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Cresce o número de jovens que não estudam nem trabalham. O que isso quer dizer?

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Em 2017, chegou a 11,2 milhões o número de pessoas entre 15 e 29 anos que não trabalhavam e nem estudavam no Brasil. O índice representa um salto de 619 mil jovens a mais nessa condição, em relação ao ano anterior. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram divulgados no dia 18 de maio desse ano.

O levantamento não considera apenas o Ensino Regular, como escolas e faculdades, mas também cursos técnicos, profissionalizantes e pré-vestibular.

A Pnad também indica os motivos que levaram esses jovens a não estudar. 49,4% dos homens e 28,9% das mulheres afirmaram que a razão para não se matricularem em nenhuma modalidade de ensino era porque estavam procurando emprego.

Isso mostra que a situação é diretamente influenciada pela estagnação da economia e a alta taxa de desemprego que vem assolando o país — e que atingiu o índice de 13,1% no primeiro trimestre deste ano, o mais alto desde 2012.

Quando são analisados os critérios de gênero, cor ou raça, o panorama fica ainda mais grave. As mulheres e pessoas negras e pardas são os grupos com maiores taxas de representação entre os integrantes da chamada geração nem-nem – que nem trabalha e nem estuda.

Na prática, isso simboliza um risco muito alto de que as próximas gerações repitam os padrões de desigualdade social das anteriores, em que mulheres e negros ainda são colocados em uma situação de disparidade em relação a outras pessoas.

O presidente do Sintracom Londrina, Denilson Pestana da Costa, vê com preocupação os dados, que indicam que a crise econômica e os constantes ataques governamentais aos direitos da classe trabalhadora terão um preço muito alto para o futuro do país. “Os mais jovens não estão trabalhando, mas também não estão se qualificando. Isso gera um ciclo em que fica cada vez mais difícil essas pessoas conquistarem um posto de trabalho. O quadro é grave para esses indivíduos e para a sociedade como um todo”, explica.

Para Denilson, esses dados também comprovam o que o movimento sindical vinha falando desde o ano passado: que a Reforma Trabalhista não serviria para gerar mais empregos, apenas para precarizar as relações trabalhistas e reduzir direitos.

Em 2014, 13,9% do total de jovens do Brasil faziam parte da geração nem-nem. Já no ano de 2017, o percentual saltou para 23%.

Fonte: Sintracom Londrina

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