que "pertence a um governo
vitorioso, que não só vai continuar a administração
de Lula como fará mais para a área social, educação,
saúde, segurança". Dá, de acordo com
os palacianos, para mostrar Dilma como boa gestora.
O presidente do PSDB,
senador Sérgio Guerra (PE), acha que uma forma de os governadores
José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves,
de Minas, os dois pré-candidatos à Presidência,
aparecerem bem para a população é colar no
partido. "O PSDB tem o que mostrar. Então, vamos mostrar
o que aconteceu no governo FHC e o que está acontecendo
em nossos governos, tanto em São Paulo quanto em Minas.
É o segredo para ter um bom desempenho na eleição
e vencer. O eleitor já não quer nomes. Quer trabalho."
No caso de Ciro Gomes
(PSB), a intenção dos articuladores é dizer
que ele foi ministro de Lula e sempre o apoiou em todos os momentos
do governo. Ou seja, Ciro sabe que, para ter condição
de disputar a eleição com chance de vencer, não
pode ficar apenas fazendo pregação de difícil
entendimento para o eleitor mais simples, pois o importante é
fazer-se próximo de Lula, mais até do que Dilma.
Das candidaturas
expostas, a mais identificada com a causa que defende é
Marina Silva, do PV. Para o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ),
ela tem condição de buscar o "voto do sonho",
do eleitor desapontado com candidatos e governos, além
de conquistar a juventude. O PV pretende vender a ideia de que
Marina é o exemplo da esperança que pode tocar cada
um dos brasileiros - a sobrevivente que abraçou uma causa,
a da preservação do meio ambiente. Difícil
será avançar, deixando a armadilha de uma candidatura
monotemática.
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NCST, 28 de setembro de 2009
Paim: fator previdenciário
(PL 3.299/08) deve ser extinto em 2009
"É grande a possibilidade de acabarmos
com o fator previdenciário este ano", comemora
Autor do projeto de lei
(PL 3.299/08) que finda com o fator previdenciário, o senador
Paulo Paim (PT/RS), afirmou que a matéria deve ser aprovada
ainda em 2009.
Ele já se encontrou
com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/RS), e o
relator do texto na Casa, deputado Pepe Vargas (PT/RS), para tratar
do assunto.
"É grande
a possibilidade de acabarmos com o fator previdenciário
este ano", comemora.
O dispositivo é
usado no cálculo das aposentadorias e considera, entre
outros itens, a expectativa de vida do beneficiário. Segundo
o senador, o fator previdenciário faz com que o trabalhador
perca até 40% de seus rendimentos no ato da aposentadoria.
"Peço a quem
está para encaminhar sua aposentadoria, que espere um pouco
mais. Vamos derrubar o fator", declarou, segundo publicado
na Agência Senado.
O senador ainda defendeu
a derrubada, pelo Congresso Nacional, do veto presidencial à
emenda de sua autoria à Medida Provisória 288, de
2006.
Essa emenda estende
o reajuste de 16,67% - concedido naquele ano ao salário
mínimo - a todas as pensões e aposentadorias. Além
de Paim, outros senadores defendem a derrubada desse veto.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
28/09/2009
Empresa pagará indenização
a trabalhador que ficou paraplégico
A empresa paranaense Boscardin
& Cia. foi condenada a pagar indenização de
mais de R$ 500 mil a um empregado que se acidentou gravemente
e ficou paraplégico, quando era transportado na caçamba
de um caminhão que colidiu com outro veículo que
trafegava em sentido contrário. A decisão da Oitava
Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a sentença
condenatória do Tribunal Regional da 9ª Região.
O drama do trabalhador
começou em outubro de 1998, quanto tinha 26 anos de idade
e viajava a serviço da empresa. Saudável, com pleno
vigor físico reforçado nos quatro anos de serviço
que prestou ao Exército Brasileiro, com o acidente acabou
ficando paraplégico, com perda do controle de várias
funções do organismo. Aposentado por invalidez e
passando a se submeter a uma rotina de tratamentos caros, o trabalhador
passou a viver uma nova situação com reflexos sobre
a qualidade de vida sua e da família, a exemplo da esposa,
que se viu obrigada a deixar o trabalho para cuidar do marido.
Em 2005 o trabalhador
recorreu à Justiça do Trabalho requerendo que o
empregador arcasse com a reparação dos danos, tendo
em vista que, até aquela data, a empresa responsabilizada
na área cível pelo acidente não lhe havia
pago, apesar de sucessivos recursos. Condenada, a Boscardin recorreu
contra a decisão, alegando que já havia coisa julgada
sobre o caso, que a ação estava prescrita na legislação
trabalhista e que era improcedente a condenação
lhe imposta pelos danos morais e materiais decorrentes de acidente
de trabalho.
A Oitava Turma decidiu,
por maioria, que àquele caso aplica-se a prescrição
da legislação civil, e não conheceu (rejeitou)
os outros temas do recurso. O voto foi relatado pela ministra
Dora Maria da Costa. A empresa aguarda julgamento de novo recurso.
(RR-99507-2005-665-09-00.0)
(Mário Correia)
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Vermelho,
27 de setembro de 2009
Emir Sader: Duas trajetórias
distintas
Em que mãos você gostaria que
estivesse o Brasil? Qual o verdadeiro diploma que cada um tem e
que conta para construir um país justo, soberano e humanista?
Nas horas mais difíceis se revela a personalidade –
as forças e as fraquezas - de cada um. Os franceses puderam
fazer esse teste quando foram invadidos e tinham que se decidir
entre compactuar com o governo capitulacionsista de Vichy ou participar
da resistência. Os italianos podiam optar entre participar
da resistência clandestina ou aderir ao regime fascista.
Os alemães perguntam a seus pais onde estavam no momento
do nazismo.
No Brasil também, na hora negra da ditadura militar, formos
todos testados na nossa firmeza na decisão de lutar contra
a ditadura, entre aderir ao regime surgido do golpe, tentar ficar
alheios a todas as brutalidades que sucediam ou somar-se à
resistência. Poderíamos olhar para trás, para
saber onde estava cada um naquele período.
Dois personagens que aparecem como pré-candidatos à
presidência são casos opostos de comportamento e
daí podemos julgar seu caráter, exatamente no momento
mais difícil, quando não era possível esconder
seus comportamentos, sua personalidade, sua coragem para enfrentar
dificuldades, seus valores.
José Serra era dirigente estudantil, tinha sido presidente
do Grêmio Politécnico, da Escola de Engenharia da
USP. Já com aquela ânsia de poder que seguiu caracterizando-o
por toda a vida, brigou duramente até conseguir ser presidente
da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo
e, com os mesmos meios de não se deter diante de nada,
chegou a ser presidente da UNE.
Com esse cargo participou do comício da Central do Brasil,
em março de 1964, poucas semanas antes do golpe. Nesse
evento, foi mais radical do que todos os que discursaram, não
apenas de Jango, mas de Miguel Arraes e mesmo de Leonel Brizola.
No dia do golpe, poucos dias depois, da mesma forma que as outras
organizações de massa, a UNE, por seu presidente,
decretou greve geral. Esperava-se que iria comandar o processo
de resistência estudantil, a partir do cargo pelo qual havia
lutado tanto e para o qual havia sido eleito.
No entanto, Serra saiu do Brasil no primeiro grupo de pessoas
que abandonou o país. Deixou abandonada a UNE, abandonou
a luta de resistência dos estudantes contra a ditadura,
abandonou o cargo para o qual tinha sido eleito pelos estudantes.
Essa a atitude de Serra diante da primeira adversidade.
Por isso sua biografia só menciona que foi presidente
da UNE, mas nunca diz que não concluiu o mandato, abandonou
a UNE e os estudantes brasileiros. Nunca se pronunciou sobre esse
episódio vergonhoso da sua vida.
Os estudantes brasileiros foram em frente, rapidamente se reorganizaram
e protagonizaram, a parir de 1965, o primeiro grande ciclo de
mobilizações populares de resistência à
ditadura, enquanto Serra vivia no exílio, longe da luta
dos estudantes. Ficou claro o caráter de Serra, que só
voltou ao Brasil quando já havia condições
de trabalho legal da oposição, sem maiores riscos.
Outra personalidade que aparece como pré-candidata à
presidência também teve que reagir diante das circunstâncias
do golpe militar e da ditadura. Dilma Rousseff, estudante mineira,
fez outra escolha. Optou por ficar no Brasil e participar ativamente
da resistência à ditadura, primeiro das mobilizações
estudantis, depois das organizações clandestinas,
que buscavam criar as condições para uma luta armada
contra a ditadura militar.
No episódio da comissão do Senado em que ela foi
questionada por ter assumido que tinha dito mentido durante a
ditadura – por um senador da direita, aliado dos tucanos
de Serra -, Dilma mostrou todo o seu caráter, o mesmo com
que tinha atuado na clandestinidade e resistido duramente às
torturas. Disse que mentiu diante das torturas que sofreu, disse
que o senador não tem idéia como é duro sofrer
as torturas e mentir para salvar aos companheiros. Que se orgulha
de ter se comportado dessa maneira, que na ditadura não
há verdade, só mentira. Que ela e o senador da base
tucano-demo estavam em lados opostos: ela do lado da resistência
democrática, ele do lado da ditadura, do regime de terror,
que sequestrada, desaparecia, fuzilava, torturava.
Dilma lutou na clandestinidade contra a ditadura, nessa luta
foi presa, torturada , condenada, ficando detida quatro anos.
Saiu para retomar a luta nas novas condições que
a resistência à ditadura colocava. Entrou para o
PDT de Brizola, mais tarde ingressou no PT, onde participou como
secretária do governo do Rio Grande do Sul. Posteriormente
foi Ministra de Minas e Energia e Ministra-chefe da Casa Civil.
Essa trajetória, em particular aquela nas condições
mais difíceis, é o grande diploma de Dilma: a dignidade,
a firmeza, a coerência, para realizar os ideais que assume
como seus. Quem pode revelar sua trajetória com transparência
e quem tem que esconder momentos fundamentais da sua vida, porque
vividos nas circunstâncias mais difíceis?
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Congresso
em Foco, 27 de setembro de 2009
Parlamentares respondem a 35 tipos
de crime no STF
Peculato, crime contra a Lei de
Licitações e de responsabilidade e formação
de quadrilha lideram relação de denúncias que
mais se repetem contra deputados e senadores no Supremo. Maioria
das acusações diz respeito a atos praticados em outras
funções públicas
Edson Sardinha e Thomaz Pires
De crimes contra a administração pública
a formação de quadrilha, passando por tentativa
de homicídio e estelionato, a irregularidades eleitorais.
A extensa lista de acusações contra os 152 parlamentares
que respondem ao Supremo Tribunal Federal (STF) obriga os ministros
da corte a fazerem um longo passeio pelo Código de Processo
Penal.
Há pelo menos 35 tipos de crime preliminarmente atribuídos
a 129 deputados e 23 senadores em 332 investigações
em andamento no Supremo. As cinco denúncias mais comuns
se repetem pelo menos 30 vezes. São elas: peculato (apropriação,
por funcionário público, de bem ou valor de que
tem a posse em razão do cargo, em proveito próprio
ou alheio), com 54 ocorrências, crime contra a Lei de Licitações
e de responsabilidade, com 44 registros cada, crimes eleitorais,
com 31, e formação de quadrilha, com 30 citações.
Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em
Foco com base em informações do Supremo. Ao todo,
13 tipos penais aparecem pelo menos 12 vezes na relação
das acusações contra parlamentares. Como um mesmo
inquérito ou ação penal pode englobar mais
de um crime, o total de acusações contra parlamentares
chega a 413. Em três casos, o STF mantém sigilo sobre
a natureza do crime investigado.
Ao todo, 70 parlamentares respondem a mais de uma denúncia.
O deputado Neudo Campos (PP-RR), com 21 procedimentos em tramitação
no STF, por exemplo, é alvo de oito acusações
por crimes contra a administração pública,
oito por formação de quadrilha, uma por peculato,
uma por crime de responsabilidade e outra por crime eleitoral.
Nenhum congressista acumula mais pendências judiciais do
que ele, que é ex-governador de Roraima.
Veja
a lista dos parlamentares processados, por estado
Confira, a seguir, a lista com as principais acusações
contra os parlamentares. Clique aqui
para entender a tipificação dos crimes.
|
Crimes |
Número de denúncias contra parlamentares |
|
Peculato |
54 |
|
Contra a Lei
de Licitações |
44 |
|
De responsabilidade |
44 |
|
Eleitorais |
31 |
|
Formação de quadrilha |
30 |
|
Lavagem de dinheiro
ou bens |
25 |
|
Calúnia e difamação |
24 |
|
Contra a ordem
tributária |
22 |
|
Contra a administração |
17 |
|
Apropriação indébita
previdenciária |
15 |
|
Contra o sistema
financeiro |
13 |
|
Corrupção |
12 |
|
Contra a honra |
12 |
|
Estelionato |
8 |
|
Contra a fé pública |
7 |
|
Emprego irregular
de verba pública |
7 |
|
Documento falso |
7 |
|
Contra o meio
ambiente |
6 |
|
Improbidade administrativa |
6 |
|
Competência de
função |
4 |
|
Tráfico de influência |
3 |
|
Prevaricação |
3 |
|
Concussão |
3 |
|
Crime contra
a liberdade individual |
2 |
|
Trabalho escravo |
2 |
|
Contra o sistema
nacional de armas |
2 |
|
Contra o patrimônio |
1 |
|
Contra as telecomunicações |
1 |
|
Contrabando |
1 |
|
Desacato |
1 |
|
Falsidade ideológica |
1 |
|
Incêndio |
1 |
|
Lesão corporal |
1 |
|
Tentativo de
homicídio |
1 |
|
Ameaça |
1 |
|
Natureza não
informada |
3 |
|
Total |
413 |
Fonte: Congresso em Foco, com base em informações
do STF
Fora do mandato
A maioria das acusações diz respeito a atos praticados
quando os atuais deputados e senadores exerciam outros cargos
públicos, como o de prefeito e secretário estadual
ou municipal. Reunidos sob o mesmo chapéu, os chamados
crimes contra a administração pública, como
peculato, corrupção passiva e emprego irregular
de verbas, totalizam 70 registros.
No rol dos inquéritos, aparecem acusações
que nada têm a ver com o exercício de qualquer função
pública, como tentativa de homicídio, trabalho escravo,
estelionato, contrabando, incêndio, lesão corporal,
crime contra o sistema nacional de armas e contra a liberdade
individual. Há ainda 12 denúncias pelos chamados
crimes de honra, como calúnia, difamação
e imprensa, de menor gravidade, pois não envolvem o uso
indevido de recursos públicos.
Todos esses casos foram parar no Supremo porque, assim como o
presidente, o vice-presidente, os ministros de Estado e o procurador-geral
da República, os parlamentares federais só podem
ser julgados pela cúpula do Judiciário. Também
cabe aos ministros do Supremo determinar o andamento das investigações
e das denúncias encaminhadas pelo Ministério Público
Federal e pela Polícia Federal.
Em 105 investigações, os ministros do Supremo encontraram
elementos para colocar 46 deputados e sete senadores na condição
de réus de ações penais, último passo
para a condenação. Até hoje, porém,
o STF jamais condenou qualquer integrante do Congresso. Na avaliação
do ministro Marco Aurélio Mello, em parte por culpa da
falta de consistência nas provas levantadas pela Procuradoria-Geral
da República e pela Polícia Federal (leia
mais). Entendimento rebatido por policiais federais (leia
mais).
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Gazeta
do Povo, 27 de setembro de 2009
Orçamento
Repasses a ONGs somam R$ 850 mi no
Paraná
Tribunal de Contas começa amanhã
a inspecionar as transferências feitas por 19 municípios
do estado
O governo estadual e as prefeituras paranaenses repassaram em
2008 cerca de R$ 850 milhões para organizações
não governamentais (ONGs), um volume de recursos superior
ao orçamento de 398 municípios do Paraná.
Somente o orçamento de Curitiba, que chega a R$ 3,7 bilhões,
superou esse valor.
Os municípios fizeram transferências no valor R$
509 milhões, enquanto o governo do estado repassou R$ 340
milhões.
A grande dificuldade do poder público, agora, é
verificar se o dinheiro recebido por essas entidades foi gasto
de forma eficiente.
O controle desses repasses é feito pelo Tribunal de Contas
do estado (TC), que fiscaliza tanto os órgãos
públicos que fazem as transferências quanto as entidades
que recebem o dinheiro. Porém até o momento o TC
concentrou seus esforços em analisar as prestações
de contas dos valores recebidos pelas entidades do terceiro setor.
O resultado alcançado pelas ONGs ainda é pouco fiscalizado.
Dos R$ 509 milhões repassados pelos municípios
em 2008, cerca de R$ 163 milhões serão inspecionados
neste ano pelo Tribunal de Contas, que vai avaliar os
resultados obtidos pelas entidades que receberam esses recursos.
As inspeções começam amanhã e vão
ocorrer em 19 cidades paranaenses (veja tabela ao lado). O valor
que será fiscalizado representa um terço do que
foi destinado pelos municípios a ONGs durante o ano passado.
“Não temos dificuldades em fazer a análise
das prestações de contas. A nossa meta agora é
ver se houve o efetivo cumprimento dos convênios firmados”,
explica a diretora de Análise de Transferências
do TC, Ivana Furiatti. Segundo ela, o tribunal está
a cada ano ampliando suas inspeções “in loco”
em prefeituras e ONGs, a fim de verificar se os resultados dos
termos de parceria foram cumpridos. Entre 2006 e 2007, afirma,
foram realizadas inspeções em 32 entidades, sendo
analisados repasses que totalizaram R$ 135 milhões.
De acordo com Ivana, o TC analisou neste ano todas as transferências
acima de R$ 100 mil –que representam 85% dos recursos repassados
a entidades do terceiro setor. “Com esse método,
checamos cerca de 800 processos. Se não fizéssemos
esse corte, teríamos cerca de seis mil procedimentos”,
afirma.
Crescimento
Os repasses a ONGs vêm aumentando a cada ano no Paraná.
Dados do TC indicam que os valores repassados em 2008 foram 23%
maiores do que em 2007, quando estado e municípios efetuaram,
juntos, transferências da ordem de R$ 655 milhões.
A promotora Isabel Guerreiro, do Centro de Apoio a Promotorias
das Fundações e Terceiro Setor, reconhece que há
dificuldades em se detectar irregularidades no emprego de recursos
públicos por organizações não governamentais.
“Por isso é que estamos, em conjunto com o Tribunal
de Contas e outros órgãos, discutindo formas de
se buscar uma fiscalização preventiva, no momento
em que os repasses estiverem sendo feitos”, afirma.
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Gazeta
do Povo, 27 de setembro de 2009
Eleição presidencial
Royalties do pré-sal; um trunfo
para 2010
Dilma Rousseff e Ciro Gomes defendem divisão
igualitária entre todos os estados; José Serra ainda
não se manifestou sobre o tema
Se você fosse candidato à Presidência da República,
defenderia a divisão igualitária dos royalties do
pré-sal entre todos os estados brasileiros? O principal
nome na disputa eleitoral do ano que vem, José Serra (PSDB),
ainda não respondeu a essa pergunta. Como governador de
São Paulo, um dos estados que se beneficia pelo modelo
atual de repartição, ele preferiu não se
manifestar sobre o assunto. Mas, em breve, ele terá de
colocar as cartas na mesa. A comissão especial da Câmara
dos Deputados que analisa um dos projetos do pré-sal aprovou
requerimento de convite aos governadores Serra, Sérgio
Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, e Paulo Hartung (PMDB), do Espírito
Santo.
Ainda não foi definida uma data para que os governadores
compareçam à Câmara. Os deputados federais
querem debater o novo modelo de partilha, que nem consta dos quatro
projetos de lei que cria o novo marco regulatório do petróleo.
O assunto foi suprimido pelo próprio presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, após pressão dos três governadores.
Mas a posição do governo federal é clara:
repartir os recursos em partes iguais. A ministra-chefe da Casa
Civil, Dilma Rousseff, principal nome petista para 2010, voltou
a bater nessa tecla.
“ O governo tem clareza que essa riqueza é de toda
nação. Essa riqueza do pré-sal é dos
190 milhões de brasileiros, dos 27 Estados, dos 5.561 municípios”,
afirmou Dilma em entrevista publicada na segunda-feira ao jornal
Folha de S. Paulo.
Da parte de Serra, não há declarações
sobre o assunto. Procurados pela reportagem, nem o PSDB nacional
nem o diretório paulista quiseram comentar o assunto.
Serra é o único que tem evitado tratar do assunto.
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), que se destacou na mais
recente pesquisa Ibope/CNI sobre a sucessão presidencial
– em um cenário, ficou em segundo
lugar, atrás de Serra e na frente de Dilma –, também
defende uma divisão nacional. “Nossa proposta é
fazer uma grande poupança, um grande patrimônio da
nação brasileira. E o rendimento dessa caderneta
será aplicado em áreas determinadas pela lei, como
educação, tecnologia...”, disse Ciro Gomes
à reportagem, por e-mail. “O pré -sal vai
gerar recursos suficientes pra mudar parte importante da injustiça
no Brasil”, acrescentou.
Frutos
Para cientistas políticos consultados pela reportagem,
a atitude de Serra é compreensível. “Serra
fala hoje como governador de São Paulo e Dilma fala como
integrante do governo federal. Se ele desse alguma declaração
que fugisse do papel dele atual, seria muito negativo”,
observa o professor Emerson Cervi, da Universidade Federal do
Paraná (UFPR).
“Esse discurso do pré-sal pode render frutos políticos,
mas eles provavelmente serão reduzidos”, opina
José Antônio Lavareda Filho, presidente do Conselho
do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas
(Ipespe), de Pernambuco. “Os recursos com a exploração
do petróleo só vão se materializar daqui
a bastante tempo. Além disso, todos os candidatos à
Presidência vão ter de conciliar interesses
regionais com o da maioria dos estados. O discurso de todos eles
tende a ficar muito parecido com a proximidade da campanha.”
Como Serra está evitando fazer campanha antecipada, não
surpreende que ele não tenha se posicionado claramente
a respeito dos royalties do pré-sal. Essa é a opinião
de Célia Retz, professora da Universidade Estadual Paulista
(Unesp) e especialista em opinião pública. “Dilma
tem de fazer declarações fortes porque ela tem de
aproveitar a máquina pública e o reflexo do presidente.
O Lula tem um discurso muito positivista e tenta levantar o ego
do brasileiro. A Dilma tenta seguir esse caminho.”
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Folha
de S.Paulo, 27 de setembro de 2009
Funcionário "vira"
sócio para empresa driblar fisco
Companhias mascaram vínculo de emprego
oferecendo pequena participação na sociedade
Procuradora diz que prática é
comum com profissionais liberais, mas ocorre também em
outras áreas, como em salões de cabeleireiro
VERENA FORNETTI
DA REDAÇÃO
Assim que saiu da faculdade, a bacharel em direito C.B. começou
a carreira como sócia minoritária de um escritório
paulista de advocacia. No papel, era uma das donas da empresa.
Na prática, batia o cartão de ponto todo dia às
8h30, não tinha autorização para assinar
as análises jurídicas que produzia e ganhava R$
1.500 por mês.
Essa forma de contratação, em que os empresários
mascaram o vínculo de emprego, tem se generalizado no país
segundo relatos de representantes do Ministério do Trabalho,
dos tribunais do trabalho e de sindicatos. De acordo com a legislação
brasileira, quando as tarefas do sócio se configuram da
mesma maneira que o de um empregado, a prática é
fraudulenta.
O governo intensificou a fiscalização sobre empresas
que caracterizam os funcionários como sócios e pagam
menos tributos e contribuições trabalhistas. Depois
de autuá-las, o Ministério do Trabalho cobra os
depósitos do FGTS sonegados no período e comunica
à Receita Federal, que demanda o Imposto de Renda devido.
De acordo com a lei, existe vínculo de emprego -e, portanto,
a contratação deve ser feita com registro em carteira-
quando o trabalhador se submete a um chefe e atua de modo não
eventual, com horários fixos e mediante salário.
Luís Alexandre de Faria, coordenador do grupo de combate
a fraudes e à terceirização irregular da
Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo,
diz que a fraude é recorrente no Estado. "São
Paulo é o balão de ensaio de experiências
ilegais. As empresas estão cada vez mais inventivas. E
testam os modelos aqui para depois exportar para outros lugares."
O grupo de Faria, que mira grandes sonegadores, fiscalizou, nos
últimos 18 meses, 156 empresas que contrataram irregularmente
7.279 pessoas. Os números incluem tanto a fraude do falso
sócio quanto outros tipos de contratação
irregular, principalmente a terceirização ilegal.
O valor sonegado por essas companhias em depósitos de FGTS
atingiu R$ 24 milhões. Segundo Faria, a fiscalização
em pequenas e médias empresas, realizada por auditores
que não integram esse grupo, também tem sido intensificada.
Ministério Público
O Ministério Público do Trabalho ampliou a sua atuação
nessa área, com mais investigações de casos
semelhantes. Nos últimos meses, os procuradores firmaram
Termos de Ajustamento de Conduta com escritórios, centros
médicos, escolas e outras empresas para pedir a contratação
dos funcionários.
Em um dos documentos, um escritório "compromete-se
a abster-se de desvirtuar a verdadeira relação de
emprego". Em outro, um centro de estudo aceita "não
utilizar qualquer instrumento para encobrir o pagamento de salário
"por fora", inclusive sob o argumento de participação
nos resultados".
Além da assinatura dos termos de ajustamento, o Ministério
Público conduz 14 procedimentos de investigação
contra escritórios de advocacia. Não há levantamento
disponível sobre casos em andamento em todas as áreas.
A procuradora regional do trabalho Sandra Lia Simón afirma
que, embora a descaracterização da figura do sócio
minoritário seja comum com profissionais liberais, a prática
é frequente em outras áreas -como em empresas de
entrega e mesmo em salões de cabeleireiro.
No Tribunal Regional de São Paulo, há mais de 250
ações judiciais contra um grupo de estética
paulistano. Trabalhadores contratados como sócios, da zona
leste à região dos Jardins da capital, pedem o reconhecimento
do vínculo de emprego.
Em sentença favorável a um deles, o desembargador
federal do trabalho Rovirso Boldo escreve que "erigir à
condição de "sócias de serviços"
a profissionais especializadas nos serviços de manicuro,
pedicuro e depilação, foi a forma sub-reptícia
encontrada para fraudar a legislação".
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Valor
Econômico, 26 de setembro de 2009
Economia: PIB pode crescer acima de
5% em 2010, avaliam economistas
Para este ano, boa parte dos bancos e consultorias já aponta
para um Produto Interno Bruto (PIB) ligeiramente positivo. A expectativa
mudou. Espera-se, agora, crescimento de 5 a 6%, em 2010
O cenário positivo que se desenha para a demanda interna
torna cada vez mais provável um crescimento na casa de
5% em 2010, e já há até quem aposte em alta
de 6%, como o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros,
da Quest Investimentos.
O consumo das famílias e o investimento devem liderar
a expansão, com as despesas do Governo como coadjuvante,
um resultado da combinação de juros baixos, mercado
de trabalho em recuperação, gastos públicos
elevados e redução das incertezas globais.
Para este ano, boa parte dos bancos e consultorias já aponta
para um Produto Interno Bruto (PIB) ligeiramente positivo.
O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, diz
que uma alta expressiva do PIB em 2010 está praticamente
contratada. "A política monetária e a política
fiscal serão muito expansionistas. Elas estarão
trabalhando como nunca para estimular o crescimento", afirma
Vale, que revisou na semana passada a sua projeção
de 4% para 5%.
Para ele, apenas uma piora muito acentuada do cenário
global pode comprometer um PIB forte em 2010, algo como um "novo
Lehman Brothers" - o banco de investimentos que quebrou em
setembro de 2008, agravando a crise. Vale acredita em crescimento
de 5% do consumo das famílias, estimulado pela alta de
5% da massa salarial acima da inflação, e de 11%
dos investimentos na construção civil e em máquinas
e equipamentos (a formação bruta de capital fixo,
FBCF) - em 2009, ele projeta queda de 10,2% da FBCF.
Crescimento de 6% em 2010
Mendonça de Barros passou a apostar em crescimento de 6%
em 2010 depois da divulgação dos números
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto,
que revelou um saldo positivo de 242,1 mil postos de trabalhos
formais.
A renda segue firme e a geração de emprego está
melhor do que se esperava, diz ele, observando que a Quest passou
a trabalhar com uma alta do PIB neste ano de 0,2% - antes do Caged
de agosto, estimava queda de 0,3%. O Morgan Stanley, que chegou
a prever queda de 4,5%, hoje estima recuo de apenas 0,5%.
"O consumo das famílias deve continuar forte, e o
investimento também deve voltar, estimulado pela demanda.
Além disso, o Governo está gastando que nem louco",
afirma Mendonça de Barros, ministro das Comunicações
no Governo Fernando Henrique Cardoso. Apenas as exportações
não devem ter uma reação das mais expressivas,
já que o mundo ainda crescerá pouco no ano que vem.
Para ele, o ritmo forte de expansão da economia, com um
mercado de trabalho tão pujante, pode exigir aumentos de
juros já no primeiro semestre do ano que vem. Nesse cenário,
o Governo deveria mudar a política fiscal, diz Mendonça
de Barros. Com a demanda privada aquecida, manter os gastos públicos
em alta expressiva é uma má ideia.
"A inflação não vai dar saltos, pulando
de 4,5% para 8%, mas pode ficar pressionada por conta do mercado
de trabalho muito aquecido, elevando os preços dos serviços".
Vale diz que há de fato o risco de alta dos juros no ano
que vem, mas vê um eventual aumento da taxa Selic, hoje
em 8,75% ao ano, apenas no quarto trimestre. Se ocorrer, será
mais por causa das perspectivas para a inflação
em 2011 do que pela pressão no ano que vem, já que
a capacidade ociosa na indústria é grande.
Comportamento do mercado de trabalho
e da renda
O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos
do Bradesco, Octavio de Barros, também mudou a sua projeção
de crescimento do PIB para 2010, elevando-a de 4,9% para 5,4%.
"A maior surpresa em nosso cenário certamente tem
sido o comportamento muito favorável do mercado de trabalho
e da renda", diz Barros. Segundo ele, os efeitos da redução
dos juros, dos estímulos fiscais e da rede de proteção
social criada nos últimos anos "foram capazes de preservar
o emprego de forma importante, levando à rápida
recuperação da confiança dos consumidores
e, consequentemente, à manutenção do otimismo
empresarial e da produção voltada ao mercado doméstico".
O economista chama a atenção para o desempenho
das vendas no comércio, que podem crescer algo próximo
a 5% neste ano, descontada a inflação. Num quadro
de preservação da demanda interna, com perspectiva
de continuidade da expansão dos estímulos fiscais
e da ampliação de alguns benefícios já
contratados - o salário mínimo deve subir quase
10% em 2010, por exemplo -, ele mudou as suas estimativas para
o PIB deste ano e do próximo.
Para 2009, o Bradesco, que projetava queda de 0,5% prevê
agora uma alta de 0,1%. "Em nosso novo cenário, a
demanda doméstica continua a ser o motor do crescimento,
puxada pelo consumo das famílias e os gastos do Governo.
Os investimentos retornarão em breve, mas esperamos uma
contribuição bem menor do que os demais ainda em
2010", afirma Barros, ressalvando, contudo, que as inversões
podem ser mais fortes do que ele projeta, "por conta das
boas perspectivas para a economia e da farta disponibilidade de
financiamento doméstico e externo".
Exportação, mercado interno
e aumento renda
Para Rodrigo Azevedo, ex-diretor do Banco Central (BC) e sócio-sênior
da JGP Gestão de Recursos, o Brasil deverá alcançar
crescimento de 5% no PIB do próximo ano, impulsionado pela
melhora do setor exportador e do mercado interno, sustentado pelo
crescente aumento da renda.
"Há revisão para cima no crescimento mundial,
tendo uma retomada do comércio em primeiro plano. Como
já observamos uma puxada das exportações
acima das previsões, é possível supor que
o quadro para 2010 seja melhor", analisa Azevedo, que trabalha
com um quadro mais favorável para as exportações
do que a média dos analistas.
Para ele, a "profunda" retração pela
qual passou a indústria entre o fim de 2008 e os primeiros
meses de 2009 ampliou a capacidade ociosa, que foi e está
sendo lentamente retomada. Azevedo destaca ainda que o Governo
federal não dá sinais de que vai segurar os gastos
públicos.
O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges,
diz que, do ponto de vista da oferta, a indústria é
que vai brilhar em 2010. Ele prevê alta de 9% para a produção
industrial, uma reação forte à queda de 7%
esperada para 2009. Os setores ligados ao mercado interno e que
produzem bens de capital devem ter bom desempenho, avalia ele.
Do lado da demanda, ele aposta em forte expansão do consumo
das famílias, de 5,2%, e do investimento, de 15,8%.
Outro fator que vai ajudar o crescimento é a herança
estatística (o "carry over") que 2009 deixará
para 2010, como destaca Azevedo. Segundo ele, se o PIB deste ano
ficar estável, como ele prevê, o "carry over"
será de 2,5%. Com isso, se a economia não crescer
nada em relação ao nível do fim deste ano,
a expansão em 2010 será de 2,5%. Para comparar,
o "carry over" que 2008 deixou para 2009 foi negativo
em 1,5%.
Menos otimista
Thaís Zara, economista-chefe da Rosenberg & Associados,
tem previsões menos otimistas para o próximo ano,
embora aposte em crescimento de 0,3% em 2009. "O fundo do
poço já passou, mas o crescimento mundial não
será tão forte quanto se imagina", afirma ela,
que aposta em crescimento de 3,5% para o ano que vem.
O fim das desonerações tributárias deve
tirar um pouco de força da economia nos próximos
trimestres, acredita ela.
Nem a perspectiva de aquecimento da demanda externa por produtos
nacionais empolga a analista, que vê no câmbio valorizado
um entrave para o impulso exportador, embora os bens primários
devam melhorar o saldo comercial do Brasil.
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Valor
Econômico, 26 de setembro de 2009
Crise gera queda de postos de trabalho
no setor rural, diagnostica Contag
A crise global reduziu a oferta de postos de trabalho formal
no setor rural. Um diagnóstico feito para a Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) aponta uma redução
superior a 43% na geração de novos empregos no primeiro
semestre deste ano na comparação com os mesmos períodos
de 2008 e 2007.
O estudo do Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que, no acumulado
de janeiro a junho, foram criados 128.874 postos de trabalho à
economia rural.
Em 2008, o setor gerou 227.030 novas vagas; em 2007, foram 238.437
novos empregos. "O desempenho mais modesto em 2009 reflete
em parte os efeitos negativos da crise sobre o mercado de trabalho
brasileiro", diz o estudo do Dieese.
O diagnóstico da Contag aponta alguns problemas que devem
ser superados pelos trabalhadores, como a predominância
do sexo masculino no trabalho assalariado rural e a tendência
de substituição de trabalhadores de idade mais avançada
por empregados mais jovens.
Mais de 54% das demissões ocorreram com trabalhadores
com 30 anos ou mais.
"No que se refere a salários, a exigência de
maior escolaridade não tem se mostrado capaz de impulsionar
os rendimentos dos trabalhadores do setor", assinala o texto.
O salário dos admitidos no semestre, na média dos
setores da agropecuária, foi 6,8% inferior ao verificado
no caso dos trabalhadores demitidos.
A Contag avalia que o diagnóstico aponta para a necessidade
de garantir a política de valorização do
salário mínimo, redução da taxa básica
de juros, além de políticas seletivas de desoneração
tributária, apoio à agricultura familiar e contrapartidas
sociais na concessão de financiamento públicos.
Em termos regionais, nos seis primeiros meses de 2009, o Sudeste
e o Centro-Oeste foram os principais responsáveis pela
geração líquida de postos de trabalho. Foram
as únicas regiões a apresentar saldos positivos
no conjunto do setor agropecuário.
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Valor
Econômico, 26 de setembro de 2009
Minha Casa, Minha Vida: Meta para
o ano é de 400 mil moradias
Após seis meses do lançamento
oficial do programa Minha Casa, Minha Vida, a Caixa Econômica
Federal (CEF) contratou 60,8 mil unidades habitacionais até
20 de setembro.
O número representa 15% da meta do ano, mas dobrou em
um mês. De acordo com a CEF, há projetos em análise
o suficiente para cobrir a meta de 400 mil casas contratadas até
o fim de 2009. Além das 60,8 mil casas com contratos já
fechados, há uma carteira de 342 mil unidades sendo avaliadas
pela Caixa.
Segundo Válter Nunes, superintendente regional da CEF
em São Paulo, um dos motivos dessa aceleração
é que os projetos têm chegado à Caixa dentro
do formato exigido pelo programa. “No começo, os
projetos não estavam alinhados ao programa, e a adaptação
dos empreendimentos exigia mais tempo para a assinatura de contrato”,
diz ele. A velocidade da apresentação de projetos
ao banco também aumentou recentemente. Cerca de 100 mil
novas propostas – um terço do total em análise
– chegaram em setembro.
Segundo Jorge Hereda, vice-presidente da Caixa, investimentos
em agilização das análises do banco permitiram
reduzir o período de aprovação dos financiamentos
de um ano para três a quatro meses. “É crível
esperar que atinjamos a meta de 400 mil contratos este ano considerando
que o setor está correndo para apresentar propostas. Se
entrar na Caixa, a gente contrata”, diz.
No primeiro mês do programa, a maioria das contratações
estava concentrada na faixa de renda de três a seis salários
mínimos. De acordo com o último balanço da
Caixa, a faixa de famílias que recebem até três
salários tomaram a dianteira, com 26 mil unidades habitacionais
contratadas. O público de três a seis salários
já foi contemplado com 25 mil, e de seis a dez, com 9 mil.
Chamados para ajudar na concepção e a costurar
detalhes do projeto, um grupo de 11 empresários do setor
da construção continua se reunindo mensalmente com
o governo e a Caixa Econômica Federal para acertar os gargalos
do programa. São poucas as queixas – o discurso elogioso
é uníssono – , mas elas existem. Uma das críticas
em relação à Caixa está na avaliação
dos imóveis, que costumavam ser subavaliados pela entidade,
segundo as empresas.
A burocracia é um entrave, mas, para as empresas, a figura
do correspondente bancário – que agiliza o processo
antes de passar para a CEF- tem um papel importante. “A
Caixa evoluiu bastante, há uma disposição
grande em resolver os problemas e dar agilidade ao processo”,
afirma Eduardo Gorayeb, presidente da Rodobens Negócios
Imobiliários, com 16 mil unidades em análise na
Caixa. “Mas é uma instituição descentralizada,
que não atua da mesma forma em todos os lugares.”
Paulo Simão, presidente da Câmara Brasileira da
Indústria da Construção (CBIC), diz que o
andamento do programa está dentro do esperado, mas considera
que as contratações ainda estão demoradas.
“A greve dos funcionários da Caixa no meio do ano
fez com que alguns trabalhos ficassem atrasados. Agora é
preciso ter um ritmo mais forte para recuperar”, diz.
João Crestana, presidente do Secovi-SP, entidade que representa
imobiliárias e administradoras de imóveis, afirma
que é natural que no começo do programa o ritmo
fosse mais lento, pela novidade da política. “É
um programa pioneiro, tem que criar cada passo novo.” Dessa
forma, ele considera que o mais importante hoje é a quantidade
de projetos em análise. “Esse número é
importante, porque significa a adesão das empresas ao programa
e a confirmação da demanda da população”,
diz.
Para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que esteve ontem
em São Paulo em cerimônia de posse da diretoria do
Secovi-SP, é significativa a evolução das
aplicações da Caixa este ano em habitação.
Segundo ela, as aplicações devem superar em 65%
as do ano passado, chegando a R$ 38 bilhões, mesmo com
a crise econômica.
Uma das maiores dificuldades apontadas no início do Minha
Casa, Minha Vida foram os valores máximos das residências
para as famílias que recebem até três salários
mínimos, considerados baixos pelos governos locais e empresas,
principalmente para as regiões metropolitanas. Em São
Paulo, esse problema está sendo contornado com parcerias
entre a Caixa e os governos estadual e municipal.
Na sexta passada, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional
e Urbano (CDHU) paulista assinou com o banco um acordo para a
construção de 13 mil unidades habitacionais dentro
do programa seguindo o padrão paulista – mais caro
cerca de R$ 7 mil em relação ao modelo de casa do
programa federal (R$ 52 mil). A diferença de custo será
coberta pelo Estado, que também doará os terrenos.
“O Estado garantirá terrenos bem localizados e metade
das casas terá três dormitórios”, diz
Lair Krähenbühl, secretário paulista de Habitação
e presidente da CDHU.
Por serem projetos da CDHU, há 1,5 mil unidades já
licitadas, cujas obras podem ser iniciadas dentro de 40 dias,
segundo Krähenbühl. O secretário diz que este
ano mais um contrato para a construção de 11,5 mil
unidades da CDHU será firmado com a Caixa sob as mesmas
regras. A prefeitura da capital paulista, por sua vez, já
apresentou 38 terrenos que poderão ser doados, uma área
com potencial para receber até 5 mil habitações.
O governo do Rio, por outro lado, tem encontrado dificuldades
para agilizar o programa. Segundo o secretário fluminense
de Habitação, Leonardo Picciani, o Estado apresentou
logo após o lançamento do MCMV cinco áreas
que poderiam ser destinadas à habitação popular
na capital, mas até o momento só conseguiu a doação
de três.
“Encontrar áreas é um gargalo do programa,
e quando tem, você encontra dificuldades tanto para a aprovação
na Caixa quanto para liberação de licenciamento
na prefeitura”, diz. As áreas destinadas pelo Estado
têm capacidade para receber 3,5 mil unidades habitacionais,
e segundo Piaccini o governo continua o trabalho de identificação
de novos terrenos.
O secretário também se queixa do valor máximo
dado às habitações fora da região
metropolitana. Segundo ele, o preço de R$ 40 mil inviabiliza
os investimentos.
O fato de o programa ter atacado a demanda e oferecer subsídios
aos compradores é visto como uma das principais vantagens.
“A procura por imóveis de baixa renda cresceu muito,
o programa mudou a vida da construção civil no país”,
diz Rubens Menin, presidente da mineira MRV, que tem 27 mil unidades
em 168 projetos em análise. Dessas, 14 mil unidades foram
aprovadas. No segundo trimestre, a empresa vendeu R$ 647 milhões
no Minha Casa, Minha Vida. No quarto trimestre de 2008, ela foi
a quinta colocada em vendas e no segundo trimestre deste ano atingiu
a primeira posição.
O fato é que as maiores empresas de construção
– MRV, PDG, Rossi e Cyrela – atingiram um novo patamar
e vão começar a produzir 30 mil, 40 mil unidades
por ano, o que as coloca na mesma dimensão das grandes
construtoras mexicanas e americanas. Estudo da Economática
do fim de agosto coloca quatro empresas brasileiras (Cyrela, MRV,
PDG Realty e Gafisa, dona da Tenda) entre as 20 maiores da América
Latina e dos Estados Unidos em valor de mercado.
Boa parte dessas empresas já bateu recorde de vendas no
segundo trimestre e o ano caminha para ser o maior da história
da indústria em vendas. Por conta dessa nova escala, as
empresas brasileiras tiveram que recorrer ao mercado de capitais
para captar recursos. A MRV foi a primeira a ir à bolsa
para fazer uma oferta pública e foi seguida por PDG, Rossi
e Cyrela, que estão com as ofertas na rua.
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Congresso
em Foco, 26 de setembro de 2009
PEC dos Vereadores: suplentes não
poderão assumir novas vagas nesta legislatura
Claudimar Barbosa da Silva*
A imprensa tem noticiado de forma bastante enfática a
pressão exercida por suplentes de vereadores de todo o
país sobre deputados e senadores para a aprovação
da proposta de emenda constitucional que altera a composição
das câmaras municipais, aumentando em mais de 7 mil o número
de vereadores que integram as casas legislativas dos municípios,
a chamada PEC dos Vereadores, afinal aprovada e promulgada na
última quarta-feira (23).
Em muitos casos, chega-se até a indicar quem seriam os
novos vereadores, ou seja, aqueles suplentes que seriam convocados
a assumir as novas vagas, imediatamente após a promulgação
da emenda constitucional, que mais corretamente poderia ser denominada
PEC dos Suplentes de Vereadores.
Mas, a esperança nos aspirantes à nobreza edilícia
ficará, com certeza, lançada muito mais à
frente, ou seja, para as próximas eleições
municipais, a serem realizadas em 7 de outubro de 2012. Ou seja,
não adianta alimentar a expectativa de se ver suplente
transformado em vereador e tomando posse no curso da atual legislatura,
somente como consequência da aprovação da
mencionada PEC. Isto não vai ocorrer.
Para que se compreenda a razão desse argumento é
preciso se considerar que o sistema jurídico-constitucional
vigente tem uma lógica e esta lógica precisa ser
respeitada, sob pena de se ter atos inconstitucionais.
A respeito do aumento do número de vereadores com vigência
em legislatura já iniciada e da convocação
de suplentes para ocupar as novas vagas, existem inúmeras
decisões jurisprudenciais de diversos tribunais de justiça
dos estados. E existe, sobretudo, decisões do Supremo Tribunal
Federal (STF) que tornam a matéria inquestionável.
Numa dessas decisões, em acórdão que foi
relatado pelo então ministro Oscar Corrêa, o STF
concluiu pela "inconstitucionalidade de alteração
posterior (do número de vereadores), para vigência
na legislatura já iniciada, bem como da convocação
imediata de suplentes para preencher as vagas decorrentes da modificação"
(Rp 1209, relator ministro Oscar Corrêa, Tribunal Pleno,
julgado em 28/03/1985, DJ 26-04-1985 PP-05888).
No mesmo processo em que foi proferido o citado acórdão,
tem-se parecer da Procuradoria Geral da República (PGR),
transcrito no voto do relator, o qual assinala que "esse
aumento do número de vereadores durante a própria
legislatura importa em alterar diretamente a representação
política do município, atentando, de forma flagrante,
contra a sua autonomia. Se a Constituição Federal
prescreve que os representantes políticos dos municípios
sejam escolhidos mediante eleição direta (art. 15,
I) em sufrágio universal e voto secreto (art. 148), torna-se
evidente, que, uma vez definido o resultado das eleições
e tendo início a legislatura, nenhuma lei pode alterar
o número de vereadores, ainda que a pretexto de atribuir
investidura política aos suplentes" (as referências
são à Constituição de 1967).
O parecer da PGR traz, ainda, decisão anterior do STF
no mesmo sentido, proferida na Representação nº
1.091-PA, relatada pelo então ministro Rafael Mayer, em
que se afirmou taxativamente: "É inconstitucional
a lei que dispõe sobre convocação de suplentes
para completar vagas na mesma legislatura, posto que implica em
alterar diretamente a composição política
do município, com abstração do sufrágio
direto e universal".
Ainda que, no caso em foco, se tenha uma emenda constitucional
que, uma vez promulgada e publicada, irá alterar e integrar
a própria Constituição Federal, o argumento
a ser utilizado é o mesmo: não pode a emenda constitucional
criar vagas de vereadores e prever o seu preenchimento destas
na legislatura em curso, porque isto significaria "abstração
do sufrágio direto e universal". Ou seja, quem não
foi eleito vereador não pode ser transformado em vereador,
nem mesmo por força de emenda constitucional.
Vale aqui observar que a Constituição Federal mantém
os mesmos parâmetros da então vigente Constituição
de 1967 quanto à forma de escolha dos vereadores, que deve
se dar pelo voto direto e secreto, e acrescenta, ainda, em seu
art. 16, que "a lei que alterar o processo eleitoral entrará
em vigor na data de sua publicação, não se
aplicando à eleição que ocorra até
um ano da data de sua vigência".
Algumas matérias jornalísticas, sites e blogs têm
citado, nos últimos dias, o suposto resultado de uma consulta
que teria sido formulada pelo deputado Gonzaga Patriota (PSDB-PE)
ao Tribunal Superior Eleitoral para sustentar que o TSE teria
entendimento de que a alteração do número
de vereadores por emenda constitucional teria vigência imediata.
Nada mais falso. Na consulta referida (Consulta 1421), segundo
matéria publicada no site do TSE, o parlamentar indagou
“se uma emenda constitucional, aprovada pelo Congresso,
regulamentando o número de vereadores nas câmaras
municipais, menos de um ano antes da eleição municipal,
poderia ter efeito já no referido pleito municipal”.
Ao responder à consulta, o TSE adotou o voto do relator,
ministro José Delgado, para responder a questão
positivamente, afirmando que “a eventual alteração
do número de vereadores, por emenda constitucional, tem
aplicação imediata, não se sujeitando ao
prazo de um ano previsto no artigo 16 da Constituição
Federal”. Contudo, o ministro José Delgado ressaltou
que “a data-limite para a aplicação da emenda
para as próximas eleições municipais deve
preceder o início do processo eleitoral, ou seja, o prazo
final para a realização das convenções
partidárias”.
Resta claro, portanto, o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral,
segundo o qual a alteração do número de vereadores,
por emenda constitucional, “é imediata”, desde
que a sua publicação se dê antes do prazo
final para a realização das convenções
partidárias.
Como isso não ocorreu, os suplentes de vereadores não
poderão ser convocados para ocupar as vagas resultantes
da aprovação da PEC dos Vereadores, a qual somente
será aplicada para os eleitos no próximo pleito
municipal, em 7 de outubro de 2012.
É isso.
* Claudimar Barbosa da Silva é
advogado em Ponta Grossa (PR).
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Consultor
Jurídico, 26 de setembro de 2009
Súmula Vinculante
Suspenso cálculo de insalubridade
baseado em salário
O salário mínimo não pode ser usado como referência
para o cálculo dos adicionais de insalubridade. Com esse
entendimento, a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen
Lúcia suspendeu, por meio de liminar, decisão do Tribunal
Regional Federal da 2ª Região que estipulou o adicional
de insalubridade devido a uma servidora da Casa de Saúde
Santos S/A, de Santos (SP), com base na remuneração
básica da ex-funcionária.
A ministra reconheceu que a decisão contrariou a Súmula
Vinculante do STF. Esta súmula, ao vedar a utilização
do salário mínimo como indexador de base de cálculo
de vantagem de servidor público ou empregado, vedou também
a substituição do salário mínimo como
critério de cálculo por decisão judicial.
De acordo com o entendimento firmado pelo STF, o adicional de
insalubridade deve continuar sendo calculado com base no valor
equivalente ao salário mínimo, enquanto não
for superada a inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção
coletiva.
Ao decidir, a ministra Cármen Lúcia citou outros
precedentes do STF. Entre eles, uma Reclamação relatada
pelo ministro Ricardo Lewandowski, que observou que “é
defeso ao Judiciário estabelecer novos parâmetros
de base de cálculo para o adicional da insalubridade”.
A liminar foi concedida pela ministra na Reclamação
8.949, proposta ao STF pela Casa de Saúde Santos S/A, em
petição eletrônica, no último dia 9.
A liminar suspendeu os efeitos de decisão proferida pelo
TRT-2 em Recurso Ordinário e durará até o
julgamento de mérito da Reclamação pelo STF.
O caso
O impasse teve início com uma ação trabalhista
proposta por uma funcionária do hospital demitida em 2000,
quando estava grávida. A Casa de Saúde Santos S/A
interpôs Recurso Ordinário e a servidora, recurso
adesivo. O primeiro foi negado e o segundo, parcialmente provido
para “admitir a remuneração como base de incidência
do adicional de insalubridade, para o cálculo, inclusive
das diferenças, bem como para incluir, na condenação,
o pagamento correspondente ao depósito do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS) computado sobre o aviso prévio
indenizado”.
Contra essa decisão a casa de saúde opôs
Embargos de Declaração, pedindo a manifestação
do tribunal a respeito da parte final da Súmula Vinculante
4, que não admite a substituição, por decisão
judicial, do salário mínimo como indexador. Sustentou
também que, em sua decisão, o TRT fez menção
à restauração da Súmula 17 do TST,
ocorrida em 2003, quando o STF cancelou essa súmula em
junho de 2006. Com informações da Assessoria de
Imprensa do Supremo Tribunal Federal
Rcl 8.949
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GAZETA DO POVO, 25
de setembro de 2009 | Economia
Recuperação
Setor mais afetado pela crise, indústria
volta a contratar
Oito em cada dez novos empregos foram
criados pelo parque industrial de São Paulo
Publicado em 25/09/2009 | Folhapress
Rio de Janeiro - Setor mais afetado pela crise, a indústria
voltou finalmente a contratar e liderou a geração
de postos de trabalho nas principais metrópoles do país
em agosto, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE). O bom desempenho da ocupação
no ramo industrial também impediu o aumento da taxa de
desemprego no mês de agosto – o indicador ficou praticamente
estável em 8,1%.
Pela primeira vez desde
o agravamento da crise, o emprego na indústria reagiu com
força e cresceu 3,9% de julho para agosto nas seis principais
regiões metropolitanas do país (São Paulo,
Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre
e Recife).
Foi o melhor desempenho
desde abril de 2004 e supera a expansão média da
ocupação de julho para agosto – 0,5%.
Em números absolutos,
foram criadas 135 mil vagas. O emprego na indústria foi
puxado por São Paulo, metrópole brasileira mais
industrializada. Na região, o setor fabril contratou 106
mil pessoas em agosto – alta de 5,8%, recorde de toda a
série da pesquisa, iniciada em 2002. Ou seja, oito em cada
dez novos empregos na indústria foram gerados em São
Paulo.
Por trás da recuperação
do emprego na indústria está a retomada da produção,
já sinalizada pelas pesquisas de indústria e pelos
dados do PIB.
Tal movimento se sustenta
no aumento do consumo – impulsionado pelo avanço
da renda, que cresceu 0,9% de julho para agosto e 3,8% no acumulado
de 2009. Tem ainda origem na volta do crédito, antes combalido
pela crise.
“Não há
dúvida de que o nível de atividade da indústria
voltou a crescer, o que repercute no emprego. O impacto da crise
setorialmente foi muito importante na indústria, que fechou
muitos postos de trabalho de novembro de 2008 a março deste
ano. No segundo trimestre, andou de lado. E agora é
que se vê um crescimento mais forte”, diz Fábio
Romão, economista da LCA.
Segundo Armando Monteiro
Neto, presidente da Confederação Nacional da
Indústria (CNI), o setor sentiu, primeiro, uma melhora
das vendas com a queima de estoques, o que impulsionou a produção.
Agora, o crescimento do emprego confirma a trajetória de
recuperação do setor – que, segundo ele, só
será mais intensa e rápida se o mercado externo
voltar a crescer e demandar mais produtos brasileiros.
Apesar da reação
recente, a indústria ainda emprega menos do que antes da
crise. O contingente de trabalhadores do setor caiu, em média,
2,5% de janeiro a agosto deste ano ante o mesmo período
de 2008.
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FOLHA DE LONDRINA,
25 de setembro de 2009 | Economia
Empregos no Paraná estão
em ascensão
Municípios do interior criaram
mais de 45 mil postos de trabalho - 74,2% das vagas do Estado
Curitiba Os sinais de recuperação na geração
de empregos no Estado tornaram-se mais fortes em agosto. Foram
abertas 14.437 vagas - o que significa um crescimento de 0,66%.
Segundo pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), este
foi o terceiro melhor agosto desde 1992. A previsão do
economista da entidade, Sandro Silva, é que essa tendência
de aceleração no emprego deve se manter até
o final do ano. No entanto, o resultado do fechamento de 2009
deve ficar abaixo das 111 mil vagas geradas no ano passado por
conta da crise econômica.
No mês passado,
os setores que mais criaram postos de trabalho foram o comércio
varejista (2.478 vagas), outros serviços (2.217), construção
civil (2.025), hotéis e restaurantes (1.146), têxtil
e vestuário (1.137) e ensino (762).
De janeiro a agosto, foram
geradas 61.870 vagas no Estado, o que significa um crescimento
de 2,89%. Só na Região Metropolitana de Curitiba
foram 15.947 vagas ou um crescimento de 1,85%. O interior do Estado
apresentou no período um aumento de 3,59% com a geração
de 45.923 empregos, ou seja, 74,2% das vagas criadas no Estado.
Nos primeiros oito meses do ano, os setores que apresentaram os
melhores resultados foram a indústria de alimentos e bebidas
(13.894 vagas), outros serviços (8.722), construção
civil (8.250), hotéis e restaurantes (7.541), comércio
varejista (6.324), ensino (4.801), agricultura (3.314), comércio
atacadista (3.081).
Entre os três Estados
do Sul do País, Santa Catarina apresentou o maior aumento
do nível de emprego em agosto, com aumento de 0,76%. O
Paraná ocupou a segunda posição com aumento
de 0,66% e por último veio o Rio Grande do Sul com alta
de 0,51%. Nos oito primeiros meses de 2009, a situação
se altera, com o Paraná com o melhor desempenho, seguido
por Santa Catarina (1,85%) e o Rio Grande do Sul (0,76%). Com
o resultado de agosto, o número estimado de trabalhadores
com carteira assinada no Paraná é de aproximadamente
2,203 milhões.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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AGÊNCIA BRASIL, 25 de setembro
de 2009
Pesquisa revela que renda do trabalho
foi decisiva para redução das desigualdades em 2008
Brasília - De 2007
a 2008, a renda do trabalho foi "avassaladoramente"
o fator que mais contribuiu para a redução da desigualdade
social no Brasil, segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) relativa a 2008,
e divulgado nesta quinta-feira (24).
"Se a gente escolher
o período entre 2001 e 2008, veremos que as transferências
promovidas pelo Bolsa Família e pelas aposentadorias vinculadas
ao salário mínimo foram muito importantes para essa
redução da desigualdade social no Brasil",
explica o pesquisador do Ipea, Sergei Soares.
"Mas entre 2007 e
2008 isso mudou e, de forma avassaladora, a renda do trabalho
passou a ser o principal responsável, correspondendo por
cerca de 90% da queda da desigualdade social registrada no período",
completa.
O estudo do Ipea mostrou
que o comportamento da renda do trabalho, quando diferente do
valor salário mínimo, foi responsável por
75% da queda da desigualdade, enquanto o aumento do salário
mínimo responde por uma queda de 16% da desigualdade.
Segundo o pesquisador,
essas constatações são muito positivas, "porque
depender apenas de transferências de renda para diminuir
as desigualdades significaria um custo cada vez maior [para o
Estado], do ponto de vista orçamentário".
Sergei disse acreditar
que quando saírem os resultados da Pnad 2009 - que contabilizará
mais expressivamente os efeitos da crise no Brasil - , o Bolsa
Família e tudo que está indexado ao salário
mínimo voltarão a deter mais importância.
"Veremos, daqui
a um ano, um efeito possivelmente ainda importante do mercado
de trabalho. Mas veremos um efeito ainda mais importante das transferências
do que vimos em 2008", prevê o pesquisador.
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BEM PARANÁ,
25 de setembro de 2009 | Economia
Consumo
Ricos gastam em três dias
o que pobres levam um ano para gastar
Para medir o índice de desigualdade
do país, o Ipea adotou o chamado Coeficiente de Gini
Agência Brasil
No Brasil, o que um pobre gasta em um ano é o mesmo gasto
por um rico - que faz parte de 1% da população -
em três dias. A constatação é do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou hoje
(24) uma análise com base nos dados apresentados na semana
passada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad) relativa ao ano de 2008.
“Apesar de estar
registrando desde 2001 queda da desigualdade social num ritmo
realmente bom, o Brasil ainda é um monumento à desigualdade.
Aqui, uma família considerada pobre leva um ano para gastar
o mesmo que os 1% mais ricos gastam em apenas três dias”,
informa o pesquisador do Ipea, Sergei Soares.
Para medir o índice
de desigualdade do país, o Ipea adotou o chamado Coeficiente
de Gini, que varia de zero a um. Quanto mais próximo de
um for esse coeficiente, menos justa é a distribuição
de renda da sociedade.
Em 2001, o Coeficiente
de Gini no Brasil estava em 0,594. Desde então, vem caindo
ano a ano, e chegou a 0,544 em 2008.
Sergei explica que mantendo
essa tendência recente de redução da desigualdade
registrada nos últimos anos, que em média foi de
-0,007, "o Brasil levará 20 anos para chegar a um
patamar que pode ser considerado justo". Segundo ele, isso
corresponde a um índice de 0,40 no Coeficiente de Gini.
O pesquisador sugere que
o governo “continue fazendo mais do mesmo”, estimulando
programas como o Bolsa Família e o aumento do salário
mínimo, e invista em educação e estimule
a formalidade no mercado de trabalho.
“Para acelerar
esse processo é necessário que façamos mais
do que apenas olhar as coisas positivas que têm sido feitas.
O indicado é que o país atue de forma a melhorar
o sistema educacional e a reduzir a informalidade”, afirmou.
“E, claro, isso envolve também medidas que objetivem
também a redução da desigualdade racial e
regional do país”.
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AGÊNCIA DIAP, 25 de setembro
de 2009
Economia: PIB pode crescer acima de
5% em 2010, avaliam economistas
Para este ano, boa parte dos bancos e consultorias já aponta
para um Produto Interno Bruto (PIB) ligeiramente positivo. A expectativa
mudou. Espera-se, agora, crescimento de 5 a 6%, em 2010
O cenário positivo que se desenha para a demanda interna
torna cada vez mais provável um crescimento na casa de 5%
em 2010, e já há até quem aposte em alta de
6%, como o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, da
Quest Investimentos.
O consumo das famílias e o investimento
devem liderar a expansão, com as despesas do Governo como
coadjuvante, um resultado da combinação de juros
baixos, mercado de trabalho em recuperação, gastos
públicos elevados e redução das incertezas
globais.
Para este ano, boa parte
dos bancos e consultorias já aponta para um Produto Interno
Bruto (PIB) ligeiramente positivo.
O economista-chefe da
MB Associados, Sérgio Vale, diz que uma alta expressiva
do PIB em 2010 está praticamente contratada. "A política
monetária e a política fiscal serão muito
expansionistas. Elas estarão trabalhando como nunca para
estimular o crescimento", afirma Vale, que revisou na semana
passada a sua projeção de 4% para 5%.
Para ele, apenas uma piora
muito acentuada do cenário global pode comprometer um PIB
forte em 2010, algo como um "novo Lehman Brothers" -
o banco de investimentos que quebrou em setembro de 2008, agravando
a crise. Vale acredita em crescimento de 5% do consumo das famílias,
estimulado pela alta de 5% da massa salarial acima da inflação,
e de 11% dos investimentos na construção civil e
em máquinas e equipamentos (a formação bruta
de capital fixo, FBCF) - em 2009, ele projeta queda de 10,2% da
FBCF.
Crescimento
de 6% em 2010
Mendonça de Barros passou a apostar em crescimento de 6%
em 2010 depois da divulgação dos números
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto,
que revelou um saldo positivo de 242,1 mil postos de trabalhos
formais.
A renda segue firme e
a geração de emprego está melhor do que se
esperava, diz ele, observando que a Quest passou a trabalhar com
uma alta do PIB neste ano de 0,2% - antes do Caged de agosto,
estimava queda de 0,3%. O Morgan Stanley, que chegou a prever
queda de 4,5%, hoje estima recuo de apenas 0,5%.
"O consumo das famílias
deve continuar forte, e o investimento também deve voltar,
estimulado pela demanda. Além disso, o Governo está
gastando que nem louco", afirma Mendonça de Barros,
ministro das Comunicações no Governo Fernando Henrique
Cardoso. Apenas as exportações não devem
ter uma reação das mais expressivas, já que
o mundo ainda crescerá pouco no ano que vem.
Para ele, o ritmo forte
de expansão da economia, com um mercado de trabalho tão
pujante, pode exigir aumentos de juros já no primeiro semestre
do ano que vem. Nesse cenário, o Governo deveria mudar
a política fiscal, diz Mendonça de Barros. Com a
demanda privada aquecida, manter os gastos públicos em
alta expressiva é uma má ideia.
"A inflação
não vai dar saltos, pulando de 4,5% para 8%, mas pode ficar
pressionada por conta do mercado de trabalho muito aquecido, elevando
os preços dos serviços". Vale diz que há
de fato o risco de alta dos juros no ano que vem, mas vê
um eventual aumento da taxa Selic, hoje em 8,75% ao ano, apenas
no quarto trimestre. Se ocorrer, será mais por causa das
perspectivas para a inflação em 2011 do que pela
pressão no ano que vem, já que a capacidade ociosa
na indústria é grande.
Comportamento
do mercado de trabalho e da renda
O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos
do Bradesco, Octavio de Barros, também mudou a sua projeção
de crescimento do PIB para 2010, elevando-a de 4,9% para 5,4%.
"A maior surpresa
em nosso cenário certamente tem sido o comportamento muito
favorável do mercado de trabalho e da renda", diz
Barros. Segundo ele, os efeitos da redução dos juros,
dos estímulos fiscais e da rede de proteção
social criada nos últimos anos "foram capazes de preservar
o emprego de forma importante, levando à rápida
recuperação da confiança dos consumidores
e, consequentemente, à manutenção do otimismo
empresarial e da produção voltada ao mercado doméstico".
O economista chama a atenção
para o desempenho das vendas no comércio, que podem crescer
algo próximo a 5% neste ano, descontada a inflação.
Num quadro de preservação da demanda interna, com
perspectiva de continuidade da expansão dos estímulos
fiscais e da ampliação de alguns benefícios
já contratados - o salário mínimo deve subir
quase 10% em 2010, por exemplo -, ele mudou as suas estimativas
para o PIB deste ano e do próximo.
Para 2009, o Bradesco,
que projetava queda de 0,5% prevê agora uma alta de 0,1%.
"Em nosso novo cenário, a demanda doméstica
continua a ser o motor do crescimento, puxada pelo consumo das
famílias e os gastos do Governo. Os investimentos retornarão
em breve, mas esperamos uma contribuição bem menor
do que os demais ainda em 2010", afirma Barros, ressalvando,
contudo, que as inversões podem ser mais fortes do que
ele projeta, "por conta das boas perspectivas para a economia
e da farta disponibilidade de financiamento doméstico e
externo".
Exportação,
mercado interno e aumento renda
Para Rodrigo Azevedo, ex-diretor do Banco Central (BC) e sócio-sênior
da JGP Gestão de Recursos, o Brasil deverá alcançar
crescimento de 5% no PIB do próximo ano, impulsionado pela
melhora do setor exportador e do mercado interno, sustentado pelo
crescente aumento da renda.
"Há revisão
para cima no crescimento mundial, tendo uma retomada do comércio
em primeiro plano. Como já observamos uma puxada das exportações
acima das previsões, é possível supor que
o quadro para 2010 seja melhor", analisa Azevedo, que trabalha
com um quadro mais favorável para as exportações
do que a média dos analistas.
Para ele, a "profunda"
retração pela qual passou a indústria entre
o fim de 2008 e os primeiros meses de 2009 ampliou a capacidade
ociosa, que foi e está sendo lentamente retomada. Azevedo
destaca ainda que o Governo federal não dá sinais
de que vai segurar os gastos públicos.
O economista-chefe da
LCA Consultores, Bráulio Borges, diz que, do ponto de vista
da oferta, a indústria é que vai brilhar em 2010.
Ele prevê alta de 9% para a produção industrial,
uma reação forte à queda de 7% esperada para
2009. Os setores ligados ao mercado interno e que produzem bens
de capital devem ter bom desempenho, avalia ele. Do lado da demanda,
ele aposta em forte expansão do consumo das famílias,
de 5,2%, e do investimento, de 15,8%.
Outro fator que vai ajudar
o crescimento é a herança estatística (o
"carry over") que 2009 deixará para 2010, como
destaca Azevedo. Segundo ele, se o PIB deste ano ficar estável,
como ele prevê, o "carry over" será de
2,5%. Com isso, se a economia não crescer nada em relação
ao nível do fim deste ano, a expansão em 2010 será
de 2,5%. Para comparar, o "carry over" que 2008 deixou
para 2009 foi negativo em 1,5%.
Menos
otimista
Thaís Zara, economista-chefe da Rosenberg &
Associados, tem previsões menos otimistas para o próximo
ano, embora aposte em crescimento de 0,3% em 2009. "O fundo
do poço já passou, mas o crescimento mundial não
será tão forte quanto se imagina", afirma ela,
que aposta em crescimento de 3,5% para o ano que vem.
O fim das desonerações
tributárias deve tirar um pouco de força da economia
nos próximos trimestres, acredita ela.
Nem a perspectiva
de aquecimento da demanda externa por produtos nacionais empolga
a analista, que vê no câmbio valorizado um entrave
para o impulso exportador, embora os bens primários devam
melhorar o saldo comercial do Brasil. (Fonte: Valor Econômico)
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O ESTADO DO PARANÁ,
25 de setembro de 2009 | Política
Partidos nanicos 'alugam' legendas
para 2010
Agência Estado
Na reta final da filiação partidária para
as eleições de 2010, partidos nanicos estão
entregando as legendas nos Estados a lideranças de peso
em troca de dinheiro e potencial de votos nas urnas. Para assumir
o comando dessas siglas pequenas sem perder o atual mandato, políticos
driblam a legislação eleitoral, fazendo acordo com
suas siglas atuais. O Partido Social Cristão (PSC) - cuja
ideologia política é "colocar o ser humano
em primeiro lugar" - já entregou os Estados de Alagoas,
Piauí, Paraíba e fecha os últimos detalhes
do Distrito Federal. Seu presidente nacional, Vitor Nósseis,
não esconde que a estrutura financeira de um novo filiado
é fundamental. "Como vou fazer as coisas sem recursos?
Num relacionamento entre marido e mulher, se o dinheiro sai pela
porta, a mulher sai pela janela", disse em entrevista ao
Estado.
O Partido da Mobilização
Nacional (PMN) entregou o diretório de Brasília
à deputada distrital Jaqueline Roriz - candidata a uma
vaga na Câmara - e briga com o PSC pela filiação
de seu pai, o ex-governador Joaquim Roriz, que deixou o PMDB.
Ontem, Roriz deixou no ar a possibilidade ir para o PSC. "O
partido tem o social no nome e o que mais quero ser é social,
para ajudar os pobres", afirmou.
Outras legendas, como
PRTB, PSL, PRB, buscam a mesma estratégia pelo País.
O projeto de poder dessas siglas é único e financeiro:
eleger o maior número de deputados para aumentar os recursos
recebidos do fundo partidário, distribuído conforme
a composição da Câmara.
Neste ano, vigora a legislação
eleitoral que permite às legendas brigarem pelos mandatos
dos infiéis. O troca-troca partidário tem sido,
então, muito mais intenso no segundo escalão, em
muitos casos, com a conivência das grandes siglas. Os partidos
que sofrem o ataque especulativo do PSC prometem não recorrer
ao TSE para retomar as vagas porque esperam ver a legenda em sua
órbita no futuro. O senador Mão Santa (PI), por
exemplo, acertou sua saída do poderoso PMDB rumo ao pequeno
PSC. Vai presidir o partido no Piauí. "Esse partido
acredita em Deus. A doutrina é Cristo e o programa é
a promoção do homem", ressaltou Mão
Santa.
As manobras devem ocorrer
até 3 de outubro, último dia de prazo para filiação
partidária. Veterano na política, o deputado Marcondes
Gadelha anunciou a saída do PSB para comandar o PSC na
Paraíba. Seu antigo partido não deve pedir o mandato
de volta. Gadelha vai levar junto dois deputados estaduais - entre
eles o filho Leonardo Gadelha -, prefeitos e vereadores. Ele mesmo
admite que a escolha pelo PSC é de conveniência política.
"Vou para o PSC porque na Paraíba é mais fácil
de compor, vai me dar mais liberdade. Vou comandá-lo no
Estado. É mais fácil de ajustar", disse.
Também presente
na filiação de Mão Santa, Carlos Alberto
Canuto - ligado à família Calheiros - sairá
do PMDB para dirigir o partido cristão em Alagoas, sem
risco de perder o mandato de deputado. Outros dois deputados,
Manoel Júnior (PSB-PB) e Laerte Bessa (PMDB-DF), também
devem seguir para o PSC. "Não conheço a estrutura
desse partido, mas sei que tem pessoas idôneas", diz
Bessa. Em troca de receber a chave do partido com carta branca
para trabalhar, eles levam estrutura financeira e possibilidade
de sucesso nas urnas.
A discussão política,
muitas vezes, passa longe dessas pequenas legendas. A meta é
mesmo aumentar a bancada na Câmara. "O partido não
oferece, mas pede. Pede ajuda, para que as pessoas se candidatem
a deputado federal", admite o presidente do PSC, que elegeu
nove deputados em 2006. Com essa bancada, recebe R$ 2 milhões
por ano do fundo partidário, composto por recursos públicos.
Hoje, o PSC tem 12 deputados. Com as novas filiações,
pode chegar a 17, ultrapassando legendas influentes, como PV e
PPS.
Para driblar a Lei
Eleitoral, um grupo de deputados tenta outra estratégia:
registrar um novo partido até o dia 3. É o Partido
Socialista da República, o PSR. A resolução
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não considera essa
mudança infidelidade partidária. O PSR já
está inscrito num cartório de Brasília. Seus
idealizadores buscam agora colher as 468 mil assinaturas mínimas
necessárias para registrá-lo no TSE. Deputado pelo
DEM, Bispo Rodovalho já ingressou com pedido de desfiliação
no TSE alegando ser um dos fundadores do PSR.
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AGÊNCIA DIAP,
25 de setembro de 2009
Paim: fator previdenciário
(PL 3.299/08) deve ser extinto em 2009
"É grande a possibilidade de acabarmos com o fator
previdenciário este ano", comemora
Autor do projeto de lei (PL 3.299/08) que finda com o fator previdenciário,
o senador Paulo Paim (PT/RS), afirmou que a matéria deve
ser aprovada ainda em 2009.
Ele já se encontrou com o presidente da Câmara, Michel
Temer (PMDB/RS), e o relator do texto na Casa, deputado Pepe Vargas
(PT/RS), para tratar do assunto.
"É grande
a possibilidade de acabarmos com o fator previdenciário
este ano", comemora.
O dispositivo é
usado no cálculo das aposentadorias e considera, entre
outros itens, a expectativa de vida do beneficiário. Segundo
o senador, o fator previdenciário faz com que o trabalhador
perca até 40% de seus rendimentos no ato da aposentadoria.
"Peço a quem
está para encaminhar sua aposentadoria, que espere um pouco
mais. Vamos derrubar o fator", declarou, segundo publicado
na Agência Senado.
O senador ainda defendeu
a derrubada, pelo Congresso Nacional, do veto presidencial à
emenda de sua autoria à Medida Provisória 288, de
2006.
Essa emenda estende
o reajuste de 16,67% - concedido naquele ano ao salário
mínimo - a todas as pensões e aposentadorias. Além
de Paim, outros senadores defendem a derrubada desse veto. (Fonte:
Blog O outro lado da notícia)
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
25/09/2009
Terceirização: siderúrgica
é absolvida de responsabilidade subsidiária
A Companhia Siderúrgica
de Tubarão – CSA foi absolvida da responsabilidade
subsidiária sobre verbas trabalhistas devidas a um empregado
de uma empresa terceirizada, que foi contratada para construir
uma fábrica de oxigênio. A empresa havia sido condenada
no Tribunal Regional da 17ª Região (ES), mas a Primeira
Turma do Tribunal Superior do Trabalho reformou a decisão,
entendendo que a siderúrgica é apenas dona da obra.
Contrariamente ao entendimento
do TRT, que afirmou ser indiferente o fato de a companhia ser
ou não dona da obra – “pois sempre que se contrata
uma empresa para prestação de serviços surge
automaticamente a responsabilidade subsidiária” –,
o relator da Primeira Turma, ministro Walmir Oliveira da Costa,
explicou que a CSA é, sim, apenas dona de uma obra certa,
destinada à expansão de sua unidade industrial,
de forma que não lhe cabe a responsabilização
pelas dívidas trabalhistas dos empregados da empresa que
foi contratada para construir a fábrica. A decisão
da Primeira Turma foi por maioria de votos. (RR-1863-1997-006-17-00.1)
(Mário Correia)
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GAZETA DO POVO, 24
de setembro de 2009 | Economia
Queda na desigualdade
Classe média cresce
61% no PR
Em 12 anos, cerca de 3 milhões
de paranaenses entraram para os estratos mais ricos da sociedade
Publicado em 24/09/2009 | André
Lückman
As classes média e alta da sociedade paranaense aumentaram
em três milhões de pessoas entre 1997 e 2008, o que
equivale a um crescimento de 61,3%. A população
do Paraná cresceu 15% no mesmo período. O número
de pessoas com renda capaz de colocá-las nas classes A,
B e C do estado era de 7,8 milhões em 2008, segundo dados
da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) do
IBGE organizados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
A movimentação
em direção aos estratos mais ricos foi vista principalmente
pelo crescimento linear da classe média (classe C), que
aconteceu em todo o país, mas de maneira mais consistente
no Paraná. Em 1997, essa faixa de renda estava quatro pontos
porcentuais abaixo da média da Região Sul. No ano
passado, a diferença havia caído um ponto (veja
quadro ao lado). Em 2008, três em cada cinco paranaenses
pertenciam à classe C.
Para o professor do departamento
de Economia da Universidade Federal do Paraná
(UFPR), Igor Zanoni Leão, esse crescimento pode ser justificado
com o desenvolvimento da agroindústria. “A classe
C é marcada pelo assalariado com carteira assinada, segmento
que cresceu muito com o estouro do cultivo de soja e da indústria
de carnes no interior, além das indústrias de veículos
na região metropolitana. Esses setores também foram
fortalecidos nos últimos anos com o incremento das exportações”,
diz.
O retrato numérico
da concentração de renda neste período mostra
também que, excluindo-se a capital, os municípios
que fazem parte da Região Metropolitana de Curitiba (RMC)
tem hoje o maior porcentual de pobres do estado – 9% –
posto antes ocupado pelas cidades do interior. Essa região
tem também o menor índice de erradicação
da pobreza, considerando as pessoas que saíram da mais
baixa faixa de renda – essa variação (-38,6%)
foi inferior à média nacional. Nesses doze anos,
as concentração de ricos (AB) no entorno de Curitiba
também permaneceu inalterada, enquanto cresceu em todas
as outras regiões geográficas.
As cidades de interior
paranaense, por outro lado, são as que mostraram as maiores
diferenças na concentração da renda familiar:
antes tinham a maior média de pobreza do estado (22,5%),
mas nos últimos 12 anos viram as fatias das classes A,
B e C engordarem mais de 50%. Sua concentração de
pobres caiu 62% no período.
Curitiba, por outro lado,
já teve 2,5 vezes mais ricos do que o restante do estado.
Hoje ainda tem o dobro, com 27% da população nas
classes mais abastadas – na prática, um em cada quatro
curitibanos está no topo da pirâmide. Ainda assim,
a capital paranaense está na lanterna da Região
Sul – Porto Alegre tem 27,3% e Florianópolis,
36,5%.
Segundo Zanoni,
os números da Pnad indicam uma movimentação
positiva na situação econômica das famílias,
mas que ainda precisa continuar. “Para o IBGE, estar na
classe AB significa ter renda familiar de R$ 4,8 mil, que pode
ser representado por um casal de funcionários públicos
em início de carreira. O salário ainda é
baixo frente às despesas básicas – o Dieese
calcula que o mínimo por pessoa deveria ser R$ 2 mil”,
diz. Segundo a Pnad, a renda média per capita no país
é de R$ 592,12, no Paraná é R$ 692,43, e
em Curitiba, sobe para R$ 1.148,15.
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GAZETA DO POVO, 24
de setembro de 2009 | Economia
Estatística
Estado tinha 363,8 mil empresas
em 2007
Publicado em 24/09/2009 | Cinthia
Scheffer, com agências
O número de empresas formais no país cresceu 2,7%
em 2007, na comparação com o ano anterior, segundo
dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgados ontem
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O país tinha naquele ano cerca de 4,76 milhões de
empresas. Na mesma comparação, houve um aumento
de cerca de 7,6% no número de assalariados. O Paraná,
por sua vez, tinha 363.799 empresas, nas quais trabalhavam 2.776.743
pessoas. O salário médio mensal pago por essas empresas
foi de R$ 1.282,11.
O valor significa, segundo
Denise, um aumento real de 1,9% em relação a 2006
(já descontada a inflação medida pelo INPC).
“O que nós observamos é que o crescimento
expressivo do PIB (Produto Interno Bruto) naquele ano, de 5,6%,
teve reflexos significativos no mercado de trabalho”, avalia
a gerente de análises do Cempre, Denise Guichard Freire.
Em 2007, as empresas brasileiras empregavam 42,6 milhões
de pessoas, das quais 36,65 milhões de assalariados (ou
seja, sem considerar sócios e acionistas).
A maior remuneração
foi observada no Distrito Federal, onde cada assalariado recebia,
em média, 6,9 salários mínimos mensais –
102,9% acima da média nacional, de 3,4 salários
mínimos. No Paraná, a média foi de 3,1 salários
mínimos. A maior média salarial do estado estava
no setor de eletricidade e gás: o equivalente a 10,6 salários
mínimos. E o menor, no setor de alojamento e alimentação
(1,6).
O Cempre mostra
ainda que 46% das empresas identificadas eram do comércio
ou de reparação de carros e motos. O segmento também
era o maior do Paraná, com 171.224 empresas e 705.895 postos
de trabalho. Cada empresa ocupava, em média, 9,6 pessoas,
sendo que 55,1% das pessoas assalariadas estavam em companhias
de grande porte, com 250 ou mais pessoas ocupadas.

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FOLHA DE SÃO
PAULO, 24 de setembro de 2009 | Mundo
Lula cobra reforma em instituições
para evitar novas crises
Em discurso de abertura da 64ª Assembleia
Geral da ONU, presidente diz que ricos pouco fizeram em 12 meses
de crise | Brasileiro se compromete com engajamento na luta contra
o aquecimento global e defende o fim do embargo do governo dos
EUA a Cuba
DE NOVA YORK
Em discurso de abertura
da 64ª Assembleia Geral da ONU e na véspera da reunião
do G20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou uma
atuação mais firme dos países ricos na implementação
de reformas que visam evitar a repetição da crise
econômica mundial.
Passados 12 meses do agravamento da crise, o brasileiro avalia
que os países ricos pouco fizeram em termos de reforma
do sistema financeiro e em mudanças em organismos multilaterais
como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial.
Na visão de Lula, após alguns meses, a crise gerou
uma espécie de "conformismo" nas economias dos
países desenvolvidos, o que fez com que as mudanças
de fundo, essenciais para evitar um novo ciclo de crise, fossem
deixadas de lado.
Para o presidente, a economia mundial não comporta mais
um sistema de representação definido com base nos
parâmetros que se seguiram à Segunda Guerra Mundial.
"Os países pobres e em desenvolvimento têm de
aumentar sua participação na direção
do FMI e do Banco Mundial.
Sem isso, não haverá efetiva mudança e os
riscos de novas e maiores crises serão inevitáveis.
Somente organismos mais representativos e democráticos
terão condições de enfrentar problemas complexos
como os do reordenamento do sistema monetário internacional."
Lula destacou que é necessário construir uma nova
ordem internacional para lidar com os três principais problemas
de hoje: crise financeira, governança mundial e mudança
do clima.
O presidente destacou que tem defendido em reuniões do
G20 a regulação financeira, a generalização
de políticas anticíclicas, o fim do protecionismo
e o combate a paraísos fiscais.
Lula afirmou no discurso que o fato de o Brasil ser um dos primeiros
a sair da crise depois de ter sido um dos últimos a perceber
os seus efeitos não foi resultado de mágica e sim
de políticas como programas de transferência de renda,
aumento do salário acima da inflação e estímulos
fiscais.
"Não tenho a ilusão de que podemos resolver
nossos problemas sozinhos, apenas no espaço nacional. A
economia mundial é interdependente.
Estamos todos obrigados a atuar além das nossas fronteiras",
disse.
Para o presidente, mais do que uma crise bancária, a crise
financeira representa o fim de uma série de dogmas, como
o do Estado mínimo e da autorregulação. Segundo
Lula, esta é "a hora da política", em
que governantes, e não tecnocratas, devem assumir a responsabilidade
de enfrentar a desordem mundial.
Clima e Cuba
No discurso, Lula voltou a se comprometer com uma atuação
mais incisiva do Brasil no tema de mudanças climáticas.
"O Brasil está cumprindo a sua parte. Vamos chegar
a Copenhague com alternativas e compromissos precisos. Aprovamos
um plano de mudanças climáticas que prevê
redução de 80% do desmatamento da Amazônia
até 2020. Diminuiremos em 4,8 bilhões de toneladas
a emissão de CO2, o que representa mais do que a soma dos
compromissos de todos os países desenvolvidos juntos."
Como esperado, o presidente defendeu o fim do embargo americano
a Cuba, que chamou de anacronismo. Ele cobrou "vontade política"
para pôr fim ao problema. (JANAINA LAGE)
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de setembro de 2009 | Economia
Comissão analisará
uso do FGTS para ação da Petrobras
Agência Estado
A comissão especial da Câmara que analisa o projeto
que autoriza a capitalização da Petrobras, dentro
do pacote de regulamentação da exploração
e produção do petróleo da camada pré-sal,
discute a permissão para o uso do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS) na compra de ações
da empresa.
"O clima (na comissão)
é positivo", afirmou o presidente da comissão,
deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), um defensor da ideia. A comissão
se reuniu hoje e marcou as primeiras audiências públicas
para a próxima terça-feira. Serão ouvidos
representantes da BM&FBovespa e da Comissão de Valores
Mobiliários (CVM).
No entendimento de Jardim,
em um primeiro momento de emissão, o trabalhador que já
usou o FGTS para comprar ações da Petrobras poderia
novamente usar o fundo para adquirir uma maior participação.
Segundo Jardim, após
essa oferta, se ainda houver ações, elas seriam
colocadas no mercado para que outros trabalhadores pudessem também
comprar usando o dinheiro do FGTS. "A experiência foi
bem-sucedida", afirmou Jardim, referindo-se à compra
de ação da Petrobras com o uso do FGTS no passado.
A comissão
especial marcou o dia 20 de outubro como uma data de referência
para a apresentação do parecer do relator, deputado
João Maia (PR-RN). O presidente da Câmara, Michel
Temer (PMDB-SP), fixou a data de 10 de novembro para o início
da votação no plenário dos quatro projetos
do marco regulatório da exploração de petróleo
do pré-sal.
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FOLHA DE LONDRINA, 24
de setembro de 2009 | Política
Parlamentares também querem
salário maior
Movimento em causa própria, iniciado
após reajuste concedido aos ministros do STF, pode intensificar
efeito cascata
Brasília - Na esteira
do aumento de 9% do salário dos ministros do Supremo Tribunal
Federal (STF) e do procurador-geral da República, aprovado
ontem na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) do Senado, os parlamentares iniciaram um movimento em causa
própria que pode intensificar o efeito cascata do reajuste.
O líder do governo
no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), defendeu que os salários
dos parlamentares, do presidente da República e dos ministros
de Estado sejam equiparados ao dos ministros do Supremo.
Com o aumento, a remuneração
dos magistrados do STF passará dos atuais R$ 24.500 para
R$ 26.723,13 mensais, a partir de 1º de fevereiro de 2010.
O salário dos parlamentares é de R$ 16.512, enquanto
o do presidente da República é de R$ 11.420 e o
dos ministros de Estado, de R$ 10.748.
''Não tem sentido
o juiz, o desembargador, o ministro do Supremo ganhar (sic) mais
que o presidente da República, um senador, um deputado
federal, o ministro da Fazenda'', afirmou Jucá. Ele argumentou
que a Constituição prevê o mesmo teto salarial
para os chefes dos Poderes.
''Deveríamos ter
coragem para que o teto fosse equiparado. Seria importante que
cumpríssemos a Constituição e corrigíssemos
o salário do Poder Executivo e Legislativo'', argumentou.
''O salário de um ministro de Estado é vergonhoso'',
completou Wellington Salgado (PMDB-MG), que também reclamou
do próprio salário. O último reajuste dado
aos salários dos parlamentares, do presidente e dos ministros
foi em maio de 2007.
O projeto aprovado prevê
o reajuste em duas parcelas. A primeira, de cerca de 5%, é
retroativa ao dia 1º deste mês, elevando a remuneração
para R$ 25.725. A segunda parcela é de 3,88% e será
paga a partir de 1º de fevereiro de 2010, fixando os salários
dos onze ministros do STF e do procurador-geral em R$ 26.723,13.
O reajuste concedido aos
ministros do Supremo e ao procurador-geral desencadeará
um aumento em cascata para todos os procuradores e integrantes
do Judiciário. Segundo cálculos da consultoria da
Câmara dos Deputados, o reajuste elevará os gastos
da União em R$ 189 milhões com os magistrados e
em R$ 94 milhões com o Ministério Público.
Eugênia Lopes
Agência Estado
|
AGÊNCIA DIAP,
24 de setembro de 2009
CAS aprova três proposições
que ampliam proteção aos assalariados
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou,
nesta quarta-feira (23), três propostas para ampliar a proteção
ao trabalhador.
A primeira, do senador
César Borges (PR/BA), melhorará a rentabilidade
das aplicações dos recursos do Fundo de Garantia
de Tempo de Serviço (FGTS) ao dispor que os resultados
das aplicações desses fundos deverão ser
repartidas, igualmente, entre os detentores das contas e o gestor
do Fundo, ou seja, a Caixa Econômica Federal (CEF).
Na justificativa do PLS
301/08, o senador baiano afirma que dados extraídos da
empresa e dos relatórios de gestão do FGTS levam
a crer que a situação atual é marcada por
uma excessiva carga de despesas administrativas.
"Ao repartir, igualmente
a rentabilidade das aplicações entre os detentores
das contas e o gestor do Fundo, a proposição caminha
para melhorar, decisivamente, a remuneração dos
depósitos dos trabalhadores", destacou.
Bancário
inadimplente não pode sair por justa causa
A segunda proposição aprovada para beneficiar o
trabalhador diz respeito à revogação da cláusula
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que permite
a rescisão de contrato de trabalho por justa causa do bancário
que estiver inadimplente em relação a suas contas.
Para o relator do PLC
46/08, senador Paulo Paim (PT/RS), essa cláusula é
injusta e contraproducente uma vez que, "se o bancário
for demitido, será ainda mais difícil que consiga
quitar seus débitos", afirmou.
Ausência
do serviço sem prejuízo da remuneração
A CAS aprovou, também, uma terceira matéria para
beneficiar o trabalhador, ao permitir sua ausência do serviço
sem prejuízo de sua remuneração por um período
de até três dias úteis para realização
de exames preventivos de câncer, devidamente comprovados
através de atestados médicos.
O relator do PLC 158 de
2008, senador Mão Santa (PMDB/PI), afirmou ser importante
permitir que os trabalhadores possam realizar exames de rotina,
preventivos de câncer, porque se trata de uma questão
de saúde pública.
A reunião
da CAS foi presidida pelo senador Papaléo Paes (PSDB/AP)
e as três matérias aprovadas prosseguirão
sua tramitação no Senado, devendo ser analisadas
e votadas ainda pela Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE).
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FOLHA DE LONDRINA,
23 de setembro de 2009 | Economia
Desemprego é cinco vezes
maior para pobres
Estudo realizado pelo Ipea foi baseado
em dados das regiões metropolitanas; taxa de desocupação
para baixa renda foi de 23% contra 4,4% entre trabalhadores de
classes mais altas
Brasília - A taxa de desemprego entre os pobres nas seis
principais regiões metropolitanas do país é
5,2 vezes maior do que entre os não pobres, indica estudo
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo
foi feito com base na Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE com dados
de julho das regiões metropolitanas de Porto Alegre, São
Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife.
Segundo o Ipea, a taxa
de desemprego entre os pobres (indivíduo com renda per
capita familiar abaixo de meio salário mínimo mensal)
foi de 23,1% em julho, contra taxa de 4,4% entre os não
pobres. ''O risco de quem é pobre estar desempregado é
muito maior do que da pessoa não sendo pobres'', ressaltou
o presidente do Ipea, Márcio Pochmann.
O estudo mostra ainda
que, entre julho de 2002 e julho de 2009, a taxa de desemprego
entre os pobres passou de 21% para 23,1% (10% maior) enquanto
a de não pobres caiu de 6,7% para 4,4% (redução
de 34,3%). ''Com isso, a desigualdade que separa o desemprego
entre trabalhadores pobres e não pobres aumentou 70%'',
afirma o comunicado.
Crise
Com a crise, porém,
há um movimento inverso. A partir de outubro do ano passado,
há um aumento maior do desemprego entre os trabalhadores
não pobres. A taxa de desemprego desses trabalhadores aumentou
7,3%, enquanto entre os pobres o aumento foi de 6%.
Segundo o Ipea, o aumento
da taxa de desemprego entre os pobres está relacionado
à queda da pobreza do Brasil. Isso porque, entre março
de 2002 e julho de 2009, a quantidade de pobres nas regiões
metropolitanas caiu de 18,5 milhões para 14,2 milhões
de pessoas. Desses que saíram da condição
de pobreza, 72,1% faziam parte da População Economicamente
Ativa o que resultou em uma maior concentração de
pessoas sem empregos entre os pobres.
Lorenna Rodrigues
Folhapress
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O ESTADO DO PARANÁ,
23 de setembro de 2009 | Economia
Para 52% dos brasileiros, ação
na crise foi ótima ou boa
Agência Estado
A pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje constatou que, para 52% dos
brasileiros, a atuação do governo no combate à
crise foi ótima ou boa, um porcentual inferior ao registrado
no levantamento de junho, de 61%. Para 33%, no entanto, a ação
do governo na crise foi regular e, para 9%, foi ruim ou péssima.
De acordo com a pesquisa,
também diminuiu a percepção sobre a gravidade
da crise econômica. Para 20% dos entrevistados, ela é
muito grave - um índice que era de 26% em junho e de 37%
em março deste ano. Para 51%, a crise é grave, enquanto
outros 19% a avaliam como pouco grave. Para 4%, ela é "nada
grave".
O Ibope também
questionou os entrevistados sobre o impacto da crise na economia.
Vinte e sete por cento das pessoas ouvidas disseram que a economia
será muito prejudicada. O indicador era de 30% em junho
e de 40% em março. Dos entrevistados, 51% disseram que
a economia será pouco prejudicada pela crise. Para outros
16%, a economia não será prejudicada.
A pesquisa tentou ainda
captar os impactos da crise nos hábitos de consumo. Para
52% das pessoas, a crise não alterou e nem causará
alterações nos hábitos de consumo. Em junho,
o índice era de 53% e, em março, de 45%. Segundo
o levantamento, 18% disseram que a crise ainda não alterou
os hábitos de consumo, mas deve alterar. Outros 25% disseram
que ela já mudou os hábitos de consumo ou de planejamento
financeiro.
Trinta e quatro por cento
dos entrevistados acham que a crise vai acabar em 2010, um porcentual
que era de 33% em junho. Para 29%, ela vai acabar depois de 2010.
Outros 13% avaliam que isso vai ocorrer no segundo semestre de
2009, enquanto 11% disseram não ter previsão. Para
2%, a crise já foi superada.
Inflação
As expectativas econômicas
para os próximos seis meses melhoraram, de acordo com a
pesquisa CNI/Ibope. Segundo o levantamento, houve queda nas expectativas
de alta da inflação. Para 9%, os preços vão
aumentar muito (ante os 10% na pesquisa anterior) e para 36%,
a inflação vai aumentar (41% de antes). Trinta e
sete por cento disseram ainda que a inflação não
vai mudar e 11% que vai diminuir 11%. Para 1%, a inflação
vai diminuir muito.
As expectativas em relação
ao desemprego também melhoraram. O índice de pessoas
que disseram que o desemprego vai aumentar muito nos próximos
seis meses caiu de 12% para 8%. Para 32%, o desemprego vai aumentar
e para 30% não vai mudar. Para 24%, o desemprego vai diminuir.
Um por cento disse que o indicador vai diminuir muito.
No caso da renda,
5% dos entrevistados disseram que a renda vai aumentar muito.
Para 33%, a renda vai aumentar e para 49% ela não sofrerá
mudanças. Para 8%, a renda vai diminuir e, para 1%, vai
diminuir muito.
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FOLHA DE SÃO PAULO, 23 de setembro
de 2009 | Dinheiro
Indústrias retomam uso da
capacidade de produção, diz BNDES
Luciano Coutinho, presidente do
banco estatal, diz que agora empresas investirão em novos
projetos
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse ontem que, neste
terceiro trimestre, o setor industrial já está próximo
de recuperar o nível de utilização da capacidade
instalada verificado antes da crise, fato que levará à
retomada dos investimentos em novos projetos.
Sem citar números nem pedidos de financiamento que deram
entrada no banco estatal, o executivo afirmou que a recuperação
da economia que está em curso "induz as empresas a
investir".
"Neste trimestre, já estaremos provavelmente próximos
de recompor o nível de utilização de capacidade
produtiva que começa a induzir decisões generalizadas
de investimento. Nesse sentido, a perspectiva de retomada do investimento
produtivo nos permite pensar na recuperação sustentável
da economia", afirmou Coutinho, na abertura do seminário
"A Hora e a Vez da Política de Desenvolvimento Produtivo",
realizado no Rio de Janeiro.
Pelos últimos dados disponíveis, a utilização
da capacidade industrial cresceu, mas ainda está distante
dos níveis pré-crise. Ficou em 80,5% em julho, acima
dos 79,7% de junho, segundo a CNI (Confederação
Nacional da Indústria). O percentual é menor, porém,
do que os 83,8% de julho de 2008, quando a economia estava em
ritmo acelerado.
Coutinho ressaltou, porém, que para o país manter
um crescimento vigoroso e sem inflação precisa sustentar
uma taxa de investimento em torno de 20% do PIB -patamar próximo
ao alcançado antes da crise. No segundo trimestre, a taxa
ficou em 15,7%.
Apesar do otimismo do executivo, o representante da Cepal (Comissão
Econômica para a América Latina e o Caribe) no Brasil,
Renato Balman, disse que é importante exportar e um dos
entraves para deslanchar as exportações é
a falta de uma política industrial coordenada em toda a
América Latina.
Para Josué Gomes da Silva, presidente da indústria
têxtil Coteminas, a valorização do real agrava
ainda mais essa desvantagem brasileira especialmente porque o
Brasil compete com países da Ásia que controlam
o câmbio e o fluxo de capitais (China, Índia e outros).
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AGÊNCIA CÂMARA,
23 de setembro de 2009
Plenário aprova aumento no
número de vereadores do País
Em contrapartida, o texto aprovado prevê
a redução das despesas das câmaras municipais.
Gilberto Nascimento
O Plenário aprovou nesta terça-feira, em segundo
turno, as PECs 336/09 e 379/09, ambas do Senado, que aumentam
o número de vereadores do País dos atuais cerca
de 52 mil para cerca de 59 mil. Além disso, ficam reduzidos
os percentuais máximos de receita municipal que podem ser
gastos com as câmaras. As PECs serão promulgadas
em sessão solene do Congresso.
O texto mantém
as 24 faixas de números de vereadores aprovadas pela Câmara
no ano passado, mas muda a fórmula de cálculo das
despesas. Em vez de percentuais relacionados a faixas de receita
anual dos municípios, como pretendido pela Câmara,
os senadores mantiveram a aplicação de percentuais
com base em faixas de população, como determina
a Constituição atualmente.
O substitutivo votado,
do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), não faz
mudanças de mérito nas PECs, pois apenas reúne
os dois textos em um só. A matéria teve 380 votos
a favor, 29 contra e 2 abstenções.
Inconstitucionalidade
A exemplo do primeiro turno, as divergências em torno do
texto se mantiveram nos debates. Um dos pontos polêmicos
é a validade retroativa para o pleito de 2008 da mudança
do número de vereadores, que beneficiará os suplentes
de uma eleição encerrada. A redução
dos repasses, entretanto, passará a valer a partir do ano
seguinte à promulgação da PEC.
Segundo o relator, quem
determina as regras eleitorais "é esta Casa e não
o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)". Faria de Sá
lamentou que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos
Britto e Gilmar Mendes tenham se manifestado sobre o tema e disse
que eles têm de se declarar impedidos de julgar uma possível
Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), pois
opinaram antecipadamente contra a retroatividade das regras para
as eleições de 2008.
Para o deputado Antonio
Carlos Biscaia (PT-RJ), a retroatividade é "absolutamente
inconstitucional, por alterar um resultado de eleições
homologadas". Ele lamentou que as lideranças não
tenham se mobilizado para adotar um destaque que retirasse do
texto a retroatividade para o novo número de vereadores.
José Carlos Aleluia
(DEM-BA) também discursou contra a PEC. Segundo o deputado,
a proposta "fere frontalmente a Constituição
e não tem apoio da população, que prefere
eleger diretamente os seus representantes".
A favor das PECs, o líder
do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), argumentou que a Câmara
apenas restabeleceu o número de vagas compatível
com a representatividade de cada município. "Não
estamos nomeando nenhum vereador, pois as câmaras municipais
têm plena autonomia para acatar e adequar a emenda constitucional",
disse.
Divergência
e acordo
No ano passado, o Senado aprovou apenas o aumento de vereadores,
transformado na PEC 336/09. Quando essa proposta foi enviada à
Câmara, o então presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP)
se recusou a promulgá-la. Ele argumentou que os senadores
romperam o equilíbrio do texto aprovado antes pelos deputados
(o aumento de vagas estava condicionado à diminuição
de despesas).
A recusa levou o então
presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, a entrar com um mandado
de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo
a promulgação parcial do texto já aprovado
pelas duas Casas e que tratava apenas do aumento de vereadores.
Em março
deste ano, houve um acordo que resolveu esse impasse: as novas
mesas diretoras das duas Casas decidiram analisar a parte que
trata da limitação de gastos em outra proposta e
o Senado desistiu do mandado de segurança no STF. Por isso,
foram aprovadas duas PECs nesta quarta-feira.
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AGÊNCIA DIAP,
23 de setembro de 2009
Popularidade de Lula sobe para 81%
e votos de Serra caem 4 pontos
Segundo a pesquisa CNI/Ibope divulgada, nesta terça-feira
(22), a avaliação do Governo Lula oscilou positivamente
e retornou ao mesmo patamar de setembro do ano passado
Enquanto a grande imprensa tenta desesperadamente carimbar a pesquisa
CNI/Ibope como uma má notícia para o bloco governista,
os números mostram que é a oposição
quem deveria se preocupar com os resultados.
A pesquisa não apenas mostra que a popularidade do Governo
Lula continua nas alturas, com a aprovação ao presidente
alcançando 81%, como também mostra que o principal
candidato da direita, José Serra (PSDB), perdeu intenções
de voto, caindo de 38 para 34% dos votos.
Lula
continua sendo o personagem principal da disputa de 2010
A pesquisa revela ainda que, na cabeça do eleitor, não
está consolidada a identidade dos candidatos com os programas
que eles representam.
Esse dado fica evidente
no contraste entre a aprovação do Governo (69%)
e a intenção de voto da candidata Dilma Rousseff
(18 a 14%) que representa a continuidade deste Governo.
A oposição
também não consegue mostrar-se como alternativa
programática, já que quando seu candidato preferencial
(José Serra) é substituído pelo também
tucano Aécio Neves, as intenções de voto
da oposição de direita despencam de 34 para 12%.
Avaliação
positiva
Segundo a pesquisa CNI/Ibope divulgada, nesta terça-feira
(22), a avaliação do Governo Lula oscilou positivamente
e retornou ao mesmo patamar de setembro do ano passado, o segundo
melhor resultado de toda a série realizada desde a posse
do presidente, em 2003.
A avaliação
positiva do Governo subiu de 68% em junho para 69% em setembro.
22% avaliam o Governo Lula como regular, e 9% como ruim ou péssimo.
A aprovação
do presidente Lula (a pergunta é: você aprova ou
desaprova a maneira como o presidente Lula está governando
o Brasil?) também aumentou, subiu de 80% em junho para
81% em setembro. No Nordeste, chega a 90%.
O índice dos que
desaprovam a forma de Lula governar foi de 16% em junho para 17%
agora.
A pesquisa CNI/Ibope também
traz um índice que mede o grau de confiança da população
no presidente da República. Os entrevistados são
questionados se confiam ou não no presidente.
Os que confiam foram 76%
tanto agora quanto em junho. Já os que não confiam
passou de 21% em junho para 22% em setembro.
A nota média de
Lula em setembro foi de 7,6, contra 7,5 recebida pelo petista
em junho deste ano.
Na comparação
entre o primeiro e o segundo mandatos do presidente, 44% consideram
em setembro que o segundo é melhor que o anterior. Outros
40% consideram igual, e 14% dizem que o segundo é pior
que o primeiro. Os índices foram similares a junho deste
ano.
Cenários
para 2010: Ciro sobe, Serra e Dilma descem
No capítulo sobre as eleições de 2010, a
pesquisa CNI/Ibope testou seis cenários de candidaturas
a presidente, alternando para cada simulação os
nomes mais cotados do PSDB, o governador de São Paulo,
José Serra, e o governador de Minas Gerais, Aécio
Neves.
Em quatro deles, foi incluído
pela primeira vez o nome da senadora Marina Silva, que aparece
com intenções de voto entre 6% e 11%.
Em apenas dois cenários,
nos quais Marina não aparece, é possível
fazer a comparação com a pesquisa anterior. Nestas
duas simulações, Serra e Dilma registram queda nas
intenções de voto.
O tucano recua quatro
pontos percentuais e Dilma recua de três a quatro pontos,
dependendo do nome do candidato do PSDB. A pesquisa aponta crescimento
das intenções de voto do deputado federal Ciro Gomes
e da vereadora e ex-senadora Heloísa Helena.
Veja os dados abaixo:
Lista 1
José Serra - 34% (Eram 38% em junho).
Ciro Gomes - 17% (Eram 12% em junho).
Dilma Rousseff - 15% (Eram 18% em junho).
Heloísa Helena - 10% (Eram 7% em junho).
Não sabe - 10% (Eram 12% em junho).
Lista 2
Ciro Gomes - 27% (Eram 22% em junho).
Dilma Rousseff - 17% (Eram 21% em junho).
Aécio Neves - 12% (Eram 12% em junho).
Heloísa Helena - 13% (Eram 11% em junho).
Não sabe - 12% (Eram 15% em junho).
Nos cenários em
que a provável candidata do PV aparece, Serra continua
liderando quando seu nome é incluído, mas com margem
menor de vantagem sobre os adversários. Quando Aécio
é o candidato tucano, Ciro Gomes passa a liderar a disputa.
Veja os números:
Lista 3 (com Serra
e Heloisa)
- José Serra - 34%
- Dilma Rousseff - 14%
- Ciro Gomes - 14%
- Heloísa Helena - 8%
- Marina Silva - 6%
- Não sabe - 10%
Lista 4 (com Aécio
e Heloisa)
- Ciro Gomes - 25%
- Dilma Rousseff - 16%
- Aécio Neves - 12%
- Heloísa Helena - 11%
- Marina Silva - 8%
- Não sabe - 12%
Lista 5 (com Serra
e sem Heloisa)
- José Serra - 35%
- Ciro Gomes - 17%
- Dilma Rousseff - 15%
- Marina Silva - 8%
- Não sabe - 10%
Lista 6 (com Aécio
e Sem Heloisa)
- Ciro Gomes - 28%
- Dilma Rousseff - 18%
- Aécio Neves - 13%
- Marina Silva - 11%
- Não sabe - 12%
Educação
em alta, desemprego em baixa
No capítulo da pesquisa que aborda áreas específicas
de atuação, todos os nove itens investigados registram
melhora da avaliação do Governo. Os aumentos mais
expressivos ocorrem no combate à fome e à pobreza,
na área do meio ambiente, na educação e no
combate ao desemprego.
A área com a maior
melhora do Governo foi a educação. A aprovação
da atuação do Governo na área subiu dez pontos
percentuais e agora é de 69%.
Pela primeira vez este
ano, cai para menos da metade da população o percentual
dos que acreditam que o desemprego irá aumentar. Um recuo
até março, mostra como essa mudança de perspectiva
em relação ao desemprego é expressiva.
Há seis meses,
68% acreditavam que o desemprego "aumentaria muito"
ou "aumentaria" e apenas 13% apostavam no aumento da
oferta de empregos. Nesse intervalo, houve uma queda notável
de 28 pontos percentuais na perspectiva de piora do mercado de
trabalho.
Hoje, para 40% dos brasileiros,
o desemprego "aumentará muito" ou "aumentará",
enquanto 25% acreditam no aumento da oferta de empregos. Outros
30% acreditam que o emprego se manterá nos níveis
atuais.
No intervalo entre junho
e setembro, os movimentos se mantiveram expressivos.
Os itens que ainda são
desaprovados pela maioria da população: juros, impostos,
saúde e segurança pública.
Pré-sal
é a notícia mais lembrada
Entre as notícias mais lembradas pelos entrevistados, a
que aparece em primeiro lugar é o anúncio do marco
regulatório do pré-sal.
Segundo a pesquisa, 16%
disseram lembrar dessa informação. Em seguida, aparece
a crise do Senado Federal (15%) e a compra de caças pela
FAB, a Força Aérea Brasileira (11%).
Questionados especificamente
sobre o pré-sal, 59% dos entrevistados dizem que já
ouviram falar da exploração do petróleo na
camada pré-sal. Outros 39% dizem que nunca ouviram falar.
Segundo a pesquisa, baixou
de 78%, na pesquisa anterior, para 71% aqueles que consideram
a crise econômica mundial muito grave. Ainda segundo o Ibope,
52% dos entrevistados dizem que o Governo teve uma atuação
positiva no combate à crise.
Mais de metade dos entrevistados
(59%) acha que a saúde deve estar entre as áreas
prioritárias para o próximo presidente. Em seguida,
estão educação (44%), empregos (35%) e segurança
(30%).
A pesquisa da Confederação
Nacional da Indústria, feita pelo Ibope, ouviu 2002 pessoas
entre 11 a 14 de setembro em 142 municípios. A margem de
erro é de dois pontos, para mais ou para menos e grau de
confiança de 95%.
A Pesquisa CNI-Ibope é
realizada trimestralmente para avaliar o desempenho da administração
federal.
Chama atenção
o fato da pesquisa ter sido divulgada apenas 8 dias depois de
finalizada, um prazo bastante elevado se comparado com pesquisas
anteriores, que eram divulgadas com dois ou no máximo três
dias após sua conclusão. (Fonte: Vermelho, com agências).
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
23/09/2009
TST considera MP legítimo para
representar grupo de trabalhadores
A Quinta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho considerou que o Ministério Público
do Trabalho tem legitimidade para ingressar com ação
civil pública com objetivo de garantir o cumprimento da
jornada de trabalho legal de um grupo de motoristas da Expresso
Luziane LTDA. Em julgamento anterior, o Tribunal Regional do Trabalho
da Terceira Região (TRT-MG) entendeu que caso era de direitos
específicos e individuais, embora possam ser analisados
em grupos, e não coletivos e difusos, como determina a
Constituição Federal (artigo 129) para atuação
do Ministério Público.
O ministro Emmanoel Pereira,
relator do processo, alegou que, no caso, o Ministério
Público busca o interesse coletivo de um grupo de trabalhadores
e não de “interesses privados disponíveis”.
Assim, a ação civil pública não teria
apenas o efeito reparatório. “A inobservância
de direitos assegurados por décadas na Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) é suficiente para causar o caos,
e por conseqüente, o desequilíbrio na relação
entre o poder e o arbítrio, dando prevalência ao
primeiro.”
Antes de interpor ação
civil na Justiça do Trabalho, o Ministério Público
tentou fazer com que a empresa assinasse um Termo de Compromisso
de Ajustamento de Conduta, com o objetivo de cumprir o intervalo
de 11 horas de descanso entre as jornadas de trabalho e não
ultrapassar o limite legal de duas horas extras diárias
para os motoristas.
A empresa não assinou
o termo porque não teria condições de cumpri-lo,
tendo em vista as “as peculiaridades do trabalho”
dos empregados. O TRT-MG entendeu que no caso existe a necessidade
de “se distinguirem as situações de cada trabalhador”
e, portanto, o meio jurídico apropriado seria a interposição
de dissídio individual (reclamação trabalhista)
ou coletivo (plúrimos).
A Quinta Turma do TST, a julgar recurso do Ministério Público
contra decisão do Tribunal Regional, utilizou as jurisprudências
do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio TST, “que
consagram o entendimento de que o Ministério Público
possui legitimidade para ajuizar ação civil pública
para a defesa dos interesses individuais homogêneos”.
(RR-1310/2001-095-03-00.1)
(Augusto Fontenele)
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O ESTADO DO PARANÁ, 22 de setembro
de 2009 | Economia
Renda do trabalho explica queda
de desigualdade no País
Agência Estado
A renda do trabalho explica 66,86% da queda da desigualdade
entre 2008 e 2001, de acordo com estudo do Centro de Políticas
Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas
(FGV). O Bolsa Família responde por 17%, a renda de previdência
por 15,72% e as transferências privadas por 0,50%.
No período, os
10% mais pobres da população brasileira tiveram
aumento de renda de 72,45%, enquanto para os 10% mais ricos esse
crescimento de renda foi de 11,37%.
O restante da população,
também dividido em grupos de 10%, mostrou maior alta da
renda quanto mais pobres eram. Para o economista-chefe do CPS,
Marcelo Néri, "esta é a década da redução
da desigualdade de renda".
Néri considera
a renda do trabalho superior a de transferências governamentais
"até para a satisfação pessoal"
de quem recebe. Dentro dos programas sociais, porém, ele
defendeu o Bolsa Família como o melhor para reduzir a desigualdade,
porque atinge realmente os mais pobres. Ele classificou o mercado
interno e o Bolsa Família como dupla de ataque contra a
crise: "O Pelé é o mercado interno e o Tostão
é o Bolsa Família", comparou.
Segundo pesquisa
do CPS, o Bolsa Família beneficia principalmente a classe
E, enquanto o reajuste do salário mínimo é
melhor para a classe D e a previdência, para a classe AB.
Néri declarou-se contra o aumento permanente do salário
mínimo como o governo pretende fazer, com a consolidação
das leis sociais.
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GAZETA DO POVO, 22 de
setembro de 2009 | Economia
Mobilidade social
Em 6 anos, 32 milhões ascenderam
de classe
Renda gerada pelo trabalho foi o principal
componente para a diminuição da desigualdade, aponta
estudo da FGV. Bolsa Família também contribuiu para
tirar famílias da pobreza
Rio de Janeiro - O Brasil
foi palco de intensa mobilidade social entre 2003 e 2008, com
31,9 milhões de pessoas subindo degraus na pirâmide,
especialmente em direção aos estratos mais altos.
A classe AB, de renda familiar a partir de R$ 4.807, foi a que
mais cresceu nesse período. Os dados foram compilados pelo
Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação
Getulio Vargas a partir do resultado da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008, divulgado na semana
passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
De acordo com o pesquisador
Marcelo Neri, a ascensão da classe média deveu-se
basicamente ao fator trabalho. O potencial de geração
de renda familiar cresceu neste período 28,32%, bem mais
do que o crescimento de 14,98% do potencial de consumo. Por potencial
de consumo entende-se o acesso a bens, especialmente duráveis,
como automóveis e eletrodomésticos; a serviços
públicos, condições de moradia e tipo de
família.
A migração
social estendeu-se também à base da pirâmide.
Programas de geração de renda, como o Bolsa Família,
tiveram grande influência na redução da classe
E, a mais baixa. Saíram dessa categoria social 19,5 milhões
de brasileiros, entre 2003 e 2008, o que corresponde a um enxugamento
de 43%.
O resultado só
não apresentou uma melhoria maior devido a questões
de cálculo. Neri inclui a posse ou uso de celulares e computadores
na rubrica de investimento e não de consumo. “Isso
explica uma parte do aumento do potencial do produtor ter sido
maior que o de consumo, mas acho que computador e celular aumentam
a produtividade”, explicou o economista-chefe do CPS. Neri,
que, por conta de dados anteriores, esperava um crescimento do
consumo superior ao da elevação da renda, declarou-se
surpreendido com o resultado.
Estabilização
foi semente
Também entram no
cálculo estatístico fatores como a inserção
no mercado de trabalho; o nível de educação
dos membros das famílias; a matrícula dos filhos
em escolas públicas ou privadas, e o investimento em previdência.
Na avaliação de Neri, “sementes plantadas
na década de 90, como a estabilização, as
reformas e o aumento do acesso à educação”
contribuíram para o aumento do potencial de geração
de renda pelas famílias nesta década.
Dois terços da
queda da desigualdade no país num período um pouco
mais longo – entre 2001 e 2008 – podem ser explicados,
na avaliação do economista, apenas pelo aumento
da renda do trabalho. “Tudo aponta mudanças na sociedade
brasileira no sentido de que o valor do trabalho está aumentando”,
afirmou, disse o economista. “Esta é a década
da redução da desigualdade de renda e do aumento
do emprego formal.” Neri aponta que o Bolsa Família,
principal programa social do governo federal, contribuiu com 17%
para a melhoria no índice Gini, usado para medir a desigualdade.
Na avaliação
da economista Sônia Rocha, a melhora na escolaridade do
trabalhador começou a ter impacto na sua remuneração,
o que não ocorreu, segundo ela, no início da década.

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CONGRESSO EM FOCO,
22 de setembro de 2009
Campanha Ficha Limpa entrega projeto
no dia 28
Proposta que proíbe a candidatura
de políticos condenados em primeira instância por
uma série de crimes será entregue na próxima
segunda ao presidente da Câmara, Michel Temer, com o apoio
de 1,3 milhão de assinaturas
Thomaz Pires
A campanha Ficha Limpa
conclui os últimos ajustes para encaminhar ao Congresso
Nacional o projeto de lei, de iniciativa popular, que dificulta
a candidatura de políticos com maus antecedentes. A proposta,
acompanhada de 1,3 milhão de assinaturas, será entregue
ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), às
15h, na próxima segunda-feira (28).
A proposta proíbe
que seja registrada a candidatura de pessoas condenadas em primeira
instância por crimes como racismo, homicídio, estupro,
tráfico de drogas e desvio de verbas públicas, por
compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa.
Veda ainda a candidatura de parlamentares que tenham renunciado
ao mandato para fugir de cassações ou que respondem
a denúncias recebidas pelos tribunais superiores do Poder
Judiciário.
Antes da entrega do documento,
está prevista a realização de uma caminhada,
com concentração no Ministério da Justiça,
rumo ao Congresso Nacional. Haverá um representante de
cada estado que ajudou no recolhimento das assinaturas.
De acordo com a coordenação
do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
(MCEE), responsável pela campanha, os formulários
com as assinaturas exigidas pela Constituição para
a apresentação de um projeto de lei de iniciativa
popular estão reunidos na sede do Conselho Federal da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, em fase final
de organização.
Segundo os organizadores,
Minas Gerais foi o estado que mais recolheu assinaturas. Até
a última sexta-feira (18), 203 mil pessoas haviam sido
coletas no estado. Paraná, com 172 mil, e São Paulo,
com 167 mil, aparecem na sequência. O número ainda
pode subir nos próximos dias, já que o restante
dos formulários está sendo enviado pelos Correios.
A campanha foi iniciada em maio do ano passado.
A diretora do Movimento
de Combate à Corrupção, Jovita José
Rosa, alega que o número exato de assinaturas recolhidas
só poderá ser divulgado no fim desta semana. “Temos
a certeza que já alcançamos o mínimo exigido.
Caso contrário, não teríamos marcado a audiência
com o presidente Temer. Mas só teremos possibilidade de
divulgar o número preciso quando fecharmos tudo”,
diz ela. Ao todo, 42 entidades ajudam na campanha.
Jovita destaca ainda que
a entrega da proposta no Congresso é apenas a primeira
etapa de todo o processo. “Essa proposta só irá
se transformar em Lei com a pressão popular. Prefeitos,
vereadores e outros políticos farão de tudo para
barrá-la. É por isso que a entrega é apenas
a primeira etapa de um longo processo legislativo”, destaca.
A ideia de lançar
a Campanha Ficha Limpa foi uma iniciativa que partiu da própria
sociedade, a partir dos Comitês 9840 do MCCE nos estados
e municípios. O movimento foi responsável pelo primeiro
projeto de iniciativa popular que se transformou em lei no Brasil.
A Lei 9.840, que proibiu a compra de votos e o uso eleitoral da
máquina administrativa, está completando dez anos.
Nesse período, já levou mais de 700 políticos
à cassação do mandato.
A apresentação
de um projeto de lei de iniciativa popular precisa do apoio de
pelo menos 1% do eleitorado nacional, distribuído no mínimo
por cinco estados.
Parlamentares processados
O Congresso em Foco foi
o primeiro veículo de comunicação brasileiro
a publicar a lista dos parlamentares federais que respondem a
processos judiciais. Isso ocorreu em março de 2004, logo
após o lançamento do site, época em que foi
contabilizado em 46 o total de congressistas então acusados
criminalmente (confira).
Desde então, o
site passou a publicar regularmente levantamentos de congressistas
com pendências judiciais. Durante todo o período
da legislatura passada (2003/2007), 206 deputados e senadores
responderam a processos no Supremo Tribunal Federal. No último
levantamento, que foi ao ar em junho deste ano, 150 congressistas
apareceram como réus de 318 processos em andamento no STF.
Ou seja: de cada quatro parlamentares no exercício do mandato,
um responde a acusações formais naquela corte.
À linha de
acompanhamento aberta pelo Congresso em Foco seguiram-se outras
iniciativas de grande repercussão, como o projeto Excelências,
da Transparência Brasil, e a divulgação dos
candidatos processados, durante a campanha eleitoral municipal
de 2008, pela Associação dos Magistrados Brasileiros.
Tudo isso aumentou muito as pressões contra a presença
na política dos chamados “ficha-suja”.
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GAZETA DO POVO, 22 de
setembro de 2009 | Vida Pública
Impostos
Câmara tenta ressuscitar reforma
tributária
Proposta de emenda constitucional é
prioridade na pauta, mas depende de um acordo partidário
para ser apreciada
Publicado em 22/09/2009 | André
Gonçalves
Brasília - Após
nove meses engavetada, a reforma tributária pode ser votada
nesta semana pela Câmara dos Deputados. A proposta de emenda
constitucional (PEC) é prioridade na pauta, mas depende
de um acordo partidário para ser apreciada. O texto recebe
críticas da oposição por promover apenas
a simplificação do sistema e não estimular
a redução de impostos.
Nos bastidores, porém,
comenta-se que o governo estaria disposto a rediscutir alguns
pontos do substitutivo apresentado pelo deputado federal Sandro
Mabel (PR-GO). Amparado pelo sucesso da desoneração
fiscal durante a crise econômica mundial – especialmente
com a redução do Imposto sobre Produtos
Industrializados para veículos novos –,
o Palácio do Planalto já teria dado sinal verde
para mudanças. A negociação também
seria utilizada como um estímulo para alavancar outro debate
polêmico, o marco regulatório do pré-sal.
“O governo aprendeu
com a crise que a diminuição da carga tributária
causa efeitos positivos e imediatos”, diz o deputado paranaense
Rodrigo Rocha Loures (PMDB). Ele participou da comissão
especial que aprovou a PEC da reforma tributária, em novembro
de 2008, e agora integra a comissão que discute o fundo
social que será criado com recursos do pré-sal.
A conexão entre os dois temas interessa particularmente
ao Paraná.
A regulamentação
do pré-sal trouxe à tona possíveis alterações
no regime de distribuição de royalties da exploração
de petróleo entre estados e municípios. As normas
atuais beneficiam os locais produtores – em especial, o
Rio de Janeiro. Por outro lado, os fluminenses também seriam
beneficiados com uma mudança prevista na reforma tributária
que prevê que os estados produtores de petróleo e
energia elétrica terão direito a arrecadar o Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS) na origem.
A medida altera uma determinação
da Constituição de 1988, que estipulou a cobrança
de ICMS sobre os dois produtos apenas nos estados em que ele é
consumido (ou seja, no destino). Com base em dados de 2008, a
proposta geraria um aumento de arrecadação de R$
165 milhões ao Paraná, maior produtor de energia
elétrica do país. Já o Rio de Janeiro, maior
produtor de petróleo, poderia arrecadar R$ 1,5 bilhão
a mais por ano.
“Aprovar a reforma
tributária seria um acerto tático da Câmara
e do governo porque diminuiria as tensões entre os estados
por mais recursos do pré-sal”, afirma Rocha Loures.
A atual redação do substitutivo, no entanto, é
apontada como defasada, já que foi construída antes
do desfecho da crise econômica. “O texto é
inaproveitável”, declarou na semana passada o líder
do PSDB na Casa, José Aníbal (PSDB-SP).
Em linhas gerais, a PEC
pretende apenas simplificar as cobranças tributárias,
criando dois tipos de Imposto sobre Valor Agregado – um
estadual e outro federal. Ambos seriam resultados da unificação
de impostos que já são cobrados, como o ICMS e a
Contribuição Sobre o Lucro Líquido.
“A proposta é
muito tímida, mas ainda assim é melhor que nada”,
afirma o deputado Eduardo Sciarra (DEM), outro paranaense que
participou da comissão especial da reforma. Entre as poucas
isenções previstas na PEC está o fim da cobrança
de ICMS para os produtos da cesta básica, prática
que já é adotada pelo governo do Paraná desde
2003.
Além disso, a PEC
prorroga até 2033 os incentivos fiscais para a zona franca
de Manaus. Também foi incluída a cobrança
de ICMS para a venda de softwares, e a isenção
do mesmo imposto para a comercialização de materiais
utilizados para reciclagem. Em contrapartida, foi rejeitada
uma proposta do DEM que previa a redução de 1% ao
ano da carga tributária, durante oito anos.
A mesma emenda deve ser
rediscutida em plenário. Para ser aprovada, a PEC precisa
dos votos de três quintos dos 513 deputados. Depois, segue
para o Senado e, por último, depende de sanção
presidencial.
PEC dos Vereadores e foro privilegiado
entram em pauta
Além da reforma
tributária, outros dois temas polêmicos estão
na pauta de votações da Câmara a partir de
hoje. O primeiro é a apreciação, em segundo
turno, da PEC dos vereadores, que cria 7 mil vagas nas câmaras
municipais do país. O outro é a PEC que restringe
o foro privilegiado.
A proposta dos vereadores
deve ser aprovada sem dificuldades. O texto, porém, não
implica em uma decisão retroativa – ou
seja, não deve beneficiar os suplentes eleitos no ano passado.
Ele também está vinculado à redução
de gastos dos legislativos dos municípios.
Já o projeto sobre
o foro privilegiado chega ao plenário com várias
mudanças em relação ao original. O substitutivo
do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP) apenas ameniza os efeitos
da prerrogativa de foro, que beneficia políticos e autoridades
que são réus em processos judiciais.
A ideia original do projeto
era acabar totalmente com o privilégio.
De acordo com o
texto atual, as autoridades só poderão ser processadas
na Justiça Penal de primeira instância após
uma avaliação do tribunal competente, para julgá-las.
Por exemplo, um senador só poderá ser julgado em
primeira instância após o aval do Supremo Tribunal
Federal, que permaneceria com o direito de arquivar o caso.
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de setembro de 2009 | Política
Lula ganha prêmio por conduta
democrática
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca hoje,
em Nova York, para cumprir uma extensa agenda de compromissos
nos Estados Unidos. Ainda hoje, Lula receberá o Prêmio
ao Serviço Público do Centro Internacional Woodrow
Wilson. O presidente participará, na quarta-feira, da Assembleia-Geral
das Nações Unidas (ONU), e na quinta seguirá
para Pittsburgh, onde será realizado o encontro do G-20.
O presidente do Woodrow Wilson, Lee H. Hamilton, de acordo com
declarações divulgadas pelo instituto, afirmou que
a escolha de Lula se deve à sua contribuição
"decisiva para acabar com o regime militar e para abrir o
caminho para a democracia em seu país".
Amanhã, Lula deve
se encontrar com pelo menos oito chefes de Estado. Por enquanto,
está confirmada pelo Itamaraty apenas uma reunião,
com o premiê da Espanha, José Luis Zapatero. Está
prevista uma entrevista apenas com jornalistas esportivos estrangeiros,
em que Lula deve falar sobre a candidatura do Rio para sede dos
Jogos Olímpicos de 2016.
A decisão sobre
a sede acontece no início de outubro, na Dinamarca, e uma
das concorrentes é Chicago, onde vivia o presidente dos
EUA, Barack Obama. Amanhã, Lula participará de jantar
oferecido pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, com
a presença de todos os chefes de Estado que estão
em Nova York.
Conforme a tradição
da Assembleia-Geral das Nações Unidas, o presidente
brasileiro será o primeiro a discursar, às 9 horas
(10 horas em Brasília) de quarta-feira. Obama falará
em seguida. Lula deverá usar seu discurso para criticar
o embargo econômico imposto pelos EUA a Cuba, que ele considera
"anacrônico". O presidente americano renovou por
mais um ano o embargo à ilha. A chamada Lei de Comércio
com o Inimigo vige desde 1917 e proíbe qualquer tipo de
intercâmbio com os países considerados uma ameaça
aos EUA. Atualmente, só Cuba é afetada.
O ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim, chegou antes a Nova York e hoje manterá
encontros bilaterais na missão brasileira na ONU. Amanhã,
ele deve participar da conferência climática. Depois
da viagem de Lula para Pittsburgh, o ministro permanecerá
em Nova York, onde se reunirá com a secretária de
Estado, Hillary Clinton, e o chanceler da Holanda para discutir
a violência contra as crianças.
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AGÊNCIA DIAP,
22 de setembro de 2009
Unicidade sindical: TST libera contribuição
sindical para confederação
A verba foi bloqueada por liminar
obtida pela Contec, que questionou no TST a validade do registro
sindical da Contraf, criada em 2006, enquanto ela (Contec) já
existe desde 1958
Depois de uma discussão acalorada, a 7ª Turma do Tribunal
Superior do Trabalho (TST) decidiu liberar a contribuição
sindical compulsória destinada à Confederação
Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf).
A verba foi bloqueada por liminar obtida pela Confederação
Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec),
que questionou no TST a validade do registro sindical da Contraf,
criada em 2006, enquanto ela (Contec) já existe desde 1958.
Ao expor seu voto, o relator,
ministro Caputo Bastos, registrou tratar-se de tema controvertido.
Ele mesmo havia acolhido, anteriormente, a liminar a favor da
Contec para estabelecer bloqueio das verbas à Contraf.
Mas viu razão na contestação desta central
sindical contra a sua decisão.
Ele esclareceu que o registro
da Contraf, concedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego,
não viola o princípio constitucional da unicidade
sindical, como alega a Contec em ação cautelar pedindo
o bloqueio das verbas até que se decida, em Mandado de
Segurança, a validade do referido registro.
As verbas são arrecadadas
e repassadas pela Caixa Econômica Federal - motivo pelo
qual a Contec pediu também, sem êxito, sua inclusão
no processo.
O advogado da Contec fez
uma veemente defesa, afirmando que "esse julgamento diz respeito
à própria sobrevivência sindical". Mas
o relator manteve a decisão, baseada no entendimento de
que a existência das duas entidades não gera conflitos
diante dos dispositivos constitucionais.
No entendimento do ministro
Caputo Bastos, o artigo 8º, II e III da Constituição
concede às entidades sindicais o direito de funcionarem
independentemente de autorização estatal.
E o princípio da
unicidade sindical, por sua vez, estabelece que "não
poderá existir mais de uma organização sindical
representativa da categoria profissional ou econômica na
mesma base territorial", mas veta apenas "a sobreposição
de representações no mesmo plano territorial, devendo,
no mais, ser respeitada a liberdade sindical".
"Convivência
harmônica"
Caputo Bastos citou a categoria dos metalúrgicos como "exemplo
da convivência harmônica de duas confederações
representativas da mesma categoria profissional" - a Confederação
Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), filiada
à Força Sindical, e a Confederação
Nacional dos Metalúrgicos (CNM), ligada à Central
Única dos Trabalhadores (CUT).
Isso é possível,
segundo sua interpretação, graças à
exigência legal estabelecendo que, para se constituir uma
instituição sindical superior, deve ser observado
o mínimo de cinco sindicatos em torno de uma federação
e de três federações constituindo uma confederação.
Essa condição,
avaliou o ministro, permite que duas entidades podem coexistir
no mesmo estado, desde que compostas por sindicatos distintos,
ou uma única que abranja território de dois ou mais
estados.
De acordo com o relator,
"não há informação de que a Contec
e a Contraf sejam constituídas pelas mesmas federações
ou de que estas tenham bases territoriais conflitantes".
O registro sindical da
Contraf não pode ser invalidado, afirmou o ministro, porque,
ao contrário do que afirma a Contec, o Ministério
do Trabalho e Emprego é o órgão competente
para fazer o registro sindical a que se refere o artigo 8º,
I, da Constituição, e confirma a Sumula 677 do STF.
Assim, concluiu o relator,
o Ministério "não pode se furtar de sua competência,
de sua função de salvaguardar o princípio
da unicidade sindical, enquanto aguarda acordo entre as entidades
ou decisão judicial".
Como resultado do
julgamento, a 7ª Turma decidiu "cassar a liminar antes
deferida, para determinar que a CEF repasse os valores já
recolhidos e a recolher em favor da Contraf, de acordo com as
instruções do Ministério do Trabalho; extinguir
o processo sem exame do mérito em relação
à CEF, na forma do artigo 267, VI, do CPC; e julgar improcedente
o pedido cautelar". A-AC-207160-2009-000-00-00.0 (Fonte:
Conjur, com TST)
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FOLHA DE LONDRINA,
21 de setembro de 2009 | Economia
País caminha para retomada
definitiva do crescimento
Investimento em bens de capital e a criação
de vagas de emprego em todos os segmentos fecham ciclo de melhora
da expansão econômica
São Paulo - A economia brasileira começou, agora
no terceiro trimestre, a entrar na última fase que confirma
a retomada definitiva do crescimento, que é a volta do
investimento em bens de capital. A avaliação é
da equipe de analistas da Credit Suisse Hedging-Griffo e consta
de relatório que a instituição distribuiu
a seus clientes no final de semana. Com isso, de acordo com os
analistas, a ociosidade da economia continuará a declinar
nos próximos meses em resposta à melhora dos fatores
de produção, fechando o ciclo de retomada da expansão
econômica já mostrada pelos diversos indicadores
antecedentes e coincidentes da economia. No segundo trimestre,
os investimentos em Formação Bruta de Capital Fixo
(FBCF), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), caiu 17%, atingindo sua pior marca da série histórica,
iniciada em 1996. Mas a situação começou
a se inverter no terceiro trimestre.
Os primeiros números
de emprego de agosto também reforçaram ''que a economia
doméstica já entrou numa trajetória consistente
de recuperação'', avaliam os economistas da C.S.
Hedging-Griffo. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), a criação de vagas líquidas no mercado
de trabalho formal atingiu 242,1 mil em agosto, já superando
o patamar registrado em agosto do ano passado.
''Na série livre
de influências sazonais, o resultado de agosto foi de 176,7
mil, praticamente o dobro do nível registrado em julho
e também similar aos valores do pré-crise. A abertura
dos dados mostrou uma melhora generalizada do mercado de trabalho,
com destaque para a recuperação do emprego na indústria
e construção civil, e manutenção dos
bons resultados de comércio e serviços.
O mercado de trabalho,
de acordo com os especialistas, reserva, de modo geral, duas boas
notícias. A primeira, digna de louvores, é a retomada
das contratações muito antes do esperado. Por causa
dos custos que envolvem a dispensa de empregados, as avaliações
no começo da crise eram a de que este mercado seria o último
a refletir os efeitos da crise econômica. A contrapartida
dessa demora para responder aos impactos da crise seria a lentidão
com que as empresas voltariam a recompor seus quadros, o que não
tem se concretizado. A segunda boa nova é que a retomada
do crescimento no mercado de trabalho tem se dado de forma generalizada,
abrangendo todos os segmentos da economia.
Entenda o Economês
Bens de Capital
- São bens que servem para a produção de
outros bens, especialmente os bens de consumo, tais como máquinas,
equipamentos, material de transporte e instalações
de uma indústria. Alguns autores usam a expressão
bens de capital como sinônimo de bens de produção;
outros preferem usar esta última expressão para
designar algo mais genérico, que inclui ainda os bens intermediários
(matéria-prima depois de algumas transformações,
como, por exemplo, o aço) e as matérias-primas.
Francisco Carlos de
Assis
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 21 de setembro de
2009 | Economia
3,8 milhões de brasileiros
deixaram de ser pobres
O Brasil ainda tem 16,02% da população
abaixo da linha de pobreza, num total de 29,3 milhões de
miseráveis
Brasília - A crise financeira internacional diminuiu o
ritmo de crescimento econômico do Brasil a partir do final
de 2008, mas não impediu que houvesse uma redução
da pobreza. Segundo pesquisa da Fundação Getulio
Vargas (FGV), um total de 3,8 milhões de brasileiros saíram
da miséria no ano passado, o que representou uma queda
de 12,27% no número de pessoas pobres.
Os dados constam da pesquisa Consumidores,
Produtores e a Nova Classe Média, elaborada pelo Centro
de Políticas Sociais (CPS) da FGV e que será apresentada
hoje.
A Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad) mostrou que, em 2008, os pobres
sofreram menos com a desaceleração da economia provocada
pela crise. Para os 10% das pessoas ocupadas com rendimentos mais
baixos, o crescimento da renda média mensal foi de 4,3%
no ano passado, enquanto para os 10% com rendimentos mais elevados
houve elevação de 0,3%.
Segundo o levantamento
da FGV, 19,3 milhões de brasileiros saíram da miséria
desde 2003 com a melhoria do mercado de trabalho, o aumento do
salário mínimo e os programas de transferência
de renda como o Bolsa Família. Atualmente, o Brasil tem
16,02% da população abaixo da linha de pobreza,
num total de 29,3 milhões de miseráveis.
Caso não houvesse
a mundança dos últimos seis anos, a FGV calcula
que o país estaria com 50 milhões de pobres. Em
1993, a economia brasileira tinha 35,03% da população
na situação de miséria. Entre 1995 e 2003,
esse indicador girou em torno de 28%.
Agência Brasil
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AGÊNCIA DIAP,
21 de setembro de 2009
No Brasil, 10% dos que ganham mais
detêm quase 43% da renda do trabalho
Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios) divulgada, na última sexta-feira (18),
pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
A desigualdade da distribuição
da renda no Brasil se manteve no ano passado, quando 10% da população
ocupada mais bem remunerada passou a deter 42,7% dos rendimentos,
ante 43,3% no ano anterior.
Os dados fazem parte
da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada,
na última sexta-feira (18), pelo IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística).
De acordo com o levantamento,
os 10% da população ocupada com os rendimentos mais
baixos detinham, em 2008, apenas 1,2% do total dos rendimentos
de trabalho. Em 2007, a proporção era de 1,1%.
Rendimento
do trabalho
Entre 2007 e 2008, o rendimento médio mensal real de trabalho,
em todas as parcelas da população, apresentou crescimento,
em especial nos 10% das pessoas ocupadas com os rendimentos mais
baixos (4,3%).
Para os 10% com os rendimentos
mais elevados, a alta foi de 0,3%.
Quando analisadas todas
as fontes de renda das pessoas com dez anos de idade ou mais,
considerando também a renda do trabalho, o rendimento médio
real cresceu 2%, atingindo R$ 1.023.
Este foi o menor
aumento nas últimas quatro comparações anuais:
de 2004 para 2005 (5,1%), de 2005 para 2006 (6,1%) e de 2006 para
2007 (2,7%). (Fonte: InfoMoney)
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FOLHA DE LONDRINA, 21
de setembro de 2009 | Política
População rejeita
o fim do Senado, diz pesquisa
Maioria dos brasileiros defende a existência
do Senado e a da Câmara para que as leis do País
possam ser aprimoradas
São Paulo - Após passar quase todo o ano como palco
de uma sucessão de escândalos, o Senado ainda é
visto como uma instituição necessária pela
maioria da população, segundo pesquisa feita pelo
Instituto Análise.
Dos mil entrevistados
no levantamento, 52% manifestaram concordância com a tese
de que a existência do Senado é importante, juntamente
com a da Câmara dos Deputados, ''porque desta forma é
possível aprimorar as leis''. Para outros 35%, o Brasil
precisa somente da Câmara ''para que as leis sejam bem feitas''.
O resultado surpreendeu
cientistas políticos e até senadores ouvidos pela
reportagem, que, dado o desgaste da instituição,
supunham a existência de uma parcela muito maior a favor
de sua extinção.
O fim do Senado não
é abertamente defendido por nenhum partido ou líder
político, mas o debate sobre a hipótese ganhou alento
com a crise dos atos secretos. Em agosto, por exemplo, a corrente
petista Mensagem ao Partido, da qual faz parte o ministro da Justiça,
Tarso Genro, propôs que a ideia fosse discutida na legenda.
Para Alberto Carlos Almeida,
diretor do Instituto Análise e autor dos livros A Cabeça
do Brasileiro e A Cabeça do Eleitor, a pesquisa mostra
que, em meio aos escândalos, a maioria da população
é capaz de separar ''a instituição Senado
da pessoa física do senador''. Ele destaca que essa visão
institucional é mais disseminada entre os mais escolarizados
- 64% dos entrevistados com curso universitário afirmam
que a Casa deve ser mantida.
Além de manifestar
surpresa com os números, cientistas políticos também
saíram em defesa do Senado como instituição.
Seu principal argumento é o de que, em um parlamento unicameral,
os Estados mais populosos e com mais deputados tenderiam a impor
sua agenda legislativa.
''Não é
possível haver só com uma Câmara em um país
federalista'', afirmou Charles Pessanha, professor de Ciência
Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para ele, a pesquisa revela ''maturidade'' nos entrevistados.
''O resultado é
um sinal positivo'', disse o cientista político José
Álvaro Moises, da Universidade de São Paulo (USP).
''Não estou de acordo com a ideia de eliminar o Senado.
Vivemos em uma federação com Estados muito diferenciados.
É muito importante ter uma Casa capaz de abraçar
a perspectiva federativa.''
''Num quadro como esse,
em que o próprio presidente do Senado aparece envolvido
em escândalos, a resposta captada pela pesquisa é
muito surpreendente'', disse Carlos Melo, do Insper Instituto
de Ensino e Pesquisa, se referindo ao senador José Sarney
(PMDB-AP), principal personagem da crise dos atos secretos.
Para Melo, uma possível
explicação para o resultado é a hipótese
de o Senado ainda ter a reputação de ser ''uma Casa
superior''. ''É onde estão os parlamentares mais
velhos, os mais experientes, em que pese a enorme quantidade de
suplentes na fase atual.''
Para o senador Cristovam
Buarque (PDT-DF), o resultado do levantamento ''é uma surpresa
muito positiva''. ''Isso mostra que a população
tem consciência de que a Casa é necessária
em um País em que três ou quatro Estados controlam
o poder. Os eleitores são contra os atuais senadores, mas
não contra o Senado.''
''É um número
muito interessante, principalmente nesse momento muito ruim que
atravessamos'', disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS). ''Nunca
recebi tantas cartas, e-mails e telefonemas de eleitores revoltados
com o Senado.''
Simon também apontou
a importância do bicameralismo em um sistema federativo,
mas disse que nem sempre essa necessidade é bem compreendida.
''São poucos os que entendem isso de o Senado ser uma Casa
revisora. Muitas vezes, o Senado revisa o que vem da Câmara
e os deputados, em seguida, derrubam o que os senadores fizeram.
Foi o caso da reforma eleitoral.''
No projeto que estabeleceu
regras para as próximas eleições, das 67
emendas feitas pelo Senado, 64 foram derrubadas na Câmara.
Somente foram aprovadas três emendas que eliminaram restrições
a sites de internet durante as campanhas.
Daniel Bramatti
Agência Estado
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FOLHA DE SÃO
PAULO, 21 de setembro de 2009 | Brasil
Na reta final de filiações,
Lula e Serra articulam palanques
Cinco Estados são considerados
essenciais para viabilizar apoio do PMDB a Dilma | Quem quiser
disputar as eleições de 2010 tem que entrar para
um partido até 3 de outubro, um ano antes da data do primeiro
turno
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Às vésperas
do prazo final de filiações partidárias -a
um ano das eleições de 2010, marcadas para 3 de
outubro- o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e
o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se
dedicam à consolidação de palanques e cooptação
de aliados nos Estados. Os dois trabalham ainda para debelar crises
em suas bases de apoio.
Disposto a oferecer palanques confortáveis à ministra
da Casa Civil, Dilma Rousseff, Lula tem investido nos líderes
em cada Estado. Segundo petistas, o presidente está convencido
que o sucesso das negociações -sobretudo com o PMDB-
depende da costura regional.
Palcos de turbulência, cinco Estados são apontados
como essenciais para viabilizar um apoio formal do PMDB ou, ao
menos, para impedir uma adesão do partido ao PSDB: Paraná,
Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará e Goiás.
Em alguns casos, Serra e Lula disputam o mesmo território.
É o caso do Paraná. Na quarta-feira, numa conversa
no Palácio do Planalto, Lula propôs uma aliança
ao senador Osmar Dias (PDT-PR). Na sexta, o senador integrava
a comitiva presidencial em viagem ao Paraná.
Segundo Osmar, o presidente prometeu reproduzir, no Estado, sua
ampla base de sustentação. Só que Osmar tinha
um compromisso com o PSDB. "Em 2008, apoiei o prefeito Beto
Richa em troca de apoio para governador. Como eles esqueceram
esse acordo, estou negociando com esse campo", queixa-se
Osmar.
No Estado, a aliança com Osmar sofre a oposição
do governador Roberto Requião (PMDB). Os planos de Lula
esbarram ainda numa articulação de parte do tucanato
que defende um acordo com Osmar para desidratar Dilma no Estado.
No dia 8 de setembro, Serra chegou a ventilar a hipótese
durante conversa com Richa no Palácio dos Bandeirantes.
O prefeito é contra. "Coloquei meu nome à disposição
há três semanas para pararem de dizer que eu desistiria",
disse Richa, que disputa a preferência tucana com o senador
Álvaro Dias.
No Mato Grosso do Sul, a ofensiva é sobre o governador
André Puccinelli (PMDB). Antes em negociação
com o PSDB, Puccinelli agora diz publicamente que, a pedido de
Lula, abrirá palanque para Dilma no Estado. Com uma condição:
o PT não poderá concorrer ao governo. "Zeca
do PT será candidato", diz o senador Delcídio
Amaral (PT-MS).
Na Bahia, é Serra quem avança sobre o PMDB, hoje
em pé-de-guerra com o governador Jacques Wagner (PT). Aliado
do ministro Geddel Vieira Lima (Integração), o prefeito
de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), já agendou
uma reunião com Serra.
É na Bahia que PT e PMDB travam batalha das mais violentas.
Para atrair PP e PDT -até então aliados de Geddel-,
Wagner ofereceu a esses partidos secretarias recém-entregues
pelo PMDB.
Na segunda-feira, Serra endossou convite do tucano Luiz Paulo
Vellozo Lucas para que a deputada Rita Camata (ES) troque o PMDB
pelo PSDB.
Em Goiás, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles,
é causa de apreensão. Sua possível filiação
ao PP impõe, segundo petistas, risco à aliança
com PMDB. Após conversas com Lula -"o presidente sempre
pergunta sobre o Estado"-, o prefeito de Goiânia, Íris
Rezende, convidou Meirelles para o PMDB.
Mas, no PP, a candidatura de Meirelles tem duas vantagens: o apoio
do governo do Estado e a adesão dos democratas.
"Se o PP tiver candidato, o DEM poderá se aliar com
Meirelles, em vez do PSDB", admite o senador Demóstenes
Torres (DEM-GO).
Lula -que, quinta-feira conversou com a governadora do Pará,
Ana Júlia Carepa (PT), na tentativa de aplacar a crise
com o PMDB- deverá arbitrar no Rio e em Minas.
No Rio, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, ameaça
implodir a aliança do PT com o governador Sérgio
Cabral Filho (PMDB). Mas é Serra quem enfrenta situação
mais delicada. Com a hipótese de lançamento da candidatura
de Marina Silva (PV) à Presidência, o tucano pode
ver seu palanque desmoronar no Estado.
Até então candidato de Serra no Rio, o deputado
Fernando Gabeira (PV) avisou na sexta-feira que pensa em desistir
da disputa ao governo. "É desconfortável essa
ambiguidade: ter um candidato à Presidência, e os
aliados, outro".
Em Minas, o quadro só ficará definido depois da
convenção do PT, objeto de disputa do ministro Patrus
Ananias com o ex-prefeito Fernando Pimentel. Em comum, a defesa
de candidatura própria, em detrimento do PMDB.
"Nunca o PT esteve tão perto de conquistar o governo",
argumenta Pimentel. "Não tem como se lançar
candidato e admitir abrir mão da candidatura", diz
Patrus.
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AGÊNCIA DIAP,
21 de setembro de 2009
Trabalho: projeto de lei que regulamenta
demissão imotivada está na pauta
A Comissão de Trabalho se reúne, nesta quarta-feira
(23), às 10h, para deliberar sobre sua pauta ordinária.
O colegiado poderá
votar o projeto de lei complementar (PLP 8/03) que define o justo
motivo objetivo autorizativo e o justo motivo subjetivo autorizativo
para despedida do empregado, sendo o primeiro por dificuldade
econômica do empregador e o segundo por indisciplina ou
insuficiência no desempenho do empregado.
O relator da matéria,
deputado Roberto Santiago (PV/SP) apresentou substitutivo favorável
ao projeto.
O deputado Luiz Carlos
Buzato (PTB/RS) apresentou voto em separado que diverge do conteúdo
do texto original e do substitutivo apresentado pelo relator.
É importante destacar
que os empresários fazem forte lobby, a fim de rejeitar
o substitutivo do relator e para aprovar o voto em separado do
deputado Buzato.
Carta
de fiança
Outra proposta em pauta é o PL 45/99, do deputado Paulo
Rocha (PT/PA), que veda a exigência de carta de fiança
aos candidatos a empregos regidos pela CLT. O relator da matéria,
deputado Vicentinho (PT/SP) é favorável ao projeto.
A Comissão se reúne nesta quarta-feira (23), às
10h no plenário 12.
CCJ:
Planos de Benefícios e Custeio da Previdência Social
A Comissão de Constituição, Justiça
e Cidadania se reúne nesta semana. Na pauta, o PL 7.078/02,
do Executivo, que consolida a legislação que dispõe
sobre os Planos de Benefícios e Custeio da Previdência
Social e sobre a organização da Seguridade Social.
O relator do projeto,
deputado Colbert Martins (PMDB/BA) apresentou parecer pela constitucionalidade,
juridicidade e técnica legislativa deste, com emenda, e
do Substitutivo do Grupo de Trabalho de Consolidação
das Leis.
Adicional
de periculosidade aos eletricitários
Está ainda na pauta da CCJ, o PL 7.378/06, na casa de origem
PLS 170/05, senador Paulo Paim (PT/RS), que modifica o artigo
193 da CLT, que concede adicional de periculosidade aos eletricitários.
O relator da matéria,
deputado Pastor Manoel Ferreira (PTB/RJ) apresentou parecer pela
constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa.
Já foi concedido vista ao deputado Valtenir Pereira (PSB/MT).
O deputado Roberto Magalhães (DEM/PE) apresentou voto em
separado pela inconstitucionalidade da proposição.
Pré-Sal
As comissões especiais que analisarão os projetos
do marco regulatório do pré-sal se reúnem
nesta semana para definir seus vices presidentes e também
o roteiro de trabalho dos colegiados.
Na terça-feira
(22), a Comissão Especial da Exploração e
Produção se reúne no plenário 11,
às 12h. A de criação da Petrosal será
às 14h30, no plenário 14. A comissão especial
de criação do Fundo Social se reúne nesta
quarta-feira (23), às 14h, ainda sem plenário definido.
Meio
Ambiente
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
realiza audiência pública para debater a revisão
dos limites em áreas de conservação ambiental
na Região Oeste do Pará.
Foram convidados a ministra
da Casa Civil, Dilma Rousseff; o ministro do Desenvolvimento Agrário,
Guilherme Cassel; o presidente do Incra, Rolf Hackbart; e o presidente
do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade,
Rômulo Mello. Ainda sem plenário definido, a reunião
será às 14h, desta terça-feira (22).
PEC
dos Precatórios
Nesta terça-feira (22), a Comissão Especial do Pagamento
de Precatórios se reúne para escolha dos vice-presidentes
e também votar de requerimentos para realização
de audiências públicas, além da apresentação
do roteiro de trabalho do colegiado. A reunião será
no plenário 16, às 14h.
Licença
maternidade
A Comissão Especial da Licença Maternidade realiza
audiência pública para debater o tema. Foram convidados
o ministro da Saúde, José Gomes Temporão;
a diretora da Organização Internacional do Trabalho
(OIT), Lais Abramo; o presidente da CUT, Artur da Silva Santos;
e o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT/SP). A reunião será no plenário
4, às 14h30.
Piso
dos professores
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM)
realiza, no auditório Petrônio Portela, no Senado,
debate sobre os temas que trazem reflexo nas receitas da gestão
municipal. Entre os temas em debate destaca-se o piso salarial
dos professores e o Fundeb.
Também serão
debatidos temas como a Emenda 29, pré-sal e as dívidas
previdenciárias, além da PEC dos Precatórios.
Foram convidados os prefeitos de todo País. A reunião
será nesta quarta-feira (23), às 9h.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
21/09/2009
Ex-empregado indenizado por furto de
veículo no Carrefour
A Sexta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho condenou o Carrefour Comércio e Indústria
ao pagamento de indenização a um ex-empregado, que
teve seu veículo furtado no estacionamento do supermercado.
Embora a questão não esteja diretamente envolvida
na relação de trabalho, a Sexta Turma entendeu que
o caso está amparado na nova competência da Justiça
do Trabalho, estabelecida pela Reforma do Judiciário (emenda
constitucional nº 45/2004).
O furto ocorreu durante
um domingo, quando o então funcionário do Carrefour
foi convocado a trabalhar. Ao final do expediente, após
fazer algumas compras no supermercado, ele não encontrou
o seu veículo no estacionamento, o que o motivou a requerer
indenização.
A sentença inicial,
da 15ª Vara do Trabalho de Curitiba(PR), foi favorável
ao trabalhador. No entanto, ao julgar recurso do Carrefour, o
Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR)a reformulou,
por entender que a Justiça do Trabalho não teria
competência para julgar o processo, pois seria fruto de
uma “relação de natureza civil, com amparo
do Código Civil (artigo 186)” e não trabalhista.
O ministro Horácio
Senna Pires, relator do processo na Sexta Turma do TST, acolheu
recurso do ex-empregado e determinou o restabelecimento da senteça
de primeiro grau, revertendo, portanto, a decisão do TRT.
Para fundamentar seu voto, ele considerou que as últimas
alterações da Constituição Federal
ampliaram as funções da Justiça do Trabalho,
atribuindo-lhe competência para julgar qualquer conflito
entre trabalhadores e empregados e, especificamente, ações
indenizatórias fundadas em responsabilidade civil. “Na
hipótese (do processo), a controvérsia decorre de
relação de trabalho, pouco importando se o direito
que ampara o empregado consta do Código Civil ou da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT)”, concluiu o ministro. (RR-14648/2006-015-09-40.1)
(Augusto Fontenele)
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21/09/2009
Participação nos lucros:
TST legitima redução de 20% para 1% em banco
A Oitava Turma do Tribunal
Superior do Trabalho reconheceu a validade da alteração
de cláusula no estatuto social do Baneb, que reduziu de
20% para 1% o índice de participação nos
lucros concedidos aos seus empregados. Vencida a relatora, ministra
Dora Maria da Costa, prevaleceu o acórdão do ministro
Márcio Eurico Godinho, acompanhado pela ministra Maria
Cristina Peduzzi.
Na condição
de substituto processual, o Sindicato dos Bancários da
Bahia interpôs ação trabalhista contra o banco,
que em assembléia realizada em abril de 1999, modificou
o percentual relativo à gratificação por
participação nos lucros.
Para o sindicato, essa
redução teria contrariado princípios constitucionais,
como o direito adquirido e a irredutibilidade salarial. Mas o
banco sustentou, em sua defesa, que desde junho de 1996 não
distribuiu participação nos lucros, e não
o fez em função de os resultados serem absorvidos
pelos prejuízos acumulados. Acrescentou, também,
que a alteração no critério de rateio da
participação, limitado a 1%, já ocorrera
no Banco do Estado da Bahia S/A quando este se encontrava sob
controle do governo estadual.
O Tribunal Regional do
Trabalho da 5ª Região (BA), ao discordar da sentença
de primeiro grau que considerou ilícita a alteração,
acentuou que já é pacífico, no TRT, o entendimento
em sentido contrário, ou seja, a inexistência de
ilegalidade na redução do percentual de participação
nos lucros.
O acórdão
do Regional cita precedente do juiz Valtércio Oliveira:
“Tratava-se, pois, de uma benesse concedida à época
em que vigorava uma política econômica totalmente
diversa do quadro atual. Observe-se que à época
da criação da vantagem, o empregador era um banco
estadual, não se cogitando que, futuramente, seria privatizado”.
E ainda, segundo o juiz, em razão dos vários prejuízos
sofridos pelo então Banco do Estado da Bahia S/A, em razão
do compromisso com o Banco Central no processo de privatização,
realizou algumas modificações estatutárias
– entre elas, a redução do percentual de participação
no lucro.
Após sucessivos
embargos no TRT, sem sucesso, o Sindicato recorreu ao TST alegando
prejuízo e redução salarial para os empregados.
O ministro Márcio Eurico, relator do processo, destacou
que a participação nos lucros não tem natureza
salarial, sendo, pois, impróprio argumentar sobre redução
salarial em razão de eventual diminuição
do percentual de incidência dessa parcela.
Afirmou, também,
em relação ao percentual de 20%, que sua implementação
submete-se à condição suspensiva incerta
quanto à sua ocorrência e que sua previsão
enseja “mera expectativa de direito e não direito
adquirido”. Nesse sentido, o ministro, citou Maria Helena
Diniz: “Não se pode admitir direito adquirido a adquirir
um direito”, e que o Regional, ao validar a alteração
estatutária, prestigiando o equilíbrio econômico-financeiro
da instituição, teve em mente a preservação
da própria existência da empresa, assegurando interesse
público pertinente, não apenas aos empregados do
antigo banco estatal, mas a toda a sociedade, na medida, em que
garantiu, indiretamente, os empregos existentes à época,
contemplando, com sua decisão, os valores sociais do trabalho
e da livre iniciativa.
A ministra Maria Cristina
Peduzzi elogiou a fundamentação adotada pelo ministro
Márcio Eurico, coincidentes com seu posiconamento e acrescentou
que a proteção ao emprego, garantida pelo artigo
468 da CLT, não se esta=ende à mera expectativa
de direito, como é o caso da participação
nos lucros e resultados, não havendo, portanto,para identificação
de abuso no poder diretivo do empregador. (AIRR e RR-752/2000.003.05.00.0)
(Lourdes Côrtes)
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Última Instância, 20 de
setembro de 2009
SERVIÇO PÚBLICO
Atestado médico só
justifica falta ao serviço após ser homologado,
diz TJ-DF
A 4ª Turma Cível do TJ-DF (Tribunal de Justiça
do Distrito Federal) negou recurso de uma servidora contra sentença
de 1ª instância que considerou legítimo o desconto
efetuado em sua folha de pagamento, em virtude da ausência
de homologação da dispensa médica. A decisão
foi unânime.
A servidora propôs ação contra o Distrito
Federal, visando obter o abono de 15 dias de faltas anotadas em
sua ficha funcional, com a consequente devolução
do desconto salarial realizado, sob o argumento de que o afastamento
ocorreu por recomendação médica e de que
a licença só não foi homologada oportunamente
em razão de demora da administração pública.
O Distrito Federal argumentou, no entanto, que para que a licença
possa ser homologada é necessária a realização
de uma inspeção, a qual deverá ser feita
por médico do setor de assistência do órgão
de pessoal, se a dispensa for por até 30 dias; ou por junta
médica oficial, se por prazo superior. No presente caso,
como o atestado médico não foi convalidado pelo
médico oficial —que considerou a servidora apta a
desempenhar suas funções—, esta deveria ter
retornado ao trabalho a partir de 28.05.2009, o que não
ocorreu. Daí a anotação das faltas e a implementação
do desconto realizado no contracheque.
Na sentença de 1º grau, o juiz considerou legítimo
o desconto efetuado, em virtude da ausência de homologação
da dispensa médica requerida, entendendo que não
houve qualquer ilegalidade na conduta da Administração.
Em sede de recurso, o relator registrou que "o atestado
de médico particular fornecido a servidor público
não garante direito à liberação do
serviço. Ao contrário, a concessão da licença
só é eficaz após a sua homologação
pela autoridade médica competente, conforme se pode extrair
da norma que regula a matéria", qual seja, os artigos
202 e 203 da Lei 8.112/90.
Desta forma, concluíram os magistrados, não tendo
sido o atestado particular devidamente homologado pela Administração,
não há como se considerarem justificadas as faltas
anotadas em seu desfavor. Eles registraram, ainda, que a conduta
administrativa pautada na suspensão do pagamento da autora
não carece de procedimento prévio para a sua concretização,
configurando-se, nessa hipótese, em estrito cumprimento
da lei.
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Conjur, 20 de setembro de 2009
Pensão assegurada
Aposentadoria não pode ser
cancelada 18 anos depois
Por Flávio Rodrigues
A administração pública não pode deixar
de pagar pensão simplesmente porque resolveu rever o posicionamento
anterior e passou a adotar entendimento oposto. Esta foi a decisão
da juíza Cynthia Thomé, da 6ª Vara de Fazenda
Pública da Comarca de São Paulo. Ela determinou
o restabelecimento do pagamento de pensão à viúva
de ex-servidor da extinta Caixa Econômica do Estado de São
Paulo (Nossa Caixa-Nosso Banco).
A aposentadoria foi concedida ao ex-servidor em 1990. Em 2004,
ele morreu e a pensão foi transformada em pensão
por morte, paga para a sua mulher até o final de 2008.
No início deste ano, o Departamento de Despesas de Pessoal
do Estado de São Paulo (DDPE/CAF) revogou o benefício
com o argumento de que a aposentadoria foi ilegal.
Segundo o advogado que defendeu a viúva, José Jerônimo
Nogueira de Lima, como afirmado na decisão, a administração
não poderia simplesmente rever seu posicionamento após
tantos anos efetuando o pagamento da pensão. “Depois
de tantos anos, o benefício foi incorporado ao patrimônio
do falecido e, posteriormente, ao da viúva. Revogá-lo
dessa forma seria uma ofensa à segurança jurídica.”
De acordo com a decisão da juíza, “revogar
benefício que vinha sendo pago há mais de 18 anos,
por mudança de entendimento, é conduta desarrazoada
que afronta a estabilidade jurídica”. A mudança
dos governantes e, por consequência, o novo entendimento
adotado por eles sobre os fatos consumados pelo tempo não
podem alterar a concessão do benefício, disse a
juíza.
“Após o benefício ter sido incorporado ao
patrimônio do autor, pois pago normalmente pela administração,
sem qualquer oposição, não pode ser revisto,
em obediência ao princípio da segurança jurídica”,
disse. A juíza julgou procedente a ação e
concedeu a ordem para anular o ato que suprimiu o benefício,
determinando que a autoridade responsável restabeleça
seu pagamento.
Clique aqui
para ler a decisão.
Processo 053.09.019588-7
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Gazeta do Povo, 20 de setembro de 2009
Forças paralelas
Bancadas que mandam no Congresso
Grupos como os formados por ruralistas
e evangélicos demonstram poder e impulsionam a criação
de 84 frentes parlamentares no Legislativo nacional
Brasília - Forças paralelas aos partidos e aos
arranjos entre governo e oposição, as bancadas de
interesse têm ampliado o poder no Congresso Nacional. Em
meio à lentidão do Poder Legislativo, os três
grupos mais poderosos – ruralistas, evangélicos e
representantes da área da saúde – conquistam
resultados práticos e imediatos. O desempenho inspira um
fenômeno na política brasileira: a proliferação
de frentes parlamentares, que chegaram a 84 na atual legislatura
(2007-2011), mais do que o triplo das legendas em funcionamento
no país (27).
A última demonstração da abrangência
dessas bancadas ocorreu há dez dias, quando os ruralistas
conseguiram barrar parte do texto do Estatuto da Igualdade Racial
que tratava da regularização de terras dos quilombolas.
Sem o acordo, o restante da matéria que se arrastava por
uma década no Congresso Nacional, corria sério risco
de ser rejeitada.
Há dois meses, os ruralistas também frustraram
a decisão do governo Lula de mudar o índice de produtividade
rural, critério utilizado para a distribuição
de terras na reforma agrária. Sob pressão do grupo,
o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes não assinou
(nem deve assinar) o acordo que viabilizaria a mudança.
Já os evangélicos foram fundamentais para a aprovação
do acordo entre o Vaticano e o governo brasileiro. O documento
prevê a instituição do ensino religioso nas
escolas públicas, assim como a manutenção,
com dinheiro do Estado, de bens culturais da Igreja Católica,
como prédios e bibliotecas.
Para viabilizar a votação na Câmara dos Deputados,
a base governista teve de aceitar uma negociação
para aprovar um projeto de lei do deputado evangélico George
Hilton (PP-MG), que estendeu os termos do acordo a todas as religiões.
Na mesma linha, a bancada da saúde é a principal
defensora da criação da Contribuição
Social para a Saúde (CSS), que substituiria a extinta CPMF.
Além disso, o grupo tem sido fundamental para emperrar
a votação da reforma tributária, em discussão
desde o ano passado.
Origem
As bancadas setoriais atuam de maneira formal como frentes parlamentares
(associações suprapartidárias previstas legalmente
no regimento do Senado e da Câmara dos Deputados). Para
serem oficializadas, dependem do apoio de 198 parlamentares –
um terço dos integrantes das duas Casas. No papel, o objetivo
delas é apenas aprimorar leis referentes a temas específicos
de atuação, mas na prática acabam atuando
como instrumento de pressão política.
“Há um certo modismo nessa história, a maioria
dos grupos não consegue nem se reunir”, afirma o
deputado federal João Campos (PSDB-GO). Delegado da Polícia
Civil e pastor da igreja Assembleia de Deus, ele é o coordenador
da Frente Parlamentar Evangélica. Campos sabe, por experiência
própria, que as bancadas temáticas precisam de tempo
para se fortalecer.
Precursora histórica desses grupos, a bancada ruralista
nasceu durante a Constituinte. Após 1988, ganhou força
com a União Democrática Ruralista e desde 1994 funciona
por meio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Atualmente,
a FPA conta com 214 parlamentares – 36% de todas as cadeiras
do Congresso.
De acordo com um levantamento feito em 2007 pela ONG Instituto
de Estudos Socioeconômicos (Inesc), os ruralistas
firmaram-se como o grupo de interesse mais forte – e temido
– do Congresso Nacional a partir desta Legislatura. “O
segredo dos ruralistas é a coesão. Eles brigam por
apenas duas coisas: contra a reforma agrária e a favor
da renegociação da dívida agrícola
dos grandes proprietários de terra”, diz o responsável
pela pesquisa, Edelcio Vigna.
Fundador da bancada, o deputado paranaense Abelardo Lupion (DEM)
presidiu a FPA por duas vezes e, ao lado do goiano Ronaldo Caiado,
é a principal referência entre os ruralistas. Ele
explica que, após duas décadas, o grupo atingiu
um grau de organização superior ao da maioria dos
partidos. “Conseguimos isso justamente porque não
nos metemos em assuntos partidários.”
A FPA tem 11 coordenadores que se reúnem semanalmente
em Brasília. Eles definem os pontos em que a bancada precisa
atuar e compartem funções – Lupion, por exemplo,
ocupa a coordenação de negociações.
Apesar de tradicionalmente ligada aos partidos de direita, a distribuição
atual dos filiados abrange várias legendas de esquerda,
como PSB e PDT, e está dividida entre governo e oposição.
“Entram e saem presidentes, mas nada abala os ruralistas”,
reforça Vigna.
Evangélicos
Menos numerosos, os evangélicos recuperaram-se de um duro
golpe após as eleições de 2006. A bancada
reunia 61 membros até 2006, mas foi reduzida à metade
após o escândalo dos sanguessugas, que envolveu pelo
menos 30 membros do grupo em um esquema de compra de ambulâncias
superfaturadas. Ao longo dos últimos três anos, porém,
o número de participantes subiu para 56.
“Os evangélicos têm atuado em questões
bem mais pontuais depois do caso dos sanguessugas, mas não
perderam a eficiência”, afirma o diretor do Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto
Queiroz. Em 2007, o Diap divulgou o estudo “Radiografia
do Congresso”, que tratava da nova divisão de poderes
no Parlamento e mostrava tendências que foram se revertendo
ao longo dos últimos três anos.
Segundo Queiroz, a explosão das frentes parlamentares
é um dado marcante. “São tantos grupos que
fica até difícil de identificar.”
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Agência Brasil, 20 de setembro
de 2009
Agricultores do Paraná comemoram
aniversário de 25 anos do MST
Cerca de 1,5 mil agricultores paranaenses são esperados
hoje (19), na Lapa, a 70 km de Curitiba, para a 1ª Feira
da Agrobiodiversidade, que comemora os 4 anos de fundação
da Escola Latino- Americana de Agroecológia (Elaa), os
25 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
e de dez anos do Assentamento Contestado.
No assentamento, onde fica a sede da escola, vivem 108 famílias
que produzem verduras, legumes e frutas de forma agroecológica,
respeitando o meio ambiente sem o uso de agrotóxicos. Elas
produzem o próprio sustento, vendem para o comércio
local e entregam alimentos para entidades filantrópicas
da região, comprados por meio do Programa de Aquisição
de Alimentos (PAA), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
do governo federal.
Durante a feira haverá a apresentação da
trajetória de luta do assentamento e da construção
da escola agroecológica, debates sobre a história
do MST e sobre a importância da agrobiodiversidade e agroecológia.
A Escola foi criada a partir de uma parceria entre a Via Campesina,
o governo da Venezuela, governo do Paraná, Universidade
Federal do Paraná (UFPR) e o MST.
Segundo Luiz Clóvis, da coordenação pedagógica,
o projeto tem sido fundamental para a articulação
da Via Campesina na América Latina. “ A escola forma
jovens tecnólogos, filhos de agricultores de vários
movimentos sociais que depois retornam as suas comunidades e aplicam
os conhecimentos adquiridos em três anos de curso. Eles
contribuem no avanço deste modelo de produção
no campo.”
No mês de maio deste ano foi realizada a primeira formatura
da escola. Concluíram o curso os primeiros 52 tecnólogos
em agroecologia do Brasil. Atualmente, outros 70 educandos dão
continuidade ao curso e em outubro começa a terceira turma.
“São jovens de vários estados brasileiros
e dois são do Paraguai.”
Segundo Luiz Clóvis, hoje à tarde durante a feira,
serão mostradas as experiências das famílias
camponesas com a agrobiodiversidade e discutidos os avanços
necessários.
“As famílias camponesas muitas vezes perdem para
grandes empresas multinacionais que se apropriam das leis de patente
como no caso das sementes. Os transgênicos são uma
grande ameaça à autonomia dos agricultores. A dominação
da tecnologia está concentrada nessas empresas.”
Segundo ele, o agricultor tem que retomar sua capacidade de produzir
suas próprias sementes, cultivar e vender de agricultor
para agricultor, ou da cooperativa para os associados.
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Portal IG, 20 de setembro de 2009
Pnad mostra retrato de um país
que progride
Meu resumo, ultra-resumido, dos resultados
da PNAD-2008: o bolo está crescendo e, ao mesmo tempo,
sendo distribuído. Na maior parte dos indicadores demográficos,
econômicos e sociais, os avanços, nos últimos
anos, são consistentes, ainda que mais lentos do que o
desejável.
por José Paulo Kupfer
para o portal iG
É um retrato de antes da crise. Os dados, em geral, foram
colhidos até setembro do ano passado. Haverá, quase
com certeza, um soluço em 2009. Mas a expectativa é
que, com a retomada do crescimento, os indicadores voltem ao trilho
positivo.
Três aspectos, entre vários outros, me chamaram
especialmente a atenção. O primeiro é o mercado
de trabalho, com destaque para a formalização do
emprego. De 2007 a 2008, um aumento de 7% . Indicação
claríssima de quanto vale um período mais sustentado
de crescimento.
Um outro é a queda na taxa de fecundidade, com um recuo
expressivo. De seis filhos para dois, em quatro décadas
em meia, a redução leva o Brasil para o limiar da
estabilidade demográfica. Um dado estrutural, que reflete
avanços de políticas aplicadas por vários
governos ao longo do tempo.
O terceiro é a declaração de identidade
do brasileiro. Pela primeira vez, o contingente declarado de pardos
e pretos supera o de brancos. Como já se sabia, mas agora
as estatísticas confirmam, somos, orgulhosamente, um país
moreno.
Minha conclusão, diante dos indicadores, é a seguinte:
crescimento econômico é o elemento fundamental para
a melhoria das condições de vida, mas não
inteiramente suficiente. É preciso que, aproveitando o
ambiente de crescimento, os governantes promovam políticas
ativas de inclusão social – como é o caso
da que resultou na expressiva redução do trabalho
infantil.
Sem elas, os avanços serão lentos e, em alguns
casos, lentos demais. Exemplo: a redução das disparidades
regionais. Outro exemplo: a redução do analfabetismo.
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Agência
Sindical, 19 de setembro de 2009
Mobilização: reaquecimento
da economia provoca volta das greves
A retomada do crescimento econômico está estimulando
as mobilizações e greves de categorias que têm
data-base no segundo semestre. A recuperação do emprego,
juros em queda e o reaquecimento da economia estão impulsionando
os sindicalistas a buscar aumento real de salário. Com isso,
as greves estão de volta.
Os 65 mil metalúrgicos das autopeças e dos grupos
que não receberam contraproposta patronal, no ABC, pararam
nesta sexta-feira (18). Os 3.500 trabalhadores da montadora Volks,
de Curitiba, estão em greve há 16 dias.
Já os servidores da ECT (Empresa Brasileira de Correios
e Telégrafos) estão realizando uma greve nacional
desde quarta-feira (16). Cerca de 70% dos 116 mil trabalhadores
estão parados. O Comando Nacional dos Bancários
indicou greve a partir do dia 24.
Algumas categorias profissionais já conseguiram índices
que estão encorajando o movimento sindical brasileiro.
Os 5 mil metalúrgicos da Renault de São José
dos Pinhais, Grande Curitiba, conseguiram um reajuste de 8,62%
(perdas inflacionárias mais 4% de aumento real) e abono
de R$ 2 mil, setembro.
Em Campinas, os trabalhadores da Toyota e da Honda conquistaram
10% de reajuste: 4,44% das perdas salariais mais 5,32% de aumento
real. As montadoras do ABC paulista deram reajuste de 6,53% (2%
de aumento real) e um abono de R$ 1.500.
Como o segundo semestre reúne as categorias mais organizadas
— metalúrgicos, bancários, carteiros, químicos
—, o ambiente é propício para os trabalhadores
arrancarem dos patrões bons acordos salariais.
Os metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes,
referência para o movimento sindical, têm data-base
em 1º de novembro e já estão em campanha salarial.
Na próxima sexta (25), eles programaram um grande ato de
mobilização no canteiro central da avenida Nações
Unidas, em frente à MWM Motores. Além de aumento
real, os metalúrgicos põem a redução
da jornada para 40 horas como bandeira de luta da campanha.
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Agência
Diap, 19 de setembro de 2009
Centrais adiam 6ª Marcha da
Classe Trabalhadora pela redução da jornada
O adiamento foi em razão do posicionamento
do presidente da Câmara, Michael Temer (PMDB/SP), que afirmou
ser impossível colocar em votação a PEC 231/95,
que reduz a jornada de trabalho no dia 7 de outubro
Em reunião realizada na última quarta-feira (16),
os representantes das centrais sindicais decidiram adiar a realização
da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, prevista anteriormente
para ocorrer no dia 7 de outubro, em Brasília.
O adiamento foi em razão do posicionamento do presidente
da Câmara, Michael Temer (PMDB/SP), que afirmou ser impossível
colocar em votação a PEC 231/95, que reduz a jornada
de trabalho no dia 7 de outubro.
Temer não definiu a data para votação da
PEC, mas disse que poderá ocorrer no final do mês
de outubro.
Ele também afirmou que os deputados estão sendo
pressionados pelos empresários em seus estados para votarem
contra a redução da jornada.
Os representantes das centrais decidiram realizar mobilizações
conjuntas nos estados para convencer os deputados a votarem a
favor da redução da jornada e, também, deliberaram
pela realização de uma mobilização
em Brasília, no dia 7 de outubro, em defesa do trabalho
descente.
As centrais - CUT, CTB, CGTB, Força Sindical, Nova Central
e UGT - aguardam a definição da data de votação
da PEC da redução da jornada de trabalho para mobilizar
os trabalhadores de todo País para a realização
da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora.
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Agência
Diap, 19 de setembro de 2009
CCJ da Câmara aprova indenização
a sindicalista demitido por justa causa
A proposta altera a CLT, e seu relator,
deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA), ofereceu parecer pela constitucionalidade,
juridicidade e técnica legislativa, sem entrar na análise
de mérito. O texto vai ao exame do Senado
A Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania da Câmara aprovou, nesta quinta-feira (17),
a obrigação de o empregador indenizar o trabalhador,
que for dirigente sindical, demitido sob alegação
de justa causa, não reconhecida judicialmente.
A medida foi proposta pelo deputado Fernando Ferro (PT/PE) no
PL 5.710/01.
A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT), e seu relator, deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA), ofereceu
parecer pela constitucionalidade, juridicidade e técnica
legislativa, sem entrar na análise de mérito.
Aprovado em caráter conclusivo, o projeto seguirá
para análise do Senado, caso não haja recurso para
que seja votado pelo plenário.
Custo de discriminar
De acordo com o projeto, a indenização será
correspondente ao dobro da remuneração devida durante
todo o período de afastamento, até a reintegração
ou até o final do período de estabilidade provisória.
Segundo o autor, o projeto, na prática assegura estabilidade
até um ano após o fim do mandato sindical, porque
a indenização força a empresa a considerar
o custo das atitudes discriminatórias.
A intenção do projeto é evitar que as empresas
aleguem alguma falta grave para coibir a atividade sindical.
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Gazeta
do Povo, 19 de setembro de 2009
renda
Desigualdade recuou em 2008
Os 10% mais pobres tiveram um ganho de 4,3%
no rendimento. Entre as camadas mais ricas, alta foi de 0,3%
Rio de Janeiro - Último retrato do Brasil antes da crise
mundial, iniciada em setembro do ano passado, a Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008 mostra o
país no auge de uma fase de avanços iniciada em
2004. Houve recorde histórico na criação
de empregos formais e continuidade na redução da
desigualdade. Mas a amostra também revela que caiu o ritmo
do encurtamento de distâncias entre as faixas de renda.
Além disso, ela foi concluída em setembro do ano
passado, dias antes do estouro da crise econômica mundial,
que causou demissões até os primeiros meses de 2009.
O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), Eduardo Nunes, ressaltou que os dados mostram “um
retrato de uma economia bastante forte”. Ele observou, no
entanto, que os efeitos da “curta recessão”
pela qual passou o país serão retratados pela pesquisa
de 2009, que será apresentada no ano que vem.
A Pnad apontou também que, ainda no ano passado, as camadas
mais baixas de rendimento apresentaram os maiores ganhos em relação
ao ano anterior. Segundo a pesquisa, para os 10% das pessoas ocupadas
com os rendimentos mais baixos, o crescimento do rendimento médio
real mensal foi de 4,3% ante o ano anterior. Já os 10%
dos trabalhadores que tinham os rendimentos mais elevados tiveram
um aumento de 0,3% de um ano para o outro.
Com a continuidade na alta do rendimento, sobretudo para os que
ganham menos, houve prosseguimento também no recuo na concentração
do rendimento do trabalho. O índice de Gini, que mede o
nível de concentração de renda – quanto
mais próximo de 1, maior a concentração –
caiu de 0,538 em 2007 para 0,531 em 2008. O Paraná acompanhou
a evolução, de 0,533 para 0,507.
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Consultor
Jurídico, 19 de setembro de 2009
Pagamento de honorários
Afastado formalismo para provar assistência
sindical
A 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho reformou a decisão
que considerou não comprovada a assistência sindical
em uma ação movida contra as Centrais Elétricas
de Minas Gerais (Cemig), por falta de documento subscrito pela entidade
sindical.
O ministro Aloysio Corrêa da Veiga afirmou que a legislação
que trata da concessão e prestação de assistência
judiciária na Justiça do Trabalho, Lei 5.584/70,
não exige qualquer instrumento formal para credenciamento
dos advogados pertencentes ao quadro do sindicato. E nada esclarece
a respeito da forma de nomeação do advogado que
acompanhará a causa.
A lei não define, portanto, se a procuração
deve ser assinada diretamente pelo empregado ou necessariamente
pelo sindicato da categoria que designa o advogado. “Desse
modo, a petição feita em papel timbrado do sindicato,
assinada por advogado com procuração nos autos,
não pode ser invalidada para fins de pagamento de honorários
advocatícios por absoluta falta de previsão legal
específica”, afirmou Corrêa da Veiga em seu
voto.
O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG)
considerou que a utilização de papel timbrado do
sindicato não era suficiente para comprovar que o trabalhador
recebia assistência do sindicato. Para a segunda instância,
seria necessário o credenciamento expresso da diretoria
do sindicato ao advogado que presta auxílio em nome da
entidade sindical e subscreve a inicial da ação
trabalhista.
No recurso ao TST, o trabalhador alegou ter preenchido todos
os requisitos previstos na jurisprudência do TST (Súmula
219) a respeito da questão. A súmula dispõe
que, na Justiça do Trabalho, a condenação
ao pagamento de honorários advocatícios, nunca superiores
a 15%, não decorre somente da sucumbência, devendo
a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional
e comprovar o recebimento de salário inferior a dois salários
mínimo. Ou, ainda, encontrar-se em condição
econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo
do próprio sustento ou da família.
A Lei nº 5.584/70 dispõe que, na Justiça do
Trabalho, a assistência judiciária de que trata a
Lei 1.060/50 será prestada pelo sindicato da categoria
profissional a que pertencer o trabalhador. Dispõe, ainda,
que os honorários do advogado pagos pelo vencido reverterão
em favor do sindicato assistente. Com informações
da Assessoria de Imprensa do TST.
RR 528/2008-111-03-40.4
AIRR 528/2008-111-03-41.7
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MSN, 18 de setembro
de 2009 | Dinheiro
Construção Civil:
emprego cresce 26% em dez anos e deve continuar em alta
Setor deve consolidar nos próximos
anos sua importância como empregador de mão-de-obra
e setor-chave para o País
SÃO PAULO - Entre
1998 e 2008, o número de trabalhadores na Construção
Civil cresceu 26%, com a incorporação de 198 mil
novos profissionais. Para os próximos anos, mesmo com o
impacto no Brasil da crise econômica mundial, o setor deve
consolidar sua importância como grande empregador de mão-de-obra
e setor-chave para o País.
Isso porque o setor conta com investimentos públicos e
privados previstos para os anos de 2007 a 2010, a exemplo do PAC
(Programa de Aceleração do Crescimento) e dos incentivos
gerados pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida, segundo
concluiu estudo do Dieese divulgado nesta quinta-feira (17).
Com essas medidas, a Construção Civil passou bem
pela crise, o que se reflete no emprego. No primeiro semestre
deste ano, a ocupação no setor cresceu 2,1% nas
regiões da PED (Pesquisa de Empregados e Desempregados),
o que corresponde a 21 mil pessoas. No total, o setor chegou a
1,023 milhão de trabalhadores, assalariados com e sem carteira,
autônomos ou conta própria, além de pessoas
com outras formas de inserção no setor.
Diante disso, o estudo mostra que "não é improvável
que o setor da Construção Civil siga crescendo nos
próximos anos", devido aos investimentos público
e privado, mas também pelas modalidades de crédito
e financiamento do setor, que devem apresentar forte expansão
pela queda dos juros. O déficit habitacional e a necessidade
de infraestrutura indicam que a demanda estará em forte
expansão.
Evolução do emprego
Os dados de 1998 a 2008 mostram que as ocupações
geradas pelo setor foram heterogêneas, sendo que uma parcela
expressiva dos assalariados é formada por contratados de
modo irregular, sem carteira de trabalho, e por trabalhadores
que, embora se anunciem autônomos, contam com muita pouca
liberdade, pois trabalham para um contratante e não detêm
seus meios de produção.
A jornada de trabalho praticada no setor está, de maneira
geral, no patamar legal de 44 horas semanais. Em 2008, a jornada
média foi maior na Região Metropolitana de Recife
(45 horas) e menor na de Belo Horizonte (42 horas). Mas ela não
vem acompanhada de grandes rendimentos. Entre 1998 e 2008, à
exceção da capital mineira (+7,6%), as demais regiões
apresentaram queda no salário médio dos profissionais,
variando de 4,9% em Salvador a 21,4% em São Paulo.
Uma característica do setor é a alta rotatividade
da mão-de-obra, maior entre os trabalhadores contratados
do que entre aqueles que trabalham por conta própria na
maioria das regiões. Entre 1998 e 2008, porém, o
tempo médio de permanência no emprego passou de 41
para 65 meses.
A análise mostra ainda que uma parcela grande dos profissionais
que atuam no setor não possui proteção social.
Em 2002, 58,5% não contribuíam para a Previdência
Pública no Distrito Federal, por exemplo, percentual que
cai para 58,4% em São Paulo, 58% em Recife, 56,1% em Porto
Alegre, 54,2% em Salvador e 49,2% em Belo Horizonte.
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AGÊNCIA DIAP,
18 de setembro de 2009
Caged: criação de
empregos formais aumenta quase 10% em um mês
O número de postos de trabalho criados no país em
agosto foi aproximadamente 10% superior ao de julho, comemorou
ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipando-se
à divulgação do levantamento mensal do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados, prevista para esta quinta-feira
(17) pelo Ministério do Trabalho.
"Certamente vamos
bater outra vez recorde de criação de empregos;
deve ser por volta de 150 mil empregos. Enquanto o mundo inteiro
está tendo desemprego, vamos chegar ao fim do ano com quase
um milhão de empregos novos criados com carteira assinada",
disse Lula durante pronunciamento em Roraima.
Para o ministro do Trabalho,
Carlos Lupi, o resultado de agosto deve até superar a marca
de 150 mil novas vagas.
"Vamos ter uma sequência
de resultados positivos que vai surpreender a todos. O comportamento
de todos os setores tem sido positivo. A recuperação
da indústria tem sido fundamental e a construção
civil pegou ritmo de novo", afirmou.
Em julho a diferença
entre contratações e demissões foi de 138.402
- o melhor saldo registrado no ano, com crescimento de 0,43% sobre
junho.
De janeiro a julho deste
ano foram criados 437.908 novos postos de trabalho, o que anima
o Governo a manter a previsão de que, até o fim
do ano, o número de novas vagas ocupadas no mercado formal
chegará a um milhão.
Na comparação
entre junho e julho, o mercado de trabalho melhorou em todos os
setores e em todas as regiões do país. (Fonte:
Brasília Confidencial)
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FOLHA DE SÃO PAULO,
18 de setembro de 2009 | Dinheiro
LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS
A volta da inflação
em 2010
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Não teremos, como antes, saltos discretos da inflação,
mas sim um movimento suave e continuado
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O TEMA da coluna de hoje
certamente vai reforçar a visão negativa que muitos
têm sobre os economistas. Mesmo correndo esse risco, não
posso deixar de alertar o leitor da Folha para uma armadilha que
pode ocorrer ainda na primeira metade de 2010: a aceleração
da inflação como ameaça ao céu de
brigadeiro na economia.
Parece coisa de neurótico falar dos riscos da inflação
em um mundo que vive uma difícil convalescença recessiva.
Na maioria das economias -sejam elas do Primeiro Mundo ou do mundo
emergente- temos ainda uma recuperação muito tímida
da atividade econômica. Nos casos norte-americano e inglês,
os riscos de uma volta a um quadro recessivo -"double dip"-
são ainda reais.
Por isso, a maioria dos bancos centrais reafirmou nas últimas
semanas que suas políticas de acomodação
monetária vão continuar por um tempo ainda longo.
Em resposta, os mercados de juros têm operado nos níveis
mais baixos dos últimos meses.
Mas o Brasil é uma exceção à regra.
Os últimos dados de emprego divulgados são a prova
mais recente de uma economia com grande exuberância. Eu
e meus colegas da Quest -certamente um dos grupos do mercado financeiro
mais otimistas com o futuro- fomos surpreendidos pela geração
de empregos formais no mês de agosto passado. Por esse motivo
revimos -mais uma vez- nossas projeções para o crescimento
no próximo ano. O número de 6% ao ano hoje é
realista.
Poderemos viver a partir da primeira metade de 2010 uma dinâmica
de crescimento próxima à verificada entre 2007 e
outubro de 2008: um consumo vigoroso, sustentado por uma massa
salarial que cresce pela adição de emprego e pelo
crescimento real dos salários, por uma queda importante
nas taxas de juros e pela normalização do mercado
de crédito, com redução do "spread"
cobrado pelos bancos. Esse movimento estará associado a
uma tentativa das instituições privadas de recuperar
o espaço perdido para os bancos públicos nos últimos
meses.
Não tenho dúvida sobre a volta dos investimentos
em 2010, pois as empresas brasileiras não vão correr
novamente o risco de perder mercado para as importações.
Apenas as exportações não devem repetir no
ano que vem o papel de importante fonte de crescimento interno.
Parte significativa do mundo exterior ainda estará em período
de convalescença e de baixo dinamismo.
Mas em seu lugar teremos o estímulo representado pelos
gastos do governo, que estarão em níveis bem superiores
aos do período pré-crise de 2008. Não acredito
que -depois de ter provado as delícias do aumento dos gastos
públicos- o governo Lula voltará à disciplina
fiscal anterior. Ainda mais em um ano de acirrada disputa eleitoral.
Sou velho demais para acreditar em Papai Noel.
Nesse cenário, vamos voltar a viver tensões inflacionárias
a partir, principalmente, do mercado de trabalho. Como esse é
no Brasil do real forte o mais importante canal de transmissão
da inflação, os riscos parecem reais -e não
imaginários. Não teremos, como no passado, saltos
discretos nas taxas de inflação -esse tempo ficou
realmente para trás-, mas sim um movimento suave e continuado,
que pode ter início na primeira metade de 2010. Se isso
ocorrer, certamente a reação dos mercados futuros
de juros será mais forte do que a vista até agora,
mesmo considerando que os preços de hoje já contemplem
um aumento importante da taxa Selic ao longo de 2010.
LUIZ CARLOS MENDONÇA
DE BARROS, 66, engenheiro e economista, é economista-chefe
da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das
Comunicações (governo Fernando Henrique Cardoso).
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AGÊNCIA DIAP,
18 de setembro de 2009
Fies: projeto de lei dá direito
de pagar ensino superior com trabalho
Estudantes de medicina e das licenciaturas que recorreram ao Fundo
de Financiamento Estudantil (Fies) para conseguir o diploma de
ensino superior poderão abater 1%, a cada mês, sobre
o saldo devedor se aceitarem lecionar na rede pública de
ensino ou atender pacientes que participam do programa Saúde
da Família.
O benefício, aprovado
pelo plenário da Câmara dos Deputados, na última
terça-feira (15), deve ser calculado a cada 12 meses, depois
de um período mínimo de um ano de trabalho. Pela
proposta, durante o tempo da concessão do desconto, os
universitários não precisarão pagar a prestação
devida.
A possibilidade de trocar
trabalho pelo desconto pode beneficiar exatas 108.172 pessoas
de todo país, sendo 8.134 graduandos da área de
saúde e outros 100.038 da parte educacional.
O Ministério da
Educação (MEC) não tem estimativas por unidade
da federação, mas sabe-se que 13.513 alunos do Distrito
Federal, de todos os cursos, têm contratos ativos com o
fundo.
Líder do movimento
Fies Justo, Daniela Pellegrini comemora, em parte, a aprovação
do projeto pela Câmara.
"É bom somente
para os novos contratos que serão fechados. Entretanto,
os estudantes que já se formaram e ainda estão pagando
as prestações não serão beneficiados
em nada por essa proposta", critica a representante dos universitários
que recorreram ao fundo.
Autor do projeto de Lei
4881/09, texto-matriz que engloba outros projetos apensados e
que muda as regras do Fies, o deputado Gilmar Machado (PT-MG)
lamentou o fato de o substitutivo não ter incluído
o mesmo desconto aos enfermeiros e dentistas.
"Mesmo com essa baixa,
foi uma vitória para os professores e médicos de
todo o Brasil", observou. Apesar de ser do mesmo partido
e estado do autor da proposta, o relator, deputado Reginaldo Lopes
(PT/MG), decidiu excluir os futuros profissionais das duas carreiras
da área de saúde.
No caso dos alunos de
cursos de licenciatura, o benefício só pode ser
usufruído para quem aceitar ministrar aula na rede pública
de educação básica e cumprir jornada mínima
de trabalho de 20 horas por semana.
As condições
estabelecidas aos médicos recém-formados preveem
que devem atuar em áreas com deficit de pessoal, de acordo
com projeções do Ministério da Saúde.
Outra mudança prevista
no projeto é a redução dos juros do financiamento
do Fies de 6,5% para 3,5% ao ano, definida pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN), e válida para todos os cursos.
A proposição
estabelece ainda que o prazo final para encerrar a dívida
se elevará para até três vezes o tempo do
curso, ante duas vezes o tempo de permanência na faculdade.
Ainda
falta o Senado
Aprovado em conjunto com outros projetos anexados, incluindo o
PL 5.413/09, do Executivo, o PL 4.881/09, do deputado Gilmar Machado
(PT/MG) e relatada pelo deputado Reginaldo Lopes, também
petista de Minas Gerais, segue agora para o Senado.
A expectativa é
que seja aprovada até o fim do ano. (Fonte: Correio Braziliense)
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UOL NOTÍCIAS,
18 de setembro de 2009
CPF, identidade, passaporte e outros
documentos passarão a ter número único
Da Agência Brasil
e Agência Senado
Os documentos de identificação do brasileiro, entre
eles a carteira de identidade, o passaporte e o CPF passarão
a ter um único número. O projeto de lei que determina
a mudança foi aprovado ontem (16) pelo Senado e segue para
sanção presidencial.
Pelo projeto, os documentos terão o mesmo número
do Registro da Identidade Civil (RG), à medida que forem
sendo expedidos. Isso inclui o passaporte e, ainda, a Carteira
de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e a Carteira Nacional
de Habilitação (CNH).
Segundo o senador Almeida
Lima (PMD-SE), relator do projeto na Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ), o uso do mesmo número
da identidade em todos os documentos dificultará a ocorrência
de fraudes e pode aperfeiçoar o sistema de identificação
civil.
O projeto também
determina que o tipo e o fator sanguíneo do cidadão
seja informado no documento de identidade. Se o titular for portador
de alguma deficiência física também pode pedir
para que a informação seja incluída na carteira.
Almeida Lima argumenta
que a informação sobre o tipo e o fator sanguíneo
na carteira de identidade pode facilitar o atendimento médico
emergencial. Já a declaração de deficiência
física, segundo o senador, poderá criar facilidades
ao titular do documento e evitar transtornos, especialmente na
utilização do transporte público, "pois
determinadas deficiências, como a auditiva ou a visual,
podem não ser constatadas de maneira tão clara como
outras mais evidentes".
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FOLHA DE SÃO
PAULO, 18 de setembro de 2009 | Brasil
Temer cobra aliança nacional
rápida e quer a vice de Dilma
Presidente licenciado do PMDB diz que
PT precisa definir logo se haverá união para eleição
de 2010
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente da Câmara,
Michel Temer (SP), cobrou do PT e do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva uma definição rápida sobre
uma aliança nacional com o PMDB para apoiar em 2010 a eventual
candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Temer também disse que a vaga de vice deve ser do PMDB.
"É fundamental que o PT e o presidente definam logo
se vai haver uma aliança nacional com o PMDB para disputar
a Presidência. Se houver essa decisão, o PMDB tem
de ter a vice", disse Temer ontem à Folha. Presidente
licenciado do PMDB, ele comanda o partido na prática.
O próprio Temer é hoje o peemedebista mais cotado
para ser vice de Dilma. Com menos cacife, são aventados
também os ministros Hélio Costa (Comunicações),
com base política em Minas, e Nelson Jobim (Defesa), do
PMDB gaúcho.
Segundo Temer, se o PT e Lula não fecharem logo uma aliança
com o PMDB nacional, esse plano poderá ser inviabilizado.
"Se deixar para janeiro e fevereiro do ano que vem, pode
não dar certo."
O presidente da Câmara disse que o processo eleitoral foi
antecipado e que peemedebistas e petistas já estão
fazendo planos para candidaturas majoritárias nos seus
Estados (governador e duas vagas para o Senado). Na visão
dele, quanto mais demorar para o PT e o PMDB se acertarem nacionalmente,
maior dificuldade haverá para composições.
"Daqui a pouco, tem muito fato consumado nos Estados. Aí
pode complicar a aliança nacional."
Pela primeira vez, Temer reagiu às críticas que
o PMDB recebe do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), potencial
candidato a presidente ou a vice de Dilma (esta hoje uma hipótese
menos provável). Ciro diz que o PMDB é "o que
tem de pior na política brasileira". Diz que o PT
entregou ao PMDB "a hegemonia moral e intelectual" da
aliança de apoio a Lula, o que contrariaria a ética
política.
"Apesar de não ter relacionamento pessoal com Ciro,
tenho respeito por ele e uma boa relação política.
Mas acho injusto esse tipo de crítica, porque generaliza
e dá a entender que deseja afastar o PMDB do PT para ser
vice [de Dilma]. E, na hipótese de ele vir a ser vice,
com essas críticas ao PMDB, não haverá como
o partido apoiar a aliança", disse Temer.
Lula ainda sonha com a possibilidade de Dilma ser candidata única
do seu campo de forças, apesar de ter crescido a probabilidade
da candidatura de Ciro. No desejo ideal do presidente, Ciro seria
vice de Dilma com apoio do PMDB. No entanto, o PMDB não
aceita.
Daí Lula estar resignado a bancar a aliança PT-PMDB
para apoiar Dilma na eleição de 2010. O presidente
avalia que será vital para a candidatura o tempo de TV
e rádio peemedebista no horário eleitoral gratuito.
O enraizamento nacional do PMDB também é contabilizado
como um trunfo.
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AGÊNCIA CÂMARA,
18 de setembro de 2009
Câmara libera internet nas
campanhas eleitorais
Candidatos poderão usar a rede
mundial de computadores para pedir votos e arrecadar recursos.
Texto aprovado deixa claro que não haverá censura
na internet.
Luiz Alves
O Plenário aprovou,
nesta quarta-feira, as três emendas do Senado sobre as campanhas
eleitorais na internet incluídas no Projeto de Lei 5498/09.
A principal delas explicita que a manifestação do
pensamento por meio da internet é livre, vedado o anonimato
durante as campanhas. Entretanto, fica assegurado o direito de
resposta. A manutenção do texto foi definida em
acordo entre líderes do Senado e da Câmara, com o
objetivo de deixar claro que não haverá censura
na rede mundial de computadores. O projeto segue agora para sanção
presidencial.
O deputado Flávio
Dino (PCdoB-MA), relator da matéria pela Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania
(CCJ), disse que a rejeição da grande maioria (64
das 67) das emendas mantém o pacto político feito
quando o projeto foi votado na Câmara. "O texto da
Câmara é bom, mas o do Senado explicita pontos que
esclarecem melhor o uso da internet para evitar a interpretação
de que haveria censura", afirmou.
Os candidatos poderão
usar a internet para fazer propaganda ou para arrecadar recursos,
inclusive por meio de cartão de crédito. Entretanto,
é proibida a propaganda paga.
A autoria do projeto é
atribuída ao deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN),
o primeiro dos líderes que assinaram o texto elaborado
por um grupo de trabalho criado em junho pelo presidente Michel
Temer. O grupo foi coordenado por Flávio Dino.
Prazo
curto
A rapidez na aprovação decorre do prazo curto para
publicação do futuro texto, que termina no dia 3
de outubro, um ano antes das próximas eleições.
O presidente da República tem 15 dias para sancionar o
projeto.
O presidente Michel Temer
cumprimentou todos os líderes e ressaltou que "esta
foi uma noite muito próspera para a Casa". Ele também
agradeceu ao presidente do Senado, José Sarney, por ter
mandado rapidamente o projeto para a Câmara. "O consenso
em torno do texto nos permitiu elaborar uma lei eleitoral em substituição
às repetitivas normas do TSE sobre o assunto", afirmou
Temer.
Propaganda
na véspera
Outra emenda do Senado aprovada permite a propaganda eleitoral
gratuita na internet - seja em site eleitoral, blog ou outros
meios eletrônicos de comunicação - nas 48
horas que antecedem o pleito ou nas 24 horas posteriores. A proibição
existe no Código Eleitoral para a propaganda nas rádios,
na televisão, em comícios ou em reuniões
públicas.
Propaganda
irregular
A Câmara aprovou, também, emenda que acaba com o
prazo de 24 horas para o provedor de internet retirar propaganda
considerada irregular por decisão da Justiça Eleitoral.
O prazo agora será determinado pela própria Justiça;
se não atender à notificação, o provedor
poderá ser multado.
Porém, ele somente
será considerado responsável pela divulgação
da propaganda se for comprovado que tinha conhecimento prévio
da publicação do material.
Documento
com foto
O texto que irá a sanção obriga o eleitor
a apresentar um documento com a sua fotografia no momento do voto,
para coibir fraudes. O eleitor não poderá levar
para dentro da cabine de votação telefone celular,
máquinas fotográficas ou filmadoras.
O projeto facilita
iniciativas de apoio a campanhas, como a cessão de uma
casa para o funcionamento de um comitê de candidato. O texto
fixa em R$ 50 mil o valor, calculável em dinheiro, da doação
relativa ao uso de bens móveis ou imóveis de pessoa
física para um candidato ou partido. O limite atual é
de 10% dos rendimentos brutos no ano anterior ao das eleições.
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AGÊNCIA DIAP,
18 de setembro de 2009
Comissão de Justiça
aprova indenização a sindicalista demitido por justa
causa
A Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania da Câmara aprovou, nesta quinta-feira (17),
a obrigação de o empregador indenizar o trabalhador,
que for dirigente sindical, demitido sob alegação
de justa causa, não reconhecida judicialmente.
A medida foi proposta
pelo deputado Fernando Ferro (PT/PE) no PL 5.710/01.
A proposta altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), e seu relator, deputado Zenaldo Coutinho
(PSDB/PA), ofereceu parecer pela constitucionalidade, juridicidade
e técnica legislativa, sem entrar na análise de
mérito.
Aprovado em caráter
conclusivo, o projeto seguirá para análise do Senado,
caso não haja recurso para que seja votado pelo plenário.
Custo
de discriminar
De acordo com o projeto, a indenização será
correspondente ao dobro da remuneração devida durante
todo o período de afastamento, até a reintegração
ou até o final do período de estabilidade provisória.
Segundo o autor, o projeto,
na prática assegura estabilidade até um ano após
o fim do mandato sindical, porque a indenização
força a empresa a considerar o custo das atitudes discriminatórias.
A intenção
do projeto é evitar que as empresas aleguem alguma falta
grave para coibir a atividade sindical.
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FOLHA DE LONDRINA,
17 de setembro de 2009 | Economia
Postos formais bateram recorde
em agosto
Brasília - Superando as previsões feitas pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva no início da semana, o
governo divulgou ontem que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged) registrou a criação de 242.126 empregos
formais em agosto, um recorde para o mês desde o início
da série histórica, em 1992.
O ministro do Trabalho
e Emprego, Carlos Lupi, prevê crescimento de 2% do PIB no
ano e a criação de um milhão de empregos
com carteira assinada. E avisa: a previsão deve ser elevada
a partir dos dados de setembro. ''Time que está vencendo
não humilha o adversário'', disse, ao ser perguntado
sobre qual seria a nova previsão, explicando que os adversários
são os ''pessimistas.''
Lupi disse que há
uma recuperação generalizada dos empregos no País.
De acordo com os dados do Caged, o setor de serviços criou
85,6 mil postos formais, o segundo melhor resultado da série
para o mês e o melhor do ano. A indústria gerou 66,6
mil vagas, também o melhor resultado de 2009 e o segundo
melhor da série para o mês.
O comércio registrou
56,8 mil novas vagas, recorde da série para agosto, com
destaque para o setor varejista, que registrou 47,3 mil novos
empregos. A construção civil criou 39,9 mil postos,
resultado recorde para o setor em toda a série do Caged.
A administração pública criou 3,3 mil vagas,
o segundo melhor resultado para agosto.
Somente a agricultura
registrou queda na geração de empregos formais.
Segundo Lupi, isso ocorreu em função de fatores
sazonais no Centro-Sul do País, relacionados à entressafra
de produtos agrícolas, como o café.
A criação
de vagas em agosto é o resultado de 1,457 milhão
de contratações e 1,215 milhão de demissões.
O saldo líquido representa um crescimento de 0,75% em relação
ao estoque de empregos de julho. Em julho, foram criados 138.402
empregos. De janeiro a agosto, foram criados 680.034 postos de
trabalho e, nos últimos 12 meses, 328.509 vagas. De janeiro
a agosto, a geração de vagas teve crescimento de
2,13% em relação ao estoque de postos de dezembro
do ano passado.
Fabio Graner
Agência Estado
Gráfico:
JORNAL GAZETA DO POVO |Edição 17/09/2009 | Economia
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de setembro de 2009 | Economia
País vai gerar um milhão
de empregos em 2009
Agência Estado
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou hoje que,
em 2009, serão gerados mais de um milhão de empregos
formais. A projeção do ministro não mudou
em relação ao que vem sendo dito nos últimos
meses, após a divulgação do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged). Em agosto, segundo o ministério,
foram gerados 242.126 empregos formais.
Lupi afirmou ainda que,
após a divulgação do resultado de setembro,
no mês que vem, a previsão para a geração
de vagas em 2009 deve aumentar. Ao ser questionado sobre porque
não divulgava hoje a nova estimativa, Lupi respondeu com
ironia: "Time que está vencendo não humilha
o adversário." Segundo ele, os adversários
são os "pessimistas".
Mais otimista que
outros integrantes do governo, Lupi prevê que a economia
brasileira neste ano crescerá 2%. "Continuo falando
sozinho nessa projeção", disse o ministro,
que ironizou os analistas de mercado que projetavam queda de 2%
a 3% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
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AGÊNCIA CÂMARA,
17 de setembro de 2009
Temer pedirá a líderes
definição de data para votar jornada
Sindicalistas estiveram reunidos nesta terça-feira (15)
com o presidente da Câmara, Michel Temer, para pedir a definição
de uma data para votar em Plenário a PEC 231/95, que prevê
a redução da carga horária de trabalho de
44h para 40h semanais..
De acordo com o deputado,
Temer prometeu conversar com os líderes partidários
na reunião da próxima terça-feira para definir
a data.
Além da redução
da carga horária, a PEC também prevê a elevação
do valor da hora extra para 75% sobre o da hora normal.
A PEC já foi aprovada
por uma comissão especial da Câmara e precisa ser
votada em dois turnos pelo Plenário.
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de setembro de 2009 | Economia
Lobão reitera que FGTS não
será usado para o pré-sal
Agência Estado
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reiterou hoje
que o governo não vai liberar o uso do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS) para que os acionistas minoritários
da Petrobras possam comprar novas ações, na operação
de capitalização que será conduzida para
que a empresa possa investir no pré-sal. Segundo Lobão,
"o FGTS está voltado a outros objetivos", como
a construção de casas populares.
Lobão citou
o programa "Minha Casa, Minha Vida", que prevê
a construção de 1 milhão de novas moradias,
e afirmou que o governo não podia "abrir as comportas
do FGTS", porque quer atingir a meta. O ministro disse ainda
que a liberação do FGTS no governo anterior, para
compra de ações da Petrobras, foi uma decisão
tomada em outro momento político e econômico.
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CONGRESSO EM FOCO,
17 de setembro de 2009
O que muda com a reforma eleitoral
Proposta aprovada pelo Congresso oficializa
doações ocultas e pela internet e amplia participação
da internet no processo eleitoral. Conheça as novas regras
Eduardo Militão
A Câmara aprovou,
na noite de quarta-feira (16), a reforma eleitoral. A matéria
segue para sanção presidencial. Se forem publicadas
no Diário Oficial da União sem nenhum veto até
3 de outubro, as novas regras vão valer para as eleições
do ano que vem. Veja o que pode mudar:
Doações ocultas
Hoje: Entidades que recebem
recursos públicos driblam a lei eleitoral para fazer doações
para os partidos, já que a legislação veda
a doação direta de entidades como ONGs e sindicatos
para os candidatos.
Como vai ficar: O Congresso oficializa as doações
ocultas, autorizando o repasse de recursos de entidades p | |