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Funcionários relatam suspeita de condições análogas à escravidão em Apucarana

Sintracom_Londrina_Trabalhadores

Sintracom_Londrina_TrabalhadoresNo início de maio, trabalhadores procuraram o Sintracom Londrina para denunciar o estado precário de trabalho em uma obra em Apucarana. De acordo com os relatos, a suspeita é que eles trabalhavam em condições análogas à escravidão.

Os empregados foram contratados pela construtora LM Magalhães, de Arapongas, para trabalhar na obra da construtora Prestes, em Apucarana. Nenhum deles teve a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) assinada.

Os funcionários afirmaram que o alojamento estava em péssimas condições, sem pia e sem água – que foi cortada por falta de pagamento. Além disso, o local possuía apenas cinco colchões para atender oito trabalhadores. As goteiras molhavam o local quando chovia e o empregador não fornecia alimentação e nem realizava o pagamento aos empregados.

De acordo com o presidente do Sintracom Londrina, Denilson Pestana da Costa, o Sindicato protocolou a denúncia no Ministério Público do Trabalho e encaminhou os relatos para o sindicato que representa a categoria em Arapongas – que ficou responsável por fiscalizar o alojamento.

Outros problemas

As reclamações contra a construtora Prestes continuam. Em 5 de junho, funcionários que trabalhavam em uma obra em Rolândia procuraram o Sindicato para relatar a falta de pagamento das verbas rescisórias.

O Sintracom Londrina já está trabalhando para solucionar esse problema e lutando para que os valores sejam pagos aos empregados.

De acordo com o assessor jurídico do Sindicato Jorge Custódio, a maioria dos problemas relatados pela categoria são causados pela terceirização do trabalho.

“As empresas contratam esses trabalhadores e não assinam as carteiras, não garantem condições adequadas de trabalho e, quando o serviço acaba, não pagam todos os valores que devem aos funcionários. Além disso, mesmo quando registram os empregados, não pagam os direitos trabalhistas. Com a aprovação da Lei da Terceirização, esse problema certamente será mais agravado”, afirma.

Fonte: Sintracom Londrina

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