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Cerca de 28 milhões de brasileiros estão fora do mercado de trabalho

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O cenário do mercado de trabalho do Brasil em 2018 causa espanto. Cerca de um ano depois da aprovação da Reforma Trabalhista, as consequências da retirada de direitos começam a afetar os trabalhadores.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a subutilização da força de trabalho atingiu 27,7 milhões de brasileiros no primeiro trimestre de 2018.

Entram nessa conta as pessoas desempregadas, as que gostariam de trabalhar mais e não encontram oportunidade e as que procuraram emprego, mas não estavam disponíveis para o trabalho.

A taxa representa cerca de 25% da força de trabalho do país e é a maior desde o início da série histórica em 2012. Para se ter uma ideia, o número corresponde às populações das cinco maiores cidades do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Fortaleza.

Entre os brasileiros que tinham a força de trabalho subutilizada no primeiro trimestre de 2018, 13,7 milhões estavam desempregados, ou seja, estavam procurando emprego e não conseguiam. O número de trabalhadores com carteira assinada é o mais baixo desde 2012: 32,9 milhões.

Além disso, a taxa de desalento também aumentou. São 4,6 milhões de pessoas que desistiram de procurar uma vaga no mercado de trabalho depois de muitas tentativas frustradas. O número é quase 200% maior que o registrado em 2014.

Governo Temer contra os trabalhadores

Para o presidente do Sintracom Londrina, Denilson Pestana da Costa, não há dúvidas de que  esse cenário desastroso é consequência direta da Reforma Trabalhista aprovada no ano passado pela gestão de Temer e por parlamentares inimigos dos trabalhadores.

“Todos os alertas que os sindicatos fizeram no período da aprovação das mudanças estão se tornando realidade. Na prática, a Reforma Trabalhista serviu somente para aumentar a desocupação e o número de empregos precários”, critica.

As consequências mencionadas pelo presidente podem ser comprovadas em números. Pesquisas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que entre os poucos empregos gerados após a Reforma Trabalhista, a maioria tem remuneração de no máximo dois salários mínimos. A situação é pior nas regiões Norte e Nordeste, onde as vagas abertas remuneram o trabalhador na faixa de um salário mínimo.

“O governo de Michel Temer só tem olhos para os grandes empresários e as elites. A Reforma Trabalhista e a aprovação da Lei das Terceirizações são dois exemplos do descaso que a gestão dele tem com a dignidade do trabalhador”, afirma Costa.

Fonte: Sintracom Londrina

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