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Apesar do crescimento da construção civil, trabalhadores com menos especialização continuaram com salários baixos

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sintracom_segurança-11_01Nos anos 2000, as políticas habitacionais adotadas pelo governo federal beneficiaram o setor da construção civil no país. Entre 1994 e 2013, a construção civil cresceu 74,25%. Os trabalhadores que atuam nos canteiros de obras, no entanto, não aparentam ter se beneficiado tanto com esse crescimento.

A maior parte dessa categoria ainda enfrenta condições precárias de trabalho, baixa renumeração, longas jornadas de trabalho e um alto índice de acidentes durante o desempenho das atividades.

Apesar do movimento intenso de retomada da construção civil, os profissionais que tiverem maiores reajustes foram os especializados, tais como engenheiros, arquitetos, eletricistas e pintores.

O servente e o pedreiro, por exemplo, são duas das funções responsáveis por mais de 50% dos empregados no setor. Para esses, no entanto, nem sempre o crescimento dos salários acompanhou o desenvolvimento. Em média, cresceu apenas conforme a variação do salário mínimo.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina (Sintracom Londrina), Denilson Pestana da Costa, explica que o baixo crescimento da área nos anos de 1990 fez com que a mão de obra especializada, na década seguinte, custasse mais caro. Os trabalhadores com menos especialização, no entanto, continuaram com salários baixos.

Trabalho escravo

Outro grande problema do setor é a questão da informalidade. O trabalho análogo ao escravo acompanha a construção civil e está presente, até mesmo, em projetos que contam com o financiamento público.

“Além disso, a terceirização das atividades no setor é intensa e foi ampliada nas últimas décadas, o que deteriorou, ainda mais, as condições de trabalho da categoria”, explica Denilson.

Embora o trabalho escravo esteja associado, principalmente, aos trabalhadores que atuam no meio rural, ele também marca presença significativa na vida dos trabalhadores que atuam na construção civil.

“Temos feito um trabalho intenso para combater as irregularidades”, afirma o presidente do Sintracom Londrina.

Fonte: Sintracom Londrina

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