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Reconhecido
em 21/08/1968
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O ESTADO DO PARANÁ,
31 de julho de 2009 | Economia
Trabalhadores da construção
civil da RMC encerram greve
Leonardo Coleto
Depois de pouco mais de uma semana em greve, os cerca de 21 mil trabalhadores
da construção civil de Curitiba e região metropolitana
optaram ontem por voltar ao trabalho.
A decisão foi tomada
após uma assembleia envolvendo o Sindicato dos Trabalhadores
da Construção Civil (Sintracon) - que representa
os trabalhadores - e o Sindicato da Indústria da Construção
Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR), responsável
pelo lado patronal, em Curitiba.
De acordo com o presidente
do Sintracon, Domingos Oliveira Davide, ficou acordado na assembleia
que, a partir de agora, os trabalhadores do setor terão
aumento de 8,5% para todos os salários (envolvendo as categoria
de servente, pedreiro e mestre de obras), garantia de uma ajuda
de custo mais cesta básica no valor de R$ 140 e ainda o
abono dos dias em que os trabalhadores ficaram paralisados.
“O que conseguimos
está na média do que estávamos reivindicando.
Tínhamos noção de que dificilmente alcançaríamos
aquilo que falávamos desde o início. E o que levou
a categoria à greve foi justamente isso: conseguir melhorias,
foi o que aconteceu. Avaliamos como positiva toda a paralisação”,
afirma o presidente.
No início da greve,
a categoria reivindicava a reposição salarial de
14% - tendo recusado a oferta de 7% feita pelo lado patronal anteriormente
-, correção de 20% do vale-alimentação,
bem como sua integração no salário.
Para o Sinduscon
o acordo não foi o ideal, mas necessário e essencial
para evitar que os problemas gerados pela paralisação
continuassem. “Temos a consciência de que houve necessidade
de colocar um fim nessa greve, pois todos estavam perdendo com
a paralisação. Por isso resolvemos ceder novamente
a favor dos empregados. Achamos que o acordado ficou no limite
do que podíamos chegar”, avalia Euclésio
Manoel Finatti, vice-presidente da área de políticas
e relações do trabalho do Sinduscon-PR. De acordo
com Davide, todos os operários voltam ao trabalho hoje
pela manhã.
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FOLHA DE LONDRINA, 31 de julho de 2009
| Geral
Paraná tem redução
na carga de trabalho
Estudo do Ipea aponta diminuição
de 13,4% do tempo médio
Curitiba- A carga horária
média de trabalho semanal caiu 10,7% entre os trabalhadores
brasileiros desde que entrou em vigor a Constituição
Federal, em 1988, até 2007. Segundo um estudo divulgado
ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
no Brasil, o número de horas semanais caiu de 44,1 para
39,4 nestes quase 20 anos. No Paraná, a queda na carga horária
foi de 13,4% e passou de 45,7 para 39,5. A Constituição
fixou a jornada máxima do trabalhador brasileiro em 44 horas
semanais.
O economista do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), Sandro Silva, disse que a redução da jornada
veio junto com a diminuição dos salários.
No final da década de 80 e começo dos anos 90, a
inflação alta trouxe perda de renda. Entre 1998 e
2003, ocorreu uma redução no rendimento médio
de 30%. Ele destacou que o Paraná teve maior formalização
que no restante do País, contribuindo para que a jornada
no Estado tivesse uma diminuição acima do registrado
no cenário nacional.
A maior diminuição
nas horas trabalhadas por semana ocorreu em Rondônia (21,7%),
seguida do Piauí (21%) e do Maranhão (20,6%). O Estado
com menor redução nas horas semanais de trabalho
foi o Amapá (3,2%), seguido do Rio de Janeiro (4,6%), Distrito
Federal (4,6%) e São Paulo (6,2%).
Em 2007, o Estado com maior
quantidade de horas semanais foi São Paulo (41,9 horas),
seguido por Santa Catarina (41,1 horas), Goiás (41 horas)
e Distrito Federal (40,8 horas). O que registrou a menor jornada
foi o Piauí (31,1 horas), seguido por Maranhão (35,1
horas), Acre (35,8 horas), Rondônia (36,6 horas) e Bahia
(36,6 horas).
A diminuição
do tempo médio de trabalho foi maior no Sul, para as mulheres,
para os trabalhadores de maior idade e para aqueles com menos escolaridade,
para os envolvidos em atividades agrícolas e para os não-remunerados.
Para as mulheres, a carga
horária caiu 11,1% e para os homens 10%. Em 2007, a jornada
delas (35,1 horas) é 17,6% inferior a deles (42,6 horas).
Por faixa etária, entre 1988 e 2007, os trabalhadores com
mais de 55 anos de idade apresentaram maior redução
do tempo de trabalho (18,5%), enquanto entre 24 anos e 40 anos
de idade teve a menor queda (-7,8%).
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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Folha de S.Paulo, 31
de julho de 2009
Dívida vai superar
PIB de país rico, diz FMI
Fundo calcula aumento de 40 pontos percentuais
no endividamento bruto de nações mais ricas até 2014
FERNANDO CANZIAN
DE NOVA YORK
As medidas de combate à maior
crise desde os anos 1930 devem levar a um aumento no endividamento
bruto dos países ricos de 40 pontos percentuais, o maior
desde a Segunda Guerra. Entre os emergentes, o efeito negativo
será bem menor, de 4 pontos.
Como proporção do PIB (Produto Interno Bruto), a dívida
pública bruta dos países mais avançados deve crescer de
74,8% para 119,7% até 2014. No caso dos EUA, epicentro da crise, o aumento
será de 63,4% para cerca de 112% (neste ano já atingirá 89%).
As projeções foram apresentadas ontem pelo FMI (Fundo Monetário
Internacional), que alertou para a necessidade de os países que estão
enfrentando a crise com mais gastos públicos começarem a apresentar
uma "estratégia de enxugamento" da dívida.
O risco, diz o Fundo, é a dívida crescer descontroladamente e
arruinar a percepção entre investidores de que os países
podem se manter solventes.
Nesse caso, exigiriam juros maiores para financiar os débitos dos governos,
que seriam obrigados a elevar a remuneração de suas dívidas.
Além de juros maiores contribuírem para um aumento ainda mais
rápido do endividamento, eles tendem a deprimir a atividade econômica,
fazendo exatamente o contrário do que os pacotes de gastos estão
tentando realizar.
O FMI calcula que, na média, o déficit público dos 41
países analisados no trabalho subirá em 2009 e 2010.
Dois pontos percentuais de aumento equivalem somente a medidas fiscais tomadas
para tentar amortecer os efeitos da atual crise.
O endividamento e o déficit de um país são calculados
como proporção de seu PIB porque o tamanho e o crescimento geral
de sua economia geram as receitas para que os governos possam assumir gastos
e controlar dívidas.
O FMI considera como seguro um endividamento bruto na casa de 60% do PIB. Ou
seja: os países ricos estão na direção de atingir
o dobro disso daqui a cinco anos. No caso dos emergentes, a média ficaria
bem abaixo, em 36,4% -62,2% no Brasil (leia texto ao lado).
O FMI também calculou quanto cada um dos países integrantes do
G20 teria de poupar nas próximas duas décadas por meio de superávits
primários (economia para abater dívidas) para baixar seu nível
de endividamento para cerca de 60% do PIB.
No caso dos EUA, a recomendação é de uma economia equivalente
a 4,3% do PIB, aproximadamente a que o Brasil vinha fazendo nos últimos
anos.
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FOLHA DE LONDRINA, 31
de julho de 2009 | Política
Paralisia do Senado pode criar
problemas ao País, diz Lula
São Paulo - O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a paralisia do
Senado, ocasionada pelas denúncias quase que diárias
envolvendo o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP),
pode trazer problemas para o País. Lula lembrou que o Senado
e a Câmara têm autonomia em relação ao
poder Executivo, mas disse esperar que o Legislativo resolva seus
problemas, uma vez que o Executivo depende de suas ações.
''Todo o mundo sabe que a paralisia do Legislativo pode criar problemas
para o País'', reforçou durante entrevista coletiva,
concedida ao lado da presidente do Chile, Michelle Bachelet, na
sede da Fiesp.
Lula disse esperar que
o recesso parlamentar sirva para ''esfriar a cabeça'' dos
senadores e que, na volta, eles ''decidam normalizar a atuação
do Senado''. ''As pessoas têm compreensão do momento
que o Brasil vive e que há medidas que mandamos para combater
a crise econômica que ainda precisam ser votadas. Portanto,
nós não podemos perder tempo'', declarou.
O presidente negou que
Sarney tenha pedido para conversar sobre o problema. Ele destacou
que as solicitações de Sarney e do presidente da
Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), sempre serão atendidas.
''É de boa política o presidente da República
atender os presidentes dos Poderes'', completou.
Ele disse ainda que a eventual
saída de Sarney do cargo ''não é problema
meu''. ''Eu não votei para eleger o presidente do Senado'',
disse ao ressaltar que, como eleitor, também não
votou nele para o Senado já que vota em candidatos que se
elegem por São Paulo. ''Quem tem que decidir se Sarney continua
presidente do Senado é o Senado. Somente o Senado, que o
elegeu, é que pode dizer se ele vai ficar ou não.
Não sou eu'', reiterou.
Lula não fez comentários
sobre a articulação de alguns senadores do PT para
que Sarney se licencie do cargo. ''Como vocês acham que eu
posso falar sobre o destino da bancada do PT se eles estão
de férias e só voltam segunda-feira?'', questionou.
''Não posso dizer absolutamente nada. Liguem para os líderes
do PT na Câmara e no Congresso.''
Anne Warth
Agência Estado
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BEM PARANÁ, 31 de julho de 2009
| Politica
Eleições 2010
Paraná é peça
chave na sucessão presidencial
Lula trabalha para que paranaense assuma
Casa Civil e Osmar seja candidato do PT e PMDB
30/07/09 às 22:40 | Antônio França
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, deverá ser convidado pelo
presidente Lula (PT) para assumir o cargo da ministra-chefe da Casa Civil,
Dilma Roussef, que deve deixar a função em março para
disputar a sucessão presidencial de 2010. Com essa possibilidade, ele
retira Bernardo da pré-disputa pelo governo estadual, ao mesmo tempo
em que pavimenta a candidatura do senador Osmar Dias (PDT) na disputa pelo
Palácio das Araucárias.
Essa hipótese deve ser informada na próxima semana ao senador
pedetista, em um encontro marcado no Palácio do Planalto, em Brasília.
Com a ida de Bernardo para a Casa Civil, cargo mais alto do governo federal,
Lula contempla o seu partido no Paraná, evitando uma candidatura própria
defendida por ala do diretório nativo, colocando a militância
nas ruas em favor de Osmar. O presidente quer antecipar essa sua preferência
e depois conversar com o governador Roberto Requião (PMDB). A presidente
estadual do PT, Gleisi Hoffmann, afirma que não quer falar sobre as
projeções, mas adiantou como o partido está sendo orientado
internamente e sob o comando de Brasília.
“ Nós vamos insistir nesta aliança entre o PMDB, PDT e PT.
Somos aliados no governo federal e queremos essa aliança no Paraná.
O presidente Lula vai contribuir nesse processo de costura, que recomeça
agora depois do recesso no Senado e na Câmara dos Deputados”, informou
a presidente.
Regionalizado — Lula vai tentar promover a união
de partidos por regiões do Brasil, iniciando pelo Sul do País.
O Paraná é o primeiro partido a entrar nesse processo. No
Paraná, a manobra é oferecer a Osmar uma base forte para
ele disputar a candidatura ao governo, apostando na sua eleição.
O Planalto não trabalha com essa possibilidade, mas em uma eventual
derrotada do pedetista ao governo estadual, ele seria “acolhido” em
um possível governo Dilma Roussef, de 2011 a 2014. “Lula já quis
Osmar Dias no Ministério da Agricultura, mas respeitou a decisão
de Requião, que na época chegou a indicar o deputado federal
Odílio Balbinotti”, diz uma fonte alta do PT.
Na conversa com Requião, Lula também quer garantir a ele a vaga
para concorrer ao Senado, ao lado de Gleisi. Em relação a Pessuti,
o presidente também quer incluir em seus planos. Uma saída honrosa
da disputa poderia render a participação dele num eventual governo
de Dilma. O PT pondera que o peemedebista poderia até ser chamado para
contribuir no governo Lula, com a saída dos ministros que concorrerão
em 2010. Porém, ele tem missão até dezembro de 2010, que é dar
continuidade ao governo de Requião, que deixa o cargo em março
para disputar o Senado.
Gleisi afirma que o recesso esfriou o processo de negociação,
mas será retomado a partir do início de agosto. “Nossa
tarefa, agora, é quebrar as resistências entre PDT e PMDB. São
partidos e pessoas com ideologias que se assimilam com aos do PT. Nós
vamos continuar insistindo nesse sentido”, disse a presidente estadual
do PT.
Bernardo não foi encontrado pela reportagem, mas afirmou que ainda não
decidiu sobre seu futuro, segundo reportagem publicada ontem no jornal “Correio
Braziliense”. Ele ponderou, porém, que conversará com Lula
sobre o assunto. “Da outra vez (2006), fui lá e ele (o presidente)
falou para eu ficar. Antes de falar com ele não vou tomar decisão”,
disse.
Aliança — O grande problema que o PT enfrenta é o acordo
entre Osmar Dias e os partidos que se aliaram em torno do nome dele no segundo
turno da eleição estadual, de 2006, quando ele foi derrotado
por Requião. Esses partidos teriam feito um acordo que se manteve para
reeleição do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), mas não
está resistindo para 2010. Essa aliança uniria 11 partidos (PSDB,
PP, PSL, PDT, DEM, PSB, PPS, PR, PSDC, PRP e PTN). Na prática, o PSDB
já colocou Osmar para o terceiro plano, ao lançar as pré-candidaturas
Beto Richa ou Alvaro Dias como os nomes do partido na disputa pelo governo
do Estado, formando um palanque forte para o candidato presidencial do partido,
que deve ficar entre os governadores José Serra (São Paulo) ou
Aécio Neves (Minas Gerais).
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
31/07/2009
Controle de ponto garante horas extras
a gerente bancário
Controle de jornada. Este
fator foi predominante para que um bancário que se declarou
autoridade máxima na agência onde trabalhava conseguisse
horas extras além da oitava diária. A Seção
Especializada em Dissídios Individuais 1 (SDI-1) do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou recurso de embargos do Banco Nossa
Caixa S.A., que procurava reverter a decisão que mandou
pagar ao gerente15 horas extras por mês, com adicional de
50%.
O trabalhador iniciou seu
contrato com o banco em outubro de 1973 e se aposentou em dezembro
de 1997, exercendo as funções de gerente, na época
com o salário de R$ 5 mil. Em dezembro de 1999, ajuizou
a reclamação trabalhista alegando que sempre trabalhara
além da jornada especial de seis horas. Pleiteou, então,
o pagamento como extraordinárias das horas trabalhadas diariamente
além da sexta.
Ao julgar a ação,
a 1ª Vara do Trabalho de Ribeirão Preto (SP) verificou
que o autor recebia gratificação de função
por ser gerente geral, autoridade máxima da agência.
Porém, seu horário era controlado por cartões
de ponto, apesar de registrar apenas jornadas contratuais. Em audiência,
testemunhas, inclusive da própria empresa, confirmaram que
o gerente, em cerca de dez dias por mês (período de
pico) ultrapassava os limites de jornada – oito horas - em
mais de uma hora e meia. Baseada na prova oral e havendo o controle
de cartões de ponto, a 1ª Vara deferiu as horas extras.
O recurso interposto pelo
banco foi rejeitado pelo Tribunal Regional da 15ª Região
(SP) e, posteriormente, pela Oitava Turma. Em mais uma tentativa,
o banco, por meio de embargos, buscou mudar a decisão e,
para isso, alegou contrariedade à Súmula nº 287
do TST e divergência de jurisprudência. O argumento
principal foi o de que o trabalhador declarou ter sido autoridade
máxima na agência, e isso seria suficiente, segundo
a Nossa Caixa, para enquadrá-lo no disposto no artigo 62,
inciso II, da CLT, que exclui do controle de jornada os ocupantes
de cargos de gestão.
O ministro Vantuil Abdala,
relator dos embargos, entendeu que não se verificou a contrariedade
citada pelo banco. “A Súmula nº 287 do TST afirma
que, quanto ao gerente geral, presume-se o exercício do
cargo de gestão, hipótese afastada pela Turma ao
afirmar que a presunção do cargo de gestão
fora obstada pela existência do controle de jornada”,
explicou. Ao adotar o voto do relator, a SDI-1, por maioria, não
conheceu dos embargos. (E-RR-2102/1999-004-15-00.7)
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Agência Brasil,
30 de julho de 2009
Dieese-Seade: desemprego cai na maioria
das regiões metropolitanas
Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) para a Região
Metropolitana de São Paulo e para o conjunto de regiões acompanhadas
pelo Sistema PED
A taxa de desemprego em
cinco regiões metropolitanas e no Distrito Federal caiu
em junho, passando de 15,3% para 14,8% da População
Economicamente Ativa, depois de cinco meses sem redução.
Isso significou 112 mil
pessoas a menos no contingente de desempregados, estimado em 2,984
milhões de trabalhadores.
O nível de ocupação
apresentou variação positiva pelo terceiro mês
seguido, com 0,4%, o que representa a criação de
75 mil postos de trabalho.
No mesmo período,
38 mil pessoas desistiram de procurar emprego.
À exceção
de Belo Horizonte, que manteve a taxa estável em 11%, houve
queda em todas as demais regiões pesquisas, com maior diminuição
em Recife, que passou de 20,4% em maio para 19,4% em junho.
Em Porto Alegre a taxa
passou de 12,6% para 12%, em Recife, de 17% para 16,4%, em Salvador,
de 21,6% para 21,3 e em São Paulo, de 14,8% para 14,2%.
O comércio liderou
na oferta de vagas, com a 80 mil postos de trabalho, o que significou
aumento de 3%. O segmento de serviços foi o segundo, com
22 mil vagas, ou 0,2% acima de maio.
A indústria cortou
25 mil ocupações, o que representou queda de 1% do
total e a construção civil demitiu 9 mil trabalhadores,
queda de 0,9%.
O rendimento médio
dos trabalhadores em maio caiu 1,2%, passando para R$ 1.276 para
os assalariados e R$ 1.199 para o conjunto de trabalhadores ocupados,
ou seja com ou sem carteira assinada.
Os dados fazem parte da
Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) para a Região Metropolitana
de São Paulo e para o conjunto de regiões acompanhadas
pelo Sistema PED - Distrito Federal, Salvador, Recife, Porto Alegre,
Belo Horizonte e São Paulo - divulgada nesta quarta-feia
(29) pelo Departamento Intersindical e Estatística e Estudos
Sócio-Econômicos (Dieese) e Fundação
Seade.
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Agência Brasil,
30 de julho de 2009
Em 20 anos, brasileiro teve jornada
de trabalho reduzida em 10%
O Ipea comparou o quanto os trabalhadores ocupados trabalhavam em 1988, quando
a CF reduziu a jornada de 48 para 44 horas, com a carga de trabalho medida
em 2007
Em 20 anos, o brasileiro
reduziu a sua jornada de trabalho em 10,7%, passando a trabalhar
cinco horas a menos por semana.
Parece algo estranho para
quem vive às voltas com a correria do trabalho, mas é o
que aponta um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), fundação pública federal
vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da
Presidência da República.
O Ipea comparou o quanto
os trabalhadores ocupados trabalhavam em 1988, quando a Constituição
Federal reduziu a jornada máxima nacional de 48 para 44
horas semanais, com a carga de trabalho medida em 2007.
Em 1988, um trabalhador
brasileiro ocupado (formal ou informal) tinha uma jornada de 44.1
horas, ante as 39,4 horas semanais apuradas 20 anos depois.
A base de dados do estudo é a
Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílios (Pnad) do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A redução
de 10,7% foi registrada para a média de todos os trabalhadores
brasileiros.
Se for levado em conta,
por exemplo, o estado em que eles atuam, Rondônia teve a
maior redução da jornada de trabalho, com uma queda
de 21,7%.
No Piauí ocorreu
a segunda maior redução de jornada no período
apurado pelo Ipea: 21%, seguido do Maranhão, com redução
de 20,6%.
Em contrapartida, o estado
do Amapá verificou a menor queda na jornada, 3,2%. Em seguida
aparecem Rio de janeiro e Distrito Federal (4,6%) e São
Paulo (6,2%).
Informalidade
A queda na jornada pode ter sido ocasionada por um motivo positivo, segundo
o Ipea, que é a melhora na relação entre empregados e
empregadores.
Mas segundo o Instituto,
também pode estar relacionada à baixa intensidade
no crescimento da economia no período apurado, com Produto
Interno Bruto (PIB) subindo pouco mais de 2% na média anual.
Há também
a influência negativa da informalidade, que cresceu após
1988 atingindo mais da metade da população em idade
produtiva.
Os trabalhadores informais
costumam ter jornadas irregulares e, frequentemente, abaixo das
44 horas máximas, muitas vezes somente para garantir a sobrevivência.
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Folha de S.Paulo, 30
de julho de 2009
Manobra no Codefat partiu do Planalto,
dizem empresários
Entidades apontam quebra de acordo
para eleição de presidente do órgão |
Candidato foi eleito após intervenção de Lupi,
mas empresário diz que "é difícil imaginar
que farsa foi orquestrada só por ministro"
MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
MARCIO AITH
DA REPORTAGEM LOCAL
Entidades de empresários
atribuem ao Palácio do Planalto o rompimento do acordo que
previa a presidência rotativa do Codefat (Conselho Deliberativo
do Fundo de Amparo ao Trabalhador), o conselho tripartite que administra
os R$ 158 bilhões de patrimônio do FAT (Fundo do Amparo
ao Trabalhador).
Na terça-feira passada, as quatro maiores confederações
de empresários do país -CNI, CNA, CNC e CNIF- abandonaram o Codefat
em repúdio à manobra promovida pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho)
para controlar o conselho em 2010, ano eleitoral.
Por um acordo de cavalheiros que vigora há quase duas décadas,
a presidência do Codefat é alternada entre as três bancadas
que compõe o conselho: trabalhadores, empresários e governo.
Segundo esse acordo, a presidência para o próximo biênio
deveria ser definida pela bancada empresarial. As entidades de empregadores
tinham até definido o próximo candidato -no caso, Fernando Antônio
Rodriguez, indicado pela senadora Katia Abreu (DEM-TO), presidente da CNA (Confederação
Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil).
No entanto, por uma manobra, Lupi forjou nos bastidores a candidatura dissidente
de Luigi Nese, presidente da inexpressiva CNS (Confederação Nacional
de Serviços).
Luigi acabou sendo eleito com o voto das entidades de trabalhadores.
A CNS é uma entidade só reconhecida oficialmente em dezembro
passado. Sua existência deve-se a uma portaria de Lupi de abril do ano
passado.
" O ministro Carlos Lupi tem um cargo de confiança. Seu chefe é o
presidente da República. Só posso concluir, portanto, que o governo
está por trás disso", disse à Folha a senadora Kátia
Abreu.
Roberto Nogueira Ferreira, representante da Confederação Nacional
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, disse que outros dois
ministros, além de Lupi, já sabiam que havia uma armação
em curso contra os empregadores no Codefat. "Por uma questão de
lógica, fica difícil imaginar que essa farsa foi apenas orquestrada
pelo ministro."
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo) divulgou nota em que repudia a ação de Lupi, mas evita
especular sobre uma eventual autorização do governo.
Patrono
Lupi nega ter orquestrado a manobra. Mas sobram indícios da ligação
entre ele e o novo presidente do Codefat. Luigi Nese entregou pessoalmente
ao ministro o título de "patrono" da CNS. A cena é registrada
no site da entidade.
O endereço eletrônico da CNS dá destaque à homenagem
a Lupi. A entrega do título de patrono foi feita por Nese ao ministro
em almoço para 200 convidados.
Lupi e Nese posaram para fotos, convidados aparecem aplaudindo. A Confederação
Nacional de Serviços tem entre seus associados uma federação
a menos, a Fenac (Federação Nacional de Cultura), que pediu desligamento
em março.
Restaram supostamente cinco federações, que representariam cerca
de 60 sindicatos, de representantes comerciais autônomos, empresas de
informática e estabelecimentos hípicos e de cultura física.
A principal delas, a Federação de Serviços do Estado de
São Paulo, fundada também por Luigi, só recebeu registro
sindical no ano passado. Sua existência é contestada pela Fecomercio. "Essa
Fesesp surgiu ao arrepio da lei. É uma entidade sem legitimidade",
disse Luis Antonio Flora, diretor jurídico da Fecomercio SP.
No STF
O registro sindical da CNS também é contestado. No caso, por
três ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal. As
ações de inconstitucionalidade foram apresentadas por 13 confederações
de trabalhadores e duas confederações patronais.
Ontem, CNI, CNA e CONSIF, que representam respectivamente a indústria,
a agricultura e o sistema financeiro, analisavam juntar-se à causa.
Também foi um ato de Lupi a escolha da CNS para integrar o Codefat,
no lugar, por exemplo, da CNT (Confederação Nacional dos Transportes),
fundada em 1954 e que tem 29 federações, 2 sindicatos nacionais
e 16 associações nacionais.
A CNS (Confederação
Nacional de Saúde), que representa 8 federações,
86 sindicatos e todos os estabelecimentos do setor, também
reivindicou vaga no Codefat, mas se sentiu contemplada por Lupi
com assento no Conselho Curador do FGTS.
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Observatório
Processual, 30 de julho de 2009
Campanha: não dar importância
ao assédio moral é banalizar a violência
O depoimento é de uma trabalhadora que participou, na última
quinta-feira (23), da palestra de Ângelo Soares, doutor em sociologia
do trabalho, pesquisador sobre assédio moral, emoções
e saúde mental no trabalho e professor da Universidade do Quebec, em
Montreal (Canadá).
O desabafo da mulher está relacionado
a outros casos expostos pelo professor durante a palestra Assédio
moral: quando o trabalho é indecente, promovido pelo Observatório
Social e realizado na sede do Sindicato dos Bancários, em
São Paulo.
O combate à prática é uma
das reivindicações permanentes dos bancários
para a área de saúde e um dos eixos prioritários
dos trabalhadores na Campanha Nacional 2009.
Ângelo relatou algumas
experiências no campo da pesquisa, em que entrevistou trabalhadores
que convivem em ambientes estressantes de trabalho no Brasil e
no Canadá e os casos de assédio moral que se tornam
cada vez mais frequentes.
O professor falou sobre
o perfil dos assediadores e ressaltou que em diversos casos nem
sempre o supervisor é o assediador.
Os bancários, por
exemplo, estão sujeitos a sofrer assédio moral praticado
pelos gestores e ainda pelos colegas de profissão e pelos
clientes.
O professor Ângelo
Soares deixou seu recado: "ninguém é invulnerável
ao assédio moral, pode acontecer com qualquer trabalhador" e
disse ainda que "quem nega uma situação desta
está banalizando a violência".
Para Ângelo, alguns
especialistas em saúde mental devem conhecer melhor a gestão
organizacional das empresas para reconhecer que muitas doenças
são causadas pela prática abusiva de pressão
por metas, humilhações, pressões e constrangimentos.
"Uma administração
sem respeito é assédio, é um ataque à dignidade
da pessoa", concluiu o professor.
Campanha
O Sindicato conseguiu um avanço no debate do tema na última campanha
nacional, em 2008.
O assunto foi discutido
com os banqueiros, mas houve um entrave quando os patrões
barraram a inclusão de uma cláusula de combate ao
assédio na convenção coletiva.
Neste ano o debate sobre
o assunto começou com força.
Em maio foi lançada
a campanha Saia do Isolamento, para mostrar aos bancários
que o Sindicato está junto com a categoria nesta luta, para
receber denúncias, resolver questões de casos de
assédio moral e, se for preciso, orientar as vítimas
a procurar a Justiça para punir os responsáveis pelos
casos.
"Essa luta toma um
fôlego ainda maior com o início da Campanha 2009",
diz o secretário de Saúde do Sindicato Walcir Previtale,
que alerta: os casos de situações vexatórias,
constrangedoras contra o trabalhador ou qualquer colega de trabalho
devem ser denunciados imediatamente ao sindicato.
"Muitas vezes não é com
você, mas é com um colega, e é preciso fazer
a denúncia. Não é necessário se identificar,
o Sindicato vai apurar o caso e tomar as providências",
alerta Walcir.
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Folha de S.Paulo, 29
de julho de 2009
Centrais sindicais pressionarão
deputados para reduzir jornada
Força e CUT também discutem
em seus congressos nova prorrogação de corte de IPI
CLAUDIA ROLLI
FÁTIMA FERNANDES
DA REPORTAGEM LOCAL
Seis centrais sindicais
vão pressionar os congressistas a partir da próxima
semana, quando termina o recesso parlamentar, a apoiar a redução
da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais.
Ao menos 400 sindicalistas ligados a Força Sindical, CUT, UGT, CTB,
Nova Central e CGTB vão se revezar, a partir do dia 4 de agosto, em
visitas aos deputados e aos senadores para buscar apoio ao projeto de redução
da jornada sem diminuição dos salários aprovado no início
deste mês na comissão especial da Câmara.
O projeto, que, além da diminuição da jornada prevê ainda
o aumento do valor da hora extra de 50% para 75% do valor da hora normal, precisa
ser votado em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado.
" Com a redução da jornada, haverá geração
de empregos, medida importante neste momento de incertezas econômicas.
Segundo o Dieese, a medida tem o potencial de criar, em uma primeira etapa, cerca
de 2 milhões de novas vagas", diz o deputado Paulo Pereira da Silva,
presidente da Força.
Para os empresários, a redução da jornada deve trazer
aumento de cerca de 10% no custo do trabalho, segundo cálculos da CNI
(Confederação Nacional da Indústria). A medida, segundo
os empresários, pode comprometer a competitividade, ameaçar o
emprego e adiar a retomada do crescimento.
A redução da jornada é um dos principais temas dos congressos
nacionais da Força Sindical, que acontece de hoje até sexta-feira,
e da CUT, marcado para a próxima semana.
Cerca de 3.500 dirigentes da Força e 2.300 sindicalistas da CUT vão
discutir ainda uma nova prorrogação da redução
do IPI para os setores de automóveis e eletrodomésticos, pedido
que deverá ser encaminhado ao governo.
Para os carros, a isenção do IPI termina em setembro. A partir
de outubro, as alíquotas sobem gradualmente e retornam ao normal em
janeiro. Para o setor de eletrodomésticos, a redução termina
em outubro.
" Enquanto essa medida for necessária para aliviar a economia, vamos
apoiar. Mas como algo temporário", diz João Felício,
secretário de Relações Internacionais da CUT.
No congresso da central, os cutistas vão debater ainda outras medidas
que possam fortalecer o mercado interno, para impulsionar a economia e o emprego. "Com
propostas, vamos pressionar o governo para que as políticas públicas
sejam direcionadas para aumento da produção, do emprego e da
renda", afirma Quintino Severo, secretário-geral da CUT. O objetivo,
segundo ele, é discutir qual será o centro do projeto de desenvolvimento
do Brasil e as ações do Estado para viabilizar esse desenvolvimento.
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RadioAgência
NP, 29 de julho de 2009
Saque recorde do seguro-desemprego
revela dificuldade do brasileiro
A queda na geração de empregos com carteira assinada no início
de 2009 provocou saques recordes no seguro-desemprego.
Segundo dados do Ministério
do Trabalho, os saques somaram cerca de R$ 10 bilhões no
primeiro semestre.
O número representa
aumento de mais de 40% em relação aos saques realizados
no mesmo período de 2008.
De acordo com o ministro
do Trabalho, Carlos Lupi, o aumento se deve ao crescimento do desemprego
na virada do ano, ao reajuste do salário mínimo e
ao pagamento extra do seguro para os trabalhadores demitidos por
causa da crise.
Formado em administração
de empresas, Rodrigo Duque de Lima está entre os demitidos.
Ele trabalhou na área
de performance de vendas da Sundown Motos, empresa de motos e bicicletas,
até fevereiro, quando boa parte do pessoal foi demitida.
O motivo alegado foi a
crise.
Rodrigo deu entrada no
seguro-desemprego e passou a receber o benefício. Para driblar
algumas contas, ele está fazendo bico de garçom em
um bar na Vila Madalena, bairro da cidade de São Paulo.
O salário atual é cerca
de 70% menor do que ele ganhava. Rodrigo teve que cortar gastos
para se adaptar a nova realidade financeira.
"Algumas contas como
do carro, do telefone, seguro de saúde são fixas.
Na hora de pagar, são essas que eu estou priorizando. As
outras pago conforme dá e se não dá ligo e
explico a situação, para quando me estabelecer acertar
essas coisas".
O pagamento do seguro-desemprego é feito
com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
De acordo com o ministério,
esse fundo fechou o semestre com um resultado positivo de R$ 1,7
bilhão - uma piora de 70% em relação ao primeiro
semestre de 2008.
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Gazeta do Povo, 29
de julho de 2009
Crédito
Financiamento habitacional cresce
mais que o saldo de todas as operação de crédito
O financiamento habitacional
tem apresentando crescimento maior do que o saldo de todas as operações
de crédito do sistema financeiro. Segundo dados do Banco
Central, divulgados nesta terça (28) enquanto o estoque
de operações de crédito habitacional cresceu
3,5% em junho, em relação a maio, o crescimento do
volume dos financiamentos do sistema financeiro foi de 1,3%.
No total, o financiamento
habitacional chegou a R$ 74,067 bilhões em junho. No primeiro
semestre, o crescimento do crédito habitacional foi de 17,1%.
No mesmo período, o saldo total das operações
de crédito teve alta de 4,2%.
Segundo o chefe do Departamento
Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o prazo dos financiamentos
está aumentando, o que estimula a tomada de recursos para
comprar casa. Em junho, o prazo médio do financiamento imobiliário
chegou a 2.959 dias corridos. Em relação a maio,
houve aumento de 99 dias e, no primeiro semestre, de 247 dias.
Crédito aumenta
em junho no país; inadimplência também
As novas concessões
de crédito no Brasil subiram 3,6 por cento em junho ante
maio, enquanto a inadimplência aumentou 0,2 ponto percentual
no mesmo período, para 5,7 por cento, informou o Banco Central
nesta terça-feira.
O estoque total das operações
de crédito no país cresceu 1,3 por cento em junho,
a 1,278 trilhão de reais, o equivalente a 43,7 por cento
do Produto Interno Bruto (PIB). Em maio, essa relação
era de 43,2 por cento.
Segundo o chefe do Departamento
Econômico do BC, Altamir Lopes, a perspectiva é de
estabilização da inadimplência no curto prazo. "Em
três meses, o dado já deve mostrar uma tendência
de queda."
Ele destacou que a inadimplência
no caso das pessoas físicas já está se estabilizando.
Para as pessoas jurídicas, a situação ainda
reflete a escassez de crédito provocada pela crise global.
"O crédito
cessou e as empresas enfrentam dificuldade de rolagem", disse.
A inadimplência das
pessoas físicas manteve-se em 8,6 por cento em junho. Já os
empréstimos para pessoas jurídicas apresentaram o
sétimo aumento mensal seguido, para 3,4 por cento.
Altamir comentou ainda
que, com o alívio na inadimplência, abre-se espaço
para redução do juro ao tomador final. Segundo ele,
o custo de captação dos bancos já caiu muito,
mas o spread bancário aumentou justamente por conta da inadimplência.
No mês passado, o
spread bancário, que mede a diferença entre o custo
de captação dos bancos e a taxa cobrada dos clientes,
teve baixa de 0,9 ponto percentual, para 27,2 pontos percentuais.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
29/07/2009
Trabalhador por produção
recebe apenas adicional por hora extra
Um cortador de cana, contratado
com pagamento por produção pela Usina Caeté S.A.,
em São Paulo, receberá apenas o adicional em relação à hora
extra trabalhada. A Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho reformou decisão
que condenou a usina a pagar o excesso de jornada de forma integral,
ou seja, a hora mais o adicional. A SDI-1 aplicou o entendimento
da Orientação Jurisprudencial nº 235 do TST,
pela qual o “empregado que recebe salário por produção
e trabalha em sobrejornada faz jus apenas à percepção
do adicional de horas extras”.
O trabalhador foi contratado
em Igarapava (SP) em dois períodos, de abril de 2004 a novembro
de 2005 e de maio a agosto de 2006. A reclamatória foi apreciada
inicialmente pela Vara do Trabalho de Ituperava (SP), que verificou
que os cartões de ponto registravam sobrejornada, não
quitada pela empregadora. O juízo de primeiro grau entendeu
que o excesso de jornada reduz a remuneração, pois,
durante as horas extraordinárias, “o empregado produz
menos, em virtude do cansaço físico”. Por esse
motivo, entendeu que essas horas deveriam ser pagas como extras
e acrescidas do adicional legal.
A Usina Caetés recorreu
da sentença, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
(Campinas/SP) rejeitou o apelo, e a condenação foi
mantida também pela Quinta Turma do TST, ao julgar recurso
de revista ao TST.
Ao interpor embargos à SDI-1,
a empresa teve êxito. Ao analisar a controvérsia,
a ministra relatora, Maria Cristina Peduzzi, avaliou que há entendimento
pacífico da jurisprudência do TST que permite reformar
a sentença. A relatora adotou a OJ nº 235 para concluir
que, ao trabalhar em horário extraordinário – além
das oito horas diárias -, o empregado que recebe por produção “já terá remunerada
cada hora trabalhada em horário suplementar, tendo jus apenas
ao adicional por trabalho extraordinário”. ( E-RR-1715/2006-052-15-00.0)
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Agência Diap,
28 de julho de 2009
2º semestre: a agenda
que interessa aos trabalhadores
Salário mínimo, fator previdenciário,
sustentação dos sindicatos e terceirização
precisam ter desfecho positivo ainda este ano e devem ser tratados
como prioritários na agenda dos trabalhadores
Marcos Verlaine*
Os temas elencados acima
são prioritários na agenda dos trabalhadores.
Em 2010 haverá eleições
e nada garante ao movimento sindical que se não tiverem
desfecho positivo ainda este ano será possível em
qualquer cenário manter a agenda em curso num rumo adequado
para o movimento sindical.
Salário
mínimo
Caso não seja transformado em lei, o projeto de aumento real do mínimo,
não existe nenhuma garantia que o Governo Federal terá condições
de continuar, por meio de medida provisória, com a política de
valorização do salário mínimo.
A Câmara precisa
votar a emenda do senador Paulo Paim (PT/RS) ao PL 1/07 o mais
rápido possível, sob pena de colocar em risco o ganho
real para o salário mínimo.
O presidente da República,
apesar de o Congresso não ter aprovado o projeto, editou
MPs nos anos de 2008 e 2009 assegurando reajuste e aumento real
com base nos parâmetros fixados na política de recuperação
do piso salarial do País.
Para os próximos
dois anos, entretanto, o Governo Federal terá dificuldades,
sem uma lei em vigor sobre o tema, de continuar, por meio de MP,
com a política de valorização do salário
mínimo, por dois relevantes motivos.
O primeiro motivo, em relação
a 2010, é de natureza política.
O aumento real do salário
mínimo para 2010, respeitada as diretrizes do projeto, deverá ser
fixado com base no PIB de dois anos anteriores, portanto, de 2008,
o maior PIB dos últimos 20 anos, que será anunciado
no final de 2009, um ano de inflação baixa e PIB
muito baixo ou até negativo.
O segundo motivo, este
relativo a 2011, seria de natureza político-eleitoral.
Teria o presidente da República,
nos últimos dias de seu mandato, condições
políticas de editar uma MP concedendo aumento real para
o salário mínimo, cuja vigência coincidiria
com a posse de seu sucessor?
Fator
previdenciário
O tema está sob impasse na Câmara. O Governo não aceita
simplesmente extinguir o fator. Os trabalhadores apóiam o projeto do
senador Paulo Paim (PT/RS), que quer acabar com o fator.
O relator, deputado Pepe
Vargas (PT/RS) apresentou uma solução que não
contempla os trabalhadores, o fator 85/95.
Desse modo, é preciso
urgentemente construir uma proposta negociada.
Sustentação
financeira dos sindicatos
A contribuição negocial volta à agenda política.
A Adin (ação direta de inconstitucionalidade) do DEM, que questiona
o repassa às centrais de recursos da contribuição sindical
acendeu a luz amarela.
Com início da discussão
pelo Supremo, cuja votação parcial está em
três votos contra o repasse e dois a favor, impõe
ao movimento sindical construir alternativas para o caso de o STF
acatar a ação do Democratas.
Desse modo, o Ministério
do Trabalho tende a acelerar a elaboração, com as
centrais, de proposta que resolva finalmente este impasse sobre
a sustentação financeira das entidades sindicais
de trabalhadores.
Há ainda o projeto
de lei (PLS 248/06) do senador Paulo Paim (PT/RS), que regulamenta
a taxa assistencial, cobrada em razão das negociações
coletivas de trabalho.
Parcela expressiva do movimento
sindical quer resolver este imbróglio, com objetivo de superar
o impasse que envolve a cobrança pelos sindicatos e a postura
do Ministério Público do Trabalho, que a considera
ilegal, sobretudo para os trabalhadores não sindicalizados.
Terceirização
Este também é um tema caro ao movimento sindical, pois a terceirização
nos moldes em que vem sendo praticada no País significa relações
precárias de trabalho, salários aviltados e impossibilidade de
aposentadoria.
Desse modo, as centrais
defendem o arquivamento do PL 4.302/98, do ex-presidente FHC, por
meio da mensagem presidencial 393/03, enviada por Lula ao Congresso,
bem como a rejeição do PL 4.330/04, do deputado Sandro
Mabel (PR/GO), e, em seguida, a construção negociada
pelo Governo, empresários e trabalhadores de uma proposta
que regulamente essa modalidade de trabalho em condições
mais humanas e sem desvantagens para os trabalhadores.
Com exceção
do projeto de lei que trata da regulamentação da
taxa assistencial, todos os demais compõem a "pauta
trabalhista" apresentada pelas centrais ao presidente da Câmara,
Michel Temer (PMDB/SP) em maio.
(*) Jornalista, analista político
e assessor parlamentar do Diap
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Agência Diap,
28 de julho de 2009
Lula tem até 12 de
agosto para sancionar novo salário mínimo (R$ 507)
O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, tem até o
próximo dia 12 de agosto para sancionar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias)
de 2010, que prevê, entre outras medidas, o novo valor do salário
mínimo.
A informação é da
assessoria de imprensa da Casa Civil, que explica que o presidente
tem até 15 dias úteis, após o recebimento
da LDO, para sancioná-la.
Aprovada pelo Senado Federal
no último dia 15 de julho, a LDO teve seu texto finalizado
na última quinta-feira (23).
Segundo o documento, o
trabalhador que recebe hoje R$ 465 passará, no próximo
ano, a partir de janeiro, a ganhar R$ 506,44, um acréscimo
de quase 9% ou de R$ 41,44 no valor do mínimo.
Cálculo
Ainda segundo a lei, as estimativas para o salário mínimo levam
em consideração a taxa de inflação acumulada pelo
INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), acrescida do
crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto), com dois anos de defasagem.
Até o último
reajuste, ocorrido em fevereiro deste ano, o salário mínimo
evoluiu cerca de 72%, desde o início do Governo Lula, beneficiando
25 milhões de trabalhadores formais e informais e 17,8 milhões
de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro
Social), que recebem o piso previdenciário.
Apesar disso, segundo o
Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos), o salário mínimo brasileiro
não é suficiente para suprir as necessidades do trabalhador,
sendo que, no último mês de maio, ele deveria ser
de R$ 2.045,06.
O valor é 4,39 vezes
superior ao piso atual e 4,03 vezes ao previsto para 2010.
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CondSef, 28 de julho
de 2009
Governo quer atrelar discussão
de negociação coletiva a direito de greve
Na última terça-feira
(21), a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no
Serviço Público Federal) participou do grupo de trabalho
(GT) que discute a regulamentação da negociação
coletiva no setor público.
Na proposta apresentada à bancada
sindical, o governo mostrou que quer condicionar a regulamentação
da negociação coletiva a outros dois temas: liberação
de dirigentes sindicais e regulamentação do direito
de greve.
A Condsef, que defende
o exercício do direito de greve sem intervenção
do Estado, espera que o debate seja desatrelado ao que procura
regras de negociação na Administração
Pública.
Outras entidades que compõem
a bancada sindical também querem separar os debates.
Para isso, a bancada sindical
agendou uma reunião para o dia 18 de agosto.
No encontro, as entidades
devem criar uma proposta, usando conteúdo do que foi acumulado
nos últimos dois anos, que interesse aos trabalhadores e
apresentá-la ao Governo na próxima reunião
do GT de negociação coletiva.
Na reunião desta
terça-feira, o Governo apresentou ainda a proposta de criação
do "observatório social das relações
de trabalho no serviço público".
Esse seria um sistema de
acompanhamento onde a sociedade civil organizada também
poderia participar e acompanhar o processo de negociação
entre Governo e servidores.
No dia 18, a bancada sindical
também irá discutir essa nova proposta e levantar
as principais dúvidas para que sejam esclarecidas pelo Governo.
Polêmica
Em diversas ocasiões em que Governo tentou atrelar a discussão
de direito de greve à negociação coletiva a Condsef apresentou
sua posição contrária.
Se o Governo insistir em
atrelar limitações de direito de greve ao debate
de negociação no setor público a Condsef não
chegará a um acordo.
A entidade defende a aprovação
da Convenção 151, que regulamenta a negociação
no setor e não está ligada a limitações
em qualquer direito assegurado aos trabalhadores.
A defesa é para
que a convenção, que já está no Congresso
Nacional, seja aprovada com urgência.
Para a Condsef, com o direito
de negociação coletiva respeitado, muitas greves
seriam evitadas.
Com regras, direitos e
deveres estabelecidos tanto para Governo quanto para servidores,
paralisações de atividades, muitas vezes iniciadas
apenas para abrir diálogo, não seriam necessárias.
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Vermelho, 28 de julho
de 2009
Ipea divulgará estudo
sobre situação da jornada de trabalho
O Ipea (Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada) divulgará nesta quarta-feira (29)
um estudo sobre a evolução e principais mudanças
no tempo de trabalho no Brasil entre 1988 e 2007. O estudo mostrará a
carga horária no Brasil: por estado, região, sexo
e raça/cor, faixa etária, escolaridade, atividade
econômica, tipo de ocupação, entre outros.
Por força da Constituição
Federal, o país reduziu, em 1988, a jornada máxima
nacional de trabalho de 48 para 44 horas semanais. Após
duas décadas, o tema da carga horária de trabalho
voltou a ser discutido pela sociedade em termos da proposta de
uma nova redução oficial.
O Comunicado da Presidência
nº 24 "Carga horária de trabalho: evolução
e principais mudanças no Brasil" analisa tanto a evolução
como as principais mudanças ocorridas na carga média
horária trabalhada desde 1988 pelos ocupados brasileiros.
O Comunicado mostrará a
evolução da jornada de trabalho no Brasil (por estado,
região, sexo e raça/cor, faixa etária, escolaridade,
atividade econômica, tipo de ocupação, entre
outros), as principais características da jornada média
de trabalho e a distribuição do tempo de trabalho,
com os seguintes tópicos:
- Horas médias
trabalhadas por semana entre 1988 e 2007
- Evolução
da jornada média semanal de trabalho por regiões
geográficas entre 1988 e 2007
- Evolução
da jornada média semanal de trabalho segundo sexo e raça/cor
dos ocupados entre 1988 e 2007
- Evolução
da jornada média semanal de trabalho segundo faixa etária
dos ocupados entre 1988 e 2007
- Evolução
da jornada média semanal de trabalho segundo anos de escolaridade
dos ocupados entre 1988 e 2007
- Evolução
da jornada média semanal de trabalho segundo setor de
atividade econômica dos ocupados entre 1988 e 2007
- Evolução
da jornada média semanal de trabalho segundo tipo de ocupação
entre 1988 e 2007
- Evolução
da distribuição dos ocupados segundo horas médias
semanais de trabalho entre 1988 e 2007
- Distribuição
dos ocupados formais e informais segundo horas médias
semanais de trabalho em 2007
- Relação
do emprego privado formal no total da ocupação
total em 2007 (em %)
O estudo será divulgado
nesta quarta-feira (29), às 10h, na sede do instituto (Auditório
do Subsolo - SBS Qd. 1 Bl “J” Ed. BNDES) em coletiva
de imprensa, pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann. Jornalistas
de todo o Brasil podem participar, a partir das 10h30, enviando
perguntas para o e-mail coletiva@ipea.gov.br. As respostas serão
dadas durante a coletiva de forma oral. É necessário
o cadastro antecipado.
O Ipea é uma fundação
pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos
e fornece suporte técnico e institucional às ações
governamentais - possibilitando a formulação de inúmeras
políticas públicas e programas de desenvolvimento
brasileiro - e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos
realizados por seus técnicos.
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Folha de S.Paulo, 27
de julho de 2009
Salário inicial cai
em São Paulo, Rio e DF
Crise trava ciclo de alta salarial para recém-admitidos
no país; valor cresceu só 0,57% no 1º semestre,
contra 3,92% em 2008 | Valor pago aos contratados no primeiro semestre
em SP caiu de R$ 871 em 2008 para R$ 862, mas Estado mantém
maior média de todo o país
VERENA FORNETTI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A crise interrompeu, no
primeiro semestre, o aumento do salário inicial médio
dos trabalhadores nas três unidades da federação
que pagam os maiores rendimentos no país: São Paulo,
Rio e Distrito Federal. No total, o salário médio
dos contratados, descontada a inflação, caiu em 6
das 27 unidades federativas. Nos outros 21 Estados, o rendimento
subiu.
Os dados são do Ministério do Trabalho, que contabiliza os salários
pagos a todos os trabalhadores contratados com carteira assinada no país.
Desde que o país retomou a trajetória de crescimento, em 2004,
no governo Lula, não houve queda em igual número de Estados.
De janeiro a junho deste ano, o salário médio avançou
0,57%. Nos primeiros seis meses de 2008, o avanço havia sido de 3,92%
ante o ano anterior e, no mesmo período de 2007, houve alta de 4,62%.
A maior queda no primeiro semestre foi registrada no Maranhão, com retração
de 2,49%. O maior incremento foi verificado em Rondônia (24,68%).
Amazonas e Espírito Santo também tiveram queda no valor médio
do salário inicial.
Apesar da queda nas seis unidades federativas, especialistas em mercado de
trabalho afirmam que o recuo dos salários no primeiro semestre foi ameno
e que não indica deterioração dos rendimentos no país.
" Com o desempenho ruim da indústria e essa crise brutal, o normal
era que o salário caísse. A surpresa é que caiu pouco",
afirma Claudio Leopoldo Salm, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Salm diz que, se as empresas demorarem a reagir mais acentuadamente à crise
e não retomarem os investimentos e o nível de atividade, é possível
que os aumentos dos salários demorem a se acelerar de novo. De 2003
a 2009, a variação do salário médio real dos admitidos
foi superior a 30% em 15 Estados. No Acre, o rendimento avançou 64%
nesse período.
A economista da Universidade de São Paulo Maria Cristina Cacciamali
destaca que a tendência de crescimento do salário inicial dos
trabalhadores diminuiu mesmo onde o salário médio continuou subindo. "A
queda ainda não é significativa, mas indica que a evolução
positiva estancou", afirma.
José Dari Krein, presidente da Associação de Estudos do
Trabalho, acrescenta que, com a alta rotatividade de mão de obra no
país, a tendência durante a crise é que as empresas substituam
trabalhadores por outros com salários menores nos cargos em que o custo
de substituição é baixo. Ele ressalta, porém, que,
comparada à queda do PIB, a desaceleração dos salários
foi pequena.
Recuperação
Rodolfo Torelly, diretor do Departamento de Emprego e Salário do Ministério
do Trabalho, discorda das previsões negativas e diz que a tendência é que
o mercado de trabalho se recupere no segundo semestre.
Ele avalia que, embora os aumentos dos salários não sejam tão
positivos quanto nos anos anteriores, a situação do Brasil é "muito
boa" se comparada à de outros países, onde o mercado de
trabalhou sofreu mais.
Torelly afirma que a política de valorização do salário
mínimo protegeu os rendimentos. "O salário médio
dos admitidos leva em conta os maiores e os menores salários iniciais.
Se você sobe o piso, sobe a média também", destaca
o diretor.
De abril de 2003 a fevereiro de 2009, o salário mínimo teve aumento
real de 45%.
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O ESTADO DO PARANÁ,
27 de julho de 2009 | Economia
Custo de obras do PAC sobe até 100%
Agência Estado
Não bastasse a lentidão na execução dos projetos,
agora o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - peça-chave
do segundo mandato do governo Lula - enfrenta um forte encarecimento no custo
das obras. Quase metade dos projetos incluídos no pacote federal passou
por revisão no volume de investimentos nos últimos dois anos,
desde o lançamento do PAC, em janeiro de 2007. Há casos em que
o valor da construção subiu 100%, como é o caso do Gasoduto
Urucu-Coari-Manaus, da Petrobrás.
Os dados constam de levantamento
feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com 122 empreendimentos
de logística, energia, saneamento, urbanismo e transporte
urbano. Desse total, 55 tiveram aumento no custo das obras - o
que pode mascarar o valor real do programa e dificultar a obtenção
de crédito. O resultado foi obtido com base na comparação
entre o último balanço do PAC (abril de 2009) e os
relatórios anteriores. Só ficaram de fora obras incluídas
recentemente no programa ou que tiveram mudanças na descrição
do projeto.
Alguns empreendimentos
estão na mira do Tribunal de Contas da União (TCU),
com indícios de irregularidades graves. Outros já passaram
pelo crivo do órgão e foram liberados, com ressalvas
para adequação de contratos. Há ainda casos
em que as suspeitas de irregularidades não foram esclarecidas,
mas a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos
e Fiscalização do Congresso Nacional optou por
liberar a obra por causa do estágio avançado da
construção. Segundo os responsáveis pelas
obras, as revisões decorrem de fatores como reajustes
anuais dos contratos, mudança nas tecnologias e inclusão
de obras não previstas no desenho original.
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Gazeta do Povo, 27 de julho
de 2009
Pesquisa
Bolsa Família garantiu 3% dos
votos a Lula em 2006
Levantamento da FGV indica que o impacto do programa
na reeleição do presidente foi maior que o gerado pelo
desempenho da economia
O programa Bolsa Família
foi responsável por um aumento de cerca de três pontos
porcentuais na votação do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva no segundo turno das eleição presidencial
de 2006, segundo estudo do pesquisador Maurício Canêdo
Pinheiro, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação
Getúlio Vargas (FGV).
Na ocasião, Lula obteve
60,83% dos votos, ou seja, mais de 58,2 milhões. O tucano Geraldo
Alckmin ficou em segundo lugar, com 39,17% dos votos.
O levantamento indica ainda
que o impacto do programa na eleição foi maior que o
gerado pelo desempenho da economia.
Segundo a pesquisa, em 2002,
Lula foi particularmente bem sucedido em regiões mais urbanizadas
e desenvolvidas do país. Já em 2006, ocorreu uma migração
da base eleitoral para regiões menos desenvolvidas – mais
dependentes do Estado e mais beneficiadas pelo programa.
“Nos municípios
mais ricos, possivelmente, uma das causas na piora do desempenho eleitoral
de Lula é a frustração de seu eleitorado habitual
com os escândalos ocorridos em seu primeiro mandato. Nos municípios
mais pobres, o aumento da votação de Lula pode ser resultado
do fato – identificado por alguns cientistas políticos – de
que seus eleitores, por habitarem localidades mais dependentes do Estado,
seriam mais propensos a votar no candidato do governo”, afirmou
Pinheiro.
O Bolsa Família foi
criado pelo governo em 2004 e atende mais de 11 milhões de famílias
em todos os municípios brasileiros.
Segundo o estudo, o aumento
de um ponto porcentual no número de beneficiários do
programa elevou em 0,55 ponto porcentual a votação de
Lula em 2006, enquanto que a mesma variação na taxa de
crescimento econômico incrementou a votação em
apenas 0,21 ponto porcentual.
O efeito eleitoral do Bolsa
Família nos estados das regiões Norte e Nordeste foi
superior ao dos demais estados do país. Em Alagoas, por exemplo,
o programa aumentou em 8,17 pontos porcentuais a votação
de Lula, enquanto que no Rio de Janeiro e São Paulo o incremento
foi de 1,12 e 1,89 pontos porcentuais, respectivamente.
Pelos números pesquisados,
Alagoas foi o estado onde o efeito do Bolsa Família mais contribuiu
para a votação de Lula, seguido de Roraima (6,85%) e
Acre (6,53%).
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BEM PARANÁ, 27
de julho de 2009 | Economia
Dia D
Paraná é o quarto
em acidentes de trabalho no País
Setor que mais registra casos é o
de atendimento hospitalar. Foram 2.510 em 2007
26/07/09 às 21:53 | Ana Ehlert
Hoje é celebrado
o Dia Nacional de Prevenção a Acidentes de Trabalho.
No entanto, o Paraná não tem muito a comemorar quando
falamos dos números de acidentes de trabalho e menos ainda
o setor de atendimento hospitalar, ou seja, os enfermeiros. Com
51.047 acidentes registrados em 2007 — segundo os últimos
dados oficiais do Ministério do Trabalho — o Paraná é o
quarto Estado no ranking nacional de acidentes. O segmento de atendimento
hospitalar o que mais registrou acidentes, com 2.510 casos — 109
a mais que no ano anterior. Em seguida está o abate de aves
e carnes (1.986) e, em terceiro lugar, fabricação
de açúcar e melaço (1.792).
No ranking nacional, o
Paraná perde apenas para São Paulo, Minas Gerais
e Rio Grande do Sul, segundo o Anuário Estatístico
de Acidentes de Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego
no Paraná (SRTE/PR). Do total de acidentes registrados no
Estado, 33.157 acidentes foram típicos, 5.243 de trajeto
e 892 doenças do trabalho. Do total das vítimas,
37.395 eram homens e 13.651 mulheres. A faixa etária que
mais registrou acidentes é a entre 20 e 24 anos. Ainda em
2007, 210 trabalhadores morreram durante o exercício da
profissão.
A capital foi o município
que mais vitimou: 11.434 em 2007 e 8.486 em 2006. As demais cidades
paranaenses que apresentaram um dado significativo foram Londrina
(3.196), São José dos Pinhais (2.390), Maringá (2.232),
Cascavel (2.161), Ponta Grossa (1.414), Araucária (1.268)
e Telêmaco Borba (1.198).
Em 2006, o Estado havia registrado 37.574 acidentes de trabalho, sendo 31.121
acidentes típicos, 5.006 de trajeto e 1.447 doenças do trabalho.
Ao todo, ocorreram 248 obitos.
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BEM PARANÁ,
27 de julho de 2009 | Economia
Definições sobre acidentes
de trabalho
26/07/09 às 18:40
Acidente típico
acidente decorrente da característica da atividade profissional desempenhada
pelo acidentado;
Acidente de trajeto
acidente ocorrido no trajeto entre a residência e o local de trabalho
do segurado, e vice-versa;
Doença profissional
ou do trabalho
entende-se por doença profissional aquela produzida ou desencadeada
pelo exercício do trabalho peculiar a determinado ramo de atividade
constante do Anexo II do Regulamento da Previdência Social - RPS, aprovado
pelo Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999; e por doença do trabalho,
aquela adquirida ou desencadeada em função de condições
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente,
desde que constante do Anexo citado anteriormente.
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BEM PARANÁ, 27
de julho de 2009 | Trabalho & Negócios
24 horas
Servidores do Ministério do
Trabalho planejam paralisação
Funcionários do Paraná também
devem parar amanhã
26/07/09 às 16:51 | Agência
Brasil
Os servidores Ministério do Trabalho planejam realizar amanhã (27)
uma paralisação das atividades por 24 horas, em todo o país.
De acordo com nota divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço
Público Federal do Estado de São Paulo, órgão que
lidera o movimento, a paralisação é pela aprovação
do plano de carreira do setor e pela jornada de 30 horas semanais, sem redução
de salários.
A nota informa que em São
Paulo as manifestações terão início
a partir das 8 h, em frente ao prédio da Superintendência
Regional do Trabalho e do Emprego, no centro da capital paulista. “Os
servidores farão o trabalho de convencimento no horário
da entrada e será distribuída uma carta aberta à população
explicando os motivos da paralisação”, diz
a nota.
A carta aberta à população,
divulgada pelo sindicato indica que o movimento tem a adesão
de 23 estados - Paraíba, Maranhão, Amapá,
Espírito Santo, Ceará, Rio Grande do Sul, Bahia,
Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Alagoas,
Paraná, Tocantins, Mato Grosso, Pernambuco, Santa Catarina,
Rondônia, Sergipe, Rio de Janeiro, Acre, Mato Grosso do Sul
e Piauí - e o Distrito Federal .
A decisão de paralisar
as atividades por 24 horas foi tomada no último dia 22,
em São Paulo, na assembléia estadual do setor. De
acordo com o sindicato, cidades do interior do estado - Presidente
Prudente, Pirassununga, Araraquara, São José do Rio
Preto, Mogi das Cruzes e São Carlos - confirmaram também
que vão parar.
De acordo com a nota, a
proposta do plano de carreira vinha sendo discutida com o próprio
ministro do Trabalho, Carlos Lupi, nos últimos meses. “Entretanto,
em reuniões recentes com a Condsef (Confederação
dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), o
ministério do Planejamento informou que não debaterá mais
os planos específicos e que a ordem é cortar gastos”,
diz a nota.
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O Estado
de S.Paulo, 26 de julho de 2009
Gasto com seguro sobe 41%; mais alto
desde 2003, quando Lula assumiu
O Governo pagou no primeiro semestre deste ano R$ 9,9 bilhões com o programa
seguro-desemprego, 41% a mais que o que no mesmo período do ano passado.
Com o aumento das demissões formais no final de 2008 por
causa da crise mundial, também subiram os pedidos no início
deste ano. O valor é o mais alto desde 2003, quando o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva assumiu.
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse que explicam
esse aumento de gastos com o seguro a ampliação em
duas parcelas extras do benefício para mais de 100 mil trabalhadores.
Outro fator foi o aumento real do salário mínimo. "Para
mim, não são apenas despesas, mas investimentos na
economia, porque quando se liberam recursos para o trabalhador
ele vai consumir e isso injeta dinheiro na economia", afirmou
Lupi.
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Congresso
em Foco, 26 de julho de 2009
A fome de poder do PMDB, maior
partido do país
Veja
A digestão do poder
A Carta ao Leitor desta edição de VEJA pergunta se
o PMDB, o partido brasileiro com o maior número de filiados
e dono da maior bancada no Congresso Nacional, entre outros indicadores
de grandeza, encarna os grandes males da política ou apenas
seus membros se aproveitam com mais eficiência das regras que
facilitam a perpetuação da corrupção
e do fisiologismo. A resposta não é tão simples.
Se o PMDB desaparecesse por decreto da noite para o dia, a corrupção
e o fisiologismo, irmãos siameses, continuariam a permear
a atividade política no Brasil. Vale a pena ler a definição
da Wikipédia:
"Fisiologismo é um tipo de relação de
poder político em que as ações políticas
e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos
e outros benefícios a interesses individuais. É um
fenômeno que ocorre frequentemente em parlamentos, mas também
no Poder Executivo, estreitamente associado à corrupção
política. Os partidos políticos podem ser considerados
fisiologistas quando apoiam qualquer governo independentemente da
coerência entre as ideologias ou planos programáticos".
Se alguém souber de algum partido político brasileiro
que, mesmo não apoiando nenhum governo, não faça "troca
de favores" em circunstância alguma, que escreva seu próprio
verbete na Wikipédia. Ele pode ficar na letra "P",
de pureza, ou "U", de utopia. Mas, se alguém conhecer
algum partido que faça isso tudo com mais desenvoltura, constância,
eficiência e na maior cara de pau, que escreva também
seu verbete.
O PMDB encarna o paroxismo do fisiologismo. Há um limite
na política real que é aceitável: o partido
utilizar sua força para eleger grandes bancadas, pressionar
o governo e conseguir cargos públicos. Isso poderia até explicar
a onipresença do PMDB no poder. Mas o partido vai além
do aceitável. Afirma o cientista político Rubens Figueiredo: "O
PMDB usa essa força para promover a corrupção,
o compadrio e o nepotismo. Isso resvala na marginalidade. O MDB foi
a encarnação do bem no combate à ditadura. Ganhou
um P e virou a encarnação do mal na democracia".
Apesar disso (pois seria cinicamente impensável escrever "por
causa disso"), o partido é alvo de cobiça. Está no
governo Lula assim como esteve em todos os governos nos últimos
24 anos. Se nenhuma turbulência ocorrer, já se prepara
para participar do futuro governo a ser eleito em 2010. Por quê?
Porque, pelas cinco características a ser expostas aqui, é quase
impossível chegar ao Planalto sem o concurso do PMDB.
1) MALEABILIDADE – Herança dos tempos
heroicos, quando se chamava MDB e serviu de Arca de Noé para
todo o espectro de opositores da ditadura militar, o PMDB é um
partido sem identidade ideológica, sem espinha dorsal programática,
o que facilita as conversas na linha "hay gobierno, estoy dentro".
2) ACEFALIA – O PMDB não tem um líder
histórico ou um cacique incontrastável que dê rumo
e aprove coligações. Sua estrutura é formada
de células regionais e facções com ampla autonomia
para tratar dos interesses mais imediatos de cada grupo.
3) ADAPTABILIDADE – Se o Brasil amanhecesse
comunista, o PMDB acordaria o partido dos "comissários
do povo". Nada abala a convicção dos peemedebistas
de que cedo ou tarde o partido no governo e o presidente da República,
sejam quais forem, vão precisar de seus préstimos.
Daí, então, basta negociar o preço, fazer as
mais tenebrosas transações parecerem "alta política" e
pegar a chave do cofre apenas como mais uma "missão de
servir ao país" confiada a algum correligionário.
4) ATRASO – Em todas as democracias representativas,
o avanço se dá quando o nível de educação
e de conforto material permite aos eleitores interessar-se por questões
não diretamente ligadas à sua sobrevivência imediata.
Ou seja, quando o eleitor toma decisões baseadas em conceitos
antes abstratos, como "interesse nacional" ou "ética".
Da mesma forma que a natureza abomina o vácuo, o PMDB não
se interessa pelo eleitor que escapou do lumpesinato e não
mais se entrega a qualquer partido que lhe ofereça uma recompensa
material básica em troca de seu voto. Como uma imensa porção
da população brasileira ainda depende desse tipo de
recompensa, o PMDB tem um futuro risonho a curto e médio prazos.
5) RESILIÊNCIA – As subestruturas regionais
e as facções do partido só atuam em conjunto,
com grande eficiência, quando a sobrevivência material
do grupo e sua maneira de servir-se do estado são ameaçadas
por alguma reforma política modernizante e mais ampla ou por
um presidente ousado e destemido que decide acabar com a festa do
dinheiro público.
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Gazeta
do Povo, 26 de julho de 2009
Notas políticas
Será o fim do coronelismo?
A crise que envolve o Senado e atinge em cheio o presidente da
Casa, José Sarney (PMDB-AP), tem um lado “muito positivo” e “produtivo”.
Como Sarney é um grande símbolo do coronelismo no
país, a crise pode provocar sua morte política, com
uma mudança positiva para a democracia brasileira. Essa é a
visão do historiador Marco Antonio Villa, professor do Departamento
de Ciências Sociais da Universidade Federal de São
Carlos (UFSCar). “Sarney é o símbolo maior
desse poder dos coronéis. Por isso esta crise é extremamente
saudável. Estamos caminhando para virar a página”,
disse ele. Para o historiador, esta é, certamente, a maior
crise histórica da Casa. Ele concorda com a avaliação
da revista britânica The Economist, que classificou o Senado
brasileiro como uma “casa de horrores”.
Rua Sarney
O Maranhão é cheio de exemplos de coronelismo. Uma
prática muito comum é batizar prédios e logradouros
públicos com o nome do clã Sarney. Na capital maranhense,
por exemplo, há a maternidade Marly Sarney (esposa de José Sarney),
o Fórum Desembargador Sarney Costa, a Ponte José Sarney,
a Rodoviária Kiola Sarney (mãe do senador), a Avenida
José Sarney e o Fórum Tra balhista José Sarney.
Prudência
Roseana Sarney tomou uma iniciativa prudente. Como a Justiça
Estadual já sinalizou que é preciso rever a prática – que
contraria a Constituição –, a governadora do
Maranhão encaminhou recomendação a secretários
estaduais e prefeitos para que retirem o nome dela de todos os
logradouros públicos do Maranhão.
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Gazeta
do Povo, 26 de julho de 2009
Retomada
Indústria começa a deixar
crise para trás
Setores que atendem o mercado interno já veem
estoques normais e o retorno das encomendas
Depois do tombo nos primeiros meses do ano, a indústria
dá sinais de que começou a se distanciar do pior
momento da crise. Os níveis de estoques, que chegaram a
bater recorde em janeiro, já estão menores e o ritmo
de encomendas do varejo para o segundo semestre está mais
forte na maior parte dos setores. A exceção fica
por conta das indústrias voltadas para a exportação,
que ainda patinam com a baixa demanda no mercado externo.
A recuperação do crédito, a queda na taxa
de juros e as desonerações fiscais, como a redução
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), já provocam
uma melhora no ritmo de produção. Alguns setores,
como o de automóveis e de eletrodomésticos de linha
branca, já trabalham, depois da prorrogação
do IPI reduzido, com a expectativa de superar as vendas de 2008.
A Whirlpool, fabricante de eletrodomésticos com as marcas
Brastemp e Consul, sentiu um aumento de 20% nas vendas em maio
e junho e já prevê fechar o ano com um aumento de
4% a 5%. “Com a redução do IPI vamos cumprir
a meta para 2009, algo que inimaginável em abril, quando
nossas vendas chegaram a cair 15%”, afirma Armando Ennes
do Valle, diretor de relações institucionais. A empresa
contratou 1,2 mil temporários nos últimos dois meses
e efetivou 300 deles. “Vamos ter um segundo semestre muito
bom”, prevê. Além da redução do
IPI, a retomada do crédito e dos prazos de financiamento
devem segurar as vendas.
Para o presidente da Associação Nacional de Fabricantes
de Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula,
as vendas de eletrodomésticos de linha branca cresceram
20% em junho por conta da redução do imposto e, se
mantido esse ritmo, o setor deve fechar o ano com um aumento de
5% a 10% em relação a 2008. De acordo com ele, as
encomendas estão “boas” para o fim do ano.
Fortemente vinculado ao ritmo da atividade econômica, o
setor de embalagens também já sente uma melhora no
cenário. “As encomendas voltaram ao normal”,
diz Valmor Picolo, diretor da Zivalplast, fabricante
de embalagens plásticas de Quatro Barras, na região
metropolitana de Curitiba. Segundo ele, a empresa, que chegou
a demitir no início do ano, não só recontratou
o mesmo número de funcionários, como deve ampliar
em 10% o quadro de 330 pessoas. De acordo com ele, a fábrica
está operando com 95% da capacidade e serão
investidos R$ 1,5 milhão para ampliar em até 10%
o potencial.
Automóveis
Embalado pela redução do IPI e pela volta do crédito,
o setor automotivo bateu recorde de vendas no primeiro semestre,
com a venda de 1.449.787 veículos, equivalente a um acréscimo
de 3% ante igual intervalo do ano passado. O resultado fez a Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
(Anfavea) a projetar para 2009 o melhor ano de sua história,
com um aumento de 6,4% nas vendas em relação a 2008.
Antes, a expectativa era de queda de 3,9%.
A Renault, com fábrica em São José dos Pinhais,
que no início do ano chegou a suspender o contrato de trabalho
de cerca de mil funcionários, chamou todos de volta até o
início de junho e deve contratar mais gente nos próximos
meses. Na semana passada, a empresa efetivou 63 novos empregados
para a linha de utilitários em parceria com a Nissan e estuda
a abertura de vagas para a fabricação de novos produtos
a partir de agosto. A previsão agora é superar entre
4% e 5% o volume do ano passado (115 mil unidades). Mas o vice-presidente
comercial, Christian Pouillaude, evita entrar no clima de “já ganhou”. “Teremos
um fim de ano muito bom, mas as vendas devem cair quando o benefício
for retirado. Os carros ficaram, em média, 5% mais baratos”.
De acordo com ele, a redução da taxa de juros e
a volta do crédito e o fato de a economia brasileira não
ser tão afetada pela crise são pontos positivos,
mas existem ainda condições desfavoráveis. “Os
bancos continuam mais seletivos na liberação dos
recursos”, diz.
Natal
O segundo semestre tradicionalmente é melhor que o primeiro
por conta das encomendas do Natal, e esse ano deve ganhar um impulso
com a volta dos prazos mais longos de financiamento. “O período
de julho a outubro é o de vacas gordas para o setor, não
apenas por conta dos pedidos de fim de ano, mas também porque
nessa época começam a sair as antecipações
de décimo terceiro salário e são fechadas
negociações salariais de categorias de peso, o que
contribui para elevar o consumo”, afirma Roberto Zurcher,
economista do departamento econômico da Federação
das Indústrias do Paraná (Fiep).
Com foco nesse desempenho, a fabricante de computadores Positivo
Informática reativou em maio o terceiro turno de produção
na fábrica de Curitiba. Com isso, 480 profissionais voltaram
ao trabalho, depois de uma paralisação desde o início
do ano. A indústria de alimentos também está com
a demanda em alta. “Esse setor é tradicionalmente
o último a entrar na crise e o primeiro a sair dela”,
diz Domingos Martins, presidente da Frango a Gosto, de Arapongaso.
A empresa, que abate 56 mil aves por dia, deve ampliar o quadro
de funcionários, hoje de 725 pessoas, em 7% a 10%.
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Gazeta
do Povo, 26 de julho de 2009
Cimento
Construção reage e incentiva
investimento
O aquecimento do setor habitacional e a redução
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) feia pelo governo
federal também estão incentivando as vendas de material
de construção. Com fábrica em Balsa Nova,
na região metropolitana de Curitiba, a Cimentos Itambé chegou
a registrar uma queda de 2% nas vendas no início da crise,
mas hoje já está trabalhando com um nível
de ocupação da capacidade acima de 80% e prevê acelerar
o plano de investimentos. O objetivo é aplicar R$ 400 milhões
em três anos, segundo Lycio Vellozo, diretor comercial da
empresa.
De acordo com ele, o plano Minha Casa, Minha Vida, lançado
pelo governo para incentivar o mercado de habitação
para a baixa renda, começa a vencer a “inércia” e
sair do papel. As obras de infraestrutura para a Copa do Mundo
também vão criar demanda para o setor de materiais.
Para Vellozo, a redução do IPI é importante,
mas não é decisiva para reanimar as vendas, já que
ela é temporária e o ciclo da construção
civil é longo, de no mínimo dois anos. “O crédito
pesa mais para o nosso negócio”, afirma. A previsão
da empresa é produzir 1,3 milhão de toneladas de
cimento em 2009, volume entre 3% e 4% acima do registrado no ano
passado, considerado “histórico” pelo setor.
Investimentos
Dos investimentos programados pela Itambé, a primeira fase
deve ser concluída no terceiro trimestre de 2010, com a
inauguração do novo moinho, que permitirá ampliar
a capacidade de produção – hoje de 1,5 milhão
de toneladas – em 50%. Na sequência virá o forno
novo, que poderá aumentar esse volume em 70%. Para a Associação
Brasileira da Indústria de Material da Construção
(Abramat), as vendas nos próximos meses serão suficientes
para compensar a retração ocorrida no início
do ano e a expectativa é fechar 2009 com um faturamento
entre 1% e 3% acima ao do ano passado.
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Agência
Câmara, 25 de julho de 2009
Projeto autoriza autônomos a
sediar empresa na própria residência
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 5099/09, do deputado Jefferson Campos
(PTB-SP), que autoriza os profissionais autônomos a manter como sede de
sua empresa a própria residência. O projeto beneficia também
as pequenas empresas prestadoras de serviços, que não precisarão
mais alugar salas em áreas comerciais para poderem se instalar.
O autor da proposta lembra que o País sofre com a falta de
uma legislação adequada para essas empresas. Por isso,
a proposta busca facilitar a abertura de novas empresas e até mesmo
a legalização de muitas que operam de forma ilegal,
gerando prejuízos à Secretaria da Receita Federal.
Geração de emprego
Segundo o deputado, é preciso ampliar as possibilidades de geração
de emprego no Brasil. Para isso, no seu entender, é necessária
a revisão e o aperfeiçoamento da legislação.
"As pequenas empresas, assim como o setor de serviços
da economia, são os grandes instrumentos de que dispõe
o país para a criação de novos empregos, bastando,
para isso, que sejam estimulados", argumenta.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões
de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
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MTE,
25 de julho de 2009
Lei de Cotas para portadores de necessidades
especiais completa 18 anos
Nesta sexta-feira (24) a Lei 8.231, a Lei de Cotas, promulgada em 1991, completa
sua maioridade.
A lei foi criada para garantir a inclusão de portadores de necessidades
especiais no mercado de trabalho.
De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) os avanços
têm sido consideráveis nesse aspecto.
Desde 2005, 91.495 pessoas com deficiência foram inseridas no mercado
mediante as ações de fiscalização da Secretaria
de Inspeção do Trabalho (SIT).
"Pelos dados da Relação Anual de Informações
Sociais (Rais), de 2005 para 2007 o total de pessoas com deficiência
e reabilitados empregadas sofreu um acréscimo de mais de 70%".
"Apesar dos indicadores positivos, o número de contratações
ainda é reduzido, se considerados os últimos dados da Pnad (Pesquisa
Nacional por Amostra Domiciliar), onde este público representa 14,5%
da população", diz o diretor do Departamento de Fiscalização
do Trabalho, Leonardo Soares de Oliveira.
Segundo dados da Rais 2007, 348.818 trabalhadores com deficiência e
reabilitados estão ativos no mercado de trabalho.
Destes, 50.28% são deficientes físicos, 28,16% auditivos, 2,95%
visuais, 2,41% mentais e 1,67% com deficiências múltiplas. Cerca
de 44,5% das empresas fiscalizadas cumprem a determinação.
De acordo com o texto da emenda, empresas com 100 ou mais empregados estão
obrigadas a cumprir a cota legal, que pode variar de 2% a 5%, entre pessoas
com deficiência ou reabilitados pela Previdência Social.
Para empresas com até 500 funcionários a cota sobe para 3%;
com até 1 mil, 4%; e acima de 1 mil a cota estipulada pela lei é de
5%.
A partir de 1999, um decreto delegou ao MTE competência para estabelecer
a fiscalização.
Para que essa determinação seja cumprida, o órgão
não tem medido esforços para desenvolver ações
necessárias para sua efetiva implementação.
Para quem infringe esta lei, a pena é multa, que pode variar de R$
1.195,13 a R$ 119.512,33.
No período compreendido entre 2003 e 2008 a SIT aplicou 2.440 autuações.
"As multas têm um caráter menos punitivo e mais pedagógico.
O objetivo maior é conscientizar os empregadores. A igualdade no trabalho é valor
universal e o Ministério do Trabalho e Emprego está empenhado
em promover a cidadania com respeito aos direitos fundamentais e à diversidade
das relações humanas", finaliza Leonardo.
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TRT3,
25 de julho de 2009
Empregado não pode ter direito
suprimido por cumprir jornada de 6h
A 8ª Turma do TRT-MG, modificando a sentença, concedeu a uma trabalhadora
o adicional de dupla função, previsto em norma coletiva.
Os julgadores entenderam que a jornada de seis horas diárias
está inserida no conceito de jornada normal de trabalho,
estabelecido pela Convenção Coletiva de Trabalho.
Nos termos da cláusula 20a da CCT, deve ser pago adicional
de 10%, sobre o salário, aos empregados que cumprem "jornada
normal legal de trabalho" e que façam uso simultâneo
de terminal de computador e fone de ouvido.
A reclamada não negou que a reclamante, no exercício
das suas funções, utilizasse esses equipamentos,
em conjunto, mas assegurou que ela não tinha direito ao
adicional, por que trabalhava em jornada de seis horas.
A desembargadora Denise Alves Horta enfatizou que a Constituição
Federal, por meio do artigo 7°, XIII, relacionou, como um dos
direitos dos trabalhadores, a duração do trabalho
não superior a oito horas diárias e a 44 semanais,
ficando autorizada a redução da jornada, por acordo
ou convenção coletiva de trabalho.
Do mesmo modo, o artigo 58, da CLT, dispôs que a duração
normal do trabalho não poderá exceder a oito horas
diárias, desde que não seja estabelecido outro limite.
Assim, não há qualquer restrição aos
trabalhadores submetidos a jornadas especiais, como no caso.
Portanto, a conclusão da Turma foi de que a jornada de
seis horas está abrangida pela cláusula 20a da CCT.
(RO 00033-2009-103-03-00-7)
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Congresso
em Foco, 25 de julho de 2009
Apesar da crise, Câmara
aprovou bons projetos
Nova interpretação sobre
trancamento da pauta permitiu aos deputados tomar decisões importantes,
como a Lei Capiberibe e a anistia dos imigrantes. Outras, como a minirreforma
eleitoral, recebem críticas pesadas. No total, 124 propostas
passaram pelo plenário
O balanço do primeiro semestre de 2009 na Câmara tem
um divisor de águas: a nova interpretação sobre
o trancamento de pauta provocado pelas medidas provisórias (MPs).
O conceito, elaborado pelo presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP),
possibilitou que matérias alheias às MPs pudessem ser
votadas na Câmara durante sessões extraordinárias.
Até então, isso não era possível.
A saída encontrada por Temer permitiu aos deputados atenuar
os efeitos da crise provocada pela farra das passagens aéreas.
Parlamentares elogiam a medida, adotada desde de maio deste ano após
sinal verde do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque ela permitiu
que propostas de emenda à Constituição, projetos
de lei complementar e projetos de decreto legislativo pudessem ser
apreciados mesmo com a pauta trancada por MPs. Para tanto, o presidente
encerraria a sessão e convocaria uma extraordinária.
“Foi positiva. Quando disputei a presidência da Câmara
[em 2007], defendi isso. A agenda da Câmara não pode ser
a do Executivo”, afirmou o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR). “A
interpretação está correta. O trabalho da Câmara
foi positivo. A Casa não ficou parada”, complementou o
deputado José Genoíno (PT-SP).
A interpretação do presidente da Câmara, contudo,
ainda encontra resistências entre cientistas políticos.
Para o professor Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília
(UnB), apesar de a nova interpretação ser o “acontecimento
mais importante do semestre”, ela “não deixa de
ser um jeitinho”. Ele considera que essa análise não
reforma a relação entre o Executivo e o Legislativo. “Temer
escolheu um caminho mais rápido e não comprou briga com
o Planalto. Ele fez um puxadinho.”
Outro professor da UnB que não poupa críticas a esse
entendimento para medidas provisórias é Octaciano Nogueira. “Ela
mascara, mas não resolve a questão... É um remendo”,
avalia o professor, complementando que a medida deveria ter sido submetida
ao plenário da Câmara.
Questionado sobre as críticas em relação à interpretação
de Temer para as MPs, Genoíno lembrou de uma PEC, aprovada em
primeiro turno pela Câmara, que altera o rito das medidas provisórias
no Congresso. “Essa seria a solução correta”,
admitiu o petista.
A proposta, tratada como prioritária pelo antecessor imediato
de Temer, Arlindo Chinaglia (PT-SP), prevê que uma MP precisa
passar pela Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) de cada Casa do Congresso antes de seguir para o plenário.
O colegiado seria a instância responsável para analisar
se a matéria cumpre os requisitos constitucionais para toda
medida provisória: relevância e urgência.
Genoíno também lembra de um ato da Mesa Diretora da
Câmara, anunciado em junho passado, que proíbe emendas
estranhas ao conteúdo das medidas provisórias (os chamados “contrabandos”).
A mudança também dá poderes ao presidente de recusar
emendas em determinados casos (leia mais).
Matérias votadas no semestre
Com a nova interpretação, decisões importantes
foram tomadas no plenário da Câmara durante o primeiro
semestre deste ano. Uma delas é o Projeto de Lei Complementar
217/04 (conhecida como Lei Capiberibe), que torna obrigatória
a divulgação, em tempo real (internet e veículos
públicos), de dados sobre a execução de despesas
e receitas dos governos federal, estadual e municipal. Além
disso, câmaras municipais, assembléias legislativas, tribunais
de justiça e Ministério Público também
ficam obrigados a prestar contas nos meios eletrônicos de acesso
público (confira a íntegra da lei).
Algumas decisões tomadas, no entanto, provocaram reações
negativas. A minirreforma eleitoral (Projeto de Lei 5.498/09), aprovada
no apagar das luzes do semestre, seguiu para o Senado debaixo de críticas
dentro e fora do Congresso.
Relatada pelo deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), a minirreforma
abre aos políticos o uso de qualquer registro na rede mundial
de computadores (e não apenas o “.can”), além
de redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter. Ficam também
liberados os blogs, e-mails e mensagens de texto, podendo ser mantidas
pelos candidatos, partidos ou eleitores.
Antes mesmo de ser apreciada no Senado, a matéria já recebe
críticas. Parlamentares ouvidos pelo site classificam o texto
como “retrocesso” e “perfumaria”. Para valer
nas próximas eleições, o texto precisa ser aprovado
no Senado até 30 de setembro.
Imigrantes
A lei que anistia imigrantes irregulares no Brasil (Projeto de Lei
1664/07) tem lugar de destaque nas decisões do primeiro semestre.
A sanção desse projeto foi lembrada pelo presidente Lula
durante seu programa de rádio, Café com o Presidente,
no início do mês. “Essa ação é mais
uma lição que a gente vai dar ao chamado mundo desenvolvido”,
disse Lula. “O que nós fizemos foi dizer para os imigrantes:
vocês são nossos irmãos, vocês estão
aqui para ajudar o Brasil a crescer, até porque o Brasil é um
país que foi construído por imigrantes”, complementou.
Em outra votação, os deputados aprovaram o Projeto de
Lei 836/03, que cria o cadastro positivo do consumidor (um banco de
dados com informações sobre os consumidores que pagam
suas contas em dia). A matéria está no Senado.
Para o deputado Maurício Rands (PT-PE), autor da emenda substitutiva
ao projeto, o cadastro positivo vai aumentar a oferta de crédito
e diminuir a taxa de juros. A partir da sanção da lei
pelo presidente Lula, os consumidores poderão aderir à proposta.
Com a adesão, empresas especializadas em banco de dados darão
notas aos clientes. Quanto mais contas em dia, maior a nota recebida.
Quem tiver dívidas no comércio ou com empresas por mais
de 30 dias, entrará no cadastro negativo, como os que já existem
atualmente.
MPs e PEC
O programa habitacional do governo “Minha Casa, Minha Vida” também
passou pelo crivo dos deputados (Medida Provisória 459/09 ).
A Câmara e, posteriormente, o Senado aprovaram a criação
do programa cujo objetivo é construir 1 milhão de casas
para famílias com renda de até dez salários mínimos.
O governo investirá R$ 34 bilhões em parceria com estados,
municípios e a iniciativa privada. Desse montante, R$ 16 bilhões
serão destinados para construção de casas ou apartamentos
ao público com renda familiar entre 0 e 3 salários mínimos,
nos municípios com mais de 100.000 habitantes e nas regiões
metropolitanas. R$ 12 bilhões serão destinados ao financiamento
de imóveis novos ou em construção para famílias
com renda de até 10 salários mínimos.
Outra medida provisória relevante no balanço do semestre
balanço é a 458/09 (MP da Amazônia), que acelera
a regularização fundiária de terras ocupadas na
Amazônia Legal. Pela proposta, aprovada no Senado com o texto
da Câmara, a União poderá transferir, sem licitação,
terrenos com até 1,5 mil hectares a quem ocupava terras públicas
antes de 1º de dezembro de 2004 .
A única proposta de emenda à Constituição
da lista de projetos aprovados pela Câmara é a que permite
a dissolução do casamento civil por meio do divórcio
consensual ou litigioso. Ou seja, a chamada PEC do Divórcio
acaba com o instrumento da separação judicial (estágio
inicial do divórcio, que põe fim ao regime de bens e
a coabitação mas que não acaba com o casamento).
A proposta, que já aprovada em dois turnos pela Câmara
e agora será analisada no Senado, também elimina o prazo
de dois anos para o divórcio direto, quando os cônjuges
podem se separar definitivamente sem a necessidade prévia da
separação judicial. Atualmente, o prazo entre a separação
judicial e o divórcio é de um ano. Contudo, se o casal
estiver separado de fato (morando em casas diferentes) por dois anos,
o divórcio é direto.
Impacto social
A Câmara também aprovou uma série de matérias
com impacto social. Entres elas estão: o Projeto de Lei Complementar
59/99, que garante estabilidade provisória no emprego de cinco
meses para quem obtiver a guarda de criança cuja mãe
morreu após o parto; a Medida Provisória 455/09, que
estende aos alunos de ensino médio o programa federal de merenda
escolar; e o Projeto de Lei 335/95, que determina a construção
de berçários e creches em presídios femininos,
além de acompanhamento médico pré-natal e pós
parto para a detenta e seu filho.
Além desses, também se destacam o Projeto de Lei 4089/98,
convertido na Lei 11.664/94, que obriga o Sistema Único de Saúde
(SUS) a oferecer mamografia anual a todas as mulheres acima dos 40
anos; o Projeto de Lei 1023/95, que proíbe trotes violentos
ou vexatórios em universidades. A matéria está no
Senado.
Outra matéria aprovada pela Câmara e transformada em
lei é o Projeto de Lei 182/07, que obriga as montadoras de carros
a instalar airbags nos veículos produzidos a partir de 2010.
A instalação das bolsas de ar que protegem os motoristas
em colisões no trânsito será progressiva. Em 2010,
8% dos carros devem ser fabricados com airbags. Em 2011, 15%; em 2012,
30%; em 2013, 60%. A partir de 2014, todos os veículos (à exceção
dos que são destinados à exportação) devem
ter as bolsas de ar anticolisão.
Comparação quantitativa
Pouco mais de dois meses da nova interpretação (de maio
a julho) foram insuficientes para que o primeiro semestre de 2009 fosse,
quantitativamente, mais produtivo do que o mesmo período do
ano anterior. De acordo com informações da Secretaria
Geral da Mesa da Câmara, a Casa analisou 129 matérias
nos seis primeiros meses de 2008. Em 2009, deputados apreciaram 124
propostas.
Contudo, o primeiro semestre de 2008 só supera o mesmo período
de 2009 em relação a dois itens: medidas provisórias
analisadas (37 a 18) e mensagens (1 a 0). Houve um empate em relação às
propostas de emenda à Constituição apreciadas
nos dois períodos: cada qual apreciou uma PEC. Já outras
modalidades de matérias (projeto de lei complementar, projeto
de lei, projeto de decreto legislativo e projeto de resolução)
foram mais analisadas em 2009 do que no ano passado.
A despeito da comparação quantitativa entre os dois
períodos, o professor da UnB Octaciano Nogueira lembra que é mais
importante a qualidade das propostas do que a quantidade. “O
Congresso tem de votar boas leis, e não muitas leis.”
Primeiro semestre de 2009
Números de proposições aprovadas e/ou
rejeitadas pelo plenário da Câmara
- Proposta de Emenda à Constituição: 1
- Medida Provisória: 17
- Projetos de Lei Complementar: 3
- Projetos de Lei: 31
- Projetos de Decreto Legislativo: 65
- Projetos de Resolução: 6
TOTAL: 123 + 1 MP rejeitada = 124
Primeiro semestre de 2008
Números de proposições aprovadas e/ou
rejeitadas pelo plenário
- Proposta de Emenda à Constituição: 1
- Medida Provisória: 36
- Projetos de Lei Complementar: 1
- Projetos de Lei: 26
- Mensagem: 1
- Projetos de Decreto Legislativo: 60
- Projetos de Resolução: 3
TOTAL: 128 + 1 MP rejeitada = 129
|
Consultor
Jurídico, 25 de julho de 2009
Sistema único
Não se aplica leis diferentes
para aposentadoria
Não se pode aplicar benefícios para aposentadoria, previstos em
leis distintas, de forma conjunta. O entendimento é da 5ª Turma do
Superior Tribunal de Justiça. Para os ministros. é impossível
conjugar regras que preveem teto maior com outras, de lei diferente, que possibilitam
atualização mais vantajosa.
O ministro Jorge Mussi esclareceu que a aplicação
da regra em vigor à época de obtenção
do direito à aposentadoria vale tanto para o teto do benefício
quanto para sua revisão, inclusive em relação à forma
de apuração do salário de benefício.
O aposentado buscava a aplicação conjugada das regras
previstas na Lei 6.950/1981 (teto de 20 salários) e na Lei
8.213/1991 (atualização dos 36 salários de contribuição).
Ele aposentou-se em 1991, antes da Lei 8.213, que regula os planos
de Previdência Social.
Como a Constituição previu a correção
de todos os salários de contribuição – possível
a partir da regulação pela lei citada – os benefícios
concedidos desde sua promulgação até a regulamentação
teriam sido calculados de forma precária. Com informações
da Assessoria de Imprensa do STJ.
Resp 1.106.893
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Folha de S.Paulo, 24
de julho de 2009
Emprego reage pela primeira
vez no ano
Desemprego nas 6 maiores regiões
metropolitanas cai de 8,8% em maio para 8,1% em junho; alta do
mínimo segura renda | Mas fato de menos pessoas buscarem
emprego, desanimadas com a crise, ajuda a melhorar índice;
para analista, pior já passou
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
O mercado de trabalho está longe
de mostrar o vigor do ano passado, mas já dá sinais
de melhora: a taxa de desemprego das seis principais regiões
metropolitanas do país caiu para 8,1% em junho, após
ficar estagnada nos cinco primeiros meses do ano sob efeito da
crise. Em maio, havia sido de 8,8%.
O dado é mais um sinal de que o pior da crise econômica global
já pode ter passado no Brasil, tendência apontada também
em sondagens sobre a confiança de empresários e consumidores
na economia.
Na média do primeiro semestre, a taxa de desemprego foi de 8,6%, pouco
acima dos 8,3% do mesmo período de 2008, diz o IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística). Em junho, o desemprego recuou por dois
motivos: aumentaram as contratações e mais pessoas deixaram o
mercado de trabalho.
Nesse último caso, uma das hipóteses é o desalento, ou
seja, o desestímulo de procurar trabalho diante do cenário de
crise. De maio para junho, o total de pessoas ocupadas cresceu 0,8% (ou 164
mil pessoas), o melhor desempenho desde outubro. Já a PEA (População
Economicamente Ativa), que abrange empregados e desempregados à procura
de trabalho, cresceu só 0,2%.
Para Cimar Azeredo Pereira, do IBGE, o mercado de trabalho teve sua "primeira
melhora significativa deste ano em junho".
O gerente da pesquisa do IBGE ressalta que o desemprego caiu também
por conta da menor procura por trabalho, o que pode sinalizar o aumento do
desalento.
Os dados apenas de emprego formal do Ministério do Trabalho já haviam
apontado a tendência de recuperação, com a geração
de 119,5 mil postos em junho.
Pior
que 2008
Comparado com 2008, porém, o emprego ainda patina: o número de
pessoas ocupadas oscilou negativamente 0,1% ante junho de 2008, primeiro recuo
de toda a série, iniciada em 2002.
" Foi um primeiro sinal de melhora, mas ainda existem mazelas. O mercado
não ficou imune à crise", disse Cimar Pereira. Ele citou o
fraco desempenho do emprego industrial, com queda de 5% na comparação
com junho de 2008 -ou menos 183 mil vagas.
Para Lauro Ramos, economista do Ipea, os dados da pesquisa mostram que os efeitos "mais
duros da crise estão ficando para trás", embora ela tenha
deixado sequelas, como o recuo do emprego ante 2008.
" O mercado tem se saído melhor do que se previa, mas é claro
que a crise tem um custo", diz o economista do órgão ligado
ao governo.
Segundo Fábio Romão, da consultoria LCA, o desalento que ajudou
a reduzir o desemprego em junho cederá nos próximos meses com
o reaquecimento da economia.
Com mais pessoas à procura de trabalho, ele estima que a taxa fechará,
na média de 2009, em 8,5% -acima dos 7,9% de 2008. "O pior já passou,
mas em 2009 o desemprego será maior, o que é normal num ano de
crise", diz Romão.
Rendimento
A renda do trabalhador caiu pelo quinto mês consecutivo em junho, com
retração de 0,3% em relação a maio. Apesar da queda,
o rendimento cresceu 3% na comparação com junho de 2008 graças à inflação
mais baixa e ao reajuste maior do salário mínimo neste ano.
Para Romão, esse crescimento é um dos destaques da pesquisa e
se mostrou expressivo num período de crise. Na média do semestre,
o rendimento ficou em R$ 1.332, maior marca para o período desde o começo
dessa série da pesquisa, em 2003.
|
Gazeta do Povo, 24
de julho de 2009
Trabalho
Em 2008, país teve recorde
de greves
São Paulo - O país teve em 2008 um total de 411 greves nos setores
público e privado, o maior número registrado desde 2004, quando
o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese) começou a fazer o estudo. O aumento deu-se, sobretudo, por
causa dos funcionários de empresas privadas. Em 2004, eles fizeram 114
paralisações, enquanto em 2008 foram 224. No setor público,
o número de greves manteve-se praticamente estável, 185 em 2004
e 184 em 2008.
O aumento na frequência
das greves no ano está ligado ao forte crescimento econômico
registrado até o terceiro semestre de 2008. “O crescimento
proporciona um contexto favorável para que os trabalhadores
ampliem conquistas e peçam melhora da remuneração
e das condições de trabalho”, disse o coordenador
do estudo e supervisor do Sistema de Acompanhamento de Informações
Sindicais do Dieese, Luís Augusto Ribeiro da Costa.
O estudo mostra ainda que
greves no setor público e privado fizeram com que trabalhadores
deixassem de cumprir 24,6 mil horas de trabalho em 2008. A maioria
das horas de trabalho foi perdida na esfera pública – 17,4
mil horas ou 70,8% do total. Na área privada, foram descumpridas
6,9 mil horas ou 28,3% do total.
O Dieese analisou ainda
o desfecho de 193 greves de que se teve notícia. Nesse grupo,
73% dos movimentos obtiveram êxito, parcial ou total. As
manifestações de trabalhadores do setor privado foram
mais bem-sucedidas – 80% terminaram em atendimento parcial
ou total das reivindicações e, em 31% dos casos,
todas as demandas foram atendidas. Entre o funcionalismo público,
os pedidos foram contemplados total ou parcialmente em 62% das
greves, e em 15% delas foram atendidos por completo. Nas greves
de estatais, o porcentual de atendimento total ou parcial das reivindicações
foi de 69%, sendo 8% contemplados na totalidade.
O número de greves
em 2009 deve ficar próximo ao de 2008, estima Luís
Costa. Até junho de 2009, o Dieese registrou cerca de 250
greves. “Nos setores mais afetados pela crise, como autopeças
e frigoríficos, você pode ter movimentos grevistas
mais defensivos”, disse, em referência às paralisações
para manutenção ou renovação de condições
de trabalho.
Greve
na Repar está perto do fim
Fernanda Leitóles
A greve dos 9 mil funcionários
terceirizados que trabalham nas obras de ampliação
e manutenção da Refinaria Getúlio Vargas (Repar)
e da Fosfértil, em Araucária, está perto do
fim. Os operários farão uma assembleia hoje para
decidir se aceitam a proposta apresentada pelas empresas no Tribunal
Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT9). Caso os termos
sejam aprovados, eles retornarão ao trabalho na segunda-feira.
Após 17 dias de
paralisação, as empresas ofereceram um reajuste salarial
de 10% e será estabelecido piso salarial de R$ 726. Também
ficou definido que as empreiteiras pagarão uma ajuda de
custo de R$ 150 (para moradia e alimentação) e que
as horas-extras serão de 60% de segunda a sábado,
e de 120% aos domingos e feriados. Os trabalhadores receberão
adicional de periculosidade de 30%, além de plano de saúde,
e seguro de vida. Também terão direito a folga para
visitar a família, no caso de estarem a 200 quilômetros
ou mais de distância de suas casas.
Construção
Hoje é a vez dos
trabalhadores da construção civil de Curitiba e região
fazerem uma reunião com o sindicato patronal para definir
o futuro da greve. A categoria decidiu fazer a paralisação
na última terça-feira e pede correção
salarial de pelo menos 10%.
|
BEM PARANÁ, 23
de julho de 2009 | Economia
Construção civil
Paralisação segue
com maior adesão na Capital
A greve dos trabalhadores da construção
civil de Curitiba e Região Metropolitana, iniciada nesta terça-feira,
por tempo indeterminado
Ana Ehlert
A greve dos trabalhadores
da construção civil de Curitiba e Região Metropolitana,
iniciada nesta terça-feira, por tempo indeterminado, prossegue
com adesão de cerca de 90% dos trabalhadores, segundo estimativas
do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Civil, de Olarias, de Cerâmicas para Construção,
de Artefatos de Cimento Armado e de Mármores e Granitos
de Curitiba e Região Metropolitana (Sintracon). “Acredito
que mais de 40 empreendimentos tenham ficado totalmente parados
hoje (ontem)”, declarou o José Alexandre dos Santos,
secretário- geral Adjunto do Sintracon.
No primeiro dia do movimento
foram afetados os canteiros de obras das empresas MRV, Doria, Plaenge,
Irmãos Thá, Vanguard e LM. Ontem praticamente todas
as empresas tiveram reflexos da greve dos trabalhadores. Houve
ainda adesão em empreendimentos de São José dos
Pinhais, Colombo, e Campo Largo. Ao todo, o sindicato representa
35 mil trabalhadores, dos quais entre 20 mil e 25 mil atuam em
Curitiba, segundo calculo de Santos.
A próxima
rodada de negociações com os representantes do
Sindicato da Indústria da Construção Civil
(Sinduscon) está marcada para amanhã, às
9h30, na Delegacia Regional do Trabalho (DRT).
Os trabalhadores querem 14% de reajuste entre outros benefícios. No
entanto, os empresários ofereceram 7% na última negociação. “Na
anterior eles tinham proposto 7,5%”, afirmou Santos.
|
O Estado de S.Paulo,
23 de julho de 2009
2º semestre: crise não
afeta luta por ganho real de salário
De acordo com levantamento
do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), apesar da crise houve melhora nas negociações
coletivas do 1° trimestre deste ano em relação
a igual período de 2008
A crise não desanimou
os trabalhadores com data-base no segundo semestre na reivindicação
de aumento real de salários.
Nesse período se
concentram as campanhas salariais das categorias profissionais
mais organizadas do Brasil, como metalúrgicos, bancários,
petroleiros, químicos e eletricitários.
Bancários e metalúrgicos,
que têm data-base em setembro, se preparam para iniciar as
negociações.
Os mais de 465 mil bancários
do País querem reajuste de 10% (inflação mais
5% de aumento real) nos salários e demais verbas, como vale-refeição
e vale-alimentação.
Além disso, a categoria
reivindica uma Participação nos Lucros ou Resultados
(PLR) dos bancos de três salários acrescidos de R$
3.850.
Cerca de 220 mil metalúrgicos
do Estado de São Paulo, ligados à Central Única
dos Trabalhadores (CUT), querem a reposição integral
da inflação, além de aumento real do salário,
cujo índice deverá ser definido na mesa de negociações.
Já os metalúrgicos
de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Santos,
ligados à Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas)
reivindicam aumento real de 8,53% mais a reposição
integral da inflação.
De acordo com levantamento
do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), apesar da crise houve melhora nas negociações
coletivas do primeiro trimestre deste ano em relação
a igual período de 2008.
Nada menos que 96% dos
acordos garantiram ao menos a reposição da inflação.
Em 2008, esse número
foi de 89%. E 78% dos acordos deste ano garantiram aumento real
nos salários, ante 77% em 2008.
"Não temos
dúvida de que o setor financeiro brasileiro não foi
afetado pela crise mundial", diz Carlos Cordeiro, presidente
da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo
Financeiro (Contraf), entidade ligada à Central Única
dos Trabalhadores (CUT).
"Os números
do setor demonstram que os bancos têm total capacidade de
atender às reivindicações justas dos bancários".
O sindicalista cita que
a rentabilidade líquida sobre o patrimônio dos bancos,
no mercado brasileiro, está na casa dos 30%. Segundo ele,
esse índice hoje é de 15% em outros países.
Definida no último
fim de semana, a pauta de reivindicação dos bancários
deverá ser entregue aos representantes dos bancos até o
fim do mês.
Cordeiro diz que a categoria
está mobilizada e disposta a ir à greve caso as negociações
cheguem a um impasse.
O presidente da Federação
Estadual dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT (FEM), Valmir
Marques da Silva, conhecido como Biro-Biro, acredita que as negociações
serão as mais difíceis dos últimos anos, mas
não abre mão das reivindicações da
categoria.
"O custo da crise
já foi pago no primeiro trimestre, por meio dos acordos
para suspensão temporária do contrato de trabalho
e pelas demissões".
A campanha dos metalúrgicos
da CUT será oficialmente lançada hoje, com a entrega
da pauta de reivindicações na sede da Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Os sindicalistas vão
realizar um ato em frente ao prédio da entidade, na avenida
Paulista. A expectativa é de reunir entre 1,5 mil a 2 mil
pessoas.
Para o presidente do Sindicato
dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Vivaldo
Moreira Araújo, apesar de a campanha ocorrer em meio à crise,
a produção em setores como o automobilístico
está em alta.
"As empresas têm
garantido seus lucros à custa do aumento da exploração
da nossa força de trabalho, bem como graças ao repasse
pelo governo federal de dinheiro público por meio de incentivos
e isenções fiscais", diz Araújo.
"Portanto temos todos
os motivos para lutar por nossas reivindicações".
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
23/07/2009
Depoimento colhido após
atraso da parte afasta efeitos da confissão ficta
O atraso foi de apenas
dois minutos. Quando o trabalhador entrou na sala de audiências,
o representante (preposto) da Empresa Brasileira de Telecomunicações
S/A (Embratel) já havia requerido ao juiz a aplicação
dos efeitos da confissão ficta ao processo. Quando a confissão
ficta é declarada, são tidos como verdadeiros os
fatos narrados pela parte contrária na contestação à inicial
da ação. Mas o juiz tomou o depoimento do trabalhador,
sem que o preposto registrasse seu inconformismo. A ação
trabalhista foi julgada procedente em parte, a sentença
foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região
(GO) e o caso chegou ao Tribunal Superior do Trabalho, mais precisamente à Oitava
Turma.
Segundo a ministra relatora
do agravo, Maria Cristina Peduzzi, os efeitos da confissão
ficta não persistem quando, apesar do atraso da parte, seu
depoimento é colhido pelo juiz sem que haja protesto da
parte contrária. O inconformismo da parte em relação à decisão
supostamente violadora de direito à prática de ato
processual deve ser alegado na primeira oportunidade em que o interessado
tiver para falar nos autos ou em audiência, sob pena de preclusão.
Analisando o quadro delineado pelo TRT/GO, a relatora constatou
que a Embratel não se opôs à tomada do depoimento
do trabalhador em audiência, nem arguiu a nulidade nas razões
finais. “Desse modo, a matéria ficou superada, em
razão da preclusão”, afirmou Peduzzi.
O caso envolve um emendador
(ou cabista) contratado pela empresa goiana SPF Engenharia Ltda.,
que, por sua vez, celebrou contrato de empreitada com a Embratel.
A SPF encerrou suas atividades sem pagar rescisões a seus
empregados, e a Embratel foi condenada a responder pelos débitos
de forma subsidiária. No recurso ao TST, a defesa da empresa
argumentou que o preposto que a representou na audiência
na 12ª Vara do Trabalho de Goiânia (GO) não poderia
ter registrado seu inconformismo ou protesto quando o trabalhador
foi ouvido, mesmo tendo chegado atrasado, porque o pedido de confissão
ficta sequer havia sido apreciado pelo juiz. Como era de se esperar,
não havia preposto da SPF Engenharia na audiência,
que sequer foi citada para a audiência por não ter
endereço conhecido.
Ao pedir a declaração
da confissão ficta em virtude do atraso do trabalhador,
o preposto da Embratel pretendia obter a improcedência do
pedido de desvio de função, horas extras e reflexos,
e ser responsabilizada somente por 1/30 do valor da condenação,
considerando sua alegação de que o cabista lhe prestava
serviços, em média, um único dia por mês.
O entendimento de que não se aplica a confissão ficta
diante da ausência de protesto por parte do preposto da Embratel
no momento oportuno foi manifestado pelo Tribunal Regional do Trabalho
da 18ª Região (GO), que manteve a sentença.
No recurso ao TST, a defesa
da Embratel sustentou que, em razão do atraso do trabalhador
na audiência, foi requerida a aplicação dos
efeitos da confissão ficta, porém o pedido não
foi apreciado pelo juiz. Afirmou que o fato de o trabalhador ter
sido ouvido, sem o registro de nenhum protesto, não impede
a aplicação dos efeitos da confissão, tendo
em vista que constou na ata que o pedido seria apreciado em momento
oportuno pelo juiz. O argumento foi negado por unanimidade de votos
pela Oitava Turma do TST com base no artigo da CLT (artigo 795)
segundo o qual “as nulidades não serão declaradas
senão mediante provocação das partes, as quais
deverão arguí-las à primeira vez em que tiverem
de falar em audiência ou nos autos”. ( AIRR 1.922/2006-012-18-40.4)
(Virginia Pardal)
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23/07/2009
Assédio moral: jornalista receberá indenização
de R$ 260 mil, decide TST
Após comprovar os
maus tratos e agressões sofridas por parte de sua superiora
hierárquica, uma jornalista receberá da Confederação
Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indenização
de R$ 260 mil por dano moral.
A decisão da Quarta
Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve indenização
fixada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região
(DF/TO), correspondente a cem vezes o salário da empregada.
O relator, ministro Ives
Gandra Martins Filho, esclareceu na decisão que "o
Regional consignou que a empregadora permitiu que sua funcionária
mantivesse um comportamento ofensivo em relação aos
empregados colocados sob sua orientação, agredindo-os
verbalmente e de forma contínua".
A jornalista foi admitida
pela CNA para trabalhar na assessoria de imprensa, onde permaneceu
por oito anos. Com larga experiência, ela já tinha
atuado em veículos de comunicação consagrados,
inclusive como apresentadora de TV.
Afirmou que, ao longo do
tempo, sofreu constrangimentos por parte da chefe que "minaram
suas forças físicas e morais, a ponto de adoecer".
Contou que era freqüentemente
chamada de "incompetente e irresponsável", o que
a levou a pedir demissão por duas vezes (a segunda concretizada),
tamanha a pressão sofrida por parte da chefe, que normalmente
entrava em contradição.
Em um dos episódios
relatados, a superiora teria determinado o envio de uma matéria
para o jornal Correio Braziliense e depois negado que o tivesse
feito, culpando a jornalista por agir por conta própria.
O tratamento agressivo,
aos gritos, ocorria na frente de todos, por qualquer razão.
A empregada disse que suportou
o quanto pôde, pois tinha sob sua responsabilidade mãe
e filha para sustentar.
Ressaltou que foi a única
a permanecer tanto tempo no local, por onde já passaram
vários colegas, e que, numa ocasião, outra jornalista
agredida da mesma forma levou o fato ao presidente da CNA, que
prometeu tomar providências mas nada fez, mesmo reconhecendo
que "a funcionária era uma pessoa difícil e
má".
A Confederação
alegou, na defesa, que não foram provadas as práticas
abusivas por parte da chefe, nem os fatos relatados pela empregada.
A juíza da 20ª Vara
do Trabalho de Brasília reconheceu o dano moral e condenou
a CNA a pagar indenização no valor de três
salários da jornalista, além das verbas rescisórias,
entendendo que "a chefe imediata não agia conforme
os padrões ideais de polidez e educação".
Ambas as partes recorreram
ao TRT/DF, que negou provimento ao recurso ordinário da
CNA e reformou a sentença somente quanto ao valor da indenização.
Segundo a decisão,
o valor arbitrado foi baixo, "em face das circunstâncias
que envolvem o caso: agressões verbais contínuas
e na presença de outros empregados, a idade da vítima
(53), a condição social da empregada, que tinha que
manter seus familiares com o salário que recebia, e a omissão
da empresa diante de reiteradas atitudes abusivas".
O ministro Ives Gandra
manteve a tese regional e negou provimento ao agravo apresentado
pela Confederação, que insistiu na falta de provas,
além de considerar o TRT omisso quanto ao tema.
O relator ressaltou que "o
TRT não se reportou a qual das partes caberia o ônus
da prova, mas concluiu, ao analisar os elementos contidos nos autos,
que eles foram suficientes para amparar o pagamento de indenização
por dano moral".
O ministro explicou
que não houve violação à Constituição,
e ressaltou que a condenação decorreu da comprovação
da conduta lesiva da empregadora, lembrando a vedação
ao TST da análise de fatos e provas, pela Súmula
126.
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FOLHA DE LONDRINA, 22
de julho de 2009 | Economia
Operários de 5 mil obras
cruzam os braços
Curitiba - A greve dos
trabalhadores da construção civil de Curitiba e RMC
teve a adesão de 70% da categoria, segundo informações
do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Civil de Curitiba e Região Metropolitana (Sintracon). O
movimento que teve início ontem e não tem data para
acabar deixou de braços cruzados operários de aproximadamente
5 mil obras em execução. O Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR)
não tem um levantamento de quantas pessoas participaram
da paralisação, mas informou que o número é bem
menor do que o divulgado pelo sindicato dos trabalhadores.
Ontem de manhã,
patrões e empregados tiveram uma reunião na Superintendência
Regional do Trabalho, mas não conseguiram chegar a um acordo.
O Sintracon tem cinco categorias filiadas: serventes, meio-profissionais,
profissionais, contramestres e mestres de obras.
As principais reivindicações
são a reposição da inflação
(5,44%) mais 14% de aumento real, a correção de 20%
do vale-alimentação, cesta básica de R$ 70,
café da manhã para os trabalhadores, hora-extra no
valor de 100% e diminuição no prazo do contrato de
experiência de 90 para 30 dias.
O vice-presidente na área
de política e relações do trabalho do Sindicato
da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR),
Euclésio Finatti, disse que nos últimos cinco anos,
a categoria já acumula ganho real de 16,6%. Segundo ele,
a última proposta do sindicato patronal foi 7% de reajuste. ‘‘Não
podemos chegar nos patamares de reajuste que os trabalhadores querem.
Vamos negociar para chegar a um bom termo’’, disse.
Na próxima sexta-feira acontece uma nova reunião
na Superintendência Regional do Trabalho.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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JORNALE CURITIBA, 22
de julho de 2009
Trabalhadores da construção
civil permanecerão em greve
Publicado por Jadson André

Sem contraproposta dos patrões, grevistas iniciam mobilizações
as seis da manhã desta quarta-feira
Depois de realizar manifestações em diversos pontos de Curitiba,
a greve dos trabalhadores da construção civil não viu
seu fim na tarde desta terça-feira (21). A última decisão
tomada na assembléia realizada na Praça Dezenove de Dezembro
(Praça do homem nu) é de que a paralisação deverá continuar
por falta de acordo entre o Sintracon-PR (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria
e da Construção Civil) e as empresas.
Desde as seis da
manhã desta terça-feira, milhares de grevistas
fizeram passeatas nos bairros Portão, Cabral e Mossumguê.
A concentração na praça Dezenove de Dezembro
reuniu mais de dois mil trabalhadores. Dentre as principais reivindicações
da campanha salarial de 2009 do Sintracon estão a reposição
da inflação e mais 14% a título de ganho
real, referentes ao crescimento industrial da construção
civil do Paraná no período de 2001 a 2008 e não
repassado aos vencimentos da categoria, além da correção
de 20% do vale-alimentação e sua integração
no salário.
As empresas e industrias
ofereceram 5,44% de reajuste para reposição de
inflação, mais 1,56% de aumento real, e o mesmo índice
para a recomposição do vale-compras, atualmente
em R$ 105. A proposta foi rejeitada pelos trabalhadores na assembléia
realizada na última quinta-feira. Não sendo apresentada
mais nenhuma modificação na proposta por parte
dos patrões, os trabalhadores votaram pela manutenção
das paralisações.
Os líderes
sindicais convocaram os dois mil grevistas presentes na praça
para permanecerem mobilizados nesta quarta-feira (22). Grande
parte dos trabalhadores que engrossaram o movimento de greve
estão empregados em empreiteiras responsáveis por
obras públicas. O presidente do Sintracon, Domingos Davide
afirmou que “os trabalhadores da construção
civil vão aparecer em grande número nas paralisações
enquanto os patrões não apresentarem uma boa proposta”.
Reportagem Jadson André
Fotos Lineu Filho
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BEM PARANÁ, 22
de julho de 2009 | Economia
Empregos crescem 1,89% no Paraná
No primeiro semestre foram gerados 40.511
postos no Estado; índice aponta pior resultado desde 2000
Curitiba - Nos primeiros
seis meses do ano, o Paraná gerou 40.511 empregos, o que
significa um crescimento de 1,89%. Este foi o pior resultado desde
2000, segundo a pesquisa do nível de emprego divulgada ontem
pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese). Esse volume de empregos foi 62,89%
menor do que no primeiro semestre do ano passado quando foram criadas
109.162 vagas. O setor de serviços foi responsável
por metade das vagas geradas de janeiro a junho. Em junho, foram
abertos 5.964 empregos no Estado, o que representou um crescimento
de 0,27%.
A previsão do economista
do Dieese, Sandro Silva, é que a recuperação
comece a ocorrer a partir do segundo semestre deste ano. No entanto,
ele estima que 2009 deve fechar com um desempenho bem abaixo de
2008 quando foram criadas 110.903 vagas. A melhora na geração
de vagas começou a partir de maio. Ele destacou que o setor
que está ''segurando'' o índice de empregos ainda é a
indústria. ''A indústria foi a primeira a demitir
e está demorando para contratar'', destacou. Ele acredita
que a indústria brasileira não terá aumento
de produção em 2009.
''No Paraná, houve
queda na produção industrial, mas não no mesmo
ritmo da produção nacional'', afirmou. Ele explicou
que a indústria do Estado é diferenciada por conta
da agroindústria e da diversificação dos segmentos
no setor. Silva acredita que a indústria está primeiro
desovando os estoques para depois aumentar a produção.
A expectativa positiva é que a partir de agosto, o setor
começa a contratar para a produção de final
de ano.
Silva acredita que setores
como o de madeira e mobiliário dificilmente vão recuperar
os empregos neste ano porque é um dos segmentos que depende
das exportações e da competição no
mercado internacional.''Muito da crise se deu pela antecipação
das demissões em vários segmentos'', destacou.
No semestre, os setores
que mais empregaram foram indústria de alimentos e bebidas
(12.099 vagas), hotéis e restaurantes (6.583), outros serviços
(5.613), construção civil (5.019), ensino (4.503),
agricultura (3.717), comércio varejista (2.276), médicos
e odontologia (2.093) e comércio atacadista (2.057).
O maior volume de demissões
ocorreu nas áreas de madeira e mobiliário (-2.427
vagas), material de transporte (-1.652), metalúrgica (-990),
material elétrico e comunicações (-866), mecânica
(-658) e papel e papelão (-460). Só em junho, o setor
de material de transporte, que representa as montadoras de veículos,
realizou 839 demissões, grande parte delas foram realizadas
na Bosch, empresa de Curitiba.
Na Região Metropolitana
de Curitiba houve um crescimento de 0,97% no nível de emprego
com a criação de 8.318 vagas de janeiro a junho.
Em junho, foram gerados 636 postos de trabalho, com pequeno crescimento
de 0,07%. Os setores que mais empregaram no primeiro semestre foram
construção civil (3.650 vagas), alojamento e alimentação
(3.423), comércio e administração de imóveis
(3.283), ensino (1.565) e transporte e comunicação
(972).
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
22/07/2009
SDI-2 afasta fraude em acordo após
ações iguais em cidades diferentes
Após ajuizar, em
cidades diferentes, duas ações iguais contra a Bege
Rio Restaurante de Coletividade Ltda., uma auxiliar administrativa
fez acordo com a empresa e sua sucessora. Para o Ministério
Público do Trabalho da 4ª Região (RS), a situação
era indício de fraude. Para a Seção Especializada
em Dissídios Individuais 2 (SDI-2) do Tribunal Superior
do Trabalho, no entanto, não. Ao negar provimento ao recurso
ordinário em ação rescisória do MPT,
que pretendia o cancelamento da homologação do acordo
feita pela 1ª Vara do Trabalho de São Leopoldo (RS),
a SDI-2 considerou não haver ajuste fraudulento.
A primeira ação
foi proposta na 2ª Vara do Trabalho de Sapiranga, e a segunda,
em São Leopoldo. Nas duas, a auxiliar administrativa pretendia
receber verbas rescisórias, horas extras e indenização
por dano moral, porque teria sido vítima de “forte
assédio moral”. Segundo contou, a trabalhadora recebeu
ordem para entrar em contato com os vários locais onde a
Bege Rio e a Dinamiza Alimentação Ltda. prestavam
serviços, recomendando “que os funcionários
realizassem acordos trabalhistas para “sanear a Bege Rio,
que estava sendo assumida pela Dinamiza”, e isso a teria
afetado psicologicamente. O valor que atribuiu à causa foi
de R$ 30 mil. Na Vara de São Leopoldo, a auxiliar e a empresa
fecharam acordo pelo qual ela receberia R$ 4.500,00 em seis parcelas
de R$ 750,00.
Ao ser informada sobre
o acordo, a Vara de Sapiranga extinguiu o processo, sem julgar
o mérito, e multou as partes por litigância de má-fé,
entendendo ter havido simulação de conflito. Segundo
informou aquele juízo, o advogado da trabalhadora já havia
sido procurador da empresa, e, em outras reclamações
contra a Bege Rio, havia sido comprovado o conluio.
O MPT propôs, então,
a ação rescisória com a alegação
de colusão - ajuste fraudulento entre as partes para prejudicar
terceiros -, argumentando que a trabalhadora não fizera
referência, na ação ajuizada em São
Leopoldo, à primeira ação. Alegou, ainda,
que a Bege Rio sequer apresentou defesa na audiência. Segundo
o MPT, um dos objetivos da segunda ação era obter
a quitação do contrato de trabalho com a Bege Rio,
que seria assumido pela Dinamiza, “burlando regras que tutelam
os direitos dos trabalhadores”. O outro intuito seria evitar
o julgamento da ação na Vara de Sapiranga, onde se
apurava o conluio.
O Tribunal Regional do
Trabalho da 4ª Região julgou a rescisória improcedente.
Apesar de o MPT ter apontado irregularidades em outras reclamatórias
trabalhistas, o Regional entendeu não haver prova suficiente
de lide simulada no caso: diversos atos processuais demonstravam
o conflito de interesses, houve “debates acalorados das partes”,
sete meses decorreram entre o ajuizamento da ação
e o acordo, e não foi demonstrada qualquer relação
do advogado contratado pela trabalhadora com as empresas. Além
disso, o MPT não teria indicado nenhum credor prejudicado
pelo acordo.
O TRT/RS ressaltou, em
sua decisão, que a caracterização da colusão
capaz de justificar a rescisão da sentença homologatória
do acordo exige prova robusta prova de sua ocorrência, o
que não era o caso dos autos. O MPT recorreu então
ao TST. No entendimento do relator do recurso ordinário
em ação rescisória, ministro Alberto Bresciani,
a colusão ocorre quando o conflito existe apenas em aparência,
enquanto que, na essência, “há uma comunhão
de vontade das partes com vistas a obter um resultado antijurídico”.
Seria, portanto, uma manobra para prejudicar terceiros. No caso,
no entanto, com os fatos apresentados pelo TRT/RS, o ministro Bresciani
concluiu que não era possível verificar o resultado
das partes. ( ROAR-3811/2007-000-04-00.5)
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FOLHA DE LONDRINA, 21
de julho de 2009 | Economia
Construção civil inicia
greve em Curitiba
Curitiba - Os trabalhadores
das indústrias da construção civil de Curitiba
e Região Metropolitana entram em greve hoje por tempo indeterminado.
Ontem, a categoria realizou uma assembleia no final da tarde na
Praça 19 de Dezembro, na Capital, para organizar a paralisação
que pode reunir cerca de 35 mil pessoas. As principais reivindicações
são a reposição da inflação
(5,44%) mais 14% de aumento real e a correção de
20% do vale-alimentação.
O presidente do Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Civil de Curitiba e Região Metropolitana (Sintracon), Domingos
Oliveira Davide, disse que a greve pode atrasar o cronograma das
obras.
‘‘Estamos surpresos
com isso (a greve). Fizemos seis rodadas de negociação’’,
disse o vice-presidente na área de política e relações
do trabalho do Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Paraná (Sinduscon-PR), Euclésio Finatti.
Ele lembrou que nos últimos cinco anos, a categoria já acumula
ganho real de 16,6%. Segundo ele, a última proposta do sindicato
patronal foi 10% de reajuste.
Finatti prevê que
o movimento se concentre nos grandes canteiros de obras da Capital.
Hoje, 95% das empresas do setor são de pequeno e médio
porte e têm até 100 funcionários. Hoje de manhã acontece
uma nova rodada de negociação entre patrões
e trabalhadores na Superintendência Regional do Trabalho,
em Curitiba.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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Folha de s.Paulo, 21
de julho de 2009
Emprego
Brasil vai gerar 1 milhão
de vagas, diz Lupi
Rio de Janeiro - O ministro
do Trabalho, Carlos Lupi, mantém a expectativa de geração
de “700 mil novas vagas formais ou mais” no país
no segundo semestre, mais que o dobro das 300 mil geradas no primeiro
semestre, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged). De acordo com Lupi, serão criadas, no ano, 1 milhão
de vagas.
Em evento ontem na sede
da Federação das Indústrias do Estado do Rio
de Janeiro (Firjan), o ministro criticou o que chamou de “pessimistas” que
consideraram insatisfatórios os resultados do mercado de
trabalho no primeiro semestre. “Infelizmente algumas pessoas
no Brasil têm mania de grandeza, somos o único pais
do G-20 [grupo das 20 maiores economias do mundo] que está apresentando
resultado positivo na geração de vagas”, disse. “É claro
que estamos aquém de 2008, mas apesar da crise geramos 300
mil vagas.”
Segundo Lupi, a esperada
aceleração no aumento do emprego formal no segundo
semestre vai refletir a reação da indústria
e o início da recuperação do mercado internacional. “Vamos
juntar a força do mercado interno com a melhoria do mercado
externo.”
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Agência Brasil,
21 de julho de 2009
Para Pochmann, trabalhadores vêm
reduzindo o otimismo
A expectativa do setor
produtivo brasileiro com a economia brasileira chegou a 9,82 pontos
em junho, segundo constatou o Sensor Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), divulgado nesta segunda-feira, na capital paulista.
De acordo com a pesquisa o indicador ainda está na zona de apreensão,
mas é o melhor dos seis resultados da série que começou
neste ano. Para os técnicos do Ipea, a expectativa pode atingir a zona
de confiança nos próximos 12 meses. A escala de expectativas
da pesquisa começa com otimismo, que é representado por 100 pontos,
passa pela confiança (60), apreensão (20), adverso (-20) e termina
no pessimismo (-60).
Quando se separa a pesquisa
em componentes distintos, o resultado é 50,19 pontos, mostrando
a confiança das 115 entidades representativas do setor produtivo.
As respostas revelam que há apreensão com as contas
públicas, que obtiveram 10,22 pontos entre os entrevistados;
seguidas por desempenho das empresas, com -5,49 pontos e aspecto
social, com -15,63 pontos.
Quadro de dúvidas
Segundo o presidente do
Ipea, Marcio Pochmann, as expectativas positivas registradas na
pesquisa estão ligadas ao que vem ocorrendo na economia
brasileira no segundo trimestre de 2009, no qual se observam melhoras
consideráveis do ponto de vista da ampliação
do comércio, dos serviços e da indústria,
que apesar de ainda sofrer por conta da crise econômica,
vem se recuperando gradativamente.
“Estamos em uma realidade
muito diferente para diferentes setores e regiões brasileiras,
mas de certa maneira há uma convergência na crença
de que o país deverá ter um resultado melhor, especialmente
no segundo semestre deste ano com relação ao que
foi o final do ano passado e, especialmente, o início deste
ano”, disse.
Pochmann explicou que o
indicador de junho na zona de apreensão reflete um quadro
de dúvida sobre o que ocorrerá de fato no país. “Estamos
medindo as expectativas futuras e isso é muito importante
porque é com base nessas expectativas que o setor privado
toma decisões. Ao mesmo tempo, para o governo é importante
porque permite calibrar as ações do ponto de vista
de política econômica e das políticas sociais”,
afirmou.
Recuperação
Segundo Pochmann, a recuperação
econômica apresentada nos dados aparentemente não
vem acompanhada de melhoras sociais amplas suficientes para evitar
que 2010 seja um ano de menos desemprego, pobreza e desigualdade. “Os
dados indicariam uma recuperação econômica
sustentada na recuperação das margens de lucro das
empresas, na ampliação da produtividade contratando
menos trabalhadores e ao mesmo tempo reduzindo o grau de endividamento
do setor produtivo”, disse.
O economista afirmou que
as informações da pesquisa mostram a necessidade
de o governo pensar em medidas mais amplas para reformar a recuperação
econômica observada neste momento. A pesquisa mostrou que
os trabalhadores são os que têm a visão mais
pessimista com -8,3 pontos. “Os trabalhadores, que tinham
uma visão mais otimista no começo do ano, vêm
reduzindo esse otimismo, embora sejam justamente os empresários
os mais pessimistas na média geral das expectativas”,
afirmou.
De acordo com o Sensor
Ipea, a região Nordeste é a mais otimista com 20,98
pontos, seguida pelo Centro-Oeste, com 17,05 pontos, Sudeste, com
9,95 pontos, Norte, com 8,99 pontos e Sul, a mais pessimista, com
-6,70 pontos.
A informação é da
Agência Brasil
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Gazeta do Povo, 21
de julho de 2009
Infraestrutura
Obras do PAC desaceleram nos últimos
seis meses no Paraná
Dos 20 maiores projetos no estado, apenas
dois tiveram avanço significativo de janeiro para cá
Ao completar dois anos
e meio, o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) passa por uma crise de identidade no Paraná. Ao contrário
do que o próprio nome diz, a principal ação
de desenvolvimento do governo federal desacelerou nos últimos
seis meses. Dos 20 maiores projetos do PAC no estado, apenas dois
tiveram avanço significativo de janeiro para cá.
Outros seis permanecem paralisados ou empacaram. O restante está sendo
executado, mas há muitos obstáculos que podem inviabilizar
o cronograma das obras.
Essas 20 ações – de
infraestrutura logística, energética e social – somam
investimentos de R$ 20,8 bilhões no período 2007-2010.
Os maiores valores estão sendo aplicados em saneamento básico,
habitação e na ampliação da Refinaria
Presidente Getúlio Vargas (Repar) – obra que foi anunciada
antes de o PAC ser lançado, em janeiro de 2007. Esses três
eixos são justamente os que estão mais avançados,
mas isso não quer dizer que não enfrentam problemas.
Há 15 dias, cerca
de 9 mil colaboradores de terceirizadas da Petrobras, que trabalham
na ampliação da Repar, iniciaram greve por melhores
salários. O maior projeto habitacional do PAC no Paraná,
o Guarituba, em Piraquara – na Grande Curitiba –, teve
seu status rebaixado de “adequado” para “preocupante” no último
balanço feito pelo Planalto. E, na área de saneamento,
uma das medidas empacadas é a licitação para
contratar a empresa responsável pela gestão do lixo
em Curitiba e região metropolitana.
Problema maior é partilhado
por outros três projetos que até agora existem apenas
em pranchetas e em estudos de viabilidade. Nesse caso estão
a dragagem de aprofundamento do acesso ao Porto de Paranaguá,
o poliduto entre Cuiabá e Paranaguá e um novo ramal
ferroviário no centro do estado. Em janeiro foi feita uma
audiência pública para a dragagem e a expectativa
era de que o edital para contratação da empresa fosse
lançado em março – o que não ocorreu.
Ainda não há consenso sobre o poliduto nem em relação
ao ramal ferroviário, que ligaria Guarapuava a Lapa ou Ipiranga.
Avanços
A ampliação
das pistas, dos pátios e do terminal de cargas do Aeroporto
Afonso Pena é outra ação que vem sendo planejada
há anos e que teima em não sair do papel. Mas a Infraero
conseguiu contratar as empresas responsáveis pelos projetos
arquitetônicos e executivos das duas obras. A Engemix, responsável
pela atualização e complementação dos
projetos executivos de engenharia da pista e dos pátios,
tem até 2 de fevereiro para finalizar o trabalho. A Geplan,
responsável pelos projetos do Terminal Logístico
de Carga, tem prazo até setembro para entrega.
Outra grande obra esperada
há tempos por brasileiros e paraguaios deve começar
a sair do papel. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes
(DNIT) concluiu a licitação para escolha da empresa
que fará o projeto básico e executivo da segunda
ponte internacional sobre o Rio Paraná, em Foz do Iguaçu.
A Vetec Engenharia tem aproximadamente um ano para concluir o trabalho,
e a construção deve se iniciar em seguida.
“Suíça”
O governo federal não
vem concordando com as avaliações que mostram que
o PAC está empacado. Um levantamento feito pela ONG Contas
Abertas, no fim de maio, indicava que apenas 3% de um total de
10.914 obras previstas foram concluídas. Segundo a ONG,
74% sequer tinham saído do papel. Em seguida o Planalto
reagiu. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, divulgou balanço
que indicava um índice de conclusão de 15%. A Contas
Abertas contra-atacou: afirmou que esse porcentual foi obtido porque
o governo federal desconsiderou a maior parte dos projetos – monitorou
apenas 2.446 das 10.914 ações.
Dilma voltou a defender
a principal vitrine do governo federal para 2010 – quando
ela própria deve disputar a Presidência pelo PT. Segundo
a ministra, os críticos não levam em conta que o
Brasil é um país em desenvolvimento. “Se considerarmos
o Brasil como a Suíça, (o PAC) está lento.
Como não somos a Suíça, acho que conseguimos
acelerar várias obras. Nós estamos trocando o pneu
com o carro andando. Acho que, para os nossos padrões, nós
superamos o desafio”, declarou, há duas semanas.
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Agência Câmara,
21 de julho de 2009
Projeto permite suspensão
de benefício para deficiente trabalhar
Rodolfo Stuckert
A Câmara analisa o Projeto de Lei 5052/09, do deputado Arnaldo Faria
de Sá (PTB-SP), que concede às pessoas com deficiência
a possibilidade de optar pela suspensão temporária dos benefícios
previdenciários quando obtiverem um emprego com carteira assinada. Pela
proposta, se ficar desempregado, o portador de deficiência voltará automaticamente
a receber os benefícios nas mesmas condições de antes.
Segundo Arnaldo Faria de
Sá, o objetivo da medida, além de promover a inclusão
social das pessoas com deficiência, é ajudar as empresas
a preencherem as vagas destinadas a esse grupo social, de acordo
coma a Lei 8.213/91. Pela lei, empresas com 100 empregados ou mais
devem destinar entre 2% e 5% de seus postos a profissionais a portadores
de deficiência.
De acordo com o autor da
proposta, os estabelecimentos encontram dificuldades, no entanto,
para cumprir a legislação porque grande parte desses
candidatos são aposentados ou recebem algum tipo de benefício
governamental. "Caso aceitem trabalho formal, eles são
obrigados a desistir da aposentadoria e, caso percam o emprego,
não podem voltar a receber o benefício previdenciário".
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter
conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; de Seguridade
Social e Família; de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
-
PL-5052/2009
|
Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
21/07/2009
Carvoarias: MPT tem legitimidade para
atuar contra terceirização ilícita
Após declarar a
legitimidade do Ministério Público do Trabalho (MPT)
para atuar na defesa de direitos coletivos que estariam sendo negados
aos trabalhadores por meio de terceirização ilícita
(precarização por meio de fraude) em duas carvoarias
de Minas Gerais, a Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho,
em voto relatado pela ministra Maria Cristina Peduzzi, determinou
o retorno dos autos ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(MG) para que prossiga no julgamento da ação civil
pública movida pelo MPT contra a Siderúrgica Alterosa
Ltda. e a Sorel Sociedade Reflorestadora Ltda..
A sentença da Vara
do Trabalho de Bom Despacho (MG) declarou ilícita a terceirização
na atividade-fim das empresas (carvoaria), que foram condenadas
a se abster de contratar serviços relativos à atividade
de reflorestamento com pessoas físicas ou jurídicas
e a contratar os trabalhadores diretamente. A ação
civil pública foi acolhida, também, na parte em que
exigiu das empresas a adoção de medidas corretivas
e preventivas relativas à utilização de livros,
fichas ou sistemas eletrônicos, fornecimento de equipamentos
de proteção individual (EPI) e água potável.
A sentença aplicou multa de R$ 100 mil em favor do Fundo
de Amparo ao Trabalhador (FAT).
No julgamento de recurso
das empresas, o TRT/MG declarou a ilegitimidade do Ministério
Público para a defesa judicial dos direitos coletivos dos
trabalhadores das carvoarias e extinguiu o processo sem julgamento
de mérito. Segundo o Regional, o MPT seria parte ativa ilegítima
para propor ação civil pública com o fim de
defender interesses individuais de grupo de trabalhadores de empresa
determinada, que possam ser exercidos através de ação
própria, para apreciação de cada caso concreto.
No recurso ao TST, subscrito pelo procurador do Trabalho Geraldo
Emediato,o MPT insistiu na sua legitimidade para atuar no caso
concreto e obteve êxito.
Segundo a ministra Maria
Cristina Peduzzi, o primeiro passo para equacionar a questão é identificar
a natureza dos direitos postulados. “No caso, a própria
essência dos pedidos acolhidos pela sentença – declaração
da ilicitude da terceirização entabulada pelas empresas,
condenando-as a observar, cumprir e fazer cumprir obrigações
de não fazer: abster-se de terceirizar na atividade-fim – carvoaria – e
efetuar contrato cujo objeto se constitua em atividade-fim da tomadora
aponta para a natureza coletiva, em sentido lato, da tutela pretendida”,
explicou a relatora.
A ministra acrescentou
que, na linha do entendimento do Supremo Tribunal Federal, os direitos
difusos, coletivos em sentido estrito e individuais homogêneos
são espécies de direitos coletivos. Além disso,
encontra-se pacificada a jurisprudência quanto à possibilidade
de defesa de direitos coletivos dos trabalhadores pelo MPT. “No
caso dos autos, a postulação possui natureza eminentemente
coletiva. Vislumbra-se, inclusive, a presença de direitos
individuais homogêneos, pois assentados em fundamentos de
fato e de direito que remetem a uma origem comum”, explicou
a relatora. “Com efeito, os titulares dos direitos lesados
(empregados) estão vinculados ao suposto causador do dano
(empregador) por liame que lhes é comum (a relação
de emprego precarizada por meio da terceirização
ilícita)”, concluiu. Os autos serão devolvidos
ao TRT/MG para que prossiga no julgamento, afastada a ilegitimidade
do MPT. ( RR 1.397/2002-050-03-00.7)
(Virginia Pardal)
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Valor Econômico,
20 de julho de 2009
País já recuperou
50% dos postos de trabalho fechados durante a crise
O setor de serviços
foi o que apresentou maior geração de postos nesse
período, com saldo positivo de 157,7 mil novas vagas, seguido
pelo comércio (com geração de 29,8 mil postos)
e serviços industriais de utilidade pública (1,7
mil postos)
O mercado formal de trabalho
encerrou junho com recuperação de metade das vagas
fechadas entre novembro e janeiro, quando foram cortados no país
797,5 mil postos com carteira assinada - a fase mais crítica
para o mercado de trabalho a partir do agravamento da crise externa.
No período de fevereiro
a junho foram criados 401,3 mil novas vagas no país, garantindo
a recuperação de 50,3% do total de postos fechados
na virada de 2008 para 2009.
Economistas preveem recuperação
mais significativa do emprego no terceiro trimestre, período
em que indústria e varejo iniciam os preparativos para o
Natal.
Mas ainda há dúvidas
se essa melhora será suficiente para recompor as perdas
remanescentes da crise.
No acumulado de novembro
a junho, o saldo ficou negativo em 396,3 mil vagas, de acordo com
dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do
Ministério do Trabalho e Emprego.
Nesse intervalo, apenas
três setores registram recuperação total dos
postos de trabalho.
O setor de serviços
foi o que apresentou maior geração de postos nesse
período, com saldo positivo de 157,7 mil novas vagas, seguido
pelo comércio (com geração de 29,8 mil postos)
e serviços industriais de utilidade pública (1,7
mil postos).
Os setores de construção
e agropecuário apresentaram recuperação parcial
das perdas, enquanto a indústria da transformação
e a indústria extrativa tiveram o quadro de demissões
agravado.
O pior resultado foi da
indústria de transformação, que chegou em
junho com 498,5 mil vagas fechadas - no período de novembro
a janeiro, o fechamento de vagas era menor, de 409,2 mil postos.
Dos 12 subsetores que compõem
a indústria de transformação, apenas três
apresentaram uma recuperação parcial das perdas -
alimentos, bebidas e álcool etílico, com recuperação
de 24,5% das perdas totais; calçados, com reabertura de
17,6% dos postos fechados; e borracha, fumo e couros, com recuperação
de 38,6% das vagas fechadas entre novembro e janeiro.
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GAZETA DO POVO, 20
de julho de 2009 | Economia
Classes sociais
Ricos perdem renda com a crise
Rendimento médio do indivíduo
das classes A e B caiu 8,7%, para R$ 2.407. Os mais pobres, por sua
vez, foram afetados pelo aumento no desemprego
Publicado em 20/07/2009 | Cristina Rios
Em dez meses, a turbulência
econômica já provocou mudanças na renda e nos
hábitos de consumo dos brasileiros. A classe C, que nos últimos
anos se tornou a grande estrela da economia nacional com a ascensão
social dos mais pobres, parou de crescer. As classes A e B, por
outro lado, foram as que mais perderam renda desde que a crise
estourou, em setembro do ano passado.
De janeiro a abril deste
ano, a renda média individual das pessoas das classes A
e B nas seis principais regiões metropolitanas do país
caiu 8,7% em termos reais (descontada a inflação)
na comparação com mesmo período do ano passado,
segundo estudo do Centro de Pesquisas Sociais (CPS) da Fundação
Getúlio Vargas (FGV). O rendimento médio individual
entre os mais ricos passou de R$ 2.637 para R$ 2.407.
“As classes A e B
perderam muito dinheiro no mercado financeiro, com a queda na bolsa
de valores, além de estarem mais vinculadas a atividades
que vêm sofrendo mais com a crise, como o setor industrial
e o comércio exterior”, explica o economista Marcelo
Cortes Neri, responsável pelo estudo. A FGV considera classes
A e B as famílias com renda acima de R$ 4.807; classe C
aquelas com faturamento entre R$ 1.115 e R$ 4.807; classe D, entre
R$ 804 e R$ 1.115; e E, de até R$ 804.
Depois de crescer 35% entre
2003 e setembro de 2008, a participação das classes
A e B já caiu 6,8% segundo a FGV, para 14,38% da população
em abril. “Ainda assim elas concentram 55% da renda do país”,
diz.
Enquanto isso, a classe
C, na mesma base de comparação, teve aumento de 3,9%
na renda média individual, subindo de R$ 625 para R$ 649.
De acordo com Neri, parte desse ganho vem do reajuste do salário
mínimo. “É muito comum em famílias de
classe média que um dos membros tenha rendimento vinculado
a ele”, afirma.
A classe média chegou
a levar um tombo no início do ano – com redução
de participação no bolo da população
brasileira –, mas vem se recuperando. No acumulado entre
setembro do ano passado e abril, a classe média está estável,
com aumento de 0,8%. No total da população continua
a representar a maioria, com 52,72%. “O problema é que
a crise interrompe justamente o fluxo de ascensão social,
com menos gente da D migrando para a C. Em termos de tamanho, a
classe média se mantém em termos de participação
porque mais pessoas vão cair da B para C”, afirma.
O estudo da FGV também
mostra que já há uma migração de pessoas
da classe C para as camadas C e D, que cresceram em tamanho da
crise, passando a representar, respectivamente, 13,97% e 18,92%
da população.
Segundo o professor Marcio
Cruz, do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR),
os extremos da pirâmide – as classes A/B e D/E – ficaram
mais vulneráveis na crise. As primeiras porque tiveram perda
de renda, com prejuízos em aplicações financeiras.
E as últimas porque são as mais atingidas pelo desemprego,
principalmente na indústria de transformação.
Mas ricos e pobres reagem
de maneira diferente diante das perdas provocadas pela turbulência
econômica. “As classes de maior poder aquisitivo têm
mais gordura para queimar, portanto não reduzem o consumo
imediatamente quando perdem renda. Já os mais pobres são
obrigados a cortar gastos, porque não têm poupança”,
acrescenta.
Para o consultor em finanças
Raphael Cordeiro, a percepção de “perda de
patrimônio” entre os mais ricos, no entanto, provoca
cautela e adiamento de compras. “O consumo está ligado à confiança
no futuro e à sensação de riqueza”.

* * * *
Construtoras e concessionárias
sentem mudança
A mudança no ânimo
das classes A e B já se fez sentir em alguns setores, como
o da construção civil, de veículos e lojas
de luxo. Na construtora Andrade Ribeiro, especializada em imóveis
para a alta renda, já houve uma queda na velocidade de comercialização
de empreendimentos voltados para esse público em cerca de
30%. “A retração ocorreu principalmente em
imóveis com preço acima de R$ 1 milhão. Alguns
clientes, diante da crise, adiaram o projeto de comprar um novo
imóvel”, diz Erlon Rotta Ribeiro, diretor comercial.
A construtora vai inaugurar
em 2010 um empreendimento de duas torres com apartamentos de 560
metros quadrados e preço de R$ 1,2 milhão na região
do Ecoville, em Curitiba. O diretor comercial diz que sentiu uma
mudança no ritmo de vendas. “Vendemos 100% da primeira
torre antes da crise. A segunda está 50% vendida. Sabemos
que há renda e demanda. A questão é que a
decisão de compra foi adiada”, afirma. Por conta desse
cenário, a construtora preferiu mudar o perfil de um edifício
de alto padrão que seria lançado no bairro Cabral. “Decidimos
transformar o projeto em imóveis comerciais até que
o mercado de alta renda volte ao ritmo normal”, afirma.
Na concessionária
Audi Munich, que comercializa carros com preços de R$ 98
mil a R$ 620 mil, as vendas estão 6% abaixo do esperado – que
era de 15 veículos por mês –, segundo o gerente
geral, Sandro Amaro Maestrelli. Ele diz que houve um esforço
maior para vendas esse ano. “Além de lançamentos
e promoções, tivemos a ajuda da redução
do IPI”, acrescenta. “Foi um semestre bom, mas esperamos
uma melhora” diz.
Para Andréa El Omeiri,
uma das sócias da Bazaar Fashion, loja multimarca de grifes
voltada para a classe A, a consumidora da alta renda não
deixou de comprar, mas mudou o perfil. “A cliente passou
a parcelar mais a compra e pedir desconto para a compra à vista.” De
acordo com Irit Czerny, proprietária da Lafort, a crise
gerou uma espécie de “medo moral de gastar” por
parte do consumidor de maior poder aquisitivo. “Tivemos que
apelar para promoções, liquidações
antecipadas e para redução de preços e margens”,
conclui. (CR)
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REVISTA ISTO É,
20 de julho de 2009 | Comportamento
Mulher para toda obra
Ao colocar a mão na massa, elas
rompem a última barreira que as separava dos homens no mercado
de trabalho
Claudia Jordão

BATOM NA LAJE Kelly Romena é uma
das sete carpinteiras de uma obra no Rio. No detalhe, pedreiras
constroem o Hospital da Mulher de Fortaleza
No histórico ano de 1968, feministas fervorosas se reuniam em praça
pública para queimar sutiãs e exigir a igualdade entre os sexos.
Elas já haviam conquistado o direito ao voto e ao trabalho, mas muito
ainda estaria por vir. Agora, 40 anos depois, as mulheres parecem ter rompido
a última barreira que as separava dos homens, pelo menos em âmbito
profissional. O estudo "Boletim Mulher e Trabalho", da Secretaria
Especial de Políticas para as Mulheres, mostra que o sexo feminino fincou
bandeira em território tradicionalmente masculino, o da construção
civil.
De setembro de 2007 a abril de 2008, a mão de obra feminina cresceu
15% no setor, enquanto a masculina foi reduzida em 6%. "Do total
de brasileiras na formalidade, 0,7% está na construção
civil", diz Luana Pinheiro, subsecretária de planejamento da secretaria. "São
cerca de 69 mil mulheres nas seis principais regiões metropolitanas
do País." O outrora sexo frágil agora pega pesado como pedreiras,
carpinteiras, azulegistas, pintoras, encanadoras e eletricistas.
A rotina na obra do empreendimento
O2 Corporate, um prédio de apartamentos na Barra da Tijuca,
no Rio de Janeiro, por exemplo, incorporou flagrantes da delicadeza
feminina ao tradicional entra e sai de caminhões, às
pilhas de plantas e ao barulho constante. Dos 135 funcionários,
sete se destacam pelas unhas feitas, brincos e cabelos longos presos
em coques debaixo do capacete. São as carpinteiras de fôrma,
responsáveis por fazer e instalar moldes de madeira para
concreto e pela segurança dos funcionários. A presença
de mulheres em território marcado pela testosterona, no
entanto, ocorre muito mais por necessidade do que por opção.
Aos 44 anos, casada e mãe de uma adolescente, a carioca
Lecticia Cordeiro é carpinteira há quatro meses.
Por nove anos trabalhou em uma rede de farmácias e, em três
deles, foi gerente. Perdeu o emprego e não conseguiu recolocação.
Chegou a trabalhar como doméstica, mas se sentiu insatisfeita
com o salário mínimo que recebia e com a rotina que
levava. "Tenho orgulho de ser pioneira em meu trabalho",
diz ela. "As mulheres eram criadas para cuidar da família
e da casa, mas elas são boas em se reinventar, especialmente
nas adversidades." A maior dificuldade que enfrentou foi a
dureza da lida. Sua vida é carregar madeira, serrar, pregar,
andar em terreno instável e subir e descer escadas. "Chego
em casa quebrada", diz. "O lado bom é que os músculos
das minhas pernas estão definidos." Ela, porém,
não abre mão de seu lado feminino. "Esses dias
martelei o dedo e dei um chilique."
As mulheres estão
longe de ser realidade em toda obra. Ao mesmo tempo que sua presença é frequente
em cidades como Rio de Janeiro, Canoas (RS) e Fortaleza (CE) -
onde há projetos sociais que lhes dão treinamento
profissional -, é praticamente nula em São Paulo.
Mas como aconteceu em outros bastiões da masculinidade,
como a carreira militar ou a aviação civil, a tendência
não tem volta e é questão de tempo para que
elas se tornem cada vez mais constantes. Quem defende o argumento é a
engenheira carioca Deise Gravina, 52 anos. Ela é a idealizadora
do Projeto Mão na Massa, que desde 2007 já formou
143 encanadoras, pintoras, carpinteiras e pedreiras, em parceria
com o Senai. "Dessas, 70% estão empregadas com carteira
assinada", orgulha-se. Para ela, que há 30 anos pisa
em canteiros de obras, a revolução feminina na construção
civil acontece na melhor hora, pelo menos no Rio. "O mercado
está aquecido, especialmente por causa das obras do PAC
- Programa de Aceleração do Crescimento - e da Copa
do Mundo", diz.
A modernização
de maquinários e materiais também foi fundamental
para que a brecha para a entrada do sexo feminino fosse aberta. "Atualmente,
a força física não é tão necessária",
diz Deise. "Antes, era preciso misturar cimento, areia e
brita para fazer o concreto, um esforço enorme. Hoje,
geralmente, ele chega pronto na obra", explica. A construtora
Cofix é entusiasta do trabalho das mulheres: são
15 carpinteiras em quatro obras. "Elas são mais detalhistas,
organizadas e limpas e isso influencia, inclusive, os homens",
diz Denise Rodrigues, diretora administrativa da Cofix. Há empresas
que descobriram como tirar o melhor de cada sexo. A saída
foi organizá-los em duplas de trabalho. Por exemplo, o
homem lixa e a mulher pinta. "Enquanto eles ficam com o
trabalho pesado, elas se dedicam ao acabamento final", diz
o químico Fabrício Zanotta, assistente de contas
da PPG Tintas, que colabora no projeto Mulheres em Construção,
que desde 2006 já capacitou 240 moças de Canoas
(RS) para a construção civil.

Até pouco tempo atrás,
os peões estavam acostumados a ver mulheres apenas do
lado de fora do canteiro de obras, de onde eram saudadas com
gracejos descorteses. Talvez por isso a adaptação
da operária Kelly Romena tenha sido tão complicada. "No
início, assoviavam e mexiam comigo", conta. "Vira
e mexe o mestre de obras tinha de intervir e pedir respeito." Aos
25 anos, a ex-recepcionista aprendeu a se impor. "Hoje me
respeitam, mas nem todos entendem minha escolha", diz. "Falam
que eu deveria ser modelo." Feminina, ela deixa a vaidade
de lado no trabalho. Mas, para não embrutecer, faz aulas
de dança do ventre uma vez por semana. Porém, após
saltar a barreira da profissão, elas esbarraram noutra
velha distorção. Segundo a pesquisa, as mulheres
ganham 80% do salário inicial dos homens. Uma injustiça
que pune a ousadia.
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Dieese, 20 de julho de 2009
Dieese cria Rede de Apoio à Negociação
(RAN) para subsidiar negociações
Com o objetivo de produzir e difundir conhecimento sobre negociação
coletiva e subsidiar as direções sindicais e os trabalhadores
nesses processos, o Dieese criou a Rede de Apoio à Negociação
ou RAN.
Acessível pela internet, a Rede
está disponível às entidades sindicais associadas
ao Dieese e possibilita conhecer em tempo real as negociações
praticadas, os principais temas tratados e os resultados alcançados.
Essas informações são
registradas por técnicos do Dieese e dirigentes sindicais
a cada atividade realizada durante o processo de negociação
de diversas categorias profissionais.
São rodadas de negociação,
elaboração da pauta de reivindicações,
preparação da mesa, reuniões internas, assembléias
e fechamento do acordo coletivo de trabalho ou convenção
coletiva de trabalho, entre outras.
É importante observar que os dados
aqui relacionados têm valor indicativo e não podem
ser extrapolados para o universo das negociações
coletivas.
Este segundo número do Boletim RAN
de 2009 traz as informações sobre negociações
coletivas registradas na Rede de Apoio à Negociação
(RAN) no período de abril a junho.
Foram 61 registros referentes a 51 unidades
de negociação.
Destas, 26 foram finalizadas e 24 ainda
estão em andamento. Um dos registros refere-se à negociação
de programa de Participação nos Resultados.
Quanto à data-base, um dos acordos
fechados foi relativo a janeiro, três a março, três
a abril, dezessete a maio, um a junho e um a agosto.
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BEM PARANÁ,
20 de julho de 2009 | Economia
Perfil das demandas para o crescimento
econômico
Apesar da retórica otimista reinante nos meios oficiais, é inegável
que a conjugação entre o elevado grau de endividamento primário
da população, os ainda exorbitantes juros cobrados nas operações
de consumo, giro e investimentos, a apreciável participação
dos itens financeiros nas despesas públicas, e o encolhimento da procura
externa, provocado pela crise, vem enfraquecendo os motores da demanda agregada
e dificultando a restauração das funções keynesianas
do Estado brasileiro, mesmo com a ampliação dos beneficiários
do Programa Bolsa Família de 11,0 milhões para 12,3 milhões
de famílias.
A macroeconomia do país carece de encaixe estrutural a um paradigma
de crescimento mais atrelado ao mercado doméstico e às exportações
com maior densidade tecnológica, o que, por seu turno, exigiria a intensificação
dos incentivos à capacitação de mão-de-obra e às
inversões em ciência e tecnologia das organizações
privadas e públicas.
Igualmente relevante seria a priorização de investimentos públicos
em infra-estrutura, em substituição ao setor privado, com reflexos
multiplicadores sobre as cadeias produtivas articuladas à construção
civil. Cálculos da Associação Brasileira da Infra-estrutura
e da Indústria de base (Abdib) identificam necessidades de aplicações
anuais superiores a R$ 100,0 bilhões para a restauração
da competitividade da infra-estrutura do país.
Tanto é assim que, pesquisa realizada no último quadrimestre
de 2008, pela Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis
(Afire), entidade americana que congrega agentes atuantes no mercado imobiliário,
identificou o Brasil como a 2ª preferência para aplicação
dos capitais do setor, desbancando a China em relação ao levantamento
de 2007. O abrupto declínio dos preços dos imóveis, acoplado à crise,
preservou o 1º posto, ocupado pelos EUA, e fez a Grã-Bretanha saltar
do 9º para o 4º lugar.
O estoque de capital disponível pelo governo Lula para a promoção
de alterações mais radicais na gestão econômica
pode ser considerado adequado, pois a popularidade do governo e do Presidente
da República mantém-se em patamares bastante elevados. Conforme
sondagens realizadas pela Confederação Nacional dos Transportes
(CNT)/Sensus, pelo Ibope e pelo Instituto Datafolha, a avaliação
positiva da gestão Lula teria superado inclusive os recordes registrados
pela administração Sarney, em 1986, vinculados ao êxito
inicial do Plano Cruzado.
Gilmar Mendes Lourenço é Economista,
Coordenador do Curso de Ciências Econômicas e Editor
da Revista “Vitrine da Conjuntura” da FAE Centro Universitário,
e Conselheiro do CORECON-PR. Ele escreve às Quartas-Feiras
neste espaço.
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BEM PARANÁ,
20 de julho de 2009 | Economia
Construção civil
Trabalhadores entram em greve
A greve, por tempo indeterminado, foi aprovada
pela classe em assembleia
19/07/09 às 18:52
Cerca de 35 mil trabalhadores da construção civil de Curitiba
e Região Metropolitana de Curitiba (RMC) cruzam os braços partir
de amanhã. A greve, por tempo indeterminado, foi aprovada pela classe
em assembleia realizada no início da noite da última quinta-feira,
na Praça 19 de Dezembro. As informações são do
vice-presidente, Laureno Grunevald, do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção Civil, de Olarias, de Cerâmicas para Construção,
de Artefatos de Cimento Armado e de Mármores e Granitos de Curitiba
e Região Metropolitana (Sintracon).
Na sexta reunião
de negociações entre os sindicatos de patrões
e de trabalhadores, que aconteceu na última quarta-feira,
o empresariado apresentou a seguinte proposta para o fechamento
da Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010: 7% de
reajuste salarial, que representa a inflação acumulada
de 1 de junho de 2008 a 31 de maio de 2009 (5,44%) mais 1,56% de
aumento real, e o mesmo índice para a recomposição
do vale-compras, atualmente em R$ 105,00.
A proposta foi rejeitada
pelos trabalhadores na assembleia. A categoria reivindica a reposição
da inflação mais 14% a título de ganho real,
referente ao crescimento industrial da construção
civil do Paraná no período de 2001 a 2008 e que não
repassado aos vencimentos da categoria, e a correção
de 20% do vale-alimentação, bem como sua integração
no salário.
Na pauta dos trabalhadores
também consta o fornecimento de todas as refeições
no local de trabalho, com vistas a acabar com a marmita, e da cesta-básica.
A categoria dos trabalhadores nas indústrias da construção
civil de Curitiba e Região Metropolitana é composta por aproximadamente
35 mil operários que atuam em 23 municípios, segundo Grunevald.
(AE)
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
20/07/2009
Funcionário da CEF da Paraíba
não consegue isonomia salarial
A Sétima Turma do
Tribunal Superior do Trabalho não aceitou recurso de um
empregado da Caixa Econômica Federal em João Pessoa
(PB) que pleiteava diferenças salariais decorrentes do princípio
da isonomia salarial. Desde a primeira instância, o economiário
vinha insistindo, em vão, em receber a remuneração
maior dos colegas de outras localidade do País que realizam
o mesmo trabalho. Só que a diferença salarial não
decorreu de redução de salário, mas de classificação
de porte de agências, informou o relator, ministro Ives Gandra
Martins Filho.
A queixa do empregado começou
quando a CEF instituiu norma interna e classificou as agências
de acordo com o volume de negócios, custos e competitividade
do mercado local. Em 2007, o empregado recorreu à Justiça
alegando-se prejudicado porque trabalhava em uma agência
menor, em Pombal (PB), e somente por isso ganhava menos. O juiz
verificou que não havia nada a reparar: os critérios
diferenciados de remuneração instituídos pela
Caixa eram legítimos e justificavam que o salário
menor decorria de quantidade também menor de trabalho. Da
mesma forma o Tribunal Regional da 13ª Região julgou
o recurso do empregado e informou que a empresa tem quadro de carreira
organizado, com promoções obedecendo a critérios
preestabelecidos, sendo “inviável a concessão
de diferença salarial fundamentada no princípio da
isonomia salarial”.
Ao debater o assunto na
sessão de julgamento da Sétima Turma no TST, o relator
disse que o tamanho da agência bancária “justifica
efetivamente uma diferenciação salarial”. O
ministro Pedro Paulo Manos acrescentou que se tratava de “benefício
salarial para aquele que vai trabalhar em uma localidade em que
o serviço é maior ou mais custoso”.
O ministro Ives Gandra
concluiu que o critério geográfico estabelecido pela
CEF, que definiu os valores salariais dos seus empregados, “não
configura discriminação atentatória à isonomia,
porque sedimentado em justificativa racional, sem ranhuras ao texto
constitucional”, além de que ficou comprovado que
não acarretou prejuízo ao trabalhador, uma vez que
não houve redução salarial. A Turma decidiu
unanimemente. ( RR-775-2007-004-13-00.4 )
(Mário Correia)
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Agência Estado, 20 de julho de
2009
Salários na esfera
federal devem aumentar cerca de R$ 16 bilhões em 2010
No ano que vem, a folha de salários
do Governo Federal deverá ter um aumento da ordem de R$
16 bilhões, segundo dados que circulam na área técnica
do Governo.
O salto é resultado dos reajustes
negociados em anos anteriores, a serem pagos em etapas, e das contratações
de aprovados em concursos públicos.
A cifra deverá constar do projeto
de lei para o Orçamento de 2010, a ser encaminhado ao Congresso
no final de agosto.
A mesma proposta prevê um salto de
R$ 27 bilhões nas chamadas despesas discricionárias
(que não são obrigatórias) do Governo.
Desse montante, a maior parte são
investimentos - principalmente os do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), que deverá somar R$ 22,5 bilhões
em 2010, segundo consta da Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO).
Também de acordo com essa lei, as
despesas com benefícios previdenciários deverão
ter um incremento de R$ 22,2 bilhões.
Outras despesas também deverão
crescer em 2010.
O programa Minha Casa Minha Vida, que este
ano tem reservados R$ 6 bilhões para subsídios, deverá demandar
mais recursos em 2010.
Também está em discussão
um reajuste dos benefícios do programa Bolsa-Família,
cujo impacto é estimado em R$ 2 bilhões - mas tudo
depende do critério de reajuste a ser definido pelo Governo.
Já a área de Educação
deverá receber cerca de R$ 3,5 bilhões para o Plano
de Desenvolvimento da Educação (PDE).
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Consultor
Jurídico, 19 de julho de 2009
Paternalismo sindical
Greve organizada sem aval de
trabalhadores é ilegal
Por Alessandro Cristo
Um sindicato de trabalhadores foi punido pelo Tribunal Regional do Trabalho da
2ª Região, em São Paulo, por fazer greve sem autorização
dos filiados. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas,
Mecânicas e de Material Elétrico de São Paulo, Mogi das Cruzes
e Região não comprovou ao tribunal que a paralisação
inciada no dia 24 de março foi aprovada em assembleia geral pelos próprios
empregados. Os participantes do movimento terão de compensar os dias não
trabalhados.
A ação de Dissídio Coletivo de Greve foi
movida pelo sindicato contra a Etelbrás Eletrônica
Telecomunicações, para que fosse declarada a legitimidade
da paralisação. Segundo a Seção Especializada
em Dissídios Coletivos do TRT-2, o direito de greve previsto
na Lei 7.783/89 não dá aos sindicatos o direito de
violar outras previsões da mesma lei. Para a relatora do
processo, desembargadora Anelia Li Chum, “deve ser declarada
abusividade do movimento grevista em exame, eis que constitui abuso
do direito de greve a inobservância das normas contidas na
supra referida lei de greve, a teor do que prescreve o seu artigo
14”. A decisão é de 17 de junho e foi publicada
nessa terça-feira (14/7) no Diário Oficial Eletrônico
do TRT-SP.
O artigo 14 da Lei 7.783/89 classifica como abuso do direito de
greve qualquer “inobservância das normas contidas na
presente lei”, tais como a necessária convocação
de assembleia geral “que definirá as reivindicações
da categoria e deliberará sobre a paralisação
coletiva da prestação dos serviços”,
conforme o artigo 4º. Por isso, os juízes da Seção
decidiram, por maioria, extinguir o Dissídio Coletivo de
Greve, movido pelo sindicato, sem avaliar o mérito da questão.
Por unanimidade, porém, eles julgaram a greve abusiva e
determinaram a compensação dos dias não trabalhados
pelos empregados que aderiram ao movimento.
A greve questionada foi a segunda consecutiva organizada pelo
sindicato. Quando a primeira ocorreu, a empresa ofereceu prêmio
aos trabalhadores que não aderissem à paralisação,
o que motivou a entidade a exigir o pagamento do mesmo bônus
a todos, pelo princípio da isonomia e pelas regras da Organização
do Trabalho e Organização Sindical. Esse foi um dos
motivos que levaram à segunda mobilização.
O sindicato também alegou haver assédio moral e
perseguição contra membros da comissão da
fábrica, como dispensas, punições e intimidações
sem motivo. Também pediu o pagamento de vale-transporte
e vale-refeição referentes aos dias parados da primeira
greve, o fim da terceirização dos serviços
e o pagamento de adicional de insalubridade. Alegou que a greve
não era abusiva e pediu a estabilidade dos grevistas no
trabalho por seis meses.
Em audiência de instrução ocorrida em 31 de
março, o desembargador Nelson Nazar propôs que os
trabalhadores voltassem ao serviço, desde que a empresa
mantivesse abertas as negociações. A empresa, então,
demitiu seis funcionários — um deles por justa causa —,
o que foi entendito pelo sindicato como retaliação.
A paralisação foi retomada em 9 de abril.
A empresa alegou que, a partir dessa data, foram organizados piquetes
em frente à fábrica. “Membros do sindicato
impediram acesso aos empregados que queriam trabalhar, persistindo
ao longo de toda a manhã, inclusive com chutes e outras
agressões físicas e verbais desferidas contra os
trabalhadores por parte dos que se diziam vinculados ao sindicato”,
argumentaram os advogados da Etelbrás ao pedirem o interdito
proibitório.
A empresa ainda afirmou que “não houve assembleia,
tanto que o sindicato não junta aos autos a correspondente
ata, tampouco listagem de presença de funcionários
que aderiam o movimento”, o que esvazia as razões
do sindicato, diz. Ou seja, o direito de greve cabe aos trabalhadores
e não aos sindicatos. A defesa da empresa foi feita pelo
advogado Renato Serafim, do escritório Ilario Serafim Advogados.
Com a declaração de ilegalidade da grave feita pela
Seção de Dissídios Coletivos do TRT-2, o pedido
de interdito proibitório feito pela empresa para proteção
do prédio de sua sede foi extinto, sem julgamento de mérito.
Clique aqui para
ler o acórdão.
Processo TRT/SP SDC 20071.2009.000.02.00-4
Processo TRT/SP 20089.2009.000.02.00-6 – Interdito
Proibitório
|
Última
Instância, 19 de julho de 2009
DE 250 PARA 75
Proposta que diminui número
de artigos da Constituição tem parecer favorável
A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reduz os atuais 250 artigos da
Constituição Federal para 75 recebeu parecer favorável do
deputado federal Sérgio Barradas Carneiro nesta terça-feira (14/7),
na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania)
da Câmara.
De autoria do deputado federal Regis de Oliveira (PSC-SP), a proposta
modifica os dispositivos constitucionais retirando da Carta Magna tudo
o que não é matéria constitucional com o objetivo
de torná-la mais eficaz.
A proposta prevê que 20 temas sejam retirados da Constituição
e sejam regidos por leis ordinárias, entre eles saúde, educação,
previdência social, esporte e meio ambiente. “Precisamos limpar
a Constituição, deixando apenas o que é matéria
constitucional. Outras matérias ficariam a cargos de leis ordinárias.
Com isso, devolveremos ao Congresso Nacional seu papel primordial, que é o
de legislar”, defende o deputado Regis de Oliveira.
Com a mudança, segundo informa a assessoria do deputado Regis de
Oliveira, ficariam na Constituição as cláusulas pétreas
(imutáveis), as garantias individuais, o sistema de governo, o funcionamento
do Judiciário e demais questões relativas à Federação.
“Após tantas emendas, a Constituição já não é aquela
idealizada pelos constituintes. E a proposta do deputado Regis é uma
resposta a essa demanda. O projeto é bem fundamentado, não
pretende suprimir direitos e conquistas dos brasileiros e ainda aponta
a falta de necessidade de se ter todas as matérias tratadas na Carta
Magna”, avalia Carneiro.
O deputado Regis de Oliveira lembra que a atual Carta foi feita após
um longo período político de instabilidade —os 20 anos
do regime militar no Brasil. “Depois do período de ditadura
foi natural que a Assembléia Constituinte colocasse todos os direitos
da sociedade na Constituição, por receio de vê-los
suplantados novamente. Hoje, no entanto, vivemos um momento de estabilidade
política, com o amadurecimento das instituições e
da Democracia. Não faz sentido mantermos nossa Constituição
como está. Há absurdos, como mostrou o relator, como emendas
para incluir o termo moradia em um artigo ou emendas que tratam dos territórios,
sendo que o país não possui mais territórios”,
sustenta Oliveira.
As questões que deixariam de ser tratadas na Carta Magna são:
saúde, educação, previdência social, esporte,
meio ambiente, sistema financeiro nacional, política fundiária,
ciência, tecnologia, família, servidores públicos,
Ministério Público, segurança pública, população
indígena, cultura, comunicações, política urbana
e sistema tributário.
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Folha
de S.Paulo, 19 de julho de 2009
Brasil será superpotência,
diz especialista
Crise serviu para mostrar que emergentes
não estão descolados dos EUA e que Brasil está bem
mais resiliente
JANAINA LAGE
DE NOVA YORK
O Brasil deverá se tornar um dos motores da recuperação
da economia global, afirma Leonardo Martinez-Diaz, especialista
do Instituto Brookings e um dos organizadores do livro "O
Brasil como uma superpotência? Entendendo a mudança
do papel do Brasil na economia global" (título em tradução
livre), recém lançado nos EUA.
Para Martinez-Diaz, o Brasil está posicionado de modo a colher os benefícios
da retomada do crescimento mundial, que deverá começar pela Ásia.
Confira trechos da entrevista que ele concedeu à Folha.
FOLHA - No livro, diz-se que muitos especialistas avaliam
que o Brasil será um dos indutores da recuperação
da economia global. O senhor está entre eles?
LEONARDO MARTINEZ-DIAZ - O Brasil é uma
das dez maiores economias do mundo. Ele tem os ingredientes certos
para isso, mas terá de manter as políticas adotadas,
especialmente no nível macroeconômico. Considerando
que continuem, estou confiante que o Brasil será um dos
motores da recuperação.
FOLHA - Como o senhor define hoje uma superpotência?
MARTINEZ-DIAZ - Há duas maneiras de avaliar
isso. A primeira é a tradicional, com base apenas em números
e, neste caso, o Brasil seria a nona ou décima economia
mundial. Em escala, ainda há um grande caminho a percorrer
até chegar entre as quatro maiores.
O Goldman Sachs estima que o país precisaria crescer a 4% ao ano até a
metade do século para atingir o tamanho de uma superpotência.
A segunda maneira é olhar se o Brasil tem influência para afetar
as regras da economia global. E, desse ponto de vista, você pode chamar
o Brasil de uma potência em ascensão, muito próximo de
uma superpotência, pois ocupa um papel muito importante em mercados de
commodities, tem um papel expressivo na OMC [Organização Mundial
do Comércio], no G20, um papel em expansão no FMI e no debate
sobre mudança climática.
FOLHA - Como a crise está alterando a percepção
sobre o país?
MARTINEZ-DIAZ - A crise teve dois efeitos. O primeiro
foi mostrar que o Brasil e outros emergentes não estão
descolados, independentes dos EUA. Mas o segundo ponto é que
o Brasil é muito resiliente, muito mais resistente à crise
do que no passado. Além disso, tem uma poderosa base de
crescimento dentro do país.
FOLHA - O último ciclo de crescimento foi impulsionado
pela demanda de países como China e Índia. Com
a mudança de cenário, ainda há espaço
para o país crescer?
MARTINEZ-DIAZ - Vivemos um período de condições
extraordinárias e raras nos últimos dez anos, entre
a crise asiática e a crise atual, com alto crescimento,
estabilidade, altos preços de commodities e demanda aquecida.
Não vamos voltar a esse período tão cedo.
Agora, avalio que a base de exportações do Brasil é diversificada
e não depende apenas dos EUA e da Europa, mas também da demanda
da Ásia, da América Latina e de algumas partes da África
e do Oriente Médio. A recuperação deve começar
primeiro na Ásia. O Brasil está posicionado de modo a tirar vantagens
disso. As taxas de crescimento serão menores do que antes, mas haverá crescimento.
FOLHA - Como o senhor analisa a política externa
adotada nos últimos anos?
MARTINEZ-DIAZ - A política econômica
externa brasileira é resultado de interesses e ideias conflitantes
do governo e da sociedade. De um lado você tem políticas
que são guiadas em prol de interesses econômicos,
com uma pressão muito forte pela abertura de mercados agrícolas.
De outro, você tem muita ênfase em acordos no eixo
Sul-Sul que não trazem benefícios significativos
para o país, não fazem sentido economicamente, mas
ajudam a apoiar a visão de que o Brasil tem um papel de
liderança entre os países em desenvolvimento.
FOLHA - Politicamente não é uma boa estratégia
buscar uma liderança no eixo Sul-Sul?
MARTINEZ-DIAZ - Se isso puder ser traduzido em
capacidade de avançar nas negociações de interesse
próprio do país, sim. Em alguns casos não
está claro que isso esteja acontecendo.
No Mercosul, o Brasil exagerou na descrição dos benefícios
do bloco, mas não atacou os problemas. E há insatisfação
de países como Uruguai e Paraguai. Há na região alguma
suspeita sobre as ambições regionais e globais do Brasil. Podemos
ver isso nas recentes tensões com Equador e Bolívia.
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O
Estado de S.Paulo, 19 de julho de 2009
Com forte impulso do consumo,
PIB deixa recessão para trás no 2º tri
O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2009 confirmará que
a recessão ficou para trás, com um crescimento que pode superar
2% em relação ao trimestre anterior, feito o ajuste sazonal, segundo
as previsões mais otimistas.
Divulgados na segunda-feira (13), os números de vendas
no varejo de maio reforçaram a avaliação de
que o consumo das famílias - o principal motor da demanda
- avança a um ritmo razoável, impulsionado pela massa
salarial, que nos 12 meses até maio ainda cresceu 6,6%,
descontada a inflação.
A possibilidade de que o PIB tenha uma variação
ligeiramente positiva no ano aumentou, embora vários analistas
ainda apostem em contração em 2009.
No quarto trimestre de 2008, o PIB recuou 3,6% sobre terceiro,
devido ao impacto da crise global. No primeiro trimestre deste
ano, houve nova queda, de 0,8%, caracterizando um quadro de "recessão
técnica", marcado por duas retrações
trimestrais seguidas do PIB.
O economista-chefe do Banco Safra de Investimento, Cristiano Oliveira,
diz que, desde o começo de abril, a economia brasileira
indica que o pior momento para a atividade ficou para trás.
Segundo ele, o grande destaque é o consumo das famílias,
que continua a exibir "uma robustez bastante relevante".
A queda dos juros, a política fiscal expansionista, a redução
de impostos em setores como o automotivo e a desaceleração
apenas moderada do ritmo de expansão da massa salarial explicam
esse desempenho, diz Oliveira.
Esses fatores impulsionam as vendas no varejo, que em maio cresceram
0,8% em relação a abril, feito o ajuste sazonal.
Nesse cenário, Oliveira projeta preliminarmente uma alta
de 2,3% para o PIB no segundo trimestre, na comparação
com o primeiro.
No começo do mês, ele revisou a sua estimativa para
o resultado do ano de crescimento zero para um avanço de
0,3%.
"Outro ponto importante é que o impacto máximo
do afrouxamento da política monetária deve ocorrer
no quarto trimestre deste ano", afirma Oliveira.
O estrategista-chefe do BNP Paribas, Alexandre Lintz, elevou ontem
a sua projeção para a alta do PIB no segundo trimestre
de 1,1% para 1,4%.
A revisão foi motivada pelo desempenho favorável
das vendas no varejo. Ele esperava estabilidade em relação
a abril, mas houve uma expansão de 0,8%. Para o segundo
trimestre, Lintz projeta crescimento de 1,6% do consumo das famílias.
Com isso, Lintz também mudou a sua estimativa para o PIB
no ano. Em vez de uma queda de 1,2%, ele passou a projetar retração
de 0,9%. Um dos problemas é que a "herança estatística" (o
carry over) que 2008 deixou para 2009 é muito negativa,
de 1,5%.
Isso significa que, se a economia se mantivesse no nível
do fim do ano passado, o PIB encolheria 1,5% neste ano.
Mas há outros motivos para a cautela de Lintz: a massa
salarial vai perder fôlego ao longo do ano e o setor automotivo
terá um quarto trimestre mais fraco do que os anteriores,
já que a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) de veículos vai aumentar gradualmente a partir de
outubro.
Além disso, o impacto da redução do esforço
fiscal do governo tende a ser menor daqui para frente.
A economista Silvia Ludmer, do Banco Fator, estima uma alta de
1,5% para o PIB no segundo trimestre.
Segundo ela, o consumo mostrou um resultado mais positivo no semestre,
enquanto a produção industrial teve um comportamento
fraco, ainda influenciado pelo processo de redução
de estoques. Para o PIB do ano, ela espera uma retração
de 0,1%.
"Se houver alguma revisão, ela tende a ser para cima".
Silva acha que o consumo deve reservar menos surpresas positivas
daqui para frente, dada a perspectiva menos favorável para
a massa salarial. Na indústria, pode haver alguma recuperação
mais expressiva nos próximos meses, encerrada a desova de
inventários.
Os economistas do Bradesco, por sua vez, apostam numa alta de
2,2% para o PIB no segundo trimestre.
"Há uma perspectiva de continuidade do crescimento
do setor de serviços, pelo lado da oferta", apontam
os analistas do banco, ressaltando os bons resultados do comércio
varejista e os sinais de que o setor de intermediação
financeira também foi bem, graças à recuperação
do crédito, especialmente para a pessoa física.
Para o ano, o Bradesco projeta queda do PIB de 0,5%, em grande
parte devido ao efeito estatístico negativo.
A economista Marcela Prada, da Tendências Consultoria, estima
crescimento no segundo trimestre de 0,5% em relação
ao primeiro, mas diz que o número pode ser revisado para
cima, com a incorporação dos resultados do varejo.
Já a situação na indústria é mais
complicada, observa ela. De janeiro a maio, houve recuperação
em relação aos meses imediatamente anteriores, mas
o nível de produção ficou bem abaixo do registrado
nos mesmos períodos de 2008.
Para junho, estimativas com base na produção de automóveis,
consumo de energia e fluxo de veículos pesados apontam um resultado
menos favorável à produção industrial. O BNP Paribas
projeta queda de 0,3% em relação a maio e de 11,3% sobre junho
de 2008.
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Agência
Diap, 19 de julho de 2009
Recém-admitidos recebem
salários 12% menores, mostram dados do MTE
Levantamento feito pelo Ministério do Trabalho mostra que, apesar da expansão
do emprego que tem sido observada nos últimos anos, as novas vagas oferecem
salários inferiores àqueles recebidos pelos demitidos.
E neste ano, marcado pelo agravamento da crise, a diferença
entre essas duas cifras subiu.
Os números se referem aos trabalhadores com carteira assinada.
No primeiro semestre deste ano, o salário médio das
pessoas contratadas foi de R$ 754,79, enquanto as pessoas demitidas
no período recebiam R$ 858,58.
Ou seja, os novos empregados recebiam, quando admitidos, 12% menos
do que aqueles que perderam o emprego na mesma época. No
primeiro semestre do ano passado, essa diferença estava
em 6%.
O ministro Carlos Lupi (Trabalho) diz que, normalmente, as empresas
demitem pessoas com mais tempo de casa -e, consequentemente, com
maiores vencimentos- e as substituem por trabalhadores que ganham
menos, e isso explica a diferença nos números.
Ao divulgar o levantamento, Lupi ressaltou que, independentemente
do fenômeno, os salários pagos às pessoas admitidas
no primeiro semestre deste ano são maiores do que a média
observada entre janeiro e junho do ano passado.
A alta ocorrida no período ficou 0,57% acima da inflação
medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
A pesquisa do ministério mostra ainda que os salários
pagos para os homens contratados com carteira assinada são
maiores do que os das mulheres -média nacional de R$ 776,78
e de R$ 687,58, respectivamente.
Já na distribuição geográfica, São
Paulo e Rio de Janeiro são os Estados que aparecem como
aqueles em que as empresas pagam os maiores salários aos
empregados recém-admitidos: R$ 862,07 no caso paulista,
e R$ 843,96, em média, no Rio.
Não há, porém, o predomínio de uma
região específica do país nessa lista. Atrás
de São Paulo e Rio, ficaram Distrito Federal (R$ 801,79),
Acre (R$ 748,25) e Rondônia (R$ 723,47).
Já os salários mais baixos foram pagos no Piauí (R$
568,98), na Paraíba (R$ 577,04) e no Rio Grande do Norte
(R$ 587,42).
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BEM PARANÁ,
18 de julho de 2009 | Trabalho & Negócios
Greve
Trabalhadores da construção
civil da Grande Curitiba entram em greve
Paralisação por tempo indeterminado
tem início na terça-feira
Redação Bem Paraná
Em assembleia realizada na quinta-feira (16), os trabalhadores das indústrias
da construção civil de Curitiba e Região Metropolitana
decidiram por deflagrar greve por tempo indeterminado a partir da próxima
terça (21).
A categoria reivindica
a reposição da inflação mais 14% de
ganho real, referente ao crescimento industrial da construção
civil do Paraná no período de 2001 a 2008 e que não
foi repassado aos vencimentos da categoria, e a correção
de 20% do vale-alimentação, bem como sua integração
no salário.
Na pauta dos trabalhadores
também consta o fornecimento de todas as refeições
no local de trabalho, com vistas a acabar com a marmita, e da cesta-básica.
Na sexta reunião
de negociações entre os sindicatos de patrões
e de trabalhadores, que aconteceu na última quarta-feira
(15), o empresariado apresentou a seguinte proposta para o fechamento
da Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010: 7% de
reajuste salarial, que representa a inflação acumulada
de 1 de junho de 2008 a 31 de maio de 2009 [5.44%] mais 1.56% de
aumento real, e o mesmo índice para a recomposição
do vale-compras, atualmente em R$ 105,00.
A proposta foi rejeitada
pelos trabalhadores na assembleia, por isso a categoria optou pela
greve.
A categoria dos trabalhadores
nas indústrias da construção civil de Curitiba
e Região Metropolitana é composta por aproximadamente
35 mil operários.
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AGÊNCIA DIAP,
18 de julho de 2009
Congresso aprova orçamento,
com mínimo de R$ 507, a partir de janeiro
Na semana que antecede o recesso parlamentar, o Congresso conseguiu concluir
a votação e aprovação do Orçamento para
2010. A novidade, do ponto de vista dos trabalhadores, foi aprovação
do novo valor do salário mínimo de R$ 507, que vai vigorar a
partir de janeiro.
Com isso, os cerca de 18,3
milhões de aposentados que recebem atualmente o piso do
INSS, de R$ 465, deverão ganhar um reajuste de 8,9% em janeiro
de 2010 e passar a receber R$ 507 de benefício.
Recebem salário
mínimo no País cerca de 44 de brasileiros, entre
ativos, aposentados e pensionistas.
Na Câmara, o destaque
foi aprovação de nova lei eleitoral. Uma das principais
novidades é a liberação do uso da internet
nas campanhas, seja para a propaganda de candidatos e partidos
ou para a arrecadação de recursos, inclusive por
meio de cartão de crédito.
Ainda no âmbito da
Câmara, a comissão especial que analisa a repercussão
da crise mundial sobre a indústria brasileira aprovou parecer
do relator, deputado Pedro Eugênio (PT/PE), que faz 23 sugestões
para a retomada do crescimento no setor. Entre outras medidas,
o texto sugere estímulos às micro e pequenas empresas, à produção
industrial local, à oferta de crédito e ao comércio
exterior.
No Senado, depois de muitos
enfrentamentos, a Casa instalou a CPI da Petrobras. Porém,
seu funcionamento começará de fato após o
recesso, que começa na segunda-feira (27) e termina no dia
31.
A Casa aprovou ainda o
PLS 507/03, que reconhece os funcionários de escolas como
profissionais da educação, mediante habilitação
específica. O texto vai à sanção presidencial.
Mundo
do Trabalho
Central Única dos Trabalhadores (CUT) pediu ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva a retirada, do Congresso Nacional, do projeto que cria as fundações
estatais, e que poderiam servir para modernizar a gestão de dois mil
dos cinco mil hospitais vinculados ao SUS.
A CUT é contra a
proposta, sob a alegação de que o modelo é neoliberal,
privilegia a lógica comercial e busca o lucro. Segundo o
presidente da CUT, Artur Henrique, a fundação estatal é "totalmente
repelida" pelo movimento sindical e pelos setores da saúde.
Indústria
de SP
O ritmo de cortes de emprego na indústria paulista desacelerou em junho
pelo segundo mês consecutivo, conforme divulgou, nesta quinta-feira (16),
a Federação das Indústrias do estado de São Paulo
(Fiesp), e a perspectiva é de que essa melhora continue no restante
do ano. O emprego na indústria paulista recuou 0,42% em junho sobre
maio, o que equivale ao fechamento de 8 mil vagas, segundo dado com ajuste
sazonal.
O resultado do Produto
Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2009 confirmará que
a recessão ficou para trás, com um crescimento que
pode superar 2% em relação ao trimestre anterior,
feito o ajuste sazonal, segundo as previsões mais otimistas.
Desemprego
na AL
Estudo publicado pela Comissão Econômica para a América
Latina e o Caribe (Cepal) prevê que Produto Interno Bruto (PIB) da América
Latina e do Caribe cairá 1,9% neste ano e elevará o desemprego
na região a 9%.
Juros
Os juros das operações de crédito para pessoa física
e jurídica apresentaram a quinta queda consecutiva em junho, segundo
pesquisa da Associação Nacional de Executivos de Finanças,
Administração e Contabilidade (Anefac) e alguns serviços
registraram os menores patamares da série histórica da pesquisa,
iniciada em 1995, como o cheque especial.
Benefício social
A Caixa Econômica Federal registrou o maior número de benefícios
do Abono Salarial já liberados na história do programa, no calendário
2008/2009. O número de trabalhadores atendidos que receberam o valor
de um salário mínimo (R$ 465) é de 12,7 milhões,
totalizando R$ 5,2 bilhões.
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AGÊNCIA DIAP,
18 de julho de 2009
Veja o que muda com novo mínimo
de R$ 507, aprovado pelo Congresso
O reajuste do salário mínimo, que deverá passar dos atuais
R$ 465 para R$ 507 a partir de janeiro de 2010, também aumentará o
valor das contribuições previdenciárias e de benefícios
pagos aos trabalhadores.
O aumento do mínimo,
de 8,9%, foi aprovado anteontem no Congresso e aguarda a sanção
do presidente Lula.
O aumento de R$ 41,50 vai
reajustar o valor do seguro-desemprego - cuja parcela mínima
passará de R$ 465 para R$ 507 - o abono salarial do PIS,
que é sempre de um salário mínimo, o piso
do INSS e as contribuições dos autônomos, das
empregadas domésticas e dos patrões.
A partir de janeiro, quando
o novo salário entrar em vigor, as empregadas, que hoje
pagam R$ 37,50 - ou 8% do mínimo - passarão a recolher
R$ 40,56.
A parte do patrão,
que contribui com 12% do salário (R$ 55,80), será de
R$ 60,84. Se recolher as duas partes, pagará R$ 101,40.
Autônomos
Os autônomos, que recolhem 20% sobre o mínimo, também passarão
dos atuais R$ 93 para R$ 101,40.
No caso de quem aderiu
ao plano de contribuição simplificada (para donas
de casa e estudantes, por exemplo), o recolhimento ao INSS, que
hoje é de R$ 51,15 (11% sobre o mínimo), passará para
R$ 55,77 no ano que vem.
Para o MEI (nova forma
de contribuição para autônomos), a contribuição
será de até R$ 61,77, se não houver aumento
de impostos.
Hoje, o máximo é de
até R$ 57,15. A inscrição no MEI começa
no dia 24 por meio do www.portaldoempreendedor.gov.br.
O reajuste do mínimo
ainda afeta o teto permitido para se ajuizar uma ação.
No Juizado Especial Federal, por exemplo, pode entrar com ação,
sem advogado, quem tem valor a receber de até 60 salários
mínimos. De R$ 27.900, o limite passará a ser de
R$ 30.420.
No Juizado Especial Cível,
o valor das ações também é calculado
com base no mínimo. A partir do ano que vem, quem quiser
entrar com ação que envolva até R$ 10.140
(ou 20 salários mínimos), sem advogado, estará liberado.
Hoje, o teto é de R$ 9.300.
Os cerca de 18,3 milhões
de aposentados que ganham atualmente o piso do INSS, de R$ 465,
deverão receber o benefício com o valor maior a partir
de fevereiro.
Mas, conforme um acordo
fechado com os bancos, quem tem cartão de pagamento de final
de 1 a 5 e ganha o mínimo recebe o benefício nos últimos
cinco dias úteis do mês anterior - no caso, em janeiro
de 2010.
Esses 18,3 milhões
de segurados representam 69,3% do total de benefícios
pagos pela Previdência. (Fonte: Agora)
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AGÊNCIA DIAP,
18 de julho de 2009
Dados do MTE mostram que patronato
usa rotatividade para arrochar salários
O salário médio dos novos contratados ficou praticamente estável:
cresceu 0,57% no 1º semestre na comparação com o mesmo período
do ano anterior, passado de R$ 741,57 para R$ 745,90. O rendimento médio
dos demitidos ficou em R$ 850
As estatísticas
do Ministério do Trabalho sobre o comportamento do mercado
de trabalho divulgadas nesta quinta-feira (16) confirmam a denúncia
dos sindicalistas sobre o uso e abuso da rotatividade no mercado
de trabalho (traduzidas em demissões sem justa causa) para
depreciar o valor real dos salários.
Os dados mostram que o salário médio dos trabalhadores demitidos
no primeiro semestre de 2009 é significativamente maior que o dos novos
contratados no mesmo período.
O salário médio
dos novos contratados ficou praticamente estável: cresceu
0,57% no primeiro semestre na comparação com o mesmo
período do ano anterior, passado de R$ 741,57 para R$ 745,90.
O rendimento médio dos demitidos ficou em R$ 850.
De acordo com o ministro
Carlos Lupi (Trabalho), os dados mostram que um dos motivos da
alta rotatividade do mercado de trabalho no país 'pode ser'
a redução dos custos com a folha de pagamento, apesar
das multas pagas pelas empresas na hora da demissão.
"Quando você contrata
alguém no lugar do demitido, você contrata por um
salário menor. O admitido sempre recebe menos que o desligado",
afirmou Lupi.
Novos
empregos
O governo também divulgou hoje os dados sobre o mercado de trabalho
formal em junho.
A economia brasileira registrou
a criação de 119.495 vagas com carteira assinada
no mês passado, o quinto mês seguido de resultados
positivos.
Pela primeira vez no ano,
no entanto, o resultado ficou abaixo do registrado no mês
imediatamente anterior. Em maio, foram gerados 131.557 empregos
formais.
O resultado do primeiro
semestre ficou prejudicado na comparação com 2008
devido à crise econômica. Entre janeiro e junho, foram
abertas 299.506 novas vagas.
No mesmo período
do ano passado, foram criadas 1,3 milhão de vagas.
Os resultados de junho,
apesar de positivos, também são os piores para esses
períodos desde 2003, início da série disponibilizada
pelo ministério.
Não foram divulgados
os dados referentes ao período anterior ao governo Lula,
que também fazem parte da série histórica
do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Questionado sobre os números,
o ministro disse que preferia fazer a comparação
com outros países.
"Se eu comparar
com o mundo, é o melhor semestre do G20", disse Lupi,
em referência ao grupo que reúne os países
desenvolvidos e os principais emergentes. (Fonte:
Portal CTB, com agências)
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GAZETA DO POVO, 18 de
julho de 2009 | Economia
Paralisação
Greve na Repar pode terminar na
segunda-feira
A greve dos funcionários
terceirizados que trabalham nas obras de reforma e ampliação
da Refinaria Getúlio Vargas (Repar) e da Fosfértil,
em Araucária, poderá acabar na segunda-feira. A informação é do
presidente do Sindimont, um dos sindicatos envolvidos na mobiização,
Antônio Lemos do Prado. Segundo ele, houve avanços
nas negociações com o sindicato patronal, o Sindemon,
durante a audiência de conciliação realizada
ontem no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região
(TRT9). “Estamos dispostos a negociar e, dependendo do que
for acordado, poderemos encerrar a paralisação na
segunda”, afirmou Prado.
Inicialmente as empreiteiras
propuseram reajuste salarial de 6%, cesta básica de R$ 60,
entre outros benefícios para que a greve não começasse.
Ontem foi oferecido aumento de 7%, criação de piso
salarial de R$ 700 e cesta básica de R$ 70.
Emanoel Theodoro
Salloum Silva, advogado de quatro dos 31 consórcios da
Repar afirmou que a proposta pode ser melhorada. Silva disse
que, para isso acontecer, os trabalhadores têm de desistir
do pedido de 20% de reajuste salarial, que, segundo ele, é ilusório. “A
situação econômica do país não
comporta um reajuste nesses níveis. Reajuste de 20% não
ocorreu em nenhum local do país”, salientou o advogado
dos quatro consórcios.
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BEM PARANÁ,
18 de julho de 2009 | Justiça
TRT-PR
Desembargador deficiente visual se
emociona ao encontrar Lula
Ricardo Marques da Fonseca é o único
integrante do MP brasileiro portador de deficiência visual
Agência Estado
Procurador do Paraná se torna o primeiro juiz cego do Brasil O procurador
Ricardo Marques da Fonseca, nomeado hoje (17) desembargador do Tribunal Regional
do Trabalho da 9ª Região, em Curitiba, disse que realizou dois
sonhos: o de ser juiz e o de conhecer o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, com o qual esteve hoje, no Palácio da Alvorada. Fonseca é cego.
"Foi muito emocionante
para mim e para a minha família também. Foi uma conversa
muito agradável". Fonseca afirmou que o presidente é muito
simpático. Ele é o único integrante do MP
brasileiro portador de deficiência visual e, agora, é também
o primeiro juiz nessa condição. Há 18 anos
atuando no Ministério Público, seu nome foi o escolhido
de uma lista tríplice apresentada pelo Tribunal.
No encontro com Lula, que
durou cerca de uma hora, o presidente disse, segundo relato do
próprio Fonseca, que estava muito "orgulhoso" de
ter aberto um precedente no Brasil de nomear um juiz cego. Essa
nomeação teria se dado, segundo o juiz, pelo seu
currículo. Ele relatou que o presidente disse que espera
que ele corresponda a essa expectativa. "E eu falei para ele
que vou fazer o possível", disse.
Segundo o juiz, a dificuldade
maior não é a falta de visão, mas o desconhecimento
que as pessoas têm da deficiência. "Acham que
a pessoa com deficiência não é capaz",
disse.
Vítima de uma paralisia
cerebral quando nasceu, o que provocou a perda parcial da visão,
Fonseca ficou totalmente cego aos 23 anos, quando cursava o terceiro
ano da faculdade de Direito. Conseguiu se formar com apoio dos
colegas e depois enfrentou preconceitos e dificuldades para conseguir
o primeiro emprego. Chegou a ser reprovado, há 20 anos,
no concurso para juiz do Tribunal Regional do Trabalho de São
Paulo, justamente por ser cego. Em seguida, passou no concurso
para procurador do Trabalho.
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Vermelho, 17 de julho
de 2009
Brasil ganha 119 mil empregos
no 5º mês seguido de avanço
A economia brasileira abriu
119.495 postos de trabalho com carteira assinada em junho, no quinto
mês seguido de aumento de vagas, mostraram dados do Ministério
do Trabalho divulgados nesta quinta-feira. Foram admitidos 1.356.349
e demitidos 1.236.854 de trabalhadores formais no mês.
De acordo com o Cadastro
Geral de Emprego (Caged), no primeiro semestre o saldo líquido
ficou em 299.506 vagas criadas. Em 12 meses, o número de
vagas abertas acima das demissões foi de 390.322. No entanto,
o saldo da geração de empregos formais no país
em junho ficou abaixo do registrado em maio (131.557 vagas), mas
acima do resultado de abril (106.205).
Enquanto o Brasil ainda
consegue manter o saldo positivo no emprego, grandes economias
mundiais apresentam fechamento de vagas. Nos Estados Unidos, os
empregadores eliminaram 467 mil postos de trabalho em junho. Na
zona do euro, 273 mil pessoas perderam seus empregos em maio. Nos últimos
12 meses, a Espanha registrou corte de 1.174.465 de vagas de trabalho,
o que fez o desemprego subir 49%.
Com agências
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de julho de 2009 | Economia
Emprego formal se mantém positivo
no Paraná
Leonardo Coleto
O Paraná criou, em junho, 5.964 novos postos de trabalho, registrando
98.635 admissões e 92.671 desligamentos. Esse número é 0,27%
maior que o verificado em maio.
Uma leve alta, mas assim
mesmo significativa em função da crise que vem eliminando
empregos no mundo inteiro. Curitiba, porém, ficou com resultado
negativo: 10 postos a menos, resultado de 27.554 desligamentos
e 27.544 admissões.
No País, foram criados
119.495 novos empregos, elevando o acumulado do ano para pouco
menos de trezentos mil, contra 1,36 milhão registados no
mesmo período do ano passado.
Os dados foram divulgados
ontem pelo ministro Carlos Lupi, do Ministério do Emprego
e Salário, com base nos números do Caged - Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados.
O Paraná ainda está em
melhor posição que Santa Catarina, que registrou
a abertura de 1.121 nos empregos e Rio Grande do Sul, com 1.394,
se posicionando como o melhor da região sul do Brasil. Em âmbito
nacional, o saldo foi positivo foi resultado de 1.356.349 admissões
contra 1.236.854 demissões.
No Paraná, os setores
de atividade que mais contribuíram para o resultado positivo
foram serviços (2.445 postos) e comércio (2.179).
Além de se posicionar como o melhor estado da região
Sul, o Paraná também superou SC e RS no acumulado
do ano.
Segundo o Caged, houve
acréscimo de 40.511 postos (+1,89%). O resultado deixou
o Estado como o quarto melhor do País, ficando atrás
apenas de São Paulo (+139.605 postos), Minas Gerais (+80.446
postos) e Goiás (+44.920 postos).
No acumulado dos últimos
12 meses, o Paraná registra crescimento de 1,97% no nível
de emprego, ou 42.252 postos de trabalho a mais. Em termos de geração
de empregos, neste período, o Paraná também
registrou o melhor resultado da região Sul e terceiro maior
do país, sendo que o primeiro e o segundo foram apresentados
por São Paulo (+87.467) e pelo Rio de Janeiro (+86.635).
No entanto, o Estado ainda
continua abaixo do alcançado em junho do ano passado, quando
o saldo do número de empregos no Paraná ficou em
13.944, o mais alto dos últimos seis anos.
Curitiba, além de
ficar com um saldo negativo de dez postos de trabalho, também
ficou pior se comparado com o mês anterior. Em maio, a capital
criou 28.417 novos postos de trabalho, contra 25.997 desligamentos,
ou seja, um saldo positivo de 2.420 empregos. Na região
metropolitana, o Caged apontou um acréscimo de 636 empregos
formais, 0,07% a mais que o mês anterior (4.108).
Expectativas
O saldo positivo registrado
pelo País em junho (119.495) não foi suficiente para
o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. “Esperávamos
uma recuperação melhor da indústria de transformação
em São Paulo e, particularmente, um resultado melhor da
indústria alimentícia”, disse Lupi, destacando,
entretanto, que espera um melhor desempenho do setor industrial
a partir do segundo semestre deste ano.
O setor da agropecuária
foi o que mais criou vagas em junho (57.169). Serviços foi
o segundo destaque do mês, com 22.877 vagas, seguido da construção
civil (18.321 vagas).
A extração
mineral deixou a desejar, ficando com um saldo negativo de 26
vagas. Todos os demais setores mostraram contratações
líquidas em junho. O ministro estimou que, em 2009, o
Caged vai registrar pelo menos um milhão de novos empregos
formais.
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Folha de S.Paulo, 17
de julho de 2009
Setores desonerados não ampliam
empregos
VERENA FORNETTI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Os setores da indústria
que receberam incentivos fiscais da União não ampliaram
as contratações em junho. Dados da Fiesp (Federação
da Indústria do Estado de São Paulo) e do Ministério
do Trabalho mostram que a indústria automotiva mais demitiu
que contratou e que o emprego no segmento que reúne fabricantes
de material de construção ficou estável.
Segundo o Caged, indústrias de materiais de transporte -categoria que
inclui fabricantes de autopeças e montadoras- tiveram saldo negativo
de 0,55% em junho, resultado pior que os de maio e de abril.
Os dados da Anfavea (associação das montadoras) indicam que o
emprego no setor voltou ao nível de novembro de 2007. Em junho, a produção
cresceu 8,4% em relação ao mês anterior, mas as exportações
no primeiro semestre caíram 48% em número de unidades ante igual
período de 2008.
Luiz Aubert Neto, presidente da associação que representa os
fabricantes de máquinas, um dos últimos segmentos desonerados
pelo governo, diz que pode haver mais demissões. Ele revela que o nível
de faturamento das indústrias retrocedeu ao patamar de março
de 2007, quando o setor empregava 210 mil pessoas. Atualmente, são cerca
de 230 mil.
" Se as empresas se ajustarem a esse faturamento de 2007, ainda são
quase 22 mil empregos que a gente está com risco de perder", diz
Aubert Neto. O presidente da associação ressalva que, se as medidas
anunciadas pelo governo encorajarem os empresários a investirem e comprarem
máquinas, as indústrias podem reconsiderar o ajuste do quadro de
pessoal.
Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da Fiesp,
destaca que há um descompasso estimado entre três e quatro meses
entre a melhora da atividade econômica, conseguida após as ações
do governo, e a retomada das contratações. "Gato escaldado
tem medo de água fria."
Francini ressalta que, sem incentivos tributários, a queda no emprego
nas indústrias poderia ter sido maior. Francisco Pessoa, economista
da consultoria LCA, afirma que os benefícios anunciados pelo governo
não atingem só os setores eleitos nas desonerações. "O
cálculo da geração de emprego não deve ser feito
só olhando montadoras, e sim na cadeia toda. Há pessoas trabalhando
nas concessionárias, por exemplo, que se beneficiaram com o aumento
da venda de veículos."
A Eletros, associação das indústrias de eletrodomésticos,
favorecidas com redução de IPI, diz que há ampliação
de vagas nas fábricas e que, em maio, as contratações
subiram cerca de 10% ante o número de março, antes da queda do
tributo.
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Blog do Emir, 17 de julho
de 2009
Emir Sader: Os riscos da volta
da direita
Não subestimar a
oposição. Pode ser fatal e facilitar o retorno da
direita. Contam com toda a mídia, direção
ideológica da direita brasileira. Contam com um candidato
que, até agora, mantém a dianteira – e não
basta dizer que é recall, porque é muito constante
sua votação, o Ciro é recall e despencou nas
pesquisas.
Contam com a grana, antes
de tudo do grande empresariado paulista. Contam com os votos de
São Paulo, que se tornou um estado conservador, egoísta,
dominado pela ideologia elitista de 1932, de que são o estado
do trabalho e o resto são vagões que a locomotiva
tem que carregar. Contam com a despolitização destes
anos todos, em que se apóia ao governo Lula, mas uma parte
importante prefere, pelo menos até agora, o Serra. Contam
com a retração na organização e na
mobilização popular. Contam com a imagem de Serra,
desvinculada do governo FHC, em que, no entanto, foi ministro econômico
durante muito tempo, co-responsável portanto, do Plano Real,
das privatizações, da corrupção, das
3 quebras da economia e as correspondentes idas ao FMI, da recessão
que se prolongou por vários anos, como decorrência
da política imposta pelo FMI e aceita pelo governo.
Conta também com
erros do governo, seja na política de comunicação – alimentando
as publicidades nos órgãos abertamente opositores,
enquanto apóia em proporções muito pequenas
os órgãos alternativos, seja estatais ou não.
Erros de política de juros alta até bem entrada a
crise, atrasando a recuperação da economia. Erros
na política de apoio e promoção do agronegócios,
em detrimento da reforma agrária, da economia familiar,
da auto-suficiência alimentar.
É certo que a oposição
não tem discurso que sensibilize ao povo, tanto assim que
batem o tempo todo, com seus espaços monopólicos
na mídia, mas só conseguem 5% de rejeição
ao governo, que tem 80% de apoio. Mas também é certo
que o estilo marqueteiro que ganharam todas as campanhas, despolitizam
o debate, se Serra se mantiver na liderança das pesquisas,
não precisa apresentar propostas, só as imagens maquiadas
das “maravilhas” que estaria fazendo em São
Paulo, assim como o tom de Aécio de que não é anti
Lula, mas pós-Lula, dizendo – como disse e não
cumpriu em São Paulo, que manteria os CEUS e outros programas
sociais do PT – que vai deixar o que está bom – sempre
atribuído ao casalsinho Cardoso.
A direita pode ganhar
e se reapropriar do Estado. O governo Lula terá sido um
parêntesis, dissonante em muitos aspectos essenciais dos
governos das elites dominantes, que retornarão. Ou pode
ser uma ponte para sair definitivamente do modelo neoliberal, superar
as heranças negativas que sobrevivem, consolidar o que de
novo o governo construiu e avançar na construção
de um Brasil para todos.
Fonte: Blog do Emir
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de julho de 2009 | Política
Nelson Garcia deixa secretaria estadual
Elizabete Castro
O Secretário do Trabalho e Emprego, Nelson Garcia, já está com
um pé fora do governo. Ele requereu férias e, em agosto, prometeu à direção
estadual do PSDB que estará de volta à Assembleia Legislativa
para reforçar o grupo de oposição ao governador Roberto
Requião (PMDB). Na secretaria, a informação é que
o diretor-geral, Fernando Pepes, está respondendo pelo cargo.
O desembarque de Garcia
do governo simboliza a determinação do PSDB de se
distanciar do PMDB, pelo menos no plano estadual e administrativo,
já que nacionalmente e eleitoralmente os dois partidos ainda
poderão estar juntos na disputa de 2010. Entretanto, as
férias foram uma forma de Garcia ganhar tempo para ver como
evolui o conflito entre peemedebistas e tucanos.
Garcia disse que obedeceria
ao chamado do comando do partido no Estado, que abriu guerra contra
o governo do PMDB, acusado de fomentar denúncias de irregularidades
contra o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), na campanha eleitoral
em que foi reeleito, em 2008.
Aos tucanos, o secretário
disse que não voltaria, imediatamente, à Assembleia
Legislativa, porque seu retorno coincidiria com o recesso parlamentar.
Ele preferia voltar em agosto.
Da quota
Garcia está no governo
desde fevereiro de 2007, em substituição ao ex-secretário
Emerson Nerone, que se desentendeu com o governo após a
saída do primeiro titular da pasta, o petista Padre Roque
Zimermmann. Requião aproveitou a saída de Nerone
para incorporar ao governo a parte tucana que havia apoiado sua
candidatura à reeleição em 2006.
Garcia fazia parte do grupo
ligado ao atual presidente do Tribunal de Contas, Hermas Brandão,
que teve seu nome vetado para compor a chapa de Requião,
em 2006, como candidato a vice-governador. O acordo, aprovado em
convenção, foi vetado pelo diretório nacional.
Entretanto, o governador
teve o apoio do grupo de Brandão, e Garcia estava entre
eles. O secretário chegou a ser ameaçado de expulsão
do PSDB na primeira tentativa de enquadramento da direção
do PSDB sobre seus deputados, no início do segundo governo
de Requião.
Há quinze
dias, Requião fez um apelo para que os cinco deputados
tucanos permanecessem na base do governo. Mas, pelo menos até agora,
o grupo decidiu seguir a ordem da direção estadual.
O único a atender ao governador foi o presidente do Instituto
de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), Joel Malucelli
Neto.
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de julho de 2009 | País
Procurador do Paraná é o
primeiro juiz cego do Brasil
Agência Estado
Único integrante cego do Ministério
Público no País, o procurador Ricardo Tadeu da Fonseca,
de 50 anos, é também o primeiro juiz deficiente visual
do Brasil. O "Diário Oficial" publicou hoje a nomeação
dele como desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região,
em Curitiba, assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva, após escolha em lista tríplice apresentada
pelo Tribunal. "Estou realizando um sonho", declarou. Há 18
anos, ele estava no Ministério Público do Trabalho,
atuando em Campinas (SP) e em Curitiba.
Fonseca aprendeu a linguagem
Braile, mas no trabalho utiliza muito a tecnologia. Como desembargador,
acredita que poderá se valer de assessores que leiam processos
ou descrevam fatos. "Vou ter como fazer um juízo de
valor", acentuou. "Minha situação é a
mesma de um juiz que se serve do tradutor juramentado." Ele
foi um dos que redigiram a Convenção Internacional
sobre Direitos de Pessoas com Deficiência, aprovada pela
Organização das Nações Unidas (ONU)
em dezembro de 2006.
Uma paralisia cerebral
no nascimento provocou perda parcial de visão em Fonseca
que, mesmo assim, conseguiu estudar em escola regular. Com 23
anos, quando estava no terceiro ano da faculdade de Direito,
perdeu totalmente a visão. Com o apoio dos colegas, que
gravavam o conteúdo de livros e das aulas, formou-se.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
17/07/2009
Carrefour se isenta de indenização
por propaganda no uniforme
O Carrefour Comércio
e Indústria Ltda. conseguiu mudar decisão que o condenou
a pagar indenização por fazer empregada usar camiseta
com logotipos de produtos e serviços comercializados pelo
supermercado. Ao julgar o caso, a Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho considerou que não é devida qualquer
indenização, pois não foi constatado uso indevido
da imagem da funcionária.
A ação foi
ajuizada por uma assistente de caixa, admitida em 1988 e dispensada
em 2005. Ela pediu indenização pelo uso indevido
de sua imagem por ter sido obrigada pelo empregador - sem ser objeto
do contrato de trabalho - a usar a camiseta com propaganda, mesmo
após sua recusa. Em primeira instância, seu pedido
foi indeferido.
No entanto, ao apreciar
o recurso da trabalhadora, o Tribunal Regional da 1ª Região
(RJ) entendeu que houve uso arbitrário da imagem da empregada,
sem sua expressa permissão, caracterizando violação
ao direito de imagem. O Regional condenou o Carrefour a pagar indenização
equivalente a uma remuneração para cada ano completo
de contrato ou fração superior a seis meses. O último
salário da assistente de caixa foi de R$ 523,65, em outubro
de 2005.
O supermercado recorreu
ao TST, e a Sexta Turma reformou a decisão regional. Segundo
o relator do recurso de revista, ministro Aloysio Corrêa
da Veiga, não houve abuso do poder diretivo nem ato ilícito
por parte da empresa. Ele esclareceu que faz parte do poder diretivo
do empregador, quando não há evidências de
abuso, que o uniforme entregue aos empregados contenha propaganda, “como
método de comunicação com o consumidor, com
o fim de influir na venda de seus produtos, enquanto internamente
e no horário de trabalho”.
Ao analisar o recurso do
Carrefour, o ministro Corrêa da Veiga constatou que a indenização
foi concedida em razão apenas da ausência de autorização
da empregada. De acordo com o relator, porém, para haver
dano e indenização seria necessário prova
contundente do prejuízo sofrido. “É preciso
que o prejuízo seja demonstrado, e que a utilização
da imagem seja realmente evidenciada”, o que não ocorreu,
segundo o ministro da Sexta Turma. ( RR-657/2006-001-01-00.1 )
(Lourdes Tavares)
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FOLHA DE LONDRINA, 16
de julho de 2009 | Economia
País mostra reação
no emprego formal
Em junho foram criadas 136 mil vagas e semestre
deve somar 316 mil novos postos de trabalho
São Paulo - O mercado
de trabalho brasileiro no primeiro semestre deste ano deve contabilizar
a abertura de cerca de 316 mil novos postos. Segundo informou o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram criadas 136
mil vagas em junho, no quinto mês consecutivo de recuperação,
após um período de aumento das demissões devido
aos efeitos da crise econômica.
''No mês passado
tivemos 136 mil empregos de carteira assinada. Nos Estados Unidos
foram quase 700 mil pessoas que ficaram desempregadas no mês
de junho. Este mês vamos crescer outra vez, e quando chegar
o mês que vem, para a desgraça de quem não
quer que o Brasil dê certo, a nossa economia vai crescer
acima de 4% e a gente vai voltar a gerar a quantidade de riqueza
que este país precisa'', disse ontem, em Maceió,
Lula.
Os dados do Cadastro Geral
de Emprego (Caged) devem ser divulgados hoje. Caso se confirmem
os dados de junho, a geração de postos de trabalho
nos primeiros meses deste ano ficou abaixo do que esperava o ministro
Carlos Lupi. No mês passado, ele estimou fechar o semestre
com 350 mil a 400 mil novos empregos.
Para tanto, em junho, o
país precisava criar cerca de 200 mil vagas formais, acima
do patamar de 131 mil vagas abertas em maio - quando o acumulado
do ano contabilizava resultado positivo de 180.011 novas vagas.
Melhor resultado desde
setembro do ano passado (com 282,8 mil vagas), o saldo de maio
representou a diferença entre 1,348 milhão de contratações
e 1,217 milhão de demissões no período. Pela
primeira vez no ano, houve aumento do emprego em todos os setores
e todas as regiões do país.
A previsão de Lupi
aponta para a geração de mais de 1 milhão
de novos empregos com carteira (contra 1,4 milhão em 2008)
e de que a economia irá crescer mais de 2%.
Folhapress
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O ESTADO DO PARANÁ,
16 de julho de 2009 | Economia
Em 10 anos, País pode ser a
5.ª maior economia
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, em reunião
com executivos da General Motors (GM) do Brasil, que se o País mantiver
seu ritmo de crescimento chegará em 10 anos ao posto de quinta maior
economia do mundo. "Se a gente continuar nesse ritmo eu não tenho
dúvidas de que nos próximos 10 anos o Brasil será a quinta
maior economia do mundo", disse o presidente. A reunião de Lula
com a GM foi fechada para a imprensa, mas o áudio do discurso do presidente
foi disponibilizado no site da Presidência da República.
Lula ponderou que o Brasil
ainda não superou totalmente a crise. "Não vamos
ser ufanistas e achar que resolvemos tudo. O crédito ainda
tem pendências e o spread ainda está alto." Lula
também ressaltou o papel dos bancos públicos brasileiros
como instrumento de fomento do crédito nos momentos mais
agudos da crise, quando o crédito nas entidades internacionais
secou. "Ficou provado que banco público não é ruim,
como alguns diziam, é que se bem gerenciado é uma
obra-prima na hora em que falta dinheiro no mercado", disse.
Para Lula, o fato de o Brasil ter bancos públicos sólidos,
como o BNDES, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil,
foi uma vantagem comparativa do País durante a crise, somado
ainda à situação saudável dos bancos
privados nacionais, que não estavam envolvidos com o crédito
de risco "subprime".
Lula disse que, em conversa
que teve com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse
a ele que o problema dos EUA é que o país não
tinha um sistema financeiro sólido "com alguns bancos
públicos importantes". Para Lula, a crise no fim do
ano passado foi gerada em parte por certo temor na sociedade. Segundo
ele, a falta de crédito no mercado foi tão grave
que até a Petrobras teve de recorrer a bancos públicos
para ter crédito, disputando espaço com pequenas
e médias empresas que têm preferência nessas
instituições.
No discurso a executivos
da GM do Brasil, o presidente Lula disse que "é incomensurável
o orgulho de ser brasileiro em um momento em que percebemos que
as empresas no Brasil estão melhores do que suas matrizes
nos países desenvolvidos". A GM brasileira anunciou
hoje investimentos de R$ 2 bilhões na fábrica de
Gravataí (RS). A matriz norte-americana, por sua vez, concluiu
recentemente um complexo programa de reestruturação.
Lula afirmou que tanto
Obama, quanto o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em conversas
com ele, ficaram "boquiabertos" com os resultados da
indústria automotiva brasileira. Lula citou dados do setor
e disse que a expectativa de vendas de automóveis no mercado
doméstico este ano é de aproximadamente 2,7 milhões
de unidades, o que representa um crescimento de 4,2% em relação
ao ano passado. "Quando uma empresa anuncia uma crise, começa
a mandar trabalhadores embora, mas depois de três meses começa
a convocar hora extra significa que ela está acreditando
no futuro e que foi precipitada no mês de dezembro",
afirmou, arrancando risadas da plateia, formada principalmente
por executivos da montadora.
Lula também fez
brincadeiras ao afirmar que o carro continua sendo "depois
da mulher, ou depois do homem, a paixão do ser humano".
Ao recordar das medidas tomadas pelo governo para estimular a venda
de automóveis, como a redução do IPI, ele
lembrou que o governo também desonerou produtos eletrodomésticos
da linha branca, como a máquina de lavar. "E as vendas
da máquina de lavar cresceram 30%. E por quê? Porque
a máquina de lavar é um dos itens da independência
da mulher e é um dos jeitos que se têm de fazer os
homens lavar roupa. É só pegar a roupa e jogar na
máquina", afirmou o presidente, arrancando mais gargalhadas
dos empresários.
Lula também
fez um apelo para que as empresas apostem em mercados como o
do continente africano. Ele lembra que os EUA não deverão
voltar a consumir como antes. "O Obama me disse que os EUA
não devem voltar a ter o consumo que tinham porque o povo
está muito endividado".
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FOLHA DE LONDRINA, 16
de julho de 2009 | Economia
Cana emprega 12% da população
de Itambé
Mecanização da cultura ameaça
vagas; falta de alternativas de ocupação abre para
o risco de perda da população
Itambé - Perto de
12% dos 5.897 habitantes de Itambé (37 km ao sul de Maringá)
trabalham no corte de cana-de-açúcar. A previsão
do próprio Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município é sombria
para os bóia-frias: estima-se que até 2018 as máquinas
tenham tomado conta da colheita e sobrem poucos empregos para os
lavradores.
Dessa forma, existe o risco
de que a cidade retome uma tendência preocupante: a de perda
da população. De acordo com o prefeito Antonio Carlos
Zampar (PT), Itambé chegou a contar com mais de 30 mil habitantes
três décadas atrás. Movimento que começou
após a ‘‘geada negra’’, que atingiu
o Norte do Paraná em julho de 1975.
Atualmente, o maior risco é que
os jovens deixem o município em busca de emprego, na maior
parte das vezes em Maringá. Para quem opta por ficar, não
sobram muitas alternativas de ocupação. E quando
as vagas existem, o salário deixa a desejar.
Por isso, muitas mulheres
preferem cortar cana a trabalhar como domésticas. Em Itambé, é difícil
encontrar quem pague até mesmo o salário mínimo.
Para ir e voltar de Maringá todos os dias, além do
cansaço da viagem, outro problema é que os rendimentos
não são tão atrativos.
Esse é o caso de Roseli Pereira dos Santos, 35 anos, que corta cana
desde 1992. Apesar de já ter trabalhado como doméstica, ela diz
que prefere o serviço pesado na lavoura. E aponta os motivos: ganhos
melhores, facilidade para conseguir a aposentadoria e falta de opção
na hora de procurar emprego em casas de família.
‘‘Como doméstica
a gente trabalha muito e ganha pouco. E na lavoura é mais
fácil de se aposentar. Não gosto do serviço
doméstico porque os patrões não dão
valor’’, comenta. Nas lavouras de cana, consegue ganhar
de R$ 700 a R$ 800 em média. Como empregada, a maioria recebe
cerca de R$ 600 mensais.
A remuneração
melhor atraiu também o marido dela, Lourival Magalhães,
37, que recentemente perdeu o emprego de mecânico. Apesar
de iniciante, ele já está ganhando mais do que a
esposa, uma vez que o pagamento é feito com base na quantidade
de cana cortada.
Assim, a vida no corte
de cana pode garantir um bom salário para quem tem força
para ser bastante eficiente, como Antonio Leite Leal Júnior,
29 anos. Desde os 15 anos de idade a rotina dele é dedicada
ao trabalho com o facão. Nos ‘‘meses bons’’,
conta, o cortador chega a ganhar R$ 1,5 mil. Mas não pretende
ficar nessa vida por muito tempo. Ele planeja cortar cana por mais
dois anos e depois buscar outra atividade. De preferência,
na boleia de um caminhão. ‘‘O que faço
não quero para a minha família. Não fico preocupado
com a chegada das máquinas. Para quem tem coragem de trabalhar,
serviço não falta’’, ressalta.
Para a ex-doméstica
Sueli Pereira Bispo, 33, o serviço é pesado, mas
ainda é compensador em relação ao emprego
anterior. Por outro lado, fica mais difícil para conciliar
o trabalho e o estudo. Tanto que ela cursou apenas até o
sétimo ano do Ensino Fundamental. ‘‘Tentei,
mas depois ficou muito cansativo. Hoje não sei o que faria
sem a cana’’, diz.
Zampar admite que há profissionais
que preferem trabalhar no campo. Por outro lado, alguns casos é por
falta de opção mesmo. Mas que a luta por uma vida
melhor exige sacrifícios. ‘‘Vai depender da
dedicação de cada cidadão. Mas alguns conseguem
chegar até à faculdade’’, ressalta o
prefeito. Ele estima que hoje perto de 200 itambeenses façam
curso superior à distância.
Fernando Rocha Faro
Reportagem
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FOLHA DE LONDRINA, 16
de julho de 2009 | Política
Flávio Arns é cotado
para ‘pacificar’ Senado
Senador paranaense é apontado para
assumir a presidência do Senado caso José Sarney (PMDB-AP)
renuncie ao cargo
Curitiba - Duas declarações
públicas de membros da cúpula do PSDB, anteontem
em Brasília, colocaram o nome do senador paranaense Flávio
Arns (PT) como cotado para ocupar a cadeira do atual presidente
do Senado, José Sarney (PMDB-AP), cuja permanência
no comando da Casa está ameaçada. Na sessão
plenária de terça-feira última, o presidente
nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou na
tribuna que apoia a figura
‘‘pacificadora’’ de
Arns para assumir o comando da Casa. A declaração
foi ratificada pelo líder da bancada do PSDB no Senado,
Arthur Virgílio (AM).
Embora pertença
ao PT, Arns transita bem pelo grupo tucano. Além de já ter
sido filiado ao PSDB, o senador paranaense adotou uma postura crítica
em relação ao PT e ao governo federal, acentuada
depois das eleições de 2006, quando saiu derrotado
da corrida ao governo do Paraná alegando falta de adesão
da sigla em torno de sua candidatura.
Mas, apesar dos tucanos
terem ventilado o nome do petista, a novela envolvendo a permanência
de Sarney continua. Em entrevista ontem à FOLHA, o senador
Alvaro Dias (PSDB/PR) disse que apoiaria Flávio Arns ‘‘de
olhos fechados’’, mas que o episódio na Casa
está ‘‘caminhando para outra direção’’. ‘‘Eu
não ouvi falar (nas declarações dos dois correligionários
sobre Arns), mas ele é uma figura ética e teria meu
apoio integral. Mas as coisas não caminham nesse sentido.
O Sarney não deve renunciar’’, opinou Alvaro.
Para o tucano, as ações
contrárias à permanência do Sarney estão ‘‘limitadas’’. ‘‘Ele
está nos vencendo pelo cansaço. Não vejo possibilidade
de êxito’’, disse Alvaro. Ele acrescenta que
a participação do presidente Lula (PT) tem sido decisiva
no embate. ‘‘Não fosse o poderio do governo
federal e do Lula, já teria acontecido uma pulverização
das forças’’, afirmou ele. Entre os integrantes
da base aliada, Arns se manifestou abertamente contra a postura
pró-Sarney do presidente Lula.
Em entrevista à FOLHA,
Arns comentou que foi pego de surpresa ao ouvir as declarações
dos tucanos. ‘‘Eu não tinha falado nada com
eles. Foram declarações expontâneas. Mas é um
sinal de prestígio, de reconhecimento ao nosso trabalho,
ao fato de a gente se pautar pelo diálogo’’,
disse o petista, que, até aquele momento, não tinha
sido efetivamente procurado pelo PSDB.
Questionado sobre o que
a bancada do PT pensava sobre a possibilidade, Arns afirmou apenas
que ‘‘o PT procurou não partidarizar’’. ‘‘Independente
do partido, é preciso colocar alguém para mudar o
clima, a favor da transparência’’.
Segundo o petista, Sarney
já tinha que ‘‘ter se afastado logo no começo’’. ‘‘É uma
situação emblemática. Cada dia é um
fato novo’’, comentou ele.
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
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Força Sindical,
16 de julho de 2009
Sindicato reage à ação
do MPT contra cobrança das taxas assistencial e sindical
Agência DIAP
" (...) limitar as
atribuições do Ministério Público do
Trabalho em relação aos sindicatos para que não
volte a mesma prática do Ministério do Trabalho,
na época do regime de exceção, que praticava
intervenção nos sindicatos"
O Sindicato dos Frentistas
de Osasco reagiu contra a ação do Ministério
Público do Trabalho (MTP), que sistematicamente tem atuado
para impedir os sindicatos de cobrar as contribuições
assistencial e sindical.
O sindicato entrou com
ação na Justiça contra o Ministério
Público do Trabalho para anular o Termo de Ajuste de Conduta
(TAC) feito entre o presidente da entidade e o Ministério
Público do Trabalho.
Esta anulação
foi baseada no resultado da assembléia da categoria que
foi contra a assinatura do TAC.
O advogado Marcio Pucu
explicou que o Ministério Público chamou o presidente
do sindicato, João Guimarães Farias, e comunicou
que ele não poderia cobrar as contribuições
assistencial e sindical e mandou que ele assinasse o TAC.
"Ele assinou o TAC
sem a autorização da assembléia de trabalhadores
e o Ministério Público não observou este formalismo,
que é necessário. Se prevalecesse este TAC o sindicato
deixaria de existir por completa falta de recursos e os trabalhadores
não teriam seus representantes legais", disse Pucu.
O Sindicato dos Frentistas
entrou com ação na 3ª Vara do Trabalho de Osasco
e a juíza Sandra dos Santos Brasil resolveu extinguir o
processo, sem analisar o mérito.
Mérito
Entretanto, o Sindicato recorreu ao TRT/SP (Tribunal Regional do Trabalho),
da 2ª Região, para uma nova apreciação da questão.
O recurso ordinário
já está tramitando na 2ª instância aguardando
inclusão pauta para julgamento, ou seja, para ser apreciado
o mérito.
"A questão",
declarou Pucu, "é limitar as atribuições
do Ministério Público do Trabalho em relação
aos sindicatos para que não volte a mesma prática
do Ministério do Trabalho, na época do regime de
exceção, que praticava intervenção
nos sindicatos".
João Carlos Gonçalves
(Juruna), secretário-geral da Força Sindical, destacou
que a ação do sindicato contra o Ministério
Público mostra que é possível reagir contra
o autoritarismo.
"Os sindicatos devem
ficar atentos porque qualquer assinatura do TAC prescinde de autorização
da assembleia de trabalhadores. Alguns integrantes do Ministério
Público do Trabalho perderam o foco de sua atuação
quando se voltam contra os sindicatos em vez de atuar com as entidades
sindicais para combater o trabalho precário que ainda existe
no País", observou Juruna.
Representação
da categoria
O presidente da Federação dos Frentistas do estado de São
Paulo, Luis Arraes, observou que o sindicato não representa apenas os
sócios, mas toda a categoria e negocia a convenção coletiva
para todos os trabalhadores.
"Existem pareceres
dos ministros Sepúlveda Pertence e Marco Aurélio,
entre outros, argumentando que se o trabalhador que recebe os benefícios
não quer que sejam descontadas as contribuições,
na verdade, só quer ganhar sem espírito associativo,
ou seja, apenas usufrui sem participar da luta reivindicatória
de melhores salários e direitos sociais e, pior, goza dos
benefícios, cujos custos foram pagos pelos seus companheiros",
afirmou Arraes.
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NCST, 16 de julho de
2009
Terceirização
não se confunde com contrato de facção
A 5ª Turma do TRT-MG
descaracterizou um contrato de facção celebrado entre
três empresas, que foram, todas, responsabilizadas solidariamente
pelas verbas trabalhistas devidas ao reclamante. Isso porque ficou
comprovado que a primeira reclamada era, na verdade, uma extensão
das duas tomadoras do serviço.
Em seu voto, o relator
do recurso, juiz convocado Rogério Valle Ferreira, ensinou: “Entende-se
por contrato de facção aquele contrato de natureza
civil, em que a indústria contrata empresa para o fornecimento
de produtos prontos e acabados, sem qualquer ingerência na
produção, não tendo como objetivo, portanto,
o fornecimento de mão-de-obra mediante a intermediação
de empresa prestadora de serviços”.
No caso, a reclamante,
que é costureira, foi contratada pela primeira ré para
prestar serviços para a segunda e terceira reclamadas, desempenhando
funções diretamente ligadas à atividade-fim
destas. Os depoimentos dos prepostos das empresas confirmaram que
as tomadoras de serviço enviavam os tecidos já cortados
para que a primeira reclamada os costurasse, com prazo determinado
para entrega. A alegação de existência de um
contrato de facção entre a segunda e a terceira reclamadas
foi rejeitada pelo relator, por considerar ele que esse tipo de
contrato não se aplica ao caso. No entender do juiz, o que
ocorreu foi o fornecimento de mão-de-obra, com intermediação
de empresa prestadora de serviços.
Na análise dos fatos,
o relator entendeu que ficou evidenciada a terceirização
de atividade-fim, o que é expressamente vedado pela ordem
jurídica, na medida em que a celebração de
contratos de prestação de serviços entre os
reclamados objetivou burlar a legislação trabalhista
e obter mão-de-obra barata. Assim, foi mantida a responsabilidade
solidária imposta às tomadoras do serviço
pela quitação do acordo celebrado com a primeira
reclamada, que não pagou as verbas devidas à reclamante.
(RO
nº 01702-2008-075-03-00-2)
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SINTRACOM LONDRINA, 15 de julho de 2009 | Eventos
Sintracom em Ação
Sintracom-Londrina e Fetraconspar
fecham Convenção das Olarias e Cerâmicas em
14% a partir de 1º de junho de 2009
Aumento real conquistado
para Oleiros e Ceramistas varia de 2,70% a 8,11% acima da inflação de 5,45% acumulada entre
1º de junho de 2008 e 31 de maio de 2009.
As negociações demoraram, mas valeu a pena esperar.
Afinal de contas, as categorias da data-base 1º de junho,
em geral, tiveram reajustes menores do que os 14% sobre o piso
salarial de Oleiros e Ceramistas conquistados pelo Sintracom-Londrina
e a Fetraconspar.
É o caso, por exemplo, dos trabalhadores representados
pelo Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pavimentação
do Estado do Paraná), que fecharam a Convenção
com reajuste para os pisos e os demais salários em 8% e
o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Estado
de São Paulo que bateram o martelo em um reajuste de 6,7%.
O reajuste negociado pelo Sintracom-Londrina
e a Fetraconspar vale a partir do dia 1º de junho deste ano e beneficia os
trabalhadores das Olarias e Cerâmicas das cidades de Abatiá,
Alvorada do Sul, Assai, Bandeirantes, Bela Vista do Paraíso,
Congonhinhas, Conselheiro Mairinck, Cornélio Procópio,
Florestópolis, Jaboti, Japira, Jundiaí do Sul, Nova
América da Colina, Nova Fátima, Porecatu, Primeiro
de Maio, Quatiguá, Ribeirão do Pinhal, Santa Amélia,
Santa Cecília do Pavão, Santa Mariana, Santo Antonio
do Paraíso, São Sebastião da Amoreira, Sertanópolis
e Uraí.
Na edição especial do Jornal do Sintracom-Londrina,
que circula na próxima semana, Oleiros e Ceramistas podem
conferir a Tabela Salarial com os valores mínimos que o
trabalhador das Olarias e Cerâmicas deve receber até o
quinto dia útil do mês de agosto.
As diferenças salariais acumuladas durante junho e julho,
período em que o Sindicato e a Federação negociavam
com os sindicatos patronais, serão pagas junto com o salário
de julho, ou seja, até o quinto dia útil do mês
de agosto próximo.
É muito importante que todo trabalhador confira o recibo
de pagamento para ver se o patrão está pagando o
valor constante da Convenção Coletiva de Trabalho
(CCT). Se você, trabalhador das Olarias e Cerâmicas,
notar que o valor está abaixo da tabela publicada no Jornal
da entidade, ligue na hora para o Sintracom-Londrina que iremos
ao seu local de trabalho cobrar do patrão o que ele deve
a você.
Além disso, companheiros e companheiras das Olarias e Cerâmicas,
não deixem de comemorar o reajuste conquistado pelo Sintracom-Londrina
e a Fetraconspar. Ele é fruto de negociações
conduzidas com muita firmeza pelos dirigentes sindicais que representam
vocês.
É bom destacar, também, que a inflação
acumulada entre 1º de junho de 2008 e 31 de maio de 2009 ficou
em 5,45%. Isto significa que todos os trabalhadores do setor tiveram
aumento real. O menor índice de aumento real foi de 2,70%
e o maior de 8,11%. É ou não é pra comemorar?
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O ESTADO DO PARANÁ,
15 de julho de 2009 | Economia
Emprego teve pior semestre em 10 anos
no País
Agência Estado
O Brasil fechou o primeiro semestre com a criação de mais de
300 mil postos de trabalho com carteira assinada, informou ao jornal O Estado
de S. Paulo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. É o pior resultado
dos últimos 10 anos e está muito abaixo dos 1,36 milhão
de novos postos gerados no primeiro semestre de 2008 e mesmo das 561 mil vagas
de 2003, quando a economia brasileira cresceu pouco. Até maio, o saldo
entre contratações e demissões estava em 180 mil postos.
Em Maceió, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem
que em junho foram abertos 136 mil novos postos de trabalho. "Em julho,
esse número deve aumentar, para o desespero da oposição",
disse Lula. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
devem ser divulgados amanhã.
O dado de junho ficou abaixo
das estimativas dos analistas de mercado de trabalho. "Se
confirmado, o número não é um desastre, mas
decepcionou", disse Fábio Romão, economista
da LCA Consultores. A consultoria projetava a geração
de quase 200 mil vagas em junho. Na divulgação do
Caged de maio, Lupi chegou a estimar a criação de
350 mil a 400 mil vagas no primeiro semestre. O ministro não
deu detalhes, mas disse que junho deve manter o padrão dos últimos
meses, com recuperação mais forte dos serviços
e da construção civil, mas estagnação
da indústria, que parou de demitir, mas não avançou
nas contratações. Até maio, a construção
gerou 61 mil vagas, a agropecuária 71,7 mil e os serviços
242,9 mil.
Lupi afirmou que
mantém a meta de que o País vai criar 1 milhão
de postos de trabalho este ano. "O segundo semestre deve
ser muito forte para o emprego. Os setores automotivo e da linha
branca batem recorde de vendas graças aos incentivos do
governo federal." Os economistas projetam que a taxa de
desemprego no País pode chegar a 8,7% este ano, acima
dos 7,9% de 2008, o nível mais baixo desde 2002, quando
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
modificou a base de dados. As informações são
do jornal O Estado de S. Paulo.
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Dieese, 15 de julho
de 2009
A negociação
de reajustes salariais em meio à crise internacional
Como parte das ações
que visam avançar no entendimento acerca dos impactos da
crise internacional no Brasil e, sobretudo, subsidiar o movimento
sindical brasileiro em seus processos de negociação
coletiva, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos) apresenta nesta Nota Técnica
uma síntese dos reajustes salariais negociados em 2009.
No transcorrer dos cinco
primeiros meses do ano, o SAS-Dieese (Sistema de Acompanhamento
de Salários) analisou o resultado das negociações
salariais de 100 categorias de todo o Brasil.
Uma mudança importante
em relação à metodologia de pesquisa merece
ser destacada: com o intuito de construir um diagnóstico
mais preciso dos impactos da crise na negociação
dos reajustes salariais, a opção foi acompanhar em
2009 as mesmas unidades de negociação analisadas
em 2008 e, ao longo da análise, considerar somente as negociações
com informação de reajustes salariais nos dois anos.
Neste estudo serão
considerados, portanto, os reajustes salariais de 2008 e 2009 das
mesmas 100 unidades de negociação.
A análise dos reajustes
de 2009 revela ligeira melhora diante do ano anterior: se em 2008,
89% das negociações consideradas asseguraram pelo
menos a recomposição das perdas ocorridas durante
a data-base, em 2009, esse percentual subiu para 96% das negociações.
Por conseguinte, o percentual
de negociações com reajustes inferiores ao INPC-IBGE2
passou de 11%, em 2008, para 4%, em 2009.
No entanto, o percentual
de negociações que garantiu reajuste acima do índice
de preços permaneceu quase inalterado: 77%, em 2008, e 78%,
em 2009.
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Monitor Mercantil, 15
de julho de 2009
Pochmann: Recessão
destrói os melhores empregos
É consenso entre
os economistas que o crescimento da indústria tem função
dinamizadora, puxando o setor de serviços e a inovação.
No entanto, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, afirma que as décadas
de neoliberalismo deixaram a indústria brasileira muito
vulnerável a crises como a que o mundo está vivendo.
"Com a abertura comercial,
um terço do investimento produtivo no Brasil provém
de multinacionais. Já a abertura financeira nos deixou dependentes
de crédito externo e não reduziu o grau de concentração
bancária, muito pelo contrário", disse Pochmann,
em debate na TV Senado.
Ele defende o incentivo
a cooperativas de crédito e outras alternativas para oferecer
financiamento à pequena empresa. A indústria responde
por 30% dos empregos no país, enquanto o setor de serviços
responde por 60%, mas, segundo o presidente do Ipea, os postos
de trabalho na indústria são de muito mais qualidade
e têm efeito multiplicador na dinâmica da economia.
EUA
"No Brasil é fácil
demitir. E a crise é da indústria, pois o agronegócio
e o setor de serviços apresentaram variação
positiva, após outubro do ano passado. Significa que a crise
pegou os melhores empregos, daí a taxa de rotatividade da
mão-de-obra ter crescido 30% sobre 2007", disse, acrescentando
que nos EUA, país de legislação trabalhista
flexível, a taxa de rotatividade é metade da brasileira.
Pochmann lamentou também
que a crise tenha interrompido dois anos de crescimento da participação
dos salários no PIB. "Defendo que o país diminua
o grau de abertura financeira, dependa menos do comércio
com os ricos (que já foi de 70% e agora está em 40%)
e promova um processo de desconcentração bancária",
finalizou.
A informação é do
Monitor Mercantil
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InfoMoney, 15 de julho
de 2009
Vetos ao programa Minha Casa,
Minha Vida podem ser derrubados
Os deputados do PSDB estão
se mobilizando para derrubar dois de três vetos presidenciais
ao PLC (Projeto de Lei de Conversão) 11.977, que institui
o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
Sancionado na última
terça-feira (7) pelo então presidente em exercício,
José Alencar, o projeto teve retirado o item II do parágrafo
2º, do artigo 4º, que tratava do financiamento de lotes
urbanizados dentro do programa de habitação do governo
federal.
Além disso, foram
vetadas as emendas que previam sorteio eletrônico público
para a distribuição de casas destinadas às
famílias de baixa renda e a que flexibilizava as regras
para a regularização fundiária de condomínios
de classe média no Distrito Federal, com o qual a oposição
concorda.
Razões
Conforme publicado pela Agência Câmara, o veto à possibilidade
de financiamentos de terrenos foi recomendado pelo Ministério da Fazenda,
por não garantir um dos principais objetivos do sistema, a geração
de empregos no setor da construção civil.
No segundo caso, a retirada
foi sugestão do Ministério das Cidades, para o qual
a medida dificultaria a operacionalização do programa,
já que não existem cadastros únicos municipais.
Por outro lado, há uma ressalva de que o mecanismo será regulamentado
futuramente para garantir impessoalidades na seleção
de beneficiários.
Na opinião do deputado
e autor de uma das emendas, Fernando Chucre (PSDB-SP), os dois
vetos são lamentáveis, sobretudo o que trata do sorteio
público de imóveis, que ele classificou como absurdo,
uma vez que a ferramenta garantiria transparência ao processo,
impedindo o uso eleitoreiro do programa.
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Congresso em Foco,
15 de julho de 2009
Lula: “Vou ajudar a
eleger a minha sucessora”
Rodolfo Torres
De forma cautelosa, o presidente
Lula afirmou nesta terça-feira (14) que vai trabalhar para
eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, presidente da
República em 2010.
“Está chegando
o ano eleitoral e eu não posso falar de eleição.
Mas eu só vou dizer uma coisa para vocês. Podem escrever:
eu vou fazer, eu vou ajudar a eleger a minha sucessora neste país.
Ou sucessor”, afirmou o petista durante inauguração
de uma adutora em Maceió.
O petista também
aconselhou o público a conhecer melhor os candidatos a cargos
eletivos.
“O povo não
pode ficar em casa apenas não querendo conhecer quem é candidato.
Não quer conhecer quem é candidato, vereador, prefeito,
deputado, governador, presidente. Chega na época das eleições,
a gente vota no primeiro que dá um papelzinho para a gente.
No dia seguinte, a gente não lembra em quem votou, e depois
a gente já começa a xingar o político.”
Na ocasião, Lula
aproveitou para elogiar a atuação dos senadores alagoanos
Fernando Collor (PTB) e Renan Calheiros (PMDB) em prol dos interesses
do governo naquela Casa. “Eu quero aqui fazer justiça
ao comportamento do senador Collor e do senador Renan, que têm
dado uma sustentação muito grande aos trabalhos do
governo no Senado.”
O petista ainda ressaltou
que sua administração mudou a relação
governo sociedade “para que o povo mais pobre se sentisse
governante deste país”.
“Aquele Palácio
do Planalto, que antes só recebia grandes banqueiros, grandes
empresários, príncipes, reis e governantes, hoje
recebe catador de papel, hoje recebe os portadores de deficiência.”
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
15/07/2009
CLT exige que parte apresente embargos
no primeiro momento
Depois que a Lei 9.957/2000
alterou o artigo 897-A da CLT e admitiu a correção
de erro no exame dos pressupostos extrínsecos (ou genéricos)
de recurso por meio de embargos de declaração, esta é a
via para se fazer a correção. Portanto, se a parte
não o fizer no momento oportuno, não poderá pedir
que a instância superior corrija erro cometido pela instância
anterior relativo à não-observância dos aspectos
formais do processo (como regularidade de representação,
tempestividade, pagamento de custas e depósito recursal,
entre outros). A tese é nova no Tribunal Superior do Trabalho,
segundo o ministro Ives Gandra Martins Filho, mas deve ser adotada
em respeito aos princípios da preclusão e da celeridade
processual.
“Pelo princípio
da preclusão, no primeiro momento em que a parte tiver de
falar nos autos, deve levantar a matéria que cabe, naquele
momento, ser questionada. Sei que é uma tese nova, mas,
do contrário, estaríamos dando à parte a faculdade
de escolher quando impugnar”, explicou o ministro Ives Gandra
Filho. A tese foi adotada pela Sétima Turma do TST em julgamento
de recurso do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários
de Governador Valadares (MG) contra a Empresa Valadarense de Transportes
Coletivos Ltda.. Ives Gandra Filho destacou que o entendimento
prestigia a celeridade do processo, evitando idas e vindas dos
autos entre as instâncias. “A permissão de que
a correção seja feita por meio dos embargos declaratórios
evita que o recurso suba à outra instância e retorne
para que seja novamente julgado, afastado o pressuposto que teria
sido equivocadamente exigido ou não observado”, explicou
o relator.
No caso julgado pela Sétima
Turma do TST, foi observado que o sindicato, apesar de ter apresentado
embargos de declaração relativos à decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG),
não questionou a regularidade de representação
processual (procuração) da empresa naquele momento.
Só veio a fazê-lo no recurso de revista ao TST, quando
argumentou que o recurso deveria ter sido declarado inexistente
uma vez que a advogada que o assinou não deteria poderes
para fazê-lo. Segundo a defesa do sindicato, o mandato que
outorgou poderes à advogada foi subscrito por um suposto
representante legal da empresa, cuja assinatura, ilegível,
não foi acompanhada do necessário nome de quem tem
poderes para tanto.
“Não
há como acolher a preliminar, na medida em que, diante
do artigo 897-A da CLT, acrescentado pela Lei nº 9.957/00,
os embargos de declaração constituem a via adequada
e necessária para a correção de manifesto
equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos
do recurso, revelando-se obrigatória a sua oposição
nessa hipótese”, afirmou o ministro Ives Gandra
Filho em seu voto. O artigo 897-A da CLT dispõe que “caberão
embargos de declaração da sentença ou acórdão,
no prazo de cinco dias, devendo seu julgamento ocorrer na primeira
audiência ou sessão subsequente a sua apresentação,
registrada na certidão, admitido efeito modificativo da
decisão nos casos de omissão e contradição
do julgado e manifesto equívoco no exame dos pressupostos
extrínsecos do recurso. ( RR 515/2007-099-03-00.0)
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BEM PARANÁ,
14 de julho de 2009 | Trabalho & Negócios
Construção civil e limpeza
Segmentos lideram número
de vagas
Servente de obras, faxineiro e auxiliar
de escritório foram as ocupações com maior
números de vagas de emprego criadas em Curitiba
Servente de obras, faxineiro e auxiliar de escritório foram as ocupações
com maior números de vagas de emprego criadas em Curitiba, nos cinco
primeiros meses de 2009. De 20 ocupações que mais se destacaram
na geração de oportunidades de emprego com carteira assinada,
o saldo foi de 1.431 vagas para faxineiro; 1.036 para servente de obras e 770
para auxiliar de escritório.
Os dados são do Mapa de Oportunidade de Emprego, do Observatório
do Trabalho de Curitiba. O Observatório funciona por convênio
entre a Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego e o Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Nas mesma 20 ocupações
pesquisadas, comparando os cinco primeiros meses de 2008 ao mesmo
período de 2009, o maior crescimento de oportunidades de
emprego ficou com o agente de saúde, que passou de 56 vagas
para 357 vagas (537,50%), seguido por operador de linha de montagem,
que subiu de 140 vagas para 658 vagas (370%), e de vendedor em
domicílio, cujo saldo foi de 133 vagas em 2009.
“ A classificação das ocupações pelo salário
médio de admissão é outro indicador importante produzido
pelo Observatório do Trabalho”, diz o secretário municipal
do Trabalho e Emprego, Jorge Bernardi.
Das 20 ocupações
que mais geraram empregos em 2009, classificadas por salário
médio de admissão, o maior rendimento foi recebido
pelo assistente administrativo (R$ 936,83), seguido do auxiliar
de contabilidade (R$ 917,87) e do vigilante (R$ 850,51).
Em relação à evolução do salário
médio de admissão de janeiro a maio de 2008 e de janeiro a maio
de 2009, vendedor em domicílio foi a ocupação que apresentou
a maior variação salarial (26,77%); depois, embalador a mão
(16,25%) e trabalhador de manutenção de edificações
(15,51%). As 20 ocupações com os maiores salários médios
de admissão registraram rendimento médio superior a R$ 5,9 mil.
As 10 primeiras oferecem salários superiores a R$ 8 mil.
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O ESTADO DO PARANÁ,
14 de julho de 2009 | Economia
Planejamento é fundamental
para economizar
Mara Andrich
Planejar como e onde gastar o dinheiro. Esta é uma tarefa nada fácil
para a maioria dos brasileiros, que não tem a cultura da educação
financeira. Em geral, as pessoas adquirem bens e produtos por meio de prestações
e, na maior parte das vezes, só pensam no valor de cada parcela, esquecendo
dos juros que podem estar embutidos no preço. Alguns até mesmo
acabam pagando as parcelas com o cheque especial e, quando se dão conta,
já estão “afogados” em dívidas.
Para situações
como esta a única maneira de salvar as finanças é o
planejamento. Seja colocando no papel o quanto de dinheiro tem
para gastar e no que precisa gastar, seja utilizando a calculadora
ou mesmo um programa de internet.
Para tentar ajudar quem
não sabe por onde começar, o engenheiro Marcelo Kimura,
da empresa M-Econ, criou o site www.minhaseconomias.com.br. Neste
endereço as pessoas podem, gratuitamente, fazer o controle
de suas finanças, a curto, médio e longo prazo.
Segundo Kimura, a ideia é não
só auxiliar nos cálculos, mas acima de tudo criar
a cultura do planejamento financeiro, independentemente da classe
social. “Trata-se de uma mudança de comportamento.
A maioria das pessoas perde o controle da onde está indo
seu dinheiro porque não tem a cultura de planejar, que é mais
simples e mais seguro. Dá para comparar com um problema
grave de saúde. Quando a pessoa está bem mal, ela
se obriga a mudar alguns hábitos”, analisou. O site
está funcionando gratuitamente há duas semanas, e
não solicita muitos dados do usuário para o cadastro.
Na opinião do economista
e diretor de Negócios da Partner Consulting, Rui Rocha,
para iniciar o planejamento é preciso ter em mente quatro
pontos fundamentais: definir prioridades, ter disciplina para aplicar
o dinheiro somente nelas, fugir dos juros abusivos e, por último,
ser prudente. E tudo isso pode ser feito com uma caneta e um papel
para fazer os cálculos. Para ele, é muito mais vantajoso
planejar do que consumir com prestações.
“Muitos brasileiros
trabalham em função da dívida, para pagar
a parcela da prestação, quando deveriam planejar,
guardar o dinheiro e só depois consumir. Quem poupa explora
melhor na hora da compra e tem mais satisfação. Podemos
e devemos consumir, só que de forma planejada. O brasileiro
não tem a cultura do planejamento financeiro, infelizmente”,
afirmou.
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Vermelho, 14 de julho
de 20098
Dúvida cruel tucana:
Serra ou Aécio?
" Política é como nuvem.
Você olha e ela esta de um jeito. Olha de novo e ela já mudou",
ensinava o ex-governador Magalhães Pinto, raposa mineira
da UDN, também banqueiro e líder paisano do golpe
militar de 1964. A escolha do candidato presidencial tucano em
2010, anteontem, anunciava uma feroz luta interna; ontem, dava
a impressão de que José Serra estaria triturando
Aécio Neves; mas hoje emite sinais encorajando o mineiro...
Por Bernardo Joffily

Aécio (e.) e Serra, em evento no Recife
Uma nuvem carregada no
cenário sucessório era o câncer que acometeu
Dilma Rousseff (PT), candidata do presidente Lula. Mas ao que dizem
os médicos dissipou-se, deixando até, como saldo,
uma imagem mais humana e emotiva da ministra, que continua a subir
nas pesquisas.
A nuvem da crise econômica
permanece, nos céus do mundo e do Brasil. Mas não
parece capaz de fulminar os planos de Lula, como chegaram a sonhar
os seus adversários. Nesta segunda-feira (13), anunciou-se
que a demanda por crédito subiu em junho pelo quarto mês
consecutivo, aproximando-se do cenário pré-crise
e puxada pelos brasileiros de baixa renda.
Sinais de possível revisão
de planos
Como as nuvens da política
não só se modificam mas também se intercomunicam
incessantemente, essas metamorfoses foram rebater no quartel-general
do governador de São Paulo e presidenciável tucano.
Há sinais de que, depois de ter dobrado seu rival Aécio,
antes mesmo de baterem chama nas prévias do PSDB anunciadas
para fevereiro, Serra pode estar revendo seus planos para 2010.
" O quadro continua
favorável a Aécio, com José Serra pensando
em disputar o governo de São Paulo, bem avaliado que está e
preocupado com o crescimento de Dilma nas pesquisas", diz
o jornalista Luís Carlos Bernardes na sua coluna de hoje
em O Tempo, um dos poucos jornais mineiros rebeldes à cooptação
por Aécio.
Em outro quadrante, Ricardo
Noblat, em seu blog no Globo Online, confirma que há algo
no ar além dos aviões de carreira, provavelmente
uma nuvem magalhaniana em mutação. O blog reproduz
o "raciocínio esperto" de um "amigo":
" Há mais de
20 anos que São Paulo vota preferencialmente no PSDB. Ou
contra o PT se preferir.
Em 2002 e 2006, Lula teve
votações expressivas em Minas Gerais.
Se Aécio Neves
for candidato a presidente, terá os votos de São
Paulo. E os de Minas, fechada com ele segundo todas as pesquisas.
Se o candidato for José Serra,
São Paulo votará fechado com ele, mas Minas não.
A não ser que Aécio ceda aos apelos e aceite ser
vice de Serra.
Então?
Então Aécio é melhor
candidato do que Serra, que se reelegeria facilmente governador
de São Paulo.
Aécio não
pode ser candidato à reeleição. Pode disputar
uma vaga no Senado. Logo onde: na Casa dos Escândalos."
O amigo de Noblat, cuja
filiação partidária se adivinha nas entrelinhas,
parece a um passo de entrar em campanha. No palanque Aécio
presidente-Serra governador.
Cenários na retaguarda paulista
Se Serra disputasse a
Presidência, o bloco demo-tucano lançaria em São
Paulo um de três nomes: o ex-governador Geraldo Alckmin,
com forte recall, mas relações estremecidas com o
atual governador; ou o secretário Aloísio Nunes Ferreira,
que, ao contrário, é fiel mas ainda não mostrou
ser bom de voto; ou ainda o prefeito paulistano, Gilberto Kassab,
que corre por fora, contrariando uma promessa de sua campanha em
2008.
Com Dilma curade e subindo
nas pesquisas, o atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes – o
segundo mais poderoso depois do Planalto – indaga-se se vale
a pena trocar o (ao que dizem) certo pelo duvidoso: deixar o Bandeirantes
para um desafeto, ou um adversário, e disputar o Planalto
com uma Dilma em ascenso.
Se tudo der certo, o vencedor
leva as batatas, como sentenciaria Quincas Borba. Mas, e se der
errado? Ser vencido na eleição presidecial já seria
ruim; mas perder também a retaguarda paulista configuraria
um desastre.
A nuvem de Ciro
Em outra interconexão
das nuvens da política, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) acompanha
as mutações nos cumulus pré-2010 para escolher
o seu projeto: disputar a Presidência, ser vice na chapa
de Dilma ou concorrer ao governo paulista.
Com Serra presidenciável,
o papel nacional de Ciro em São Paulo cresceria. Ele seria
como um comandante guerrilheiro a incursionar por trás das
linhas do inimigo, tirando-lhe a paz, e o máximo de votos.
Com o governador buscando a reeleição, a menor influência
nacional seria compensada pela satisfação de enfrentar
diretamente Serra, com quem tem antigas contas por ajustar.
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Gazeta do Povo, 14
de julho de 2009
Crise parlamentar
Sarney anula atos secretos, mas efeito é nulo
Grande parte dos 663 documentos terá de
ser convalidada nos próximos 30 dias para evitar que o Senado
tenha problemas jurídicos
Brasília - Acuado
politicamente, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP),
decidiu anular os 663 atos administrativos secretos. O anúncio
de ontem não representará, porém, o cancelamento
imediato de todas essas medidas. A decisão de Sarney foi
muito mais política do que prática. Técnicos
do Senado avisaram ao senador que grande parte dos atos secretos
terá de ser convalidada nos próximos 30 dias para
evitar problemas jurídicos.
Sarney divulgou sua decisão
menos de um mês depois de garantir que esses boletins não
existiam. “Eu não sei o que é ato secreto.
Aqui, ninguém sabe o que é ato secreto”, disse,
da tribuna, no dia 16 de junho. A existência desses documentos
foi revelada em 10 de junho. Inicialmente, uma comissão
avaliaria cada boletim sigiloso e a perspectiva de anulação
do seu conteúdo. A estratégia de Sarney foi inverter
o processo: cancelou todos os atos e a equipe de trabalho decidirá em
30 dias qual será convalidado. Uma tática de maior
impacto externo, embora de pouco resultado prático do ponto
de vista interno. Ao anunciar a medida, o presidente do Senado
tenta diminuir a pressão causada por denúncias de
irregularidades administrativas na Casa, nepotismo e desvio de
verbas da Petrobras pela Fundação José Sarney.
O primeiro-secretário,
Heráclito Fortes (DEM-PI) demonstrou descontentamento com
a decisão do peemedebista. “No meu entendimento, teria
que passar pela Mesa. Eu quero crer, inclusive, que não
seja conveniente para o presidente Sarney tomar uma decisão
solitária”, afirmou Heráclito.
De acordo com a Advocacia-Geral
do Senado, no entanto, Sarney tem respaldo legal para tomar a decisão
isoladamente porque atos secretos teriam um vício na origem,
ficando comprometidos porque foram mantidos em sigilo.
O simples cancelamento
das exonerações secretas criaria uma situação
inusitada: tais funcionários voltariam aos quadros do Senado,
que ficaria devendo salários a esses servidores – um
deles seria Maurício Requião, irmão do governador
Roberto Requião. Por isso, a interpretação
da cúpula administrativa é que essas medidas – embora
sob sigilo por vários anos – devem ser mantidas para
evitar problemas desse tipo.
Diante do impasse sobre
a anulação de fato dos atos secretos, a solução
mais provável é o cancelamento dos boletins que tratam
de criação de cargos dos gabinetes de parlamentares
e da diretoria-geral, além das medidas referentes a benesses
a servidores e senadores que tenham efeitos presentes e futuros.
Sarney também determinou que a diretoria-geral avalie o
ressarcimento aos cofres públicos do que foi pago indevidamente.
A missão é considerada quase impossível pelo
departamento jurídico do Senado.
A iniciativa de Sarney
segue uma recomendação do Ministério Público
Federal (MPF), que pediu a nulidade dos atos. O órgão
e a Polícia Federal já abriram investigações
em torno do caso.
Já a procuradora
Anna Carolina Resende deve apresentar até o começo
de agosto uma ação por improbidade administrativa
contra os ex-diretores Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi,
acusados de comandar o esquema de atos secretos dentro do Senado.
Repercussão
Para muitos senadores,
o cancelamento dos atos secretos não alivia a pressão
contra Sarney. Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o peemedebista
corrigiu um erro, mas ainda não conseguiu dar explicações
convincentes sobre as acusações que o envolvem diretamente. “O
cancelamento dos atos não explica as denúncias que
o envolvem diretamente, como o nepotismo pessoal, o dinheiro da
Petrobras, a mentira sobre a responsabilidade administrativa da
fundação, entre outras acusações’’,
disse.
Na avaliação
do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), o presidente
do Senado demorou para tomar a decisão. O líder
do DEM, José Agripino (RN), tem opinião semelhante: “Se
está sendo feito agora, é sinal de que já poderia
ter sido feito antes”. Para aliados, Sarney mostra que
está agindo para tentar recuperar a credibilidade do Senado. “Isso é José Sarney.
Doa a quem doer, ele tomou a decisão, como tem feito sempre
que surge qualquer suspeita’’, afirmou o líder
do PTB, Gim Argello (DF).

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Agência Estadual
de Notícias, 14 de julho de 2009
PR: governo assina Convenção
Coletiva do Trabalho Doméstico terça (14)
Durante a reunião
da Escola de Governo desta terça-feira (14) será assinada
a Convenção Coletiva do Trabalho Doméstico,
uma parceria entre a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego
e Promoção Social, Ministério da Previdência
Social e Superintendência do Trabalho e Emprego no Paraná.
O objetivo é garantir
a regulamentação da atividade e os direitos dos empregados
na categoria.
A convenção
vale para trabalhadores de Curitiba e Região Metropolitana.
Esta é uma iniciativa
inédita do governo do Estado e da gerência executiva
do INSS em Curitiba.
O Paraná será o
primeiro estado brasileiro a ter direitos reconhecidos em convenção
coletiva de trabalho, seguindo orientação da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), que sugere que todos os países
regulamentem a categoria até 2010.
Para o secretário
do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Nelson Garcia,
a convenção é resultado de uma união
de forças única no país.
"Seguimos as determinações
do governador Roberto Requião, que defende que as ações
da Secretaria sejam baseadas no diálogo e na colaboração",
diz.
"A ideia foi amplamente
discutida entre os sindicatos de trabalhadores e de empregadores",
completa.
Sem acordo coletivo de
classe, os empregados domésticos não recebem o Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), salário-família,
horas extras e o adicional noturno.
A legislação
brasileira assegura às empregadas domésticas, registradas
formalmente, direito ao 13° salário, aposentadoria,
auxílio doença, férias de 30 dias, folgas
semanais e nos feriados, 120 dias de licença maternidade
e cinco meses de estabilidade no emprego após o parto.
A lei impede ainda que
o empregador desconte nos salários a alimentação,
material de higiene e moradia e obriga o pagamento de vale-transporte
quando necessário.
De acordo com os dados
da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad - 2007), das 392.329 empregadas domésticas do Paraná,
apenas 103.610 trabalham com carteira assinada.
Ou seja, 74% das trabalhadoras
na atividade são informais.
No Brasil, a Federação
Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) estima
que, de um total de oito milhões de empregadas, 90% atuem
na informalidade.
A presidente do Sindicato
dos Empregados Domésticos do Paraná (Sindidom), Carolina
Michelisa Stachera, acredita que a regulamentação
vai pressionar para que todos os direitos sejam cumpridos e deve
amenizar os altos níveis de informalidade na atividade.
O Sindidom responde por
trabalhadoras da região de Curitiba, então a convenção
valerá para alguns municípios.
São eles: Araucária,
Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Campo Largo,
Mandirituba, Fazenda Rio Grande, Almirante Tamandaré, Rio
Branco do Sul, Quatro Barras, Adrianópolis, Agudos do Sul,
Lapa, Contenda, Antonio Olinto, Campo do Tenente, Cerro Azul, Piên,
Pinhais, Rio Negro, São Mateus do Sul, Campina Grande do
Sul, Antonina, Morretes, Pontal do Paraná, Matinhos, Guaratuba,
Guaraqueçaba, Paranaguá, Balsa Nova, Palmeira e Quitandinha.
Apesar disso, o secretário
Nelson Garcia adianta que já é analisada a realização
do mesmo processo no Norte Pioneiro.
Segundo ele, o sindicato
patronal abrange todo o Paraná, mas ainda é preciso
estruturar os sindicatos laborais.
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Folha de S.Paulo, 14
de julho de 2009
Foco
Trabalhadores demitidos na França
ameaçam explodir fábrica de peças
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Cerca de 360 trabalhadores
demitidos da fabricante de autopeças New Fabris, em Chatellerault,
na França, fechada em junho, ocuparam ontem a empresa e
ameaçaram explodir o local. Eles exigem das montadoras Renault
e PSA Peugeot Citroën, principais clientes da New Fabris,
indenização de 30 mil euros (US$ 42 mil) para cada
um pela demissão.
O delegado da CGT (Confederação Geral do Trabalho), Guy Eyermann,
disse à emissora France Info que botijões de gás ligados
entre si serão explodidos se não houver acordo até o próximo
dia 31.
Segundo os trabalhadores, cilindros ligados com um cordão inflamável
foram instalados há cerca de dez dias na parte externa da fábrica.
" Se Renault e PSA se recusarem a nos dar a indenização, isso
poderá explodir", disse Eyermann.
Os trabalhadores foram demitidos após a liquidação judicial
da empresa, que esteve sob o controle do grupo italiano Zen por seis meses.
No próximo dia 20, eles devem reunir-se com o ministro da Indústria
do país.
Ainda ontem, porém, o risco foi descartado pela assessora do governo
local de Chatellerault (305 km a sudoeste de Paris), Anne Frackowiak. Ela afirmou
que o diretor da fábrica havia confirmado que os botijões estavam
vazios.
As montadoras Renault e PSA Peugeot Citroën disseram que não cabe
a elas o pagamento de eventual indenização, e sim aos acionistas
e à administração judicial.
O episódio em Chatellerault segue uma série de atos de violência
deflagrados na França desde o agravamento da crise global. Neste ano,
executivos de empresas como Sony, Caterpillar e Molex foram feitos reféns
na França por trabalhadores demitidos em razão da crise.
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SINTRACOM LONDRINA,
13 de julho de 2009 | Eventos
Conselho das Cidades
SINTRACOM Londrina participa
da Reunião
do CONCIDADES em Curitiba
O Presidente do SINTRACOM
Londrina e Secretário
de Finanças da FETRACONSPAR - Denilson Pestana da
Costa e
o Secretário de Formação Sindical da Federação – Sirlei
César de Oliveira, participaram
na última quinta e sexta-feira (09 e 10/07) da Reunião
Ordinária
do Conselho de Cidades (ConCidades) em Curitiba (PR).
Na reunião o ConCidades
discute a Política Estadual de Desenvolvimento Urbano e
foi definida Comissão para elaborar o regimento da 4ª Conferência
Nacional das Cidades, a ser realizada de 24 a 28 de maio de 2010.
Os conselheiros das cidades
presentes da 6ª Reunião do Concidades (Conselho Estadual
das Cidades do Paraná), realizada em Curitiba, nos dias
9 e 10 de julho, aprovara MOÇÃO
DE REPÚDIO a Companhia de Habitação
do Paraná – COHAPAR, pelas razões expostas
a seguir.
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Folha de S.Paulo, 13
de julho de 2009
Doação ilegal
pode gerar multa milionária
Procuradoria cobra R$ 390 milhões
de empresas e pessoas físicas que excederam limite permitido
no Código Eleitoral | Representações no TRE
têm como alvo as campanhas de 2006; cerca de mil empresas
e 1.500 pessoas teriam feito doação além do
permitido
RUBENS VALENTE
FLÁVIO FERREIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
A Procuradoria Regional
Eleitoral de São Paulo, órgão do Ministério
Público Federal, protocolou 2.500 representações
no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) paulista para cobrar cerca
de R$ 390 milhões em multas de empresas e pessoas que financiaram
candidatos e comitês eleitorais no ano de 2006.
A devassa é inédita em uma eleição no país.
A Procuradoria acusa os doadores de terem excedido o limite de valores de contribuições
fixado pelo Código Eleitoral -2% do faturamento bruto do ano anterior à eleição,
no caso de pessoas jurídicas, e 10% dos rendimentos brutos, para as
pessoas físicas.
As representações, elaboradas pelo procurador regional eleitoral
Luiz Carlos Gonçalves, pedem que os acusados sejam condenados ao pagamento
de multa dez vezes maior que as quantias que extrapolaram o limite e sejam
proibidos de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos.
A Folha teve acesso aos nomes de todos os representados na Justiça Eleitoral
de São Paulo. São cerca de 1.500 pessoas físicas e mil
empresas. A Procuradoria afirma que as contribuições além
do limite ultrapassaram R$ 39 milhões. Ainda há 850 casos sob
investigação no órgão.
Na lista dos dez doadores que mais excederam o teto estão nove empresas
e a AIB (Associação Imobiliária Brasileira), associação
ligada ao Secovi-SP que integra a lista do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
de suspeitos de financiamento ilegal de campanha.
Esse grupo é composto pelo Banco Mercantil de São Paulo, incorporado
pelo Bradesco no final de 2006, duas empresas ligadas ao grupo Safra, a Embraer,
a Heber Participações, holding controladora do Grupo Bertin,
e a VR3 Participações, titular de participação
acionária no grupo Carlos Lyra.
A pessoa jurídica que encabeça essa lista doou R$ 6,2 milhões
além do limite, e poderá receber multa de R$ 62 milhões,
segundo a Procuradoria. O órgão não informou a ordem das
empresas no ranking de doadoras para não violar os seus sigilos fiscais.
Os candidatos beneficiados por doações sob suspeita incluem senadores,
deputados federais e campanhas presidenciais, tanto a vitoriosa, da reeleição
de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quanto a de Geraldo Alckmin (PSDB-SP).
O comitê financeiro de Lula recebeu, em 2006, R$ 500 mil da empresa de
táxi aéreo Interavia, que pertence ao grupo Votorantim, e mais
R$ 400 mil da empreiteira Consulvix. A Folha localizou uma entidade de classe,
o CNC (Conselho Nacional do Café), que intermediou R$ 286 mil para campanhas
de deputados federais.
Segundo o procurador Gonçalves, também serão verificadas
suspeitas de doações feitas por empresas-fantasma. "Em alguns
casos, encontramos empresas que não operam regularmente no ambiente
econômico. Há indícios de que elas são de fachada,
constituídas para fazer doações de quem não quer
aparecer ou quem está proibido a doar", disse.
Há situações em que até os candidatos poderão
ser punidos, afirmou o procurador. "As doações com indícios
de ilicitude mais grave podem repercutir para os candidatos. Se houver elementos
de que um candidato conhecia a impossibilidade de o doador contribuir, até os
os eleitos podem ser responsabilizados por captação ou gastos
ilícitos de recursos".
Cruzamento
de dados
Os nomes dos doadores foram obtidos a partir de um trabalho conjunto do TSE
e da Receita Federal, originado de um ofício enviado, em 2006, pelo
então presidente do tribunal, Marco Aurélio de Mello. Na atual
gestão na presidência do TSE, Carlos Ayres Britto enviou novo
ofício à Receita para adoção do mesmo procedimento
sobre o pleito de 2008.
Segundo o TSE, o cruzamento vinha sendo realizado pelo tribunal desde 2001,
mas só ganhou corpo a partir de 2006, quando foi criada uma espécie
de cadastro nacional de doadores, que possibilitou identificar as doações
feitas pela mesma pessoa ou empresa a vários candidatos, de diferentes
Estados e cargos em disputa.
" A medida objetiva verificar o cumprimento da lei e possibilitar a eventual
aplicação de multa eleitoral aos infratores. A multa varia de 5
a 10 vezes o valor extrapolante do limite da doação. A pessoa jurídica
também pode ficar proibida de participar de licitações públicas
e de celebrar contratos com o poder público por cinco anos", afirmou,
por e-mail, o presidente do TSE, Carlos Ayres de Britto.
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Folha de S.Paulo, 13
de julho de 2009
Cresce fatia estrangeira em
empresas do país
Fundos aproveitam desvalorização
que ações soferam em 2008 e aumentam participação
no capital de companhias nacionais | Entre as empresas que tiveram
seu quadro de acionistas alterado, estão Vale, Embraer, Eletrobrás,
Itaú Unibanco e Bradespar
TONI SCIARRETTA
FABRICIO VIEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Fundos estrangeiros com
patrimônio superior ao PIB brasileiro, que causaram turbulência
na Bolsa e no câmbio ao retirar dinheiro do país em
meio à crise, não só retornaram como também
aproveitaram a depreciação das ações
para ampliar as fatias que detinham em algumas das mais rentáveis
empresas nacionais.
Companhias como Banrisul, Bradespar, Eletrobrás, Embraer, Itaú Unibanco,
Lojas Renner, Redecard, SLC Agrícola e Vale, entre outras, tiveram alteração
em seu quadro de acionistas com a ascensão de estrangeiros, que passaram
a ter pelo menos 5% de capital desde setembro de 2008.
Segundo analistas, a ampliação da presença estrangeira
no capital de empresas nacionais é uma revolução silenciosa,
que acontece nos pregões eletrônicos da Bolsa. Isso até um
deles obter 5% do capital e deixar o anonimato -é obrigatório
informar o mercado quando atingem esse patamar.
Alguns desses fundos trilionários falam em nome de milhões de
pequenos investidores da classe média americana e europeia, como operários,
funcionários públicos e profissionais liberais de meia-idade
que terceirizaram a eles a gestão da poupança de toda uma vida.
" O Brasil tem sido um dos mercados mais populares no primeiro semestre
do ano. Os investidores são atraídos pela recessão relativamente
branda do país, no contexto de desaceleração severa do restante
do mundo", diz Karina Litvack, diretora da britânica F&C.
Considerada porta-voz dos estrangeiros na CVM, Litvack liderou em 2008 grupo
de 11 investidores que reclamaram de desrespeito aos minoritários nas
fusões Aracruz/VCP e Tenda/Gafisa (leia na pág. B6).
Maior acionista individual da Disney, a gestora americana Fidelity "descobriu" o
Brasil no início da década. Desde então, vem ampliando
a presença em empresas como BM&FBovespa, Cosan, Gafisa e Vivo, além
de outras com participação anônima (menos de 5%).
Para clientes de perfil mais arrojado, a Fidelity diz que procura no Brasil
empresas com boas perspectivas de retorno em longo prazo, gestão eficiente,
contas transparentes e respeito ao acionista minoritário. E o mais importante:
liquidez. Como podem precisar retirar dinheiro a qualquer momento, procuram
não ficar presos a papéis de difícil negociação.
Apesar de o senso comum apontar o capital externo como muito instável,
por fugir da Bolsa a qualquer solavanco, analistas lembram que nem todo dinheiro
que vem de fora tem essa característica.
" O investidor que amplia sua participação em uma empresa
a um montante de 5% ou mais não pode ser encarado como especulador. Esse
investidor buscou aproveitar muito mais um preço favorável do que
uma oportunidade ligeira para especular", avalia Álvaro Bandeira,
diretor da corretora Ágora.
Os noruegueses do Skagen Kon-Tiki fazem exigências adicionais: procuram
empresas com responsabilidade socioambiental e subavaliadas.
Em 2007, compraram participação na Nossa Caixa que chegou a 6%,
após as ações caírem até 40% depois de o
governador José Serra vender a folha de pagamento dos servidores. Deixaram
a posição após o Banco do Brasil acertar a compra do banco
paulista, que valorizou os papéis em 200% em 2008.
Agora, os noruegueses estão na Eletrobrás e tentam repetir o
feito com o Banrisul, em que sua participação chegou a 5% em
novembro. "Como gestores, buscam sempre informações sobre
a empresa", diz Alexandre Ponzi, diretor do Banrisul.
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Gazeta do Povo, 13
de julho de 2009
Pagamentos
Propostas tentam mudar setor de cartões
A equipe econômica pretende encaminhar ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva até o início de outubro uma série de medidas
para aumentar a regulamentação e controle sobre o setor de cartões
no país, segmento que movimentou pelo menos R$ 375 bilhões no
ano passado e que ainda vive sobe o domínio de apenas duas empresas.
Depois de extenso estudo
sobre o setor, elaborado em conjunto pelo Banco Central (BC) e
as secretarias de direito e acompanhamento econômico dos
ministérios da Justiça e da Fazenda, técnicos
preparam agora as medidas que serão encaminhadas ao Palácio
do Planalto. A ideia central é montar uma estrutura que
permita redução das taxas cobradas pelas administradoras
de cartões e do prazo de pagamento aos lojistas, além
de uma diminuição das barreiras à entrada
de novas empresas.
Ao mesmo tempo em que o
governo se debruça sobre o assunto, duas comissões
especiais da Câmara dos Deputados preparam uma série
de propostas para o setor. Um dos documentos, elaborado pelo deputado
e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), será votado
nesta semana pela comissão que trata da crise financeira
mundial e possíveis medidas para minimizar os efeitos sobre
o sistema financeiro e o mercado de capitais do país.
“A questão
central é a necessidade de promover concorrência no
setor, que efetivamente não existe hoje”, afirma Palocci
em seu relatório. Na avaliação do ex-ministro
da Fazenda, o ponto que merece atenção imediata é o
que trata dos credenciadores. “O credenciador deve vender
contratos de diferentes bandeiras, assim você elimina o monopólio.”
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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de julho de 2009 | Economia
SRTE tem novo superintendente no Estado
Redação
Foi nomeado anteontem o novo superintendente do Trabalho e Emprego no Paraná,
Alvyr Pereira de Lima Junior. Natural de Curitiba, Alvyr é advogado
formado pela Universidade Católica do Paraná e é membro
da Advocacia Geral da União.
O novo superintendente é funcionário
público de carreira há 28 anos e desde 1999 está na
Superintendência no Paraná como assessor jurídico,
tendo conhecimento em diversos setores da SRTE/PR. Sua indicação
foi feita por João Graça, antigo superintendente,
com o aval do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
|
Agência Diap,
13 de julho de 2009
Parcelamento do IR: projeto
na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos
A Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) se reúne nesta terça-feira
(14), às 9h30, na sala de reuniões 19, ala Alexandre
Costa.
Na reunião existem
onze itens para serem deliberados. Dentre os quais destacam-se:
O PLS 59/09, do senador
Raimundo Colombo (DEM/SC) institui o parcelamento para o pagamento
do Imposto de Renda Pessoa Física.
O projeto de lei tramita
em caráter terminativo na CAE e permite ao contribuinte
pagar o imposto de renda parcelado em até nove vezes mensais
e sucessivamente, sem juros e correção.
O relator do projeto, senador
João Tenório (PSDB/AL), apresentou parecer favorável,
com emenda.
Redução
na alíquota da tabela do IR
Está ainda na pauta da CAE, o PLS 330/05, do senador Sérgio Guerra
(PSDB/PE), que reduz alíquota da tabela progressiva do imposto de renda
incidente sobre os rendimentos de pessoas físicas.
Relatado pelo senador Eduardo
Azeredo (PSDB/MG), o projeto, que é terminativo na CAE,
tem parecer favorável.
Crédito
para pessoas com deficiências
Também na ordem do dia CAE poderá ser debatido o PLS 123/06,
que dispõe sobre incentivos tributários a linhas de crédito
especiais para o atendimento às necessidades de pessoas com deficiência.
A proposição,
do senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), recebeu parecer favorável,
com emendas do relator, senador Eliseu Resende (DEM/MG).
A matéria será apreciada
pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa (CDH), com decisão terminativa.
Fim
da verba indenizatória
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
(CCJ) se reunirá nesta quarta-feira (15), às 10 horas, no plenário
3, da Ala Senador Alexandre Costa.
Na pauta da CCJ encontra-se
a PEC 5/04, da senadora Serys Slhessarenko (PT/MT), que dá nova
redação ao parágrafo 7º do artigo 57
da Constituição, com o objetivo de extinguir o pagamento
de parcela indenizatória em razão de sessão
legislativa extraordinária.
O relator da proposta, senador Antônio Carlos Junior (DEM/BA) apresentou
parecer pela rejeição da matéria.
Segundo o parecer do relator,
a PEC 5/04 foi "apresentada antes do advento da Emenda Constitucional
50, de 2006, que alterou a redação do parágrafo
7º do artigo 57 para o alcance do mesmo objetivo aqui visado".
Aumento
de prazo
O PLS 21/09 é outra proposição importante na ótica
do DIAP que pode ser votada na CCJ. O autor é o senador Papaléo
Paes (PSDB/AP)
Este projeto altera Lei
11.196, de 21 de novembro de 2005, para ampliar para 365 dias o
prazo em que se aplica a isenção do imposto de renda
da pessoa física sobre o ganho auferido na venda de imóvel
residencial, condicionada à aquisição de outro
imóvel residencial.
De acordo com a redação
do dispositivo em vigor, a aquisição do novo imóvel
residencial deverá ocorrer no prazo de 180 dias contados
da celebração do contrato.
O senador Almeida Lima
(PMDB/SE), que é o relator da matéria, apresentou
parecer favorável ao texto. Depois o projeto será apreciado
pela CAE, em decisão terminativa.
TCU
Encontra-se também na pauta da CCJ, a PEC 15/07, do senador Renato Casagrande
(PSB/ES) e outros, que altera os artigos 73, 75 e 105, da Constituição
Federal - que dispõe sobre o Tribunal de Contas da União e seus
ministros.
O senador Pedro Simon (PDT/RS)
apresentou parecer favorável à matéria, com
emenda substitutiva.
Gratuidade
dos mandados judiciais
Deve também ser objeto de análise na CCJ a PEC 84/07, que altera
o inciso LXXVII do artigo 5º da Constituição Federal.
Do senador José Maranhão
(PMDB/PB) e outros, a proposição visa assegurar ao
cidadão o direito de ingressar em juízo com ações
de mandado de segurança e de mandado de injunção
com total gratuidade, salvo má-fé, tendo em vista
que as razões de tais ações são atos,
omissivos ou comissivos, praticados pelo Estado contra o próprio
cidadão.
Tramita anexada a esta,
a PEC 74/07, do senador Demóstenes Torres (DEM/GO), que
legitima o Ministério Público para a impetração
do mandado de segurança coletivo, no exercício de
suas atribuições constitucionais.
O relator, Inácio
Arruda (PCdoB/CE), apresentou parecer favorável à PEC
74/07, com emenda substitutiva, acolhendo a emenda 1 e as sugestões
da PEC 84/07.
Defensoria
Pública
O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 43/09, originalmente PL 1.090/07, também
está na pauta da CCJ.
Este projeto de lei altera
a Lei 7.210, de 11 de julho de 1984, que dispõe da competência
da Defensoria Pública de garantir o acesso à Justiça,
no âmbito da execução da pena e prestação
de assistência judiciária integral e gratuita.
O autor do PLC 43/09 é o
deputado Edmilson Valentim (PCdoB/RJ).
A matéria tem parecer
favorável do relator, senador Osmar Dias (PDT/PR), com sete
emendas apresentadas.
Caso seja deliberado nesta
sessão, haverá duas votações nominais,
a primeira para o projeto e a segunda para as emendas. Se aprovados,
projeto e emendas, a matéria volta à Câmara
dos Deputados, pois sofreu alteração no texto original.
Trabalho
temporário
Permitir a atividade de empresas de trabalho temporário no meio rural,
esse é o objetivo do PLS 171/04, do falecido senador Ramez Tebet (PMDB/MS).
O projeto também consta dentre os 54 itens a serem analisados pela CCJ.
O texto do projeto altera
o artigo da Lei 6.019, de 3 de janeiro de 1974, que dispõe
sobre o trabalho temporário nas empresas urbanas e dá outras
providências, para permitir a utilização do
trabalho temporário na área rural.
A senadora Kátia
Abreu (DEM/TO), apresentou parecer favorável pela aprovação,
com a emenda apresentada na Comissão de Agricultura e Reforma
Agrária (CRA).
Em seguida, a matéria
será apreciada também pela Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), em decisão terminativa.
Aposentadoria
especial
Também está na pauta da CCJ, o PLS 333/05, que dá nova
redação ao artigo 28 da Lei 9.711, de 20 de novembro de 1998,
para permitir a conversão de tempo de trabalho exercido sob condições
prejudiciais à saúde ou à integridade física mesmo
após 28 de maio de 1998.
Segundo o parecer do relator,
senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), o autor do projeto, senador Flávio
Arns (PT/PR), argumenta que "não há lógica
em restringir a contagem diferida do tempo de serviço, quando
se mantêm presentes as condições ofensivas à saúde
ou à integridade física".
O parecer do relator é pela
aprovação da matéria.
A matéria será apreciada
também pela CAS, em decisão terminativa.
Pensão
para estudantes
Outro projeto que continua na pauta da CCJ é o PLS 49/08, do senador
Expedito Junior (PR/RO), que acrescenta o parágrafo 3º ao artigo
217 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e altera o inciso II do parágrafo
2º do artigo 77 da Lei 8.213, de 24 de julho de 1991, para estender o
direito à pensão por morte aos filhos e dependentes até os
24 anos de idade, quando estudantes.
O PLS 49/08 tramita em
conjunto ao PLS 140/08, do senador Cristovam Buarque (PDT/DF).
A senadora Lúcia
Vânia (PSDB/GO), relatora dos projetos, apresentou parecer
favorável ao PLS 49/08, com substitutivo e contrário
ao PLS 140/08.
Depois, a matéria
será apreciada também pela CAS, em decisão
terminativa.
Advocacia
do Congresso Nacional
Finalizando na CCJ, o PLS 245/05, do senador Álvaro Dias (PSDB/PR),
também está incluso na pauta para ser deliberado.
O texto da matéria
dá poderes aos servidores de carreira da Advocacia das Casas
do Congresso Nacional para acompanhar a tramitação
e intervir nos processos oriundos de Comissões Parlamentares
de Inquérito, de que trata a Lei 10.001, de 4 de setembro
de 2000.
O relator, senador Geraldo
Mesquita Júnior (PMDB/AC), apresentou parecer contrário à matéria,
por inconstitucionalidade.
A votação
será nominal.
Normas
eleitorais
A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação
e Informática (CCT) do Senado Federal se reunirá nesta quarta-feira
(15), às 8h30, no plenário 13, da ala senador Alexandre Costa.
Na pauta está o
PLS 212/09, do senador Valdir Raupp (PMDB/RO), que altera o artigo
57 da Lei 9.504, de 30 de setembro de 1997 (Lei das Eleições),
para explicitar a aplicação das normas de propaganda
eleitoral às rádios comunitárias.
O texto do projeto tem
parecer favorável pela aprovação dado pelo
relator, senador Marco Maciel (DEM/PE).
Depois de ser votado na
CCT, o projeto de lei segue para a CCJ onde será deliberado
em decisão terminativa.
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Blog Seu Direito, 13
de julho de 2009
Assédio Moral na relação
trabalhista: o que é, como se faz no dia a dia
O assédio moral é a
exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações
humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante
a jornada de trabalho e no exercício de suas funções.
A forma mais comum apresenta-se
nas relações entre chefes e subordinados em que predominam
condutas desumanas sem nenhuma ética.
A humilhação
repetitiva e de longa duração interfere na vida do
trabalhador de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade
e relações afetivas e sociais, ocasionando graves
danos à saúde física e mental, que podem evoluir
para a incapacidade para o trabalho, desemprego ou mesmo a morte.
Essa humilhação
corresponde ao sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a,
inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a
pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor,
inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a,
traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva.
A violência moral
no trabalho é identificada por atitudes como, por exemplo,
começar sempre a reunião amedrontando quanto ao desemprego
ou ameaçar constantemente com a demissão, subir na
mesa e chamar a todos de incompetentes, sobrecarregar de trabalho
ou impedir a continuidade do trabalho negando informações,
desmoralizar publicamente afirmando que tudo está errado,
afirmar que seu trabalho é desnecessário à empresa,
rir à distância e em pequeno grupo, conversar baixinho,
suspirar e executar gestos direcionado-os ao trabalhador, não
cumprimentar e impedir os colegas de almoçarem, cumprimentarem
ou conversarem com a vítima, mesmo que a conversa esteja
relacionada à tarefa, desviar da função sem
justificativa, exigir que faça horários fora da jornada,
mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador,
hostilizar, sugerir que peça demissão por sua saúde,
divulgar boatos sobre sua moral.
Ainda há a discriminação
por sexo: promover apenas os homens, diferenciar o salário
entre homens e mulheres que desempenham a mesma função,
fazer reunião com todas as mulheres e exigir que não
engravidem para evitar prejuízos na produção,
mandar limpar banheiro, fazer cafezinho, limpar o local de trabalho
(sendo que foram contratadas para o desempenho de outra função).
Há também
o caso de ter que ir pintar a casa do chefe nos finais de semana,
ou receber advertência em conseqüência de atestado
médico ou ainda porque reclamou direitos.
Fiquem atentos!
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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de julho de 2009 | Política
Projeto parlamentar quer evitar demissões
sem justa causa
Redação
O deputado federal Ratinho Junior (PSC) apresentou na Câmara dos Deputados
o projeto de lei que impede empresas que recebem, receberam ou vão receber
incentivos fiscais, do governo federal, de demitir seus trabalhadores sem justa
causa.
A proposta de Ratinho Junior
estabelece que empresas devem aplicar, pelo menos, 5% do valor
dos incentivos já recebidos na qualificação
dos seus empregados.
O deputado assegura que,
com a aprovação deste projeto, esta medida será aplicada
em todas as empresas beneficiadas pela União com incentivos
fiscais. “E quem não cumprir a lei vai ter a revisão
de seus contratos com o governo federal. Afinal, empresas que recebem
benefícios devem responder com responsabilidade social”,
adianta o deputado.
Ele foi o autor de
uma lei semelhante no Paraná, quando era deputado estadual.
A lei foi aprovada em 2007 e, recentemente, recebeu uma nova
versão proposta pela bancada do governo na Assembleia
Legislativa.
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
13/07/2009
SDI-1 manda reintegrar empregada da
CEF demitida com 24 anos de casa
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do
Trabalho restabeleceu decisão que reconheceu o direito à reintegração
ao emprego de uma servidora da Caixa Econômica Federal (CEF),
demitida sem justo motivo, após 24 anos de trabalho ininterrupto
e sem registro de uma única falta geradora de advertência
ou suspensão em seu prontuário funcional. Por maioria
de votos, os ministros consideraram que a falta de norma interna
prevendo a demissão sem justa causa limita o poder potestativo
do empregador neste caso, n&atild | |