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RÁDIO SINTRACOM

Marcha à ré na democracia, não!

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A democracia brasileira não pode andar na marcha à ré

Neste sábado, 22 de março de 2014, está programada para ocorrer em São Paulo, capital, a Marcha das Famílias com Deus pela Liberdade. E ela acontecerá porque vivemos num regime democrático. Na democracia é assim. As pessoas têm a liberdade de expressarem suas ideias, reivindicações, desejos, necessidades e críticas. 

Tudo estaria nos conformes, como se diz por aí, se não fosse um detalhe importante. As pessoas que convocaram a marcha das famílias estão pedindo o impeachment, isto é, o impedimento, o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, que foi democraticamente eleita pelo voto de milhões de brasileiros e brasileiras. 

As pessoas que convocaram a marcha parecem se esquecer ou fazem de conta que esqueceram, que a presidenta Dilma foi eleita no segundo turno das eleições presidenciais de 2010 com 55 milhões, 752 mil e 483 votos, ou seja, 56,05 por cento dos votos válidos apurados naquele pleito. A presidenta Dilma foi eleita democraticamente. Foi eleita pela vontade da maioria do povo brasileiro.

E não há nenhuma acusação formal pesando contra a cabeça da presidenta Dilma. Por isso, não faz sentido o pedido público de impeachment da presidenta. Ao contrário do que dizem os convocadores da marcha das famílias, a presidenta tem uma grande aprovação popular e as pesquisas indicam que ele deve ser reeleita no primeiro turno das eleições deste ano.

E esta deve ser a razão dos manifestantes estarem pedindo a cabeça da presidenta Dilma numa bandeja e a intervenção das Forças Armadas no governo. Trocando em miúdos, os promotores da marcha querem de volta a ditadura militar que matou milhares de brasileiros inocentes e devolveu o país à democracia com uma inflação descontrolada.

Quando os militares deixaram o governo federal, o trabalhador, a trabalhadora, recebia o salário hoje e amanhã ele não valia mais nada. Os preços subiam quase que diariamente. Tudo era motivo para o reajuste da comida, do remédio, do aluguel, da roupa, da água, da luz, do telefone, do transporte coletivo, dos combustíveis e, principalmente, dos juros que infernizavam a vida dos trabalhadores, ou seja, a maioria do povo brasileiro.

Por isso, quando fico sabendo que existem pessoas pedindo a volta da ditadura militar, tenho o dever cívico e patriótico de me posicionar contra. Era menino, ainda, quando realizou-se a transição democrática, que começou em 1978 com o fim do AI-5, ato institucional que dava aos militares o direito e entrar em sua casa a qualquer hora do dia ou da noite, leva-lo pros porões do quartéis, moê-lo de tanto torturar, mata-lo, desaparecer com seu corpo e nada, absolutamente nada acontecia com os torturadores.

A transição democrática terminou em 1988 com a promulgação da Constituição Cidadã e foi sacramentada com as eleições presidenciais de 1989, quando votei pela primeira vez para presidente da república. Ou seja, quase 30 anos depois, tivemos resgatado o sagrado direito democrático de elegermos nossos governantes pelo voto direto. Por isso, não podemos nos calar diante de movimentos que pretendem engatar a marcha à ré na democracia brasileira.


Denílson Pestana da Costa
Presidente do Sintracom Londrina

Última atualização em Sáb, 22 de Março de 2014 14:31

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