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Inflação baixa permite ganho real, mas negociações retrocedem em direitos trabalhistas

shutterstock_768405385A inflação está em baixa no Brasil. Em 2017, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou aumento de 2,07%. O número é inferior aos 6,58% registrados em 2016.

Essa queda relativa ao ano anterior possibilitou a aprovação de ganho salarial na maioria dos acordos e convenções coletivas de trabalho analisados no ano passado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O órgão avaliou 643 negociações e constatou que 63,3% obtiveram ganho real, 28,6% tiveram aumentos equivalentes ao INPC e 8,1% registraram perda salarial.

Os números são melhores que os de 2016, quando cerca de 50% das campanhas resultaram em achatamento salarial para os trabalhadores. Mas o resultado de 2017 ainda é inferior ao que foi registrado entre 2005 e 2014, período em que o percentual de negociações com aumento real nunca foi inferior a 70%.

Ofensiva

Com a inflação em baixa, a questão salarial não sofreu tanta resistência por parte dos patrões durante as negociações, mas o cenário deve ser diferente quando se trata de outros direitos trabalhistas. Isso porque a Reforma Trabalhista abriu portas para que os acordos e convenções coletivas retirem direitos garantidos por lei, principalmente aqueles relacionados às condições de trabalho.

Essas condições estão nas cláusulas sociais das negociações. Diferentemente das cláusulas econômicas, que regulam questões relacionadas aos salários e benefícios dos trabalhadores, as sociais determinam as condições de trabalho e o cumprimento de outras garantias. Depois das mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a ofensiva dos patrões deve se dar sobre esses últimos direitos.

Para o presidente do Sintracom Londrina, Denilson Pestana da Costa, os trabalhadores precisam se mobilizar para preservar direitos historicamente conquistados.

“Depois das mudanças, os trabalhadores correm o risco de perder garantias importantes, já que o tempo de intervalo de almoço pode ser diminuído para 30 minutos, além da chance de aumento da jornada de trabalho. São esses direitos que os empregadores vão tentar atacar nas negociações daqui pra frente ”, alerta.

Fonte: Sintracom Londrina

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