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A luta das mulheres pela igualdade não é coisa do passado

shutterstock_220380277É difícil de acreditar, mas até a década de 1960 a mulher brasileira precisava da autorização do marido para trabalhar fora de casa. A regra só foi extinta em 1962, quando o Código Civil de 1916 foi revogado. Além disso, não é novidade que as brasileiras percorreram um longo caminho até conquistarem direitos políticos e sociais que antes eram reservados somente aos homens.

Esse cenário de extrema diferenciação só foi superado porque as mulheres se mobilizaram muito. A inserção delas no mercado de trabalho e na política, por exemplo, é fruto de lutas e da resistência a uma grande dose de preconceito.

O estranhamento à presença de mulheres no mercado é maior quando elas se inserem em profissões e ramos historicamente dominados pelos homens, como é o caso da construção civil.

Dados do Ministério do Trabalho (MTb) e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) indicam que a presença das mulheres no ramo cresceu 65% de 2002 a 2012. A presença feminina nos canteiros de obras representa um avanço na luta pela igualdade e independência das trabalhadoras, mas nem tudo são flores.

As pedreiras, pintoras, azulejistas, ceramistas, eletricistas e outras profissionais da construção civil estão constantemente expostas ao preconceito e à falta de oportunidades. Essa rejeição se deve ao fato de que, pela força do hábito, o imaginário coletivo atribui essas funções à virilidade dos homens. Mas os tempos são outros e exigem novas dinâmicas no mundo do trabalho.

Desigualdades que perduram

Existem dificuldades que mulheres de ramos profissionais específicos enfrentam, mas a desigualdade de gênero atinge todas as trabalhadoras. Mesmo sendo as principais responsáveis pelo sustento de quatro em cada 10 famílias brasileiras, elas continuam reféns de padrões culturais que as sobrecarregam.

Um exemplo disso é a execução do trabalho doméstico. Enquanto homens casados dedicam 12 horas semanais às tarefas do lar, as mulheres casadas destinam 29 horas por semana aos afazeres da casa. Os números são do Núcleo de Estudos sobre Desigualdades e Relações de Gênero (Nuderg) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Já no mercado formal, o reconhecimento ainda é desigual: os salários das mulheres são 24% inferiores aos de homens quando ambos atuam na mesma função. Os números são do relatório global O Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: transformar as economias para realizar direitos, da ONU Mulheres.

Essas e outras desigualdades que afetam as mulheres precisam – e devem – ser superadas na base da mobilização e da luta. Nesta semana da mulher, o Sintracom Londrina parabeniza as trabalhadoras da construção civil e reafirma seu posicionamento em prol da igualdade de gênero e da dignidade das mulheres.

Fonte: Sintracom Londrina

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