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Em um ano, pobreza extrema cresce 11,2% no Brasil e já atinge 14,83 milhões de pessoas; entenda os motivos

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Dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) mostram que o número de brasileiros vivendo em situação de extrema pobreza cresceu 11,2% entre 2016 e 2017.

Na prática, o levantamento significa que 14,83 milhões de pessoas no país vivem com menos de 2 dólares por dia – de acordo com a definição do Banco Mundial, que usa a moeda estadunidense como parâmetro – o equivalente a cerca de R$ 7,40 na cotação atual. Em 2016, eram 13,34 milhões de pessoas nessa situação, o que representa um salto de 1,49 milhão em apenas 12 meses.

O presidente do Sintracom Londrina, Denilson Pestana da Costa, explica que o cenário devastador é um reflexo direto das investidas do Governo Temer contra a classe trabalhadora e minorias sociais. “As medidas de austeridade impostas pela gestão de Michel Temer têm impacto direto nesse empobrecimento de quem já não tinha rendas muito altas”, conta.

Por que tantos brasileiros passaram a viver na condição de extrema pobreza em tão pouco tempo?

A piora substancial na renda dos brasileiros pode ser difícil de entender ao analisar o Produto Interno Bruto (PIB) do país, que cresceu 1% no mesmo período, e a inflação, que teve sua menor taxa desde 1998, fechando em 2,95%. No entanto esse crescimento não significa necessariamente que os índices sejam relativos a uma melhora socioeconômica para o povo. Uma das hipóteses de economistas é que os números estejam relacionados ao enriquecimento das classes mais altas.

O principal motivo para essa piora na qualidade de vida foi a alta taxa de desemprego, que em 2017 registrou seu pior índice desde 2012, com 12,7% dos brasileiros sem emprego. Com isso, também cresce a ocupação informal, que faz com que as pessoas ganhem salários mais baixos e variáveis, e sem direito a garantias trabalhistas.

O corte progressivo de benefícios sociais também contribui para a situação. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por exemplo, encolheu 91% no primeiro semestre de 2017 em comparação a todo o ano de 2016. Já o programa Minha Casa Minha Vida, que chegou a um orçamento de R$ 20,7 bilhões em 2015, passou para apenas R$ 7,9 bilhões em 2016 e, até agosto do ano passado, havia somado apenas R$1,8 bilhão em 2017.

Fonte: Sintracom Londrina

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