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Estudo revela que um trabalhador morre a cada quatro horas e meia no Brasil

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Sair de casa para trabalhar e não voltar mais. Foi isso que aconteceu com aproximadamente 15 mil trabalhadores do país, vítimas de acidentes de trabalho, entre os anos de 2012 e 2017.

O levantamento realizado pelo Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), revelou também que a cada quatro horas e meia uma pessoa morreu trabalhando. Esse dado remete ao período entre o começo de 2017 e o dia 5 de março deste ano.

As informações foram extraídas de diversos órgãos públicos com base no registro de 675.025 Comunicações por Acidentes de Trabalho (CATs) e 2.351 mortes, contabilizadas no mesmo período.

O presidente do Sintracom Londrina, Denílson Pestana da Costa, afirma que esses números, no entanto, são ainda maiores, o que agrava mais a situação. “As empresas são omissas e não respeitam a legislação, pois muitas vezes se recusam a abrir CATs depois de um acidente“, explica.

Também segundo o estudo, entre 2012 e 2017, a Previdência Social teve um gasto de mais de R$ 26,2 bilhões com o pagamento de auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, auxílios-acidente e pensões por morte de trabalhadores.

Maiores vítimas estão na construção civil

Os trabalhadores da construção civil correspondem ao maior número de CATs computados, seguidos por faxineiros, motoristas de caminhão e técnicos de enfermagem. Já os maiores riscos de se acidentar e de sofrer ferimentos graves estão presentes para os empregados que atuam operando máquinas e equipamentos.

Basta de acidentes

Em praticamente todas as áreas, os acidentes acontecem por desrespeito às normas de segurança e saúde por parte das próprias empresas. Na construção civil, por exemplo, a Norma Reguladora (NR) 18 dificilmente é cumprida. Ela determina a obrigatoriedade do uso de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), essenciais para a proteção dos trabalhadores.

Outros fatores interferem ainda para que os acidentes persistam, como jornadas excessivas, falta de condições adequadas de trabalho e orientações corretas sobre segurança.

Fonte: Sintracom Londrina

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